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Research, Society and Development, v. 11, n. 5, e , 2022 (CC BY 4.0) ISSN DOI:

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A implementação de metodologias ativas em treinamentos para profissionais

enfermeiros do Hospital Federal da Lagoa em tempos de COVID-19: uma estratégia para a educação permanente em saúde

The implementation of active methodologies in training for professional nurses of Hospital Federal da Lagoa in the time of COVID-19: a strategy for permanent health education

La implementación de metodologías activas en la formación de enfermeros profesionales del Hospital Federal da Lagoa en tiempos de COVID-19: una estrategia para la educación en salud permanente

Recebido: 24/03/2022 | Revisado: 30/03/2022 | Aceito: 07/04/2022 | Publicado: 14/04/2022

Isabelly Mariano Duarte ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5622-018X Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil

E-mail: [email protected] Fernanda Santana Ferreira ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7927-4543 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil E-mail: [email protected] Arthur Pedro Alves Gonzaga ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0143-1342 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil E-mail: [email protected] Vera Lúcia Freitas ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1324-5640 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil E-mail: [email protected] Ana Cristina Silva Pinto ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5608-2418 Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Brasil E-mail: [email protected]

Resumo

Introdução: A utilização de metodologias ativas como uma estratégia para a educação permanente em saúde no Hospital Federal da Lagoa. Objetivos: O presente trabalho tem como objetivo apresentar um estudo sobre a implementação de metodologias ativas para Enfermeiros do Hospital Federal da Lagoa e coletar suas percepções sobre a utilização deste tipo de metodologia por meio de um questionário. Métodos: Trata-se de uma pesquisa quali-quantitativa, elaborada entre os meses de outubro de 2020 e fevereiro de 2022, realizada através de um questionário contendo questões mistas (objetivas e dissertativas). A partir do questionário foram realizadas um constructo das informações coletadas que deram base aos resultados e discussão. Resultados: Observou-se uma uniformidade de opiniões acerca das respostas obtidas no questionário onde estas foram positivas acerca da implementação de metodologias ativas de ensino em treinamentos implementados. Conclusão: Durante a pesquisa pôde-se perceber que as metodologias ativas são um excelente método de facilitação e interação do processo de ensino-aprendizagem e relações interpessoais, mas apesar de muitas evidências positivas sobre a utilização de metodologias ativas, assim como qualquer inovação, ainda é encontrada certa dificuldade na implementação, este fato se dá pelo emprego de metodologias ativas requererem a ruptura de paradigmas. Portanto, para que se se obtenha sucesso com a utilização desse tipo de metodologia é necessário comprometimento por parte das instituições e dos profissionais envolvidos nesse processo.

Palavras-chave: COVID-19; Educação permanente; Aprendizagem baseada em problemas; Aprendizado ativo;

Educação em saúde; Enfermagem; Ensino em saúde.

Abstract

Introduction: The use of active methodologies as a strategy for permanent health education at Hospital Federal da Lagoa.

Objectives: The present work aims to present a study on the implementation of active methodologies for Nurses at the Federal Hospital of Lagoa and to collect their perceptions on the use of this type of methodology through a questionnaire.

Methods: This is a qualitative and quantitative research, carried out between the months of october 2020 and february 2022, carried out through a questionnaire containing mixed questions (objective and essay). From the questionnaire, a

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construct of the collected information will be carried out, which will be the basis for the construction of the results and discussion. Results: There was a uniformity of opinions about the responses obtained in the questionnaire where they were positive about the implementation of active teaching methodologies in implemented training. Conclusion: During the research, it was possible to perceive that active methodologies are an excellent method of facilitating and interacting the teaching-learning process and interpersonal relationships, but despite many positive evidences about the use of active methodologies, as well as any innovation, it is still found, some difficulty in implementation, this fact is due to the use of active methodologies that require the rupture of paradigms. Therefore, in order to obtain success with the use of this type of methodology, commitment on the part of the institutions and professionals involved in this process is necessary.

Keywords: COVID-19; Permanent education; Problem-based learning; Active learning; Health education; Nursing;

Health teaching.

