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Guia de Especialidades MEDCEL 2013

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(1)

GUIA DE

(2)

Sandriani Darine Caldeira

Débora de Alencar Soranso

Fernanda Antunes Oliveira

Victor Ales Rodrigues

ISBN 978-85-7925-390-4

Produção Editorial:

Fáti ma Rodrigues Morais - Viviane Salvador

Coordenação Editorial e de Arte:

Martha Nazareth Fernandes Leite

Projeto Gráfi co e Diagramação:

Fáti ma Rodrigues Morais

Arte:

Thiago Vanderlinde

Assistência Editorial:

Denis de Jesus Souza

Edição de Texto e Imagens:

Tati ana Takiuti Smerine

Revisão Final:

Henrique Tadeu Malfará de Souza

Revisão:

Hélen Xavier Isabela Biz Leandro Marti ns Lívia Stevaux Luiz Filipe Armani

Mariana Rezende Goulart

(3)

Débora de Alencar Soranso

Graduanda em medicina pela Universidade Anhembi-Morumbi.

Fernanda Antunes Oliveira

Graduada em medicina pela Universidade Santo Amaro (UNISA).

Victor Ales Rodrigues

Graduando em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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NOSSAS VANTAGENS*:

ACLS

Antibioticoterapia

Radiologia

Eletrocardiograma

Emergências Clínicas

Urgências e Emergências Cirúrgicas

Terapia Intensiva

Interpretação de Exames

Antibioticoterapia

Radiologia

Eletrocardiograma

CURSOS DE

ATUALIZAÇÃO

Clínica Médica

Clínica Cirúrgica

Pediatria

SIC NET

Clínica Cirúrgica

Pediatria

PREPARATÓRIOS

PARA RESIDÊNCIA:

R3

Pediatria

Cardiologia

Ginecologia e Obstetrícia

Oftalmologia

Ortopedia e Traumatologia

ACLS

Cardiologia

Ginecologia e Obstetrícia

PREPARATÓRIOS

PARA TÍTULOS DE

ESPECIALISTAS

Extensivo

Extensivo Modular

Extensivo Aplicado

Intensivo

Reta Final - SUS/SP

Habilidades Médicas

Treinamento para Prova Prática

SIC NET

Clínica Médica

PREPARATÓRIOS

Extensivo Modular

Extensivo Aplicado

Intensivo

PREPARATÓRIOS

PARA RESIDÊNCIA:

ACESSO DIRETO

(5)

ÍNDICE

1. A arte da medicina ... 7

2. O recém-formado ... 8

3. Residência Médica no exterior ... 9

4. Acesso Direto

1. Acupuntura ... 11

2. Anestesiologia ... 13

3. Cirurgia Geral ... 15

4. Clínica Médica ... 17

5. Dermatologia ... 19

6. Genéti ca Médica ... 21

7. Ginecologia e Obstetrícia ... 23

8. Homeopati a ... 25

9. Infectologia ... 27

10. Medicina de Família e Comunidade ... 29

11. Medicina do Esporte ... 31

12. Medicina do Tráfego ... 33

13. Medicina do Trabalho ... 35

14. Medicina Física e Reabilitação ... 37

15. Medicina Legal ... 39

16. Medicina Nuclear ... 41

17. Medicina Preventi va e Social ... 43

18. Neurocirurgia ... 45

19. Neurologia ... 47

20. Oft almologia ... 49

21. Ortopedia e Traumatologia ... 51

22. Otorrinolaringologia ... 53

23. Patologia e Patologia Clínica ... 55

24. Pediatria ... 57

25. Psiquiatria ... 59

26. Radiologia e Diagnósti co por Imagem ... 61

(6)

29. Cardiologia ... 67

30. Endocrinologia ... 69

31. Gastroenterologia ... 71

32. Geriatria ... 73

33. Hematologia e Hemoterapia ... 75

34. Medicina Intensiva ... 77

35. Nefrologia ... 79

36. Nutrologia ... 81

37. Oncologia Clínica ... 83

38. Pneumologia ... 85

39. Reumatologia ... 87

6. Clínica Cirúrgica

40. Angiologia e Cirurgias Vascular e Endovascular ... 89

41. Cirurgia Cardiovascular ... 91

42. Cirurgia de Cabeça e Pescoço ... 93

43. Cirurgia do Aparelho Digesti vo ... 95

44. Cirurgia do Trauma ... 97

45. Cirurgia Oncológica ... 99

46. Cirurgia Pediátrica ... 101

47. Cirurgia Plásti ca ... 103

48. Cirurgia Torácica ... 105

49. Coloproctologia ... 107

50. Urologia ... 109

51. Videolaparoscopia ... 111

(7)

A ARTE DA MEDICINA

A medicina tem como uma de suas raízes mais conhecidas a desenvolvida por Hipócrates,

considerado o “pai da medicina”. Ele viveu na Grécia Anti ga e lá desenvolveu inúmeras teorias e teve

vários discípulos sob seus ensinamentos. Foram eles uns dos pioneiros na arte de entender os sintomas

causados pelas patologias.

A parti r daí e à medida que os séculos passavam, cada vez mais surgiam questi onamentos

sobre as práti cas médicas e o quão necessárias se faziam perante a população. Na Idade Média, era

comum o médico procurar curar prati camente todas as doenças uti lizando o recurso da sangria, feito,

principalmente, com a uti lização de sanguessugas. Porém, nesse período, os conhecimentos avançaram

pouco, pois havia uma forte infl uência da Igreja Católica, que condenava as pesquisas cientí fi cas e as

considerava práti cas demoníacas.

No período do Renascimento Cultural, nos séculos XV e XVI, houve um grande avanço da medicina.

Movidos por uma grande vontade de descobrir o funcionamento do corpo humano, médicos buscaram

explicar as doenças por meio de estudos cientí fi cos e testes de laboratório. Posteriormente, descobriu-se

o funcionamento do sistema circulatório, e mais ensinamentos foram construídos baseados na anatomia

e na fi siologia.

No século XIX, todo o conhecimento fi cou mais apurado após a invenção do microscópio

acromáti co. Com essa invenção, Louis Pasteur conseguiu um enorme avanço ao descobrir que as

bactérias são as responsáveis pela causa de grande parte das doenças.

Atualmente, temos uma medicina moderna e em constante renovação por meio das pesquisas,

nada comparável a todos esses séculos de acúmulo de conhecimento. É uma medicina que proporciona

maiores técnicas de diagnósti co, medicamentos mais potentes e capazes de melhor combater inúmeras

doenças. Os procedimentos cirúrgicos contam com instrumentos mais delicados e técnicas cirúrgicas

menos invasivas que propiciam melhoras mais rápidas no pós-operatório.

É um ciência mutável e que vai se construindo a cada descoberta realizada. É por meio de estudos

de décadas e na práti ca médica diária que a medicina se renova e quebra tabus. Mas, mesmo com as

diversas melhorias, muito ainda há de ser descoberto ou reestruturado. São as infi nitas doenças que

acometem o homem que ainda precisam de tratamento ou mesmo de diagnósti co. Por isso, muito se

fez, mas muito ainda se fará por uma ciência tão nobre e enriquecedora que é a arte de curar, a medicina.

(8)

A medicina é uma profi ssão construída após 6 anos de estudo integral, passando por suas cadeiras

básicas, avançadas e pelo internato. São muitos anos de dedicação e de abdicação, mas sempre em

busca do propósito de ser um estudioso da arte médica, entender a base das doenças e, a parti r disso,

poder desenvolver técnicas de diagnósti co e tratamento, seja ele curati vo ou paliati vo.

Após esse embasamento, o recém-formado, e agora um jovem médico, deve escolher e se dedicar

a um estudo de uma das várias subdivisões da medicina, seja ela a Clínica Médica, a Cirurgia Geral, a

Ginecologia e muitas outras. Essa especialidade será alcançada por meio de um estudo na Residência

Médica, que terá duração de acordo com o programa escolhido.

É durante a Residência Médica que o jovem médico se tornará apto a exercer plenamente uma

área com mais dedicação e com ensinamento mais aprofundado, deixando de ser generalista. Para que

isso ocorra, o médico deve estar consciente de suas escolhas e de que a área que escolheu o preencherá

como profi ssional e pessoalmente, para que possa estar sati sfeito diante das escolhas feitas.

