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RELATÓRIO FINAL - FILTRAÇÃO

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

SETOR DE TECNOLOGIA

SETOR DE TECNOLOGIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

FILTRAÇÃO

FILTRAÇÃO

Trabalho realizado pelos alunos do

Trabalho realizado pelos alunos do

Curso de Engenharia Química para a

Curso de Engenharia Química para a

disciplina Laboratório de Engenharia

disciplina Laboratório de Engenharia

Química I, sob orientação do

Química I, sob orientação do professor

professor

Carlos Alberto Ubirajara Gontarski

Carlos Alberto Ubirajara Gontarski

EQUIPE E

EQUIPE E

André Haiduk André Haiduk

Camila Cristina Wan Dall Camila Cristina Wan Dall

Gustavo Batista Gustavo Batista

Juliano Klassen Chicora Juliano Klassen Chicora

Leandro Vieira Martins Leandro Vieira Martins

Leonardo Luiz Lorenz Leonardo Luiz Lorenz

Curitiba

Curitiba

(2)
(3)

SUMÁRIO

SUMÁRIO

1. 1. INTRODUÇÃOINTRODUÇÃO... ... 33 2. 2. OBJETIVOSOBJETIVOS... ... 33 3.

3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICAREVISÃO BIBLIOGRÁFICA... ... 44 3.1

3.1 Tipos de Meio FiltranteTipos de Meio Filtrante ... ... 44 3.2

3.2 Tipos de operaçãoTipos de operação... ... 55 3.3

3.3 Tipos de tortaTipos de torta... ... 55 3.4

3.4 Tipos de FiltrosTipos de Filtros... ... 66 3.4.1

3.4.1 Filtro-PrensaFiltro-Prensa... ... 77 3.4.1.1

3.4.1.1 Filtro-Prensa de Placa e QuadroFiltro-Prensa de Placa e Quadro... ... 88 4.

4. EQUACIONAMENTO PARA TORTA COMPRESSÍVEL (GOMIDE, 1983)EQUACIONAMENTO PARA TORTA COMPRESSÍVEL (GOMIDE, 1983) ... 9... 9 4.1

4.1 Torta incompressívelTorta incompressível ... ... 99 4.2

4.2 Torta homogênea compressívelTorta homogênea compressível... ... 1010 4.3

4.3 Equação geralEquação geral... ... 1111 4.3.1

4.3.1 Determinação das constantes da equação geralDeterminação das constantes da equação geral... 12... 12 5.

5. EXEMPLO DE APLICAÇÃO (GOMIDE)EXEMPLO DE APLICAÇÃO (GOMIDE) ... ... 1313 5.1

5.1 SoluçãoSolução... ... 1313 6.

6. MATERIAIS E METODOLOGIAMATERIAIS E METODOLOGIA... ... 1616 6.1

6.1 MateriaisMateriais... ... 1616 6.2

6.2 MetodologiaMetodologia ... ... 1717 7.

7. DISTRIBUIÇÃO DE TAREFASDISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS ... ... 1818 9.

9. ANÁLISE DOS RESULTADOSANÁLISE DOS RESULTADOS ... ... 2020 9.1

9.1 Determinação do Coeficiente de Compressibilidade (s) e Coeficiente Determinação do Coeficiente de Compressibilidade (s) e Coeficiente de Entupimentode Entupimento da lona (m)

da lona (m)... ... 2525 9.2

9.2 Determinação da Capacidade Ótima do FiltroDeterminação da Capacidade Ótima do Filtro ... 27... 27 10.

10. CONCLUSÕES...CONCLUSÕES... ... 3030 11.

(4)

1.

1. INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

A filtração é uma operação que permite que partículas sólidas suspensas em um fluido A filtração é uma operação que permite que partículas sólidas suspensas em um fluido (líquido ou gás) sejam removidas, com a utilização de um meio poroso (filtro). A remoção pode (líquido ou gás) sejam removidas, com a utilização de um meio poroso (filtro). A remoção pode ser feita mecanicamente ou fisicamente, sendo o meio poroso responsável por reter as ser feita mecanicamente ou fisicamente, sendo o meio poroso responsável por reter as partículas em uma fase separada, denominada torta, permitindo a passagem do filtrado partículas em uma fase separada, denominada torta, permitindo a passagem do filtrado clarificado (UFSCar, 2007).

clarificado (UFSCar, 2007).

Fig. 1

Fig. 1 Esquema de meio poroso placa/filtro/tortaEsquema de meio poroso placa/filtro/torta

Esse procedimento geralmente é realizado quando as operações de sedimentação ou Esse procedimento geralmente é realizado quando as operações de sedimentação ou decantação não são eficazes, gerando baixo

decantação não são eficazes, gerando baixo rendimento. Neste experimento, será utilizado umrendimento. Neste experimento, será utilizado um filtro prensa de placas e quadros como meio filtrante e uma suspensão de carbonato de cálcio filtro prensa de placas e quadros como meio filtrante e uma suspensão de carbonato de cálcio como sendo a solução com sólidos a ser filtrada. Algumas variáveis importantes no processo como sendo a solução com sólidos a ser filtrada. Algumas variáveis importantes no processo são consideradas como: pressão de trabalho (constante), tempo de filtração, vazão são consideradas como: pressão de trabalho (constante), tempo de filtração, vazão volumétrica da suspensão, além das propriedades do líquido, torta e meio filtrante. volumétrica da suspensão, além das propriedades do líquido, torta e meio filtrante. Realizar-se-á ainda o experimento em outras pressões, para avaliar-se a influência da mesma no se-á ainda o experimento em outras pressões, para avaliar-se a influência da mesma no processo de filtração.

processo de filtração.

2.