Resumen

Introducción: El uso de metodologías activas como estrategia de educación permanente en salud en el Hospital Federal da Lagoa. Objectivos: El presente trabajo tiene como objective presenter un studio sobr ela implementación de metodologías activas para enfermeros del Hospital Federal da Lagoa y recoger sus percepciones sobre el uso de este tipo de metodología a través de un cusetionario. Métodos: Se trata de una investigación cualitativa-cuantitativa, realizada entre octubre de octubre de octubre de 2020 y febrero de 2022, realizada a través de un cuestionario que contiene preguntas mixtas (objetivo y disertación). A partir del cuestionario, se realize un constructo de la información recolectada, que dio base a los resultados y discusión. Resultados: Hubo uniformidad de opinioes sobre las respuestas obtenidas en el cuestionario donde fueron positivas sobre la implementación de metologías activas de enseñanza en la formación implementada. Conclusión: Durante la investigación se pudo percibir que las metodologías activas son un excelente método para facilitar e interactuar el proceso de enseñanza-aprendizaje y las relaciones interpersonales, pero a pesar de muchas evidencias positivas sobre el uso de metodologías activas, asi como cualquier innovación, todavía se encuentra cierta dificultad en la implementación, este hecho se debe al uso de metodologías activas que requieren la ruptura de paradigmas. Por lo tanto, para obtener éxito con el uso de este tipo de metodologías, es necesario el compromiso de las instituciones y profesionales involucrados en este proceso.

Palabras clave: COVID-19; Educación permanente, Aprendizaje basado en problemas; Aprendizaje active; Educación para la salud; Enfemería; Educación em la salud.

1. Introdução

O presente estudo tem como objetivo a implementação das metodologias ativas através de treinamentos como estratégia de facilitação e aprimoramento do processo de Educação Permanente dos Enfermeiros. Foram escolhidos três setores específicos para a realização da pesquisa, são eles o de Unidade Pós Operatória, Centro de Terapia Intensiva e Hemodiálise do Hospital Federal da Lagoa.

A Educação Permanente em Saúde (EPS) é fundamentada nos conceitos de ensino e aprendizagem, sendo definida como estratégia para estimular processos de mudança nas dinâmicas institucionais. A EPS parte do raciocínio de que o processo de ensino/ aprendizagem ocorre a partir das práticas vivenciadas no cotidiano, fazendo com que o trabalhador faça reflexão sobre novas condutas, novas estratégias e caminhos para a superação de dificuldades individuais e coletivas (Pereira et al., 2018).

Para assimilar o conhecimento teórico com a prática profissional, as propostas metodológicas da Educação permanente devem ser reconsideradas, aplicando estratégias inovadoras (Freitas et al., 2015). O uso de metodologias ativas (MA) como forma de inovação torna mais eficaz o processo de ensino/aprendizagem em saúde e enfermagem, melhorando assim a qualidade do processo de junção teórico/prático e estimulando o pensamento crítico e reflexivo dos profissionais (Alvarez et al., 2018).

As MA implementadas em treinamentos à profissionais da saúde podem alcançar o equilíbrio que provém entre o conhecimento e a experiência com uma dinâmica de ensino diferenciada, tornando-se imprescindíveis para o desenvolvimento de ações de aprimoramento profissional. É evidente que todo profissional tem como objetivo ser competente no trabalho que se propõe a exercer, e que a competência é alcançada mediante a junção de conhecimento científico e da prática baseada em evidências, ou seja, a competência advém de um pensamento reflexivo (Chianca-Neves et al., 2020).

A justificativa deste estudo se deu ao decorrer da residência de enfermagem, durante a pandemia do Coronavírus, época que se tinham mais treinamentos às equipes e onde foi observado que os profissionais de saúde demonstravam grande

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treinamentos com os profissionais de saúde, surgiu a ideia de implementar o uso de MA para o treinamento das equipes de saúde, visando trazer maior dinamismo e redobrar a atenção da equipe com os treinamentos oferecidos, visando o aumento da qualidade da assistência.

A partir da justificativa, o presente estudo tem como objetivos:

● Implementar metodologias ativas durante os treinamentos dos profissionais enfermeiros para avaliar a aceitabilidade e participação destes durante os treinamentos nos setores de Unidade Pós Operatória, Centro de Terapia Intensiva e Hemodiálise.

● Avaliar a opinião dos profissionais Enfermeiros acerca da implementação de treinamentos utilizando metodologias ativas nos setores de Unidade Pós Operatória, Centro de Terapia Intensiva e Hemodiálise.

● Evidenciar as dificuldades na implementação de treinamentos da equipe de enfermagem, relacionando as dificuldades encontradas (dificuldades institucionais, financeira, estrutura de serviço do Centro de Estudo);

● Identificar as práticas de ensino que ajudam na fixação dos treinamentos.

2. Referencial Teórico

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a reforma sanitária, tem como competência constitucional exigir a formação de recursos humanos para a saúde e desencadear mudanças no processo de educação dos profissionais que atuam na área, através das políticas públicas de saúde (Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, 2018).

Para garantir a educação dos profissionais de saúde foi criada em 2003 a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) tendo como objetivos: estimular avanços na área de educação na saúde, adotar medidas para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), elaboração de estratégias para sua atualização, estimular a utilização das novas tecnologias para o ensino na saúde e garantir o compromisso com as novas demandas de saúde pública (Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, 2018).

