• Nenhum resultado encontrado

RENOVANDO O SUS. Associação Comercial 29/10/2012

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "RENOVANDO O SUS. Associação Comercial 29/10/2012"

Copied!
41
0
0

Texto

(1)

RENOVANDO O SUS

Associação Comercial

(2)

Objetivo

• Mostrar a necessidade do SUS

• Apontar a fragmentação do setor saúde entre o público e o privado

• Os risco que um tem

• A necessidade de renovação da política para o setor saúde

• Um caminho da construção de um sistema integrado

(3)

Saúde pré 1988

• Fortíssima ação em saúde coletiva - vacinação

- controle de vetores

- doenças endêmicas (febre amarela, tuberculose, malária...)

- doença mental

• Sistemas de saúde para empregados formais (via Institutos de Assistência e Previdência)

• Santas Casas, filantrópicos e hospitais universitários

(4)

A inovação Constitucional

• Um direito universal e integral à saúde • Sistema Único de Saúde emergiu na via

municipalista como execução municipal com repasse federal

• Orçamento da Seguridade Social não tinha nenhuma unidade entre seus partícipes

• Rompimento INSS x INAMPS gerou a maior crise da história das políticas públicas

(5)

Estruturação do SUS

• Enunciado de uma competência concorrente e da participação dos 3 entes no financiamento das ações de saúde

• Fundo de Saúde como caixa autônomo gerou grandes divergências em prefeituras e estados • NOB 96 foi crucial ao dar uma ideia de sistema

às ações transferidas aos Municípios

• Criadas as estruturas de gestão tripartite e bipartite

(6)

Da crise de financiamento à EC 29

• Criação da CPMF acabou gerando mais

descrença por conta da troca de fonte que o TN realizou

• Maioria dos Estados tinham estruturas débeis e baixa inserção no sistema

• Municípios tinham compromisso de gasto com ações de saúde muito heterogêneos

• Injeção de recursos era inócua porque outro ente retirava recursos que aplicava antes

(7)

Recursos em Saúde - 2000

59,8% 18,5%

21,7%

União Estados Municípios

(8)

Emenda 29

• Estabeleceu uma trajetória de gastos federais com base na expansão do PIB nominal

• Estados deveriam, em 2004, gastar 12% de sua receita disponível em saúde

• Municípios deveriam, em 2004, gastar 15% de sua receita disponível em saúde

• Regras de transição (escada) e conceituação do gasto com saúde

(9)

Gastos em saúde 2000 -2011

0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Municípios Estados União Dados do SIPOS/MS

(10)

Participação do gasto em saúde na

receita disponível

Ano União Estados Municípios

2000 58,5% 20,3% 21,2% 2001 54,6% 22,9% 22,6% 2002 52,1% 22,6% 25,3% 2003 50,1% 24,5% 25,4% 2004 49,2% 26,1% 24,7% 2005 48,2% 25,5% 26,3% 2006 46,7% 26,3% 27,0% 2007 45,8% 26,9% 27,3% 2008 43,6% 27,2% 29,1% 2009 46,6% 25,8% 27,6% 2010 44,8% 26,9% 28,3%

(11)

Despesa percapita (R$ de 2010)

100,00 200,00 300,00 400,00 500,00 600,00 700,00 800,00 2000 2005 2010 Mun 82,64 138,48 205,66 Est 79,25 134,22 195,37 Fed 228,17 253,55 324,88 tul o do E ixo R$ 725,91

(12)

Redução das diferenças entre Estados

e Municípios

• Em 2000, os Municípios do Estado campeão de gasto em saúde (SP) gastavam 18 vezes o valor gasto pelos municípios com menor gasto municipal (AC)

• Em 2010, a mesma relação caiu a 2,66 vezes (MS x PA)

• A obrigatoriedade de gasto produziu um

movimento de todo o sistema a favor do setor saúde

(13)

SUS veio para ficar

• Não ter o SUS significaria jogar milhões de pessoas numa situação crítica

• Não há como sustentar politicamente uma situação assim num país como o Brasil

• Há uma expectativa de direito na sociedade e no Judiciário

• O País ainda tem metade de sua força de trabalho sem vínculo de trabalho formal

(14)
(15)

Sistema opera um milagre

• Custo para o Estado é baixo

• Mas poucos lugares do mundo um pobre pode chegar a um transplante ou a um tratamento de câncer

• Segmentos do sistema de atenção básica têm uma eficácia enorme

• Setores da alta complexidade e da

Urgência/Emergência são imprescindíveis • Programas como AIDS são cruciais

(16)

Apenas RJ, ES e SP possuem mais que 30% de cobertura de

(17)

Custos crescentes da saúde

• Equipamentos e medicamentos cada vez mais sofisticados

• Poder de mercado das empresas do setor saúde

• Fronteira da cesta de direitos à saúde é móvel qualidade de vida

estética e vida funcional

• Custo do trabalho tende a subir com o mercado de trabalho

(18)

Transição epidemiológica

• As doenças não transmissíveis (doenças crônicas, degenerativas e causas externas, entre outras)

substituem as doenças transmissíveis (doenças infecciosas) como principais causa de morbidade e mortalidade;

• O grupo de indivíduos mais velhos passa a ser

responsável pela maior carga de doença e mortes (a mortalidade infantil deixa de ser um indicador sensível das condições de saúde desta população)

(19)

Entraves da gestão pública

• Administração direta e indireta está presa ao concurso público e à estabilidade

• Gestão de RH é no estilo departamento de pessoal

• Licitação em todas as aquisições de bens e serviços => problemas de especificação

técnica e qualidade

(20)

Desafios da gestão do SUS

• Transitar de um modelo hospitalar para um

modelo focado na prevenção e atenção básica • Transformar secretarias compradoras de

esparadrapo em gestoras de contratos de serviços

• Planejamento regionalizado da capacidade de atendimento

(21)

Avanços necessários na gestão

• Parcerias com o setor privado com e sem fins lucrativos

• Informatização e gestão

• Abertura da rede para centrais de regulação com poder sobre a capacidade assistencial do sistema

• Capacitação de RH e adequação do profissional às condições de trabalho

(22)

Recurso é suficiente?

