DIREITO PROCESSUAL PENAL
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PONTO 1: Procedimento Comum Sumaríssimo PONTO 2: Procedimento dos crimes contra a honra
PONTO 3: Procedimento dos crimes praticados por funcionários públicos
1. Procedimento sumaríssimo – continuação: Procedimento:
Art. 77. Na ação penal de iniciativa pública, quando não houver aplicação de pena, pela ausência do autor do fato, ou pela não ocorrência da hipótese prevista no art. 76 desta Lei, o Ministério Público oferecerá ao Juiz, de imediato, denúncia oral, se não houver necessidade de diligências imprescindíveis.
- MP – denúncia Oral - Art. 77 Lei 9.099/95 - Partes: intimadas
- Autor do fato: citado
Audiência de Instrução e julgamento (AIJ): Art. 81 Lei 9.099/95:
Art. 81. Aberta a audiência, será dada a palavra ao defensor para responder à acusação, após o que o Juiz receberá, ou não, a denúncia ou queixa; havendo recebimento, serão ouvidas a vítima e as testemunhas de acusação e defesa, interrogando-se a seguir o acusado, se presente, passando-se imediatamente aos debates orais e à prolação da sentença.
- Resposta preliminar oral.
- Juiz decida sobre rejeição/recebimento da denúncia ou da queixa. Da decisão que rejeita a denúncia ou a queixa cabe apelação, no prazo de 10 dias, já acompanhada de razões.
- Ouvida do ofendido
- Ouvida testemunhas acusação e defesa: número de testemunhas no sumaríssimo. 3 posições:
1ª) 5 testemunha- por analogia ao procedimento comum sumário, especialmente em razão do art. 5381
CPP. Essa é a posição que prevalece; 2ª) 3 testemunhas em analogia ao próprio juizado;
1 Art. 538. Nas infrações penais de menor potencial ofensivo, quando o juizado especial criminal encaminhar ao juízo comum as
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3ª) 5 testemunhas quando for crime e 3 testemunhas quando se tratar de uma contravenção penal. - Interrogatório - Debates - Sentença - Da aplicabilidade: Art. 394, § 4.º CPP: § 4o
As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau, ainda que não regulados neste Código.
- 395 CPP:
Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: I - for manifestamente inepta;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou III - faltar justa causa para o exercício da ação penal
- 3962
CPP: Há duas posições. Uma sustenta que sim. Na prática a posição é que não existe qualquer compatibilidade lógica, tendo em vista o princípio da celeridade.
- 3973
CPP: Será proferido na própria audiência de instrução e julgamento. Sob pena de se violar o princípio da celeridade. Há uma corrente que diz que não se aplicaria o art. 396, mas sim o art. 397, com base no § 4º do art. 394 CPP.
Na prática prevalece a posição de que o procedimento sumaríssimo prevalece tal como está. Para concurso se divide em procedimento comum e especial, logo aplicar o 394, § 4.º
2 Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente,
recebê-la-á e ordenarrecebê-la-á a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
3 Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafos, deste Código, o juiz deverá absolver sumariamente o
acusado quando verificar:
I - a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato;
II - a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente, salvo inimputabilidade; III - que o fato narrado evidentemente não constitui crime; ou
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CPP, exceto para prova discursiva, depende do concurso e do examinador para adotar uma ou outra posição. No TRF4 do ano passado havia dois examinadores com posições contrárias.
Com relação a aplicação do art. 3954
CPP não há qualquer controvérsia. A dúvida surge em relação à incidência dos artigos 396 e 397 CPP. Em razão disso, surgiram as seguintes posições:
- Em razão do que dispõe o art. 394, §4º5 CPP, os artigos 396 e 397 incidem ao sumaríssimo em razão do princípio do devido processo legal.
- Não se aplica o art. 396 CPP, ou seja, a abertura de prazo para que a defesa responda em 10 dias, após o recebimento da denúncia. Isso porque em razão do princípio da celeridade, bem como pelo que dispõe o próprio artigo, não há como se conciliar a sua aplicação dentro do procedimento sumaríssimo. Esta segunda corrente, no entanto, procura conciliar, aplicando ao réu o art. 397 CPP. Assim, ao receber a inicial, deverá o juiz, desde logo, decidir sobre a absolvição sumária do réu.
- Procura-se deixar o procedimento sumaríssimo exatamente da forma como ele está, não havendo a incidência do art. 394, §4º CPP, incompatível com a natureza deste procedimento. Do contrário, o procedimento sumaríssimo teria duração maior do que o próprio procedimento comum ordinário.