A criação da SGTES permitiu um avanço para a educação profissional em saúde. Sendo assim, em 2004 o Ministério da Saúde instituiu a PNEPS, visando fortalecer o SUS (Campos, Sena & Silva, 2017). Segundo a Constituição do Brasil (1988), cabe ao Sistema Único de Saúde “ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde”, logo pode-se ver que a implementação da política de educação permanente proporciona a manutenção e atualização dos profissionais quanto aos conhecimentos em saúde.

A portaria 3.194 (2017) dispõe sobre o Programa para o Fortalecimento das Práticas de Educação Permanente em Saúde no Sistema único de Saúde - PRO EPS-SUS, tal portaria teve como objetivo estimular, acompanhar e fortalecer a qualificação dos trabalhadores da saúde. Com isso pôde-se obter a transformação das práticas de saúde em direção ao atendimento dos princípios fundamentais do SUS, a partir da realidade local e da análise coletiva dos processos de trabalho.

A EPS contribui para o aperfeiçoamento profissional, assim como a melhoria da qualidade de assistência à saúde, através da relação entre o ensino e o serviço, desenvolvendo a mudança das práticas profissionais. Por outro lado, é visto que as instâncias governamentais apresentam algumas limitações no investimento de recursos que facilitariam os treinamentos das equipes para que fossem de forma ativa e inovadora, sendo na maioria das vezes do modo tradicional (França et al, 2017).

As formas tradicionais de ensino vêm sendo colocadas em dúvida devido a exigência atual de profissionais cada vez mais críticos, flexíveis, criativos e proativos fazendo com que tendências pedagógicas de maior interação ganhem maior notoriedade, entre elas, a utilização de MA vem sendo estimulada e deve ganhar cada vez mais espaço, possibilitando ao estudante a formação de pensamento crítico, reflexivo e trazendo transformação ao processo de aprendizagem (Soares et al., 2019).

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Aponta-se, pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos cursos da área da saúde, para essas mudanças, ao definirem princípios para que as universidades estimulem a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, incentivando o uso das metodologias ativas e a qualificação do projeto pedagógico que atenda plenamente às necessidades de formação dos profissionais (Soares et al., 2019).

Mas o que são as MA? As MA são definidas, basicamente, como uma forma metodológica em que o aluno é o protagonista, a figura central do processo de aprendizagem, trata-se da estimulação de processos críticos-reflexivos. Neste tipo de metodologia a figura do professor é de facilitador do processo de aprendizagem, direcionando os alunos de forma a facilitar a obtenção de conhecimento e fazendo com que o aluno interaja e participe ativamente (Lovato et al., 2018).

Ainda Segundo Lovato et al. (2018), a aprendizagem ocorre através da interação entre o aluno e o assunto, seja ela por meio de questionamentos, discussões, reflexão das ações de ouvir, praticar e ensinar, tornando o educando apto a entender e resolver as situações problema que se apresentam.

Considerando esses pressupostos, os pesquisadores decidiram por direcionar a pesquisa a evidenciar a participação, aceitabilidade e percepção dos profissionais acerca da implementação de MA e pretende elucidar também quais são as dificuldades encontradas pelos profissionais entrevistados na participação de treinamentos que utilizam esta forma de metodologia.

3. Metodologia

O presente estudo trata-se de um trabalho de conclusão de curso de residência em Enfermagem, cuja autoria é de enfermeiros residentes do Hospital Federal da Lagoa (HFL). A pesquisa possui abordagem quali-quantitativa com a finalidade exploratória, que usa tanto os métodos quantitativos quanto qualitativos, assim podendo ser realizada uma análise muito mais profunda sobre o tema pesquisado. A análise foi efetuada através dos dados obtidos por meio de um questionário com perguntas mistas, ou seja, perguntas de natureza dissertativa e objetiva, sendo aplicado após cada treinamento realizado com a utilização de MA e os incluídos na pesquisa foram os enfermeiros dos setores de Unidade Pós Operatória (UPO), Centro de Terapia Intensiva (CTI) e Hemodiálise (HD) do HFL. Além do questionário implementado no momento do treinamento para profissionais enfermeiros, também foram utilizados alguns artigos como embasamento do tema sugerido, usando como critério de inclusão artigos, periódicos, boletins, revistas e livros publicados entre 2015 e 2021 que fossem encontrados em ambiente virtual no idioma português. Como critérios de exclusão foram utilizados artigos que se apresentavam em outro idioma e que não contemplavam os critérios de inclusão.

O recrutamento e o treinamento dos profissionais foram realizados por intermédio de um convite dos pesquisadores aos enfermeiros atuantes nos setores descritos acima, expondo os benefícios da pesquisa para melhoria das práticas educacionais.

