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De 10 a 16 de Junho de 2016 Milénio Stadium... Às Sextas feiras, bem pertinho de si!

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Semana de Portugal

High Park

Homenagem aos Pioneiros

O

High Park é um dos

maiores e mais

movi-mentados parques da

cidade. Possui 161 hectares de

área.

Foi criado em 1873, e é atualmente um dos principais centros de recreação de Toronto, onde existe um Padrão que é o Monumento dos Pioneiros Portugueses neste país, onde ano após ano, se realiza uma homenagem que, temos que confes-sar passou a ter um impacto muito maior desde que a ACAPO chamou a si essa re-sponsabilidade.

Ao contrário do que tinha acontecido

o ano passado, desta feita o Dr. Luís Bar-ros, Cônsul Geral de Portugal em Toronto, esteve presente, assim como o Deputado do Governo Português pelo PSD, Dr. José Cesário.

A ACAPO, através dos seus dirigentes José Maria Eustáquio e Laurentino

Es-teves, a CIRV, com a presença do seu Presidente, Frank Alvarez, principais en-tidades organizadoras das comemorações da Semana de Portugal, Charles Sousa, Ministro das Finanças do Governo do Ontário, Cristina Martins MPP e Katia

Caramujo, Presidente da ACAPO, lá es-tavam e proferiram discursos que foram bem aplaudidos por todos os presentes.

De salientar também a presença de rep-resentações de vários Ranchos Folclóri-cos, com os seus trajes típicos e coloridos, que muito sobressaíram durante a

cer-imónia. Isabel Sinde (sempre ela... e bem) interpretou os Hinos Nacionais do Canadá e de Portugal, tendo José Maria Eustáquio recordado alguns dos pioneiros que já nos deixaram, incluindo José Mário Coelho.

Ao nosso lado houve quem tivesse reparado no fato de um dos nossos mais conhecidos pioneiros, António Sousa, pai de Charles Sousa, não estivesse presente, ao que retorquimos que para além da sua já avançada idade (90 anos de idade), já

nem sempre está disponível para estes eventos, particularmente após na véspera ter estado até muito tarde na Casa do Alentejo, na Noite de Fados.

Brilhou o sol num dia que teve um in-ício bem merecedor da nossa presença em pleno High Park. Vamos fazer votos de uma maior quantidade de luso-cana-dianos nos próximos anos, até porque se trata de um evento bem merecedor do apoio de todos, aliás votos que fazemos ano após ano, sem contudo teste-munharmos grandes melhoras, mas lá que já foi muito pior, lá isso foi.

(4)

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Semanário Todas as Sextas-feiras,

bem pertinho de si! Propriedade de:

MILÉNIO-STADIUM

2379 Central Park Drive suite 703 Oakville, ON, L6H 0E3

Tel: 905-257-7740 Fax: 905-257-8820

E-mails: [email protected] Administrador: Alexandre Franco Director: Alexandre Franco

[email protected] Desenhadora Gráfica e Paginadora: Fabiane Azevedo

[email protected] Colaboradores: Dra. Aida Batista, Dra. Ilda Januário, Ana Julia Sança, Maria Gil, VRA, KM, Dr. Luís Bar-reira, Candeias Leal, Ângelo Rocha de Oliveira, ARO, Dra. Alexandra Bourne Franco, Avelino Teixeira, Natércia Rodrigues, Peter Ferreira, Ilídio Brito, José Neves e Karina Letícia

Colaboradores do Suplemento Desportivo STADIUM: Alexandre Franco, ARO, Camilo dos Reis, Fernando Correia, Aires da Silva, MN, Jornal A Bola e Mais Futebol. Colaboração Fotográfica: Tony Di Luca e Maria Gil.

Distribuição: TDLTD, Tony Vilhena, Jack Neves, Carlos de Melo e OMS. Delegação de "Milénio-Stadium" em Montreal:

Natércia Rodrigues

A Direcção de Milenio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste Jornal, sendo

os mesmos de total responsabilidade de quem

os assina.

Direcção: Alexandre Ribeiro Franco Ano XXV - Edição nº 1.281

De 10 a 16 de Junho de 2016

www.mileniostadium.com

Semana de Portugal

Mensagem do Presidente José Maria Eustáquio

B

em-vindos à Semana de

Portugal de 2016, a

cele-bração do Dia de

Portu-gal, Dia de Camões e das

Comunidades Portuguesas. As

celebrações da Semana de

Por-tugal são a maior

demon-stração/evento que sela e

confirma a forte posição da

Comunidade Luso-Canadiana

na província do Ontário.

As celebrações da Semana Portugal já atingiram a maturidade, resiliência e lid-erança da comunidade que com tanto amor e carinho, honra. Por seu turno, também descrevem a mudança, o valor e uma reflexão que completa tudo o que é bom sobre a nossa cultura e a nossa co-munidade.

As comemorações da Semana de Por-tugal no Ontário representam o melhor de quem somos, aqui e em Portugal.

A Parada do Dia de Portugal, no domingo, 12 de junho, na Dundas Street West, apresentada pela FERMA FOODS, não tem comparação e continua a ser o porta-bandeira do evento.

A CIRV-FM organiza o Festival da Se-mana de Portugal 2016, no coração da nossa comunidade, no Earlscourt Park, no fim de semana de 10 a 12 de junho, com as presenças de Canário, Sarah Pacheco e Pedro Abrunhosa, e muitos excelentes artistas locais, para além do 23º Festival de Folclore Anual “Raízes do Nosso Povo” que é artisticamente incomparável. O Festival é grátis e voltará a criar memórias incomparáveis que poderemos compar-tilhar e recordar por muitos anos vin-douros. Anualmente o Festival cria momentos icónicos que são raros e espe-ciais.

Mais uma vez o Festival está muito bem representado. Pedro Abrunhosa, que após a última presença em Toronto, em 1997, passou a ter uma carreira de grande sucesso e fama. Como nos sentimos priv-ilegiados ao constatarmos que a voz de Pedro Abrunhosa foi a escolhida para ser a voz da Seleção de Portugal, seguindo com Portugal para França com o Hino “Tudo o que eu te dou”. Como é tão apro-priado e oportuno para a 29ª Semana de Portugal 2016 ver Pedro Abrunhosa exe-cutar, pela primeira vez em ambiente de concerto, o Hino.

Depois, há Canário, um artista com grande impacto em Toronto, onde as raízes dos 'Minhotos' são ricas de tradição e costumes. Pela primeira vez na sua bril-hante carreira, Canário apresenta-se com o seu conjunto completo de músicos, fora de Portugal. Só a ACAPO, só em Toronto... Sarah Pacheco... Não há palavras que possam descrever a nossa admiração e o nosso carinho por aquela que é a melhor voz da Comunidade Luso-Canadiana. A Sarah, pela primeira vez, será

acompan-hada por um conjunto dos melhores músicos da Orquestra Sinfónica de Toronto. Será uma noite verdadeiramente memorável...

As celebrações ACAPO – Semana de Portugal têm estado no cerne do que a Comunidade Luso-Canadiana representa e comemora. Os clubes e Associações fil-iados comprometeram-se a prestar uma homenagem à cultura mais rica nesta província, a cultura Luso-Canadiana. Nunca desviaram as suas ideias e camin-hos, têm sido firmes, contra muitos ob-stáculos, internos e externos, para perseverar e continuar a realizar oper-ações que demonstram as ricas tradições que tão orgulhosamente representamos.

Fazer parte desta organização é algo de incomensurável. A ACAPO proporcio-nou-me algumas das maiores conquistas da minha vida. Serei eternamente grato pela força, a convicção, a vontade e a crença com que me enriqueceu. Ao olhar para os primeiros anos do meu envolvi-mento no final dos anos 80, eu nunca teria sonhado que a ACAPO, os seus membros e a nossa grande comunidade se tor-nassem numa parte tão esmagadora da minha vida.

Lembro-me vividamente de muitas dessas fabulosas “Semanas de Portugal” e com elas dos muitos diretores e volun-tários que foram responsáveis pelo orgulho que demonstraram pela nossa comunidade. Foram muitos e impor-tantes, aqueles que já partiram e que agora recordamos quando celebramos a 29ª Semana de Portugal. Presto home-nagem a todos eles e com carinho dese-java que ainda hoje estivessem ao meu lado a comemorar a 29ª Semana de Por-tugal.

A ACAPO e as “Semanas de Portugal” têm sido a base de muitas realidades, com a convicção de muitos dos nossos mais leais apoiantes.

Esta Semana de Portugal 2016 não seria possível sem o apoio dos Órgãos de Comunicação Social Luso-Canadianos. Por isso, aqui deixo o mais profundo re-conhecimento pela excelente cobertura e magnífica promoção, não tendo a menor dúvida de que o êxito desta organização se

deve muito a todos quantos apoiam a 29ª Semana de Portugal.

O “Prémio de Mérito” da 29ª Semana de Portugal, que distinguiu a excelência do trabalho realizado no campo do volun-tariado e filantropia foi para um indivíduo que têm dignificado o melhor da Comu-nidade Luso-Canadiana e para uma sen-hora de grande reconhecimento, sendo a primeira vez que foram eleitas duas pes-soas, tendo os filiados da ACAPO votado em unanimidade pela D. Maria de Melo e Sr. Manuel da Costa.

