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Rev. adm. empres. vol.56 número6

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Academic year: 2018

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ISSN 0034-7590 © RAE | São Paulo | V. 56 | n. 6 | nov-dez 2016

RAE| Revista de Administração de Empresas | FGV/EAESP

EDITORIAL

DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-759020160601

SOBRE PUBLICAR

O

RAEpub, novo manual de publicação da RAE-Revista de Administração de Empresas, traz diretrizes para publi-cação e indica aos autores as principais dimensões que compõem a avaliação dos artigos submetidos à Revista. Vale retomar sinteticamente o processo: o primeiro passo é dado na triagem inicial realizada pelo editor-chefe, que avalia o poten-cial de publicação do texto e o encaminha, se for o caso, para avaliação dos editores científicos, especialistas na área temáti-ca. Como o campo das Ciências Sociais cresceu enormemente nessas últimas décadas, nós nos tornamos, como diz Boaventu-ra de Souza Santos, “ignoBoaventu-rantes especializados”. Por esse mo-tivo, o corpo editorial científico abrange especialistas para essa multiplicidade temática. O segundo passo é dado pelo editor científico, que pode recomendar a rejeição do artigo ou enca-minhá-lo para o processo de blind-review. Essa etapa inclui a avaliação por pareceristas, que sugerem aperfeiçoamento para o artigo, e pode envolver várias rodadas até que ele seja aceito para publicação. O papel dos avaliadores, nesse caso, é suge-rir mudanças que visam, com base na sua experiência e em seu conhecimento, ao aperfeiçoamento do artigo (Rai, 2016), entre-tanto eles não decidem sobre sua aprovação ou rejeição. O edi-tor científico recomenda (ou não) a publicação, e a decisão fi-nal é do editor-chefe. Se aceito, a terceira fase inclui a revisão gramatical.

Esse é o processo, mas qual a importância da avaliação? Afinal, por que é essencial realizá-la? Ao longo dos anos, a co-munidade científica aprimorou a avaliação dos artigos e, conse-quentemente, dos periódicos: bons artigos reforçam a qualida-de dos periódicos, que atraem a submissão qualida-de bons artigos. No Brasil, na área de Administração, Turismo e Contabilidade, esse processo se consolidou a partir de 2002, com as diretrizes para avaliação de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamen-to de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a participação ativa de diversos professores pesquisadores de todo o país. Ainda que muitos questionem esse processo, em essência, a avalia-ção dos periódicos reforça a busca pela qualidade da produavalia-ção científica dos programas de pós-graduação (Trzesniak, 2016).

Embora possamos ser repetitivos, quais as qualidades que são valorizadas em artigos científicos? Basicamente, contri-buições para o campo de pesquisa que preencham lacunas teó-ricas após exaustivas e atualizadas revisões da literatura. São considerados os artigos que apresentem um quadro teórico bem

articulado, procedimentos metodológicos claramente descritos, com conclusões relevantes para teoria e prática. Similaridades, evidentemente, devem ser evitadas. Muitos autores reproduzem conteúdo sem a devida citação, em geral dos próprios artigos, o que leva à sua rejeição. Quando se trata de similaridade com dis-sertações, teses ou artigos em congressos, entretanto, o artigo não é rejeitado. Descrito dessa forma, tais critérios parecem sim-ples e objetivos, mas os esforços para obter tais resultados não são fáceis. No primeiro semestre de 2016, foram submetidos 500 artigos à Revista, porém apenas 20 foram aceitos para publica-ção. Isso não deve servir para desestimular, mas sim reafirmar a importância da qualidade da pesquisa. Nunca é demais refor-çar a necessidade de rigor nos procedimentos metodológicos e de revisões teóricas substantivas, que dão sustentação para pes-quisas de qualidade. O rigor, entretanto, não deve matar a cria-tividade, que contribui para o desenvolvimento do conhecimen-to, para a revisão de conceitos cristalizados em verdades e/ou para a solução dos complexos problemas que vivemos (Eisenhar-dt, Graebner, & Sonenshein, 2016).

O último número da RAE apresenta três artigos aprova-dos no Fórum de Varejo, em parceria com o 8º Congresso Lati-no AmericaLati-no de Varejo (CLAV), selecionados por Delane Bote-lho e Leandro Guissoni. A edição traz outros três artigos, além da resenha sobre o livro “Finanças comportamentais: Quando a economia encontra a psicologia”, de Júlio Lobão, e as indi-cações bibliográficas sobre “transdisciplinaridade” e “institui-ções e desempenho de empresas”.

Boa leitura!

Maria José Tonelli | Editora-chefe

Professora da Fundação Getulio Vargas, Escola de Administração de Empresas de São Paulo – São Paulo – SP, Brasil

REFERÊNCIAS

Eisenhardt, K. M., Graebner, M. E., & Sonenshein, S. (2016). Grand challenges and inductive methods: Rigor without rigor mortis. Academy of Management Journal, 59(4), 1113-1123. doi:10.5465/amj.2016.4004

Rai, A. (2016). Writing a virtuous review. MIS Quarterly, 40(3), 3-10.

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