Foi ressaltado também, aos participantes, que os setores não sofreriam prejuízo de suas atividades laborais pois os treinamentos seriam realizados de forma individual e num momento oportuno ao participante, com duração máxima de quinze minutos. Cientes da situação que ainda estamos vivenciando com a pandemia do COVID-19, durante os treinamentos os participantes e os pesquisadores mantiveram o distanciamento mínimo de um metro, assim como o uso de máscaras de proteção individual e realizaram antissepsia das mãos antes e após cada treinamento com preparação alcoólica.

Os treinamentos foram realizados presencialmente nos setores de origem dos participantes e as estratégias didáticas elencadas ocorreram a partir da aplicação de MA de ensino em tarefas cotidianas, que precisaram ser enfatizadas devido a pandemia causada pelo COVID-19, sendo estas: higienização das mãos, paramentação/desparamentação e a utilização da técnica

“scrub de hub”. Salienta-se que tais temas foram propostos em parceria com o setor de Educação Permanente, após a pesquisa ser autorizada pelo Centro de Estudos da instituição.

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Para a realização do treinamento de higienização das mãos os pesquisadores optaram por utilizar uma caixa sem fundo e com aberturas laterais para que os participantes não visualizassem os pontos de sujidade. Sequencialmente: 1º aplicaram tinta hipoalergênica lavável em toda superfície das mãos e punhos; 2º sob a caixa os participantes higienizaram suas mãos com água e sabão como fazem rotineiramente; 3º os pesquisadores retiraram a caixa e avaliaram a eficiência da lavagem realizada pelo participante mostrando a adequação ou inadequação da técnica utilizada, reforçando pontos importantes no processo como o tempo de duração da técnica, possíveis falhas no procedimento e as consertaram em conjunto com os participantes.

No treinamento de paramentação e desparamentação os pesquisadores forneceram capotes/aventais impermeáveis e luvas de procedimento aos participantes, estes deveriam paramentar-se de forma correta e posteriormente desparamentar-se, já que esta é a fase do processo em que há maior índice de contaminação dos profissionais. Na fase da desparamentação os pesquisadores seguiram a sequência: 1º utilizando, novamente, tinta lavável hipoalergênica os pesquisadores sujaram mangas e luvas dos capotes/aventais simbolizando a contaminação de micro-organismos; 2º pediram aos participantes que retirassem de forma adequada seus capotes/aventais; 3º os pesquisadores avaliaram se os participantes sujaram-se com a tinta, o que caso ocorresse evidenciava contaminação; 4º os pesquisadores pediram aos participantes que identificassem os possíveis momentos em que houve falha no processo e através desta reflexão foi possível realizar a adequação da técnica minimizando riscos ao profissional.

O terceiro treinamento proposto foi a execução de uma tarefa básica e rotineira, de muita importância para o controle de infecções de corrente sanguínea, a utilização da técnica “scrub de hub” que é caracterizada pelo ato de esfregar as conexões de cateteres e equipos, através de fricção mecânica, com solução alcoólica a 70% para realizar assepsia, minimizando assim a ocorrência de infecções. Desta forma, os pesquisadores decidiram avaliar se a execução da técnica estava sendo feita de forma adequada e para isso utilizaram pigmento fluorescente que quando exposto a luz negra simulava a utilização de solução alcoólica.

Os pesquisadores deram prosseguimento através das seguintes etapas: 1º Inicialmente os pesquisadores solicitaram que os profissionais se paramentassem com luvas de procedimento; 2º Os pesquisadores forneceram aos participantes um extensor polifix e gaze embebida com pigmento fluorescente; 3º Os participantes realizaram a assepsia tal como fazem habitualmente; 4º Os pesquisadores avaliaram a eficácia da assepsia através do uso de luz negra, identificaram se houve falha na técnica e se os profissionais realizavam a técnica de fricção mecânica de forma correta e pelo tempo adequado.

3.1 Local do estudo

A pesquisa foi realizada com enfermeiros provenientes dos setores de UPO, CTI e HD do HFL. O CTI é composto por 12 leitos com pacientes críticos de alta complexidade com 1 leito de isolamento, o setor de HD é composto por 8 leitos sendo 1 de isolamento e a UPO é composta por 6 leitos em sua totalidade. O HFL é um hospital Federal localizado na cidade do Rio de janeiro, sendo vinculado ao Ministério da Saúde e considerado como referência no atendimento de média e alta complexidade, prestando atendimento médico - cirúrgico, com destaque para as cirurgias oncológicas, a hematologia pediátrica e adulta, a oftalmologia, a ortopedia e a otorrinolaringologia.