Sem a convicção e tenacidade dos nossos apoiantes mais leais, os comer-ciantes locais e empresas, que nos apoiam e patrocinam, nada disto teria sido pos-sível. Vocês são diferentes de quaisquer outros líderes comunitários na diáspora.

Com a vossa prosperidade, apoiam a comunidade, a ACAPO e a Semana de Portugal.

Estou pessoalmente em dívida e hu-milhado pelo vosso constante apoio. Um milhão de vezes: Obrigado!!!

Um agradecimento muito especial ao Senhor Ministro das Finanças, Charles Sousa.

Obrigado aos Conselheiros César Palácio e Ana Bailão, aos Comendadores Frank Alvarez, António Belas, Manuel da Costa, Jack Prazeres e também ao Carlos Costa, Daniel Gama, Ardo Gídaro, Tony Lima, Joe Nunes, Hélder e Joe Costa, Alexandre Franco, Antonio Perinú, Fer-nando Cruz Gomes, Fátima Bento, Fran-cisco Nunes, Nellie e César Pedro, Pedro Maia, Marco António Figueiredo, Januário Barros, Robert Lima, Edgar Gabriel, Jim Cardinal, Norberto Paiva, Domingos Rites, Paulo Rocha, Fernando Ferreira, Carlos Botelho, Paulo Távora e particular-mente a Carlos Martins, Joe e Andrew Amorim.

Os meus agradecimentos para a grandeza e humildade da Liderança da LIUNA: Joseph Mancinelli, Jack Oliveira, Carmen Principato, Tony do Vale, Luis Camara, Nelson Melo, Bernardino Fer-reira, Jack Eustáquio e Luis Pimentel cuja sensibilidade e visão fizeram com que o Jantar Anual de Gala e Bolsas de Estudo fossem o sucesso que continua a ser e que este ano ofereceu 32 bolsas para os futuros líderes da nossa comunidade.

Obrigado LIUNA pela sua fidelidade, orientação, solidariedade e apoio.

Para o grande Conselho de Adminis-tração da ACAPO: David Ganhão, Hélder Correia, Fernando Rio, Joaquim Simões, Joe Andrade, Katia Caramujo, Laurentino Esteves, Zeca Pereira, Cristina Galrão e José Cordeiro. Obrigado por sua dedi-cação, força e perseverança.

Que as celebrações da 29ª Semana de Portugal sejam tão memoráveis para todos, como tem sido para mim na orga-nização destes magníficos eventos anuais. Bem hajam à ACAPO e à Nossa Comu-nidade Feliz Dia de Portugal, Dia de Camões e das Comunidades

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P

rofessor licenciado em

Administração e Gestão

Escolar, com um

cur-rículo interminável que vai

para além do cargo de

Se-cretário de Estado das

Comu-nidades Portuguesas durante

cinco anos, e Deputado à

As-sembleia da República durante

dez anos posição que o leva a

ser eleito pelo Círculo Fora da

Europa, esteve na Casa dos

Açores do Ontário na

compan-hia da presidente do Núcleo

PSD em Toronto.

A visita, parte da meticulosa agenda elaborada pela Dra. Paula Medeiros, co-incidiu com o Dia Da Terceira Idade que

acontece às segundas e quartas feiras na Casa dos Açores do Ontário que feliz-mente continua a ter como Presidente do Executivo Suzanne Cunha recente-mente reeleita. Gostamos de o saber!

Quando o visitante entrava na sala de festas, alguns pensionistas divertiam-se com os bailes de roda, outros jogavam cartas, e os restantes bisbilhotavam afo-gando a saudade dos tempos idos. Pelo meio das cavaqueiras, chegava a Suzanne Cunha afastada em tempo de relâmpago dos seus compromissos esco-lares. Depois dos cumprimentos da

praxe, Paula Medeiros saudou os convi-vas e apresentou o Dr. José Cesário que por sua vez disse sentir-se feliz por estar ali, referindo-se depois ao facto de a maioria das Casas dos Açores, espal-hadas pela diáspora, estarem inatas num tempo em que há tanto para ser feito nomeadamente no aspeto de apoio aos idosos que muitas vezes se sentem sós e sem ninguém com quem dialogar. Usou aquele dia da Terceira Idade na Casa dos Açores do Ontário como um exemplo a seguir por outras casas. Enfatizou a ne-cessidade de se manterem abertas as as-sociações para que estas deem apoio aos portugueses recém-chegados que ne-cessitem de dicas e de informação. Para assinalar a sua passagem pelo Rincão

Açoriano, deixou uma medalha comem-orativa das Cortes Portuguesas de 1254.

Desta vez, a sua missão não é apenas partilhar das celebrações, mas também observar o que aquém do Oceano Atlân-tico se necessita e se vai fazendo. Vindo de Montreal, o Dr. José Cesário esteve em Toronto 3 dias onde tomou parte em algumas cerimónias inerentes à Cele-bração do Dia De Portugal nesta cidade de onde partiu para os Estados Unidos para visitar as comunidades portuguesas de Road Island, Massachusetts, e New York para com eles comungar a cele-bração do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, e inda-gar-se das suas necessidades.

Comunidade

Avelino Teixeira

Casa dos Açores do Ontário

recebe Dr. José Cesário

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Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

O

Torneio de Golfe da

Luso Canadian

Chari-table Society continua

a ser uma das mais

impor-tantes angariações de fundos

desta organização e, ano a

ano, vai crescendo cada vez

mais.

O torneio de golfe teve lugar no Li-onhead Golf & Country Club e foi seguido de um fabuloso jantar no Cen-tro Cultural Português de Mississauga, com a presença de centenas de parti-cipantes.

Durante o jantar houve a

apresen-tação de um donativo feito pelo Mario Gomes, da Borges Foods no montante de $6,030.00, dos fundos angariados no BBQ Anual de Borges Foods.

Em termos do total de fundos an-gariados foram ultrapassados os $100,000.00, montante que será divi-dido entre as organizações de Toronto e de Hamilton.

Torneio de Golfe da Luso-Canadian Charitable Society

Foram angariados

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Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Opinião

Portugalidade ou o grande Mundo Português

O

ser português fora das

fronteiras naturais do

nosso país traduz-se

num sentimento que ultrapassa

muitas vezes o imaginável. Há

um cordão umbilical que se

re-força a partir do momento em

que deixamos o canto em que

nascemos e iniciamos uma

se-gunda vida num outro país onde

temos que aprender a viver de

acordo com os seus costumes, a

respeitá-lo e onde precisamos

de nos integrar, mas sem nunca

esquecer as nossas raízes que

passam a ocupar um lugar

sagrado no nosso coração.

Desde muito jovem que precisei de

percorrer este caminho, em terras do Canadá, deixando a minha ilha açoriana, Santa Maria, a mais antiga ilha dos Açores com mais de 8 mil anos e também a primeira a ser descoberta pelos portugue-ses. Cresci, estudei e fiz o meu percurso profissional dedicando a minha vida a este meu país de acolhimento, mas sem nunca esquecer as minhas raízes marienses, de onde as memórias se man-tiveram e a língua mãe sempre me acom-panhou com o sotaque tão característico que ainda hoje consigo manter com grande orgulho.

A comunidade portuguesa existente no Canadá tem uma dimensão significa-tiva na zona de Toronto, mas é muito marcante em Cambridge, onde fixei residência e onde dediquei a minha vida profissional ao seu serviço.

Fiz um percurso de que me posso orgulhar nas fileiras da Polícia, e graças a essa minha escolha profissional pude, desde bastante novo, manter o contacto com milhares de emigrantes portugueses que escolheram, tal como eu, este país para viver. O modo de sentir a portugali-dade que encontrei neles é precisamente o modo como a vivo, com uma grande in-tensidade, com o respeito que o nosso país e em especial as nossas ilhas nos merecem e com uma alegria que tem um misto de saudade, esta palavra tão portuguesa que é única no mundo a conseguir explicar o sentimento de falta de algo ou de alguém querido que se encontra ausente e a que a

distância nos impõe.

Terminado este percurso, e sempre com este sentimento português presente, iniciei um segundo caminho ao serviço da comunidade que é preenchido por tantos compatriotas, mas desta vez junto do Mu-nicípio de Cambridge, onde os portugue-ses residentes e os visitantes são acolhidos de braços abertos e as suas questões são atentamente ouvidas e solucionadas.

O sentimento de ser português e as ligações ao nosso país de origem são a cada passo, mais reafirmadas e re-forçadas.

À distância de um oceano, nestas ter-ras do continente americano que tanto dizem aos açorianos, vivem-se as festas tradicionais da nossa terra, como as festas do Divino Espírito Santo, o viver da reli-giosidade em diversas procissões vividas como réplicas do que se pratica nas nossas ilhas e no nosso país.

