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A SOCIALIZAÇÃO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

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Revista Panorâmica On-Line. Barra do Garças – MT, vol. 22, p. 80 - 92, jan./jun. 2017. ISSN - 2238-921-0

A SOCIALIZAÇÃO E APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DA CRIANÇA COM SÍNDROME DE DOWN

Maria Francisca de Lira Noleto¹ Maria Bernadete Pozzobom Costa²

Resumo:

Este trabalho tem como finalidade aprofundar os conhecimentos a respeito da criança com Síndrome de Down. Esta síndrome é considerada uma deficiência intelectual causada por um cromossomo a mais. O tema abordado é compreender o processo de socialização e aprendizagem Matemática da criança com Síndrome de Down. Utilizou-se como técnica para coleta de dados, pesquisa bibliográfica e questionários. Os quais continha cinco questões abertas direcionadas a professores que trabalham com crianças com Síndrome de Down, sendo aplicado em três escolas de Barra do Garças- MT. A partir dos dados alcançados percebe-se que a criança com Síndrome de Down tem seu processo de desenvolvimento lento e gradativo. Portanto aprende como outras crianças o que difere são as dificuldades de concentração. A socialização e o trabalho com atividades práticas estimulam sua aprendizagem. Ao final da pesquisa encontramos dados significativos e positivos que vieram fortalecer algo que alguns autores afirmam, pois a estimulação e o conhecimento prévio contribuem para o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down em especial na Matemática.

Palavras-chave:

Socialização; Síndrome de Down; Aprendizagem.

THE SOCIALIZATION AND MATHEMATICAL LEARNING OF THE CHILD WITH DOWN SYNDROME

Abstract :

This work aims to deepen the knowledge about the child with Down syndrome. This syndrome is considered an intellectual disability caused by an extra chromosome. The topic is to understand the process of socialization and the child's mathematical learning with Down syndrome. It was used as a technique for data collection, literature and questionnaires. Which included five open questions applied in three schools in the Barra do Garças- MT.? From the data obtained it is clear that the child with Down syndrome has its slow and gradual development process. So learn how other children what differs are the difficulties of concentration. Socialization and work with practical activities stimulate their learning. At the end of the study we found significant and positive data that have come to strengthen what some authors say, because the stimulation and prior knowledge contribute to the development of children with Down syndrome especially in mathematics.

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Keywords:

Socialization; Down syndrome; learning

Introdução

O desenvolvimento da criança com Síndrome de Down dar-se por meio da aprendizagem de conhecimentos adquiridos na interação com o outro. O seu crescimento é detalhado como de outras crianças, mas requer maior atenção devida suas limitações. O tema proposto tem como justificativa considerar que a criança com Síndrome de Down deve socializar-se de forma que interaja com o meio em que vive e em outros ambientes, pois se acredita ser de grande relevância para o seu desenvolvimento e aprendizagem na Matemática.

Essa pesquisa trouxe a importância de perceber que a criança com Síndrome de Down aprende melhor se for inserida no ambiente escolar regular onde interaja com outras crianças.

A criança com Síndrome de Down encontra-se apta a aprender, e o educador tem um papel fundamental em seu processo de ensino-aprendizagem, devendo ele promover momentos significativos que utilizem recursos apropriados lembrando que a socialização é primordial, pois é um processo pelo qual a criança assimila hábitos e aprende a interiorizar normas e valores levando-a a desenvolver sua autonomia em uma sociedade. Para tanto é de suma importância que a escola inclua não somente o aluno com Síndrome de Down como todos os outros para que possa oferecer uma aprendizagem de qualidade.

Dessa forma o estudo deste tema é baseado em pesquisas bibliográficas e questionários tendo como objetivo principal compreender o processo de socialização e aprendizagem Matemática no desenvolvimento da criança com Síndrome de Down.

1 Síndrome de down - a socialização e aprendizagem matemática da criança com síndrome de down

O processo de desenvolvimento do ser humano dar-se por meio de aquisição de habilidades e crescimentos, baseado na interação entre fatores biológicos, psicológicos, culturais e ambientais. É algo complexo, e por isso cada pessoa tem seu modo de desenvolver.

