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MOOC - Massive Open Online Courses: o que atrai os seus participantes? 1. MOOC - Massive Open Online Courses: lo que atrae sus participantes?

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MOOC - Massive Open Online Courses:

o que atrai os seus participantes?

1

MOOC - Massive Open Online Courses:

¿lo que atrae sus participantes?

Eniel do Espírito Santo

(Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) Ariston Lima Cardoso

(Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

Resumo

Massive Open Online Courses (MOOC) são cursos livres ofertados online por Instituições de Ensino Superior em diversas temáticas. O objetivo deste artigo é analisar os principais fatores que influenciaram na escolha dos participantes dos MOOC ofertados pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), visando fornecer subsídios pertinentes para a elaboração e divulgação de novas propostas de cursos. Trata-se de um estudo exploratório descritivo em que foram analisadas a avaliação de reação de 4.420 participantes dos cursos MOOC UFRB entre 2016/2017. Concluímos que o design instrucional do MOOC deve ser norteado por cursos que contribuam para o aprimoramento profissional dos participantes, possibilitando-os melhoria em seu currículo e inserção no mundo do trabalho, além de fornecer-lhes a oportunidade de experimentar a modalidade da educação a distância de forma prazerosa.

Palavras-chave: MOOC; educação a distância; motivação dos participantes

Palabras claves: MOOC; educación a distancia; motivación de los participantes

Introdução

MOOC é um acrônimo da língua inglesa para Massive Open Online Courses que designa os cursos livres e abertos de curta ou média duração, ofertados online por Instituições de Ensino Superior (IES) em diversas temáticas. Os cursos MOOC surgiram no início do século XXI no contexto de uma proposta de aprendizado colaborativo em rede, todavia,

1 Trabalho apresentado no GT 9 - Diálogos interdisciplinares: letramento, formação e universidade.

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acabaram por se firmar como uma concepção cognitivista (e alguns até mesmo behaviorista) em que os objetivos são pré-definidos pelos professores que ministram suas aulas por meio de videoaulas curtas, apoiadas em materiais didáticos e seguidas de atividades autocorrigidas com um limitado, ou quase nulo, espaço de comunicação entre os seus participantes (YOUSEF et al, 2014).

Para alcançar os seus objetivos de aprendizagem, os cursos MOOC utilizam diversas ferramentas como suporte à mediação pedagógica, destacando-se videoaulas, aulas narradas, podcasts, vídeos diversos, recursos da gamificação, além de textos didáticos dialogados que possibilitam aos participantes amplo material de consulta, permitindo-lhes elaborar seu roteiro de autoaprendizagem (SANTO et al, 2016b).

Os cursos MOOC se configuram como Recursos Educacionais Abertos (REA), visto que se adequam às principais características da educação aberta delineadas por Santos (2012), pois permitem aos participantes decidir onde estudar, respeitando-se o seu ritmo de vida, além do reconhecimento da sua autoaprendizagem por meio de uma certificação opcional.

Desta forma, os cursos MOOC se constituem em uma ferramenta para a educação continuada não formal e tem sido objeto de investigação emergente, visando compreender a dinâmica que se instaura nestes ambientes de autodidatismo, bem como o perfil dos participantes que optam por tais cursos, considerando-se que centenas de IES em todo o mundo os têm ofertado, quer individualmente, quer como parte de plataformas online tais como Coursera, edX, Udacity, Veduca entre outras.

A partir de 2015 a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), por meio da Superintendência de Educação Aberta e a Distância (SEAD), constituiu-se na primeira Instituição Pública de Ensino Superior (IPES) no estado da Bahia a ofertar cursos MOOC, embora outras iniciativas já ocorriam pelo país, como por exemplo, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Universidade de São Paulo (USP) entre outras.

Nesta perspectiva, o objetivo deste trabalho é analisar os principais fatores que influenciam na escolha dos participantes dos cursos MOOC ofertados pela UFRB/SEAD, visando fornecer subsídios pertinentes para a elaboração e divulgação de novas propostas de cursos.