Anualmente, as celebrações do Dia de Portugal, o dia 10 de junho, têm um ponto alto no desfile onde as marcas portugue-sas, os trajes, as músicas e as tradições não faltam. Cada festa ou cada celebração é um motivo para reunir a comunidade portuguesa em redor da nossa bandeira, da nossa música e de mesas onde a gas-tronomia através dos paladares tradi-cionais nos transportam para o nosso ambiente que consegue ser recriado à dis-tância mas com enorme ânimo e entusi-asmo. A simples organização de um jantar ou almoço, seja a que pretexto for, mas se

tiver na ementa um prato de sabor por-tuguês, como um caldo de nabos, umas sopas do Espírito Santo, um bacalhau, uns molhos, são motivo mais do que suficiente para se percorrerem largos quilómetros de viagem para que haja a possibilidade de se viver um momento português, se matarem saudades da nossa pátria mãe e se reverem amigos e familiares de sempre. Nos últimos tempos, o nome de Por-tugal tem vindo a ser referido com grande entusiasmo a pretexto do futebol, o de-sporto que move multidões em especial como este ano acontece com o Euro 2016 onde as expectativas sobre a equipa por-tuguesa são grandes. Com ele e através dos meios de comunicação de que hoje dispomos, as distâncias são encurtadas. O sentir a portugalidade está ainda mais presente. Vibra-se com elevada expecta-tiva e os corações saltam, em reuniões de amigos ou familiares, nos estádios ou em reuniões de grupos de amigos em frente dos ecrãs que estão preenchidos das nos-sas cores verde e rubra, unidas pela esfera armilar que representa o mundo onde desde há séculos os portugueses procu-ram novos mundos, deixando atrás de si o rasto da sua passagem e se espalharam. Hoje em dia, os portugueses e os seus vestígios existem em todo o mundo, mas onde está um português, é sabido que se vive uma saudade de Portugal, um grande orgulho em ser português e uma vontade de representar e de manter presente a portugalidade.

Francisco (Frank) Monteiro Councillor, Ward 7-Vereador da Câmara Municipal de Cambridge

(9)
(10)

S

e os responsáveis do

tur-ismo dos Açores quiserem

uma promoção fantástica

da região, sem pagar nada por

isso, é só irem buscar as

ima-gens da célebre visita de Cavaco

Silva, em Setembro de 2011, à

Graciosa, quando disse que as

vacas sorriem na pastagem, e

juntá-las à mais recente ficção

de António Costa, na

apresen-tação do Simplex +, quando

mostrou uma vaca que voa.

Com um texto tão criativo como a imaginação deles, ambos davam um spot publicitário de gritos.

São duas imagens felizes para o tur-ismo de natureza dos Açores, mas infeliz-mente representam o pior que se está a viver no sector das vacas.

Encurralados pela União Europeia, que não soube lidar com os excedentes de leite nalguns países, e pelos governos na-cional e regional, que não souberam preparar o sector para o embate, os pro-dutores açorianos correm agora o risco de pastar para sobreviver, enquanto vêem as vacas voarem...

Mais: enquanto, por cá, se empurra os

produtores para fora da actividade, com um resgate fracassado, no Reino Unido o governo distribui um pacote de 30 mil-hões de euros com várias medidas agroambientais, com vista à conversão de algumas explorações do país em explo-rações ecológicas e biológicas e ainda apoios a explorações com custos de pro-dução acima dos 35 cêntimos por litro de leite, para além de apoiar os jovens a dedicarem-se à produção de carne de bovino. A desregulação do leite na União Europeia faz com que entrem no nosso país, por ano, centenas de milhões de euros em leite e produtos lácteos exce-dentes noutros países.

Isto é apenas um exemplo do que poderá acontecer, com consequências ainda mais catastróficas, se Portugal e os Açores não souberem negociar - como não souberam nesta questão das quotas leiteiras - o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investi-mento, mais conhecido como TTIP, que está a ser negociado entre técnicos e burocratas dos EUA e União Europeia e que não conhecem a realidade de regiões sensíveis como a nossa. No que toca às vacas e aos produtos agroalimentares, o TTIP poderá trazer-nos mais dissabores ainda, arrasando de vez com o sector.

As negociações ainda não terminaram (vão para a 14ª ronda, neste mês de Junho, em Bruxelas), mas já é sabido, por exem-plo, que EUA e UE irão respeitar os mod-elos de produção agrícola dos dois lados, o que quer dizer que poderá ser permitida a entrada na UE de animais criados com factores de crescimento proibidos na Eu-ropa. Por miúdos: todos nós teremos acesso a produtos americanos cuja pro-dução não é permitida aos agricultores e produtores pecuários europeus.

Por outro lado, também se sabe que Portugal apresentou uma lista de produtos DOP (Denominação de Origem Prote-gida), entre os quais o queijo de S. Jorge e o ananás, para serem reconhecidos como tal no Tratado.

Só que os EUA não aceitam e alguns países europeus já ameaçaram vetar o Tratado, numa "guerra" de queijos muito falada por esta Europa fora, mas comple-tamente ignorada entre nós.

É o caso dos produtos do queijo Feta, na Grécia, os de Parmesão, em Itália, ou ainda os de Brie, em França.

Em terras do Tio Sam os queijos são considerados como "denominações genéricas", pelo que são vistos num con-ceito tão alargado que não cabem na cat-egoria de alimentos com origem protegida. É isso que faz com que possam imitar os nossos produtos,como o queijo de S. Jorge ou o vinho do Porto. Estão a imaginar importarmos, a metade do preço, queijo de S. Jorge, que não o é?

Ou o Port Wine da Califórnia? Os Açores e os produtores açorianos deviam promover um estudo rigoroso sobre o que está a ser negociado, prote-gido e qual o impacto da aplicação do Tratado na nossa economia e no nosso mercado.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) publicou um estudo que diz que o sector agrícola americano sairá mais beneficiado do que o da UE. A Comissão Europeia já veio dizer que não é verdade.

Mas também disse o mesmo quando se falou do impacto negativo do fim das quotas leiteiras.

Por isso, o melhor é pormos as barbas de molho. É que já vimos de tudo.

Até vacas a sorrir e vacas a voar. Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Opinião

Osvaldo Cabral

Diretor do "Diário dos Açores"

Vacas que sorriem

e outras que voam

(11)

Comunidade

Casa do Alentejo

Fabulosa Noite de Grandes Fadistas

C

omeçamos por dar os

parabéns à ACAPO,

con-sequentemente a José

Maria Eustáquio e toda a sua

equipa, ao Centro Cultural

Português de Vaughan, à Casa

do Alentejo e, claro, a Carlos

Sousa, Rosa de Sousa e toda a

equipa alentejana, por ter

pro-porcionado uma noite

maravi-lhosa naquela que é a

verdadeira “Academia” do

Fado em Toronto.

Primeiro as senhoras. Claro que gostamos de senhoras. Não gostamos de homens. Mas, atenção, gostamos de bons fadistas. Guida Figueira e Clara Santos encheram-nos as “medidas”. Cantaram, encantaram, brilharam. Guida Figueira, Clara Santos e Elisabete Gouveia, serão, na nossa modesta e hu-milde opinião as grandes senhoras do Fado da Nossa Comunidade.

É engraçado que a Elisabete Gouveia não cantou, mas estava presente. Ela e outro grande fadista luso-canadiano, que é o seu marido, Tony Gouveia. Desta feita estavam ambos como meros es-petadores. E a Elisabete até confessou: “Assim nem tenho aquele nervosismo miudinho que sempre me ataca quando tenho que atuar.” E nós replicámos e que provavelmente faz da Elisabete uma das melhores fadistas que o Canadá possui.

A determinada altura, dizia o Mário Jorge: “Nem todos os portugueses gostam de Fado!”, de imediato na mesa onde eu estava sentado, logo alguém

afirmou: “Se não gostam de Fado, não são portugueses!”

Senti o toque. Eu não sou português, posso não gostar do Fado, que ninguém me acusa de estar a cometer um “pecado”.

Mas lá que gosto de ouvir a Clara, a Guida, a Elisabete, o Mário Jorge, o Paulo Filipe e o Tony Gouveia, disso ninguém me pode acusar.

E foi nesta maravilhosa Noite de Fados, com Jaime Nascimento a ser o mestre-de-cerimónias (e muito bem), que saboreámos um excelente caldo-verde e um bacalhau que estava im-pecável, ao lado de pessoas amigas, como eram os casos do Dr. José Cesário (que está entre nós para participar nas Comemorações da Semana de Portu-gal)(é engraçado que ainda não

con-hecemos o atual Secretário de Estado das Comunidades, do novo Governo Por-tuguês, mas o Dr. José Cesário está sem-pre connosco), do Laurentino Esteves, do casal Caramujo e da Paula Medeiros (Presidente da Delegação do PSD de Toronto) e do seu marido, Marco Medeiros.

Uma sala esgotada onde todos os agradecimentos foram dirigidos, na sua grande maioria, a José Maria Eustáquio, Presidente da ACAPO, ao Sr. Carlos Sousa e D. Rosa de Sousa, da Casa do

Alentejo, assim como aos dirigentes do Centro Cultural Português de Vaughan.