3.2 Participantes do estudo

Os participantes do estudo foram enfermeiros do serviço diurno do HFL dos setores UPO, CTI e HD que aceitaram participar dos treinamentos realizados.

Os critérios de inclusão foram: enfermeiros que fazem parte do corpo de serviço dos setores de UPO, CTI e HD, que aceitaram responder ao questionário e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

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Os critérios de exclusão foram: Enfermeiros que não estavam presentes nos treinamentos realizados pelos pesquisadores e Enfermeiros que não assinaram o TCLE, que desistiram da participação da pesquisa em qualquer momento de sua realização, além de funcionários que não eram dos setores incluídos nesta pesquisa.

3.3 Coleta de dados

O questionário foi o instrumento de pesquisa escolhido para ser aplicado para obter as respostas dos profissionais. Os pesquisadores realizaram treinamentos diversos de temas variados utilizando MA e aplicaram um questionário elaborado com informações com questões relacionadas à caracterização dos participantes do estudo, quanto às variáveis: sexo, idade e tempo de experiência na área e setor no qual está trabalhando. Além destes dados, foram levantadas as percepções destes profissionais após a participação nos treinamentos.

A coleta de dados decorreu através do questionário, os dados foram colhidos no HFL, durante os meses de outubro de 2021 a novembro de 2021, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). A análise dos dados foi feita durante os meses de janeiro e fevereiro de 2022 e a apresentação dos resultados foi realizada através de um constructo de interpretações das entrevistas coletadas.

3.4 Aspectos éticos

A pesquisa foi realizada de acordo com os princípios éticos respeitando o participante da pesquisa em sua dignidade e autonomia, comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos (Resolução n° 466, de 12 dezembro de 2012).

A pesquisa foi autorizada pelo diretor geral do HFL a citar o nome do hospital em questão por intermédio da carta de anuência. O projeto foi submetido ao CEP do Município do Rio de Janeiro, sendo responsável por defender os interesses dos participantes da pesquisa em sua integridade e dignidade contribuindo para que a pesquisa seja realizada dentro dos padrões éticos (Resolução n° 466, 2012). Após a aprovação do CEP, nº de comprovação: 046801/2021, CAAE nº 46568721.4.0000.5285 demos início a coleta de dados.

De acordo com a Resolução n° 466 (2012), todos os participantes da pesquisa manifestaram sua anuência à participação da pesquisa através do TCLE, em duas vias, ficando uma via com o participante e outra com os pesquisadores.

4. Resultados

Para realização desta pesquisa os pesquisadores realizaram treinamentos com uso de metodologias ativas de ensino para profissionais enfermeiros dos setores de: UPO, CTI e HD, do HFL.

O questionário foi ofertado aos participantes após os treinamentos e seu preenchimento foi realizado de forma voluntária, não sendo necessária identificação do profissional que o preencheu. O questionário foi composto por perguntas mistas, ou seja, perguntas objetivas e dissertativas e dividido em dois eixos principais, sendo o primeiro relacionado a 7 perguntas pessoais e, o segundo composto por 8 perguntas referentes a opinião dos profissionais sobre o uso de metodologias ativas de ensino durante os treinamentos implementados.

Foram treinados 20 enfermeiros lotados nos setores supracitados, os quais aceitaram participar da pesquisa e manifestaram estar de acordo com os termos e condições disponibilizadas no TCLE. Nenhum profissional abordado se recusou a participar dos treinamentos ofertados, no entanto, devido à complexidade do CTI nem todos os profissionais deste setor estavam disponíveis para participação no momento dos treinamentos.

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4.1 Primeiro eixo de perguntas

Com relação ao primeiro eixo de perguntas, “perguntas pessoais” obtiveram-se os seguintes dados:

Do total de participantes da pesquisa, 10 são lotados no CTI, 7 são da HD e 3 são da UPO, dos quais 80% eram profissionais do sexo feminino e os outros 20% do sexo masculino. Dentre os participantes da pesquisa, 2 encontravam-se na faixa de etária de 18 a 25 anos, 8 tinham entre 26 e 35 anos, 8 tinham entre 36 e 45 anos, 1 participante tinha entre 46 e 55 anos e 1 estava entre 56 e 65 anos, nenhum participante tinha idade igual ou superior a 66 anos, como exposto no gráfico 1, relacionado abaixo:

Gráfico 1 – Faixa etária dos participantes da pesquisa.

Fonte: Autores (2022).

Relacionado ao tempo de formação e de atuação como enfermeiro no HFL, os pesquisadores elencaram os profissionais que tinham entre 0 a 5 anos, 6 a 10 anos, 10 anos ou mais entre tempo de atuação e de formação, como explicito no Gráfico 2:

Gráfico 2 - Distribuição do tempo de formação e atuação dos participantes da pesquisa.

