ISSN: 2358
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Agradecimentos: À Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo financeiro – T.O. 369/2018;
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS TÉCNICO eventos da 15ª Semana Estadual de C&T].
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E96a Expociência Universitária Sul Capixaba: a ciência como ferramenta de promoção de oportunidade para redução das desigualdades (10 : 2018: Cachoeiro de Itapemirim,
ES)
Anais [ recurso eletrônico ] / Organização de Gilson Silva Filho... [et al].
São Camilo, 2018 348p.
ISSN: 2358
1.Comunicação científica 2. Multidisciplinaridade
de Eventos I. Centro Universitário São Camilo II. Silva Filho, Gilson III. Santos, Helio Gustavo IV. Mezadre, Simone De Bruim Babisk V.
Cláudia Moreira Hehr VII. Título
ii
À Fundação de Amparo à Pesquisa do Espírito Santo
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de Eventos I. Centro Universitário São Camilo II. Silva Filho, Gilson III. Santos, Helio Gustavo IV. Mezadre, Simone De Bruim Babisk V. Ribeiro Neto, Nelson Coimbra VI. Garcia, Cláudia Moreira Hehr VII. Título
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iii EDITORAÇÃO
Gilson Silva Filho Micheline Lourenço
DIAGRAMAÇÃO Gilson Silva Filho Micheline Lourenço
PRESIDENTE DO EVENTO Simone De Bruim Babisk Mezadre
Comissão Organiza Gilson Silva Filho Helio Gustavo Santos Simone de Bruim Babisk Mezadre
Nelson Coimbra Ribeiro Neto Claudia Moreira Hehr Garcia
Subcomissão de Abertura Adriana Mastela Gomes Camilla Dellatorre Teixeira
Layra Freire
Simone de Bruim Babisk Mezadre
Subcomissão tecnológica Wilker Fiório
Subcomissão Científica Aline Giuri Araujo Camilla Delatorre Teixeira
Cintia Teixeira Gilson Silva Filho Hélio Gustavo Santos Joelma Aparecida Zoboli Pio Jacqueline Damasceno de C. Barros
Nelson Coimbra Ribeiro Neto Otoniel de Aquino Azevedo
Subcomissão Cultural Ana Cristina Pereira Alda Maria Silva Francisco
Cintia Schiavini Beiriz Cristina Lens Bastos de Vargas
Carla Roberta do Nascimento Jaqueline Ramalho Nogueira Santos
Marilene Dilem da Silva
Subcomissão da III Ciência e Tecnologia na Escola
Adriana Mastela Gomes Camilla Dellatorre Teixeira
Layra Freire
Simone de Bruim Babisk Mezadre
São Camilo Campus I
Rua São Camilo de Léllis 01 Bairro Paraíso Cachoeiro de Itapemirim - ES CEP 29.304-
910 Tel: (28) 3526-5911
iv
SUMÁRIO
O USO EXCESSIVO DE SUPLEMENTOS SEM ORIENTAÇÃO EM ACADEMIAS ... 9 PORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ... 14 A IMPORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ... 19 TÉCNICA DO INSETO ESTÉRIL (TIE) COMO MÉTODO PARA O CONTROLE DA BROCA-DO-CAFÉ (Hypothenemus Hampei) ... 24 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E INTRODUÇÃO A BIOTECNOLOGIA POR MEIO DA COMPOSTAGEM E HORTA VERTICAL NO ENSINO FUNDAMENTAL ... 29 AVALIAÇÃO DA INGESTÃO ALIMENTAR E ESTADO NUTRICIONAL DE IDOSOS EM UM ASILO DO MUNICÍPIO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM, ES. ... 34 EVOLUÇÃO DA COMIDA DE BOTECO ... 39 IMPLICAÇÕES SOCIAIS E EDUCACIONAIS ADVINDAS DO FECHAMENTO DE ESCOLAS CAMPESINAS ... 44 DO MATO AO PRATO: Importância das Plantas PANCs na refeição do dia a dia. .... 50 FATORES MOTIVACIONAIS INERENTES A PROFISSÃO DE AGENTE PENITENCIÁRIO SOBRE A ÓTICA DOS PROFISSIONAIS DO MUNICIPÍO DE MARATAÍZES - ES ... 55 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL: ... 60 NECESSIDADE OU OBRIGAÇÃO? ... 60 BILINGUISMO: O IMPACTO DA PROFICIÊNCIA EM LÍNGUA INGLESA PARA A VIDA PROFISSIONAL E ACADÊMICA ... 66 AS IMPLICAÇÕES DAS METOLOGIAS DIVERSIFICADAS NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LÍNGUA INGLESA... 72 LÍNGUA PORTUGUESA: OS RECURSOS TECNOLÓGICOS E OS GÊNEROS DISCURSIVOS ... 77 O EMPODERAMENTO FEMININO COMO UM INSTRUMENTO AUXILIADOR PARA DIMINUIR A DESIGUALDADE ... 82
v
ANÁLISE DA EMISSÃO DE MATERIAL PARTICULADO E PARTÍCULAS SÓLIDAS
TOTAIS VISANDO MENSURAR OS MALEFÍCIOS À SAÚDE DA POPULAÇÃO ... 88
O CONTROLE DE QUALIDADE EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA... 93
ESTUDO DA DIREÇÃO PREDOMINANTE E VELOCIDADE DOS VENTOS NO MUNICÍPIO DE AFONSO CLÁUDIO, ES ... 98
ESTUDO DO DÉFICIT E DA PORCENTAGEM DE SATURAÇÃO DE OXIGÊNIO DISSOLVIDO EM PONTOS DO RIO CASTELO (ES) ... 104
IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DAS MACRÓFITAS AQUÁTICAS: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA E UM ESTUDO COM BASE EM QUATRO ESPÉCIES ... 109
A FITORREMEDIAÇÃO UTILIZADA NO TRATAMENTO DE ESGOTO DOMÉSTICO ... 114
O SISTEMA CARCERÁRIO FEMININO E A PERSONALIDADE DA MULHER CRIMINOSA COM BASE NA PREDOMINÂNCIA DA CULTURA ANDROCÊNTRICA ... 119
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Á LUZ DO PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA NA ATUAÇÃO DO AGENTE PÚBLICO CONCURSADO ... 124
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE BRASILEIRO COMO EFETIVAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE ... 128
DEFENSORIA PÚBLICA: SEU PAPEL NA BUSCA PELA EFETIVIDADE NO ACESSO DOS HIPOSSUFICIENTES AO JUDICIÁRIO ... 133
A CULTURA CONDICIONA A VISÃO DE MUNDO DO HOMEM ... 138
DIVERSIDADE CULTURAL: O EDUCADOR CONTEMPORÂNEO ... 142
REFUGIADOS: BRASIL, UM PAÍS DE TODOS? ... 146
AMPLIAÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DE BOLSAS ESTUDANTIS EM UNIVERSIDADES PARTICULARES PARA EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR DE QUALIDADE E REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES EDUCACIONAIS ... 150
FATORES MOTIVACIONAIS QUE PROMOVEM QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO SOB ÓTICA DOS PROFESSORES DE UM CENTRO UM CENTRO UNIVERSITÁRIO ... 156