Noite fabulosa e inesquecível, com os nossos aplausos para Clara Santos, Guida Figueira, Mário Jorge e Paulo Filipe. Mas (há sempre um “mas”)... Uma palavra de grande apreço, de grandes elogios, de fortes aplausos, para Hernâni Raposo, um virtuoso da música que conhecemos

há muitos anos e que agora é, incontes-tavelmente um grande seguidor daquele que foi o nosso melhor guitarrista de sempre, António Amaro. Em palco es-tiveram, dois trios. Um formado por Hernâni Raposo (Guitarra), Pedro Joel (Viola) e Sérgio Santos (Baixo); outro formado por Manuel Moscatel

(Gui-tarra), Valdemar Mejdoubi (Viola) e Hernâni Raposo (Baixo). Como podem reparar, Hernâni Raposo foi o único mu-sico que fez parte de ambos os trios, o que significa algo. No entanto, não

quer-emos, de modo algum, minimizar o ex-traordinário valor de Manuel Moscatel, de Valdemar Mejdoubi, de Pedro Joel e de Sérgio Santos, também eles magnífi-cos executantes.

Queremos acabar como começámos, deixando aqui os nossos parabéns a todos aqueles que foram responsáveis por esta magnífica Noite de Fado, certos de que muitas mais Noites de Fado com esta qualidade serão integradas em fu-turas Semanas de Portugal.

Alexandre Franco/ Lusa

Clara Santos

Guida

Figueira

(12)

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si! Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

O

Prémio FAZ –

Em-preendedorismo

Ino-vador na Diáspora

Portuguesa 2016 foi atribuído ao

Sr. Augusto Pinho, empresário

Luso – Canadiano residente em

Toronto desde 1974, que detém

uma empresa de transformação

alimentar – “Direct Poultry,

Inc”.

O prémio foi atribuído pelo Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa, na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.

O Prémio Empreendedorismo Ino-vador na Diáspora Portuguesa, atribuído com o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa e da COTEC Portu-gal, tem como objetivo central o de pre-miar e divulgar publicamente cidadãos portugueses que se tenham distinguido pelo seu papel empreendedor, inovador e responsável no contexto das respetivas sociedades de acolhimento e que consti-tuam exemplos de integração efetiva nas correspondentes economias e de estímulo

à cooperação entre Portugal e os re-spetivos países de acolhimento.

O convite para realizar a candidatura e a elaboração da mesma foi da respons-abilidade do Representante do Banco BPI em Toronto – Marco Figueiredo, entidade parceira da COTEC e do Prémio em questão.

Segundo palavras do próprio, “o obje-tivo do Banco BPI na divulgação deste Prémio insere-se no trabalho de divul-gação do sucesso empresarial dos emi-grantes portugueses espalhados pelo Mundo, junto dos quais nos afirmamos como um Banco dos bancos mais sólidos em Portugal.

Neste caso específico do Canadá, vários convites foram endereçados a em-presários de relevo da comunidade por-tuguesa no Ontário, independentemente da sua ligação à nossa entidade bancária, e face à qualidade apresentada senti que este poderia ser o ano de consagração de um empresário Luso – Canadiano.

Com muito gosto endereço os parabéns, em meu nome pessoal e em nome do Banco BPI, ao Sr. Augusto Pinho e a toda a sua família, por esta distinção magnífica, que é o espelho de uma comu-nidade bem inserida, trabalhadora, bem sucedida e que contribui para o desen-volvimento deste grande país.”

Acredito também que face ao exce-lente calibre empresarial Luso – Canadi-ano, mais serão distinguidos num futuro muito próximo”.

Quem é Augusto Pinho?

Augusto Pinho nasceu a 07-11-1970 em Vagos, sendo o mais novo de 2 irmãos. No ano de 1974, com 4 anos de idade, jun-tamente com toda a sua família, emigrou

para Toronto – Canadá. O seu pai trabal-hava numa fábrica de processamento de carne e a mãe era doméstica. Finalizou a sua escolaridade aos 20 anos, através da obtenção de um diploma em comércio, no equivalente ao ensino técnico – profis-sional português.

Em 1988 (18 anos), criou a sua 1ª em-presa – “York Chicken Wholesale”, con-juntamente com o seu cunhado, que distribui frango junto dos restaurantes portugueses. Conciliou os estudos com a empresa e com outros trabalhos em

regime part-time: exercia a função de bancário, vendedor numa loja de roupa e servia em eventos durante o

fim-de-se-mana.

Em 1993 (23 anos), optou pela venda dos seus 50% na “York Chicken Wholesale” ao seu cunhado e sócio, tendo ingressado na “Maple Foods”, um dos gigantes do segmento alimen-tar no ramo das carnes, para a posição de Responsável de Vendas – Hotelaria. Aí permaneceu até 1996 (26 anos), tendo sido contratado posteriormente pela “Retail Ready Foods”, como Re-sponsável de Compras – Aves.

No entretanto, casou com Carla Pinho, decorria o ano de 1994 (24 anos).

Retorna em 1998 (28 anos) à “York Chicken Wholesale” como

Respon-sável das Compras e Vendas, com a condição de assumir, no futuro, uma par-ticipação no capital da empresa, a definir posteriormente. Esta situação não chegou a concretizar-se e, em 2001 (31 anos), abandonou a empresa e fundou a “Golden Phoenix Meat” em parceria 50% / 50% com seu amigo Jason Kwan.

A empresa dedicava-se à compra do frango e ao seu corte e embalamento, para venda a supermercados e restaurantes. Entre 2001 e 2004 (34 anos), a empresa conseguiu um excelente incremento anual de facturação e um aumento do número de colaboradores de 10 para 35 pessoas, com cerca de 25% da força de trabalho de origem portuguesa.

Em finais de 2004 (34 anos), decide lançar-se a solo, criando a empresa “Di-rect Poultry”, situada em Toronto, com um quadro de 20 colaboradores e no mesmo segmento de negócio que tão bem

conhecia. Atinge o pico da facturação em 2013 com e um quadro de pessoal de 200 trabalhadores divididos em 3 unidades industriais, após as aquisições con-cretizadas em 2008 e 2012.

Em termos de clientes, é parceiro das maiores cadeias de distribuição alimentar a operar no Canadá, não tendo deixado de fornecer os pequenos restaurantes e churrasqueiras, com os quais começou a dar os primeiros passos neste seu cresci-mento empresarial.

Mantém sempre a sua ligação à comu-nidade, sendo uma empresa socialmente responsável, patrocinando numerosos eventos e equipas desportivas na Great Toronto Area (GTA).

A empresa “Direct Poultry” foi refer-enciada como candidata ao prémio “Food in Canada’s Annual Leadership Awards -2015”, que assume os seguintes pressu-postos de análise: crescimento empresar-ial, inovação, ambiente / sustentabilidade, liderança industrial / comunitária, saúde e bem-estar.

Comunidade

Prémio "FAZ - Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa 2016"

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Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

É com o maior prazer e grande honra que mais uma vez, na qualidade de Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, me dirijo a todos os portugueses, luso-canadianos e luso-descendentes residentes nas Províncias do On-tário e do Manitoba e no Território de Nunavut para com emoção lhes deixar uma sentida mensagem, com estima e profundo respeito, por ocasião do Dia de Por-tugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. É um privilégio pessoal e profissional poder encabeçar o Consulado-Geral de Portugal em Toronto junto de uma comunidade cada vez mais ativa na vida política, cultural e económica da sociedade canadiana e que com o seu esforço, trabalho e mérito crescentemente honra e eleva o nome de Portugal.

Louvo o meritório trabalho das nossas associações que através da sua dedicação continuam a estreitar os laços

que existem entre Portugal e o Canadá. Preservam e transmitem a nossa cultura ancestral em todas as suas manifestações e ao fazê-lo estão a contribuir para o en-riquecimento do Canadá, a pagar dívida de gratidão ao país que os acolheu e a dar visibilidade ao seu país de origem. Louvo ainda, não menos, todos aqueles que nesta ocasião, nos seus lares, em eventos privados, se recordam de Portugal ou das suas raízes portuguesas e intimamente celebram esta data.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Por-tuguesas é uma ocasião privilegiada para a divulgação da nossa história e para a promoção da língua e da cul-tura portuguesas e um momento ideal para reflexão, por todos aqueles que deixaram o nosso país e para as gerações mais recentes que representam o futuro do Canadá, onde nasceram, mas que também não deixam de representar o futuro de Portugal.

A todos lembro que Portugal celebra este ano os 40 anos da Constituição da República Portuguesa e das primeiras eleições democráticas e livres, por voto uni-versal, direto e secreto, para a Assembleia da República, o Presidente da República e para as Autarquias Locais. Todos podem hoje testemunhar as mudanças profundas na sociedade e na economia portuguesas.

Lembro, ainda, a profunda amizade entre Portugal e o Canadá, que neste ano celebram 70 anos do estabelec-imento de relações diplomáticas.

A todos reitero uma saudação de amizade e desejos de um excelente e são Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Luis Barros

Mensagem do Cônsul-Geral de Portugal por ocasião do dia 10 de Junho de 2016

S

R

O

cidadão português que reside

no estrangeiro tem os mesmos

direitos e deveres que um

concidadão que se encontre em

ter-ritório nacional, salvo aqueles que

sejam incompatíveis com a ausência

do país.