2. OBJETIVOS

OBJETIVOS

A filtração a ser realizada nesta prática será de uma solução de Carbonato de Cálcio A filtração a ser realizada nesta prática será de uma solução de Carbonato de Cálcio (CaCO

(CaCO33), a pressão constante, utilizando para isto um filtro prensa de placas e quadros.), a pressão constante, utilizando para isto um filtro prensa de placas e quadros.

O objetivo é encontrar o coeficiente de compressibilidade da torta (s) e o coeficiente O objetivo é encontrar o coeficiente de compressibilidade da torta (s) e o coeficiente de entupimento da lona (m). Ainda, deve-se verificar a capacidade ótima do filtro em processo de entupimento da lona (m). Ainda, deve-se verificar a capacidade ótima do filtro em processo batelada, analisando o tempo útil e improdutivo, e determinar a influência da pressão na batelada, analisando o tempo útil e improdutivo, e determinar a influência da pressão na filtração.

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3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A filtração é uma das aplicações mais comuns do escoamento de fluidos através de leitos compactos. O objetivo da operação é o da separação de um sólido do fluido que o carreia. Em todos os casos, a separação se realiza pela passagem forçada do fluido através de uma membrana porosa. As partículas sólidas ficam retidas nos poros da membrana e acumulam-se, formando uma camada sobre essa membrana. O fluido, que pode ser ou um gás ou um líquido, passa pelo leito de sólidos e através da membrana retentora. (FOUST)

A filtração industrial difere da filtração de laboratório somente no volume de material operando e na necessidade de ser efetuada a baixo custo. Assim, para se ter uma produção razoável, com um filtro de dimensões moderadas, deve-se aumentar a queda de pressão, ou deve-se diminuir a resistência ao escoamento, para aumentar a vazão. A maioria do equipamento industrial opera mediante a diminuição da resistência ao escoamento, fazendo com que a área filtrante seta tão grande quanto possível, sem que as dimensões globais do filtro aumentem proporcionalmente. A escolha do equipamento filtrante depende em grande parte da economia do processo, mas as vantagens econômicas serão variáveis de acordo com o seguinte: (FOUST)

1. Viscosidade, densidade e reatividade química do fluido.

2. Dimensões da partícula sólida, distribuição granulométrica, forma da partícula, tendência à floculação e deformabilidade.

3. Concentração da suspensão de alimentação. 4. Quantidade do material que deve ser operado.

5. Valores absolutos e relativos dos produtos líquido e sólido. 6. Custos relativos da mão-de-obra, do capital e da energia.

Existem vários tipos de filtros, tortas, meios filtrantes e operações de filtração, o que possibilita uma gama de possibilidades no processo de filtragem.

3.1 Tipos de Meio Filtrante

Existe uma grande variedade de meios filtrantes utilizada industrialmente: leitos granulares soltos, leitos rígidos, telas metálicas, tecidos.

Os leitos granulares soltos mais comuns são feitos de areia, pedregulho, carvão

britado, escória, calcário, coque e carvão de madeira, prestando-se para clarificar suspensões diluídas. Os leitos rígidossão feitos sob a forma de tubos porosos de aglomerados de quartzo

ou alumina (para a filtração de ácidos), de carvão poroso (para soluções de soda e líquidos amoniacais) ou barro e caulim cozidos a baixa temperatura (usados na clarificação de água potável). Telas metálicas são utilizadas nos “strainers” instalados nas tubulações de

(6)

outros detritos capazes de atrapalhar o funcionamento do purgador. Podem ser chapas perfuradas ou telas de aço carbono, inox, niquelou monel. Os tecidos são utilizados industrialmente e ainda são os meios filtrantes mais comuns. Há tecidos vegetais, como o algodão, a juta, o cânhamo e o papel; tecidos de origem animal, como a lã e a crina; minerais –

amianto, lã de rocha e lã de vidro, para águas de caldeira –; plásticos, como polietileno,

polipropileno, PVC, nylon, teflon, orlon, saran, acrilan e tergal. (UFSC) Os critérios de escolha do meio filtrante devem incluir: (UFSC)

 A capacidade de remoção da fase sólida;

 A possibilidade de uma elevada vazão de líquido para uma dada queda de pressão;  A resistência mecânica;

 A inércia química frente à suspensão a ser filtrada e a qualquer líquido de lavagem.

3.2 Tipos de operação

Apesar de possuir basicamente o mesmo mecanismo, a filtração pode visar objetivos diferentes, tais objetivos diferenciam os tipos de operação, ou seja, a operação pode ser para reter um sólido que possa vir a ser o refugo ou o produto de interesse do processo ou para clarificar um líquido. (UFSC)

O filtro funciona para produzir torta que na maioria das vezes é lavada e drenada para purificar e separar os sólidos no estado mais seco possível. Há também situações nas quais, tanto o sólido quanto o filtrado são produtos, sendo a nitidez da separação um requisito da operação. Em outros casos, uma separação parcial já é satisfatória. Neste caso o filtro é um espessador e sua função é produzir uma lama espessa a partir de uma suspensão. No geral, quando o sólido na suspensão a filtrar for menos que 0,1% a operação poderá ser considerada como clarificação. Quando a concentração superar bastante este valor a operação poderá ser vista como uma extração do sólido, quando este for o produto, do líquido ou de ambos. (UF SC)

3.3 Tipos de torta

A formação da torta depende de muitos aspectos, tais como a granulometria e forma das partículas, da natureza so sólido, do modo como a filtração é conduzida, do grau de heterogeneidade do sólido. Normalmente a filtração por torta é usada com um percentual de sólidos superior a 1% na suspensão. (UFSC)

A torta oferece resistência ao escoamento do filtrado, essa resistência é proporcional a vazão, caso a vazão aumente, a resistência também irá aumentar e como o escoamento dentro da torta é laminar, a queda de pressão deve ser em princípio proporcional a velocidade. Porém, essa proporção possa variar de acordo com a torta. Quando a torta aumenta a resistência de acordo com o escoamento do filtrado, a torta denomina-se compressível , caso

(7)

Em tortas compressíveis o processo de filtração é mais complicado, pois com o tempo a porosidade da torta diminui, acarretando assim há uma baixa no rendimento do processo, o escoamento diminui. Logo, é necessário o uso de auxiliares de filtração, para se diminuir a compressibilidade da torta. (UFSC)

3.4 Tipos de Filtros

Para a escolha do filtro devemos levar em consideração alguns fatores: (UFSC)

 Suspensão: vazão, temperatura, tipo e concentração dos sólidos, granulometria,

heterogeneidade e forma das partículas.