Do ponto de vista metodológico trata-se de um estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa, fundamentado tanto em uma revisão de literatura como em uma pesquisa documental. Quanto aos procedimentos de coleta de dados, analisamos a avaliação

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de reação preenchida online, de forma voluntária, por 4.420 participantes que concluíram os cursos MOOC ofertados pela UFRB/SEAD no período de fevereiro de 2016 a março de 2017.

Revisão de literatura

Os MOOC sugiram em 2008 com o curso Connectivism and Connective Knowledge proposto por George Siemens e Stephen Downes na Athabasca University, em Alberta, Canadá e alcançou 2.400 participantes. O fundamento pedagógico pautava-se inicialmente na teoria conectivista, tendo como foco as experiências colaborativas de aprendizagem entre os estudantes, como apontam Santo et al (2016b).

Todavia, os postulados conectivistas nos cursos MOOC foram rapidamente substituídos por uma concepção inatista da aprendizagem, valorizando-se o autoditadismo e com reduzidíssimos contatos entre os participantes, razão pela qual a atual geração de MOOC amiúde são descritos pela designação XMOOC.

Entre as várias definições para MOOC encontramos nos aportes de Yousef et al (2014) uma explanação que descreve o significado das quatro letras do acrônimo, ou seja:

a) M (Massive): a massividade é refletida no elevado número de participantes de tais cursos, tendo-se como desafio encontrar o equilíbrio entre a grande quantidade de inscritos, qualidade do conteúdo e as necessidades individuais dos estudantes;

b) O (Open): trata-se das suas características como um Recurso Educacional Aberto (REA), ao proporcionar uma experiência de aprendizagem para um vastíssimo número de participantes ao redor do globo, sem quaisquer exigências para inscrição ou taxas financeiras; não obstante a sua localização geográfica, idade e nível de escolaridade;

c) O (Online): relaciona-se com a forma de acesso aos cursos, isto é, no ciberespaço da rede de internet, por meio de ferramentas síncronas e assíncronas;

d) C (Course): refere-se à estrutura acadêmica e pedagógica disponibilizada aos participantes, contemplando-se os objetivos de aprendizagem, as ferramentas digitais de interação e o processo de avaliação.

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A crescente oferta recente de cursos MOOC, especialmente qual ferramenta de educação continuada não formal, tem suscitado o interesse de diversos pesquisadores em todo o mundo. Dentre as inúmeras problemáticas investigadas encontramos um viés de análise que busca identificar as necessidades dos participantes analisando-se o seu perfil e anseios, como apontam os autores Santo et al (2016a).

Nesta perspectiva, Bayeck (2016) realizou um levantamento sobre o perfil demográfico e motivações com 655 participantes de um MOOC realizado pela plataforma Coursera em 2013. No artigo intitulado “Exploratory study of MOOC learners’ demographics and motivation: The case of students involved in groups”2 a autora constatou que ter amigos participando dos cursos foi uma das maiores motivações para os estudantes inscritos (99,7%).

Outras motivações apontadas no estudo relacionavam-se com o incentivo dos professores que atuam nos cursos (91,6%); desejo de melhorar as habilidades adquiridas (81,2%); conseguir um emprego (66,7%); reputação da instituição de ensino ofertante do curso (65,5%) e o desejo de se conectar com outros (57,9%).

O estudo de Bayeck (2016) aponta que as estratégias de captação para os MOOC devem contemplar não somente os estudantes individualmente, mas sobretudo, o seu círculo de amizade. Assim, professores e instituições ofertantes de MOOC deveriam enfatizar a divulgação entre os amigos, incentivando a inscrição e aprendizado conjunto.

No artigo intitulado “The MOOC Phenomenon: Who Takes Massive Open Online Courses and Why3?” os autores Christensen et al (2013) também realizaram um estudo com 34.779 participantes dos cursos MOOC da University of Pennsylvania, oferecidos na plataforma Coursera. Os participantes da pesquisa revelaram duas razões principais para se inscreverem nos MOOC, isto é, tanto a curiosidade e diversão para cerca da metade dos respondentes, além da melhoria das competências e habilidades laborais (43,9%).

Os pesquisadores Christensen et al (2013) concluem que os participantes dos cursos MOOC buscam, sobretudo, melhorar sua empregabilidade. Para os autores, tais cursos apresentam enorme esperança de formação e acesso ao ensino superior, especialmente para países em desenvolvimento.