Art. 98, I6
CF – devido processo legal, fundamento: uniformização dos procedimentos. Na resposta preliminar a defesa argui preliminares visando a rejeição da inicial. Na resposta à acusação a defesa ataca o mérito, postulando questões relativas ao mérito e que conduzem a absolvição sumária, por isso a necessidade de ambas no procedimento sumaríssimo.
4 Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando:
I - for manifestamente inepta;
II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal; ou III - faltar justa causa para o exercício da ação penal
5 Art. 394, § 4o As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau,
ainda que não regulados neste Código.
6 Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.
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A única certeza é que no rito do Tribunal do Júri é que não se aplica o art. 394, §4.º CPP, de resto é tudo variável.
Recursos cabíveis no juizado especial criminal
- apelação: prazo de 10 dias da decisão que rejeita a denúncia e a queixa e já acompanhadas das razões.
- Embargos Declaratórios: prazo de 5 dias. Não interrompem o prazo, somente suspendem o prazo para outros recursos. Cabe também de omissão, obscuridade, contradição e dúvida.
- Recurso Extraordinário: cabe, mas é difícil atingir os seus requisitos.
- Recurso em Sentido Estrito: não cabe. - Embargos Infringentes: não cabe. - Recurso Especial: não cabe.
É possível que chegue no STJ, mas não por REsp, mas por recurso ordinário.
- Suspensão Condicional do Processo -Art. 89 Lei 9.099/95:
Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal).
Trata-se de benefício concedido ao réu, após o recebimento da denúncia, ocasião em que o processo ficará suspenso ou já terá finalizado, mediante condições – a propósito ver Súmula 3377
STJ. Além da suspensão condicional do processo os tribunais têm entendido que também se aplica se a composição civil de danos ou a transação penal se a nova definição do fato ou a nova definição jurídica assim comportarem.
Que a pena mínima cominada seja inferior a 1 ano – Súmula 2438 STJ e Súmula 7239 STF: no caso de concurso de crimes, somam-se as penas mínimas e se ultrapassarem 1 ano,
7 Súmula 337 STJ: É cabível a suspensão condicional do processo na desclassificação do crime e na procedência parcial da
pretensão punitiva.
8 Súmula 243 STJ: O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso
material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano.
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não mais será cabível o benefício. O réu não poderá ser reincidente. O benefício é cabível somente de 5 em 5 anos. O réu não poderá estar sendo processado por outro crime. Durante o período de prova, o réu fica submetido a determinadas condições: apresentação mensal à juízo, proibição de frequentar determinados lugares (se for o caso), não pode se ausentar da comarca sem avisar o juízo e reparação do dano. Se não cumprir as condições o benefício é revogado.
A natureza da sentença que declara extinta a punibilidade é declaratória (depende do juízo) ou constitutiva (depende do réu)? Compete ao réu provar que adimpliu as condições impostas na suspensão. Se escoado o período de prova é possível a revogação da suspensão.
Dúvida existe quanto a possibilidade de revogação do benefício quando já findo o período de prova, não tendo o réu cumprido as condições.
Primeira posição: cabe ao réu comprovar que adimpliu todas elas, sendo de natureza constitutiva a sentença. Essa é a posição que prevalece hoje.
Segunda posição: a sentença tem natureza declaratória e, como tal, se passado o período de prova e não tendo o réu cumprido as condições, nada pode ser feito. Deveria o Estado, durante o período de prova ter adotado alguma providência. Durante o período de prova não corre prescrição.
Diante da nova sistemática procedimental como se dá o oferecimento da suspensão condicional do processo?
Momento em que se oferece o benefício: ele é, de regra, oferecido na denúncia. Diverso é o momento da aceitação, pelo réu, o que importa sejam enfrentadas quatro posições:
1) O MP oferece na denúncia, o juiz determina a citação do réu e já colhe a sua manifestação na resposta. Em sendo positiva, não se designa audiência e já se inicia o SURSIS processual – não é muito adotada, pois o benefício deve ser aceito na presença do juiz.
9 Súmula 723 STF: Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da
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2) Na resposta à acusação o réu se manifesta e, em caso positivo, o juiz designa uma audiência especial somente para esse fim. É o que acaba acontecendo na prática.
3) O juiz recebe a denúncia, determinando a citação do réu para o oferecimento de resposta à acusação e verifica se é caso de absolvição sumária. Somente se não for o caso é que designa audiência de instrução e julgamento. Na abertura dela, no entanto, sem ouvir testemunhas, perfectibiliza o benefício.