 Características da torta: compressibilidade, propriedades físico-químicas,

uniformidade e estado de pureza desejado.

 Filtrado: vazão, viscosidade, temperatura, pressão de vapor e grau de clarificação

desejado.

A seleção é feita com os filtros já existentes, considerando todos esses fatores, embora alguns sejam dominantes em certos casos, como a escala de operação, a facilidade da remoção da torta, a qualidade da lavagem ou a economia de mão de obra. Inclui-se na seleção outro fator muito importante: o custo total de operação. (UFSC)

As classificações dos modelos de filtros podem seguir os seguintes critérios: força

 propulsora (gravidade, pressão, vácuo, vácuo-pressão e força centrífuga); material que

constitui o meio filtrante (areia, tela metálica, tecido, etc); função (clarificadores, filtros para

torta, espessadores); detalhes construtivos (filtros de areia, placas e quadros, lâminas e

rotativos);regime de operação(batelada e contínuos). (UFSC)

A união dos critérios de seleção é essencial, haja vista que quando se adota apenas um critério como único, a escolha pode não vir a ser a mais adequada, pois existem modelos de um mesmo tipo de filtro que acabam ficando em classes diferentes. De maneira geral o critério principal para a escolha dos filtros são os detalhes construtivos. (UFSC)

Segue abaixo os modelos de filtro: 1. Filtro de leito poroso granular 2. Filtros prensa; - de câmaras; - de placas; 3. Filtros de lâminas - Moore; - Kelly;

(8)

- Sweetland; - Vallez;

- Tipos variantes; 4. Filtros contínuos rotativos

- Tambor; - Disco;

- Horizontais; 5. Filtros especiais

3.4.1 Filtro-Prensa

O filtro-prensa é, há muito tempo, o dispositivo de filtragem mais comum na indústria química. Embora esteja sendo substituído, nas grandes instalações, por dispositivos de filtragem contínua, tem as vantagens de baixo custo na inversão inicial, custo de manutenção pequeno e extrema flexibilidade de operação. Por outro lado, a necessidade de desmontagem manual periódica constitui um dispêndio de mão-de-obra que é, frequentemente, excessivo. (FOUST)

O filtro-prensa é projetado para realizar diversas funções, cuja sequência é controlada manualmente. Durante a filtração, o filtro-prensa: (FOUST)

 permite a injeção da suspensão a filtrar até as superfícies filtrantes, por intermédio de

canais apropriados;

 permite a passagem forçada da suspensão através das superfícies filtrantes;

 permite que o filtrado que passou pelas superfícies filtrantes seja expelido através de

canais apropriados;

 retém os sólidos que estavam inicialmente na suspensão.

Durante a sequência da lavagem, o filtro-prensa: (FOUST)

 encaminha a água de lavagem para os sólidos filtrados, através de canais apropriados;  força a água de lavagem através dos sólidos retidos no filtro;

 permite a expulsão da água de lavagem, e das impurezas, através de um canal

separado.

O modelo do filtro pode ter quatro dutos separados, conforme se mencionou acima, ou apenas dois dutos, quando a contaminação do produto líquido não é importante. Depois da sequência de lavagem, o filtro-prensa é desmontado e os sólidos ou são coletados manualmente, ou simplesmente removidos e descartados. (FOUST)

(9)

3.4.1.1 Filtro-Prensa de Placa e Quadro

O modelo mais comum de filtro-prensa consiste em placas e quadros que se alternam numa armação e que são comprimidos fortemente, uns contra os outros, por meio de uma prensa-parafuso ou de uma prensa hidráulica. Na Figura 2 aparece um par constituido por uma placa e um quadro; a Figura 3 é o diagrama de um filtro-prensa em operação. Para armar este filtro, as placas e os quadros são montados alternadamente nos trilhos laterais da prensa, mediante as lingüetas laterais dos elementos. O meio filtrante é então suspenso sobre as placas, cobrindo as duas faces. O meio filtrante pode ser uma lona, ou um tecido sintético, ou papel de filtro ou tela metálica. No tecido, fazem-se furos para ajustarem-se aos furos dos canais nas placas e nos quadros. Quando se usa tecido, é necessário, às vezes, proceder a um pré-encolhimento, para que não se desfaça o casamento entre os furos. Uma vez alinhados os elementos filtrantes com as placas e os quadros, a prensa é fechada pelo parafuso manual, ou então, nos filtros de grande porte, por dispositivos hidráulicos ou elétricos. Uma vez fechada a prensa, o meio filtrante atua como uma gaxeta, selando as juntas entre as placas e quadros e formando um canal contínuo com os furos existentes em uns e outros destes elementos, conforme se vê na Figura 3. A suspensão de alimentação é então bombeada sob pressão para a prensa, e escoa de acordo com a trajetória que aparece nas Figuras 2 e 3, entrando pelo canal do canto do fundo. Este canal tem saídas em cada um dos quadros, de modo que a suspensão enche os quadros em paralelo. O solvente, ou filtrado, escoa então pelo meio filtrante, enquanto os sólidos constituem uma camada sobre a face do meio voltado para os quadros. O filtrado passa entre o meio filtrante e a face da placa para um canal de saída. À medida que a filtração avança, formam-se tortas, ou bolos, sobre o meio filtrante, até que as tortas que se acumulam sobre cada face dos quadros encontram-se no centro. Quando isto ocorre, a vazão do filtrado, que diminui continuamente à medida que as tortas aumentam, cai bruscamente e se reduz a um mero gotejamento. Em geral, suspende-se a filtração bem antes desta ocorrência. (FOUST)