Fonte: Autores (2022).

Dos profissionais entrevistados 80% possuem alguma especialização e 20% informaram não possuir especialização.

Além disso, a última pergunta foi sobre a opinião a respeito dos treinamentos implementados pela educação permanente, neste

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quesito as respostas positivas dissertavam sobre a importância dos treinamentos para atualização das equipes, a necessidade para melhora da qualidade do serviço, a validade e pertinência dos temas abordados, no entanto, apresentaram também respostas negativas que se referiam em sua maioria a pouca frequência de treinamentos implementados, a ineficiência, a pouca interatividade e acessibilidade, além de falarem sobre a maneira cansativa e repetitiva que são abordados os temas dos treinamentos pela educação permanente.

4.2 Segundo eixo de perguntas

Relacionado ao segundo eixo de perguntas, “perguntas sobre os treinamentos implementados” pelos pesquisadores, obtiveram-se os seguintes dados:

A primeira pergunta questionava se os treinamentos implementados pelos pesquisadores foram dinâmicos e práticos ou cansativos e monótonos, nos quais 90% dos entrevistados responderam que foram dinâmicos e práticos, 5% não respondeu à pergunta, 5% não respondeu adequadamente e 0% considerou os treinamentos cansativos ou monótonos. Estes dados foram explícitos no Gráfico 3:

Gráfico 3 - Opinião dos profissionais quanto aos treinamentos.

Fonte: Autores (2022).

A segunda pergunta indagava se os treinamentos ajudarão a melhorar a qualidade da assistência à saúde, onde todas as respostas foram afirmativas. Além disso, na terceira questão, foi perguntado em que grau os implementadores foram compreensíveis em relação ao entendimento e aplicabilidade prática dos treinamentos impostos e todas as respostas, mais uma vez, foram positivas, considerando os treinadores compreensíveis na aplicação dos treinamentos.

Sobre a opinião dos profissionais acerca da implementação de treinamentos utilizando MA foram alcançadas respostas muito positivas, como: “Muito melhor para a fixação do conteúdo abordado”, “a adesão é melhor quando se participa do processo”, “mais lúcido e de fácil entendimento, com profissionais sentindo-se confortáveis para retirar suas dúvidas”, “maior facilidade para aprendizado, tornando o treinamento mais eficiente”, “mais facilidade de associar a prática com o cotidiano”,

“achei super válido, pois de forma mais ativa facilita a compreensão”, “torna o profissional mais atento e este fica mais à vontade para tirar suas dúvidas”. Não se obtiveram críticas negativas sobre as formas ativas de ensino utilizadas para os treinamentos.

No que se referia aos métodos de ensino empregados durante os treinamentos foi perguntado aos participantes se estes consideraram eficaz/inovador, os quais 65% consideraram a metodologia de ensino utilizada eficaz e inovadora, 30% muito

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eficaz e inovadora e 5% consideraram apenas eficaz, não a considerando inovadora. Estes dados foram demonstrados no Gráfico 4 a seguir:

Gráfico 4 – Consideração quanto a eficácia e inovação das metodologias utilizadas.

Fonte: Autores (2022).

Quando comparadas as formas de ensino tradicionais, ou seja, aquelas que costumam ser implementadas de formas convencionais em treinamentos em saúde, os pesquisadores perguntaram a maior diferença notada ao utilizarem MA durante os treinamentos. Como resposta a esta pergunta obtivemos o seguinte resultado: Do total de 20 participantes, 11 participantes consideraram que tiveram mais facilidade no aprendizado e mais interação entre o pesquisador e o participante, 6 participantes consideraram apenas que se obteve maior interação entre o pesquisador e o participante e 3 participantes consideraram somente maior facilidade no aprendizado. Nenhum participante considerou a metodologia ativa de ensino como dificultadora do processo de aprendizado, além disso, mostraram notar diferença entre as metodologias tradicionais e ativas de ensino.

Com relação as dificuldades encontradas pelos integrantes da pesquisa na participação de treinamentos mais da metade dos participantes informaram não encontrar nenhuma dificuldade de participação, já outros relataram no questionário que aspectos como: falta de tempo, falta de espaço físico para ensino e falta do uso de metodologias ativas os desmotivam a participar dos treinamentos ofertados. Verbalmente, alguns participantes sinalizaram aos pesquisadores que a baixa frequência de treinamentos oferecidos e poucas oportunidades de participação devido a horários incompatíveis com as rotinas dos setores como impeditivos para a participação em treinamentos.

A última questão foi referente a sugestões de temas relevantes a serem abordados em futuros treinamentos pela educação permanente onde não possui relevância para esta pesquisa, no entanto, são pertinentes para aperfeiçoamento da prática cotidiana.

