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Manejo e controle da buva resistente ao glifosato.

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Academic year: 2021

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MANEJO E CONTROLE DA BUVA RESISTENTE

AO GLIFOSATO

MANEJO E CONTROLE DA BUVA RESISTENTE

AO GLIFOSATO

A buva

É uma espécie anual, presente em praticamente todas as lavouras de

inverno e verão da Região Sul do Brasil. Uma planta pode produzir mais

de 100 mil sementes, que germinam, no Rio Grande do Sul, em setembro/outubro e completam o ciclo

em fevereiro/março.

O glifosato é um herbicida usado tradicionalmente para controlar a buva na dessecação em pré-semeadura da soja ou milho.

O uso repetido e continuado de glifosato favorece a seleção de buva resistente a este herbicida, O controle da buva pode ser realizado durante o inverno, época em que as plantas estão no início do desenvolvimento e apresentam maior sensibilidade aos herbicidas. O controle pode ser realizado em lavouras de trigo com os herbicidas registrados para a cultura (Tabela).

Na dessecação em pré-semeadura de soja ou milho, geralmente, as plantas de buva estão mais desenvolvidas e apresentam maior tolerância aos herbicidas. Nesta época, os cuidados com a escolha do produto e a dose usada são importantes.

identificada no Rio Grande do Sul em 2005. Devido à grande produção de sementes e fácil dispersão, a buva está sendo encontrada na maior parte do Brasil. Nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo a buva é a planta daninha que mais causa problemas nas lavouras.

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FATORES RESPONSÁVEIS POR APLICAÇÕES INEFICIENTES DE HERBICIDAS

a) Dose de herbicida insuficiente;

b) herbicida não indicado para a espécie daninha ou para o estádio de aplicação;

c) condições adversas de clima (luz, temperatura, umidade relativa do ar e umidade do solo); d) regulagem incorreta do pulverizador; e

e) ocorrência de chuva após a aplicação.

Alternativas de herbicidas para uso em um programa de controle químico de buva resistente e sensível ao glifosato*.

Mecanismo de ação Grupo químico Ingrediente ativo

--- CONTROLE NO INVERNO

---Inibidor da ALS (Acetolactato sintase) Sulfoniluréia Iodosulfurom-metílico

Metsulfuron-metílico

Mimetizador de auxinas Ácido ariloxialcanóico 2,4-D

--- NA DESSECAÇÃO PRÉ-SEMEADURA

---Inibidores do Fotossistema I Bipiridílios Paraquate

Dicloreto de Paraquate + Diuron

Inibidores da Glutamina sintase Homoalanina substituída Amônio-glufosinato

Mimetizador de auxinas Ácido ariloxialcanóico 2,4-D

--- NA PRÉ-EMERGÊNCIA DA SOJA

---Inibidor da ALS (Acetolactato sintase) Triazolopirimidina Diclosulam

Inibidor de Protox Triazolona Sulfentrazona

(Protoporfirinogênio oxidase) Ftalimidas flumioxazin

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INDICAÇÕES DE PREVENÇÃO E MANEJO DA RESISTÊNCIA

a) Arrancar e destruir plantas suspeitas de resistência;

b) fazer rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação;

c) realizar aplicações sequenciais de

herbicidas com diferentes mecanismos de ação;

d) não usar mais do que duas vezes consecutivas herbicidas com o mesmo mecanismo de ação em uma área; e) fazer rotação de culturas;

f) monitorar o início do aparecimento da resistência;

g) evitar que plantas resistentes ou suspeitas produzam sementes; e h) usar práticas para esgotar o banco de

sementes - estimular a germinação e evitar a produção de sementes das plantas daninhas.

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Trigo Serviço de Negócios para Transferência de Tecnologia

Escritório de Negócios de Passo Fundo

Centro Nacional de Pesquisa de Soja Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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Produzido pelo Núcleo de Comunicação Organizacional da Embrapa Trigo Fotos: Leandro Vargas

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