Fig. 2 Par de placa e quadro de um modelo simples, com um só furo, sem canal de lavagem, com a descarga fechada e a superfície da placa entelada. (FOUST)

(10)

Fig. 3 Diagrama esquemático de um filtro-prensa em operação. (FOUST)

As Vantagens da utilização do filtro-prensa são as seguintes: (UFSC)

 Construção simples, robusta e econômica;

 Grande área filtrante por unidade de área de implantação;

 Flexibilidade (pode-se aumentar ou diminuir o número de elementos para variar a

capacidade);

 Os vazamentos são detectados com grande facilidade;  Trabalham sob pressões até 50 Kg/ cm²;

 A manutenção é muito simples e econômica: apenas substituição periódica das lonas.

Desvantagens: (UFSC)

 Operação intermitente. A filtração deve ser interrompida, o mais tardar, quando os

quadros estiverem cheios de torta.

 O custo da mão de obra de operação, montagem e desmontagem é elevado.

 A lavagem da torta, além de ser imperfeita pode durar várias horas e será tanto mais

demorada quanto mais densa for a torta. (Gomide, 1983)

4. EQUACIONAMENTO PARA TORTA COMPRESSÍVEL (GOMIDE, 1983)

4.1 Torta incompressível

A equação que descreve a filtração por uma torta incompressível e desconsidera a resistência do filtro, pode ser escrita como:

(11)

d

 

d   r 



Onde,

V = volume de filtrado recolhido A = área da torta

= tempo de filtração

v = volume de torta produzido por unidade de volume de filtrado

= diferença de pressão entre a torta pelo escoamento do fluido r =α= resistência específica da torta

= viscosidade do fluido

Esta é a equação da filtração para o caso particular considerado, e que relaciona a velocidade de filtração por unidade de área filtrante com as variáveis de operação. Pode ser integrada para operação a vazão constante ou a pressão constante:

Para vazão constante:

     r 



Para pressão constante:

     r





4.2 Torta homogênea compressível

Neste caso, a resistência específica da torta varia com pressão de filtração (r ouα).

A resistência específica deverá ser uma função da pressão de compressão Pc. Assim,

(12)

ou então,

rs 

 



Ondere s são constantes.

Levando-se em conta uma camada de espessura infinitesimal e a diferença de pressão, pode-se escrever: d

d  d rsd  d rsd



Separando as variáveis e integrando, teremos como equação final:

d

d   rs 



Essa última equação só difere da equação para torta incompressível devido à presença do termos. Com isso, fica fácil notar que quando s=0, as duas equações coincidem. Por essa razão s é chamado de coeficiente de compressibilidade da torta.

4.3 Equação geral

ara o aso geral, inluiremos a resistênia do filtro ’ pratiamente igual a resistênia da lona). ssim teremos ’ omo:

α



rm

 



Onde, r’ e m oefiiente de entupimento da lona) são onstantes.

Como equação diferencial geral, que poderá ser integrada para os diversos casos, teremos:

(13)

d

d 



rsrm



Em condições específicas de vazão constante, a expressão ficará:

 

   rs r m



Já em condições específicas de pressão constante, a expressão ficará:

 

   r

srm



4.3.1 Determinação das constantes da equação geral

Considerando um ensaio a pressão constante, as constantes s, m r e r’ podem ser

encontradas se utilizarmos conceitos geométricos para tanto. Ou seja, reescrevendo as equações para pressão constante, já demonstradas anteriormente, temos:



  r

s

 

r m



Assim, se plotarmos um gráfico de



vs

, encontraremos os coeficientes angular e

linear da equação. Dessa forma, outro gráfico entre o coeficiente angular da equação acima por , em escala logarítmica, resultará como coeficiente angular a onstante “s”. Já outro

gráfico entre o coeficiente linear da equação acima por , em escala logarítmica, resultará omo oefiiente angular a onstante “m”.

(14)

5. EXEMPLO DE APLICAÇÃO (GOMIDE)

A partir de dados obtidos por McMillen e Webber durante a filtração de uma lama de carbonato de cálcio em água, realizada a pressão constante, poderemos determinar os valores numéricos de s e mpara o uso na equação da filtração (11). Como informações iniciais temos

que o filtro-prensa utilizado possuía 6 polegadas de espessura e área filtrante de 1 pé quadrado e que a lama alimentada continha 0,139 gramas de sólidos por grama de água. Depois do procedimento inicial foi seca a torta úmida, e seu peso foi alterado nas seguintes condições:

- Relação entre os pesos da torta úmida e da torta seca no procedimento a 5 psi: 1,59 - Relação entre os pesos da torta úmida e da torta seca nos demais procedimentos: 1,47

- Densidade da torta seca: 63,5 libras/pé cúbico para o procedimento a 5 psi; 73,0 a 15 e 30 psi e 74,5 a 50 psi

Os dados coletados experimentalmente estão resumidos abaixo:

Fig. 4 Tabela experimental (Gomide, página 117)

5.1 Solução

Definindo as variáveis:

AÁrea de filtração, que será de 1 pé quadrado ou de 144 polegadas quadradas;

(15)

LEspessura da torta no instante  polegadas); Tempo de filtração (minutos);

P = P –P1Diferença de pressão entre a interface torta-suspensão e a lona (psi); PPressão manométrica que atua sobre a torta na interface torta-suspensão (psia); P1  Pressão na interface torta-lona (psia), geralmente sendo muito menor que P e podendo ser desprezada;

sCoeficiente de compressibilidade da torta; mCoeficiente de entupimento da lona; r = r1 (1 –s)Constante;

r1Constante da epressão r s;

r’Constante da epressão r’ ;

Viscosidade do filtrado (centiPoise);

v  Volume da torta original por unidade de peso do filtrado recolhido (polegadas cúbicas/libra);

αr’ s;

cconcentração de sólidos na suspensão ((libras de sólido/libras de filtrado) X 100).