A igualdade de direitos estende-se às prestações do Estado, como o apoio social a portugueses emigrantes, como acontece, por exemplo, com idosos carenciados.

Os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro mantêm, por exemplo, com al-gumas excepções, o direito de voto nas prin-cipais eleições.

Por outro lado, os portugueses que se en-contrem ou residam no estrangeiro têm di-reito à protecção do Estado português para o exercício dos seus direitos. A Constituição prevê mesmo uma especial protecção aos emigrantes no que diz respeito às condições de trabalho e garantia dos benefícios sociais, além de acesso dos filhos de emigrantes ao ensino da língua e cultura portuguesas.

Finalmente, os cidadãos portugueses gozam do direito à protecção diplomática e consular do Estado português nas suas re-lações com o Estado onde estejam ou resi-dam – e no qual são estrangeiros. Isto implica adequado apoio jurídico ou administrativo para defesa e protecção dos direitos dos por-tugueses. Esta protecção diplomática es-tende se mesmo às representações diplomáticas de outros Estados membros da União Europeia em Países onde não exista representação diplomática portuguesa. Tal resulta do estatuto de cidadania europeia.

Os Direitos de um

cidadão português

residente no estrangeiro

António Delgado

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Semana de Portugal

Dia de Portugal no parlamento do Canadá

Içar da Bandeira de Portugal na Câmara Municipal de Toronto e no Queens Park

Tributo a Luiz Vaz de Camões

O

Parlamento Federal

canadiano, em Otava,

celebrou pela primeira

vez o Dia de Portugal, numa

cer-imónia que deixou "muito

orgul-hosa a comunidade portuguesa",

segundo os deputados

lusode-scendentes.

Numa iniciativa dos dois deputados luso-canadianos do parlamento, Peter Fonseca (Mississauga Este - Cooksville) e Alexandra Mendes (Brossard - Saint Lambert), que coordenam o Grupo Par-lamentar de Amizade Canadá - Portugal, não faltou o fado e a gastronomia lusa.

"Trazer o espírito desta data para o `Parliament Hill` pela primeira vez é um sentimento enorme. No Canadá, temos uma diáspora de mais de 500 mil por-tugueses e lusodescendentes, alguns dos quais tiveram a hipótese de passar o dia na colina [onde está o parlamento]. Obri-gado a todos por tornarem este dia mem-orável", disse Peter Fonseca, de 50 anos, no Canadá desde 1969.

Também a deputada Alexandra Mendes agradeceu o "contributo prestado pela comunidade portuguesa espalhada pelos quatro cantos do mundo", que vai além "dos copos de vinho e chouriço".

"Esta sim é a grande diáspora a que nos estamos a juntar nestas comemo-rações, homenageando o seu contributo, dado pelos milhares de portugueses es-palhados um pouco por toda a parte",

frisou.

O embaixador de Portugal em Otava, José Fernando Moreira da Cunha, revelou que no ano passado "foram comercializa-dos entre o Canadá e Portugal mais de 500 milhões de euros", o que levou ainda a uma maior procura dos canadianos pelo mercado português, quer a nível do tur-ismo quer do investimento de empresas canadianos em Portugal.

"Estou confiante em que as relações económicas continuem a crescer. A en-trada em vigor do Acordo Económico e Comercial Global (CETA), entre o Canadá e a União Europeia, que ambos os gover-nos apoiam, vai ter um papel importante

nessa matéria", salientou.

O deputado da Assembleia da República, José Cesário (PSD), eleito pelo círculo fora da Europa, também esteve presente e mostrou-se satisfeito pelos "passos importantes que foram dados para o aprofundamento das relações" entre os Portugal e Canadá.

"Esta cerimónia foi importante para o aprofundamento de relações entre ambos

os países, fruto do empenhamento dos deputados luso-canadianos, articulada-mente com outros deputados canadianos que estavam muito interessados", disse José Cesário.

O Canadá e Portugal estão a assinalar 70 anos do início das relações diplomáti-cas. Estão programadas diversas ativi-dades para o próximo fim de semana relacionadas com a efeméride.

O Içar da Bandeira em Toronto

Também foi hasteada a bandeira por-tuguesa junto à câmara de Toronto, numa

iniciativa da vereadora Ana Bailão. No Parlamento Provincial (Queens Park), foi proclamado o Dia de Portugal, numa ini-ciativa do ministro das Finanças, Charles Sousa, e da deputada Cristina Martins (Davenport).

Os espetáculos musicais das comem-orações em Toronto têm lugar dias 10, 11 e 12 de junho, no Earslcourt Park.

A parada do Dia de Portugal realiza-se no domingo, às 11:00, na Dundas Street West.

Entretanto, a Aliança de Clubes e As-sociações Portuguesas do Ontário (ACAPO) anunciou que o sinal identifica-tivo da cidade de Toronto, junto à câmara municipal, na Nathan Philips Square, fi-cará sinalizado com as cores nacionais, na sexta-feira e sábado, dias 10 e 11 de junho.

Tributo a Luiz Vaz de Camões

Foi junto à estátua de Camões, no 722 da College, que estivemos perante um momento muito simbólico das Comem-orações do Dia de Portugal, de Luiz Vaz de

Camões e das Comunidades Portuguesas, onde vários foram os oradores assim como os grupos folclóricos mais repre-sentativos da nossa Comunidade.

De parabéns, mais uma vez, José Maria Eustáquio, Presidente da ACAPO, grande responsável pela realização deste evento.

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Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Em nome de mais de 80,000 membros que representam a LiUNA – Local 183, eis que é com todo o prazer que expresso os meus sinceros desejos de que passem uma Semana de Portugal repleta de tudo quanto possam desejar.

Muito recentemente assumimos a gerência da LiUNA­Local 183 por mais quatro anos. Aconte­ ceu história. Ficou oficialmente confirmado que todo o grupo foi aclamado, não havendo por­ tanto lugar a eleições.

Continuamos a melhorar os benefícios para os nossos membros ativos e para os nossos refor­ mados adquirimos uma nova sede na área de Barrie que agora é dos membros do Local e não é arrendada. Adquirimos 10 acres de terra para a construção da nossa nova sede que esper­ amos seja uma realidade o mais breve possível. Policiamos os contratos, negociamos bons contratos, aumentamos o número de sócios quase para o dobro. Trabalhamos com as Comu­ nidades nomeadamente Clubes e Organizações não lucrativas de todas as etnias. Apoiamos Organizações de Caridade e Hospitais. Apoiamos com trabalho e financeiramente políticos ami­ gos da nossa organização que poderão ser muito influentes na criação de postos de trabalho para os nossos membros. Tudo isto e muito mais só poderia acontecer graças aos nossos fan­ tásticos membros.

É certo que temos uma equipa de responsáveis formada por gente que reconhece o magnifico trabalho de todos seus membros: Jack Oliveira: Business Manager; Luís Câmara: Secretary Treasurer; Nelson Melo: President; Bernardino Ferreira: Vice­President; Marcello DiGiovanni: Recording Secretary; Jaime Cortez: Executive Board Member; Patrick Sheridan: Executive Board Member; Gordon Parsons: Sergeant­at­Arms; Paulo Boni: Auditor; Teresa Kowalczyk: Auditor; e Robert Tamburini: Auditor.

Agora que os nossos membros depositaram tanta confiança nesta equipa de dirigentes só nos resta trabalhar ainda muito mais para o bem­estar deles e das suas famílias. E é em nome de todos os nossos membros, ativos e reformados, assim como de todas as suas famílias, que vimos deste modo desejar a toda a Comunidade Luso­Canadiana uma Semana de Portugal inesquecível.

Queremos também deixar o nosso aceno de muita simpatia à ACAPO e a todos os seus re­ sponsáveis pela realização da 29ª Semana de Portugal.

Jack Oliveira

Business Manager LiUNA – Local 183

(17)
(18)

A

ntes da história sobre

este espetáculo

de-sportivo, duas palavras

que se impõem: Onde é que

Paulo Bento tinha a sua cabeça

quando responsável pela equipa

das “quinas” ao fazer o que fez

a Ricardo Quaresma e a Ricardo

Carvalho?

O “Harry Potter” jogou, fez jogar, marcou, fez marcar... Simplesmente bril-hante. Na nossa opinião Fernando Santos acertou em cheio. Parabéns ao Sr. Engen-heiro!

E se mais alguém nos “encheu as me-didas” foi aquele “puto”, com apenas 18 anos, que demonstrou um à-vontade tal que até me apetece dizer que o gostaria de ver no “onze inicial”. Parabéns, miúdo! Jogou simplesmente muito bem.

Portugal, 7 – Estónia, 0.

Naquele que foi o último exame da Se-leção portuguesa antes de rumar a França para disputar o Europeu de 2016, Portugal venceu a Estónia por expressivos 7-0. O regresso de Ronaldo foi a grande novi-dade de um jogo, onde se esperava, mais do que a vitória, uma grande exibição de Portugal. E foi isso que aconteceu.