Já ao concluir a especialidade, novos desafi os surgem a esse jovem profi ssional, novas difi culdades

apresentam-se na carreira e outras tantas devem ser ultrapassadas para somente então conseguir se

fi rmar, em um emprego em serviço público ou privado, abrindo o próprio consultório ou realizando

procedimentos mais invasivos.

Para o jovem médico, o que permanece são os ensinamentos de construir aos poucos sua

carreira, em bases sólidas e com decisões precisas, onde as escolhas tomadas irão refl eti r no seu futuro

mais distante.

(9)

RESIDÊNCIA MÉDICA NO EXTERIOR

Existe a possibilidade de esse recém-formado realizar a sua Residência Médica fora do país. Esse

é um processo bastante complexo e varia de país para país.

Aqui abordaremos apenas de maneira geral o tema, e como exemplo explicaremos os passos

gerais para o ingresso nos Estados Unidos (EUA).

O fato de haver uma avalição e de ser um processo extenuante não é regra apenas para aqueles

que saem daqui. Se um profi ssional de outro local desejar ingressar na carreira médica em terras

brasileiras, deve fazer uma validação de seu diploma, processo que é sabidamente muito complicado.

Para se ter uma ideia, o processo Revalida, que revalida os diplomas de médicos formados fora do Brasil,

já teve 1.184 candidatos, com apenas 67 aprovados (cerca de 5%).

O consenso para atuar em outros locais é a realização de avaliações de conhecimento básico,

clínico e práti co, bem como o conhecimento aprofundado do idioma local. Além disso, existem as

peculiaridades da medicina em cada local, nas condutas propriamente ditas ou nos aspectos legais e

culturais. Dessa forma, essas parti cularidades também são cobradas nas avaliações para iniciar a carreira

em outros países.

Nos EUA

O médico formado fora dos EUA interessado em fazer Residência nesse país deve submeter-se a

alguns exames a fi m de se qualifi car. Eles constam de um conjunto de provas concentradas nas áreas de

Ciências Médicas e Ciências Clínicas (o chamado USMLE).

As avaliações são dividas em etapas, os chamados steps, e funcionam da seguinte forma:

- Step 1: é a 1ª etapa do processo e tem como objeti vo avaliar se o candidato tem a capacidade

de compreender e aplicar conceitos importantes das ciências básicas para a práti ca médica.

De maneira geral, abrange os seguintes temas: Anatomia Humana, Fisiologia, Bioquímica,

Farmacologia, Patologia, Microbiologia, Epidemiologia e Tópicos Interdisciplinares, como

Nutrição, Genéti ca e Envelhecimento.

Os resultados, então, são relatados com uma pontuação de 3 e outra de 2 algarismos. A

pontua-ção mínima para ser aprovado é de 189, no escore de 3 algarismos. Teoricamente, a pontuapontua-ção

máxima é de 300.

- Step 2: essa é a 2ª etapa do processo. Tem o objeti vo de avaliar se o candidato possui

conhecimentos, habilidades e compreensão da ciência clínica essencial para a prestação de

assistência ao paciente, sob supervisão. O Step 2 é subdividido em 2 exames:

· Step 2 CK (do inglês, Clinical Knowledge) é um exame de múlti pla escolha com o intuito de

avaliar a clínica por meio de um conhecimento tradicional. O exame dura 9 horas e é consti tuído

de 8 blocos de 46 perguntas cada. Uma hora é dada para cada bloco de perguntas. Os temas

inclusos nesse exame são as Ciências Médicas, como Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria,

Psiquiatria, Ginecologia e Obstetrícia.

· Step 2 CS (do inglês, Clinical Skill) é um exame práti co que pretende avaliar habilidades

clínicas simuladas com pacientes por meio de interações, em que o examinando interage com

doentes padronizados retratados por atores. Cada examinando enfrenta 12 casos clínicos e

tem 15 minutos para concluir a anamnese e o exame clínico de cada paciente, e depois mais

10 minutos para escrever uma nota descrevendo os resultados, o diagnósti co diferencial e a

(10)

e Los Angeles (CA).

- Step 3: é a 3ª e últi ma etapa do processo e se desti na a avaliar se o candidato consegue aplicar

desacompanhado o conhecimento e a compreensão da Ciência Biomédica e clínica essencial

para a práti ca da medicina. Os diplomados em escolas médicas americanas normalmente

realizam esse exame no fi nal do 1º ano de Residência. Médicos estrangeiros recém-licenciados

poderão fazer o Step 3 antes de começar na Residência, em cerca de 10 estados americanos.

O Step 3 ocorre em 2 dias de exame. Cada dia de testes deve ser concluído dentro de 8 horas.

O 1º dia de testes de escolha múlti pla inclui 336 itens divididos em blocos, cada um consti tuído

de 48 itens. Examinandos devem preencher cada bloco dentro de 60 minutos. O 2º dia de testes

de escolha múlti pla inclui 144 itens, divididos em blocos de 36 itens. E os examinandos devem

completar cada bloco dentro de 45 minutos.

Por fi m, é fundamental possuir cartas de recomendação de professores de universidades americanas,

inclusive específi ca da área em que está prestando. Isso é importante para o momento “colocação”

(placement), em que o candidato irá tentar fi nalmente ingressar nas universidades escolhidas. Isso pode ser

feito por contato direto do médico com os hospitais. Para saber dos hospitais numa determinada área de

especialização, o médico deverá consultar o The Directory of Residency Training Programs. Além de contato

direto, uma maneira de pleitear uma Residência é o serviço nacional computadorizado de colocação em

Residências: o Nati onal Resident Matching Program (NRMP).

Após esses procedimentos, o candidato aplica-se para algumas universidades e aguarda ser

chamado para entrevistas. Então deve ranquear as universidades e estas fazem o mesmo. Os dados são

então cruzados, obtendo-se o resultado fi nal.

Fellowship

Fellowship é uma especialização realizada após a Residência Médica, que tem por objeti vos a

atuação clínica e/ou a pesquisa. O fellowship clínico (clinical fellowship) de modo geral pressupõe uma

Residência Médica feita nos Estados Unidos. Esse ti po de fellowship, por envolver contato clínico com o

paciente, requer também que o candidato siga as mesmas normas estabelecidas para uma Residência,

submetendo-se, inclusive, às provas.

Observação e pesquisa

Médicos com Residências completas podem passar uma temporada de observação e/ou pesquisa

em hospitais ou clínicas, em programas menos formais que o fellowship, sem contato clínico com pacientes.

A possibilidade de fazer isso, no entanto, depende de vários fatores: primeiro, a enti dade precisa dispor

de tempo e de pessoal para acomodar o observador e/ ou pesquisador. Segundo, é necessário saber

(11)

1. Introdução

A Acupuntura é a práti ca fundamental da Medicina Tra-dicional Chinesa (MTC), usada há mais de 4.000 anos no Oriente e agora difundida no Ocidente. A Acupuntura tem comprovação cientí fi ca no Brasil e está entre as 50 especia-lidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Co-missão Nacional de Residência Médica (CNRM).

A técnica baseia-se em energias que percorrem o corpo. Esses trajetos passam pelos órgãos e vísceras e se exteriori-zam na pele e nas estruturas próximas, como tecido subcu-tâneo, músculos, tendões e outras.

Nesses trajetos foram mapeados pontos, que podem ser alcançados por agulhas, permiti ndo que sejam esti mulados ou sedados, conforme o caso, para desbloquear a passagem da energia e permiti r sua circulação e distribuição pelo orga-nismo. Ficarão a critério do médico acupunturista selecionar e fazer a combinação dos pontos mais adequados para colo-cação das agulhas no paciente, de acordo com as desarmo-nias e as característi cas de cada indivíduo.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Rodízio nas áreas

- Clínica Médica; - Ginecologia e Obstetrícia; - Ortopedia e Traumatologia; - Neurologia; - Dermatologia; - Reumatologia; - Eletrofi siologia; - Otorrinolaringologia; - Psiquiatria; - Ambulatórios; - PS.

Média de vagas no país

23: - Nordeste: 14; - Centro-Oeste: 2; - Sul: 2; - Sudeste: 5.