O primeiro passo é alular alores de   / /) para diersos / lembrando que 

(16)

Então deve-se plotar um gráfico (como o do exemplo abaixo) baseado nesta tabela,

sendo   / /) oloado no eio das ordenadas e / no eio das absissas. Obtem-se então, num caso idealizado, quatro retas, uma para cada pressão de experimento.

Fig. 6Gráfio de   / /) X / Gomide, página 9)

Desse gráfio, por y/, deeremos obter o oefiiente angular para ada uma das

retas, bem como a intersecção de cada uma com o eixo das ordenadas. A tabela abaixo resume tal procedimento:

Fig. 7 Intersecções e coeficientes angulares do gráfico da Fig. 6 (Gomide, página 119)

Na posse destes valores, construímos dois novos gráficos. O primeiro terá os valores dos coeficientes angulares indicados pelo eixo y, enquanto que no eixo x se encontrará o valor

(17)

Fig. 8Coefiientes angulares X  Gomide, página 9)

O segundo será parecido, apenas trocando os valores do eixo y para aqueles das intersecções mostradas na Fig. 7. Abaixo um exemplo:

Fig. 9

Interseções X  Gomide, página 20)

Dos gráficos acima, pode-se tirar que s = 0,232 (coeficiente angular do primeiro) e m = 0,274 (coeficiente angular do segundo). Tais valores estão prontos para serem utilizados na equação 11.

6. MATERIAIS E METODOLOGIA

6.1 Materiais

(18)

- Provetas - Bandejas - B. alança - Estufa - Espátulas

- Solução de carbonato de cálcio

6.2 Metodologia

Inicialmente o filtro deverá ser limpo e montado com a lona entre as placas. Deve-se então preparar a suspensão de carbonato de cálcio e homogeneizá-la através da circulação entre o tanque e a bomba por 30 segundos, mantendo-se a válvula de acesso às placas do filtro fechada. Após essa preparação inicia-se de fato a filtração, ajustando-se a vazão e mantendo-se uma pressão constante. Vale lembrar que outras pressões deverão ser testadas (0,5 ; 1,0 ; 1,5 e 2,0 psi) para avaliar-se a influência dessa variável. O cronômetro deverá ser liberado no instante em que surgir a primeira gota de filtrado e somente deverá ser zerado novamente após a nova homogeneização para início de um novo ciclo. A partir desse momento de contagem do tempo alguns dados deverão ser coletados, como: tempo e volume de filtrado acumulado, tempo útil de filtração, tempo improdutivo e tempo total. No final da filtração, alguns cuidados devem ser tomados para manter o bom andamento da prática. Assim, a bomba deverá ser desligada, as duas válvulas do filtro deverão serem abertas (para despressurização do sistema) e somente após isso as placas do filtro poderão serem desapertadas. A massa da torta deverá ser coletada e quantificada antes da inserção da mesma na estufa. Depois de retirada a umidade, a torta seca deverá ser quantificada novamente. Enquanto a torta é retirada e quantificada, o sistema de filtração deverá ser limpo e preparado para outro ciclo em outra pressão. As imagens abaixo caracterizam o sistema.

(19)

7. DISTRIBUIÇÃO DE TAREFAS

- Controlar válvulas e regular bomba: André Haiduk

- Coletar e quantificar os volumes filtrados: Camila Cristina Wan Dall - Cronometrar os tempos: Gustavo Batista

- Montar e desmontar o filtro: Juliano Klassen Chicora - Coletar e quantificar as tortas: Leandro Vieira Martins - Anotar os dados: Leonardo Luiz Lorenz

8. RESULTADOS

Primeiramente, é necessário calcular a concentração inicial da solução de

CaCO

3

. O volume de água é aproximadamente 50 litros e a massa de CaCO

3

adicionada

é de aproximadamente 2,5 Kg. Portanto, a concentração da solução é:

   



 

 

A área de filtração é calculada a partir das dimensões do filtro utilizado,

apresentadas na Tabela 1:

Tabela 1 –Dimensões do filtro.

Comprimento (cm) Largura (cm) Espessura (cm) Área desconsderada (cm²)

16

16,5

1,1

14,13

Logo:

        

(20)

Para quatro pressões, foram feitas medidas do volume de filtrado em determinados instantes de tempo. O tempo de filtração foi marcado desde o momento em que caiu a primeira gota de filtrado até o desligamento da bomba e o tempo improdutivo foi o tempo de limpeza, montagem e homogeneização da solução. Os valores medidos são mostrados na tabela 2.

Tabela 2 –Volumes de filtrado e tempos para cada pressão.