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No caso da criança com Síndrome de Down, ela se expressa por meio da linguagem e dos seus sentimentos, para interagir com o outro. (COSTA, 2002).

A Síndrome de Down ou Trissomia é uma deficiência intelectual, causada pela presença de três cromossomos no par 21. As pessoas que nascem sem a Síndrome possuem 46 cromossomos sendo 23 vindos dos espermatozoides e 23 do óvulo. Já a pessoa com Síndrome de Down possui 47, o cromossomo 21 gera um extra, isso ocorre durante a concepção da criança. Esta síndrome possui este nome em uma homenagem feita ao cientista inglês John Langdon Down, que começou a estudar a síndrome por volta do século XIX, pois até então essas pessoas eram vistas como abobadas, um tipo de mongoloide.

Porém os estudos relatam que foi Jérôme Lejeune, professor, que em 1958 aos 32 anos descobriu sobre o cromossomo extra nas pessoas com Síndrome de Down. O nascimento dessas pessoas não está associado com nível cultural, social, ambiental ou econômico. As características físicas e mentais são inerentes e metódicas e estão presentes em todos com a síndrome, elas são fundamentais para se fazer um diagnóstico. Algumas crianças apresentam mudanças de características e personalidade entre uma pessoa e outra, da mesma forma de uma pessoa sem a síndrome. Quanto ao desenvolvimento do sistema nervoso, a criança com Síndrome de Down apresenta desequilíbrios estruturais e funcionais desde sua concepção, que resultam em anomalias neurológicas diversificando quanto à manifestação e intensidade.

Porém até os cinco anos de idade o cérebro dessas crianças encontra-se semelhante ao de uma criança sem a síndrome. (HOFMANN, 2004)

Durante muito tempo, acreditava-se que a melhor mediação para a criança com Síndrome de Down seria por meio de tratamento médico, pois elas já nascem com possibilidade a terem uma imunidade mais baixa, algumas têm problemas de saúde como, cardíacos, dificuldades na fala, problemas de visão ou audição e tem também uma fragilidade na sua coordenação motora. Depois a necessidade dessas crianças levou a infinitas pesquisas que mostram que os melhores resultados são adquiridos mediante estimulação e trabalho em conjunto com pais e professores (PACHECO, 2011).

Ao considerar a escola como instituição favorável á transformação social a partir da inclusão, oportunidades educativas surgiram, é necessário promover amplas discussões visando oferecer oportunidades de mudança na escola, de modo que ela atenda de fato as necessidades de acesso ao mundo do saber pelos portadores de necessidades especiais em particular a criança com Síndrome de Down (BRITO apud SOUZA, 2009, p. 13).

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Na convivência com a criança com Síndrome de Down em instituições educativas percebe-se que ela encontra-se apta a aprender, e o educador tem um papel fundamental em seu processo de ensino-aprendizagem, devendo ele, promover momentos utilizando recursos para que seja estimulado seu desenvolvimento, lembrando que a socialização é de suma importância para que haja interação da criança com o meio em que vive, algo importante também é que suas necessidades e seus limites sejam respeitados.

Essas crianças também se utilizam de representações tanto para interpretar o problema como para comunicar sua estratégia de resolução. Essas representações evoluem de formas pictóricas (desenhos com detalhes nem sempre relevantes para a situação) para representações simbólicas, aproximando-se cada vez mais das representações Matemáticas. Essa evolução depende do trabalho do professor no sentido de chamar atenção para as representações, mostrar suas diferenças, suas vantagens e de algumas outras crianças (BRASIL, 1997, p. 64).

Segundo Costa (1995), há uma grande preocupação no ensino da Matemática para o aluno com Deficiência Intelectual, ela cita que estudos já realizados vêm mostrar, como a Matemática é ensinada para as crianças com Deficiência Intelectual, detectando uma falta de conhecimento de noções básicas em relação aos educadores, trazendo consequências indesejadas para os alunos com a deficiência.

De acordo com a autora a literatura traz benefícios psicológicos ajudando produzir conhecimentos no processo de ensino-aprendizagem. A criança antes de operar números ela precisa está visivelmente madura, tendo seus próprios pensamentos, “tais dificuldades com a contagem estendem-se á adição e á subtração, o aluno pode confundir o total da operação 1+4 e responder que o resultado é quatro porque esta foi à última quantidade mencionada.”