• Para padrões internacionais, o gasto é baixo e o gasto público ainda mais insuficiente

• Mas há uma escolha da sociedade a ser feita: - Chile criou uma máquina de gasto em saúde com uma alíquota de 7% sobre a folha salarial - Índia não tem a saúde como prioridade

- EUA têm foco na terceira idade (Medicare) - Reino Unido reflete a situação de Guerra

(23)
(24)
(25)

Comparações internacionais 2005

PAÍS % de Saúde no PIB % Publico- % Privado Per Capita público USD Canadá 9,8 70,3 – 29,7 2402 Alemanha 10,7 76,9 – 23,1 2499 França 11,2 79,9 – 20,1 2646 Espanha 8,2 71,4 – 28,6 1602 Portugal 10,2 72,3 – 27,7 1472 USA 15,2 45,1 – 54,9 2862 Argentina 10,2 45.5 – 54,5 549 Brasil 7,9 44,10 – 55,9 333

Saúde pública e universal. Mas a participação pública é menor que a participação privada

(26)
(27)

Conta satélite do setor saúde

Gasto total de 8,6% do PIB em 2009

(28)

Líderes do gasto privado

Medicamentos,

Planos e saúde bucal explicam a maior parte do gasto privado

(29)

Saúde Suplementar

• Saúde privada não mereceu atenção das políticas públicas até 1999

• Suplementar decorre da carga ideológica contra a parcela privada da saúde

• Negligência pública => as mediações entre o público e o privado (muitas) ocorrem na

unidade microeconômica de saúde ou pela pela própria arbitragem do paciente

(30)
(31)

Planos de Saúde (Assist. Médica)

São 48,7 milhões de

(32)

Modalidade de operadora

(33)
(34)

Custo da Saúde Privada

Custo é o triplo do

(35)
(36)

Saúde suplementar - problemas

• Planos funcionam como um mecanismo de receitas e despesas correntes

• Usuário percebe como uma poupança de longo prazo

• Dependência das empresas

• Ação especulativa é fácil com redução de prêmio enquanto a carteira é jovem

• Ação abala os planos mais antigos (mesmo que solventes)

(37)

• A proliferação de compromissos para os Planos reforça a dúvida em sua solvência no longo prazo • O alto risco ser imputado a estruturas pequenas é

o caminho para as quebras

• A Justiça tem dado suporte a uma ampliação de custos não prevista em contrato

• Confronto com prestadores de serviços e médicos • Custos elevados x renda baixa dos usuários =>

redução da clientela ou risco de insolvência

(38)

SUS 2.0

• A conexão entre os sistemas é feita pelas unidades microeconômicas e pelo próprio usuário do sistema

• Por questões de escala das unidades e preços, os prestadores precisam compor atendimento público e privado

• A otimização dos recursos passa pela composição dos sistemas

(39)

Supostos para um SUS 2.0

• A assistência à saúde é uma parte da cesta de consumo da classe média e das classes

emergentes

• O altíssimo risco deve ser bancado pelo

estado e não onerar a posição os cálculos de risco dos planos de saúde

• Os planos devem ter um formato de poupança de longo prazo em saúde

(40)

Resseguro Público Fundo de Solvência e Portabilidade - ANS Assistência corrente V a l o r p a g o ANS Dinheiro/Assistência

Atenção Primária SUS

Nova relação público-privado

(41)

Riscos do não ajuste

• Custos crescentes na área pública

• Deterioração do serviços na área pública, afetando as ilhas de excelência

• Planos de saúde expostos

• Falências e internacionalização

• Tensão permanente porque o direito à saúde foi assimilado pela população

Referências

Documentos relacionados

Os administradores de conflitos talentosos conseguem lidar com o conflito quando ele chega à tona e até instigam-no quando sabem que provocará resultados que,

Os indicadores nutricionais podem ser isolados, considerando-se apenas um parâmetro na avaliação, como o índice de massa corporal (IMC), circunferência muscular

Estudos têm utilizado o Método de Avaliação Contingente em áreas de conservação da biodiversidade, de lazer, recreação e turismo, buscando, estimar os

Média ± desvio padrão da densidade de espécies nativas nos tratamentos aplicados na comunidade de mudas da Mata de Galeria do córrego Capetinga, na Fazenda Água Limpa, Brasília,

A autoavaliação na UFS é regulada pela Resolução Nº 47/2013/CONEPE, de 4 de outubro de 2013, que estabelece três mecanismos de avaliação pelos discentes, quais sejam: Avaliação

8.2 – depois da hora marcada, nenhum documento e/ou proposta serão recebidos pelo Pregoeiro, pelo que se recomenda que todos os interessados em participar da licitação estejam no

Embora a psique ainda seja popularmente considerada como um termo apenas para a Mente e não para o veículo superior da alma, aos poucos, a direção do pensamento científico

A história de vida, o percurso escolar e a sua própria formação colaboram para a garantia de aprendizagem de seu aluno que vai muito além da “transformação