1 2 3 4

P = 25 psi P = 20 psi P = 15 psi P = 10 psi Vf (mL) t (s) Vf (mL) t (s) Vf (mL) t (s) Vf (mL) (s) 1 500 6,64 500 5,17 500 5,47 500 7,82 2 1000 15,61 1000 11,17 1000 15,14 1000 20,7 3 1500 27,08 1500 20,2 1500 30,13 1500 38,13 4 1800 35,85 1700 26,89 1800 42,08 1900 56,67 5 2100 43,57 2000 34,2 2100 54,54 2100 67,35 6 2400 52,14 2400 43,14 2400 68,74 2300 78,26 7 2700 62,99 2800 57,82 2600 79,5 2500 90,04 8 3000 74,54 3400 74,07 2800 91,32 2700 102,32 9 3300 88,07 3600 85,04 3000 103,06 2900 115,57 10 3600 101,56 3800 94,92 3100 115,86 3100 129,42 11 3800 110,77 4000 105,45 3200 128,33 3300 145,1 12 4000 120,94 4200 114,64 3400 143,26 3500 161,29 13 4200 132,88 4400 125,54 3600 156,32 3700 177,88 14 4400 142,99 4600 137,42 3800 172,14 3900 194,98 15 4600 155,46 4700 143,92 4000 188,08 4100 213,07 16 4800 167,17 4800 149,54 4200 204,55 4200 222,51 17 5000 180,4 4900 156,36 4400 221,44 4300 232,48 18 5200 195,09 5000 162,86 4500 230,26 4400 242,38 19 5380 236,92 5100 168,92 4600 240,25 4500 252,01 20 5400 255,8 5200 175,79 4700 249,11 4600 262,35 21 5420 280,4 5400 188,45 4800 260,56 4700 272,45 22 5500 198,36 4900 272,68 4800 282,7 23 5600 204,7 4900 293,26 24 5800 217,64 500 305,2 25 5900 225,11 5200 326,79 26 6000 235,26 5400 358,95 27 6100 251,23 5500 382,23 28 6140 271,42 5580 409,76 29 6160 287,76 5620 429,51 30 6200 325,76 5660 449,23 31 5700 473,67 t. total (s) 564,07 618,0 603,65 755,95

(21)

t. útil (s) 280,4 325,76 272,68 473,67

t. improdutivo (s) 283,67 292,24 330,97 282,28

Após cada filtração, uma amostra da torta foi pesada e deixada para secar. A torta seca foi pesada e com isso foi possível determinar a umidade da torta.

Tabela 3 –Valores de massa das tortas seca e úmida, resultantes de cada filtração.

1 2 3 4

mtorta úmida(g) 57,036 67,247 69,148 64,72

mtorta seca(g) 34,21 40,03 40,83 38,00

Porcentagem de água (%) 40,0 40,47 40,95 41,29

9. ANÁLISE DOS RESULTADOS

A partir da linearização da equação (11), temos que o gráfico de



 

versus 

 é uma

reta. Com a área de filtração medida, igual a 0,0250m2, e os dados da tabela 1 é possível calcular



, 

 e a capacidade do filtro (C), que é definida como a razão entre o volume de

filtrado e o tempo total do ciclo. Os valores calculados para a pressão de 25 psi são mostrados na tabela abaixo.

Tabela 4 –Cálculo de



 

, 

 e capacidade do filtro na pressão de 25 psi.

P = 25 psi Vf (m3) t (s) V/A ∆P.t/(V/A) C (m3/s) 0,0005 6,64 0,02001 57196728 1,72E-06 0,001 15,61 0,04002 67231997 3,34E-06 0,0015 27,08 0,06003 77755391 4,83E-06 0,0018 35,85 0,07204 85780735 5,63E-06 0,0021 43,57 0,08404 89359632 6,42E-06 0,0024 52,14 0,09605 93569195 7,15E-06 0,0027 62,99 0,10806 100480307 7,79E-06 0,003 74,54 0,12006 107014159 8,37E-06 0,0033 88,07 0,13207 114944227 8,88E-06 0,0036 101,56 0,14407 121504762 9,35E-06

(22)

0,004 120,94 0,16008 130221616 9,89E-06 0,0042 132,88 0,16809 136264723 1,01E-05 0,0044 142,99 0,17609 139967143 1,03E-05 0,0046 155,46 0,1841 145557283 1,05E-05 0,0048 167,17 0,1921 149999639 1,06E-05 0,005 180,4 0,2001 155395929 1,08E-05 0,0052 195,09 0,20811 161586388 1,09E-05 0,00538 236,92 0,21531 189667341 1,03E-05 0,0054 255,8 0,21611 204023357 1E-05 0,00542 280,4 0,21691 222818800 9,61E-06 Plotando



  em função de 

 obtemos o seguinte gráfico:

Fig. 12 Linearização para a pressão de 25 psi.

Reta: y = 548328208x + 43821642, R2= 0,996.

De maneira análoga são obtidos os gráficos para as outras pressões:

0 20000000 40000000 60000000 80000000 100000000 120000000 140000000 160000000 180000000 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 V/A

P = 25 psi

   P .    t     /     (   V     /   A     )

(23)

Tabela 5 –Cálculo de



 

, 

 e capacidade do filtro na pressão de 20 psi.

Vf (mL) tf (s) V/A ∆P.t/(V/A) C (m3/s) 0,0005 5,17 0,02001 35627359 1,68E-06 0,001 11,17 0,040021 38487196 3,3E-06 0,0015 20,2 0,060031 46400558 4,8E-06 0,0017 26,89 0,068035 54501063 5,33E-06 0,002 34,2 0,080042 58919521 6,13E-06 0,0024 43,14 0,09605 61934408 7,16E-06 0,0028 57,82 0,112058 71151351 8E-06 0,0034 74,07 0,136071 75063105 9,28E-06 0,0036 85,04 0,144075 81392398 9,54E-06 0,0038 94,92 0,152079 86067112 9,82E-06 0,004 105,45 0,160083 90834261 1,01E-05 0,0042 114,64 0,168087 94048090 1,03E-05 0,0044 125,54 0,176092 98308834 1,05E-05 0,0046 137,42 0,184096 102933137 1,07E-05 0,0047 143,92 0,188098 105508242 1,08E-05 0,0048 149,54 0,1921 107344361 1,09E-05 0,0049 156,36 0,196102 109949353 1,09E-05 0,005 162,86 0,200104 112229627 1,1E-05 0,0051 168,92 0,204106 114123213 1,11E-05 0,0052 175,79 0,208108 116480685 1,11E-05 0,0054 188,45 0,216112 120244571 1,12E-05 0,0055 198,36 0,220114 124266626 1,12E-05 0,0056 204,7 0,224117 125948474 1,13E-05 0,0058 217,64 0,232121 129292645 1,14E-05 0,0059 225,11 0,236123 131463706 1,14E-05 0,006 235,26 0,240125 135101427 1,14E-05

(24)

Fig. 13 Linearização para a pressão de 20 psi.

