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PALAVRA VIVA CANTARES I A IV

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Academic year: 2021

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Pastor Gedelti Victalino Teixeira Gueiros e Pastor Gilson Pereira de Sousa

Professores

PALAVRA VIVA

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© Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata – 2016 Todos os direitos reservados.

A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação dos direitos autorais (Lei n° 9610).

Publicado no Brasil. IGREJA CRISTÃ MARANATA.

INFORMAÇÕES E CONTATOS

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O ensino a distância é regulamentado pela lei 9.394/96-Artº 80 e é considerado um dos mais modernos sistemas de ensino da atualidade.

Título Original: HISTÓRICO DA BÍBLIA – Espírito Santo: 2016. ASSUNTO: Bíblia

CATEGORIA: Religião

Presidente da Igreja Cristã Maranata

Gedelti Victalino Teixeira Gueiros

Diretor do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

José de Anchieta Fraga Carvalho

Vice-Diretor do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Gerson Beluci Miguel

Coordenador do Curso de Doutrinas Bíblicas do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Luiz Eugenio do Rosário Santos

Coordenadora Pedagógica do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

Leonice Monteiro Dias Rocha

Revisão Ortográfica e Metodológica do Material Didático do Instituto Bíblico da Igreja Cristã Maranata

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Apresentar uma síntese do livro de Cantares do Velho Testamento, de modo a facilitar ao estudante a leitura e a compreensão do Livro.

1. ANÁLISE DE CANTARES DE SALOMÃO

2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

8ª SEMANA / Aula 02

SEMANA

ÍNDICE

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1

ANÁLISE DE CANTARES DE SALOMÃO

Pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado. Lc 1.3-4.

2

PREFÁCIO

A profundidade espiritual existente neste livro é tão grande que não há margens para quaisquer pensamentos da carne, na contemplação destes mistérios gloriosos nele revelados.

“O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo” (1Co 2.14-15). É, portanto, somente pelo Espírito que este livro pode ser entendido.

É mister que para quem lê ou estude este Livro, tenha no coração o clamor pelo Sangue de Jesus, para a libertação de pensamentos carnais de modo à compreensão profética do livro.

Ao analisarmos Cantares de Salomão, convém termos em mente algo universalmente aceito pelos estudiosos da palavra de Deus, que é a tipologia bíblica.

Sendo assim, citamos, por exemplo, José, filho de Jacó, cujo nome significa Salvador, como Jesus tem o mesmo significado, o que há de salvar. Ele foi vendido pelos irmãos (Gn 37.27). Jesus igualmente o foi. Dividiram sua túnica, v. 23. Assim fizeram a Jesus (Mt 27.28). Iniciou com 30 anos sua vida no Egito. Cristo iniciou com 30 anos Seu ministério. José chorou ao ver seus irmãos. Jesus ao entrar em Jerusalém, também chorou. Odiado pelos irmãos foi entregue à morte. Jesus odiado pelos irmãos, também, foi entregue à morte. José poupado da morte é destinado a preservar a vida

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de seus irmãos, assim como Jesus morreu para preservar para a vida eterna para todos os que a ele se achegassem (Jo 1.12).

Há muitos tipos assim de Cristo na Bíblia. A noiva é tipo da Igreja, o noivo é tipo de Cristo. Para nosso estudo, ainda que não entremos em detalhes profundos, queremos mostrar dois tipos que assim nos interessam: Davi, tipo de Cristo e Salomão, tipo do Espírito Santo.

Davi, a semelhança do Senhor Jesus, foi levantado para ser rei, vindo de uma família humilde e simples. Davi reinou todo tempo preocupado com a construção de uma casa para Deus. Preparou para isto material para construção do templo reinando 40 anos sobre Israel e Judá, sendo 33 anos em Jerusalém. (1Cr 29.27) O Senhor Jesus com 33 anos de idade consumou em seu corpo a obra de edificação de sua Igreja (Templo espiritual) para apresentá-la a Deus.

Quarenta anos foram os anos do reinado de Davi, no meio de lutas sérias. Quarenta é o tempo da provação do homem. Quarenta dias o Senhor Jesus foi provado em sua carne, num jejum sério quando enfrentou pela frente o inimigo e o venceu. Aleluia! Davi preparou para Salomão, seu filho, todo o material para a construção da casa de Deus (1Cr 29.5) e entregou em suas mãos a planta da mesma.

Assim como Cristo deu complemento à Sua obra redentora aos 33 anos e enviou o Espírito Santo para dar continuidade, (Jo 14.16-17 e 26). “Não vos deixarei órfãos...” “O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas”.

Salomão, filho de Davi, foi levantado para dar continuidade à obra cujo material foi preparado, ajuntado por Davi. Salomão é, portanto, tipo do Espírito Santo. Edificou a casa de Deus em 7 anos (1Rs 6.38) - a palavra nos mostra que em 7 tempos o Espírito Santo está edificando a casa espiritual, a noiva de Cristo, preparando-a para o encontro com o Senhor.