Considerando-se que os estudos dos MOOC apresentam majoritariamente uma

2 “Estudo demográfico exploratório das motivações dos cursistas MOOC. O caso dos estudantes em grupos”

(tradução nossa).

3“O fenômeno MOOC: quem participa dos Cursos Massivos Abertos Online e por quê? ” (tradução nossa).

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perspectiva ocidental, os autores Zhong, Zhang e Liu (2016) pesquisaram 1.783 jovens participantes (idade média de 19,8 anos) de um curso MOOC ofertado na China pela Shen Zhen University. Os principais motivos abordados pelos participantes para escolha do curso se relacionavam com a flexibilidade proporcionada para horários e espaços de estudo (85%);

possibilidade de revisão dos conteúdos visando aprofundamento dos conteúdos (61%); a atratividade da temática do curso e oportunidade de adquirir mais conhecimentos (55%) e o desenvolvimento de novas habilidades laborais (27%).

Zhong, Zhang e Liu (2016) concluíram que os MOOC podem aumentar consideravelmente a área de abrangência das instituições, visto que alcançam elevado volume de estudantes com a conveniência da flexibilidade de estudos à sua disponibilidade de tempo.

Por outro lado, a ausência de encontros presenciais é um fator contributivo para que muitos estudantes orientais não concluam os roteiros de autoaprendizagem, resultando em elevados índices de evasão. Ademais, os autores pontuam que no tocante à cultura oriental deveriam ser introduzidos encontros presenciais em tais cursos, considerando-se os diferentes roteiros e metodologias de ensino para as diversidades dos estilos de aprendizagens dos participantes.

Visto que os MOOC se constituem em uma ferramenta recente de educação continuada percebemos que suas discussões ensejam um empolgante e acalorado campo em construção, à guisa da própria educação a distância. Considerando-se a escassez de produção científica nesta temática, especialmente na língua portuguesa, são bem-vindas investigações que ajudem às IES a compreenderem o fenômeno dos MOOC e implementarem cursos que atendam aos anseios dos participantes, tendo em vista a ampla abrangência geográfica que tais cursos alcançam.

Material e métodos

Do ponto de vista metodológico, para a caracterização da tipologia de operacionalização da pesquisa, adotamos os conceitos de Triviños (2006) e Gil (2007) resultando na seguinte classificação: a) quanto aos objetivos, trata-se de um estudo exploratório descritivo, com abordagem quantitativa; b) quanto à fonte de dados, a pesquisa se apoiou tanto em uma revisão de literatura como em uma pesquisa documental nos bancos de dados da UFRB/SEAD e, finalmente c) quanto aos procedimentos de coleta de dados,

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analisamos a avaliação de reação preenchida online pelos participantes.

A pesquisa documental ocorreu mediante a análise do questionário da avaliação de reação e preenchida voluntariamente por 4.420 participantes que concluíram os 10 (dez) cursos MOOC, ofertados de forma contínua pela UFRB/SEAD. Os dados coletados são relativos ao período de fevereiro de 2016 até 18 de março 2017. A amostra de participantes respondentes dos questionários corresponde a 22,1% do total de 19.974 estudantes inscritos no período da análise.

Adicionalmente, o questionário de avaliação de reação foi elaborado pela equipe polidocente da UFRB/SEAD, tendo-se como referências os instrumentos de coleta de dados utilizados por Christensen et al (2013) e Bayeck (2016).

Análise e discussão

A UFRB é uma universidade pública brasileira fundada em 2006 e situada na região do recôncavo do Estado da Bahia, com 07 (sete) centros de ensino espalhados pelas cidades de Cruz das Almas, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Cachoeira, Feira de Santana e Santo Amaro da Purificação. Desde 2013 compõe o Sistema Universidade Aberta da Brasil (UAB) e, por meio da articulação da SEAD com os centros de ensino, atua na educação formal na modalidade a distância com o curso de Licenciatura em Matemática e diversos cursos de pós- graduação lato senso.

