17 ~ Lume" }uris Editora
www.lu l1wnjlll is.(;017!. iJl
Editor
J"JO ~.I.:IZ rll Si!~i1 Alol"I".-,
João Pedro Accioly
Conselho Editorial
i\tl:-Jl h.'fl'Jndes (,OlTlf"; Ginc:. Vid31 ".1.~I':: j;: POI1)pel. Ir'i.!: 301,in~1
A(111311') 1"latl, t;tselP r~'!!I,~tl!il(J ;J~i..; C:!!"lt ::i ll.,Ult!!í~l~j:_
i,'("lillllre Hem,ll ~1!1'-' (' ('c,:' (i~Sl;lVl) Nor"IIII:1 "Jt A',IJ!a \:, i. j':ilI _!',I' !..;DU'iJlii e,;lLcT:H"11 .\n" J.\!ice rN C~li, r.IIS:I]~ (l C;~nectJc11 ~.'l linflrf'~(\ ..1rt:~C':':l ~)o-:.:.-S i; ':' !,-'eJ'tlnll.
i,iJi8Apr:12 I SI)!1 Ahlru ~)ü(ucs CúSi0 f/iadt!lra je'J:1 Jeal ,;:lIIOS l-aiÍ0s ff'll'lilljr-S
D':,"
r,; ,.lltclr.l iJ.1!C!I) r'j ..8i~)c ,::.'Il;,.!:.: 10 ~~il1it·~ Ur.ilÔ"',Arbitragem
deatl fI. ~;lluza COSi;! JélerSúll /111101110 t'flnandl;, li,]cUI1I Marc-) i\Y":il(, U:';',il' :1 i·; Í\;e1o diellW Queir
az
C!tulrl .Ierson CaiIltlro GOllcdives JUllfor ~1);1I(U:~ r·,tl"r;;Vli!~ hOIJl\ü,1 L'~lIlIêl' UilU11cÍly f.'enez"~: f·.'í('I~íIJ Joao Millcelo de 11m;! H~s"flil M.ln.1 :CI",,:c 01111l'e, r·.1hjJl iSOlefjJ AlaUI(1 ellZO i!ello rampa:; .loao HIf.ülOnIO f.Jose tllllllO 1endf.:; '.1edaU3, 02 '!\;me,;l.' .Ir Otc:; rr: [1. Rit.)i :)!. J,:,I;, L(Jd~ Calntl'lJ (Ie HI!kilJ UO'JI"
em Conflitos com
fillv ~:iI<clrnento Fii110 JOGe Rlcado Ferre"" , '1!'" ~ J\lL Hí1·I~~.II; K!I:I td Jr Havlo Ilhmell Jose Hubens I;~[;I "lo) Lvk ::,,,. 'l:L) ;''. '''~!I ~ ji'-.':tr?'
Fredtnco Antonio Lima (Ie Oliveira Joslane Rose Pe1Jy VeIPn~,~ S'lf.;rie " IVJr(': LIf'lJ lfIW
r
reJerle., "fie;; G'et;h Leonardo [j·Alnm" SnUlJ i' s;\'~ "2 (';;nr Vaa~' t,lnl;ia rlrl t :\(m,~r'n:~' ":'iiir:' ~. ~~~ FI élelo LUClo Antonio Cllill';r;n ,U ". }t:.tnC1iJf, 1 ' to:: " jHJl(. ~{ ;',iIJ)"I!' bé'rre:~Jl te~
a Administra çao
Conselheiro s Ben emeritos
Pública i ~
I~y~"
['.r,·.. , ,,' ;
i.l11(,
I
I l
I !
f Ih;;l,
I t
de ;;ID de J3ói " lr, .~
c
\. I"? :'!' ~Hu) Ul_:~.:1~1 rjf ~ail::i -n f1, :', ::1, .( "
CEr 22:fIS-~ '5 S( ;"":1 • !l I .... (Fi ' :r
I I
;ie,ll.;r, Crf), bl1d'>I' 01 fit., !C'
]·)t,(I,1 \21 ,~,
SI:) f\lUio IDISlllilllltJ .. :) :),)1i;a t:.,:,,":";r:1 l i .'L'tiVe.
EDITORA LUMEN JURIS
r~I!(t ~OL!SJ lima r.;... !~: :':!1J0 ;.. :r~p~~, U~d,jli1
~_t I' Ú1153·I'íD ..::;~rUI~_ i,'.l'ji.r:1t !'J!! ')"1 f"
RIO DE JANEIRO
t:. t! 1! c~ Funda -S10 Pa~I.l.. -s? I~"'llr' 'jj ,
:1;1~;a~ 11) 5~1/)f.-('2·:/l "7 t' ; I i" ':';l,' _:~ 5'~
2019
7
r
Mais do que lacunas, esses pontos nebulosos acabam por gerar embaraços práticos a algumas arbitragens, prejudicando, ainda que não de forma absoluta, a sua escolha como método de resolução de controvérsias com entidades estatais.
Este bem alicerçado livro apresenta contribuições notáveis para a supera
ção de algumas dessas questões.