Os profissionais sugeriram temas como: preparo e administração de medicamentos, suporte básico e avançado de vida, atualizações relevantes à prática, feridas e curativos, cuidados com punção venosa central e cateter vesical de demora, manipulação de pressão arterial invasiva e manipulação de nutrição parenteral. Além disso, os profissionais relataram que gostariam de receber certificações de participação nos treinamentos oferecidos pela Educação permanente e demais profissionais, como residentes.

Ademais, observou-se uma uniformidade de opiniões acerca das respostas obtidas no questionário mesmo tratando-se de profissionais de diferentes setores e com experiências distintas, tais como: tempo de atuação, idade, formação etc.

Com base no exposto acima, é possível observar que os profissionais abordados durante a realização desta pesquisa mostraram-se interessados e participativos nos treinamentos, abertos a novas modalidades de relação ensino/aprendizagem.

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5. Discussão

Atualmente, o mundo enfrenta um dos maiores desafios da atualidade, a doença infecciosa causada pelo SARS-CoV 2, denominada COVID-19. Tratando-se de uma nova doença e das muitas incertezas relacionadas à sua capacidade de causar danos, instalou-se um cenário caótico em todo o mundo (Organização pan-americana de saúde [OPAS] & Organização mundial da saúde [OMS], 2021).

Devido a esta pandemia, diversos profissionais foram recrutados para atuar imediatamente no combate a essa nova doença. Desta forma era necessário que as equipes de saúde fossem treinadas, quase que diariamente, para que as medidas protetivas fossem eficazes para manter-nos vivos e lutar contra a propagação do vírus (Oliveira et al., 2020; Zingra et al., 2020).

Neste cenário caótico, vista a importância da atualização e aperfeiçoamento constante dos profissionais em um curto espaço de tempo, as instituições foram desafiadas a criar estratégias para a realização de novos treinamentos, objetivando maior segurança nas práticas assistenciais e de produtividade (Ferreira et al., 2020).

Diante do exposto acima, os pesquisadores decidiram por implementar o uso de metodologias ativas nos treinamentos de enfermeiros do HFL durante a pandemia, como uma proposta a educação permanente. Através do resultado da pesquisa, elencou-se alguns tópicos para explicitar os dados obtidos nesse estudo.

5.1 Opiniões de profissionais sobre a utilização de metodologias ativas: implementação, aceitabilidade e participação

Segundo Lovato, et al. (2018), a aprendizado advém da interação do aluno com o assunto estudado, seja por meio da audição, de discussões, de perguntas, do ato de ver e fazer. Tais atividades associadas constroem a base do conhecimento a partir do entendimento do indivíduo sobre determinado assunto, exigindo raciocínio e reflexão além de interação com o conteúdo, o que permite maior assimilação da teoria com a prática. Para Bezerra e Macêdo (2020), através da utilização de MA promove-se mudanças na maneira de pensar e assume-se a responsabilidade pelo seu aprendizado.

Durante a pesquisa tornou-se notório o exposto acima, visto que a maior parte dos participantes considerou que a utilização de metodologias ativas tornou o processo de ensino/aprendizado mais dinâmico, interativo e eficaz. Segundo respostas extraídas por intermédio do questionário obteve-se opiniões a respeito da utilização de metodologias ativas explicitadas nos seguintes trechos: “dinâmicos e participativos, todos cooperando”, “melhor compreensão do tema e mais dinâmico”, “torna o profissional mais atento e mais à vontade para tirar dúvidas”, “mais interação entre o pesquisador e o participante”, “eficaz”,

“bem mais lúcido e de fácil entendimento com profissionais se sentindo confortáveis para tirar suas dúvidas”, “acho que a adesão é melhor quando você participa do processo e entende”.

Tendo em vista a opinião de profissionais sobre a utilização de metodologias ativas nos treinamentos propostos e implementados captaram-se respostas positivas quanto ao método. Mostrando assim uma boa aceitabilidade e interesse por parte dos participantes quanto a treinamentos propostos e atualização de suas práticas profissionais, adquirindo boa interação entre a equipe, a dinâmica e compreensão do processo de trabalho, assim como um melhor entendimento do tema abordado, tendo como consequência uma melhora de suas práticas e aperfeiçoamento.

5.2 Contribuições das metodologias ativas na fixação da aprendizagem através de treinamentos

As MA representam uma forma de transformar o aprendizado, possibilitando maior interação com o conteúdo e desenvolvendo o senso crítico perante as situações vivenciadas. Utilizando saberes prévios é estimulado a reflexão sobre prática e evidências científicas, o que contribui para as tomadas de decisão, troca de conhecimento e compreensão de todo o processo (Fernandes et al., 2018).