2. Áreas de atuação

A principal área de atuação de um acupunturista é em consultório parti cular. Empregos em hospitais, públicos ou privados, são bem incomuns. Outra possibilidade é o ensino em escolas médicas, já que essa especialidade ainda possui poucos locais de ensino no Brasil.

3. Vantagens e difi culdades

A - Vantagens

Pouco investi mento inicial, já que não são necessários equi-pamentos custosos para iniciar um consultório. A clientela é ex-clusivamente parti cular, o que promove melhor remuneração. Não há plantões, o que promove melhor qualidade de vida.

B - Desvantagens

Muitos pacientes ainda apresentam falta de confi ança na especialidade e, caso não apresentem efeito nas primeiras sessões, acabam desanimando do tratamento; há a questã o da qualifi caç ã o profi ssional, já que a aplicaç ã o dessa arte mi-lenar, como na cirurgia, depende do correto diagnó sti co e do conhecimento aprofundado para se escolher bem o pro-cedimento; medo de agulhas.

O que o tornará um bom acupunturista?

- Gostar de trabalhar com as próprias mãos; - Ser expert em uma área médica superespecializada; - Apreciar uma ciência milenar;

- Ter uma excelente destreza manual.

4. Situação atual e perspectivas

O tratamento de acupuntura, atualmente, oferece efei-tos analgé sico, anti -infl amató rio leve, relaxamento

muscu-ACUPUNTURA

(12)

lar, ansiolí ti co, anti depressivo leve, alé m de diversos outros benefí cios. Geralmente, quem procura o acupunturista são casos crô nicos, e cerca de 70% dessa populaç ã o pos-suem queixa de dores e muitos outros sintomas, de causas variá veis, o que traz um desafi o a mais para o mé dico. Dessa forma, há a necessidade de aprofundar o conhecimento em vá rias especialidades mé dicas.

Essa é uma área em constante crescimento e promete, cada vez mais, campo para os especialistas que procuram essa modalidade médica.

Acupunturistas em ati vidade

Cerca de 1.830 em 2012

5. Estilo de vida

A acupuntura promove uma óti ma qualidade de vida. Além de ser uma área que não possui plantões nem aten-dimento de urgência, os profi ssionais que a escolhem geral-mente são adeptos da fi losofi a de medicina oriental e gosta m muito do que fazem, o que contribui para a plena sati sfação profi ssional. A remuneração também costuma ser boa, mais um fator positi vo para um esti lo de vida grati fi cante.

(13)

1. Introdução

A Anestesiologia é a especialidade médica de acesso direto que estuda e proporciona ausência ou alívio da dor e de outras sensações ao paciente que necessita realizar procedimentos cirúrgicos, sejam diagnósti cos, curati vos ou paliati vos.

A especialidade vem a cada dia ampliando suas áreas de atuação, englobando não só o período intraoperatório, bem como os períodos pré e pós-operatórios, realizando atendimento ambulatorial para avaliação pré-anestésica e assumindo um papel fundamental pós-cirúrgico no acom-panhamento do paciente tanto nos serviços de recuperação pós-anestésica e Unidades de Terapia Intensiva (UTI) quanto no ambiente da enfermaria, atuando nos cuidados paliati vos e no controle da dor até o momento da alta hospitalar.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Média de vagas no país

508: - Norte: 27; - Nordeste: 87; - Centro-Oeste: 37; - Sul: 78; - Sudeste: 279.

2. Áreas de atuação

O anestesista atua em ambulatórios, fazendo triagem e avaliação de pacientes que irão se submeter a algum pro-cedimento cirúrgico. Posteriormente, realiza propro-cedimentos anestésicos nos centros cirúrgicos; avalia pacientes em UTI e enfermarias para cuidados e controles da dor.

O anestesista pode também trabalhar em equipes cirúr-gicas específi cas, como de cirurgias pediátricas, gástricas, vasculares, ginecológicas, entre outras.

3. Vantagens e difi culdades

Médicos que buscam a Anestesiologia visam, na maio-ria das vezes, não ter tanto contato com pacientes, além de maior tranquilidade em sua atuação profi ssional nos centros cirúrgicos. Os momentos de maior tranquilidade nesses ambientes têm feito aumentar a procura por essa especialidade.

As difi culdades encontradas são deparar com o tempo transcorrido em cada cirurgia, requerendo do anestesista muita práti ca em lidar com os anestésicos disponíveis, e a durabilidade de cada procedimento a ser realizado. Ou-tra difi culdade enconOu-trada por esse profi ssional dentro de hospitais parti culares é sua inserção nas equipes médico--cirúrgicas, insti tuídas pelos cirurgiões para obterem me-lhor entendimento e maior prati cidade em sua atuação ci-rúrgica, fazendo com que muitos anestesistas só trabalhem em hospitais públicos.

Não se pode deixar de falar também sobre as intempé-ries de trabalhar em hospitais sucateados, que não ofere-cem boas condições para a realização dos procedimentos.

O que o tornará um bom anestesista?

Dominar os mecanismos de ação e efeitos dos anestésicos uti -lizados em cada procedimento, de acordo com cada paciente e sua faixa etária;

- Permanecer relaxado e confi ante, mesmo sob extrema pres-são, como nas cirurgias de urgência e de pacientes que sofreram trauma;

- Dominar a técnica da intubação e do acesso venoso, central ou periférico.

4. Situação atual e perspectivas

A Anestesiologia é uma área de suma importância asso-ciada à Cirurgia Geral e suas subespecialidades. Antes de seu desenvolvimento, os procedimentos cirúrgicos requeriam

ANESTESIOLOGIA

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muito sacrifí cio por parte do paciente, que ti nha de suportar inúmeras horas de intenso sofrimento e dor. Isso restringia os procedimentos e muitos vinham a falecer de sua comor-bidade. A parti r do surgimento dos anestésicos, a cirurgia passou por um processo de grande crescimento, com inú-meros procedimentos passíveis de serem executados, e os pacientes passaram a usufruir de mais conforto e maior ex-pectati va de terem seu problema solucionado.

5. Estilo de vida

A qualidade de vida é um dos pontos fundamentais em uma carreira profi ssional, e essa especialidade tende a pro-porcionar uma tranquilidade profi ssional e pessoal, sem muitas difi culdades e demonstrando o quão sati sfeito se está com a profi ssão escolhida.

No começo de todas as carreiras profi ssionais, temos maior difi culdade de nos ajustar ao mercado de trabalho e ultrapassar barreiras para só então alcançar a estabilidade tão almejada.

6. Subespecialidades

(15)

1. Introdução

A Cirurgia Geral consti tui-se numa área médica complexa e especializada, envolvendo diversos procedimentos neces-sários para um adequado funcionamento dos órgãos e siste-mas. Sendo a Cirurgia Geral embasada nesse pilar, os proce-dimentos realizados pelos especialistas incluem cirurgias no comparti mento abdominal, de cabeça e pescoço, do tórax, dos tecidos mole e musculoesqueléti co, trauma, oncologia e doentes em fase críti ca.

Ao realizar uma Residência em cirurgia, o médico tem como objeti vo desenvolver um aprendizado teórico e prá-ti co a respeito dos cuidados clínicos e cirúrgicos, básicos e avançados, e da tecnologia atualizada para solucionar da melhor maneira as afecções de maior prevalência popula-cional, nas diferentes áreas cirúrgicas.

O programa de Residência visa proporcionar conheci-mento na assistência ambulatorial, em enfermarias, serviços de urgência e emergência, terapia intensiva e, tecnicamen-te, uma visão ampliada sobre o ato operatório e seus diver-sos instrumentos.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Rodízio nas áreas

- Cirurgia Geral;

- Cirurgia do Aparelho Digesti vo; - Coloproctologia;

- Transplante; - Cirurgia do Trauma;

- Cirurgia de Cabeça e Pescoço; - Cirurgia Cardíaca;

- Cirurgia do Tórax; - Urologia; - Cirurgia Vascular; - Cirurgia Pediátrica; - Cirurgia Plásti ca; - Terapia Intensiva; - Técnica Cirúrgica.

Média de vagas no país

1.070: - Norte: 68; - Nordeste: 181; - Centro-Oeste: 88; - Sul: 197; - Sudeste: 536.