vi
PERCEPÇÃO DOS PROFISIONAIS DO CORPO DE BOMBEIROS EM RELAÇÃO À MOTIVAÇÃO NO TRABALHO ... 161 USINA AÇUCAREIRA: PERCEPÇÃO DO USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL NO SETOR PRODUTIVO ... 165 PRODUÇÃO DE SABERES: COMO SE DÁ A GESTÃO DO CONHECIMENTO NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS ... 170 A GERAÇÃO DE ESTAGIARIOS DE UM CENTRO UNIVERSITARIO: SEUS ANSEIOS E PERSPECTIVAS PARA O MERCADOO DE TRABALHO ... 175 A CIÊNCIA DO DIREITO COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DE OPORTUNIDADE PARA REDUÇÃO DAS DESIGUALDAES: QUEM TEM MANSÃO NÃO VAI PARA PRISÃO. O SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO, IDEAL OU UTÓPICO? ... 180 A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA NA FORMAÇÃO DO INDIVÍDUO POR INTEIRO ... 185 A INVESTIGAÇÃO DEFENSIVA COMO INSTRUMENTO PARA ALCANÇAR A PARIDADE DE ARMAS NO PROCESSO PENAL ... 190 O ETHOS CAPITALISTA E O EMPRESARIADO CACHOEIRENSE ... 195 A CONTRIBUIÇÃO DA TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO EM MÃES JOVENS ... 200 ESTIMULO AVERSIVO: A INFLUÊNCIA DA INDUÇÃO AO MEDO NA FASE INFANTIL ... 205 EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL: POSSIBILIDADES E DESAFIOS. ... 209 O JUS POSTULANDI NA LEI Nº 13.467 DE 2017, E OS POSSÍVEIS DESAFIOS NO AJUIZAMENTO DE RECLAMAÇÃO TRABALHISTA NAS VARAS DO TRABALHO DE CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM- ES ... 214 A INTERCULTURALIDADE COMO FUNDAMENTO FILOSÓFICO DOS DIREITOS HUMANOS EM PAÍSES MULTICULTURAIS ... 219 UMA ANÁLISE SOBRE A DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA E SUA RELAÇÃO COM O CRESCIMENTO DO PRODUTO INTERNO BRUTO – PIB ... 224 A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E A SUA EFETIVAÇÃO NAS ESCOLAS ... 229
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O ABUSO SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E O DEPOIMENTO ESPECIAL:
INTERFACES DE UMA REALIDADE DUPLAMENTE TRAUMÁTICA. ... 234 CLASSES MULTISSERIADAS DO CAMPO: DESAFIOS E POSSIBILIDADES PARA UM ENSINO DE QUALIDADE ... 239 A IMPORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NO CONTEXTO ESCOLAR ... 243 PROSTITUIÇÃO NA HISTÓRIA ... 247 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA: EIXOS QUE REFORÇAM SUA IMPORTÂNCIA NO CONTEXTO ESCOLAR ... 252 A QUESTÃO INDÍGENA - PROBLEMATIZAÇÃO DA LEI 11.645/08 ... 257 QUANDO O PRÊMIO DO JOGO RECAI SOBRE A LIBERDADE: UMA ANÁLISE DO DIREITO PROCESSUAL PENAL PÁTRIO À LUZ DA TEORIA DOS JOGOS ... 262 PROCESSOS JUDICIAIS COM TRAMITAÇÃO PRIORITÁRIA COMO FORMA DE COMBATE À DESIGUALDADE SOCIAL ... 268 A VERDADEIRA DOR DO PARTO: ... 273 UMA ANÁLISE DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA A LUZ DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA MULHER... 273 A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NA GESTÃO DAS EMPRESAS ... 278 INTEGRAÇÃO DAS ÁREAS DE MARKETING E VENDAS NA BUSCA DE RELACIONAMENTO COM CLIENTES ... 283 A EVITAÇÃO DA ANGÚSTIA NA CONTEMPORANEIDADE: UMA REVISÃO BIBLIOGRAFIA NA PERSPECTIVA EXISTENCIAL FENOMENOLÓGICA ... 289 O PROCESSO EDUCACIONAL DOS SURDOS E OS IMPASSES DE UMA SOCIEDADE ACEPTIVA ... 294 O PEDAGOGO HOSPITALAR E A MEDIAÇÃO NO PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM ... 298 INTOLERÂNCIA RELIGIOSA EM FOCO: DISCUSSÕES EMBRIONÁRIAS PARA POSSÍVEIS INOVAÇÕES NO COTIDIANO DA ESCOLA ... 303
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A IMPORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO ... 308 EDUCAÇÃO NO CAMPO: A PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA COMO OBJETO TRANSFORMADOR NAS COMUNIDADES ... 313 IMPLICAÇÕES DA POLÍTICA DE FORMAÇÃO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO PARA O FORTALECIMENTO DA REDE DE GESTÃO DEMOCRÁTICA ... 319 EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CONTRADIÇÕES ENTRE TEORIA E PRÁTICA ... 324 CRIATIVIDADE ESCOLAR: O PROFESSOR E A INFLUÊNCIA DA VIVÊNCIA DOCENTE ... 329 PRINCIPAIS FATORES DE PROMOÇÃO DE QUALIDADE DE VIDA PERCEBIDOS PELOS PROFISSIONAIS DE ESCOLAS PÚBLICAS DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DA CIDADE DE MIMOSO DO SUL - ES... 334 ANÁLISE ENTRE ROTATIVIDADE E EFICÁCIA DA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO LOCALIZADA NO SUL DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO ... 339 CONTRIBUIÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO GRADATIVO E DEFINITIVO DA IDENTIDADE E AUTONOMIA EM CRIANÇAS DE 0 A 6 ANOS DE IDADE ... 344
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O USO EXCESSIVO DE SUPLEMENTOS SEM ORIENTAÇÃO EM ACADEMIAS
ERVATE, João Pedro de Moraes1 ARRUDA, Matheus de Paula2 COELHO, Camila Mantovanelli Liberatori³3
INTRODUÇÃO
A origem do uso de suplementos ocorreu na Antiguidade e baseou-se no comportamento supersticioso dos atletas e soldados. Estes foram orientados a consumir partes específicas de animais, de forma a obter bravura, habilidade, velocidade ou força, características desses animais. Manias dietéticas são conhecidas desde 400 a.C a 500 21 a.C, quando atletas e guerreiros ingeriam fígado de veado e coração de leões (APPLEGATE; GRIVETTI, 1997). O hábito de praticar atividades físicas consolidou-se em boa parte da população, no último decênio, especialmente, dentro das academias. Paralelamente cresceu o mercado dos suplementos nutricionais seja por motivos estéticos ou para melhorar algum aspecto do desempenho físico. A literatura científica tem mostrado que os atletas consomem estes produtos em alta escala. Contudo, pouco se conhece sobre sua utilização por frequentadores de academias.