As 7 cartas do Apocalipse falam de 7 Igrejas, significando 7 períodos dos quais o último refere-se à Igreja de Laodicéia cujo significado fala por si, “direitos do povo”. É a Igreja que se caracteriza pela mornidão, Igreja que não é fria nem quente, que se

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considera rica quando o Senhor a vê pobre, se considera de mente aberta e visão ampla e o Senhor a vê cega.

Sete tempos tem o Espírito batalhado, silenciosamente, e cumprido sua missão perante aquele que o enviou. Quando lemos acerca dos dons espirituais em 1Co 12, observamos que o primeiro dom a encabeçar a lista é exatamente o dom de sabedoria. Salomão pediu a Deus sabedoria e Deus lhe deu (2Cr 1.12). Este precioso dom que não se alcança através dos livros, dos estudos. A sabedoria é boa se for subordinada ao Espírito de Deus, mas quando ela se levanta para combater o que é de fé, não constrói o templo de Deus, antes o destrói. Convém ler sobre o assunto em Tiago 3.13-17.

Salomão pediu sabedoria para construir e construiu na orientação segundo a planta que Davi lhe dera, como Moisés construiu o tabernáculo segundo o modelo que Deus lhe mostrou no monte. (Êxo 25.29).

“E deu Davi a Salomão, seu filho, a planta de tudo”. (1Cr 28.11-12 e 19). Salomão não usou martelo em toda a obra. (I Reis 6:7). Toda serra, todo martelo, tudo usado foi distante da construção, as pedras e a madeira chegavam prontas, chegavam às mãos de Salomão perfeitas, para se encaixarem e, assim, era a casa de Deus levantada.

A obra de Cristo também foi assim realizada. No Gólgota, longe, em distância, há muitos anos atrás. Assim foi o Senhor moído por nossas iniquidades (Isaías 53) a fim de que o Espírito Santo pudesse usar o material oferecido, a saber, o Sangue de Jesus. Esse sangue foi derramado no meio do barulho atroz dos pregos que o martelo pregara numa cruz, as mãos e os pés do Senhor, no meio de uma gritaria terrível - crucifica-o! Preparou Jesus o material - seu sangue - para que o Espírito Santo o aplicasse na realização de sua obra que silenciosamente trabalha nos corações dos fiéis tornando-os pedras vivas conforme nos diz 1Pe 2.5. O profeta Zacarias no cap. 4.6, já antevia esta maravilha quando profetizou que assim seria a obra do Senhor. “Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito”.

Davi lutou muito, venceu todos os inimigos em volta para dar a Salomão a planta do templo do Senhor, templo magnífico. Assim o Senhor Jesus lutou e venceu todos os

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inimigos até o último, a morte, e ressurgiu para entregar ao Santo Espírito a obra da construção do templo espiritual que é a Igreja, a noiva de Jesus.

É mister que tudo isto esteja dentro de nossos corações para entendermos o livro de Cantares de Salomão.

“Cânticos dos Cânticos, que é de Salomão” é do Espírito Santo, por isso traz o mais perfeito louvor e adoração que se pode ter de Jesus e sua Igreja.

Salomão significa “paz” e é pelo Espírito Santo que a paz de Jesus é derramada em nossos corações.

Salomão é tipo do Espírito, aquele que constrói a obra, segundo a planta dada pelo Senhor.

3 COMENTÁRIOS SOBRE O LIVRO DE CANTARES

Este livro era lido anualmente pelos judeus por ocasião da Páscoa.

Sua interpretação tem sido tradicionalmente apresentada de quatro formas, conforme alguns estudiosos da bíblia.

a) Literal – Apresenta o cântico como um poema que exalta o amor humano. b) Dramática – A essência dessa interpretação é que o cântico é um drama

apresentado por Salomão apaixonado pela Sulamita, uma jovem simples, a qual ele introduz no palácio de Jerusalém.

c) Típica – Defende que o cântico foi descrito por grande amor entre Cristo e a Igreja, sendo o rei Salomão considerado tipo de Cristo e a esposa a Igreja. d) Alegórica – É a interpretação comum dos judeus da antiguidade que foi

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como uma expressão do relacionamento amoroso de Deus e seu povo escolhido. A Igreja cristã via nele o reflexo do amor entre Cristo e a Igreja.

Essas formas de entendimento têm levado muitos a estudar o livro de forma superficial, não penetrando no aspecto profético.

4 INTRODUÇÃO AO LIVRO DE CANTARES

Aquilo para o qual nos propomos agora, é apresentarmos uma análise do livro sabendo que o exame de qualquer livro não está limitado somente ao texto, mas a outros pontos que possam elucidar o assunto e com isto levar-nos a uma compreensão melhor do livro. Assim, veremos dois aspectos que nos despertam interesse no momento.

a) Uma análise quanto ao tempo, em que o livro é situado.