(BIGODE; FRANT, 2011, p. 9).

Uma criança “normal” aprende de forma progressiva, pois ao entrar na escola aos seis anos de idade ela já passou por diversas experiências, permitindo-lhe construir algo sobre noções básicas e construções lógicas visivelmente, para a aprendizagem da Matemática. A autora ainda descreve sobre a importância do método de Montessori, quando ela se preocupa em usar seu material para facilitar a aprendizagem da criança com Deficiência Intelectual, por partir do concreto, utilizando cores correspondentes a quantidades. Seu material pode facilitar cálculos com barras confeccionadas, levando o aluno a realizar operações e ainda proporcionar-lhe o estímulo sensorial tátil.

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Ser numeralizado é por assim dizer, um dos critérios de inclusão em uma sociedade complexa como a nossa, na qual é esperado que o indivíduo apresentasse um domínio minimamente satisfatório da linguagem falada e escrita e de habilidades Matemáticas fundamentais (COSTA, 1995, p. 12).

A autora afirma que o aprendizado diante da literatura ajuda no ensino da Matemática para as crianças com deficiência intelectual permitindo-lhe caminhar com convicção dentro da sua necessidade, adquirindo seu conhecimento conforme suas limitações e no seu tempo.

Contribuindo para aproximar diversas sequências de ensino colocando-se de forma resumida, favorecendo lhe o reforçamento imediato do desenvolvimento do aluno.

Ela descreve sobre um programa que pode ser utilizado para dá início ao ensino da Matemática em relação à criança com eficiência intelectual, tal programa apresenta seis classes comportamentais relacionadas ao aluno. São elas: realizar agrupamentos, realizar relações de quantificação, registrar quantidades, realizar relações entre quantidades, realizar medidas e classificações geométricas, cada classe está ligada e implica na elaboração de objetivos correspondentes ao comportamento específico de cada criança.

A inclusão educacional trata do direito à educação, comum a todas as pessoas e o direito de receber a educação, sempre que possível, junto com as demais pessoas nas escolas regulares. As tendências mais recentes dos sistemas de ensino são: integração a inclusão do aluno com necessidades especiais preferencialmente no sistema regular de ensino; ampliação do regulamento das escolas; melhoria da qualificação dos professores no ensino fundamental; expansão da oferta de cursos de formação, especialização pelas universidades e escolas normais (SANTOS, 2008, p. 32).

Conforme a Declaração de Salamanca (1994), um documento elaborado na Espanha e mundialmente conhecido que veio retratar sobre a educação especial. Ela é considerada algo inovador que proporciona oportunidades que inserem a educação especial na educação para todos. A Declaração enfatiza a inclusão escolar, tendo como princípio fundamental que as crianças devem aprender em conjunto, mediante quaisquer necessidades que venham a ter.

Para tanto é de suma importância que a escola inclusiva conheça os alunos de forma a lhes oferecer aprendizagem de qualidade, usando estratégias e recursos apropriados que possam assegurar com afetividade.

Neste sentido, a Declaração de Salamanca (1994) registra: reafirmarmos o nosso compromisso para com a educação para todos, reconhecendo a necessidade e urgência do providenciamento de educação para as crianças,

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jovens e adultos com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino (UNESCO apud SILVA, 2012, p. 02).

Ela enfatiza os direitos da criança especial, junto a alguns programas educacionais como a UNESCO, UNICEF, UNDP e Banco Mundial. Todas devem frequentar escolas regulares desde que a escola acomode esses alunos com uma pedagogia capaz de atender suas necessidades, com estruturas adaptadas, trabalhando a questão do preconceito e beneficiando esses alunos trazendo eles para a sociedade. A preparação dos educadores é um fator fundamental para inserir essa criança, pois o professor serve como modelo e por isso essa preparação deveria acontecer desde a formação do estudante de Pedagogia, lembrando que não é o bastante, pois conforme a Declaração toda a equipe escolar deve estar preparada para responder as necessidades educacionais especiais.

Conforme Viotti (2007) a partir da Constituição Federal de 1988, do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, a criança vem a ser instrumento de legislação no Brasil. Pois assim seus direitos sociais de inclusão passam a serem aceitos como pertinentes a elas, passando a ser dever do estado oferecer-lhes creches e pré-escolas.