Ganhar confiança, rotinas no 4x4x2 híbrido de Fernando Santos e conceder tempo de jogo a quem precisasse era o objetivo. Com um jogo de pé para pé e com con-stantes variações de flanco, o conjunto de todos nós mostrou bons pormenores e capacidade para criar perigo pelos dois lados. Faltou apenas maior poder de fogo na zona central, a cargo dos mé-dios.

A formação de todos nós dominou a partida desde o apito inicial, mas parecia faltar coorde-nação na hora de decidir as jo-gadas. Quando as bancadas da Luz já pareciam ver a sua confiança desmoronar, surgiu uma dupla que pode fazer muitos estragos no Europeu, caso mantenham a toada deste encontro. Quaresma e Ronaldo foram os artífices dos golos no primeiro tempo.

O dianteiro madeirense abriu o marcador após trivela de Quaresma, o extremo do Besiktas não se ficou por aqui e minutos depois fez o segundo com uma

enorme classe.

Até ao intervalo, Ronaldo ainda viria a bisar, depois de uma jogada iniciada

com um calcanhar de CR7. Com um 3-0 no marcador se foi para o intervalo e, diga-se, um resultado que assentava na

perfeição perante uma Estónia sem re-cursos e que pretendia fazer das bolas paradas a sua arma secreta.

No segundo tempo, Portugal apanhou um valente susto na sequência de um livre. Rui Patrício saiu em falso e deixou a bola à mercê de Puri que atirou à barra com a baliza escancarada. Mas não pas-sou de um susto pois a pressão quase es-magadora dos lusos encostou a formação dos Países Bálticos às cordas.

Danilo aproveitou um canto conver-tido por Quaresma para fazer o quarto e dar contornos de goleada a um jogo de sentido único. Os jogadores da Estónia pareciam desnorteados e isso ficou com-provado com o autogolo de Mets. Mais uma vez, o endiabrado Quaresma foi de-cisivo na jogada ao cruzar para a zona onde surgiu o jogador da Estónia.

O sexto e o sétimo não tardaram, per-ante um conjunto da Estónia muito frágil, Quaresma – quem mais! - e com Éder a carimbar um grande triunfo luso. Até ao final, as várias alterações quebraram o ritmo do jogo e viu-se uma Seleção lusa já em gestão de esforço para entrar no Europeu de 2016 na máxima força.

Momento do Jogo:

O golo de Quaresma, o segundo de Por-tugal, foi uma verdadeira obra de arte. Depois da trivela para o primeiro de Ronaldo, Quaresma foi ao baú e tirou a sua varinha de condão para fazer o golo da noite!

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

[7-0] Goleada das antigas, sob tutela

de Quaresma, faz Portugal sonhar

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! E que golo! Com um toque subtil, o ‘Harry Potter’ fez levantar o Estádio da Luz. Fez adivinhar uma noite de glória, que veio a confirmar-se.

90' - Final da partida. Portugal parte para França com moral em alta após exibição de sonho e vitória contundente sobre a Estónia. Foram sete golos sem resposta. 85' - Portugal espera pelo final da partida. 81' - Éder aumenta contagem e ´da con-tornos humilhantes à vitória sobre a Es-tónia.

76' - Está feito o sexto! Quaresma faz se-gundo da conta pessoal e carimba goleada para Portugal.

70' - Ritmo de jogo mais baixo à partida para os 20 minutos finais.

61' - GOLOOOOO! Está feita uma mão-cheia de golos para Portugal. Mets mar-cou autogolo e permitiu aumentar a contagem para o conjunto das Quinas. 57' - GOLOOOOOOO! Danilo aproveitou a apatia da defensiva da Estónia e cabe-ceia sem oposição para o quarto do con-junto das Quinas, na sequência de um canto convertido por Quaresma.

50' - Vieirinha tentou golo e esteve muito perto de marcar com remate do meio da rua.

47' - Grande oportunidade para a Estónia reduzir. Rui Patrício saiu em falso,

deixando a bola à mercê de um jogador da Estónia, que atirou direitinho à barra. Sorte para Portugal.

46' - Início do segundo tempo na Luz.

Ronaldo sai e entra Nani, Vieirinha entra para o lugar de Cédric.

45' - Intervalo no Estádio da Luz. Portu-gal vence com toda a justiça perante uma Estónia com poucos recursos.

44' - GOLO! 3-0! Ronaldo bisa e faz o ter-ceiro para Portugal. Português iniciou a jogada de calcanhar e finalizou-a da mel-hor forma.

39' - É GOLO PARA PORTUGAL! Ricardo Quaresma, em grande forma, aumentou a contagem para a formação das Quinas e logo com um gesto de enorme classe. 35' - GOLOOOOOOOO! Cristiano Ronaldo desfez o nulo com um remate perfeito. O avanºado português surgiu ao segundo poste e aproveitou um cruza-mento de trivela de Quaresma para dar vantagem a Portugal.

31' - GRANDE OPORTUNIDADE PARA PORTUGAL! João Mário pressionou alto,resgatando a bola e entregando-a a Ronaldo que apenas teve de correr todo o meio-campo e finalizar. Viu Londak de-fender o primeiro remate e fazer o mesmo na recarga de Quaresma.

27' - Raphael Guerreiro cruzou com conta, peso e medida para a cabeça de Ronaldo, mas surgiu um defensor da Es-tónia que impediu o 'peixinho' do avançado luso.

21' - O jogo está morno e não se verificam grandes oportunidades de golo.

12' - Ronaldo teve uma brilhante jogada, onde passou por três adversários, mas a bola acabaria por ser despejada para a área, devido à falta de apoio.

9' - Na sequência de um canto cobrado por Quaresma, Pepe surgiu sozinho na área mas o seu cabeceamento saiu muito torto.

5' - Portugal tem controlado o jogo sem grande oposição perante uma Estónia muito recuada.

0' - Já começou a partida entre Portugal e Estónia, a última na caminhada rumo ao Euro'2016.

Ricardo Quaresma... Brilhante!

Ficha de Jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Portugal - Estónia, 7-0. Ao intervalo: 3-0. Marcadores:

1-0, Cristiano Ronaldo, 36 minutos. 2-0, Quaresma, 39.

3-0, Cristiano Ronaldo, 45. 4-0, Danilo Pereira, 55. 5-0, Mets, 61 (própria baliza). 6-0, Ricardo Quaresma, 77. 7-0, Éder, 80.

Equipas:

- Portugal: Rui Patrício, Cédric

(Vieirinha, 46), Pepe (Ricardo Car-valho, 58), José Fonte, Raphael Guer-reiro, Danilo Pereira (William Carvalho, 70), João Mário (Éder, 59), João Moutinho (Renato Sanches, 58), André Gomes, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo (Nani, 46). (Suplentes: Anthony Lopes, Eduardo, Ricardo Carvalho, Éder, Vieirinha, William Carvalho, Renato Sanches, Nani, Rafa Silva, Eliseu e Adrien Silva).

Selecionador: Fernando Santos.

- Estónia: Londak, Teniste, Baranov,

Klavan (Raudsepp, 68), Kallaste, Dmitrijev (Sappinen, 63), Antonov, Mets, Puri (Gussev, 87), Kruglov (Marin, 66) e Anier (Vassiljev, 70). (Suplentes: Vaikla, Meerits, Liivak, Sappinen, Kokla, Vassiljev, Marin, Frolov, Gussev, Jurgenson, Raudsepp e Tamm).

Selecionador: Magnus Pehrsson. Árbitro: Bart Vertenten (Bélgica). Ação disciplinar: cartão amarelo para Kallaste (87).

Assistência: 52.536 espetadores. Continuado da página 18

(20)

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

O

Corinthians assumiu a

primeira colocação do

Brasileirão 2016 na sexta

jornada, que decorreu no

úl-timo fim de semana, ao vencer

o Coritiba por 2x1, num jogo

apertado, em que o clube

paulista só conseguiu marcar o

segundo golo aos 49 minutos da

segunda parte.

Os gaúchos Grêmio e Internacional,

que lideravam a competição, ocupam agora a segunda e a terceira colocação, com 13 pontos cada. Devido aos critérios

de desempate, o Internacional sai em desvantagem por ter tido um jogador ex-pulso na competição.

O quarto lugar está com o Palmeiras,

que acumula 12 pontos. Na última jor-nada, o adversário do clube foi o Fla-mengo, que está na 5ª posição. O jogo terminou em 2x1 para os paulistas. Nas bancadas, o ponto negativo ficou por conta do confronto entre as duas claques. Um adepto flamenguista está hospital-izado em estado considerado grave.

Clubes como São Paulo (6º lugar), Fluminense (8º), Santos (11º) e Atlético-MG (14º) flutuam em posições inter-mediárias, tendo enfrentando jogos difíceis nesta jornada.

Na famosa e temida zona de rebaixa-mento, América-MG, Cruzeiro, Coritiba e Botafogo ocupam as quatro últimas posições da tabela. A equipa carioca, Botafogo, que ascendeu à primeira di-visão este ano, ainda não conseguiu em-placar um estilo de jogo capaz de somar mais do que os 4 pontos atuais.