Examinar o tempo profético segundo o relógio de Deus.

b) Uma Análise sobre o aspecto ecológico.

Examinar o tempo profético segundo a ecologia da terra de Israel.

O Senhor Jesus quando falava em suas parábolas ao povo, usava das coisas que faziam parte do cotidiano da terra.

Quando o Senhor Jesus citou as raposas, seus covis, as aves do céu que tão familiares lhes era, usou a figueira, para simbolizar Israel político, a videira como símbolo da Igreja, ele queria sua mensagem bem entendida.

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Aprendei, pois, a parábola da figueira, quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam as folhas, sabei que está próximo o verão. Igualmente quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo às portas, a vinda do Filho do Homem.

Neste texto os dois aspectos são vistos: a figueira - arvore frutífera da terra, tão comum a eles - a visão ecológica.

O sinal de brotar das folhas anunciando o verão, usando para despertar a atenção para a sua própria segunda vinda, portanto, um despertar quanto ao tempo.

Estes são exemplos do ponto de vista ecológico usados por Jesus para ensinar suas lições e o mesmo veremos no livro de Cantares.

Vejamos como usou o Senhor no passado exemplos simples, mas de teor profundo para advertir-nos quanto ao tempo.

Quando o Senhor Jesus efetuou seus milagres, o fez de modo profético. Exemplo disto temos nas bodas em Caná da Galiléia, quando transformou a água em vinho, fazendo com que se admirasse o mestre-sala da excelência do vinho e dele falasse como sendo melhor que o primeiro vinho servido. Era a profecia do derramar do Espírito nos últimos dias, algo que seria mais excelente que o primeiro derramar: último vinho, melhor que o primeiro.

Falou ainda da hora da vinda do Filho do Homem e para isto ele despertou o povo para observar o tempo, a se situar:

Mt 2427 - “.Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim também, será a vinda do Filho do Homem”.

Desta maneira dá o Senhor a entender que sua vinda seria algo rápido, mostrando assim a necessidade do preparo para a hora. É interessante, portanto, observar algumas frases, que mostram o desencadear perfeito de acontecimentos que se estabelecem dentro de uma ordem de Deus na natureza, para governo do universo.

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Deus usou no passado palavras definidas quando criou o mundo: Dia, Tarde, Noite, Amanhecer, Anoitecer, tudo seguindo o ciclo perfeito planejado pelo próprio Senhor. Cada vez que uma destas palavras é pronunciada, nos situamos quanto ao tempo.

No livro de cantares estas palavras são vistas para mostrar a que hora estamos no relógio de Deus.

O livro de Cantares era lido ao oitavo dia após a páscoa, que é o primeiro dia da semana, dia, portanto, da ressurreição. Fala, então, de redenção. Esta redenção pode ser vista sob o aspecto do tempo, neste livro.

5 ANÁLISE QUANTO AO TEMPO

5.1 AMANHECER

Ct 1.2 “Beije-me ele com os beijos da sua boca”.

Fala da época da formação da Igreja e é descrito de maneira profunda e íntima, como o Senhor transmitiu à Igreja seus ensinos.

Descreve, pois, a convivência da Igreja com o Senhor, boca a boca. Retrata a maneira como o Senhor falou aos seus discípulos, como lhes ordenou todas as coisas, fala do contato estabelecido com eles, das promessas feitas a eles, dos milagres, sinais, maravilhas; era o amanhecer do dia, aquela parte clara e bonita, que o profeta Isaías 9.2, descreve antevendo-a: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz”.

Parte escura para os judeus, Jesus nasceu, a luz veio ao mundo, com seu nascimento o nascer da Igreja, naquela intimidade com seus doze apóstolos.

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O amanhecer, descrito pela intimidade da Igreja com o Senhor Jesus, sucede rapidamente e logo vem a próxima parte do dia.

5.2 MEIO-DIA

Ct 1.7: “Dize-me tu a quem ama a minha alma: onde apascentas ao Meio-dia”.

É o período do cansaço, do mormaço, do calor do dia, das grandes lutas, é o período em que uma grande parte dos trabalhos, dos serviços já foi feita.

E, onde se encontra a Igreja nesta hora?

Onde estava o rebanho de Cristo nesta hora?

No livro do Apocalipse pode-se ver a descrição dessa hora em que a Igreja já estava formada, com parte dos trabalhos realizados, enfrentando as oposições e lutas.

5.3 TARDE

Ct 2.17 - “Antes que se refresque o dia”

- Expressão relacionada ao período da tarde.

- É a hora que antecede a noite, ainda há luz, mas é uma hora breve. - O sol vai se pôr e as sombras vão cair.

