Apresentação
DIREITO CONSTITUCIONAL
As Funções Essenciais à Justiça
Prof. Luciano Franco
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Veja o exemplo abaixo:
APRESENTAÇÃO
Buenas meu povo!!
Nesta aula iremos iniciar as funções essenciais à Justiça, as quais são o Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia Pública e Advocacia privada.
Compreenderemos a função de cada para não confundir com os três poderes. É comum confundir, pois o Ministério Público é oriundo do Poder Executivo assim como a Polícia Federal é um órgão dentro do Poder Executivo federal. Atualmente temos a independência do Ministério Público e a partir de 2012 há uma independência da Defensoria Pública, há outro órgão vinculado aos devidos poderes executivos municipais, estaduais e federais. Na advocacia pública é onde temos as procuradorias e por fim, mas não menos importante a função da advocacia privada. Essas quatro funções são conhecidas e foram alocadas conjuntamente na constituição de 88 e possem tão grande importância que estão logo após o Poder Judiciário na sequência
As quatro funções essenciais à Justiça da Constituição, isto mostra o quão importante é o estudo das quatro funções tidas como essenciais à Justiça.
Para quem não me conhece, sou o professor LUCIANO FRANCO, natural de Santo Ângelo – RS.
Graduado em Direito - Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo – IESA/RS e pós-Graduado em Direito Público – Faculdade Anhanguera - SP.
Atuo como professor de Direito Constitucional, Administrativo e Eleitoral do Focus Concursos e Advogado na Ferreira Filho & Advogados e palestrante em cursos para servidores e empresários.
Como servidor, tive o prazer de ser aprovado e nomeado para Técnico Previdenciário do INSS 2003/2004, Sargento do Exército Brasileiro de 2005/2009 e Agente Penitenciário Federal- DEPEN em 2010/2014.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação ... 2
As quatro funções essenciais à Justiça ... 3
A diferenciação das funções: ... 3
O Ministério Publico ... 3
O Defensor Público ... 4
A Advocacia Pública... 4
Questões importantes para a prova ... 5
AS QUATRO FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA A diferenciação das funções:
O Ministério Publico
É importante conhecer quais são as quatro funções essenciais sendo o Ministério Público, Defensoria Pública, Advocacia Pública e a Advocacia Privada, possuímos dois grandes auxiliares ao exercício da Justiça. Há a composição do Ministério Público e temos a advocacia que basicamente foi dividida em três, pois há três grandes clientes
distintos em cada uma das esferas. O Ministério Público cuidará da sociedade como um todo, ele exerce uma função de cuidador da lei e cuidador dos direitos difusos, os quais são os direitos que não são de ninguém e ao mesmo tempo são de todos. O Ministério Público é o fiscalizador das polícias é aquele que vai buscar se informar, buscar, acusar e então passar a sociedade. É um órgão independente o qual vai exercer as suas funções, baseado em três grandes princípios como a Defensoria Pública, os quais são a unidade, indivisibilidade e independência funcional.
O Defensor Público
O defensor público é uma advocacia social, o estudo do artigo quinto da Constituição Federal dentre ele temos o Estado que irá prover o acesso à Justiça, fornecendo para os indivíduos que não possuem renda vasta, necessitados de uma orientação jurídica ou administrativa. Este é um advogado público pago pelos cofres públicos para defender, não importando qual o tipo de ação, outras duas vertentes são a Advocacia Pública e a Advocacia Privada.
A Advocacia Pública
A distinção destas três vertentes está na clientela, o cliente da Defensoria Pública (Advocacia Social) são os indivíduos de baixa renda, hipossuficientes a Advocacia Privada possui clientes de classe alta e o cliente da Advocacia pública é o Estado. É importante saber a diferença entre o Defensor Público e a Advocacia Pública, a diferença é que um será defensor público e o outro poderá ser chamado de advogado da União, na Advocacia Pública existem várias procuradorias como, AGU, PGE (Procuradoria Geral do Estado) e a PGM (Procuradoria Geral do Município). É obrigatório ter dentro do município ou de órgãos e entidades federais, alguém que defenda os interesses do Estado, prefeitura e os interesses da União.
O indivíduo que fez concurso para a advocacia pública, pode atuar na área da Procuradoria Geral do Município, Procurador Municipal, Procurador Geral do Estado, Procurador do Estado para defender as autarquias, os órgãos e as fundações públicas do Estado, Município e da União. O advogado público será pago pelos cofres públicos, para defender a União, o Estado e os interesses do Município. A fonte orçamentária entre a Defensoria Pública e a Advocacia Pública é a mesma, ambos são pagos
As quatro funções essenciais à Justiça pelos cofres do Estado, mas o que diferencia é o cliente. Nenhuma das quatro funções pode ser equiparada ou colocada dentro de um dos três poderes, pois essas funções não estão ligadas diretamente a nenhum dos poderes, não podendo haver um conflito entre elas.
São estas divisões antigas, há também uma divisão interna no Ministério Público entre MPU e MPE, ou seja, há o Ministério Público nos Estados e o Ministério Público da União que irá se subdividir em outros quatro.
Cara(o) aluna(o) uma das principais questões que provavelmente você irá se deparar é a subdivisão do MPU.