2. Áreas de atuação

O cirurgião geral pode atuar em setores como a enfer-maria, fazendo visita em pacientes internados para pré e pós-operatório, assim como realizar intervenções caso necessário em algum momento da internação. Atua no pronto-socorro, atendendo urgência e emergências de pa-cientes que, por ventura, sofreram acidentes por diversos mecanismos, como automobilísti cos, motociclistas, atro-pelamentos, queimados e inúmeras outras afecções. Pode trabalhar diretamente no centro cirúrgico, realizando pro-cedimentos marcados eleti vamente em ambulatório. Atua também avaliando os pacientes cirúrgicos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Diversos são os procedimentos que podem ser realiza-dos pelo cirurgião geral, pois é portador de um conhecimen-to abrangente nesse campo. A seguir, alguns procedimenconhecimen-tos realizados por esse profi ssional:

- Abdominal: apendicite, diverti culite, pancreati te,

obstruções intesti nais, herniorrafi as ou hernioplasti as, pa-tologias orifi ciais, esplenectomias, colecistectomias, gas-trostomias, gastroenteroanastomose, abordagem hepáti ca e esplênica pós-traumati smos, paracentese, laparotomias exploradoras;

- Torácico: drenagem torácica, toracocentese,

toracoto-mia de emergência;

- Membros superiores e inferiores: fl ebotomias, acesso

venoso central, queimaduras.

CIRURGIA GERAL

(16)

3. Vantagens e difi culdades

A vantagem proporcionada pela Cirurgia Geral é a opor-tunidade de trabalhar não só com casos clínicos tratados apenas farmacologicamente, como também com procedi-mentos médicos mais invasivos.

Uma das difi culdades encontradas nessa especialidade é deparar com o tempo transcorrido em cada cirurgia, reque-rendo do cirurgião um bom preparo fí sico e emocional para suportar a extensa carga horária, mantendo sempre muito controle e atenção nos procedimentos realizados.

Não se pode deixar de falar também sobre as intempé-ries de trabalhar em hospitais sucateados, que não ofere-cem boas condições para a realização de procedimentos.

O que o tornará um bom cirurgião?

- Ser criati vo, detalhadamente orientado, e cobrar de si mesmo alto padrão de postura;

- Permanecer relaxado e confi ante mesmo sob extrema pressão; - Ter uma óti ma destreza manual.

4. Situação atual e perspectivas

A Cirurgia Geral é uma área muito extensa e complexa, com longos anos de treinamento até que se possa estar apto a realizar procedimentos invasivos nos pacientes que deles necessitam. Com o passar dos anos, podemos notar que procedimentos anteriormente indicados de imediato agora são analisados e tratados conservadoramente, antes de se realizar qualquer ti po de abordagem cirúrgica.

Temos o surgimento e o desenvolvimento da Cirurgia Ro-bóti ca, em que é possível proporcionar ao paciente menos agressão tecidual, mais intensa em cirurgias abertas, e mais destreza nos movimentos realizados.

5. Estilo de vida

A qualidade de vida é um dos pontos fundamentais em uma carreira profi ssional, demonstrando o quão sati sfeito se está com a profi ssão escolhida, podendo-se conciliar profi s-são, família, viagens e lazer.

No começo de todas as carreiras profi ssionais, temos maior difi culdade de nos ajustar ao mercado de trabalho e

- Cirurgia Pediátrica; - Urologia; - Proctologia; - Cancerologia Cirúrgica; - Videolaparoscopia; - Trauma.

(17)

1. Introdução

A Clínica Médica nasceu há 2.500 anos, na Ilha de Kós, na Grécia, com Hipócrates, o introdutor da anamnese como parte inicial da consulta clínica. O clínico geral, em toda a sua formação, é capacitado a desenvolver um raciocínio diag-nósti co com o objeti vo de discernir aqueles mais apropria-dos para determinaapropria-dos pacientes. Portanto, a classifi cação mais apropriada para o clínico geral é a de diagnosti cador, tendo uma visão mais integral do paciente e um papel fun-damental na promoção da saúde.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Rodízio nas áreas

- Unidade de Internação em enfer-maria de Clínica Médica Geral e de especialidades, ambulatório geral e em unidade básica de saúde, urgên-cia e emergênurgên-cia, unidade de tera-pia intensiva, ambulatório de Clínica Geral, Especializada e unidade bási-ca de saúde;

- Estágios obrigatórios: Cardiologia, Gastroenterologia, Nefrologia e Pneumologia;

- Cursos obrigatórios: Epidemiologia Clínica, Biologia Molecular Aplicada, Organização de Serviços de Saúde.

Média de vagas no país

1.498: - Norte: 55; - Nordeste: 247; - Centro-Oeste: 149; - Sul: 228; - Sudeste: 819.

2. Áreas de atuação

Geralmente, esse é o profi ssional de 1º contato do pa-ciente, em prontos-socorros e no dia a dia do atendimento

hospitalar e ambulatorial. Não possui um público-alvo espe-cífi co, já que sua atuação abrange todas as idades e molés-ti as. Uma das caracterísmolés-ti cas da especialidade é promover a saúde e hábitos de vida saudável. É imprescindível como “interconsultor”, essencialmente para especialidades cirúr-gicas, fazendo diagnósti cos de alterações clínicas e acompa-nhamento conjunto de pacientes selecionados.

3. Vantagens e difi culdades

Como no início de algumas carreiras, o clínico leva alguns anos para se estabilizar, principalmente se ti ver seu próprio consultório, pois não conseguirá ter uma renda positi va até se tornar reconhecido. Outra difi culdade do clínico no Brasil é que, diante de tantas especialidades, o generalista acaba subesti mado e substi tuído pelo especialista, sem saber se a sua queixa não seria resolvida simplesmente pelo clínico ge-ral. A vantagem é que não faltam empregos para o clínico, que pode trabalhar em prontos-socorros e em enfermarias de Clí-nica Médica, conseguindo obter bons salários; porém, para ganhar mais, precisa trabalhar em 2 ou mais lugares. Trata-se de uma especialidade muito grati fi cante, com reconhecimen-to da dedicação do profi ssional pelo paciente e por este con-tar com um médico que o veja como um todo, com liberdade para expressar e perguntar sobre suas mais diversas queixas.

O que o tornará um bom clínico geral?

- Ter um bom raciocínio diagnósti co;

- Saber lidar com o diagnósti co e tratamento de doentes crônicos; - Gostar de desafi os, para fazer diagnósti cos difí ceis;

- Possuir uma visão abrangente do paciente.

4. Situação atual e perspectivas

A perspecti va da carreira está em ascendência, pois possui um grande número de vagas distribuídas pelo país,

CLÍNICA MÉDICA

(18)

a maior porcentagem concentrada na região Sudeste. Com esses dados, temos não só a grande procura como também a grande demanda pela especialidade, que é essencial para o funcionamento da saúde pública brasileira. Atualmente, há grandes centros de referência para a formação desse es-pecialista, além de grandes locais de atuação.

Clínicos gerais em ati vidade

Cerca de 12.138 em 2012

5. Estilo de vida

O esti lo de vida do profi ssional vai depender somente do que ele esti ver programando para sua vida. Pode ter uma vida mais corrida, trabalhando em 3 ou 4 empregos, mas po-dendo ganhar bons salários, ou pode trabalhar em apenas 1 lugar ou ter um consultório, levando, dessa forma, uma carreira um pouco mais tranquila, conseguindo conciliar a profi ssão com outras ati vidades diárias, como família, via-gens e lazer.

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1. Introdução

A Dermatologia é a especialidade médica que se ocupa do diagnósti co e do tratamento clínico-cirúrgico das doen-ças que acometem a pele, maior órgão do corpo humano, sendo de extrema importância para a proteção do organis-mo contra agravos externos. A especialidade engloba ainda as doenças que acometem os anexos cutâneos como cabe-los, unhas e mucosas.

O especialista nessa área atua em todos os processos fi siopatológicos que envolvem a pele, desde simples infec-ções, reações autoimunes e infl amatórias até tumores. Mas, além de lidar com variadas afecções de pele localizadas ou sistêmicas, essa especialidade atua na cosmiatria, visando ao estudo e à aplicação de cremes manipulados para ofertar melhorias aos que deles fazem uso.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Média de vagas no país

164: - Norte: 10; - Nordeste: 21; - Centro-Oeste: 13; - Sul: 24; - Sudeste: 96.