4) Idêntica a terceira, só que a audiência é realizada por completo, inclusive com interrogatório do réu. Norberto Avena já está antevendo que o réu não vai cumprir, logo, a prova já teria sido produzida. Caso haja revogação do benefício, são necessários apenas debates e sentença.
O juiz não pode conceder de ofício. Não cabe em ação privada.
2. Procedimento dos crimes praticados por funcionários públicos – Arts. 513 a 518, CPP: Âmbito de incidência:
Este procedimento incide tanto aos crimes funcionais próprios como aos impróprios. Ambos tem em comum a elementar funcionário público, só que nos próprios, retirando-se a elementar ocorre a chamada atipicidade absoluta, não subsistindo crime algum. Ex.: prevaricação, corrupção passiva, etc. o impróprio caracteriza-se porque uma vez retirada a elementar funcionário público, subsiste um outro crime, ocorrendo a denominada atipicidade relativa. Ex.: peculato.
Crimes funcionais próprios x impróprios: - Arts. 312 a 326 CP
- Arts. 359-A a 359-H CP: crimes contra as finanças públicas, criados pela lei de responsabilidade fiscal.
- Art. 3º, I, II e III10
Lei 8.137/90: crimes contra a ordem tributária. Servidores públicos da fazenda pública.
10 Art. 3° Constitui crime funcional contra a ordem tributária, além dos previstos no Decreto-Lei n° 2.848, de 7 de dezembro de
1940 - Código Penal (Título XI, Capítulo I):
I - extraviar livro oficial, processo fiscal ou qualquer documento, de que tenha a guarda em razão da função; sonegá-lo, ou inutilizá-lo, total ou parcialmente, acarretando pagamento indevido ou inexato de tributo ou contribuição social;
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Não se utiliza o procedimento: pois não atingem primariamente o bem jurídico tutelado da Administração Pública. Atinge o cidadão.
- abuso de autoridade - tortura
- crimes praticados por particulares contra a Administração Pública - crimes praticados contra a Administração da Justiça
Rito:
Quando se tratar de crime funcional definido neste procedimento, mas de menor potencial ofensivo, adota-se o procedimento sumaríssimo. A resposta preliminar do art. 51411 CPP é substituída pela resposta preliminar do procedimento sumaríssimo.
Quando não se tratar de infração de menor potencial ofensivo, existem duas posições a respeito de qual procedimento deve ser utilizado. Uma primeira sustenta que se utiliza o art. 394, § 1º12
CPP, sendo relevante a pena máxima cominada em abstrato. Assim, dependendo dela o procedimento será sumário ou ordinário (minoritária). A outra posição sustenta que se deve seguir o art. 51813 CPP – isso significa que a exceção das infrações de menor potencial ofensivo, independentemente da pena, segue-se o procedimento comum ordinário. Isso porque se garante maior dilação probatória, com maior número de testemunhas, portanto é maior garantia ao réu (majoritária). O art. 518 CPP é mais antigo que o art. 394. Salvo as infrações de menor potencial ofensivo, vão todas para o JEC, em razão da maior dilação probatória.
II - exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida; ou aceitar promessa de tal vantagem, para deixar de lançar ou cobrar tributo ou contribuição social, ou cobrá-los parcialmente. Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.
III - patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração fazendária, valendo-se da qualidade de funcionário público. Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
11 Art. 514. Nos crimes afiançáveis, estando a denúncia ou queixa em devida forma, o juiz mandará autuá-la e ordenará a
notificação do acusado, para responder por escrito, dentro do prazo de quinze dias.
12 Art. 394, § 1º. O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:
I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial ofensivo, na forma da lei.
13 Art. 518. Na instrução criminal e nos demais termos do processo, observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Título I, deste
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Art. 514 CPP – é o único artigo que traz a especialidade a esse procedimento.
Art. 51314
CPP: editado à época em que não era possível a instauração de inquérito policial contra funcionário público. Assim, o art. 513 CPP prevê que a inicial seja instruída com documentos ou justificações que façam presumir a existência da infração. Este artigo 513, para o STJ, é extremamente importante no que diz respeito a necessidade da notificação para a apresentação da resposta preliminar de que trata o art. 514 CPP. Hoje pode ser incluído também o inquérito policial neste artigo, conforme explicado.