Os suplementos, via de regra, são comercializados com variados propósitos.
Em geral, são anunciados e oferecidos com intuito de melhorar algum aspecto do desempenho físico, principalmente, aumentar massa muscular, reduzir gordura corporal, aumentar a capacidade aeróbica, estimular a recuperação, e/ou promover alguma característica que melhore o desempenho esportivo. Além disso, também se lhes atribuem outros efeitos como perda de peso, melhora da estética corporal, prevenção de doenças e retardo dos efeitos adversos do envelhecimento. Enfim, com frequência são considerados “produtos milagrosos” que podem produzir “resultados mágicos” em curto prazo, ou assegurar pseudoqualidade nutricional contra dietas deficientes ( MAUGHAN; BURKE, 2004).
A prevenção de doenças e o ganho de massa muscular são geralmente os aspectos mais mencionados entre os consumidores (MORRISON et al., 2004).
A grande quantidade de informação sobre suplementos alimentares, não necessariamente de qualidade comprovada, seu impacto na saúde, na boa
1Graduando do Curso de NUTRIÇÃO do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]
2 Graduando do curso de NUTRIÇÃO do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]
3 Professora Orientadora. Especialista. Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected]
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alimentação e no desempenho físico fazem com que maiores esforços devam ser concentrados na identificação dos motivos que levam ao seu uso. Além disso, educação nutricional do público em geral, principalmente em locais de prática esportiva, deve ser foco de campanhas de promoção da saúde. (KIRK et al., 1998).
METODOLOGIA
O instrumento utilizado para coleta dos dados foi uma pesquisa bibliográfica no Google Acadêmico no período de 1996 á 2010. O referencial teórico foi pesquisado através das palavras chaves: suplemento, nutrientes, exercício físico, academia.
Suplementos nutricionais, nas suas mais variadas formas, tem sido a panacéia dominante no meio esportivo, não só pelos atletas, como também por aqueles que buscam no esporte um meio de garantir a saúde e o bem-estar. A literatura científica tem mostrado que os atletas consomem estes produtos em alta escala (SOBAL;
MARQUART, 1994; MAUGHAN et al., 2007).
A Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva – SBME (2003) chamou atenção para o uso abusivo de suplementos e drogas comercializados nos ambientes de prática de exercícios físicos, muitas vezes ilegalmente já que inexiste a prescrição médica ou do nutricionista (NIEPER, 2005.). Mais da metade dos esportistas (55%) utilizou suplementos sem nenhuma indicação de profissional especializado, ou seja, por auto-prescrição ou indicação de amigo(a), vendedor, propagandas ou outras fontes. Os demais participantes receberam a orientação de nutricionistas e médicos (42,7%). Houve ainda uma parcela de pessoas sendo orientada por profissionais de educação física, não capacitada para tal. As principais justificativas para o consumo de suplementos pelos participantes foram: repor nutrientes/evitar fraqueza (42,2%) e desejo em aumentar força/massa muscular (38,3%). Outras justificativas incluíram melhora da performance, perda de peso, suprir deficiências alimentares e reduzir o estresse. (ERDMAN et al., 2006).
A atividade física está positivamente associada a estratégias para melhorar hábitos alimentares, desencorajar o fumo e a utilização de outras substâncias prejudiciais à saúde, como álcool e drogas. Além disso, é fundamental no controle de peso corporal, está diretamente associada à redução do risco de doenças, tais como enfermidades cardiovasculares, diabetes mellitus e alguns tipos de câncer (WHO, 2003). Prior et al. (1996) descreveram que além dos aspectos anteriormente mencionados, os objetivos da atividade física ou de um programa de exercícios são
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melhorar o desempenho, a força, a postura, a flexibilidade geral e, ainda favorecer a manutenção da massa óssea, retardando a sua redução.
Ademais, a promoção, a interação e a integração social entre indivíduos são estimuladas pela prática esportiva (VOLEK et al., 2006).
O desejo do “corpo perfeito” tem feito com que algumas pessoas adotem estratégias radicais nem sempre associadas à promoção da saúde. Do ponto de vista alimentar, destaca-se o surgimento de diversas “dietas milagrosas” bem como o crescimento do consumo de suplementos nutricionais (SCHNEIDER; MACHADO, 2006).
Morrison et al. (2004) avaliaram o consumo de suplementos nutricionais por praticantes de atividade física em academias de Nova York e constataram que 85%
dos indivíduos os consumiam. Complexos multivitamínicos e de minerais (45%), shakes e barras à base de proteínas (42,3%), vitamina C (34,7%) e vitamina E (23,4%), foram os quatro suplementos mais utilizados regularmente (≥ 5x/semana). Os indivíduos mais velhos (>46 anos) consumiram mais complexos multivitamínicos (MVM) que os mais jovens (18-30 anos). Estes consumiram mais creatina. Dentre as razões para o consumo, os indivíduos mais velhos utilizaram suplementos com intuito de prevenir doenças futuras. Já os indivíduos mais jovens pretenderam ganhar massa muscular. Mais da metade dos esportistas relatou que a indicação para consumir suplementos foi proveniente de revistas (66%), amigos ou parentes (63%) e vendedores das lojas (56%). Um número menor relatou que os treinadores de atividade física (39%), médicos (34%) e nutricionistas (28%) foram as fontes de indicação. Esses autores alertaram sobre o consumo de suplementos os quais esportistas desconhecem conter substâncias proibidas como a efedrina. Alegam que algumas indústrias podem não informar sua presença nos rótulos.
No Brasil, um estudo (SCHNEIDER; MACHADO, 2006.) envolvendo esportistas de academias mostraram consumo de 24% a 40% de algum tipo de suplemento nutricional, em geral, sem nenhuma indicação médica e/ou do nutricionista.
Santos e Santos (2002) relataram que entre os usuários de suplementos, 33%
receberam a indicação dos professores de educação física. Os autores consideraram antiética a atitude, uma vez que, estes profissionais estariam exercendo prática profissional irregular já que não possuem habilitação técnica para tal procedimento. No trabalho de Araújo e Soares (1999), a maioria dos usuários (54%) também relatou que consumiram suplementos sem nenhuma indicação profissional, ou seja, por influência
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de amigos e parentes, propaganda ou iniciativa própria. Os demais usuários afirmaram ter acompanhamento com profissionais. Entretanto ao se fazer um levantamento dos profissionais atuantes nas academias, detectou-se que os mesmos são basicamente representados por professores de Educação Física e que outros profissionais como médicos e nutricionistas só foram encontrados em 20% das academias selecionadas para o estudo. Por outro lado, Schneider e Machado (2006) relataram que para mulheres, as fontes de indicação mais frequentes para o consumo de suplementos foram os médicos (50%) e para homens, os nutricionistas (33,3%).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O uso de suplemento sem uma orientação de um profissional ou orientado por um profissional não capacitado tem ficado mais comum. Isso porque com o aumento da procura pelo corpo perfeito, profissionais exercem a prática profissional irregular, já que não possuem habilitação técnica para tal procedimento, uma vez que é sabido que o uso de suplementos alimentares pode ser prejudicial à saúde.
