• Nenhum resultado encontrado

Rev. adm. empres. vol.27 número4

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2018

Share "Rev. adm. empres. vol.27 número4"

Copied!
1
0
0

Texto

(1)

Resenha bibliográfica

Roman, Daniel D. Managing pro-jects: a system approach. New

York, Elsevíer Science, 1986.

A sociedade Industrial está

atra-vessando uma época de intensas e profundas transfonnações estruturais. Diminuí o número de pessoas empre· gadas em unidades de produção in· dustrial de massa, enquanto cada vez maior número de atividades é repre-sentado por esforços criativos e de Inovação. Em conseqüência, surgem dentro das empresas fonnas organi-zacionais, procurando formar peque· nos grupos de empregados, orienta-dos para atividades de tipo e conteúdo empresariais. Essa tendência repre-senta uma ruptura e inovação com relação

aos

sistemas organizacionais e administrativos convencionais, ba· seados em divisão de trabalhO e

hie-rarquia funcionalmente oríentadas. Nos mercados crescentemente

competitivos e internacionalizados, a organização orientada por objetivos pareoo mais adequada para assegu-rar o desenvolvimento e a sobrevi-vência das empresas. Este novo livro de Daniel D. Roman professor emé· rtto

na

George Washington University nos fornece uma ampla perspectiva sobre a adminístração de projetos em um ambiente onde ·a produção não

é

cíclica

e o

trabalho

é

determinado por

encomendas, o que envolve um es· forço criativo permanente.

Segundo todas as evidências, cresce a importância da administra· ção de projetos

no

seio das

empre-sas.

Contudo, sendo cade projeto

ca-racterizado por sua natureza distinta e não-cíclica, sua administração lrans· cende as atividades rotineiras realiza· das em processos cíclicos conven-cionais. Ao longo de 15 capQulos, am· piamente documentados e ilustrados por material empírico colhido pelo

au-Resenha bibliográfica

tor, ao longo de 30 anos de ensino, pesquisa e consuHoria

à

indústria, são analisadas e debatidas as quatro fa-ses do ciclo do projeto, desde sua concepção até sua conclusão

e

ava-liação final.

Costuma-se reduzir o enfoque das atividades de um prOjeto ao P & D (pesquisa e desenvolvimento). O livro procura - com muito sucesso - am-pliar a análise, englobando atividades

que

vão desde a seleção de projetos e a preparação da proposta, passan-do por técnicas de planejamento e controle e uso do computador na exe-cução, até os problemas de adminis-tração e controle financeiros, de aqui-sição

e

transferência de tecnologia mediante patentes

e

licenças

e,

tast

but not least, os aspectos relaciona-dos com a produtividade, sua mensu-ração

e

a correspondente Importância do fator humano.

Na parte final, são discutidos pro-blemas que surgem na fase conclusi-va do projeto, inclusive sua aconclusi-valiação

e

os procedimentos adequados de auditoria. Cada uma das quatro fases apresenta caracterfslicas operacio-nais distintas, embora possam ser traçadas as linhas de interação e de· pendência mútua, à medida que o projeto evolua da idéia original até sua conclusão.

É fundamental, todavia, para o ra-cíocfnio do autor,

a

distinção entre ati-vidades clclicas

e

não-cíclicas, sendo

a

segunda aquela que melhor

se

ade-qua à formulação e operação de pro-jetos. Pois, nas atividades cíclicas, há

uma seqüência de operações, geral· mente de pouca variação, que podem ser

programadas

do inicio até

o

fim, levando

à

fabricaÇão de produtos

pa-dronizados

de acordo oom um razoá·

vel grau de

previsão da demanda e do cornportaÍ'nento do mercado.

As atividades não-cfclicas são, por definição, não-repetitivas, o

que

toma as tarefas de planejamento, orça-mento,

controle

e previsão dos

resul-tados muito mais oomplexas e delica-das. Da mesma forma, a avaliação do produto e do desempenho do pessoal é mais diflcil em processos

e

am-bientes não-cíclicos que envolvem, geralmente, mudanças tecnológicas, com profundos impactos sobre a or· ganízação da empresa. Por outro la-do, qualquer projeto que insere um elevado grau de incertsza tecnológica

e comercial pode ser considerado um empreendimento de alto risco e, quanto mais tempo durar o mesmo, maior será o risco para o equillbrio

e

a sobrevivência da empresa.

A crescente internacionalização da

economía brasileira, envolvendo um

ndmero cada vez maior de empresas em mercados altamente dinâmicos

e

competitivos, obriga as mesmas a fa-miliarizarem-se, não somente com as novas tecnologias mas, também, com

as

formas organizacionais mais efica-zes para o desenvolvimento de pro-jetos. A criação de entidades como • Anpeí e Abipti, nestes últimos anos, bem como a crescente difusão de co-nhecimentos de gestão tecnológica, madíant&cursos e seminários na USP

e

Coppead, constituem evidências claras da percepção do contexto emergente e de suas demandas.

No processo de formação de re-cursos humanos para dirigir projetos, o livro de D. D. Roman, pela riqueza

e

amplitude de infonnação, constitui, mais do que um mero manual, uma fonte de novos conhecimentos e prá· ticas para serem assimilados crítica-mente pelos administradores

brasilei-ros.

Hennque Rattner Professor titular na Faculdade de Economia e Administração da Universídade de São Paulo (FEAVSP}"

Referências

Documentos relacionados

Assim, te- mas como "implementação de uma nova polrtica de recur- sos humanos"; "cooperativismo"; "administração rural"; "administração pública

Partindo do "pressuposto de que a escravidão - status jurldico consue- tudinário ou institucional -, no con- •texto de diferentes nfveis de desenvol- vimento das

Partindo do "pressuposto de que a escravidão - status jurldico consue- tudinário ou institucional -, no con- •texto de diferentes nfveis de desenvol- vimento das

Robert Rosenberg define franchising como sendo um sistema que visa a distribuiçao seletiva de bens e/ou serviços sob uma determinada marca através de

m s novos sistemas tecnológicos, admi- nistrativos e de produção, além de estarem sendo continuamente avalia- dos e reavaliados, têm colocado para os países

Comum a todos os autores do tipo consul- tor aqui analisados, está a noção de que mui- tas das técnicas de negócios, e certamente as técnicas para melhorar a criatividade (veja,

Voltando à questão da trajetória de apren- dizagem tecnológica que ocorre nas empresas industriais, estudos recentes têm mostrado que a capacitação para inovações incremen- tais

permitiu concluir favoravelmente pela exis- tência de dependência, sendo então possível afirmar que, nas empresas brasileiras, "há de- pendência entre as