Na educação não formal, a UFRB/SEAD estruturou o Núcleo de Educação Continuada e, desde 2015, tem ofertado diversos cursos com tutoria denominados Small Private Online Courses (SPOC) além dos cursos abertos massivos online sem tutoria, conhecidos por seu acrônimo MOOC.

a) Dados gerais da amostra

Os 4.420 participantes apresentaram idade média ponderada de 32,6 anos e idade modal equivalente a 28,6 anos4. Ademais, observamos na Tabela 1 que 44,3% do total dos

4 Refere-se à idade que apareceu com mais frequência na amostra, sendo calculada pela fórmula estatística King.

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participantes estão na faixa etária entre os 15 e 30 anos, constituindo-se em um grupo adulto em busca de sua maturidade profissional. Estes dados se coadunam com a investigação de Christensen et al (2013) ao apontarem que 40% dos estudantes dos MOOC têm até 30 anos.

Tabela 1 - Faixa etária dos participantes

Fonte: elaborado pelos autores

No tocante ao gênero percebemos que os 64,3% participantes são predominantemente do gênero feminino como evidenciado no Gráfico 1. Este indicador está relacionado com a área temática dos cursos, pois o estudo de Christensen et al (2013) revelou que os MOOC analisados possuíam significativamente mais participantes do gênero masculino (56,9%), enquanto na investigação de Bayeck (2016) o gênero feminino (60%) era predominante entre os participantes pesquisados. Ressalta-se que os MOOC ofertados pela UFRB/SEAD abordam temáticas da área das ciências humanas, sociais e da saúde que historicamente apresentam elevado predomínio da inserção do gênero feminino.

Idade Participantes %

15 -| 20 302 6,8%

21 -| 25 790 17,9%

26 -| 30 868 19,6%

31 -| 35 864 19,5%

36 -| 40 645 14,6%

41 -| 45 415 9,4%

46 -| 50 279 6,3%

51 -| 55 169 3,8%

56 -| 60 75 1,7%

Acima 61 13 0,3%

S oma (Σ) 4420

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Gráfico 1 – Gênero dos participantes

Masculino 35,70%

Feminino 64,30%

35,70%

64,30%

0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00%

Masculino Feminino

Fonte: elaborado pelos autores

Quanto à ocupação laboral, verificamos no Gráfico 2 que a maior parte dos participantes estão empregados (55,5%), quer como colaboradores de empresa pública, privada, terceirizados ou empresários. Também é expressiva a participação de estudantes (31,9%) e relativamente baixo o quantitativo de desempregados (4,7%). Dados semelhantes foram encontrados nas pesquisas tanto de Bayeck (2016) com 60,5% de participantes empregados quanto na investigação dos autores Christensen et al (2013) que constatou 60,4%

com emprego, denotando a premente necessidade dos MOOC possibilitarem a democratização da educação, especialmente para aqueles que não têm condições econômicas, assevera Bayeck (2016).

Gráfico 2 – Ocupação laboral

Empregado 55,50%

Estudante 31,90%

Desempregado 7,90%

Outro 4,70%

100,00%

55,50%

31,90%

7,90%

4,70%

0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00%

Empregado Estudante Desempregado Outro

Fonte: elaborado pelos autores

Em relação à localização geográfica dos participantes investigados verificamos que eram majoritariamente do Brasil (99,7%), além de estudantes de Angola, Argentina,

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Bahamas, Bélgica, Brunei, Bulgária, Botsuana e Paraguai. Entre os estudantes brasileiros, observamos que são originários de todos os 26 estados da federação e distrito federal, sendo a maioria oriunda do Estado da Bahia (45,4%), com expressivas participações do Paraná (9,4%), São Paulo (7,4%), Minas Gerais (6,2%) e Rio de Janeiro (6%). As cidades do Estado da Bahia que apresentam maior número de participantes são da capital Salvador (17,8%);

Feira de Santana (11%); Cruz das Almas (8,7%), cidade sede da UFRB; Barreiras (5,4%);

Amargosa (2,5%); Santo Antônio de Jesus (1,6%) e Cachoeira (1,3%).

A amostra de 4.420 participantes constitui-se em um grupo de jovens adultos em busca de sua maturidade profissional, predominantemente feminino, com cerca da metade dos participantes empregados e um quantitativo considerável de estudantes. A maior parte dos participantes são brasileiros e do Estado da Bahia, local em que a UFRB está situada.

