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GABARITO DO CANDIDATO - RASCUNHO

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Academic year: 2022

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SPDM_37

NÍVEL SUPERIOR COMPLETO

• MÉDICO OBSTETRA

NOME DO CANDIDATO ASSINATURA DO CANDIDATO RG DO CANDIDATO

DESTAQUE AQUI

GABARITO DO CANDIDATO - RASCUNHO

Nome: Assinatura do Candidato: Inscrição:

INSTRUÇÕES GERAIS

I. Nesta prova, você encontrará 04 (quatro) páginas numeradas sequencialmente, contendo 30 (trinta) questões correspondentes à seguinte disciplina: Conhecimentos Específicos (30 questões).

II. Verifique se seu nome e número de inscrição estão corretos no cartão de respostas. Se houver erro, notifique o fiscal.

III. Assine e preencha o cartão de respostas nos locais indicados, com caneta azul ou preta.

IV. Verifique se a impressão, a paginação e a numeração das questões estão corretas. Caso observe qualquer erro, notifique o fiscal.

V. Você dispõe de 3 (três) horas para fazer esta prova. Reserve os 20 (vinte) minutos finais para marcar o cartão de respostas.

VI. O candidato só poderá retirar-se do setor de prova 1 (uma) hora após seu início.

VII. O candidato não poderá levar o caderno de questões. O caderno de questões será publicado no site do ibfc, no prazo recursal contra gabarito.

VIII. Marque o cartão de respostas cobrindo fortemente o espaço correspondente à letra a ser assinalada, conforme o exemplo no próprio cartão de respostas.

IX. A leitora óptica não registrará as respostas em que houver falta de nitidez e/ou marcação de mais de uma alternativa.

X. O cartão de respostas não pode ser dobrado, amassado, rasurado ou manchado. Exceto sua assinatura, nada deve ser escrito ou registrado fora dos locais destinados às respostas.

XI. Ao terminar a prova, entregue ao fiscal o cartão de respostas e este caderno. As observações ou marcações registradas no caderno não serão levadas em consideração.

XII. É terminantemente proibido o uso de telefone celular, pager ou similares.

Boa Prova!

LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES ABAIXO

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RASCUNHO

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SPDM_37 1 das responsáveis pelo índice elevado de mortalidade materna no Brasil. Dentre as drogas utilizadas para o controle pressórico durante a gestação, preconiza-se o uso de, exceto:

a) Alfametildopa, pindolol e levomepromazina.

b) Alfametildopa, levomepromazina e nifedipino.

c) Nifedipino, pindolol e captopril.

d) Amlodipino, diazepan e alfametildopa.

2) Paciente admitida no setor de pronto socorro do Hospital e Maternidade com queixa de dor em baixo ventre de forte intensidade há 4 horas. Primigesta, 18 semanas e 4 dias pelo dia da última menstruação compatível com ultrassonografia do primeiro trimestre, com queixa de febre aferida de 39 graus Celsius em domicílio.

Ao exame físico: regular estado geral, desidratada 2+/4+, descorada +/4+, acianótica, anictérica, febril e taquipnéica. Temperatura aferida de 38,7 graus Celsius – axilar e oral. Frequência cardíaca de 128 batimentos por minuto, pressão arterial de 80x40mmHg. Altura uterina: 17cm, movimentação fetal presente, tônus normal, dinâmica uterina ausente, batimento cardíaco fetal: 168bpm. Exame especular: saída de secreção purulenta com odor fétido proveniente do orifício externo do colo do útero. Toque vaginal: colo pérvio com 1cm de dilatação, toca-se partes fetais. Dentre as hipóteses diagnósticas e melhor conduta para o caso:

a) Infecção do trato urinário grave; Antibioticoterapia com cefalosporina de primeira geração e internação em enfermaria.

b) Infecção do trato urinário grave; Antibioticoterapia com cefalosporina de terceira geração e internação em UTI (Unidade de terapia intensiva) para tratamento de sepse grave/choque séptico.

c) Abortamento infectado; solicitar ultrassonografia de urgência, hemograma completo, função renal, proteína C reativa e internação em UTI para tratamento de sepse grave/choque séptico. Aguardar exames subsidiários solicitados para iniciar antibioticoterapia e se confirmada hipótese, iniciar indução com misoprostol.

d) Abortamento infectado; internação em UTI para tratamento de sepse grave/choque séptico, introdução de antibioticoterapia – esquema tríplice (ampicilina/

gentamicina/metronidazol) e iniciar de imediato ressuscitação volêmica com ringer lactato e preparo de colo com misoprostol mesmo com feto vivo.

