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LUIZ FERNANDO ROCHA FERREIRA DA SILVA CURRICULUM VITAE

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Academic year: 2021

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LUIZ FERNANDO ROCHA FERREIRA DA SILVA

CURRICULUM VITAE

2013

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Índice

APRESENTAÇÃO Página

TEMPOS DE FORMAÇÃO 1

GRADUAÇÃO E PÓS-GRADUAÇÃO 2

ESTÁGIOS 4

CURSOS REALIZADOS 6

CONCURSOS 8

ATIVIDADES DE MAGISTÉRIO 10

Cargos de Magistério Superior 11

Magistério de Pós-Graduação 13

CARGOS DE CHEFIA E DIREÇÃO 15

ORIENTAÇÃO DE PESQUISA 17

Iniciação à Pesquisa 19

Estagiários 20

Teses de Mestrado 21

Teses de Doutorado 23

PARTICIPAÇÃO EM BANCAS DE EXAME 25

Seleção de alunos 26

Monografias de bacharelado 29

Teses de Mestrado 31

Qualificação de Doutorado 38

Teses de Doutorado 41

Concurso de Livre Docência 48

Concurso para Professor Pesquisador 50

ORGANIZAÇÃO DE CURSOS E AULAS EXTRACURRICULARES 54

Cursos 55

Aulas extra curriculares 58

HOMENAGENS 61

PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CIENTÍFICAS 65

PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES E CONSELHOS 67

Comissões 68

Conselhos 72

ACADEMIA 75

PRÊMIOS 77

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CONSULTORIAS 79

FALAS E ESCRITOS 81

Teses 82

Palestras e Conferências 84

DISCURSOS 89

PARTICIPAÇÃO EM MESAS REDONDAS E SIMPÓSIOS 91

PARTICIPAÇÃO EM REVISTAS MÉDICAS E CIENTÍFICAS 97

LIVROS 99

CAPÍTULOS DE LIVROS 102

BOLSAS E PROJETOS DE PESQUISA 105

TRABALHOS PUBLICADOS 107

MEDICINA TROPICAL 108

Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia 113

Temas diversos 123

TRABALHOS APRESENTADOS EM CONGRESSOS 126

Parasitologia e Medicina Tropical 127

Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia 131

OUTRAS ATIVIDADES 140

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LUIZ FERNANDO ROCHA FERREIRA DA SILVA

Faço questão de assegurar com toda clareza que absolutamente não tenho a intenção de colocar minha pessoa num lugar de destaque, ao escrever algumas palavras a cerca de mim mesmo e de minhas atividades ...

Thomas Mann: “Doutor Fausto”

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Nasci na cidade do Rio de Janeiro, a 23 de setembro de 1936, filho de Oscar Ferreira da Silva Jr. e Izolette Rocha da Silva. Passei a infância e adolescência em Botafogo, na rua Clarice Índio do Brasil, à qual meus avós só se referiam pelo nome anterior, rua da Piedade. Por isso, às vezes troco os nomes.

Estudos secundários no Colégio Santo Antônio Maria Zaccaria, dos padres Barnabitas.

No ambiente familiar, sofri desde cedo forte influência de meu pai, de meu tio Eduardo Marques Tinoco e Eduardo Marques Cruz. Foram eles, bem como a eclética biblioteca de nossa casa, que me despertaram o gosto da leitura e do trabalho intelectual. Lá estavam, os clássicos da literatura universal , poesia e prosa, história, filosofia, biologia,etc... além dos livros de medicina.

Adolescente ainda, me chegou às mãos os

“Caçadores de micróbios” de Paul de Kruif, que juntamente com as histórias que Dr. Marques me contava, de Oswaldo Cruz e de Manguinhos, definiram a minha vida profissional, antes mesmo de entrar para a Faculdade.

Nessa época, Darwin e Hoeckel eram os meus heróis. “Origem das espécies” e “Enigmas do Universo” meus livros de cabeceira.

Em 1955, aprovado em exame vestibular, iniciei meu curso médico, na então Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil. A nossa querida Faculdade da Praia Vermelha, obra de um grande artista, além de grande médico – Aloísio de Castro.

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Desde o primeiro dia de aula, iniciei minha série de estágios: no Instituto de Biofísica, com Luiz Renato Caldas e Cezar Antonio Elias; na Cadeira de Bioquímica, então sob a orientação do professor Paulo Lacaz; na Cadeira de Parasitologia da Faculdade Fluminense de Medicina, com Gilberto de Freitas; na 3ª Cadeira de Clínica Médica, Serviço do Professor Luiz Feijó, onde, sob a orientação de Helion Póvoa filho, publiquei em 1958 o meu primeiro trabalho científico: “Alterações do perfil eletroforético da Esquistossomose mansoni”, na revista “Vida Médica”.