REFERÊNCIAS
APPLEGATE, E. A.; GRIVETTI, L. E. Search for the competitive edge: a history of dietary fads and supplements. The Journal of Nutrition, Davis, v. 127, n. 5, p. 869S- 873S, May 1997.
KIRK, S. F. L. et al. Diet and lifestyle characteristics associated with dietary supplement use in women. Public Health Nutrition, Leeds, v. 2, n. 1, p. 69-73, Mar. 1998.
ERDMAN, K. A.; FUNG, T. S.; REIMER, R. A. Influence of performance level on dietary supplementation in elite Canadian athletes. Medicine & Science in Sports &
Exercise, Calgary, v. 38, n. 2, p. 349-356, 2006.
NIEPER, A. Nutritional supplement practices in UK junior national track and field athletes. Br J Sports Med, Norwood, v. 39, n. 9, p. 645-649, Sept. 2005.
MAUGHAN, R. J.; BURKE, L. M. Nutrição esportiva. Porto Alegre: Artmed, 2004.
MORRISON, L. J.; GIZIS, F.; SHORTER, B. Prevalent use of dietary supplements among people who exercise at a commercial gym. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, v. 14, n. 4, p. 481-492, Aug. 2004.
PRIOR, J. C. et al. Physical activity as therapy for osteoporosis. Can Med Assoc J., v.
155, n. 7, p. 940-944, 1996.
SANTOS, R. P.; SANTOS, M. A. A. Uso de suplementos alimentares como forma de melhorar a performance nos programas de atividade física em academias de ginástica.
Rev. Paulista de Educação Física, São Paulo, v. 16, n. 2, p. 174-85, Jul./dez. 2002.
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SCHNEIDER, A. P.; MACHADO, D. Z. Consumo de suplementos alimentares entre frequentadores de uma academia de ginástica de Porto Alegre/RS. Revista Nutrição em Pauta, São Paulo, ano XIV, n. 78, p. 12-15, Mai./jun. 2006
SOBAL, J.; MARQUART, L. F. Vitamin/mineral supplement use among high school athletes. Adolescence, San Diego, v. 29, n. 116, Winter 1994..
VOLEK, J. S.; FORSYTHE, C. E.; KRAEMER, W. J. Nutritional aspects of women strength athletes. Brazilian Journal of Sports Medicine, Storrs, v. 40, n. 9, p. 742- 748, Sept. 2006
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PORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
TONETO, Karoline Soares1 LUGON, Tainah Sátola Seabra2 POSSE, Magali Paraguassu3
INTRODUÇÃO
A Constituição Federal (1988) rege que a educação é um direito de todos os cidadãos e deverá ser promovida e incentivada pelo Estado e pela Família com a colaboração da sociedade e, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96), mesmo aqueles que não tiveram acesso na idade própria, terão esse direito assegurado. Sendo assim, os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e adultos as oportunidades educacionais apropriadas, considerando as especificidades dos alunos, seus interesses, condições de vida e de trabalho.
Portanto, o espaço da Educação de Jovens e Adultos (EJA) precisa ser considerado também como um espaço que recebe indivíduos com diversas habilidades que precisam ser aguçadas, lapidadas e incentivadas. Uma das estratégias que se pode utilizar para potencializar esse indivíduo é através da aprendizagem significativa. Neste artigo apresentaremos algumas reflexões sobre a EJA, através de uma revisão bibliográfica, apresentaremos como ela se constituiu, bem como de que forma a aprendizagem significativa se desenvolve neste contexto.
A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) constitui-se como modalidade da educação básica nas etapas do ensino fundamental e médio. Entretanto, sua efetivação está diretamente ligada a especificidade que tal modalidade, a de atender os alunos que por algum motivo tiveram o direito de acesso a educação negado em algum momento de suas vidas, sendo imprescindível a reflexão e o respeito acerca de tal fato.
1Graduanda do Curso de Pedagogia do Centro Universitário São Camilo – ES, [email protected].
2Graduanda do Curso de Pedagogia do Centro Universitário São Camilo – ES, [email protected].
3Professora do Centro Universitário São Camilo – ES, [email protected]
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De acordo com o PARECER CNE/CEB 11/2000, a Educação de Jovens e Adultos retrata uma dívida social para com aqueles que não obtiveram acesso ao ambiente escolar e uma nova oportunidade aos que não possuíram acesso à decodificação da língua escrita e ao letramento. Esta ressalva afirma que a ausência da escolarização não justifica uma visão preconceituosa do analfabeto ou iletrado.
Segundo Magda Soares (1998):
[...] um adulto pode ser analfabeto, porque marginalizado social e economicamente, mas, se vive em um meio em que a leitura e a escrita têm presença forte, se se interessa em ouvir a leitura de jornais feita por um alfabetizado, se recebe cartas que outros lêem para ele, se dita cartas para que um alfabetizado as escreva,[...], se pede a alguém que lhe leia avisos ou indicações afixados em algum lugar, esse analfabeto é, de certa forma, letrado, porque faz uso da escrita, envolve-se em práticas sociais de leitura e de escrita (p. 24).
Desta forma, é atribuída a modalidade não só um objetivo de reparação do direito a educação, mas, também uma instituição escolar de qualidade e do reconhecimento humano. Assim sendo, a EJA permite aos seus contemplados uma possibilidade de atribuição de valores, ascensão social, e equidade em sociedade. O Parecer CNE/CEB nº 4/98, diz que a construção da cidadania está diretamente atrelada a consciência de que a cultura não existiria sem a construção das relações sociais.
A APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
A aprendizagem significativa pressupõe considerar o sujeito e todo o seu conhecimento prévio, uma vez que o indivíduo é constituído por suas vivencias sociais, históricas e culturais. Na teoria de Ausubel (1980) a nova informação se ancora nos conhecimentos que o sujeito possui, de forma a se tornar parte integrante de sua estrutura cognitiva. Este conhecimento que o educando já possui é denominado subsunçor. Nesse sentido, para o autor, o conhecimento prévio é a peça fundamental para a ocorrência da aprendizagem significativa. Sendo assim, para proporcionar uma aprendizagem significativa é essencial que se levem em consideração os interesses dos educandos e os conceitos e ideias prévias sobre o conteúdo que deseja ser trabalhado.