3) Paciente de 19 anos de idade, primigesta, idade getacional de 40 semanas e 4 dias, admitida em trabalho de parto, com vitalidade fetal preservada, pressão arterial de 120x80mmHg, altura uterina de 38cm, com 4cm de dilatação. Evolui durante o trabalho de parto com desproporção cefalopélvica, sendo indicado parto cesárea. Durante a realização do procedimento a paciente evolui com hipotonia uterina não responsiva a ocitocina endovenosa, seguido de atonia uterina. A melhor conduta no momento é:

a) Histerectomia puerperal subtotal imediata.

b) Manter ocitócicos endovenosos, associar derivado da ergotamina intramuscular e em caso de não haver resposta em 5 minutos, proceder com a realização de histerectomia puerperal subtotal.

c) Manter ocitócicos endovenosos, associar derivado da ergotamina intramuscular, proceder com misoprostol via retal e sutura de B-Lynch. Caso não haja resposta adequada ao sangramento, realizar histerectomia puerperal subtotal.

d) Manter ocitócicos endovenosos, associar derivado da ergotamina intramuscular, proceder com misoprostol via retal e sutura de B-Lynch. Caso não haja resposta adequada ao sangramento, realizar histerectomia puerperal total.

junto com a ultrassonografia com doppler colorido.

4) Identifique corretamente qual alternativa não apresenta as características responsáveis pelo mau prognóstico da desaceleração umbilical ou DIP (desaceleração intraparto) tipo III pode ser identificada nas alternativas:

a) Duração maior de 1 minuto, queda menor de 70 batimentos por minuto e aceleração ombro.

b) Morfologia em “W“, alteração da linha de base após desaceleração, retorno lento à linha de base.

c) Taquicardia após a DIP, bradicardia após DIP e retorno lento à linha de base.

d) Duração maior de 1 minuto, morfologia em “W“ e alteração da linha de base após desaceleração.

5) Identifique qual é a idade gestacional em que surgem as atividades biofísicas presentes no perfil biofísico fetal incorretamente:

a) Tônus: 7,5 a 8,5 semanas.

b) Movimento corpóreo fetal: 8 a 9 semanas.

c) Movimento respiratório fetal: 18-20 semanas.

d) Frequência cardíaca fetal: final do segundo trimestre.

6) Em relação à ultrassonografia com doppler colorido, dentre as afirmações abaixo, identifique qual delas está incorreta:

a) A diástole zero corresponde a 90% de redução do fluxo feto placentário.

b) A alteração de doppler da artéria umbilical corresponde a redução de no mínimo 50% do fluxo feto placentário.

c) A centralização fetal deve considerada emergência com necessidade de resolução da gestação em até no máximo 48hs.

d) O ducto venoso com índice de pulsatilidade (IPV) menor de 1,0 pode ser considerado normal em gestações com diástole zero.

7) Gestação prolongada, pós-datismo e pós-termo possuem maior risco de urgências, emergências e situações especiais e, por isso, são necessárias avaliações materno-fetais, como as abaixo, exceto:

a) Cardiotocografia.

b) Perfil biofísico fetal.

c) Ultrassom obstétrico.

d) Ultrassom obstétrico com doppler.

8) Paciente de 20 anos, primigesta com idade gestacional de 36 semanas e 3 dias pelo dia da última menstruação, compatível com ultrassonografia do primeiro trimestre, admitida com queixa de perda de líquido há 1 hora.