Reta: y = 458509628x + 19915881, R2=0,989.

Tabela 6 –Cálculo de



 

, 

 e capacidade do filtro na pressão de 15 psi.

Vf (mL) tf (s) V/A ∆P.t/(V/A) C (m3/s) 0,0005 5,47 0,02001 28271033 1,48615E-06 0,001 15,14 0,040021 39124629 2,88925E-06 0,0015 30,13 0,060031 51907753 4,15397E-06 0,0018 42,08 0,072037 60412608 4,82509E-06 0,0021 54,51 0,084044 67078176 5,44775E-06 0,0024 68,74 0,09605 74015494 6,00435E-06 0,0026 79,5 0,104054 79016564 6,3342E-06 0,0028 91,32 0,112058 84281495 6,63051E-06 0,003 103,06 0,120062 88775523 6,91196E-06 0,0031 115,86 0,124065 96581999 6,93776E-06 0,0032 128,33 0,128067 1,04E+08 6,96712E-06 0,0034 143,26 0,136071 1,09E+08 7,16952E-06 0,0036 156,32 0,144075 1,12E+08 7,3878E-06 0,0038 172,14 0,152079 1,17E+08 7,55302E-06 0,004 188,08 0,160083 1,22E+08 7,70639E-06 0,0042 204,55 0,168087 1,26E+08 7,84284E-06 0,0044 221,44 0,176092 1,3E+08 7,9651E-06 0,0045 230,26 0,180094 1,32E+08 8,0181E-06 0,0046 240,25 0,184096 1,35E+08 8,05294E-06 0,0047 249,11 0,188098 1,37E+08 8,10233E-06 0,0048 260,56 0,1921 1,4E+08 8,11455E-06 0,0049 272,68 0,196102 1,44E+08 8,11729E-06 0 20000000 40000000 60000000 80000000 100000000 120000000 140000000 160000000 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25 0,3    d    P .    t     /     (   V     /   A     ) V/A

(25)

Fig. 14 Linearização para a pressão de 15 psi.

Reta: y = 672317928x + 12238437, R2= 0,994.

Tabela 7 –Cálculo de



 

, 

 e capacidade do filtro na pressão de 10 psi.

Vf (mL) tf (s) V/A ∆P.t/(V/A) C (m3/s) 0,0005 7,82 0,02001 26944483 1,72E-06 0,001 20,7 0,040021 35661815 3,3E-06 0,0015 38,13 0,060031 43793398 4,68E-06 0,0019 56,67 0,07604 51384568 5,61E-06 0,0021 67,35 0,084044 55252433 6,01E-06 0,0023 78,26 0,092048 58619905 6,38E-06 0,0025 90,04 0,100052 62048113 6,71E-06 0,0027 102,32 0,108056 65287474 7,02E-06 0,0029 115,57 0,11606 68656272 7,29E-06 0,0031 129,42 0,124065 71923829 7,53E-06 0,0033 145,1 0,132069 75750686 7,72E-06 0,0035 161,29 0,140073 79391224 7,89E-06 0,0037 177,88 0,148077 82824438 8,04E-06 0,0039 194,98 0,156081 86130815 8,17E-06 0,0041 213,07 0,164085 89530611 8,28E-06 0,0042 222,51 0,168087 91271112 8,32E-06 0,0043 232,48 0,172089 93143004 8,35E-06 0,0044 242,38 0,176092 94902402 8,39E-06 0,0045 252,01 0,180094 96480237 8,42E-06 0 20000000 40000000 60000000 80000000 100000000 120000000 140000000 160000000 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25       ∆   P  .    t     /     (   V     /   A     ) V/A

P = 15 psi

(26)

0,0046 262,35 0,184096 98255379 8,45E-06 0,0047 272,45 0,188098 99867011 8,47E-06 0,0048 282,7 0,1921 101465330 8,5E-06 0,0049 293,26 0,196102 103107403 8,51E-06 0,005 305,2 0,200104 105159285 8,51E-06 0,0052 326,79 0,208108 108267601 8,54E-06 0,0054 358,95 0,216112 114517879 8,42E-06

Fig. 15 Linearização para a pressão de 10 psi.

Reta: y = 435863148x + 18164208, R2= 0,999.

Como no final de cada filtração o volume praticamente não variava com o tempo nos gráficos de



versus 

, não foram considerados os últimos pontos, a fim de se obter uma

reta com um bom coeficiente de correlação.

9.1 Determinação do Coeficiente de Compressibilidade (s) e Coeficiente de

Entupimento da lona (m)

Fazendo outro gráfico entre os coeficientes angulares (a) das retas obtidas em função de, em escala logarítmica, encontraremos o coeficiente de compressibilidade da torta “s”.

0 20000000 40000000 60000000 80000000 100000000 120000000 140000000 0 0,05 0,1 0,15 0,2 0,25       ∆   P  .    t     /     (   V     /   A     ) V/A

P = 10 psi

(27)

Fig 16 –Coeficientes angulares em função deem escala logarítmica.

Reta: y = 0,131x + 18,54, R² = 0,069.

Obviamente os pontos do gráfico acima não estão alinhados, porém foi ajustada uma

reta a fim de se obter um alor para a onstante “s”. Neste caso, o valor de s é igual ao

coeficiente angular, que vale 0,131.

Do mesmo modo, um gráfico entre os coeficientes lineares (b) em função de ,

também em esala logarítmia, forneerá o oefiiente de entupimento da lona “m”.