Rogers (2001) conceitua a aprendizagem significativa da seguinte maneira:
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Por aprendizagem significativa entendo uma aprendizagem que é mais do que uma acumulação de fatos. É uma aprendizagem que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação futura que escolhe ou nas suas atitudes e personalidade. É uma aprendizagem penetrante, que não se limita a um aumento de conhecimento mas que penetra profundamente todas as parcelas da sua existência (p. 01).
Segundo Masetto (1997), aprender é um processo complexo e contínuo, que não se inicia e nem se encerra na escola. Por isso, requer muita dedicação do aprendiz e do professor. Ademais, o material utilizado nesse processo deve ser potencialmente significativo, para que desperte o interesse e a atenção do aluno.
O PROFESSOR E AS ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM
Compreende-se que o professor é o principal eixo da educação em que ocorre a qualidade do ensino, uma vez que tem a função de mediar e facilitar o processo de ensino-aprendizagem. Para Alves, “O educador tem de ser político e inovador, integrado, consciente e ativamente no social, onde sua escola está inserida [...] Um educador [...] é um fundador de mundos, mediador de esperanças, pastor de projetos [...]” (1982, p. 28)
Kenski (2001) afirma que
O papel do professor em todas as épocas é ser o arauto permanente das inovações existentes. Ensinar é fazer conhecido o desconhecido.
Agente das inovações por excelência o professor aproxima o aprendiz das novidades, descobertas, informações e notícias orientadas para a efetivação da aprendizagem (p.103).
Portanto, é necessário repensarmos os métodos de ensino, que devem ser dialógicos, uma vez que, os seres humanos aprendem e desenvolvem suas habilidades interagindo uns com os outros, para isso, cabe ao professor fazer mediação para promover a aprendizagem significativa.
Para Paulo Freire as pessoas aprendem mais quando pensam criticamente através de suas próprias situações, a partir de suas próprias vivências. Na educação convencional o aluno se adapta ao currículo, mas na educação de adulto, o aluno colabora na organização do currículo, em vez de absorverem apenas o conhecimento de “especialistas”.
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Para facilitar a aprendizagem significativa dos estudantes, o professor deve fazer uma análise conceitual do conteúdo a ser trabalhado, buscando a melhor maneira de relacioná-lo aos aspectos relevantes na estrutura cognitiva do aluno.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O sistema educacional de ensino é composto por vários órgãos e instituições. A escola tem seu papel na sociedade, e na sala de aula o professor é o pilar da educação. É ele o responsável por transmitir, permitir trocas de conhecimentos, ou seja, mediar os espaços de aprendizagens; sejam elas científicas ou sociais; escolares ou de vivências. Para a efetivação desse ensino de qualidade, se faz necessário que o professor seja o mediador, aquele que através das mais diversificadas estratégias, proporciona a produção do conhecimento.
O contexto da EJA, que abordamos, é um dos contextos primordiais para o desenvolvimento das capacidades educacionais que, por algum motivo, foram negadas àquele indivíduo até o momento. Para isso, se faz necessário que o professor promova aprendizagens, significados, dê o real sentido as vivências que são trazidas por este aluno, se adeque no que for necessário, pois o mais importante, é auxiliar no processo de construção de um sujeito crítico, científico e social.
Por fim, gostaríamos de refletir junto a Deleuze (1996), quando ele diz "Uma aula é emoção. É tanto emoção quanto inteligência. Sem emoção, não há nada, não há interesse algum. Não é uma questão de entender e ouvir tudo, mas de acordar em tempo de captar o que lhe convém pessoalmente". Para nós, essa é aprendizagem significativa, aquela que o professor consegue promover o despertar do aluno para captar o que lhe interessa. E causar no outro, uma vontade em apreender.
REFERÊNCIAS:
ALVES, R. Filosofia da ciências: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo:
Brasiliense, 1982.
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A IMPORTÂNCIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
SCARAMUSSA, Marina Braga1 SOUZA, Mylena2 POSSE, Magali Paraguassu3
INTRODUÇÃO
O presente resumo expandido tem por objetivo dialogar sobre a importância da aprendizagem significativa na construção do conhecimento. Para debater sobre essa importância tivemos como base os estudos de Ausubel (1963), nas quais apontam a valorização dos subsunçores na continuidade da aprendizagem do sujeito. Os estudos de Ausubel (1963) nos trazem que subsunçor é um determinado conhecimento existente na estrutura cognitiva humana. Através dele, será possível a significação de um novo saber que lhe é assimilado. Notamos que este conhecimento prévio torna-se parte principal para a construção de um conhecimento significativo do estudante.
METODOLOGIA
Para a realização deste estudo utilizamos a metodologia do tipo estudo bibliográfico. Compreendemos assim como Gil (2002), que estudos bibliográficos são investigações sobre ideologias ou aquelas que se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema. Neste artigo, nossa problemática envolve-se em compreender e alçar alguns autores que dialogam sobre a importância da aprendizagem significativa.
Assim tal e qual Ausubel (1963), Moreira (2012-2013), Fernandes (2011) e César Coll (1995) discutem sobre a importância da aprendizagem significativa na construção do conhecimento. Sendo assim, no próximo tópico discutiremos o que os seguintes autores abordam sobre a temática do resumo expandido.
1 Graduanda do Curso de Pedagogia do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected].
2 Graduanda do Curso de Pedagogia do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected].
3 Graduada em Pedagogia em Orientação Educacional, Pós-Graduada em Ensino Aprendizagem, Centro Universitário São Camilo-ES e Mestre em Educação-Cuba – [email protected].
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DISCUSSÃO
Como definir aprendizagem significativa?
Aprendizagem significativa é uma teoria criada pelo pesquisador David Paul Ausubel (1963), que aponta a valorização do saber prévio de cada indivíduo. Segundo Ausubel (1976), ”o fator isolado mais importante que influencia o aprendizado é aquilo que o aprendiz já conhece". O autor define tal conhecimento prévio como subsunçor ou ideia-âncora.
Esta teoria fora desenvolvida no período em que a educação era regida pelas concepções Behavioristas. Tais teorias argumentavam que os conhecimentos de senso comum dos discentes não tinham caráter educativo e que o meio influenciava o indivíduo (SKINNER, 1987).
Ausubel (1976), partindo da concepção da aprendizagem significativa contradiz as ideias Behavioristas, afirmando que a chave para esse fazer se consiste na valorização do conhecimento de mundo do aluno.
(...) a significância da aprendizagem não é uma questão de tudo ou nada e sim de grau; em conseqüência, em vez de propormo-nos que os alunos realizem aprendizagens significativas, talvez fosse mais adequado tentar que as aprendizagens que executam sejam, a cada momento da escolaridade, o mais significativo possível. (COLL,1995, p.149).