Cultura de strepto B em andamento no laboratório. Ao exame físico: altura uterina de 33cm, movimentação fetal presente, dinâmica uterina ausente, batimento cardíaco fetal de 144 batimentos por minuto, toque vaginal: colo grosso, posterior e pérvio para 2cm, cefálico, -3, ruptura prematura das membranas ovulares (RPMO). A melhor conduta frente ao caso clinico é:

a) parto cesárea de urgência devido RPMO.

b) Iniciar indução com ocitocina após a realização de cardiotocografia para avaliação e após confirmação de bem-estar fetal. Introduzir antibiótico apenas após 6hs de RPMO.

c) Introdução de antibióticos e aguardar período de latência de 6 horas, após avalição e confirmação de bem-estar fetal através da cardiotocografia.

d) Introdução de antibiótico após 6hs de RPMO e iniciar indução de trabalho de parto com misoprostol devido Bishop desfavorável imediatamente após avaliação e confirmação de bem-estar fetal.

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9) Durante uma consulta de rotina, a paciente de 32 anos, branca, apresenta como antecedente obstétrico 7 gestações e 7 abortamentos prévios, todos sem necessidade de curetagem – sic. O procedimento correto deve ser:

a) Encaminhar a paciente para fertilização in vitro.

b) Pesquisa de causas genéticas nos abortamentos prévios e caso o material não esteja disponível referenciar ao setor de reprodução humana.

c) Pesquisa de trombofilias e encaminhar a paciente para aconselhamento genético.

d) Encorajar a paciente a engravidar novamente sem a necessidade de investigação complementar.

10) Paciente de 18 anos primigesta, com idade gestacional de 39 semanas pelo dia da última menstruação e ausência de ultrassonografia no pré-natal, admitida com pressão arterial de 160x110mmHg, e dor em hipocôndrio direito em vigência de alfametildopa há 3 dias na dose de 750mg/dia. Ausência de sinais e sintomas de iminência de eclâmpsia. Foram solicitados exames laboratoriais e dentre eles identificou-se presença de elevação de TGO/TGP (>70), DHL de 1000, plaquetas de 88.000, esquizócitos na pesquisa de sangue periférico e proteinúria presente em amostra isolada de urina. Dentre os diagnósticos diferenciais abaixo, qual deles não deve ser considerado:

a) Síndrome hemolítico-urêmica.

b) Púrpura trombocitopênica trombótica.

c) Síndrome HELLP.

d) Intoxicação exógena pelo uso de alfametildopa.

11) Em relação à avaliação de paciente com abortamento retido, qual das alterações ultrassonográficas abaixo deve ser considerada como determinante e definitivo de tal diagnóstico:

a) Comprimento cabeça nádega de 4mm sem identificação de batimento cardíaco fetal.

b) Diâmetro médio de saco gestacional de 15mm, sem identificação de embrião.

c) Maior diâmetro do saco gestacional de 18mm, sem identificação de embrião.

d) Diâmetro médio do saco gestacional de 18mm, sem identificação de embrião.

12) Durante avaliação em pronto atendimento, paciente de 23 anos secundigesta com um parto normal anterior há 3 anos, admitida com queixa de sangramento genital intenso há 3 dias que melhorou nas últimas 4 horas. Ao exame: bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Especular: sangramento genital em pequena quantidade sem sinal sangramento ativo.

Toque: colo entreaberto, útero aumentado 2 vezes, anexos sem alterações. Traz exame de ultrassonografia realizada no mesmo dia, com eco endometrial de 13mm e anexos não visualizados. Não possui exames de imagem prévios. A melhor conduta a ser realizada e hipótese diagnóstica são:

a) Retorno em 15 dias para BhCG qualitativo – Abortamento completo.

b) Novo exame de ultrassom em 48hs – Abortamento completo.

c) BhCG quantitativo – Sangramento do primeiro trimestre.

d) Alta hospitalar e retorno ambulatorial em ambulatório ginecológico em 40 dias para consulta de anticoncepção.