2. Áreas de atuação

O dermatologista é um profi ssional que atua em hospi-tais, realizando atendimento e intervenções em pacientes que venham a ser acometi dos por doenças dermatológicas. Trabalha, também, em consultórios parti culares ou públicos.

3. Vantagens e difi culdades

O médico, ao decidir pela Dermatologia, tem a comodi-dade de já ter o acesso direto à sua escolha sem ter de

fa-zer outra área como pré-requisito. Durante o seu 1º ano, o residente faz Clínica Médica, e os 2 anos subsequentes são voltados para as afecções da pele. Uma das vantagens dessa área médica é a atuação em locais de trabalho mais tran-quilos, como consultórios parti culares ou o sistema público. Associado à boa práti ca médica, esse profi ssional tende a uma excelente tranquilidade no seu ambiente de trabalho.

Uma das difi culdades encontradas nessa área atualmen-te é que há uma competi ção estéti ca entre profi ssionais de outras áreas, empregando-se de má fé e agindo contra a boa práti ca da medicina. Esses, por sua vez, agem com fi ns ape-nas lucrati vos e não visam à sati sfação dos pacientes com o emprego de tratamentos adequados e de boa qualidade.

O que o tornará um bom dermatologista?

- Ser confi ante e transmiti r confi abilidade ao paciente; - Manter uma boa relação médico–paciente, pois dela depende-rá o sucesso ou fracasso do tratamento;

- Ter carisma e transmiti r fatos coerentes e viáveis aos pacientes; - Não fazer promessas ou esti mular ideias fantasiosas frente aos resultados esperados;

- Não ser intempesti vo e saber o momento certo de agir e parar; - Tomar condutas coerentes e, se for o caso, até individualizadas perante cada caso;

- Buscar sempre estar atualizado frente às pesquisas em sua área de atuação.

4. Situação atual e perspectivas

Essa especialidade médica é vista como uma das mais promissoras, em que o profi ssional consegue se realizar pro-fi ssionalmente, sem tantas intempéries na sua práti ca.

Atualmente, é uma das especialidades mais concorridas dentre todas da Residência Médica porque deixou de ser voltada exclusivamente para as doenças da pele e passou a atuar com uma vertente mais estéti ca. Isso ocorreu após a melhoria e o desenvolvimento de equipamentos e a

desco-DERMATOLOGIA

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berta de diversas substâncias que proporcionaram a reti rada de camadas de células desvitalizadas para que se renovas-sem; também, há a aplicação de substâncias no subcutâneo, propiciando maior estabilidade à pele.

Parti ndo de uma análise da sociedade a qual estamos vi-venciando, percebemos o quão se valorizam os parâmetros estéti cos e a boa saúde, portanto essa é uma área médica em constante mudança e estudo.

5. Estilo de vida

A Dermatologia é, atualmente, uma das áreas médi-cas mais bem conceituadas no senti do de ofertar um bom campo de atuação profi ssional, voltado para o atendimento em consultórios parti culares, o que proporciona ao médico maior comodidade em estabelecer seus horários de traba-lho. Assim, esse profi ssional consegue manter uma atuação profi ssional sem que o impeça de ter tempo para os seus afazeres.

6. Subespecialidades

- Cirurgia Dermatológica; - Cosmiatria.

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1. Introdução

Essa especialidade foi criada em 1977, no Hospital das Clí-nicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e só foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina em 1983. Os membros da Sociedade Brasileira de Genéti ca, em 1986, fundaram a Sociedade Brasileira de Genéti ca Médica. As 60 horas semanais da jornada de trabalho do residente são divi-didas desta forma: 40 horas de ati vidades roti neiras dentro da genéti ca e 20 horas de plantões defi nidos a critério do progra-ma, que decidirá como e quando uti lizar essas horas.

De modo geral, essa especialidade permiti rá que o médico residente saiba o diagnósti co patológico e clínico das enfermi-dades genéti cas e das síndromes teratogênicas, capacitando--o a realizar condutas clínicas e tratamento quando necessá-rio, e também a fazer aconselhamentos genéti cos seguindo os princípios da bioéti ca. Muitas vezes, o médico geneti cista não cuidará apenas do paciente sindrômico, mas também se envolverá com a família e com parentes próximos para estu-dá-los geneti camente e procurar descobrir qual erro genéti co permiti u a criança ter nascido daquela forma, ou porque o casal não consegue ter fi lhos, ou porque o bebê não nasceu. Também terá contato com a parte de laboratório, envolvendo bioquímica, citogenéti ca e genéti ca molecular.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Rodízio nas áreas

- Ati vidades práti cas: Pediatria, Clínica Mé-dica, Neurologia, Endocrinologia, Medicina Fetal, atendimento clínico supervisionado de pacientes do Serviço de Genéti ca (dismor-fologia, aconselhamento genéti co, genéti ca pré-natal, tratamento de doenças genéti cas) e complementação laboratorial (Citogenéti ca, Erros Inatos do Metabolismo e Biologia Mo-lecular);

- Ati vidades teóricas: seminários, revisão bi-bliográfi ca, sessões clínicas e pesquisas com-postas por módulos nas áreas de Genéti ca Básica, Genéti ca Clínica, Citogenéti ca e Epide-miologia. Média de vagas no país 18: - Centro-Oeste: 2; - Sul: 3; - Sudeste: 13.

2. Áreas de atuação

Está embasada na pesquisa sobre os transtornos da genéti -ca humana. Trabalha com o diagnósti co, tratamento e controle dos distúrbios hereditários, além disso faz parte da pequena parcela de médicos que estuda a barreira do conhecimento hu-mano, analisando os determinantes da variabilidade e heredi-tariedade no homem. O público-alvo dos médicos geneti cistas são crianças com algum dismorfi smo e toda a sua família, adul-tos que necessitem de aconselhamento genéti co, como testes de DNA para paternidade e criminalísti ca. Para o profi ssional que se sente à vontade trabalhando em laboratórios, essa é uma área que possibilita concreti zar esse desejo, como os estu-dos cromossômico, metabólico básico e molecular.

3. Vantagens e difi culdades

A área está crescendo e se desenvolvendo principalmen-te no fator principalmen-tecnológico relacionado ao diagnósti co, à preven-ção e ao tratamento das síndromes genéti cas. Porém, faltam a inserção e a comunicação entre outros profi ssionais médi-cos com relação às questões da Genéti ca na saúde pública.

O que o tornará um bom geneti cista?

- Gostar do funcionamento laboratorial; - Se dar bem com as cadeiras médicas básicas;

- Ter raciocínio lógico para associar os achados clínicos com a gama de síndromes genéti cas conhecidas.

4. Situação atual e perspectivas

Os defeitos congênitos passaram a ser a 2ª causa de mor-talidade em 2000. Com isso, aumenta o papel do médico

ge-GENÉTICA MÉDICA

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neti cista dentro da sociedade. Apesar disso, a implantação de programas assistenciais de saúde pública no Brasil vem ocorrendo de forma lenta. O país está se desenvolvendo em relação ao atendimento em Genéti ca Clínica, abrindo portas para um sistema de atendimento no qual a maioria da popu-lação tenha acesso a serviços e procedimentos que permi-tam revelar o diagnósti co da doença genéti ca que possuem.

Geneti cistas em ati vidade

Cerca de 170 em 2012

5. Estilo de vida

O profi ssional de Genéti ca é geralmente vinculado a grandes serviços de referência. É uma área de atuação cujas patologias são muito raras. Por isso, trabalha em regime am-bulatorial e de interconsultas hospitalares. Dessa forma, o profi ssional tem muita qualidade vida por não fazer longas jornadas, pois deve cumprir as horas no serviço como qual-quer outro médico que trabalha em regime CLT. Obviamen-te, não há emergências.

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1. Introdução

A Ginecologia e Obstetrícia (GO) é a especialidade clíni-co-cirúrgica que lida com os órgãos reproduti vos feminino, grávidos ou não, e são 2 especialidades combinadas em ape-nas 1. Esse treinamento prepara o médico para ser perito no tratamento cirúrgico de todas as patologias clínicas envol-vendo órgãos reproduti vos femininos, e para o atendimento de gestantes e não gestantes.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Rodízio nas áreas

- Atenção Básica; - Urgência e Emergência; - Ambulatórios;

- Unidades de Internação (Puerpé-rio Normal, Puerpé(Puerpé-rio Patológico, Ginecologia em geral); - Centro Obstétrico; - Centro Cirúrgico; - UTI; - PS Cirurgia; - Ultrassonografi a.