Segundo Ausubel (1976), há duas maneiras para que ocorra a aprendizagem significativa, sendo elas: a primeira diz que, o conteúdo ministrado precisa ser
revelador, ou seja, ser um meio para o educando se desenvolver cognitivamente; outra estratégia consiste na relação que o discente faz entre o conteúdo e suas vivências.
Para se alcançar este aprendizado o docente e discente precisam estar envolvidos, entre o ensino potencialmente significado e a predisposição do educando para aprender.
“Além disso um indivíduo possui tendências quer idiossincráticas, quer culturais, às quais o novo material de aprendizagem está relacionado e com as quais interage (juntamente com ideias mais objectivas na estrutura cognitiva) para criar novos significados. Assim, os novos significados resultantes, que emergem de forma idiossincrática dos processos de aprendizagem e de retenção significativas descritos mais acima, são uma função de (1) assimilações obliterantes particulares que ocorrem e (2) ênfases selectivas, distorções, tendências, omissões, rejeições, descontos e inversões sugeridos por
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determinados significados objectivos, bem como por subjectivos e lógicos, presentes quer no material de instrução, quer na estrutura cognitiva idiossincrática (AUSUBEL, 2003, p. 124).
2. Aprendizagem Significativa e Aprendizagem Mecânica
A discussão feita até aqui se baseou na aprendizagem significativa, entretanto, a aprendizagem mais presente em âmbito escolar se configura como a mecânica. Seu processo de ensino-aprendizagem norteia-se pela memorização, como define Moreira:
[...] a aprendizagem que mais ocorre na escola é outra: a aprendizagem mecânica, aquela praticamente sem significado, puramente memorística, que serve para as provas e é esquecida, apagada, logo após. Em linguagem coloquial, a aprendizagem mecânica é a conhecida decoreba, tão utilizada pelos alunos e tão incentivada na escola. (MOREIRA, 2013, p. 15).
De acordo com Fernandes (2011), a aprendizagem significativa se distingue da mecânica. Tal aprendizagem reputa a estrutura cognitiva do sujeito e os conhecimentos construídos anteriormente, como alicerce para a construção de novos.
Moreira (2012) relata em seus estudos, direcionados para a aprendizagem significativa, que se torna indispensável ao docente conceber os conceitos e princípios básicos essenciais à sua prática pedagógica. Por conseguinte, a necessidade de o educador expandir o seu conhecimento e se acercar da realidade do aluno, tornando possível detectar os conhecimentos prévios e saberes posteriores. Assim, sendo capaz de elaborar estratégias para a construção de novos saberes.
É importante frisar que uma aprendizagem não exclui a outra. Há saberes, por exemplo, que precisam estar relacionados diretamente com a memorização, tais como os conceitos e fórmulas. Apesar disso, esta deve ser considerada a primeira etapa, necessitando ao professor utilizar estratégias que possibilitam a significação dessa memorização.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O artigo desenvolvido sobre a importância da aprendizagem significativa na construção do conhecimento teve como objetivo revelar como tal aprendizagem se torna eficaz no decorrer da vida escolar do aluno. Após as pesquisas sobre o assunto,
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observa-se a grande valia que a aprendizagem significativa exerce neste processo para os discentes. Durante o processo de assimilação dos conhecimentos, o docente precisa planejar suas aulas atentando-se a significação que seus conteúdos trazem, bem como sua relação com a realidade dos alunos.
Durante os estudos para a produção deste resumo expandido depara-se de como a significação dos conteúdos facilitam a compreensão e a absorção dos mesmos aos discentes. Por conseguinte, foi relatada a diferença entre aprendizagem significativa e mecânica, essa tão presente nas salas de aulas. Tais aprendizagens se completam, porém, quando usadas de forma correta em conteúdos que permitam a memorização e a significação no processo de ensino.
Estudos sobre a significação da aprendizagem, ampliam o olhar dos (as) graduandos (as) em Pedagogia. Ao pesquisar autores e artigos, nota-se a necessidade a todo o momento de promover a significação em todas as etapas da educação básica. Deste modo, a construção do conhecimento torna-se mais prazerosa, prática e correlacionada com a realidade dos (das) discentes.
REFERÊNCIAS
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Lisboa: Plátano, 2003
COLL, César. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre:
Artes Médicas, 1995, 3v.
FERNANDES, Elisângela. David Ausubel e a aprendizagem significativa. [Internet].
Nova Escola. Disponível em:<https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e- a-aprendizagem-significativa>. Acesso em:12 de maio de 2018.
GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002. 176 p.
MOREIRA, M. A. Afinal, o que é aprendizagem significativa? Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências Naturais, Instituto de Física, Universidade Federal do Mato Grosso, Cuiabá, MT. Qurriculum, La Laguna, Espanha,
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Skinner, B. F. Whatever happened to psychology as the science of behavior?
American Psychologist, v. 42. 198. 780-786 p. 1987
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TÉCNICA DO INSETO ESTÉRIL (TIE) COMO MÉTODO PARA O CONTROLE DA BROCA-DO-CAFÉ (Hypothenemus Hampei)
ANTONIAZZI, Anna Luisa Araújo1 SILVA-FILHO, Gilson Silva2
INTRODUÇÃO
O Brasil é referência mundial na produção de café, é o país que mais produz o grão no mundo (OLIVEIRA, 2012). De acordo com dados do IBGE, o Brasil produziu mais de 3 milhões de toneladas de café em 2016. Porém, apesar da alta produtividade, a broca-do-café, Hypothenemus hampei (FERRARI, 1867), ainda é uma das pragas que mais preocupa os produtores e acomete grande parte da produção cafeeira (MIRANDA et al., 2003). A broca causa tanto danos quantitativos, pois ocasiona maior queda dos frutos do pé e redução do peso dos grãos; quanto qualitativos alterando o padrão de aparência do grão e de sabor da bebida (REIS, 2014). Os ovos da fêmea são depositados sobre o fruto, que ao eclodirem penetram e colonizam o interior da fruta. Porém, na maioria dos casos só infestam e se reproduzem em uma semente, a outra fica disponível como reserva alimentar para os hospedeiros (SILVA et al., 2014).
O controle efetivo da praga era obtido através do agrotóxico endosulfan, proibido em uma decisão tomada em comum acordo pela Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura em julho de 2013, devido aos danos causados ao meio ambiente e intoxicação de pessoas que manuseavam o produto. Com a proibição, os produtores tiveram grandes perdas, pois outros aditivos químicos não apresentavam o mesmo resultado que o endosulfan, que variava de 70 a 100% de eficiência (REIS, 2014).
Sem o controle da praga a lavoura pode ser totalmente comprometida (ABIC, 2018).
Após a proibição do uso do inseticida, em 2014, o Estado de Minas Gerais decretou estado de emergência devido à infestação descontrolada do inseto nas propriedades de café e a grande perca dos cultivares (BRASIL, 2014 apud SILVA, 2014).