13) A gestação ectópica compreende uma das afecções que acomete a gestante geralmente durante o primeiro trimestre de gestação e apresenta-se no diagnóstico sindrômico de sangramento genital do primeiro trimestre. Qual das afirmações abaixo é verdadeira:

a) A doença inflamatória pélvica em geral não possui associação com o desenvolvimento de gestação ectópica.

b) A presença de antecedente de gestação ectópica prévia não é fator de risco para o desenvolvimento de nova gestação ectópica.

c) O tratamento de gestação ectópica é cirúrgico.

d) Os procedimentos relacionados à reprodução assistida podem aumentar o risco de gestação ectópica.

14) Qual das situações abaixo correspondem a contra- indicação absoluta para indução de trabalho de parto com misoprostol:

I. Óbito fetal com 28 semanas e altura uterina de 25cm com presença de 2 cesáreas anteriores.

II. Óbito fetal com 40 semanas, polidrâmnio e suspeita de macrossomia fetal (ultrassom identifica peso estimado de 4.000g).

III. Primigesta com pós-datismo e asma brônquica leve.

IV. Óbito fetal com 40 semanas de gestação em paciente com suspeita de macrossomia fetal (ultrassom identifica peso estimado de 4.000g) e 3 cesáreas anteriores.

a) I e IV b) I e III c) IV

d) I, II, III e IV

15) Dentre as cardiopatias na gestação, qual delas deve ser considerada como indicação absoluta de cesárea e anestesia geral:

I. Hipertensão pulmonar grave II. Estenose mitral leve

III. Insuficiência tricúspide Moderada IV. Estenose aórtica grave

a) I e IV b) I e III c) IV

d) I, II, III e IV

16) Paciente admitida no quinto pós-parto cesárea com queixa de saída de secreção purulenta pela ferida operatória. Nega febre. Ao exame físico: Saída de secreção purulenta e com odor fétido pela ferida operatória, loquiação fisiológica, útero involuído e indolor à mobilização e colo impérvio. A melhor conduta e o antibiótico de escolha devem ser:

a) Alta hospitalar com antibiótico – cefalosporina de primeira geração ou penicilina com beta-lactâmico.

b) Internação para desbridamento e abordagem cirúrgica de ferida operatória.

c) Alta hospitalar com orientações sobre higiene, sem necessidade de antibióticos.

d) Retirada de pontos e alta hospitalar com antibiótico – cefalosporina de primeira geração ou penicilina com beta-lactâmicos.

17) Paciente admitida no quinto pós-parto normal com queixa de cefaléia e febre de 39 graus Celsius. Sem outras queixas. Ao exame: Bom estado geral, hidratada, corada, acianótica, anictérica e febril (temperatura axilar de 39 graus Celsius). Mamas túrgidas e sem sinal flogístico e exame ginecológico com loquiação fisiológica e sem alterações. A melhor conduta é:

a) Colher exames laboratoriais (hemograma completo, proteína C reativa, urina tipo 1 e urocultura com antibiograma por sonda vesical de alívio), ultrassom de mamas, pélvico e transvaginal e internação para investigação de morbidade febril puerperal (maior de 38,5 graus Celsius).

b) Alta hospitalar com antibiótico profilático para evitar infecção em situações como o engurgitamento mamário, como cefalosporina de primeira geração, penicilina com beta-lactâmico ou lincosaminas (clindamicina).

c) Aferir temperatura oral e caso temperatura menor de 38,5 graus Celsius, orientar a paciente com relação ao engurgitamento mamário e seu tratamento.

d) Internação para antibioticoterapia de amplo espectro.

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SPDM_37 3 ultrassom compatível com restrição de crescimento menor que o percentil 3 para a idade gestacional, líquido amniótico dentro da normalidade, doppler da artéria umbilical normal e perfil biofísico fetal 10. A melhor conduta é:

a) Administração de corticóide e resolução da gestação em 48hs.

b) Resolução da gestação imediatamente devido restrição de crescimento fetal e idade gestacional maior de 34 semanas.

c) Retorno semanal para avaliação de vitalidade fetal e programação de resolução da gestação por via obstétrica com 37 semanas.

d) Retorno semanal para avaliação de vitalidade fetal e programação de resolução da gestação por via alta (parto cesárea) com 37 semanas.