Na próxima rodada, o destaque fica por conta dos derbies Palmeiras X Corinthians e Atlético-MG e Cruzeiro, ambos no domingo, dia 12 de junho.

Até agora, o Brasileirão 2016 já reali-zou 60 jogos e teve 140 golos marcados, com uma média de 2.33 golos por par-tida.

Às Sextas-feiras,

bem pertinho de si!

www.mileniostadium.com

O vosso

Suplemento Desportivo

n Sexta­feira, 10 de junho: França­Roménia (Euro 2016), 15.00 Chile­Bolívia (Copa América), 19.00 Argentina­Panamá (Copa América), 21.30 n Sábado, 11 de junho:

Albania­Suíça (Euro 2016), 9.00

País de Gales­Eslováquia (Euro 2016), 12.00 Inglaterra­Rússia (Euro 2016), 15.00 Estados Unidos­Paraguai (Copa América), 19.00

Colombia­Costa Rica (Copa América), 21.00 n Domingo, 12 de junho:

Turquia­Croácia (Euro 2016), 9.00

Polónia­Irlanda do Norte (Euro 2016), 12.00 Alemanha­Ucrânia (Euro 2016), 15.00 Equador­Haiti (Copa América), 18.30 Brasil­Perú (Copa América), 20.30 n Segunda­feira, 13 de junho:

Espanha­Republica Checa (Euro 2016), 9.00 Irlanda­Suécia (Eufro 2016), 12.00

Bélgica­Itália (Euro 2016), 15.00

México­Venezuela (Copa América), 18.00 Uruguai­Jamaica (Copa América), 22.00 n Terça­feira, 14 de junho:

Austria­Hungria (Euro 2016), 12.00 Portugal­Islândia (Euro 2016), 15.00 Chile­Panamá (Copa América), 20.00 Argentina­Bolívia (Copa América), 22.00 n Quarta­feira, 15 de junho:

Russia­Eslovaquia (Euro 2016), 9.00 Roménia­Suíça (Euro 2016), 12.00 França­Albânia (Euro 2016), 15.00 n Quinta­feira, 16 de junho:

Inglaterra­País de Gales (Euro 2016), 9.00 Ucrânia­Irlanda do Norte (Euro 2016), 12.00 Alemanha­Polónia (Euro 2016), 15.00 Quartos­de­final (Copa América), 21.30

Ígor Lopes

Após vitória “suada”, Corinthians

assume liderança do Brasileirão

Campeonato Brasileirão

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(25)

O

Euro2016 arranca a 10 de

junho, com um

França-Roménia, em St-Denis.

Portugal estreia-se a 14 de junho,

frente à Islândia, em

Saint-Éti-enne.

Apuram-se para os oitavos de final os dois primeiros de cada grupo e quatro dos melhores terceiros. Se for primeiro, Portu-gal defrontará o segundo do Grupo E, talvez o grupo teoricamente mais compet-itivo, com Bélgica, Itália, Suécia e Irlanda. Se for segundo, terá por adversário o se-gundo do Grupo B, constituído por Inglaterra, Rússia, Gales e Eslováquia. No caso de terminar em terceiro, terá pela frente o vencedor do Grupo C (Alemanha, Ucrânia, Polónia, Irlanda do Norte) ou do Grupo D (Espanha, Rep. Checa, Turquia e Croácia).

Calendário do Euro 2016 Fase de grupos:

10 Junho (6ª feira), 15.00 (St-Denis): França-Roménia – Grupo A 11 Junho, 9.00 (Lens): Albânia-Suíça – Grupo A 11 Junho, 12.00 (Bordéus): Gales-Eslováquia – Grupo B 11 Junho, 15.00 (Marselha): Inglaterra-Russia – Grupo B 12 Junho, 9.00 (Paris): Turquia-Croácia – Grupo D 12 Junho, 12.00 (Nice):

Polónia-Irlanda Norte – Grupo C 12 Junho, 15.00 (Lille):

Alemanha-Ucrânia – Grupo C 13 Junho, 9.00 (Toulouse): Espanha-Rep. Checa – Grupo D 13 Junho, 12.00 (St-Denis): Irlanda-Suécia – Grupo E 13 Junho, 15.00 (Lyon): Bélgica-Itália – Grupo E 14 Junho, 9.00 (Bordéus): Austria-Hungria – Grupo F 14 Junho, 15.00 (St-Etienne): Portugal-Islândia – Grupo F 15 Junho, 9.00 (Lille): Russia-Eslováquia – Grupo B 15 Junho, 12.00 (Paris): Roménia-Suíça – Grupo A 15 Junho, 15.00 (Marselha): França-Albânia – Grupo A 16 Junho, 9.00 (Lens): Inglaterra-Gales – Grupo B 16 Junho, 12.00 (Lyon):

Ucrânia-Irlanda Norte – Grupo C 16 Junho, 15.00 (St-Denis): Alemanha-Polónia – Grupo C 17 Junho, 9.00 (Toulouse): Itália-Suécia – Grupo E 17 Junho, 12.00 (St-Etienne): Rep. Checa-Croácia – Grupo D 17 Junho, 20.00 (Nice): Espanha-Turquia – Grupo D 18 Junho, 9.00 (Bordéus): Bélgica-Irlanda – Grupo E 18 Junho, 12.00 (Marselha): I slândia-Hungria – Grupo F 18 Junho, 15.00 (Paris): Portugal-Áustria – Grupo F 19 Junho, 15.00 (Lille): Suíça-França – Grupo A 19 Junho, 15.00 (Lyon): Roménia-Albânia – Grupo A 20 Junho, 15.00 (St-Etienne): Eslováquia-Inglaterra – Grupo B 20 Junho, 15.00 (Toulouse): Russia-Gales – Grupo B 21 Junho, 12.00 (Paris):

Irlanda Norte-Alemanha – Grupo C 21 Junho, 12.00 (Marselha): Ucrânia-Polónia – Grupo C 21 Junho, 15.00 (Bordéus): Croácia-Espanha – Grupo D 21 Junho, 15.00 (Lens):

Rep. Checa-Turquia – Grupo D 22 Junho, 12.00 (Lyon): Hungria-Portugal – Grupo F 22 Junho, 12.00 (St-Denis): Islândia-Austria – Grupo F 22 Junho, 15.00 (Nice): Suécia-Bélgica – Grupo E 22 Junho, 15.00 (Lille): Itália-Irlanda – Grupo E Oitavos de final 25 Junho, 10.00 (St-Etienne): Segundo Grupo A-Segundo C – Jogo 1 25 Junho, 12.00 (Paris):

Vencedor B-Terceiro A/C/D – Jogo 2 25 Junho, 15.00 (Lens):

Vencedor D-Terceiro B/E/F – Jogo 3 26 Junho, 9.00 (Lyon):

Vencedor A-Terceiro C/D/E – Jogo 4 26 Junho, 12.00 (Lille):

Vencedor C-Terceiro A/B/F – Jogo 5 26 Junho, 15.00 (Toulouse): Vencedor F-Segundo E – Jogo 6 27 Junho, 12.00 (St-Denis): Vencedor E-Segundo D – Jogo 7 27 Junho, 15.00 (Nice):

Segundo B-Segundo F – Jogo 8

Quartos de final

30 Junho, 15.00 (Marselha):

Vencedor Jogo 1-Vencedor Jogo 3 – QF1 1 Julho, 15.00 (Lille):

Vencedor Jogo 2-Vencedor Jogo 6 – QF2 2 Julho, 15.00 (Bordéus):

Vencedor Jogo 5-Vencedor Jogo 7 – QF3 3 Julho, 15.00 (St-Denis):

Vencedor Jogo 4-Vencedor Jogo 8 – QF4

Meias-finais 6 Julho, 15.00 (Lyon): Vencedor QF1-Vencedor QF2 – SF1 7 Julho, 15.00 (Marselha): Vencedor QF3-Vencedor QF4 – SF2 Final 10 Julho, 15.00 (St-Denis): Vencedor SF1-Vencedor SF2

Euro 2016

De 10 de junho a 10 de julho

O calendário completo da fase final

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S

e era um teste para a

Olimpíada, o Brasil

pas-sou com nota máxima,

num amigável em Toronto, a

Seleção derrotou o Canadá por

2 a 0, no BMO Field, que

con-tou com grande público nas

bancadas.

Marta mostrou a felicidade de jogar com o estádio cheio mesmo que a favor do adversário.

A rainha assinalou os dois golos do triunfo diante das donas da casa.

28.604 espetadores estiveram pre-sentes, um recorde em Toronto, já que em 2013, diante dos Estados Unidos, es-tiveram presentes 22.453.

O Brasil tratou de dar o recado logo aos 11 minutos do primeiro tempo. De-pois de uma descida pela direita do Canadá ainda nos minutos iniciais, a se-leção respondeu aos 11 minutos com um ataque rápido. Após confusão da defesa adversária na área, Marta aproveitou um ressalto dentro da pequena área, chutou

rasteiro e abriu o activo.