Art. 514 CPP:
- notificação para apresentação de resposta preliminar no prazo de 15 dias Aplicabilidade do art. 394, §4º15
CPP em relação ao art. 39616
: como a resposta preliminar do art. 514 CPP visa a suprir a falta de inquérito policial ou documentos previstos no art. 513 CPP, observa-se não possuir ela a mesma finalidade da resposta a acusação do art. 396-A17
CPP. Assim, as teses desenvolvidas nesta última em nada se relacionam com as funções da primeira, o que, sem dúvida, obriga a coexistência de ambas. Importante ressaltar que esta discussão não era travada na antiga defesa prévia, facultativa e “vazia”. Mais ainda agora em se tratando da imprescindível resposta à acusação.
- Obrigatória? A ausência de notificação para o oferecimento, em tese é nulidade absoluta. Para o STF a ausência de resposta preliminar do art. 514 é caso de nulidade absoluta, independentemente de haver os elementos ou não do art. 513. Isso faz parte da ampla defesa. O STJ diz que se a denúncia vier acompanhada pelos elementos do art. 513 CPP, dispensa-se a resposta preliminar do art. 514. Súmula 33018, STJ.
14 Art. 513. Os crimes de responsabilidade dos funcionários públicos, cujo processo e julgamento competirão aos juízes de direito, a
queixa ou a denúncia será instruída com documentos ou justificação que façam presumir a existência do delito ou com declaração fundamentada da impossibilidade de apresentação de qualquer dessas provas.
15 Art. 394, § 4o. As disposições dos arts. 395 a 398 deste Código aplicam-se a todos os procedimentos penais de primeiro grau,
ainda que não regulados neste Código.
16 Art. 396. Nos procedimentos ordinário e sumário, oferecida a denúncia ou queixa, o juiz, se não a rejeitar liminarmente, recebê-la-á e ordenarrecebê-la-á a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 (dez) dias.
17 Art. 396-A. Na resposta, o acusado poderá argüir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e
justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário.
18 Súmula 330, STJ: É desnecessária a resposta preliminar de que trata o artigo 514 do Código de Processo Penal, na ação penal
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- Prazo: 15 dias: a pena mínima não poderá ser superior a 2 anos. Não caberá resposta preliminar nos casos dos arts. 316, §1º, CP, 31819, CP e 3º, I e II, Lei 8.137/90. Existe entendimento doutrinário no sentido de que também aos crimes inafiançáveis deverá haver o mesmo direito a resposta preliminar.
Co-réu particular: é tranquilo ao co-réu que não ostentar a condição de funcionário público, a ele não se aplica a resposta preliminar, porque ela visa a proteger o funcionário público. Se o funcionário público tiver deixado a função pública, não mais tem direito a esta resposta preliminar.
Se houver crime conexo não funcional mais grave, a corrente que prevalece é que não há necessidade de resposta preliminar. Mirabete diz que caberia apenas notificação.
A resposta pode ser oferecida pelo próprio funcionário público ou por advogado. - afiançáveis
Parágrafo único, 51420: se o funcionário público residir fora da comarca, deverá ser notificado por precatória.
No mais, segue-se o procedimento comum ordinário.
3. Procedimento dos crimes contra a honra – art. 519 a 523, CPP: Âmbito de incidência: abrange calúnia, injúria e também a difamação, salvo quando de competência do juizado especial criminal.
Como a maioria dos cries contra a honra é de competência dos juizados especiais criminais, na atualidade seguem o rito especial as seguintes hipóteses:
- Art. 140, § 3º21 , CP;
19 Art. 318. Em relação àquele que se tiver apresentado espontaneamente à prisão, confessando crime de autoria ignorada ou
imputada a outrem, não terá efeito suspensivo a apelação interposta da sentença absolutória, ainda nos casos em que este Código Ihe atribuir tal efeito.
20 Art. 514. Parágrafo único. Se não for conhecida a residência do acusado, ou este se achar fora da jurisdição do juiz, ser-lhe-á
DIREITO PROCESSUAL PENAL - Art. 13822
, CP na forma do art. 14123 , CP;
- Lei Maria da Penha: sai do âmbito do juizado especial criminal.
Analisando-se o art. 51924
do CPP verifica-se o mesmo problema que ocorre com os crimes praticados por funcionário públicos e o procedimento a ser utilizado. Aqui, no entanto, não há qualquer crime contra a honra cuja a pena máxima seja superior a 4 anos. No máximo ficam no procedimento comum sumário.
1ª regras: se for uma impo: JEC.
A primeira posição manda aplicar, por mais novo, o art. 394, § 1º25
, CPP, ou seja, o rito segue de acordo com a quantidade máxima de pena cominada em abstrato (minoritária).