Média de vagas no país

797: - Norte: 42; - Nordeste: 130; - Centro-Oeste: 71; - Sul: 129; - Sudeste: 425.

2. Áreas de atuação

A GO é uma área extremamente ampla. Existe prati ca-mente todo ti po de atuação do profi ssional, que vai desde atendimento de roti na em consultório até grandes cirurgias. O ginecologista obstetra pode trabalhar em hospitais públi-cos e privados, em consultórios parti culares, em unidades básicas de saúde como especialista, fazendo plantões, e

também no meio acadêmico. Dentro da especialidade, pode atuar de diversas formas, com todas as subespecializações que a área oferece, cada uma com suas parti cularidades e formas de atuar.

3. Vantagens e difi culdades

As maiores vantagens da carreira são a extensão da área, que permite ao médico trabalhar prati camente com aquilo que mais gostar, e a quanti dade de oportunidades que sem-pre existe no mercado, mesmo em grandes centros e em um mercado repleto desses profi ssionais. Outro ponto é o acesso direto: o profi ssional já entra na especialidade sem precisar de outras provas para chegar à área que almeja. Vale lembrar, também, o relato de muitos obstetras, que contam que não há vantagem maior do que trazer uma nova vida ao mundo.

Por outro lado, existe a baixa qualidade de alguns profi ssio-nais, que acabam obliterando parte do brilho dessa especiali-dade. As grandes jornadas de trabalho, permeadas por diversos plantões e chamadas de urgência, também contam como difi -culdade dessa área de atuação. Existe ainda um senso comum, discutí vel, de que as mulheres preferem ginecologistas mulhe-res, uma difi culdade maior para candidatos homens.

O que o tornará um bom ginecologista/obstetra?

- Gostar de trabalhar com as próprias mãos;

- Saber lidar com situações de pressão envolvendo assuntos de-licados;

- Gostar de ver resultados imediatos;

- Ter a capacidade de tomar ati tudes rápidas e seguras; - Gostar do cuidado de mulheres.

4. Situação atual e perspectivas

As melhores situações de trabalho atualmente encon-tram-se fora dos grandes centros. Para se ter ideia da grande

GINECOLOGIA E

OBSTETRÍCIA

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quanti dade de ginecologistas obstetras nas grandes cidades, em São Paulo essa é a 2ª área com mais profi ssionais em atuação, cerca de 6.500 segundo o censo do CREMESP de dez/2011, atrás apenas de Pediatria, com cerca de 8.000.

A mesma situação ocorre no Brasil como um todo, onde existem cerca de 23.600, 2ª maior população de especialistas.

Apesar de todo esse conti ngente, sem dúvida existe mer-cado para GO. A demanda pelo médico da mulher e por obs-tetras nunca cessa, e os profi ssionais superespecializados acabam sendo bem procurados no mercado.

Ginecologistas/obstetras em ati vidade

Cerca de 23.600 em 2012

5. Estilo de vida

Assim como em todas as carreiras médicas, o início da vida profi ssional sempre é difí cil. Durante os anos de Resi-dência, não há quase nada além da sua formação.

Não é segredo que o esti lo de vida desse profi ssional não esteja entre os melhores. Poucos profi ssionais lidam apenas com a Ginecologia, por isso acabarão recebendo chamadas de urgências de pacientes gestantes nos horários mais inu-sitados.

O profi ssional que acaba a Residência provavelmente trabalhará, inicialmente, com os plantões de Obstetrícia em hospitais ou serviços públicos, o que o levará a ter uma gran-de carga horária.

Ao longo do tempo, passará a ter seus próprios pacientes em consultório parti cular e possivelmente em bons hospi-tais, o que levará a uma melhora da qualidade de vida e boa remuneração.

6. Subespecialidades

- Algia Pélvica; - Climatério; - Endocrinologia Ginecológica; - Ginecologia Geral; - Ginecologia Infantopuberal; - Infecção Genital; - Mastologia; - Medicina Fetal;

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1. Introdução

Homeopati a (do grego hómoios + páthos = semelhante + doença) é uma forma de terapia alternati va iniciada por Christi an Friedrich Samuel Hahnemann (1755-1843) em 1796, quando foi publicada a sua 1ª dissertação sobre o assunto. Baseia-se no princípio “similia similibus curantur” (“semelhante pelo semelhante se cura”), ou seja, o trata-mento se dá a parti r da diluição e da dinamização da mesma substância que produz o sintoma num indivíduo saudável. A Homeopati a reconhece os sintomas como uma reação con-tra a doença. Esta é uma perturbação de uma energia vital, e a Homeopati a provoca o restabelecimento do equilíbrio. Trata-se do 2º sistema médico mais uti lizado no mundo.

De fato, o tratamento homeopáti co consiste em fornecer a um paciente sintomáti co doses extremamente diluídas de compostos que são ti dos como causas em pessoas saudá-veis dos sintomas que pretendem contrariar, mas potencia-lizados por meio de técnicas de diluição e dinamização que liberam energia. Desse modo, o sistema de cura natural da pessoa seria esti mulado a estabelecer uma reação de res-tauração da saúde por suas próprias forças, de dentro para fora. Este tratamento é para a pessoa como um todo e não somente para a doença.

Desde 1978, é uma das práti cas alternati vas esti muladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para ser implan-tada em todos os sistemas de saúde do mundo, em conjunto com a medicina ofi cial, fato reforçado pelo documento “Estra-tégia da OMS sobre medicina tradicional 2002 – 2005”. Toda-via, a OMS condena o uso da Homeopati a contra doenças gra-ves, como malária, tuberculose, AIDS, gripe e diarreia infanti l. Chegou ao Brasil em 1840, com especialistas franceses, tornando-se rapidamente uma opção de tratamento à me-dicina ofi cial vigente. Porém, só em 1980 a Homeopati a foi reconhecida como especialidade médica pela Associação Médica Brasileira (AMB), e, no ano seguinte, o Conselho Fe-deral de Medicina (CFM) a incluiu no rol de suas especialida-des. Em março de 1996, foi reconhecida como especialidade

pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. Em 1952, tornou-se obrigatório o ensino da Farmacotécnica Home-opáti ca em todas as faculdades de farmácia do Brasil. Em 1966, foram publicadas várias Portarias, com instruções de instalação e funcionamento de farmácias homeopáti cas e A industrialização dos medicamentos; em 1976, foi ofi ciali-zada a Farmacopeia Homeopáti ca Brasileira. Atualmente, a Homeopati a adentra as universidades e os cursos de gradua-ção médica, ora como disciplina opcional, ora fazendo parte da grade curricular.

A Homeopati a é oferecida como terapêuti ca médica na rede pública em vários municípios brasileiros, amparados pela Portaria do Ministério da Saúde de maio de 2006, que recomenda o atendimento homeopáti co nas unidades bási-cas de saúde pública.

Para se tornar homeopata, é preciso ser graduado nas áreas de Medicina, Medicina Veterinária, Farmácia ou Odontologia.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Média de vagas no país 1:- Sudeste: 1.

2. Áreas de atuação

A Homeopati a é uma especialidade médica pouco difun-dida na cultura hospitalar de modo geral, pois a maioria das patologias que acometem a população é de maior gravida-de e gravida-deve ser tratada com mais intensidagravida-de, fazendo-se uso de medicamentos ou realizando procedimentos cirúrgicos, fazendo que a Homeopati a tenha pouca atuação nesse âm-bito. Entretanto, para pacientes estáveis e que procuram melhora de sintomas inespecífi cos que não gerem uma pa-tologia de maior gravidade e, claro, para aqueles que creem no seu funcionamento, a Homeopati a será de grande valia.

Esse profi ssional pode atuar em hospitais, públicos ou privados, em consultórios e ambulatórios médicos.

HOMEOPATIA

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3. Vantagens e difi culdades

O especialista em Homeopati a tende a encontrar uma carreira mais tranquila, com um mercado de trabalho pouco conhecido, mas com muitas perspecti vas de atuação. É um profi ssional diferenciado que busca auxiliar seu paciente de uma maneira específi ca para seu problema, sem lhe acres-centar uma grande carga medicamentosa.