- A grande reforma religiosa do século XVI é a grande candeia acesa. - A palavra de Deus, que estava acorrentada, é agora aberta ao mundo.

5.4 NOITE

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Assim, inicia-se este capítulo, período de escuridão e só a Igreja fiel, a Igreja no Espírito discerne esta hora e anda às claras, sabendo de tudo, discernindo bem o tempo, porque caminha com Jesus.

Trata este capítulo do preparo da Igreja para o arrebatamento.

Ct 3.6 - “Quem é esta que sobe do deserto?”.

É a Igreja que sobe que sai do mundo, do deserto à semelhança do povo de Israel que no período das trevas no Egito, saiu porque tinha luz, para a terra prometida.

O preparo da Igreja nesta hora é segundo texto:

Preparada com espadas, destros para guerra, cada um com espadas na cinta por causa dos temores noturnos.

Ele se prepara com incenso, glorificação; mirra, lutas, sentindo e valorizando os sofrimentos de Cristo; pós aromáticos, toda sorte de lutas, por causa dos temores noturnos.

5.5 MEIA-NOITE

Ct 4.6 - “Antes que refresque o dia e fujam as sombras”.

Neste capítulo a característica e da hora do arrebatamento, a Meia-Noite. A Igreja é vista pelo Senhor preparada para ouvir a sua voz, os últimos adornos da noiva foram colocados, apontando para a pureza e para a castidade, ou seja, aquela que não se misturou com o mundo. Sua aparência é de ovelha tosquiada, de alguém que está realmente pronta, que não tem pontas nem aparas, mas apresenta-se numa uniformidade inigualável à semelhança de um rebanho.

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Ela é apreciada nesta hora com um todo, como um corpo. Concluindo, vemos a Igreja do arrebatamento, que se apresenta neste capítulo, como a Igreja da última hora, a Igreja da Meia-Noite.

Observa-se que o momento do arrebatamento é identificado no capítulo 5, enquanto que no capítulo 4 a Igreja é vista pronta para este fato glorioso.

Mt 24.6 - “Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro”.

Encontra sentido no 1º verso deste capítulo: “Já encontrei no meu jardim minha irmã, noiva minha”. O Senhor já desceu. “Colhi a minha mirra”. A obra foi consumada, agora é hora do deleite, do gozo eterno, é o significado de “comei e bebei amigos, bebei fartamente, ó amados”. Neste capítulo evidenciam-se coisas extraordinárias. Simultaneamente, a hora da Meia-Noite é chegada, a Igreja que está preparada sobe a encontrar-se com o Senhor e a Igreja infiel é despertada numa busca vã do noivo perdido: “Eu dormia”. Hora do sono por causa das trevas, da escuridão da noite.

5.6 AURORA

Ct 6.10 - “Quem é esta que aparece como alva do dia?”.

É a transição do momento em que ela vai descer para reinar. É a Igreja do Senhor glorificada, que já contemplou a aurora do dia eternal. É a Igreja que agora está reinando com seu Senhor no milênio.

É chegado o momento quando para ela não há mais limitações de tempo, dia, tarde, noite, porque Cristo é sua luz e alumia para todo o sempre. Ela não necessita de sol porque o Cordeiro é a sua Lâmpada.

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É o acordar da Igreja do milênio, para ir às vinhas, para saborear o fruto do trabalho da Igreja.

“...já brotam as romeiras”. As romeiras simbolizam a Igreja em seu pleno sacerdócio, operando para cura das nações.

A aurora já passou, já raiou para todo sempre. É o reino eterno do cordeiro e da Esposa.

“Passemos as noites nas aldeias”. Refere-se ao período de trevas para o mundo, a tribulação, mas para a Igreja é a hora em que ela se encontra no tabernáculo de Deus. “Eis o tabernáculo de Deus com os homens”. (Ap 1.3)

“Saiamos ao campo, levantemo-nos”. É mesmo o momento das núpcias.

“Ali te darei todo o meu grande amor”. A Igreja vai mostrar todo seu trabalho, totalmente no Espírito, ela já glorificada, pode mostrar ao Senhor todo seu amor por ele.

6 ANÁLISE QUANTO AO ASPECTO ECOLÓGICO

Uma análise ecológica do livro de cantares, ainda que sucinta, leva-nos a descobrir as belezas que há na terra e que são aí descritas, de maneira a nos mostrar lições tão proveitosas para nossa vida espiritual.

6.1 A ROSA DE SAROM E O LÍRIO DOS VALES

O Senhor Jesus se compara às rosas de Saron, quando diz: “Eu sou a Rosa de Saron”. (Ct 2.2).

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Quem da região desconhecia o vale de Saron e as rosas próprias daquela região?

O Senhor também se compara aos lírios dos vales: “Eu sou o Lírio dos vales”. (Ct 2.2).