Ademais, todos os 10 (dez) cursos são ofertados na língua portuguesa, constituindo-se assim em uma barreira linguística para os não falantes dessa língua.

b) O que atraiu os participantes?

Com base nos estudos de Bayeck (2016) e Christensen et al (2013) selecionamos 08 (oito) fatores que contribuem para a atração dos participantes de cursos MOOC. Tais fatores estavam contemplados no questionário de avaliação e reação preenchido pelos pesquisados nos cursos da UFRB/SEAD.

No Gráfico 3 observamos que a busca pelo aprimoramento na área temática do curso revelou ser um fator chave para a quase totalidade dos pesquisados que o apontaram como muito importante/importante (98,8%). O estudo de Zhong, Zhang e Liu (2016) também apontaram a importância da atratividade da temática do curso e oportunidade de adquirir mais conhecimentos como relevantes para 55% de seus pesquisados. Isso demonstra o elevado interesse dos participantes na sua formação continuada e, sobretudo, fornece indicativo aos desenvolvedores dos MOOC para que estejam atentos à oferta de cursos que supram tais anseios.

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Gráfico 3 – Aprimoramento na temática do curso

85,0%

13,8%

1,0%

0,1%

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% 70,0% 80,0% 90,0%

Muito importante Importante Um pouco importante Sem importância

Fonte: elaborado pelos autores

A indicação de amigos e colegas configura-se como um dos motivos que levou os participantes a se inscreverem nos cursos MOOC, pois 72,2% dos pesquisados afirmaram que isso foi muito importante/importante, conforme observamos no Gráfico 4. O estudo de Bayeck (2016) também demonstrou que a participação de amigos se constituiu em elemento motivacional para 99,7% dos seus pesquisados. Tais dados revelam que o círculo de amizades dos participantes deve ser valorizado na divulgação e prospecção de cursos MOOC, tendo em vista a influência na indicação de amigos na inscrição de tais cursos.

Gráfico 4 – Indicação de amigos e colegas

50,6%

21,6%

7,6%

20,2%

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0%

Muito importante Importante Um pouco importante Sem importância

Fonte: elaborado pelos autores

As motivações laborais são fatores que atraem os participantes dos MOOC.

Conforme evidenciado no Quadro 1 foram elencados pelos participantes os seguintes fatores como muito importante/importante para a inscrição no curso: a) melhoria no desempenho

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profissional (96,8%); b) preparação para conseguir melhor emprego (88,1%) e c) melhoria no currículo vitae (94,2%).

Quadro 1: Motivações laborais

Fatores de atração Muito importante/importante Pouco/sem importância

Melhorar desempenho profissional 96,8% 3,2%

Obter melhor emprego 88,1% 11,9%

Melhorar currículo vitae 94,2% 5,8%

Fonte: elaborado pelos autores

Bayeck (2016) observou em seu estudo que 81,2% dos participantes se inscreveram em virtude do anseio de melhorar suas habilidades e competências laborais, enquanto 71,9%

desejavam obter um novo emprego. Já nos resultados dos pesquisadores Christensen et al (2013) tais motivações não eram majoritárias, visto que 43,9% dos investigados se inscreveram para obtenção de habilidades para melhorar o emprego e 17% para obter um novo emprego.

A importância atribuída à qualificação para o mundo do trabalho não pode ser desapercebida pelas IES que ofertam MOOC, especialmente em contextos de dificuldades econômicas que requerem constante aperfeiçoamento das competências laborais exigidas pelo mercado competitivo.

No Gráfico 4 observamos que entretenimento pessoal ou diletantismo não se constituiu um fator de atração para a maioria dos participantes (71,9%), atribuindo-lhe pouca ou nenhuma importância. Todavia, ressaltamos que para 28,1% dos inscritos o entretenimento foi um elemento motivacional considerado muito importante/importante, revelando às IES ofertante de MOOC a importância de incluírem cursos de temáticas diversificadas e não tão somente aqueles de cunho profissional ou acadêmico.