Em 1958, José Rodrigues da Silva, recém empossado na Cátedra, abria concurso para monitor oficial da Cadeira de Clínica das Doenças Infecciosas e Parasitárias. Fui o primeiro a me inscrever. Estudei com afinco.

Para um estudante, provas difíceis. Clínica e Laboratório, prova escrita, prática e oral. Fui aprovado. Fiquei contente.

Uma amizade profunda se formou então, entre o catedrático, de poucas palavras, e o jovem iniciante.

No discurso de formatura, dos Internos do velho Pavilhão Carlos Chagas, no Hospital São Francisco de Assis, eu disse a ele, em nome de meus colegas: “.... nós também éramos pouco mais que meninos, e o senhor nos recebeu com amizade, e confiou em nós. Nos esforçaremos sempre, por não desmerecê-lo”. Penso nisso até hoje.

Dessa época, o início das atividades didáticas, dos trabalhos publicados como o mestre e os companheiros do serviço, e as

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amizades que continuam até hoje; as seções clínicas das quintas-feiras, após visita à enfermaria e idas a congressos. Trago ainda forte na memória, em 1959, o cinquentenário da descoberta da Doença de Chagas, em Manguinhos.

Estudante ainda, ministrei o curso de Microbiologia e Parasitologia da Escola de Enfermeiras “Luiza de Marillac”, tendo sido eleito paraninfo, pela turma de 1961.

Em 1960, terminado o curso médico, aceitei com orgulho o convite de José Rodrigues da Silva, para continuar no serviço. Fui bolsista do Conselho de Pesquisa da Universidade, Instrutor de Ensino e Assistente.

Em colaboração com Roberto Eduardo Morteo, organizei o laboratório de Parasitologia onde foram desenvolvidos trabalhos, tanto de pesquisa própria, como de apoio a projetos de teses e a pesquisa clínica, e ainda atividades de ensino.

Dois cursos, que realizei nessa época, foram de grande importância em minha formação:

“Curso de Protozoologia” realizado no então centro de Pesquisa de Belo Horizonte, do Instituto Nacional de Endemias Rurais, atualmente Instituto René Rachou e pertencente à Fundação Oswaldo Cruz, sob a orientação do professor W. Lobato Paraense, e o curso “Curso de Entomologia” do Instituto Oswaldo Cruz, com os professores Herman Lent e Hugo Souza Lopes.

Em 1962 apresentei tese de doutorado à Faculdade de Medicina, intitulada “Isosporose Humana experimental”. Fui aprovado com grau 10, e laureado com o prêmio Gunning (para teses de

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Biologia Aplicada) por banca composta pelos professores: José Rodrigues da Silva (orientador), Luiz Feijó, Edgar Magalhães Gomes, Paulo de Goés e Olímpio da Fonseca.

Em 1966, a convite de Edmar Terra Blois, participei do primeiro quadro efetivo da Escola Nacional de Saúde Pública, ocupando então o cargo de Professor Titular de Parasitologia, e deixando a função que exercia na Universidade.

Organizei e fui o primeiro chefe do Departamento de Ciências Biológicas.

Com o estabelecimento da Fundação Oswaldo Cruz e em colaboração com Gilberto de Freitas e Hermann Schtzmayer, demos início a pós-graduação

“sensu stricto” em Manguinhos, com os cursos de Mestrado em Parasitologia e em Virologia, hoje reunidos no curso de Mestrado em Biologia Parasitária.

Uma série de circunstância, independente de meus méritos, me levaram a ocupar diversos cargos na Fundação Oswaldo Cruz. Além da já citada chefia do Departamento de Ciências Biológicas, fui Vice-Diretor e Diretor da Escola Nacional de Saúde Pública.

A convite de José Rodrigues Coura, chefiei o Departamento de Helmintologia do Instituto Oswaldo Cruz. Sinto especial orgulho desse cargo, uma vez que se trata da “Escola de Lauro Travassos”.

Fui Vice-Presidente da fundação Oswaldo Cruz. Nessa época criei juntamente com Sérgio Arouca e Arlindo Fábio Gomes de Sousa, e participei do desenvolvimento de duas novas unidades da Fundação: a “Escola Politécnica

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Joaquim Venâncio” encarregado do preparo de pessoal de nível médio, para Saúde Pública e para Ciência e Tecnologia na área Biomédica. E a

“Casa de Oswaldo Cruz”, que tem por finalidade o desenvolvimento de estudos sobre História da Medicina e da Ciência no Brasil, e a preservação da memória médica.

Fui ainda o idealizador e primeiro coordenador, do Núcleo de Estudos de Saúde de Populações Indígenas.