Quem desconhecia também o lírio dos vales? Assim se identifica o Senhor com coisas simples e comuns, numa linguagem de fácil entendimento.

6.2 NITZANIN, ZAMIR E ROLA

Ct 2.11 e 12 - “Eis que o inverno passou, a chuva cessou e aparecem as flores na terra”.

Em algumas regiões da palestina, logo após o inverno, com a chegada do verão, uma planta rasteira com flores vermelhas, cobria a terra formando um tapete vermelho. Toda a terra gozava a alegria do verão ao contemplá-lo: era o Nitzanin, a expressão usada para descrever este cenário.

Nesta mesma época um pássaro chamado Zamir, aparecia com um canto melodioso e brilhante, porque era hora do seu acasalamento e toda a terra participava desta alegria.

Durante todo o inverno ele se mantinha com um canto sem expressão, apagado, mas no verão, época do seu acasalamento, era diferente.

Estas duas figuras falam-nos de algo maravilhoso: a Igreja que sente o inverno espiritual passar e o verão, que expressa o calor do Espírito a se derramar pela terra. As flores vermelhas, figura do sangue de Jesus que cobre a Igreja visitando-a, leva-a a glorificar e a sentir o calor do Espírito.

O Zamir, simbolizando a voz do Senhor, brilhante e melodiosa, que se faz ouvir, completando esta alegria do inverno que passa e uma nova fase que se aproxima, que é a expectativa do acasalamento, apontando para Cristo e sua noiva.

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“Aí vem o esposo”.(Mt 25.6).

Ct 2.12b - “A voz da rola ouve-se em toda a terra”.

A rola oferece outro aspecto ecológico para entendermos aquilo a que o livro se dedica: Cristo e a Igreja.

A referência é a voz da rola. Esta voz a que se refere o livro era o Tórr, uma voz que sai de dentro, do seu peito inchado e indicava seu acasalamento.

Vemos então, a voz brilhante do Zamir, representando voz de Cristo que fala a Igreja, uma voz que sai do seu interior e não de fora, o Tórr, que indica o casamento da Igreja com o Senhor.

Tudo isto representa o momento do dia do Senhor: - Derramar do Espírito - Nitzanin.

- O encontro de Jesus com a Igreja - Zamir - o encontro da Igreja com Jesus - Tórr - A partir daí cessam as flores.

6.3 A FIGUEIRA

Ct 2.3 - “A figueira já deu seus figuinhos”.

Fala de Israel político, que como nação que se tornou desde 1948, é vista com seus figuinhos.

A Igreja é vista na videira - “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai o vinicultor”. (Jo 15.1). A videira dá primeiro as flores, são os dons, é o preparo para dar seus frutos.

(17)

6.4 AS RAPOSAS

Ct 2.14 - “Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face”, fala das pombas selvagens, que para fazerem seus ninhos para o acasalamento, desciam rápidas para apanhar o material. Elas apareciam quando estava findando o inverno, simbolizando uma Igreja que virá na última hora, saindo do inverno que o mundo se encontra, símbolo da frieza espiritual da última hora. Pombas selvagens, representam aquelas pessoas que virão das “moradas dos dragões, dos leopardos”, como se refere Ct 4.8; são vistos no convite do Senhor para as bodas em Lc 14.21 - “Sai pelos caminhos valados, pelas ruas e bairros da cidade e traze aqui os pobres e aleijados, mancos e cegos”.

Finalizando esta ligeira análise, citaremos ainda:

Ct 2.15 - “Apanhai-me as raposas, as raposinhas que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor”.

As raposas que apareciam naquela hora em que as vides estavam em flor, também representam as contaminações do pecado induzidas pelo adversário para destruir as flores, que são os dons e surgem para beleza e edificação da Igreja, impedindo os frutos. As raposas destroem os vinhedos, é necessária a vigilância.

7 CAPÍTULO I

7.1 V.1 – “CÂNTICO DOS CÂNTICOS DE SALOMÃO”

Através da introdução já entendemos que Salomão é tipo do Espírito Santo, sendo assim, vemos o autor do livro: o Espírito Santo.

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Só pelo Espírito Santo pode vir a maior adoração, o maior louvor, só através do Espírito, Jesus pode receber de sua noiva uma adoração tão perfeita e lhe falar. É a revelação do desejo do noivo de estar perto da noiva, porque só o Espírito conhece os mistérios do amor do Senhor pela Igreja e vice-versa.

7.2 V.2 – “BEIJE-ME COM OS BEIJOS DE SUA BOCA”.

É o amor de Deus recebido pela Igreja primitiva que teve o primeiro contato diretamente com o Senhor Jesus. Essa Igreja viveu seus primeiros dias de existência na comunhão com ele, diretamente.

A Igreja, a noiva, não se satisfaz em ouvir falar do amor do Senhor, ela quer saber se o que está saindo de dentro dele, de sua boca, ela quer o contato direto com o Senhor.