Uma das difi culdades encontradas nessa área, atualmen-te, é que há uma competi ção entre as diferentes áreas de atuação, pois outras áreas da saúde podem trabalhar como homeopata, como o veterinário e o denti sta. Contudo, a par-ti r do reconhecimento dessa área como especialidade e o surgimento da Residência Médica, isso vem deixando de ser um empecilho.

O que o tornará um bom homeopata?

- Ser confi ante e transmiti r confi abilidade ao paciente; - Manter uma boa relação médico–paciente, pois dela depende-rá o sucesso ou o fracasso do tratamento;

- Ter carisma e transmiti r fatos coerentes e viáveis aos pacientes; - Não fazer promessas ou esti mular ideias fantasiosas frente aos resultados esperados;

- Não ser intempesti vo e saber o momento certo de agir e parar perante uma patologia mais grave e que carece de atenção; - Tomar condutas coerentes e, se for o caso, até individualizadas perante cada caso;

- Buscar sempre estar atualizado diante das pesquisas em sua área de atuação;

- Conhecer as técnicas de manipulação das substâncias.

4. Situação atual e perspectivas

É uma especialidade que ainda tem muito para se desen-volver, tanto em técnicas de manipulação quanto em reco-nhecimento pela classe médica em geral e, consequentemen-te, entre os pacientes. Isso ocorre, muitas vezes, por falta de conhecimento e pela própria classe médica não reconhecê-la e não indicar os serviços prestados pelos homeopatas.

5. Estilo de vida

A Homeopati a é uma área médica que tende a propor-cionar uma vida mais tranquila, pois o profi ssional que a

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1. Introdução

Infectologia é a especialidade médica que se ocupa do estudo das doenças causadas por diversos patógenos, como príons, vírus, bactérias, protozoários, fungos e animais. Por isso, também são conhecidas como doenças infectoparasi-tárias (DIPs) ou Molésti as Infecciosas e Parasiinfectoparasi-tárias (MIPs).

O infectologista atua na prevenção primária das pato-logias, realizando educação em saúde e vacinação e cons-cienti zando a população de sua atuação frente às doenças. Realiza a prevenção secundária a parti r dos tratamentos das doenças infecciosas e a prevenção de incapacidade causada por elas.

O infectologista é o médico especialista no diagnósti co, tratamento e acompanhamento dos acometi dos por doen-ças infecciosas. No entanto, devido à carência desse espe-cialista em algumas regiões e à falta de informação da po-pulação sobre o seu papel, a grande maioria é atendida por médicos de outras especialidades.

Por ser um especialista acostumado a lidar com doenças localizadas nos mais variados órgãos do corpo, em geral o infectologista também tem uma visão global do paciente e frequentemente exerce a práti ca de Clínica Geral.

É um médico que tem por objeti vo diagnosti car e tratar doenças infecciosas e parasitárias, realizar imunização da população, aconselhar na prescrição de anti microbianos e atuar no controle da infecção hospitalar.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Média de vagas no país

152: - Norte: 22; - Nordeste: 19; - Centro-Oeste: 11; - Sul: 22; - Sudeste: 78.

2. Áreas de atuação

O médico infectologista atua abordando uma ampla gama de doenças de todos os órgãos e sistemas do orga-nismo, com foco na infecção e não no anatômico, como de costume entre as outras especialidades. Na práti ca do dia a dia, existem algumas grandes aéreas de atuação do médico infectologista, como a síndrome da imunodefi ciência adqui-rida/HIV, medicina tropical, Comissão de Controle de Infec-ção Hospitalar (CCIH) e doenças piogênicas.

Atuando nessas áreas, esse especialista atende em prontos-socorros de hospitais gerais ou nos próprios hospi-tais de Infectologia, como o Insti tuto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Presta assessoria em todos os ti pos de hospitais, em seus setores de controle de infecção de doença, e auxilia outros médicos em sua práti ca diária a respeito da uti lização de anti bióti cos e da melhor cobertu-ra frente ao paciente e a sua afecção. Tcobertu-rabalha em enfer-marias e consultórios, atendendo os acometi dos por doen-ças infectocontagiosas.

3. Vantagens e difi culdades

O médico, ao decidir fazer a especialidade, tem a como-didade de já ter o acesso direto à sua escolha, sem ter de estudar outra área como pré-requisito. Durante o 1º ano, o residente faz Clínica Médica e os 2 anos subsequentes são voltados para as afecções infectocontagiosas. A vantagem dessa área médica é ter sua atuação em diversos locais, como enfermarias, consultórios e prontos-socorros. Pode optar por não fazer plantões noturnos e com isso, usufruir de maior fl exibilidade em seus horários durante o período da manhã.

Uma das difi culdades encontradas nessa área é que o pa-ciente não tem informações sufi pa-cientes para, desde o início, buscar auxílio desse profi ssional e tem de ser encaminhado

INFECTOLOGIA

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por outros quando se desconfi a de alguma patologia infec-tocontagiosa. Essa situação acaba fazendo que o infectolo-gista só atue em hospitais de sua alçada ou realizando inter-consultas solicitadas por outros especialistas.

O que o tornará um bom infectologista

- Ser confi ante e transmiti r confi abilidade ao paciente; - Manter uma boa relação médico–paciente, pois dela depende-rá o sucesso ou fracasso do tratamento;

- Ter carisma e transmiti r fatos coerentes e viáveis aos pacientes; - Não fazer promessas ou esti mular ideias fantasiosas frente aos resultados esperados;

- Não ser intempesti vo e saber o momento certo de agir e parar; - Tomar condutas coerentes e, se for o caso, até individualizadas perante cada caso;

- Buscar sempre estar atualizado frente às pesquisas em sua área de atuação.

4. Situação atual e perspectivas

Essa especialidade médica tem boa aceitabilidade por quem a escolhe, pois proporciona a sati sfação de atuar clinicamente frente ao paciente, acrescido de um conheci-mento a mais a respeito de patologias infecciosas em que outros profi ssionais não possuem tanta práti ca. Terá sempre um bom campo de atuação, principalmente em relação ao grande quadro de epidemia do vírus HIV e às comorbidades associadas ao seu agravo.

5. Estilo de vida

A Infectologia tende a proporcionar boa qualidade de vida aos seus especialistas, pois ao atuar têm a comodidade de se abster de plantões noturnos e optar por trabalhar no período do dia e longe das portas de prontos-socorros. Isso faz que ele tenha tempo de se dedicar um pouco aos seus familiares e ao lazer, podendo conciliar a vida pessoal com seus horários de trabalho.

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1. Introdução

Trata-se da Residência Médica fundamentada na aten-ção integral à saúde, por inserir o paciente na família e na comunidade. Foi reconhecida pelo Ministério da Educação, por intermédio da Comissão Nacional de Residência Médica, em 1981. Sua criação foi uma reação contrária à tendência do médico especialista e consequente desumanização do atendimento. Prestam atendimento médico geral, integral e de qualidade aos indivíduos, às suas famílias e às comunida-des, e criam um vínculo com a família mesmo sem nenhum indivíduo adoecido. Quando um adoece, o médico que sem-pre acompanha essa família será o 1º a ser consultado.

O programa de Residência exige tempo integral, com um cumprimento de, no mínimo, 2.880 horas/ano.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 2 anos.

Rodízio nas áreas

- Ambulatório, estágio em outras especialidades, visitas domiciliares, ati vidade teórica, grupos, pesquisa e plantões;

- Unidade básica, internação de adultos, internação de crianças, Gestão em Atenção Primária à Saúde, estágios obrigatórioalternati -vos e estágio optati vo.

Média de vagas no país

402: - Norte: 41; - Nordeste: 69; - Centro-Oeste: 16; - Sul: 80; - Sudeste: 196.

2. Áreas de atuação

Atua em Atenção Primária à Saúde; é o 1º contato que o paciente tem com o sistema de saúde, principal agente

da promoção, da prevenção e do cuidado com múlti plos problemas. Tem como fi nalidade fazer o diagnósti co pre-coce e é responsável por evitar que os indivíduos busquem assistência em atenção secundária ou terciária sem ne-cessidade, gerando um fl uxo melhor dentro de todos os atendimentos médicos. Procura-se atender os pacientes no ambiente domiciliar, promove um cuidado longitudinal, gerando a prevenção de enfermidades, acompanhando de perto os doentes crônicos e garanti ndo a responsabilização do cuidado à saúde. Possui relação direta e contí nua com a comunidade.