A questão das funções essenciais da Justiça funciona da seguinte maneira, existem três poderes sendo o Poder Executivo, Legislativo e judiciário, cada um com a sua função típica. Poder Executivo=administrar, legislativo=criar leis e fiscalizar e o Judiciário=julgar.
Questões importantes para a prova
Caso apareçam questões que afirmem que o Ministério Público e a Defensoria Pública estão ligadas a alguns dos Poderes, que o Ministério Público está subordinado ao Poder Judiciário ou subordinada ao Poder Legislativo é uma afirmativa errônea.
Dentre as quatro funções essenciais, considerando o fato que temos uma independência funcional, orçamentária e administrativa no Ministério Público e Defensoria Pública, onde um acusa e o outro defende. Há uma parcial independência da advocacia pública e uma total independência da advocacia privada, ocorre a independência do Ministério Publico e a Defensoria Pública, pois o Ministério Público desde a promulgação da Constituição de 88 separou-se do Poder Executivo. Até 88 o Ministério Público era um dos órgãos do Poder Executivo, atualmente ele possui
mais independência funcional para investigar as ações do Executivo, seja Municipal, estadual ou Federal. O Ministério Público possui a autonomia administrativa, funcional e financeira, não só o Ministério Público, mas a partir de 2012 houve a Defensoria Pública tendo a devida autonomia, já a advocacia pública vai estar vinculada há um poder executivo.
Cara(o) aluna(o) se afirmarem que as quatro funções essenciais à Justiça estão totalmente dissociadas de quaisquer dos poderes, é uma afirmativa errônea, pois até possui a autonomia ante o Ministério Público e a Defensoria Pública, há uma certa vinculação com a advocacia pública. Pense na PGE e PGM como um grande escritório de advocacia da União, comandada por um advogado chefe, o qual defende o Estado e os interesses do município. Eles precisam do orçamento que vem direto do poder Executivo, pois trabalham para a advocacia pública é uma vinculação orçamentária.
Dentro dos órgãos e entidades, sempre terá uma orientação jurídica, e essa orientação jurídica não virá do advogado privado, defensor público ou um promotor, quem está ali para orientar e prever o erro é o advogado público da AGU, PGE e PGM e estão vinculados ao Poder Executivo. Se pode afirmar que das quatro funções essenciais à Justiça, existe uma que possui sim um certo vínculo, não afirmaremos subordinação, pois se for olhar pelo prisma do direito administrativo ela possui subordinação, pois é um órgão vinculado a uma pessoa jurídica. Entretanto possui uma grande autonomia funcional, pois detêm a técnica jurídica e orientará.
As quatro funções essenciais à Justiça
Se a pergunta não recair em cima dessa procuradoria, advocacia pública em que ambas possuem uma vinculação financeira, administrativa ante o Poder Executivo, afirmando que o Ministério Público e a Defensoria Pública possuem vínculo com o Poder executivo é uma afirmação errada.
Ambas não possuem vinculação com nenhum órgão e nenhum poder
A Defensoria Pública dos Estados e depois a Defensoria Pública da União, obtiveram liberdade para ditar o próprio orçamento. Entretanto o salário de um Promotor e um Defensor Público possuía grande diferenciação, a partir de 2012 há a tentativa de diminuir esse espaço de diferenciação entre promotor e defensor público. Em 88 foi dada independência apenas para o Ministério Público, esquecendo a Defensoria criando o artigo quinto no qual afirmava que o Estado deveria oferecer um advogado.
Na atualidade abre-se concurso para defensor público o qual ele possui um salário como ganha um promotor. O número de indivíduos na Defensoria Pública aumentou, porque o salário e a estrutura melhoraram, então a Defensoria pública atualmente possui orçamento próprio, tem autonomia financeira, tem autonomia administrativa e ela mesmo pode abrir concursos.
As quatro funções não estão vinculadas, subordinadas a poder algum, com exceção da advocacia pública que ainda está dentro de um poder executivo. A advocacia pública, como o cliente dela é o Estado ela é vinculada especialmente ao Poder Executivo, mas nenhuma delas possui vínculo ou subordinação ao Poder Judiciário.
Inclusive a atividade final do Poder Judiciário, o juiz só consegue julgar porque alguém leva o caso a ele. É um princípio basilar do Poder Judiciário, a inércia, ele não pode provocar a ação e quem irá provocar, muitas vezes, é o Ministério Público, a Defensoria Pública, Advogados Públicos e Privados. São esses que vão provocar a ação para que o juiz decida com imparcialidade, o Poder Judiciário é inócuo sem a existência das funções essenciais à Justiça.
Aluna(o) é importante ter cuidado, pois nem sempre o procurador será um promotor e nem sempre o procurador será um advogado, deve-se tomar cuidado com
o complemento. São vastos os tipos de procuradores, como procuradores federais que são membros da AGU, procuradores da Fazenda membros da AGU que exercem uma função específica na área fiscal tributária, e entre outros.
Cara(o) aluna(o) espero que você tenha compreendido as funções essenciais à Justiça, de onde ela vem, o Ministério Público e as divisões da advocacia. Na próxima aula iremos iniciar um estudo especificamente do Ministério Público e as três funções da advocacia, desejo a você bons estudos.
Até mais!