Uma série de acasos, me levaram à Presidência, numa interinidade, que apesar de difícil, me ensinou muito, e terminou bem.

No meu discurso de Presidente, na comemoração dos 90 anos de Manguinhos, assim me expressei:

“Vim a Manguinhos pela primeira vez, menino ainda, trazido pela mão amiga de Eduardo Marques, meu parente, que aqui escreveu sua tese de doutorado em 1907...

Aqui estudei. Frequentei a biblioteca, desde os tempos em que na inexistência do Xerox, era onde se lia. Aqui ocupei diversos cargos.

Aqui passei longos e felizes anos da minha vida...

...

Trago, portanto a marca dessa casa”.

Fui Professor Titular de Parasitologia da Escola de Ciências Médicas de Volta Redonda de turma e paraninfo.

Como professor de Pós-Graduação, tenho orientado teses de Mestrado e Doutorado bem como participado de bancas de exames das mesmas, em várias Universidades do país. Tenho participado

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ainda de várias bancas de concurso para Professor.

A partir de 1978, comecei a desenvolver meus estudos de Paleoparasitologia. Como quem faz o que gosta, quer ensinar aos outros o que faz, criei uma área de concentração, nos cursos de Mestrado e Doutorado em Saúde Pública intitulada “Estudo das doenças parasitárias em populações especiais”.

Trabalhando na interdisciplinaridade tenho procurado utilizar os métodos da Medicina, da Biologia e da História, na melhor compreensão das doenças do passado.

Em 1988, publiquei com a colaboração de Adauto Araújo e Ulisses Confalonieri

“Paleoparasitologia no Brasil”. Como editor, publiquei, em 1992, “Paleoparasitologia e Paleoepidemiologia: um estudo multidisciplinar”, com a colaboração de Adauto Araújo, Karl Reinhard e Françoise Bouchet publiquei em 2003 no especial das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz sob o título de Paleoparasitology e em 2006 também como editor e com a colaboração de Sheila Ferraz, Adauto Araújo e Karl Reinhard o Supp.

das Memórias do Instituto Oswaldo cruz sob o título de Paleopathology.

Participei da fundação da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, da Sociedade Brasileira de Parasitologia e da Sociedade Brasileira de Paleoparasitologia, tendo ocupado os cargos de Secretário e Vice-Presidente da primeira, e de Presidente das duas outras.

Em 1993 fui eleito Membro-Titular da Academia Brasileira de Medicina Militar, em 2003

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Membro Titular da Academia de Medicina do Rio de Janeiro, em 2005 Membro Honorário da Academia Nacional de Medicina, em 2006 1º Tesoureiro da Academia de Medicina do Rio de Janeiro e em 2009 Membro Correspondente da Academia de Ciências do Pará.

Em 2004 me foi autorgado o título de Pesquisador Emérito pelo Conselho Deliberativo da FIOCRUZ.

Em relação à Revistas Médicas, tenho participado do Conselho de redação de várias delas. Fui redator-secretário de “Vida Médica” e redator chefe da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. Fui ainda editor dos Cadernos de Saúde Pública.

Publiquei 163 trabalhos em revistas científicas, nacionais e estrangeiras e apresentei 107 em Congressos.

Publiquei ainda “Centenário do Instituto Oswaldo Cruz – 1900 – 2000” como organizador juntamente com José Rodrigues Coura e Lobato Paraense. Com Léa Camillo-Coura e Adauto Araújo

“Notas para uma História da Medicina no Brasil”

em edição particular.

Tive a audácia de reunir meus discursos em “Chronicas de Manguinhos”, “Novas Chronicas de Manguinhos” e “Falas e escritos muito diversificados” para distribuição entre os amigos. Mais audácia ainda, foi reunir com a mesma finalidade, os meus versos: “Alguns poemas de Ludovicus Tertius Guanabarinus”, “12 Poemas para Branca Maria e outros poemas”, e como editor juntamente com Pedro Teixeira e Antenor Amancio “Poetas de Manguinhos” I, II e III. Em

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2012 fui vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Ciências Naturais pela organização do livro

“Fundamentos da Paleoparasitologia” que trata de uma síntese do nosso trabalho desde 1979.

Tudo o que fiz na vida, foi por gosto, por paixão. Se fiz bem ou mal, não me compete julgar. Dou apenas o meu testemunho.

O padre Antonio Vieira, em sermão da terceira quarta-feira da Quaresma, na Capela Real, no ano de 1669, assim se expressou: “Quod debuimus facere, fecimus”.

Ou como diria o velho Cancio, gaúcho rude de fronteira, em seu linguajar truncado:

___ “Peleo, porque me gusta pelear”.

Referências

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