Fig 17 –Coeficientes lineares em função de em escala logarítmica. 19,85 19,9 19,95 20 20,05 20,1 20,15 20,2 20,25 20,3 20,35 11 11,2 11,4 11,6 11,8 12 12,2     l   n     (   a     ) ln (∆P) 16,2 16,4 16,6 16,8 17 17,2 17,4 17,6 17,8 11 11,2 11,4 11,6 11,8 12 12,2

ln

(∆P)     l   n     (     b     )

(28)

Reta: y = 0,894x + 6,449, R² = 0,438.

O coeficiente angular é igual ao coeficiente de entupimento de lona, portanto m = 0,894.

9.2 Determinação da Capacidade Ótima do Filtro

A capacidade ótima do filtro é determinada fazendo-se um gráfico da capacidade em função do volume de filtrado. Os valores estão apresentados nas tabelas 4, 5, 6 a 7, para as pressõese 25, 20, 15 a 10 psi, respectivamente com os valores da tabela 3. A curva obtida terá um ponto de máximo, que corresponde à capacidade máxima, sendo o volume correspondente, o volume ótimo de parada da filtração. Para cada pressão teremos uma capacidade ótima diferente.

 Para a pressão de 25 psi:

Fig 18 –Capacidade em função de volume de filtrado a 25 psi.

Foi ajustado o seguinte polinômio para a curva acima:

y = -1,81E+10x6+ 3,00E+08x5- 1,93E+06x4+ 6,04E+03x3- 9,80E+00x2+ 1,06E-02x - 1,79E-06 R² = 9,98E-01 0 0,000002 0,000004 0,000006 0,000008 0,00001 0,000012 0 0,001 0,002 0,003 0,004 0,005 0,006    C Vf 

P = 25 psi

(29)

Derivando a equação acima e igualando a zero obtemos Ve C correspondentes à capacidade ótima:

V= 0,004872m3= 4,872 L

Cótima= 1,042E-05m3/s = 10,4mL/s

De maneira análoga são obtidas as capacidades ótimas para as outras condições de pressão.

 Para a pressão de 20 psi:

Fig 19 –Capacidade em função de volume de filtrado a 20 psi.

Polinômio da curva:

y = -1,08E+10x6+ 2,07E+08x5- 1,54E+06x4+ 5,52E+03x3- 1,01E+01x2+ 1,16E-02x - 2,25E-06 R² = 9,96E-01 Vf = 0,005709m3= 5,709 L Cótima= 1,11E-05m3/s = 11,1mL/s 0 0,000002 0,000004 0,000006 0,000008 0,00001 0,000012 0,000014 0 0,001 0,002 0,003 0,004 0,005 0,006 0,007    C Vf 

P = 20 psi

(30)

 Para a pressão de 15 psi:

Fig 20 –Capacidade em função de volume de filtrado a 15 psi.

Polinômio da curva:

y = -1,77E+09x6+ 2,84E+07x5- 1,70E+05x4+ 4,91E+02x3- 1,17E+00x2+ 4,34E-03x - 2,09E-07 R² = 1,00E+00

V= 0,004863m3= 4,863 L

Cótima= 1,042E-05m3/s = 10,4mL/s

 Para a pressão de 10 psi:

Fig 21 –Capacidade em função de volume de filtrado a 10 psi.

0 0,000001 0,000002 0,000003 0,000004 0,000005 0,000006 0,000007 0,000008 0,000009 0 0,001 0,002 0,003 0,004 0,005 0,006    C Vf 

P = 15 psi

0 0,000001 0,000002 0,000003 0,000004 0,000005 0,000006 0,000007 0,000008 0,000009 0,00001 0 0,001 0,002 0,003 0,004 0,005 0,006    C Vf 

P = 10 psi

(31)

Polinômio da curva:

y = -8,33E+09x6+ 1,42E+08x5- 9,40E+05x4+ 3,04E+03x3- 5,40E+00x2+ 7,58E-03x - 1,06E-06 R² = 9,99E-01

V= 0,005115m3= 5,115 L Cótima= 8,83E-06m3/s = 8,8mL/s

10. CONCLUSÕES

Neste experimento foi estudado o processo de filtração em quatro condições de pressão. A partir dos valores de umidade da torta mostrados na tabela 2, observa-se que com o aumento da pressão, a umidade e a porosidade diminuíram, portanto podemos concluir que a hipótese de torta compressível é válida.

Nos gráficos de



 

em função de 

 os resultados esperados eram coeficientes

angulares maiores para as condições de maior pressão, porém houve desvios devido a erros experimentais, falta de precisão nas medidas de volume e variações de pressão no início de cada experimento. Além disso, a equipe fez as medidas a 10 e 20 psi em um dia e as medidas a 15 e 25 psi em outro, sendo que não há como garantir que a suspensão tenha a mesma concentração e viscosidade em todas as medidas.

Devido aos erros experimentais já mencionados, os gráficos que relacionavam a diferença de pressão com os coeficientes angulares e lineares não apresentaram um inclinação

onstante, portanto os oefiientes “s” e “m” obtidos não são alores onfiáeis, embora

possuam a mesma ordem de grandeza dos valores encontrados na literatura (GOMIDE), apresentados na seção 5. Para a determinação de tais coeficientes com mais precisão deveriam ser feitos experimentos em outras condições de pressão, gerando um gráfico com mais pontos.

Em relação à capacidade ótima, esta apresentou uma tendência crescente à medida que a pressão aumentou de 10 psi até 20 psi, porém diminuiu a 25 psi. Esta observação mostra que geralmente o aumento da pressão, que é a força motriz do processo, aumenta a velocidade da filtração. Porém em pressões muito altas o aumento de provoca a diminuição da porosidade, aumentando a resistência da torta e diminuindo a capacidade.

Referências

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