O público-alvo é a comunidade e a família como um todo, desde os mais novos até os mais idosos.

3. Vantagens e difi culdades

Cria-se um vínculo com o paciente e seus familiares an-tes mesmo de eles adoecerem; quando isso acontece, o 1º médico a ser procurado é o médico de família e comu-nidade que estão acostumados a se consultarem. A área está necessitando de profi ssionais habilitados. Por ser uma especialidade nova e por se tratar de um generalista, ainda não é muito bem vista pelos acadêmicos e outros colegas da área.

O que o tornará um bom médico de família e comunidade?

- Dominar a práti ca clínica em todo o espectro do ciclo vital do indivíduo e da família;

- Saber planejar, organizar e conduzir grupos terapêuti cos e de educação e saúde;

- Dominar conceitos de Epidemiologia e trabalhar com noção de vigilância à saúde;

- Saber promover ati vidades multi profi ssionais nas ações de saúde;

- Saber uti lizar o “tempo” a seu favor para realizar diagnósti cos, tratamento e organização.

MEDICINA DE FAMÍLIA

E COMUNIDADE

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4. Situação atual e perspectivas

Tem-se aumentado a oferta de Residência em Medicina de Família e Comunidade no Brasil, porém a procura por parte de médicos recém-formados permanece baixa. Ape-sar das novas vagas ofertadas para Residência, apenas 20% das vagas estão ocupadas. Necessita-se de maior divulgação e de sua atuação no âmbito acadêmico e entre os recém--formados.

Médicos de família e comunidade em ati vidade

Cerca de 3.000 em 2012

5. Estilo de vida

O médico de família e comunidade precisa cumprir uma carga horária de 40 horas semanais, entrando às 8 e saindo às 17 horas, de segunda a sexta. O horário pode ser fl exibili-zado, dependendo da Unidade Básica de Saúde em que es-ti ver atuando. Pode trabalhar até em 2 unidades ao mesmo tempo. Consegue conciliar o serviço com outras ati vidades semanais ou até mesmo trabalhar em outros locais. Esse profi ssional não passa por muitas difi culdades no começo da carreira, por sobrar vagas na área, logo pode ser admi-ti do em um serviço e desfrutará de uma carreira tranquila, podendo conciliar trabalho, família e lazer.

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1. Introdução

A Medicina do Esporte é uma especialidade mé dica mundialmente reconhecida e, no Brasil, tem demonstrado presenç a crescente, cientí fi ca ou insti tucionalmente, alé m de ser um campo profi ssional estabelecido. Os aspectos mé dicos da ati vidade fí sica, estudados pela Medicina Espor-ti va (ME), e suas á reas complementares, estã o cada vez mais presentes na sociedade moderna.

O sedentarismo e a obesidade são vistos como problemas de saúde pública e têm causado mais morbimortalidade do que muitas doenças e óbitos. Contudo, são patologias total-mente passíveis de prevenção e a ME, entre outras especia-lidades mé dicas, age sobre ambas, direta ou indiretamente.

A sociedade moderna apresenta novas necessidades: nas á reas da prevenç ã o, da terapê uti ca, da promoç ã o da saú de, e també m na do alto desempenho esporti vo. Acom-panhando essa tendê ncia e a efeti va expansã o desse mer-cado profi ssional, faz-se necessá ria a formaç ã o de mé dicos especializados na área.

Residência Médica

Entrada Acesso direto.

Duração 3 anos.

Rodízio nas áreas

- Clínica Médica; - UBS;

- Urgências e Emergências; - UTI;

- Ambulatório de Ortopedia e Trau-matologia;

- Reumatologia; - Reabilitação;

- Biomecânica Esporti va; - Nutrição Esporti va;

- Ati vidades Físicas para Crianças, Adultos e Idosos;

- Ati vidades em Academia.

Média de vagas no país 8:- Sul: 2; - Sudeste: 6.

2. Áreas de atuação

A Medicina do Esporte organiza-se basicamente da se-guinte forma:

- Clí nica do Exercí cio e do Esporte, em que há atendimen-to tanatendimen-to de pessoas comuns, orientando ati vidades fí sicas normais, como de atletas, em que deve haver um suporte de alta complexidade devido à alta exigência. Após o conta-to inicial, o mé dico do esporte deve vivenciar o dia a dia do esporte, com as equipes e os atletas, supervisionando seu treinamento, realizando prevenç ã o de problemas clí nicos e ortopé dicos, oferecendo suportes nutricional e psicoló gico e atendendo intercorrê ncias mé dicas, como o caso extremo de morte sú bita e sua prevenç ã o durante eventos esporti -vos. Nessas ati vidades, o especialista també m parti cipa do apoio ao treinamento fí sico e té cnico das diferentes moda-lidades esporti vas;

- Ortopedia e Traumatologia do Exercí cio e do Esporte, responsá vel pela atenç ã o clí nica e cirú rgica dos pacientes com lesões esporti vas. Esse atendimento deve, preferencial-mente, ser realizado por mé dicos com a dupla formaç ã o – em Medicina do Esporte e em Ortopedia e Traumatologia. Isso permite a assistê ncia global ao cliente e a compreensã o de suas necessidades como prati cante da ati vidade fí sica;

- Avaliaç ã o Funcional do Exercí cio e do Esporte, que abrange a avaliaç ã o e o acompanhamento de indiví duos envolvidos com a ati vidade fí sica em seus diferentes ní veis, por meio de testes de funç ã o das variá veis e caracterí sti cas fi sioló gicas durante o esforç o fí sico, como testes ergoespiromé tricos, curvas de lactato, testes neurofuncio-nais, dentre diversos outros;

- Reabilitaç ã o no Exercí cio e no Esporte, uma das princi-pais áreas da ME. Há a reabilitação de quem teve problemas temporários e está retornando às ati vidades ou mesmo ati -vidades que levam portadores de defi ciê ncia fí sica a se be-nefi ciarem, alé m de dar apoio ao esporte competi ti vo para defi cientes, o esporte paraolí mpico;

MEDICINA DO ESPORTE

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- Á reas de Suporte ao Exercí cio e ao Esporte, que é mul-ti disciplinar, envolvendo Nutrição, Psicologia, Assistência So-cial, Enfermagem e diversas outras que contribuem para a boa práti ca esporti va de pessoas comuns e de atletas.

3. Vantagens e difi culdades

A principal vantagem da área é a pequena quanti dade de profi ssionais no mercado, o que abre um enorme leque de possibilidades. Há grande carê ncia desses profi ssionais para exercer suas funç õ es em clubes, equipes, agremiaç õ es esporti vas e mesmo em escolas e no Programa de Saú de da Famí lia, onde o estí mulo e a orientaç ã o adequada de ati vi-dade fí sica devem ser obrigató rios.

As principais difi culdades são a pequena quanti dade de vagas disponíveis em todo o Brasil e a falta de conhecimento da área por grande parte das pessoas.

O que o tornará um bom médico do esporte?

- Gostar de atendimento clínico;

- Estar preparado para lidar com atletas e profi ssionais de todos os níveis;

- Ter raciocínio lógico, visando relacionar os achados clínicos com as principais patologias do aparelho locomotor ou do orga-nismo como um todo.

4. Situação atual e perspectivas

Não há dúvida da necessidade desse profi ssional no mer-cado. Cada vez mais, clubes, associações esporti vas, escolas e mesmo a população em geral precisa de um profi ssional com as característi cas do médico do esporte. A pequena quanti dade de profi ssionais deve atrair mais pessoas para essa área.

Como perspecti va mais imediata, os grandes eventos esporti vos que teremos em nosso país nos próximos anos, a Copa do Mundo e as Olimpíadas, levarão a uma grande visibilidade dessa especialidade. Com isso, em poucos anos teremos a consolidação defi niti va da área e, com certeza, o número de médicos do esporte deverá crescer.

Médicos do esporte em ati vidade

Cerca de 420 em 2012

6. Subespecialidades

- Traumato-Ortopedia Desporti va; - Cardiologia do Esporte;

- Medicina do Exercício.

Referências

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