Já se sabe que a inclusão de crianças especiais em escolas regulares é lei, mas pode-se afirmar que estas escolas fazem de tudo para não receberem as crianças com necessidades especiais, e alegam falta de estrutura física, recursos, e no quadro de professores por não estarem preparados para lidar com essas crianças, havendo ainda a questão do preconceito pelos alunos “normais” e familiares que não permitem que seus filhos convivam com crianças deficientes, existindo uma preocupação de que esta criança especial requer mais atenção e isso irá prejudicar o aprendizado dos demais, para a autora acontece o contrário.

Conforme pesquisa “as crianças ditas normais, ao interagirem com as deficientes perdem o medo e o preconceito em relação aos diferentes” (VIOTTI, 2007, p.40), realizada em instituições a criança especial tanto aprende quanto ensina o que deve acontecer é que este aprendizado seja estimulado pelos educadores e que eles saibam trabalhar a socialização da turma. A lei exige que a escola se molde e elabore seu currículo para acolher os alunos especiais, e oferecer aos seus educadores cursos e formações que os orientem para trabalhar com a diversidade mediando o conhecimento de acordo com a natureza da deficiência.

Quando a criança leva o sentimento de fracasso ou de sucesso pode ou não contribuir na aprendizagem Matemática, más não se mudam as suas

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estruturas. Erros acontecem, portanto a criança não inventa algo novo nas operações e ainda compreende mais rápido que outra criança, desde que seja sempre a mesma operação. O autor fala das operações lógicas, e que elas são desenvolvidas normalmente entre os seis e sete anos de vida, sendo que se a criança passar pelo processo de estímulo ganhará melhores resultados, ao oposto ela não terá um bom desenvolvimento pré-operatório (PIAGET, 2014, p. 45).

Baseado em vivências com crianças com Síndrome de Down, percebe-se a dificuldade de socialização da mesma na escola. Uma vez que esta criança procura brincar muito sozinha.

Às vezes, não consegue se comunicar com o outro pelo motivo de ter dificuldade na fala e não conseguir se expressar oralmente, e também pela questão da sua coordenação motora não ser tão bem desenvolvida.

A criança com Síndrome de Down tem em seu desenvolvimento um atraso se comparado ao de uma criança sem a síndrome. Ela aprende, porém seu raciocínio é mais lento e muitas vezes fica irritada com situações as quais ela não as compreendem, quando a professora explica muito rápido, por exemplo, ela reclama e pede que a espere. Ela possui inúmeras características, algumas bem visíveis, e por meio delas, as próprias crianças colegas de sala de aula, identificam algo diferente, mas não sabem explicar, apenas acham que ela é mais nova do que o restante da turma, e trata-a como se fosse um bebê, ainda pode ser observado que a criança com a Síndrome de Down tem uma afinidade com coisas concretas, portanto ela aprenderá melhor visualizando os materiais, e para trabalhar a Matemática ajudará no seu raciocínio.

Segundo Reily, (1993) a criança com Síndrome e Down, como qualquer outra criança tem sua herança genética, existindo assim uma cultura que influencia ao ir para a escola, ela vive em processo de desenvolvimento e crescimento, de acordo com suas limitações e necessidades. Para a criança com Síndrome de Down o começo na escola é algo muito diferente e novo, ela chega a ver um mundo novo, sendo sua adaptação algo que já mais será esquecido.

Nos primeiros dias de aula, cabe aos responsáveis e ao professor ajudar a criança no processo de socialização no ambiente. A autora diz que o conhecimento prévio trazido de casa colabora muito para seu sucesso, aquelas crianças que foram estimuladas e exploradas suas habilidades antes e frequentar o mundo escolar irão ampliar seus conhecimentos e adaptar-se com mais segurança. Com isso atividades básicas do seu cotidiano, como alimentar-se sozinha, ir ao banheiro, se vestir e cuidar de sua organização ajudará em suas rotinas na

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instituição escolar. Com tudo se a criança com Síndrome de Down teve a oportunidade e conviver com outras crianças, brincando, dividindo e interagindo, sua socialização acontecerá com clareza.