É melhor do que o vinho. Agora era a escolha entre o mundo (alegria passageira do vinho) ou a alegria permanente com ele na eternidade. A comunhão profunda direta com o Senhor é melhor do que a alegria passageira.

7.3 V.3 – “PARA CHEIRAR SÃO BONS OS SEUS UNGUENTOS”.

Há um cheiro, um perfume, que exala quando estamos ligados ao Senhor, cumprindo-se em nós o que o apóstolo Paulo discumprindo-se em II Coríntios 2:15. Somos o bom cheiro de Cristo. É o cheiro do unguento que se derrama dele, que é doce. A Igreja, reflete este cheiro, por isto o livro nos diz: as virgens te amam. Ela ama o Senhor, com seu perfume consola, anima, trata suas feridas como aquele que foi aplicado sobre o homem cuidado pelo “bom samaritano”.

- Leva-me - unguento derramado é o teu nome

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Faz-nos lembrar o amor de Isaque para com Rebeca e o momento da decisão, separação do lar, da família para encontrar-se com o noivo. Eliezer símbolo do Espírito perguntou-lhe: “queres ir?” Rebeca respondeu: eu irei”. A Igreja quer ir com o noivo. Seu encanto, sua atração é voltada para ele.

7.4 V.4 - O REI ME INTRODUZIU EM SUAS RECÂMARAS.

Ao dispormo-nos para seguir o Senhor isto acontece, a Igreja ela é levada às recâmaras, à intimidade, às revelações das riquezas do reino que já dantes estavam preparadas. “Anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” - Jeremias 33:3

A recâmara é um lugar de intimidade como um quarto particular. Entramos na recâmara, através do sacrifício do Senhor Jesus, correspondendo a entrar no Santo dos Santos: “do teu amor nunca esqueceremos”.

O sangue derramado é uma benção, mas o seu sacrifício nunca pode ser esquecido. Os retos te amam.

7.5 V.5 - “EU SOU MORENA MAS AGRADÁVEL”.

O ser morena fala das lutas pelas quais a Igreja do Senhor tem passado. Ela tem sido queimada pelo mourejar diário, constante.

O ser morena - não agradou Israel a cor morena, fala ainda de mistura de povos, a raça gentílica e vemos isto claramente na expressão “como as tendas de Quedar”. Quedar não era em Israel, era descendência de Israel, e não de Isaque, eram árabes, desprezados pelos judeus, mas ... sou agradável. Deus se agradou de mim. Sou como a beleza das cortinas de Salomão, que tinham as mesmas cores que as do tabernáculo e que são as mesmas da Igreja remida, noiva do Senhor. Branco, justiça dos santos (II Crônicas 3:14) - azul - santidade de Deus - Púrpura - Realeza de Cristo - carmesim - Sangue de Jesus, redenção.

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Esta é a beleza da Igreja morena, da Igreja noiva do Senhor.

7.6 V.6 - “NÃO OLHEIS EU SER MORENA”.

Não olheis eu ser gentílica. Isto não agradou Israel que jamais cria que ele seria ainda que por pouco, rejeitado. Mas no evangelho de João 1.12, vemos a comprovação do fato.

“Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam, mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, isto é, nos que creram no seu nome”.

Sobre esta Igreja de lutas, de experiências com o Senhor é que ele tem feito a promessa de Mateus 16.18. “As portas do inferno não prevalecerão sobre ela”. diz-nos ainda o verso. São eles Israel. Eles são os filhos.

Nesse verso 6, a expressão: “a vinha que me pertence não guardei”, demonstra a humildade da Igreja, no sofrimento que ela começa a viver. Fica impossibilitada de fazer qualquer coisa, descrevendo o fato assim: “Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim”. Toda perseguição à Igreja quem deu foi Israel, quem incentivava a perseguição do Império Romano. Onde houvesse um Cristão havia um judeu para o perseguir. Para mandar prender e leva-los ao suplicio. A Igreja que era levada à cruzes e fogueiras para diante do Senhor e diz: “a vinha que me pertence não guardei”, ou seja, não pude fazer nada, sou impotente, meus filhos estão morrendo nas cruzes, nas arenas, o evangelho que eu deveria pregar, não consegui.

7.7 V.7

– “DIZE-ME, Ó TU, A QUEM AMA A MINHA ALMA: ONDE

PASCENTAS O TEU REBANHO, ONDE O RECOLHES PELO MÉDIO

DIA, POIS PORQUE RAZÃO SERIA EU COMO A QUE ERRA AO PÉ

DOS REBANHOS DE TEUS COMPANHEIROS.”