Uma alternativa utilizada por alguns produtores que promete ser mais eficiente no controle da praga e menos prejudicial ao meio ambiente é o inseticida biológico
1 Graduanda do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário São Camilo-ES - [email protected]
2 Professor Orientador: Doutor. Professor do Centro Universitário São Camilo–ES–
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conhecido como Boveril, em que conídios do fungo Beauveria bessiana são pulverizados sobre as plantas, e ao germinarem sobre a superfície do inseto-alvo, penetram em seu tegumento proporcionando a colonização do fungo e liberação de toxinas dentro do organismo do besouro, o que reduz sua atividade metabólica até ocasionar a morte (ABIC, 2018). Outra alternativa para o controle do inseto é a captura mecânica através de armadilhas, pois as fêmeas possuem capacidade de voar e tem atração por compostos a base de álcool, porém, essa estratégia não se mostrou eficaz para o controle efetivo (SILVA, 2014).
Novas técnicas estão sendo criadas e avaliadas como alternativa para uma maior eficiência no controle do inseto sem gerar impactos ambientais ou contaminação humana. Partindo dessa expectativa, o estudo sobre a técnica do inseto estéril torna- se viável, visto que apresenta uma alternativa ecologicamente correta para o controle da broca-do-café através da técnica de esterilização de machos ou fêmeas. Trata-se de um método que já é utilizado para o controle de outros insetos e tem apresentado resultados positivos (SILVA, 2014). Assim esse trabalho teve como objetivo evidenciar as características do método, bem como possibilidades de sua utilização para o controle da broca do café H. hampei
METODOLOGIA
O estudo foi realizado com dados obtidos em artigos científicos no site do Scielo e publicações online de institutos de pesquisa vinculados à produção de café no Brasil.
Acessados entre os dias 23 de abril e 03 de maio de 2018. Os descritores utilizados foram esterilização de insetos, broca do café e esterilização, apenas em português.
RESULTADO E DISCUSSÃO
A broca-do-café, H. hampei, é a principal praga que acomete as lavouras de café no mundo inteiro. Trata-se de um inseto da Ordem: Coleoptera e Família:
Scolytidae que foi identificado e catalogado em 1867, pelo entomologista austríaco Ferrari. Há registros dos primeiros ataques da praga às lavouras do gênero Coffea desde 1901, sendo que entre o período de 1913 a 1921 houve uma infestação
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descontrolada que destruiu praticamente toda a produção de café da África Equatorial.
No Brasil, há relatos de que a broca-do-café chegou em São Paulo no ano de 1913 junto com sementes importadas da África e de Java; e no ano de 1924 foram identificados grandes prejuízos ocasionados pela praga nas lavoras brasileiras (SOUZA & REIS, 1997 apud LAURENTINO, 2004).
Uma característica comum dos insetos é que o ciclo de vida desses animais é muito curto e a procriação resulta em um número muito alto de descendentes. Tais fatores determinam uma variabilidade genética extensa, o que prejudica a eficiência dos inseticidas utilizados (HEMINGWAY; RANSON, 2000 apud SPENCER; ARAÚJO, 2017).
Não há registros de que a Técnica do Inseto Estéril - TIE tenha sido utilizada como forma de controle para a broca-do-café. Porém, trata-se de uma biotecnologia que já é utilizada e mostrou-se eficaz para outros insetos. Desde 1912 radiações ionizantes são utilizadas por entomologistas (SPENCER; ARAÚJO, 2017). Knipling (1955) criou a Técnica do Inseto Estéril – TIE e obteve resultados positivos no controle da reprodução da mosca-da-bicheira ou mosca varejeira, Cochliomyia hominivorax. No Brasil a Técnica do Inseto Estéril – TIE associada ao controle biológico tem apresentado resultados eficazes no combate de algumas espécies das moscas-das- frutas (Diptera: Tephritidae) (PARANHOS, 2005).
Na Técnica do Inseto Estéril – TIE os insetos são expostos à radiação ionizante, geralmente a raios gama, o que ocasiona: “infecundidade nas fêmeas, aspermia ou inativação nos machos, incapacidade de acasalar, mutação letal dominante nas células reprodutivas dos machos ou das fêmeas” (GALLO et al., 2002 apud SPENCER; ARAÚJO, 2017). Usualmente os melhores estágios para irradiação são o de pupa e adulto, nos quais há uma maior diferença sensorial entre os tecidos somáticos e gaméticos (SGRILLO et al., 1974 apud SPENCER, ARAÚJO; 2017). A broca do café apresente os estágio de pupa, pois seu desenvolvimento é holometábolo, o que implicaria na eficiência do método de esterilização dos insetos.
Para a utilização da TIE, o inseto deve apresentar reprodução sexual e facilidade de criação massal em dieta artificial. Desta forma, a TIE consiste na criação massal do inseto praga que se deseja controlar, na sua esterilização com radiação gama e na liberação semanal de uma população no mínimo nove vezes maior do que a selvagem no campo.
Este macho estéril copula com a fêmea selvagem (da mesma espécie
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presente no campo) e, por ser estéril, não gera descendente (PARANHOS, 2005).
Machos e fêmeas estéreis são liberados em um determinado ecossistema para reproduzirem com os insetos selvagens. Após sucessivas solturas e acasalamentos, haverá uma significativa redução do nascimento de descendentes até a provável extinção (SPENCER; ARAÚJO, 2017).
CONSIDERAÇÕES FINAIS
As características de desenvolvimento da Broca do café viabilizam a técnica do inseto estéril nesse indivíduo, o que favoreceria o controle do ataque dessa praga às lavouras de café.
Portanto, a Técnica do Inseto Estéril – TIE foi apresentada como uma proposta inicial de um trabalho que está sendo desenvolvido como parte da formação em ciências biológicas. Estudo mais aprofundado sobre a TIE será realizado e mais possibilidades, bem como os efeitos no inseto e suas possíveis complicações serão também apresentadas.
REFERÊNCIAS
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Publicado em 01 de Março de 2018. Disponível em: <http://abic.com.br/controle- biologico-da-broca-do-cafe-obtem-sucesso-em-lacuna-deixada-por-agrotóxico-
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<https://www.agencia.cnptia.embrapa.br/recursos/OPB63ID-egwWrmJdPY.pdf>.