Às vezes muitos pais e professores se preocupam se a criança está pronta para iniciar seu processo escolar, se ela se encontra apta para aprender, se seu nível de desenvolvimento está relacionado ao seu crescimento, se suas funções motoras e psicológicas apresentam sinais positivos para seu aprendizado, no entanto esquecem que, na verdade algumas perguntas deveriam ser feitas para a instituição. Se a escola se encontra pronta para receber e trabalhar o processo necessário com a criança com Síndrome de Down, se os professores se encontram dispostos a aprender sobre as dificuldades dessas crianças oferecendo lhe uma base importante para a vida dessas crianças, existem meios de se trabalhar que leva-las a desenvolver importantes habilidades do que saber ler, escrever ou até mesmo fazer conta.

2. Metodologia

A metodologia utilizada para a realização dessa pesquisa foi do tipo descritiva. “Ela tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis.” (GIL, 2009, p. 42). E pesquisa bibliográfica que “é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”. (GIL, 2009, p. 44).

Utilizando-se de instrumento para coleta de dados a técnica questionários. Ele contou com cinco questões abertas direcionadas a professores do Ensino Fundamental e que desenvolvem seus trabalhos com crianças com Síndrome de Down em escolas de Barra do Garças.

O questionário foi aplicado em três escolas, uma instituição, está inserida em um bairro de periferia e a sua clientela é de renda, média baixa outra escola é uma instituição privada e está localizada no centro da cidade. Sua clientela é de classe média alta, porém a escola tem alguns alunos que são bolsistas. Uma terceira instituição é filantrópica a qual recebe pessoas de diferentes idades com vários tipos de deficiências ou necessidades especiais. Esta instituição é localizada em um bairro não muito distante do centro da cidade,

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mas é habitado por casas mais simples. A análise dos dados obtidos contribuiu para fortalecer o que alguns autores afirmam dentro dos estudos já realizados.

3. Análise de dados coletados e discussões dos resultados

No que diz respeito ao desenvolvimento a criança com Síndrome de Down em seus aspectos biológicos, psicológicos, culturais e ambientais, 40% dos professores que responderam ao questionário apontaram que seu processo de desenvolvimento é lento e gradativo e por esse motivo deve ser trabalhado com atividades práticas que possam estimular suas habilidades; 40% deles disseram que as crianças com Síndrome de Down em seu processo de desenvolvimento aprendem como outras crianças, dentro dos seus limites e o que diferem são as dificuldades de concentração, dificuldade na fala e a coordenação motora comprometida, da mesma forma há a necessidade de estimular sua memória através de imagens e atividades lúdicas. “Que é toda e qualquer animação que tem como intenção causar prazer e entretenimento em quem a pratica.” (MALUF, 2008, p. 21); 20% dos professores disseram que é necessária a interação da família com a escola para que o processo de desenvolvimento possa promover autonomia e independência na criança com Síndrome de Down.

1° questão: Em relação ao desenvolvimento da criança com Síndrome de Down.

Resposta P %

Que seu processo é lento e gradativo 4 40

Que ela aprende como as outras crianças 4 40

Que é necessária a interação da família 2 20

Total 10 100

Em relação ao ensino da Matemática para o aluno com deficiência intelectual, 40%

dos professores disseram que trabalham a Matemática com a criança com Síndrome de Down por meio de materiais, aulas planejadas, que é necessário à flexibilidade das atividades por apresentarem dificuldade em abstração e de forma lúdica que são atividades que lhes dão prazer; 40% deles misturam um pouco do tradicional com atividades impressas, e também usam material concreto como pranchas, jogos e outros; 20% dizem que trabalham com conteúdos que atendam o nível e a capacidade de cada criança.

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2° questão: Em suas aulas como você trabalha a Matemática com as crianças com Síndrome de Down.