19) Paciente de 47 anos quartigesta, com 3 partos cesárea anteriores, idade gestacional de 40 semanas e 4 dias pelo dia da última menstruação e ultrassom do primeiro trimestre, admitida com queixa de cefaléia intensa, escotomas e epigastralgia, além de sangramento genital e dor abdominal tipo cólica há 15 minutos. Ao exame: regular estado geral, descorada+/4+, hidratada, acianótica, anictérica e afebril. Pressão arterial de 190x120mmHg. Altura uterina de 38cm, movimentação fetal ausente, batimento cardíaco fetal de 55 batimentos por minuto, tônus aumentado, dinâmica uterina não possível avaliar devido tônus aumentado. Toque: colo grosso posterior e impérvio e sangramento em dedo de luva. A melhor conduta e hipóteses diagnósticas são:

a) Parto cesárea de emergência devido iminência de eclâmpsia, crise hipertensiva, descolamento prematuro de placenta e sofrimento fetal agudo. A anestesia preconizada deve ser anestesia geral e introdução de sulfato de magnésio o quanto antes.

b) Solicitar ultrassom obstétrico de urgência, colher exames de gravidade para doença hipertensiva da gestação (função hepática, renal e hematológica). Iniciar imediatamente sulfato de magnésio e aguardar exames para definição de conduta. Iminência de eclâmpsia e crise hipertensiva.

c) Parto cesárea de emergência devido iminência de eclâmpsia, crise hipertensiva, descolamento prematuro de placenta e sofrimento fetal agudo. A anestesia preconizada deve ser raquidiana pois promove queda dos níveis pressóricos rapidamente e introdução de sulfato de magnésio o quanto antes.

d) Realizar hidralazina, seguido de sulfato de magnésio por 2 a 6hs e, após estabilização dos níveis pressóricos e resultados de exames laboratoriais (função hepática, renal e hematológica) pode ser realizada avaliação em relação à via de parto. Crise hipertensiva, iminência de eclâmpsia, sangramento de terceiro trimestre a esclarecer.

20) Paciente de 22 anos primigesta, de aproximadamente 8 semanas de gestação admitida com sangramento genital de primeiro trimestre há 8 horas. Ao exame físico:

secreção marrom em pequena quantidade, sem sinal de sangramento ativo, colo impérvio e útero aumentado duas vezes. Realizou ultrassom transvaginal que identificou feto único e vivo, com batimento cardíaco fetal presente e presença de descolamento ovular de 10mm retroplacentário. A melhor conduta é:

a) Repouso por 48-72hs. Seguido de seguimento pré-natal.

b) Solicitar tipagem sanguínea materna e coombs indireto.

Caso Rh negativo e coombs indireto positivo, associado ao fator Rh do marido positivo ou desconhecido, realizar imunoglobulina Anti-D.

c) Internação para controle de sangramento genital e repouso hospitalar.

d) Solicitar tipagem sanguínea materna e pesquisa de anticorpos irregulares e caso ambos negativos e fator Rh do marido positivo ou desconhecido, realizar imunoglobulina Anti-D.

Dentre os exames de rotina a ser solicitados durante o pré-natal assinale abaixo qual deles não devem ser solicitados de rotina em idade gestacional adequada:

a) Sorologias para hepatite B e C, HIV e sífilis.

b) Ultrassom de primeiro trimestre, morfológico de primeiro trimestre e de segundo trimestre.

c) Eco-fetal.

d) Exames de trombofilias devido idade materna avançada.