Após examinar os critérios já propostos pela literatura, o autor, partindo do critério da contratualidade, apresenta original proposta para a sua operacionali
zação: propõe que questões prévias que não sejam arbitráveis (exemplo: a validade de um ato de polícia) possam ser conhecidas e di scutidas, em sede arbitral, caso as pretensões requeridas em si o sejam (ex.: a discussão sobre o mero valor pecuniário da indenização devida em razão do exercício abusivo do referido poder de polícia).
No Capítulo V, de grande importância prática, por operacionalizar os cri
térios propostos, o autor expõe incidências concretas sobre relevantes institutos do Direito Administrativo, a exemplo do equiíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos. Nos dois últimos capítulos, o autor estuda o sistema de cumprimento de sentenças arbitrais desfavoráveis à Administração Pública e analisa as ferramentas de arbitramento e as arbitragens intra-administrativas - aquelas que opõem entidades administrativas nos dois polos da contenda.
Como se percebe, a obra que ora tenho o orgulho de prefaciar e que em sua origem orientei se reveste ao mesmo tempo de profundidade teórica e ele
vado senso prático, e as soluções propostas, ao fim de cada capítulo, revelam-se criativas e muito bem embasadas. Dependendo das reações dos tribunais, da academia e dos arbitrabilistas, algumas delas possuem o potencial de resolver antigos embaraços da matéria.
O livro de João Pedro Accioly já nasce, assim, como literatura indispensável acerca de seu objeto de estudo: Arbitragem em Conflitos com a Administração Pública.
À leitura e à afirmação de um Instituto que ainda tanto precisa ser construído para o avanço do Direito Administrativo e do Direito Processual entre nós.
Rio de Janeiro, 31 de janeiro de 2019.
Alexandre Santos de Aragão Professor Titular de Direito Administrativo da UERJ Doutor em Direito do Estado jJela USP e Mestre em Direito Público pela UERJ
Sumário
Nota Introdutória
Capítulo I - Delimitações Conceituais e Definições Preliminares
1.1. Arbitragem: conceito operativo e princípios informadores ..: ... 7
1.2. Arbitragem no contexto da Administração Pública: principais riscos ... 9
1.3. Contratos administrativos e compromisso arbitraL ... 12
IA. Quando convém à Administração Pública se submeter à arbitragem? Alguns parâmetros 15 1.5. Diferenciações importantes: arbitragens interna s; arbitragens internacionais; sentenças arbitrais estrangeiras; sentenças arbitrais nacionais; arbitragens de direito internacional público e arbitragens de direito internacional privado 18 Capítulo II Panorama Global da Participação da Administração Pública em Arbitragens ... 23
lU. A importância geral e especial da perspectiva comparada para a compreensão do fenômeno arbitral.. ... ... ... 23
11.2. Critérios para a escolha dos países analisados ... ... ... 28
11.3. Panorama internacional. ... ... .. .... ... . ... 30
lIA. Conclusões parciais .... ... ... . . ... 48
Capítulo III - A Arbitrabilidade Subjetiva na Administração Pública ... 49
III.l. Conceito e critério geral ... ... .... ... .... .... ... .. ... 49
1I1.2 . Administração e Arbitrabilidade Subjetiva ... . III.3. Competência para a celebração de convenções de arbitragem ... 52
IlIA. Peculiaridades do regime jurídico arbitral das empresas estatais ... 55
50
l i
Capítulo VI - Arbitrabilidade Objetiva: Mecanismos Densificação Prévia e Parâmetros de Sindicabilidade :
VI.l. O papel das leis setoriais, decretos regulamen compromissórias na definição dCl arbitrabili Li a VI.2. O Princípio da Kompetenz-Kompetenz
e a sua aplicabilidade às arbitragens ... . VI.3. Outros parâmetros para a sindicabilidad e
judicial da arbitrabilidade objetiva de
conflitos com a Administração Pública ... . Capítulo VII - O Cumprimento de Sentenças
Arbitrais Desfavoráveis à Administração ... . VIU. Cumprimento espontâneo de sentenças
arbitrais desfavoráveis à Fazenda Pública ...
VII.2 . Aplicabilidade do regime de precatórios e
[lllVIL3. A execução, no Brasil, de sentenças arbirr:1is estrangeiras gravosas à Administração pátri:1 . VIlA. A execução no exterior de se ntenç as arhitr:li
desfavorávei s a entid ades administ rat ivas hr:ls VIL5. Conclusões parciais .... ... ... ... .. . Capítulo VIII - Conflitos e Arbitrage ns Intra-Admil1i
VII!.l. Administração Pública multidimen sional e pluralidade de interesses públic os ... ..
VIII.2. O de safio da coordenação intra- '1 dmil1i .';[r<l1 I VIIlJ. A solução de conflitos intr a-adminisrr,lti vos
JVIII.3.1. A solução de litígios intra-administrativu s
)'l)1 1 VIII.4. Conclusões parciais ... ... .. .... .... .... ... . Conclusões Gerais ... ... .... ... .. ... ..
Referências Bibliográficas ... .. .... .. ... .... .
T
Capítulo IV - A Arbitrabilidade Objetiva
dos Conflitos com a Administração Pública 59
IY.l. Colocação do problema ... 59
"