Acesso em: 26 de abr de 2018
REIS, Paulo Rebelles. Monitormento e Manejo da Broca-do-Café. Revista Cultivar
Grandes Culturas, Ano XV, n⁰ 178. Disponível em:
<http://www.grupocultivar.com.br/acervo/367>. Acesso em: 23 de abr de 2018
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E INTRODUÇÃO A BIOTECNOLOGIA POR MEIO DA COMPOSTAGEM E HORTA VERTICAL NO ENSINO
FUNDAMENTAL
LIMA, Gabriela Viana1 SUTIL, Fillipe Steiner2
FILHO, Gilson Silva3 MOREIRA, Hássima Ligia Roza4
INTRODUÇÃO
No Brasil, segundo dados do IBGE, são produzidas diariamente cerca de 250 mil toneladas de lixo, que são descartados em aterros sanitários (53%), aterros controlados (23%) e lixões (20%), apenas 4% é reciclado. Da produção total de resíduos no Brasil, 52% tem origem orgânica. A crescente produção de resíduos sólidos urbanos e a escassez de áreas para uma disposição final adequada faz com que a compostagem se torne uma técnica de tratamento importante na tentativa de diminuir o volume ocupado por esses resíduos gerados todos os dias, em todos os lugares do planeta (SANTOS; FLORES, 2012).
O resíduo orgânico é tudo que se origina de um ser vivo. O descarte incorreto desses resíduos pode trazer sérias consequências indesejáveis aos seres humanos, pois este é considerado poluente, e quando acumulado, pode tornar-se altamente não atrativo e mal-cheiroso, normalmente devido à decomposição destes produtos. Com o acumulo desses resíduos cria-se um ambiente propício ao desenvolvimento de microorganismos que muitas vezes podem ser agentes que podem causar doenças (NETO et al., 2007).
Outro problema causado pelo lixo orgânico é a produção do chorume, um líquido escuro gerado pela degradação dos resíduos, que pode originar várias doenças através da contaminação da água (lençol freático, rios, lagos, etc) e do solo (SERAFIM
1 Graduanda do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected].
2 Graduando do Curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected].
3 Professor orientador. Doutor em Ecologia e Recursos Naturais/UENF. Centro Universitário São Camilo-ES – [email protected].
4 Professor colaborador. Graduação em Licenciatura em Ciências. EEEFM “ Professora Filomena Quitiba – [email protected].
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et al., 2003). Uma boa utilidade do lixo orgânico é a produção de adubo orgânico, muito usado na agricultura, através do processo de compostagem.
A compostagem é uma técnica idealizada para obter, no mais curto espaço de tempo, a estabilização ou humificação da matéria orgânica que na natureza se dá em tempo indeterminado (EMBRAPA, 2009). Quando feita em domicilio se torna uma solução eficaz para reciclagem de lixo orgânico. Esta é uma prática de múltiplos benefícios, primeiro, pelo impacto positivo ao meio ambiente, ao reduzir em até 75% o volume de resíduos orgânicos depositado nos aterros sanitários. Segundo, porque possibilita a fabricação de fertilizantes nutritivos para uso em hortas, vasos e jardins sem nenhum custo (WANGEN; FREITAS, 2010). Além do incentivo ao cultivo de hortas domiciliares, que ofereces muitas vantagens como redução do custo com alimentos consumidos; Melhora a qualidade dos alimentos e nutrição das famílias;
Promove uma maior diversidade dos alimentos e, consequentemente, das refeições;
Alternativa de entretenimento tanto para adultos quanto crianças (USP, 2012)
Os produtos da compostagem são largamente utilizados em jardins, hortas, substratos para plantas e na adubação de solo para produção agrícola em geral, como adubo orgânico devolvendo à terra os nutrientes de que necessita, aumentando sua capacidade de retenção de água, permitindo o controle de erosão e evitando o uso de fertilizantes sintéticos (EMBRAPA, 2009).
O objetivo é trabalhar a compostagem e a horta vertical como ferramentas de sensibilização da importância de manejo dos resíduos sólidos orgânicos, muitas vezes executados de forma incorreta nas escolas.
METODOLOGIA
O trabalho foi realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio
“Professora Filomena Quitiba” com alunos do 8º do Ensino Fundamental. As atividades foram fracionadas em teorias e práticas.
Na proposta de ensino, denominada “Conhecendo a Biotecnologia”, foram trabalhados de forma geral e sucinta os seguintes temas: Biotecnologia, células tronco, vacinas e anticorpos, fecundação in vitro, desenvolvimento embrionário, doação de
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órgãos, alimentos transgênicos, ética na Ciência e compostagem, sendo este último o foco deste trabalho. As atividades teóricas foram realizadas em 1 aula, onde se abordou o tema supra descrito. Ao final da aula foi proposto que a turma se dividisse em grupos, e realizasse as seguintes atividades:
Pesquisa de campo: Os alunos farão um senso da quantidade de resíduos sólidos orgânicos produzidos na escola e comércio local.
Composteira: A composteira (minhocário) foi montada no pátio menos movimentado da escola e próximo a cozinha, esta foi estruturada através de baldes plásticos de 25L. Utilizou-se minhocas californianas (Eisenia fétida) e, pó de serra como substrato.
Horta Vertical: A horta vertical foi montada no muro da escola, sendo utilizados 2 pallets e 14 garrafas pets. O húmus proveniente da compostagem foi usado para adubar a horta de cebolinha, salsa, coentro e alface.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O tema selecionado foi apresentado aos alunos do 8º ano, junto com o professor de Ciências, para que os mesmos fizessem uma reflexão e se organizassem para as atividades propostas, com o intuito de apresentar para a Escola e toda comunidade na semana da Feira de Ciências, que ocorrerá em Agosto. Durante a aula teórica os alunos se mostraram envolvidos e bastante curiosos a respeito do que era explanado.
A construção do minhocário com recipientes foi realizado de forma didática, com a participação efetiva dos alunos, que se responsabilizaram pela maior parte do material utilizado. Para a compostagem utilizou-se os resíduos sólidos orgânicos da escola, que após passarem pelo minhocário obteve-se o húmus, destinado as hortas verticais.
As hortas verticais foram feitas pelos alunos com pallets e garrafas pets, estes diariamente faziam todo manejo da mesma.
A pesquisa de campo ainda está em andamento, e espera-se com esta o levantamento de dados a respeito da produção de resíduos orgânicos, afim de
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incentivar os alunos a criar propostas para a redução na produção desses impactos, na comunidade e nos domicílios.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O trabalho realizado reafirmou que a compostagem junto com a horta vertical é uma forma de viabilizar o aproveitamento de resíduos nas residências e na escola, reduzindo-os para que não sejam destinados a aterros sanitários e lixões. Além de propor uma alternativa para melhorar a alimentação e reduzir custos com alguns alimentos que podem ser produzidos na horta doméstica, que feita de maneira vertical ocupa pouco espaço.
A experiência realizada no ambiente escolar provou mais uma vez que a escola é o lugar mais apropriado para promover a sensibilização ambiental e propagar as informações na comunidade. É preciso que a sociedade seja levada a repensar suas atitudes no sentido da ação. Afinal, a sustentabilidade somente se dará quando as atitudes de mudanças e melhorias sociais partam da ação individual, ou seja, do micro para o macro.
REFERÊNCIAS
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