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Gráfico 4 – Entretenimento

12,2%

15,9%

22,4%

49,5%

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0%

Muito importante Importante Um pouco importante Sem importância

Fonte: elaborado pelos autores

O currículo da educação formal frequentemente contempla que os estudantes cumpram carga horária com atividades complementares compostas pela participação em cursos, atividades de extensão etc. Neste sentido, os MOOC fornecem possibilidade de participação e certificação para tais estudantes ampliarem seus estudos ao mesmo tempo em que cumprem às exigências por atividades complementares, razão pela qual isso foi atribuído como muito importante/importante para a inscrição de 48,7% dos participantes, conforme evidenciado no Gráfico 5. Ademais, a certificação também tem sido utilizada para fins de enquadramento e progressão profissional nas instituições que contemplam a educação profissional nos seus Planos de Cargos e Salários.

Gráfico 5 – Cumprir atividades complementares acadêmicas

28,3%

20,4%

13,6%

37,7%

0,0% 5,0% 10,0% 15,0% 20,0% 25,0% 30,0% 35,0% 40,0%

Muito importante Importante Um pouco importante Sem importância

Fonte: elaborado pelos autores

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Como percebemos no Gráfico 6, a oportunidade para experimentar a EaD foi também um dos motivos de atração elencados como muito importante/importante por 75,8%

dos participantes para sua inscrição no curso MOOC. Assim, percebemos que os MOOC se constituem em excelente oportunidade para que os estudantes tenham seu primeiro contato com a modalidade a distância, sendo oportuno que as IES o utilizem como chamariz para os seus programas formais, especialmente aqueles na modalidade a distância.

Gráfico 6 – Oportunidade para experimentar a EaD

45,0%

30,8%

13,5%

10,7%

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0%

Muito importante Importante Um pouco importante Sem importância

Fonte: elaborado pelos autores

A credibilidade da instituição foi um dos fatores que atraíram os participantes (96,7%) dos cursos MOOC ofertados pela UFR/SEAD. Isto demonstra o posicionamento da UFRB como universidade pública de referência em seu contexto, mesmo considerando-se seu pouco tempo de fundação.

No tocante à avaliação de satisfação dos cursos MOOC, os participantes os qualificaram como excelente/ótimo (92,9%) e bom (6,7%), totalizando elevado índice de satisfação (99,6%). Adicionalmente, ressaltamos que 99,7% dos participantes indicariam o curso a um familiar ou amigo, corroborando com assim com o seu nível de satisfação.

Consideraçõesfinais

De acordo com dados coletados, na perspectiva dos participantes respondentes o

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aprimoramento de conhecimentos na área temática do curso foi fundamental para a inscrição no curso, constituindo-se em importante fator de atração (98,8%). Adicionalmente, foram listados como possíveis fatores influenciadores na escolha do curso, a saber, a indicação de colegas e amigos (72,2%); as motivações laborais, tais como a possibilidade de melhoria no desempenho profissional (96,8%), obtenção de melhor emprego (88,1%) e melhoria no currículo pessoal (94,2%); a oportunidade para experimentar a educação a distância (75,8%);

o cumprimento das atividades complementares exigidas na graduação (48,7%); o entretenimento pessoal (28,1%) e a credibilidade da UFRB (96,7%). Os cursos MOOC foram avaliados como excelente/ótimo por 92,9% dos participantes e 99,7% o indicariam a um familiar ou amigo.

Os resultados apontados na pesquisa revelam que os participantes de cursos MOOC são atraídos, em sua maioria, pela busca na melhoria da empregabilidade, desempenho profissional e indicação de amigos. Também observamos que os cursos MOOC oferecem uma possibilidade para experimentar a EaD, além de fornecer uma certificação comprobatória para fins de atividades acadêmicas complementares na graduação ou mesmo para progressão funcional, constituindo-se em argumentos atrativos para a inscrição no curso.

Concluímos que as IES que implementam cursos MOOC devem atentar para as motivações relevantes apontadas pelos participantes egressos pesquisados a fim de nortear o design instrucional de novos cursos. Ademais, os cursos MOOC se constituem em uma ferramenta de extensão universitária de amplo alcance, especialmente ao disponibilizar para a comunidade conteúdo local e globalmente pertinentes.

Referências

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