22) Atualmente o teste de tolerância a glicose de 75g deve ser solicitador para todas as pacientes gestantes independente de fatores de risco. Qual desses valores abaixo está incorreto para o diagnóstico de diabetes gestacional:

a) Jejum > 92 b) Jejum > 93

c) 1 hora após sobrecarga > 180 d) 2 horas após sobrecarga > 153

23) Paciente de 28 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 28 semanas e 3 dias ultrassom de primeiro trimestre, pós fertilização in vitro (FIV), admitida com queixa de perda de líquido há 3 dias. Ao exame: bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril. Pressão arterial de 90x60mmHg, temperatura de 36 graus Celsius. Altura uterina de 26cm, movimentação fetal presente, batimento cardíaco fetal de 148 batimentos por minuto, tônus normal e dinâmica uterina ausente. Especular: saída de líquido claro sem grumos pelo orifício externo do colo, aparentemente sem dilatação cervical. A melhor conduta é:

a) Realizar exame de toque para definir se há dilatação cervical. Solicitar exames de rastreamento infeccioso (hemograma completo, proteína C reativa, urina tipo 1, urocultura com antibiograma), ultrassom obstétrico, cardiotocografia e perfil biofísico fetal.

b) Solicitar exames de rastreamento infeccioso (hemograma completo, proteína C reativa, urina tipo 1, urocultura com antibiograma), ultrassom obstétrico, cardiotocografia e perfil biofísico fetal. Parto cesárea 48hs após realização de corticóide devido gestação ter sido extremamente desejada e aumentar a chances de realizar parto sem a vigência de infecção – caso exames de laboratório e ultrassom estejam normais.

c) Solicitar exames de rastreamento infeccioso (hemograma completo, proteína C reativa, urina tipo 1, urocultura com antibiograma), ultrassom obstétrico, cardiotocografia e perfil biofísico fetal.

Introduzir antibiótico esquema tríplice para evitar corioamnionite, realizar corticóide e resolução da gestação após 48hs do corticóide por via obstétrica mesmo caso exames de laboratório e de ultrassom estejam normais.

d) Não realizar exame de toque pois a paciente não se encontra em trabalho de parto. Solicitar exames de rastreamento infeccioso (hemograma completo, proteína C reativa, urina tipo 1, urocultura com antibiograma), ultrassom obstétrico, cardiotocografia e perfil biofísico fetal. Manter conduta expectante.

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24) Paciente de 26 anos, tercigesta com dois partos normais prévios, com idade gestacional de 41 semanas e 4 dias pelo dia da última menstruação e ultrassom de primeiro trimestre com queixa de dor em baixo ventre. Ao exame: bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril. Pressão arterial de 90x60mmHg. Altura uterina de 36cm, movimentação fetal presente, batimento cardíaco fetal de 140 batimentos por minuto, dinâmica uterina de 1/10’(20)”, tônus normal. Toque vaginal: colo grosso, posterior pérvio para 2cm de dilatação, cefálico, alto e pouco móvel. Amnioscopia – líquido claro com grumos grossos. Foi solicitado exame de cardiotocografia abaixo.

A melhor conduta e a desaceleração apresentada na cardiotocografia está na alternativa:

a) Parto cesárea – DIP 2.

b) Parto Vaginal – DIP 1.

c) Parto cesárea – DIP 3 de mau prognóstico.

d) Parto vaginal – DIP 3 de mau prognóstico.

25) Paciente de 38 anos, quartigesta, tercípara, com idade gestacional de 38 semanas e 3 dias pelo dia da última menstruação compatível com ultrassom do primeiro trimestre, reestréia funcional (último parto há 12 anos), internada em trabalho de parto com 5cm de dilatação.