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A Igreja estava vivendo o meio-dia, aqui o meio-dia é profético no “relógio de Deus” significando: tudo estava pronto. Toda a doutrina pronta, todo compromisso de Jesus com sua Igreja estava explicitado, toda a experiência da Igreja no Senhor Jesus estava vivida. Agora era caminhar. Meio-dia era a hora do cansaço, do esgotamento. As grande lutas caiam sobre a Igreja, mas a pergunta dela: Onde? A resposta perfeita: você não tem mais o que errar, o caminho esta aí. Segue as pisadas das ovelhas. Vai pelo caminho, você vai encontrar o Pastor, Jesus.

7.8 V.8 – “SE TU NÃO SABES, SAI-TE PELA PISADA DAS OVELHAS”

Jesus é o caminho, busca o caminho certo, a morada dos pastores. Há mais uma orientação que nos é maravilhosa: “procura entrar pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que conduz a perdição”. O conselho é, apascenta o rebanho a pastos verdejantes e águas tranquilas.

7.9 V.9 – “ÀS ÉGUAS DOS CARROS DE FARAÓ TE COMPARO.”

Que comparação estranha, mas que beleza é vermos o animal bem treinado, capaz de cavalgar com intrepidez, ágil e fogoso, mesmo ferido continuava o combate e só parava quando caía morto. Esta figura, fala do fogo que incendeia a Igreja, e a faz cheia de vida, fogosa, capacitada para as lutas, ela não recua, é bem treinada pelo seu orientador: “O Espírito de verdade vos guiará em toda a verdade”. Ele corre para a verdade.

7.10 V.10

Através dos versos 6 e 7, vemos a Igreja morena, feia talvez, sem grandes atrativos; mas o verso 10 vem mostrar que o noivo a vê bela, e desejoso de admirá-la com enfeites preciosos. O pescoço sustenta a cabeça, e os colares evidenciam a cabeça da noiva, que não é outro, senão Cristo. Cristo o cabeça da Igreja.

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7.11 V.11 – “ENFEITES DE OURO, COM PREGOS DE PRATA”

Fala-nos de poder firmados na redenção.

7.12 V.12 – “ENQUANTO O REI ESTÁ ASSENTADO À SUA MESA, DÁ

O MEU NARDO O SEU CHEIRO.”

A Igreja estava sofrendo, mas o Senhor estava vendo e dava o seu nardo, isto é, um óleo usado para não apodrecer a carne. A Igreja estava naquela situação, mas não estava morta. O Senhor estava preservando o corpo pelo seu nardo.

Da mesma forma que Cristo espalha o seu perfume, o adorador do Cristo vivo, assim o faz ao adorá-lo em espírito e em verdade.

A mulher trouxe um vaso de puro nardo e derramou-o sobre Jesus. O cheiro espalhou-se pela casa.

7.13 V.13 - “O MEU AMADO É PARA MIM UM RAMALHETE DE MIRRA;

MORARÁ ENTRE OS MEUS SEIOS.”

João reclinou sua cabeça no peito do mestre - ele amava ao Senhor, e o Senhor o recebia assim, desta mesma forma, Cristo se reclina entre os seios da Igreja amada. Ai Ele encontra lugar. “As raposas tem covis, as aves do céu tem seu ninho, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” Mt 8.20

Não tinha mesmo; mas hoje ele tem uma Igreja comprada pelo seu sangue, e a mirra é símbolo da amargura, e como já dissemos, a Igreja fiel ama o seu sacrifício, e o reconhece . Ela sabe que ele não foi comprada com prata ou ouro, mas com o sangue de Jesus. 1Pe 1.18 - Entre os seios - A Igreja já está assim disposta a dar a Ele a glória que lhe é devida, os seios falam do alimento, que são de honras, poder, adoração, quebrantamento, e isto é o que a nutre e alegra o coração do Senhor.

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7.14 V.14

– “COMO UM CACHO DE CHIPRE NAS VINHAS DE

EM-GEDI, ASSIM É PARA MIM O MEU AMADO.”

Dá continuidade àquilo que sustenta a Igreja: Cachos nas vinhas. Fala das bênçãos do Espírito em profusão: Note-se o cacho de Chipre - Agora: no passado, cacho de Canaã, de Escol ! Chipre não é Israel.

7.15 V.15

– “EIS QUE ÉS FORMOSA, Ó AMIGA MINHA, EIS QUE ÉS

FORMOSA; OS TEUS OLHOS SÃO COMO OS DAS POMBAS.”

Dá conta da expressão mais sincera do Senhor para com a sua Igreja, ao contemplá-la com os olhos do Espírito: És formosa.

Como o olhar das pombas, olhos de pureza, de simplicidade, desejando ser o mesmo do Senhor. O Senhor as vê sem maldade, porque as suas maldades, Ele tomou para si, suas transgressões também, conforme profetizou o profeta Isaías no seu capítulo 53. Quem olhar diferente do mundo, “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o para longe de ti”. Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, já no seu coração cometeu adultério”.