A segunda posição determina que se utilize o art. 519 CPP, observando-se, independentemente da pena, o procedimento comum ordinário.
É imprescindível que se saiba a espécie de ação penal para que se saiba o rito a ser utilizado. Este procedimento somente é utilizado nos crimes contra a honra de ação penal privada.
- Art. 14426 CP: pedido de explicações – trata-se de medida preparatória e facultativa da ação penal privada por crime contra a honra. Serve apenas para prevenir a competência. 21 Art. 140, § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa
idosa ou portadora de deficiência: Pena - reclusão de um a três anos e multa.
22 Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
23 Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; II - contra funcionário público, em razão de suas funções;
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. IV - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria.
24 Art. 519. No processo por crime de calúnia ou injúria, para o qual não haja outra forma estabelecida em lei especial,
observar-se-á o disposto nos Capítulos I e III, Titulo I, deste Livro, com as modificações constantes dos artigos seguintes.
25 Art. 394, § 1o O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:
I - ordinário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada for igual ou superior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
II - sumário, quando tiver por objeto crime cuja sanção máxima cominada seja inferior a 4 (quatro) anos de pena privativa de liberdade;
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- Art. 52027 CPP – audiência preliminar de tentativa de conciliação: comente cabe em ação penal privada, devendo o juiz, após o oferecimento da queixa crime intimar querelante/querelado para comparecimento. A ausência do querelante, na solenidade, comporta duas posições:
1) não deseja conciliar (majoritária); 2) perempção.
Se o querelado não comparecer presume-se que não deseja a reconciliação.
Audiência de tentativa de conciliação é uma condição de procedibilidade nos crimes contra honra de ação penal privada – o recebimento da queixa crime sem a sua designação acarreta nulidade absoluta, salvo se a queixa for manifestamente inepta. Aí o juiz fulmina a peça de cara e não designa a audiência.
Desta audiência não participam os advogados, somente querelante e querelado. Nada do que nela foi dito será levado a termo, somente o resultado.
Se houve conciliação é dada baixa, já que houve extinção da punibilidade, segundo o art. 52228
CPP.
Se não tiver havido conciliação, autos ao MP para fins de aditamento o prazo de 3 dias. Após, autos ao juiz para dizer se recebe ou não a queixa. Após, segue o procedimento comum ordinário.
- Art. 52329 CPP – exceção da verdade: é uma reconvenção do processo civil. O querelado vai provar que aquilo que ele disse a respeito do querelante é verdade. É uma
26 Art. 144 - Se, de referências, alusões ou frases, se infere calúnia, difamação ou injúria, quem se julga ofendido pode pedir
explicações em juízo. Aquele que se recusa a dá-las ou, a critério do juiz, não as dá satisfatórias, responde pela ofensa.
27 Art. 520. Antes de receber a queixa, o juiz oferecerá às partes oportunidade para se reconciliarem, fazendo-as comparecer em juízo
e ouvindo-as, separadamente, sem a presença dos seus advogados, não se lavrando termo.
28 Art. 522. No caso de reconciliação, depois de assinado pelo querelante o termo da desistência, a queixa será arquivada.
29 Art. 523. Quando for oferecida a exceção da verdade ou da notoriedade do fato imputado, o querelante poderá contestar a exceção
no prazo de dois dias, podendo ser inquiridas as testemunhas arroladas na queixa, ou outras indicadas naquele prazo, em substituição às primeiras, ou para completar o máximo legal.
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medida de defesa a disposição do querelado, para fazer com que ao final o processo principal seja julgado improcedente e o querelado absolvido.
A exceção da verdade ou da notoriedade do fato somente é cabível na calúnia e na difamação e, nesta última, somente quando praticada contra funcionário público no exercício das funções.
Procedente a exceção quanto a notoriedade do fato, existem duas correntes a respeito. 1) o réu é absolvido por ausência de dolo (majoritária)
2) a exceção se reflete apenas na culpabilidade, sendo o fato, portanto, menos reprovável sem que se exclua o dolo.
Momento em que se oferece a exceção: é o da resposta à acusação. Enquanto não tiver transitado em julgado a sentença poderia se fazer esse oferecimento, para uma posição. Quando isso ocorrer o réu será intimado para se manifestar em 2 dias. Em 2 dias também será intimado a se manifestar o MP. Se faz a instrução e na sentença, tanto a exceção quanto o processo principal são julgados juntos. Mas a exceção é julgada como preliminar.