Ao exame de admissão: bom estado gera, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril. Pressão arterial de 110x80mmHg. Altura uterina de 38cm, movimentação fetal presente, tônus normal, batimento cardíaco fetal presente (BCF) - 144 batimentos por minuto (bpm), dinâmica uterina de 3/10’(30”). Toque:

colo médio, medianizado, 5cm de dilatação, cefálico, -3, bolsa íntegra. Amnioscopia: líquido claro com grumos grossos. Evolui com rotura da bolsa espontânea e o toque: dilatação cervical total, +3, bolsa rota, occipto direita posterior BCF: 144bpm. Cite qual alternativa possui a melhor conduta obstétrica:

I. Analgesia para parto fórcipe de rotação com fórcipe de Kielland e rotação de 135 graus sentido horário.

II. Parto cesárea.

III. Analgesia para parto fórcipe de Piper por variedade de posição ser posterior.

IV. Analgesia para parto fórcipe de alívio com Simpson e rotação de 45 graus anti-horário.

a) I e IV b) I e III c) IV

d) I, II, III e IV

26) O ciclo gravídico-puerperal promove inúmeras modificações e adaptações anatômicas e funcionais no organismo da mulher. Assinale qual das alternativas está incorreta:

a) O aumento de apetite e sede esta relacionado à elevação de produção de leptina e alterações de secreção de vasopressina.

b) A elevação do diafragma está relacionada redução da capacidade pulmonar total, às custas da redução do volume residual.

c) Em relação ao trato urinário, o aumento do clearance de creatinina, presença de microalbuminúria e proteinúria de até 300mg em 24hs são situações fisiológicas.

d) As alterações de memória, concentração e sonolência que as gestantes apresentam, principalmente no final da gestação, possuem associação aos altos níveis de progesterona e à acidose respiratória causada pela hiperventilação.

27) A cardiotocografia de repouso consiste em exame para avaliação de bem estar fetal, principalmente realizado para avaliação intraparto. Em relação a especificidade (E), sensibilidade (S), taxa de falso-positivo (FP) e valor preditivo negativo (VPN) do exame, assinale a alternativa correta:

a) E – baixa / S – elevada / FP – alta / VPN – elevado.

b) E – baixa / S – elevada / FP – alta / VPN – baixo.

c) E – elevada / S – baixa / FP – baixa / VPN – elevado.

d) E – elevada / S – baixa / FP – baixa / VPN – baixo.

28) ”O fórcipes obstétrico é o instrumento destinado a extrair fetos por preensão do pólo cefálico e, dessa forma, diminuir o tempo do segundo período do parto”.

Frente a esta afirmativa, assinale a alternativa correta:

a) Essa afirmativa é ultrapassada. O uso de fórcipe deve ser desencorajado, uma vez que não existem trabalhos científicos recentes que suportem o seu uso.

b) O uso do fórcipe é considerado obsoleto e reservado para situações de emergência em locais onde não há equipe anestésica para realização de parto cesárea.

c) A indicação do uso do fórcipe depende da experiência da equipe e da infra-estrutura do Hospital.

d) A indicação do fórcipe é reservada apenas para situações de alívio/abreviação de período expulsivo e não mais utilizado para rotação (>45graus).

29) Inúmeras modificações anatômicas e fisiológicas estão presentes durante a gestação. O sistema hematológico promove alterações que devem ser de conhecimento fundamental do tocoginecologista. Assinale abaixo a alternativa correta:

a) A presença de leucocitose deve sempre ser investigada.

Não existe elevação fisiológica durante a gestação.

b) Aumento dos níveis de fibrinogênio.

c) Diminuição dos fatores de coagulação: II, VII, VIII e X.

d) O volume sanguíneo aumenta mais que a massa de eritrócitos acarretando, portanto, em aumento do hematócrito.

30) As infecções congênitas são situações que muitas vezes podem ser diagnosticadas e tratadas durante a gestação. Assinale a alternativa correta:

a) O uso de vacinas durante a gestação pode ser indicado em caso de profilaxia para varicela, por exemplo. Porém é contra-indicado para sarampo, caxumba e rubéola.

b) O uso de imunoglobulinas em caso de exposição à doenças infectocontagiosas pode ser realizado em caso de tétano, varicela, hepatite B e raiva.

c) O uso de vacinas para doenças virais é contra-indicado na gestação, mesmo em casos de vírus vivo atenuado, como no caso da vacina para hepatite B.

d) A vacinação para febre amarela deve ser feita preferencialmente no primeiro trimestre da gestação quando houver indicação em área endêmica.

Referências

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