Resposta P %

Disseram que trabalha com materiais 4 40

Utilizam um pouco do tradicional 4 40

Trabalham conteúdos que atenda o nível da criança 2 20

Total 10 100

Conforme a Declaração de Salamanca enfatiza a inclusão, o questionário traz a seguinte questão, como é desenvolvido o processo de inclusão da criança com Síndrome de Down na escola em que você atua? 50% dos professores concordam com a afirmação citada na Declaração, enfatizando que o processo de inclusão acontece de maneira significativa, há os amigos que cuidam dessas crianças e que eles participam de todas as atividades propostas interagindo bem com a turma; 40% concordam em partes, uma vez que falar em inclusão é simples, fazer a inclusão é muito mais complexo do que se imagina; 10% deles apenas, não concordam, pois a dificuldade na aprendizagem é distinta e o aluno com Síndrome de Down não tem o apoio necessário em sala de aula. 3° questão: Como é desenvolvido o processo de inclusão na escola em que você atua. Resposta P % O processo de inclusão acontece de forma significativa 5 50

Concordam em partes 4 40

Não concordam por não ter apoio necessário 1 10

Total 10 100

No que se refere à criança com Síndrome de Down se encontrar apta a aprender, perguntou-se como o professor percebe a aprendizagem da criança e sua opinião sobre o papel do professor, 90% dos professores disseram que grande parte das crianças com Síndrome de Down é capaz de aprender de forma gradativa e que o professor tem um papel fundamental questionando a criança e criando ambientes favoráveis para a socialização e que conquistar a confiança deste, favorece o processo de aprendizagem; 10% deles apenas dizem que para desenvolver esse aluno é preciso que a sala de aula tenha menos crianças do que o normal, pois a criança com Síndrome de Down exige mais atenção. 4° questão: Como o professor percebe a aprendizagem da criança com Síndrome de Down e sua opinião sobre o seu papel. Resposta P % Que são capazes de aprender de forma gradativa 9 90

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É preciso que a sala tenha poucas crianças 1 10

Total 10 100

Para alguns autores a estimulação e o conhecimento prévio contribuem para o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down, por meio de respostas dadas aos questionários 100% dos professores disseram que sim, eles concordam que o conhecimento prévio e a estimulação contribuem muito para o desenvolvimento da criança em especial na Matemática, pois a partir desse conhecimento o professor desenvolverá seu trabalho sabendo por onde começar facilitando assim o seu planejamento. 5° questão: Para alguns autores a estimulação e o conhecimento prévio contribuem para o desenvolvimento da criança com Síndrome de Down. Resposta P % Disseram que concordam com os autores 10 100

Total 10 100

Tabela 1 Número de professores por escola campo de pesquisa: Escola P % Pública 1 4 40

Particular1 3 30

Filantrópica 1 3 30

Total 3 10 100

A análise dos dados levantados conforme a pesquisa desenvolvida em escolas referente às respostas dadas pelos professores que responderam ao questionário que continha cinco questões abertas relacionadas ao tema estudado neste trabalho, que é compreender o processo de socialização e aprendizagem Matemática da criança com Síndrome de Down.

Considerações finais

Ao identificar o processo de socialização e aprendizagem Matemática da criança com Síndrome de Down, possibilitou-se a compreensão de que ela é única assim como outra criança, e a educação é determinante para seu desenvolvimento. O apoio do professor é

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fundamental, não apenas para lidar com essa criança, mas com todas que estiverem inseridas no meio escolar. Portanto é necessária uma capacitação para todos os profissionais da escola.

O comportamento da criança com Síndrome de Down é influenciado diretamente pelo ambiente em que vive da mesma forma é preciso que se tenha uma rotina. Assim será indispensável o dialogo da família com a instituição de ensino, a estimulação precoce também é essencial para minimizar as dificuldades dela.

Segundo Costa (1995), o aprendizado diante da literatura, o uso de material concreto e o método de Montessori, por seu material facilitar cálculos com barras confeccionadas, ajudam no ensino da Matemática levando o aluno a realizar operações e ainda proporcionar o estimulo sensório tátil, permitindo-lhe caminhar com convicção.

No decorrer desse estudo foi possível observar que a criança com Síndrome de Down é capaz de desenvolver sua aprendizagem na Matemática de forma significativa de acordo com suas limitações e necessidades e o processo de socialização contribui imensamente para seu desenvolvimento e sua autonomia.

Referências

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http://www.psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article

&id=71:síndrome-de-dowwn-familia-educacao-e-aprendizagem-

&catid=1:artigos&Itemid=11.Acesso em 30 de novembro 2015.

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Referências

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