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Guezzi et al. (2021) enfatizam que a utilização de metodologias ativas de aprendizagem estimula o raciocínio clínico e autonomia dos participantes, rompendo o abismo visto entre a teoria e a prática, tornando-os mais seguros na prática assistencial visto que os aproxima de procedimentos/assuntos abordados em suas rotinas profissionais.

Quando questionados acerca da fixação dos temas abordados nos treinamentos práticos implementados pelos pesquisadores obteve-se respostas, como: “facilita o entendimento da prática”, “facilita a compreensão”, “o uso da prática durante o treinamento é um ótimo método”, “mais facilidade de assimilar a prática ao cotidiano”, “muito melhor para fixação do conteúdo abordado”.

Desta forma, pode-se concluir que os achados em outros estudos condizem com as respostas conseguidas na presente pesquisa e favorecem a fixação do aprendizado, tornando o processo mais próximo da realidade e estimulando a formação do pensamento crítico. Com isso é estimulado nos profissionais à identificação de problemas e possibilidades para solucioná-los, aumentando positivamente a qualidade da assistência em seu cotidiano.

5.3 Dificuldades encontradas para implementação e participação de treinamentos

De acordo com Lemos e Poveda (2021), os profissionais atuantes na prática por vezes tornam-se desfavorecidos quando o assunto é treinamento em serviço, isto porque rotineiramente a educação permanente esquece-se de adequar treinamentos e palestras aos horários de turno de trabalho onde há menos procedimentos, desconsideram sua carga de trabalho e seu papel de gestor da equipe de enfermagem.

Para os profissionais entrevistados as maiores dificuldades encontradas estavam relacionadas a aspectos como: “falta de tempo”, “falta de espaço físico para realização de treinamentos” e a “falta do uso de metodologias ativas”, o que os desmotivam a participar dos treinamentos ofertados.

Oliveira et al. (2020), concordam com aspectos apontados pelos profissionais ao falar que a alta demanda de trabalho, a falta de recursos humanos, a essência e o próprio processo de trabalho são impeditivos para o aprimoramento profissional no local de trabalho. Ainda relata em seu estudo que as instituições de saúde não investem adequadamente em uma educação permanente de qualidade, que realize treinamentos constantes e que adotem estratégias de ensino inovadoras, uma vez que insistem em utilizar metodologias tradicionais de ensino que não envolvem os trabalhadores em seu processo de ensino- aprendizado e os tornam meros espectadores e/ou ouvintes de apresentações e palestras.

Guezzi et al. (2021) enfatiza que recursos estruturais são necessários para utilização de metodologias ativas de aprendizagem e garantia de adequado processo de ensino/aprendizado, o que nem sempre é ofertado pelas instituições. Sendo assim, é notório que a falta de investimento em capacitações e mudanças estruturais, além da alta demanda de trabalho, entre outros fatores, são impeditivos para a implementação e adesão dos profissionais a realização e participação de treinamentos.

6. Conclusão

Durante a pesquisa pôde-se perceber que as metodologias ativas são um excelente método de facilitação e interação do processo de ensino-aprendizagem e relações interpessoais, estimulando a reflexão, o debate, a análise crítica, as tomadas de decisões e a responsabilização, principalmente quando se há necessidade de aprimoramento profissional, como em casos de pandemia, o que foi evidenciado positivamente pelas opiniões dos profissionais participantes da pesquisa e pela análise da literatura utilizada no embasamento deste artigo.

Apesar das muitas evidências positivas sobre a utilização de metodologias ativas, assim como qualquer inovação, é encontrada certa dificuldade na implementação, este fato se dá pelo emprego de metodologias ativas requererem a ruptura de paradigmas. É necessário que o facilitador tenha domínio das técnicas utilizadas através de constante capacitação, o que representa um desafio para os profissionais responsáveis pelo ensino. Portanto, para que se se obtenha sucesso com a utilização

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desse tipo de metodologia é necessário comprometimento por parte das instituições e dos profissionais envolvidos nesse processo.

Sugere-se então que se instituam treinamentos utilizando metodologias ativas de ensino pelos profissionais da educação permanente do HFL como forma de melhorar a qualidade de ensino. Outras sugestões estão relacionadas à adequação de treinamentos em horários oportunos a rotina dos setores e escolhas de temas pertinentes e solicitados, além do oferecimento de certificação em treinamentos estimulando a participação dos profissionais, visando obter o aumento da qualidade da assistência.

Ainda se propõe para pesquisas futuras que se descreva a implementação de metodologias ativas de ensino em diversos treinamentos ofertados para profissionais de saúde, acarretando assim um aporte teórico-prático sobre a temática.

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