O Canadá ainda tentou con-tra-atacar pelo lado esquerdo por intermédio de Chapman, mas acabou por nãr ser eficaz. A camisola 2, aliás, tinha a tarefa de marcar a camisola 10 brasileira (Marta) mas en-controu muitas dificuldades. Nova-mente dos pés da Marta saiu o segundo golo das brasileiras, es-tavam decorridos 41 minutos da etapa inicial.

No segundo tempo, o técnico John Herdman modificou a movi

mentação da equipa canadiana. Sinclair

surgiu mais avançada e com liberdade e garantiu

maior espaço para ao menos chutar ao golo. As-segurou duas oportu-nidades de perigo, mas foi travada por Fabiana, que a acompanhava na marcação. Aos 13, Bia também protagonizou um belo lance. Passou por duas ad-versárias e rematou, já dentro da grande área. A guarda-redes Labbe fez uma grande defesa. A brasileira acabou deixando o campo com um pequeno de-sconforto na perna e deu lugar a Raquel. Também na etapa com-plementar, Formiga foi substi-tuída por Andressinha.

O Brasil viajou depois até Otava, capital do país, para o se-gundo confronto diante do Canadá. A partida foi a última da seleção do Brasil na América do Norte antes dos Jogos Olímpicos. A CBF ainda negocia um amis-toso diante da Austrália, em junho, para fechar a preparação do grupo.

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Femininos

Canadá, 0 – Brasil, 2.

Salve a

rainha

!

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Presidente da FIFA

visita Cidade

do Futebol

O

Presidente da FIFA,

Gi-anni Infantino, visitou a

Cidade do Futebol antes

da tomada de posse dos novos

corpos sociais da FPF.

Foi uma visita que estava prometida desde a inauguração da Cidade do Fute-bol, evento em que por compromissos anteriores, o Presidente da FIFA não conseguiu estar presente. Gianni Infan-tino almoçou na Cidade do Futebol e de-pois visitou exaustivamente as novas instalações da Federação Portuguesa de Futebol.

Visivelmente impressionado, o líder do futebol mundial fez uma passagem pelo Centro Técnico, viu as instalações de hidroterapia, e passeou pelo bal-neário da Seleção Nacional e o relvado nº1 da Cidade do Futebol.

Sempre acompanhado pelo Presi-dente da FPF, Fernando Gomes, pelo Presidente da Assembleia-Geral da FPF, José Luís Arnaut, e pelo Diretor-Geral da FPF, Tiago Craveiro, comentou, bem-disposto como é seu timbre, que "Portu-gal já não tem desculpas para não ganhar títulos".

De seguida, visitou os espaços de trabalho da FPF e acompanhou, na sala da direção, a breve história do futebol português gravada na madeira das pare-des. No final, ainda posou calorosa-mente para as objetivas dos fotógrafos que acompanhavam a visita.

A Cidade do Futebol foi inaugurada no dia 31 de março de 2016 e tem finan-ciamento exclusivo da FIFA, UEFA e FPF.

Sp. Braga oficializa

José Peseiro

Pedro Proença diz que Gil Vicente tem

de ser colocado na I Liga de forma ponderada

O

presidente da Liga

Portuguesa de Futebol

Profissional (LPFP),

Pedro Proença, sublinhou que

a colocação do Gil Vicente na I

liga será resolvida "de forma

ponderada", depois de ter sido

dada razão aos gilistas no 'Caso

Mateus'.

"Só agora tive conhecimento da sentença [Tribunal Administrativo de Lisboa]. Vamo-nos sentar à mesa, quer a Federação [Portuguesa de Futebol], quer a Liga, quer o Gil Vicente. Não es-tamos satisfeitos pelo andamento da justiça. Passados dez anos, ter uma

de-cisão vem criar dificuldades a quem está a planear as competições", afir-mou Pedro Proença aos jornalistas, à margem das eleições na Federação Portuguesa de Futebol, que reelegeram Fernando Gomes para o quadriénio 2016/2020.

Contudo, as decisões serão tomadas de forma "equilibrada", de modo a "não dar um passo atrás".

"O problema existe, vai ser re-solvido de uma forma ponderada, equilibrada e o queremos é o emagrec-imento das competições, porque o modelo de negócio está definido e o futebol não quer dar um passo atrás. Teremos de dar execução a ordens ju-diciais, medindo todos os prós e con-tras, e tenho a certeza que as três partes

irão encontrar um ponto de equilíbrio. Estamos a adequar as nossas com-petições e não queremos cometer os mesmos erros que no passado", desta-cou.

Apesar de estarem todos os cenários em cima da mesa, Pedro Proença destacou que o atual quadro competitivo é "incomportável".

"Não há uma decisão feita, todos os cenários estão em cima da mesa, temos de juntar todos os que fazem parte deste ‘futebol industria’. Nos próximos dias, iremos reunir. É incomportável neste momento termos o quadro com-petitivo que temos, numa competição que queremos tornar vendável e ali-ciante", concluiu.

OYVC // NF

O

Sp. Braga oficializou

José Peseiro como

novo treinador para as

próximas duas épocas, ou seja,

até junho de 2018. A

apresen-tação foi feita no Largo do

Paço, em Braga.

O nome do ex-técnico do FC Porto já tinha surgido e tinha sido confir-mado pelo presidente bracarense, An-tónio Salvador, mas só esta semana o clube tornou oficial a chegada de Pe-seiro.

José Vítor dos Santos Peseiro (Coruche, 4 de abril de 1960) é um treinador de futebol português. Atual-mente é técnico do Braga.

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C

elebramos mais um 10 de junho

-Dia de Portugal, de Camões e das

Comunidades Portuguesas

espal-hadas pelo mundo. Sobretudo por estas, é

importante lembrar todos aqueles que, à

semelhança do poeta, cruzaram mares,

atravessaram horizontes longínquos,

para, em busca de novos mundos,

saltarem as fronteiras da pequenez em

que viviam aprisionados.

Lembrar os que estão foram é também lembrar os que, cá dentro, nunca se esqueceram dos que viveram exílios e ausências forçados, por culpa de uma pátria que foi sempre pequena para acolher a grandeza daquilo com que sonharam, tivesse o nome de liberdade ou de pão para os filhos.

Muitos poderiam ser recordados, mas vou debruçar-me sobre alguém que, muito brevedebruçar-mente, fará um ano que nos deixou - Maria Barroso - e cuja partida provo-cou uma onda de comoção que, consensualmente, atravessou todos os quadrantes sociais, etários, reli-giosos, políticos ou partidários da nossa sociedade. Não me lembro de ninguém cujo desaparecimento, nos úl-timos anos, tivesse congregado tanta gente que, a uma só voz, enalteceu a mulher corajosa, a cidadã

interve-niente, a companheira de luta, a mãe atenta, a pedagoga consciente, a política coerente e militante que, durante uma vida e de forma despojada, se entregou às mais variadas causas.

Intelectual brilhante, soube sempre ocupar o seu lugar e agir de forma discreta, mas segura e convicta. Mulher de Mário Soares, uma das figuras nacionais e in-ternacionais mais destacada deste século, nunca pre-cisou do nome do marido para se impor. Pelo contrário,

todos a chamavam de Maria Barroso, como gostava de ser conhecida, porque se assumiu como mulher com pensamento próprio, e cuja voz sempre se fez ouvir em prol dos mais desfavorecidos.

Por considerar que Maria Barroso foi única nos ex-emplos que nos deixou, a Associação Mulher Migrante, juntamente com o CEMRI (Centro de Estudos das Mi-grações e Relações Interculturais) da Universidade Aberta e a Fundação Pro Dignitate - criada e dirigida por Maria Barroso até ao fim - organizaram na tarde da pas-sada quinta-feira, no Salão de Atos daquela universi-dade, um colóquio de homenagem, que pôde contar com a participação de destacadas individualidades de Portugal e do Estrangeiro, representativas do meio as-sociativo, académico, religioso e literário, que, de perto, conviveram com Maria Barroso, e puderam dar o teste-munho de como esta figura ímpar influenciou as suas vidas.

A filha, Isabel Soares, tal como muitos outros dos presentes, deve ter tido dificuldade, em determinados momentos, de esconder a emoção, de cada vez que via e ouvia falar de tantas facetas de sua mãe ali tão bem re-tratadas.

Foi distribuída uma revista comemorativa (cuja capa aqui se reproduz) publicada pela Mulher Migrante - As-sociação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, cuja coordenação ficou a cargo de Maria Manuela Aguiar, Graça Guedes e Arcelina Santiago e que constitui um belo registo de inúmeras iniciativas que puderam contar com o apoio incondicional de Maria Barroso, bem como um conjunto de depoimentos das mais destacadas fig-uras do meio diplomático, académico, político e outros, que viveram o privilégio de terem sido seus amigos.

Mulher que gostava de estar no terreno, ao serviço de causas que defendiam a paz, o amor e um mundo melhor, nunca desistiu de nada porque o seu lema foi sempre acreditar que é possível mudar alguma coisa.

E fê-lo de uma forma simples, modesta, discreta, sem nada exibir, a não ser o seu permanente e cativante sorriso aberto para o mundo.

Milénio Stadium... Às Sextas­feiras, bem pertinho de si!

Opinião

Dra. Aida Batista

Referências

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