Que maravilha é ser lavado no Sangue de Jesus, e assim Ele lavou no seu sangue, a sua noiva, a Igreja. Agora, ele a contempla: És formosa; teus olhos são puros.

7.16 V.16 - A IGREJA AGRADECIA AO SENHOR, PELO SEU AMOR:

“NOSSO LEITO É VIÇOSO”.

O Senhor é gentil com a Igreja, Ele a ama, e se deu por ela, não quer vê-la em sofrimento. O apóstolo Paulo dizia: “Grande é este mistério, e vos digo, Cristo e a Igreja”.

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7.17 V.17 – “AS TRAVES DE NOSSA CASA SÃO DE CEDRO.”

As traves são o que sustenta a construção, e elas são de Cedro, madeira leve, lisa, sem galhos, e sem nós. As varandas de Cipreste; também madeira boa, usada na Arca. Comunhão perfeita, é o que entendemos, sem empecilhos.

- Madeira leve aceita prego, aceita união; - Madeira, tipo do homem;

- Cedro, tipo do homem que Deus quer usar.

8 CAPÍTULO II

Este capítulo, é a continuação do diálogo, e quando o Senhor se declara no verso 1 – “Eu sou a rosa de Saron e o lírio dos vales” é como que uma advertência à Igreja e isto se verifica quando se lê o verso seguinte, onde ele diz: ”Qual lírio (ele o é) entre os espinhos, assim é a Igreja, a minha amada, minha amiga no mundo”.

O mundo, sem beleza e sem perfume, cerca a Igreja fiel, sufocando nela o Espírito, e dessa forma, ela se acha entre espinhos.

“Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando.” Assim a Igreja fiel é a amiga do Senhor, a noiva é inconfundível.

A rosa de Saron é simples, vermelha no seu tom certo, inconfundível - Jesus o Cristo vivo é rubro pelo sangue poderoso é Jesus vivo, não é um ser reencarnado, um profeta, um isto ou aquilo fabricado, moldado pelos homens, mas é aquilo que o Espírito revelou a Pedro. O Filho de Deus.( Jo 6. 69).

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8.1 V.2 –“ O LÍRIO DOS VALES”.

Simples, sem modificação, mas puro, santo, inconfundível. São sinais para que a Igreja não confunda o Senhor com religiões, dogmas, etc. Vê-se isso claramente ainda no verso 3.

8.2 V.3 – “QUAL MACIEIRA ENTRE AS ÁRVORES DO BOSQUE.”

O que destaca? A beleza do fruto, e seu perfume. Lendo Gálatas 5: 22, temos a relação dos frutos do Espírito - são perfeitos, não há leis para eles. Jesus é o alimento bom, gostoso para qualquer fraquinho. Mateus 11: 28-29 - “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei” . Sua sombra oferece descanso. Salmos 91 é tão relacionado a isto - “aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”

8.3 V.4 - “LEVOU-ME À SALA DO BANQUETE”.

Sempre há banquete na mesa do Senhor. O filho pródigo afastou-se da casa do pai, e encontrou, e lembrou-se: na casa de meu pai há fartura, e isso foi confirmado; quando ele voltou, o pai preparou-lhe banquete. Cristo nos leva à sala, o convite d’Ele é “Vinde às bodas”, tudo já está preparado.

Ao regressarem os discípulos de uma pesca, falida, Jesus os convidou: “Vinde e jantai”. Ao enviar um dos discípulos para fazer preparativos para a ceia, os enviou dizendo: procurai um cenáculo mobiliado - tudo pronto. Tudo programado por ele, tendo um estandarte a enfeitar, chamando a atenção de todos. “Seu estandarte é o amor”. “Ele vos deu vida, quando estáveis mortos”. (Ef 2.1). Deus teve amor pela sua Igreja, e pela suas vidas individualmente.

O Senhorio do Senhor Jesus é muito empolgante. Ele disse: Não tenho onde reclinar a cabeça, mas era ao mesmo tempo dono de tudo. Mas com requinte, Ele poderia

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dizer: “Vinde jantai” ;“Ide, e encontrareis o cenáculo mobiliado” ; “desatai o jumentinho, e trazei-mo”.

Nessa hora, o Senhor depois de tantas provas, de amor, diante dessa declaração tão bela de amor, Ele quer ter servos, que hão de obedecê-lo, e não, traçar planos, para que o Senhor os obedeça. É privilégio dos servos serem servos, e ouvirem dele, o maior elogio: “Bem está servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor”.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Bíblia do Obreiro. Sociedade Bíblica do Brasil – Barueri: SP, 2014.

DODD, Sara Victalino Gueiros. Colhendo o Trigo: estudo sobre o Pentateuco,

livros históricos e livros poéticos. Vila Velha: Ed. do autor, 2007. 280p. Vol.1.

______. Colhendo o Trigo: estudo dos livros dos profetas maiores e livro dos

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