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Modelagem plana de calça jeans feminina

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Academic year: 2021

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Modelagem plana de calça jeans feminina

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DIAGRAMA

Na modelagem da calça feminina, o diagrama é o primeiro processo prático na execução do molde desta peça, pois dele derivará o molde base, que dará origem aos modelos da empresa.

Logo, é importante, conforme pontuado, que seja criada a tabela de medida, respeitan-do-se o grau de retração do tecido trabalhado. Dessa forma, o modelista, ao construir o diagrama, se preocupará apenas com as medidas das margens de costura que cada parte da calça requererá de acordo com a máquina que a costurará.

A seguir, conforme mostrado na Figura 13, as etapas do traçado do diagrama base da calça feminina:

Figura 13 - Diagrama do molde da base da calça jeans feminina Fonte: Acervo próprio (2014).

O diagrama das partes dianteira e traseira são traçadas concomitantemente e já possuem margem de costura.

1. Construa o retângulo 1-2-3-4, no qual 1 a 2 e 3 a 4 tenham a medida da altura do gancho e 1 a 3 e 2 a 4 seja a quarta parte da medida do quadril mais 1 cm;

2. Do ponto 5 ao ponto 4, marque 1/8 da medida do quadril menos 2 cm; 3. Do ponto 6 ao ponto 4, marque 1/3 da medida entre os pontos 5 e 4; 4. Do ponto 7 ao ponto 4, marque 1/3 da medida entre os pontos 3 e 4;

5. Ligue os pontos 6 ao 7, por uma curva harmoniosa, formando a curvatura do gan-cho dianteiro;

6. Esquadre o ponto 7 traçando para dentro do retângulo 1,2,3,4 e marque entre os pontos 1 e 2 o ponto 8;

7. Em linha de esquadro, do ponto 8 ao ponto 8A marque 1 cm, e do ponto 8 ao ponto 8B, marque 4 cm;

8. Em linha de esquadro, do ponto 2A ao ponto 2 marque 4 cm

9. Do ponto 9 ao ponto 3, marque a medida do ponto 6 ao 4 mais 1 cm; 10. Trace uma reta entre os pontos 7 e 9, prolongando-a;

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pontos 10 e 9;

13. O ponto 12 está na metade entre os pontos 1 e 3;

14. Prolongue o ponto 12 com a medida do comprimento da calça mais 3 cm e mar-que o ponto 13;

15. Marque o ponto 14 na intersecção entre os pontos 2 e 4;

16. A altura do joelho, o ponto 15, está posicionada na metade entre os pontos 13 e 14 menos 5 cm em direção ao ponto 14;

17. Marque a metade da medida da largura do joelho para ambos os lados dos pontos 15 e 13 e marque os pontos 16 e 17, respectivamente;

18. Do ponto 18 ao ponto 3, marque ¼ da medida da cintura mais 2 cm;

19. Para traçar a lateral do dianteiro, ligue, sequencialmente, por linhas curvas, os pontos 18, 8A, 2, 16 e, por uma linha reta, os pontos 16 e 17;

20. Para traçar o entrepernas do dianteiro, ligue em linha reta os pontos 17 ao 16 e em linha curva, o ponto 16 ao ponto 6;

21. De 3A a 3, marque de 2 a 3 cm;

22. Ligue o ponto 3A ao ponto 18 por uma linha curva para formar a cintura; 23. Marque a mesma medida entre os pontos 18 e 3 entre os pontos 19 e 1; 24. Do ponto 20 ao ponto 16 e do ponto 21 ao ponto 17 marque 2 cm;

25. Para traçar a lateral da parte traseira una em linhas curvas os pontos 19, 8B e 20, e em linha reta os pontos 20 e 21;

26. Para traçar o entrepernas do dianteiro, ligue em linha reta os pontos 21 a 20 e em linha curva o ponto 20 ao ponto 5;

27. Para traçar o gancho traseiro, ligue por linha curva os pontos 5, 7, 9 e 10;

28. Para destacar o molde dianteiro, Figura 14, carretilhe, sequencialmente, os pontos 3A, 18, 8ª, 2, 16, 17, 13, 17, 16, 6, 7 e 3A;

Figura 14 - Molde da parte dianteira da calça jeans feminina Fonte: Acervo próprio (2014).

29. Para destacar o molde traseiro, Figura 15, carretilhe, sequencialmente, os pontos 10, 19, 8B, 20, 21,13, 21, 20, 5, 7, 9 e 10;

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CÓS ANATÔMICO

Ao deslocar a linha da cintura da calça para a linha das ancas femininas, faz-se neces-sário anatomizar o cós, para que este acompanhe a curvatura do quadril e a calça tenha um caimento melhor. Assim, esse recurso começa ser utilizado quando a linha da cintu-ra da calça começar a ultcintu-rapassar a medida de 4 cm a partir da linha da cintucintu-ra.

O diagrama do cós anatômico, ao contrário do reto, é obtido a partir do traçado do diagrama da calça, e, antes de sequenciar o seu processo, é necessário saber a medida do zíper, cuja altura mínima para sua aplicação é de 6 cm, e se dá a partir do fundilho, descontando-se as margens de costura, conforme a Figura 34.

Figura 34 - Marcação da altura do zíper. Fonte: Acervo próprio (2013).

Assim, de posse da largura do cós, o processo se dá da seguinte maneira, conforme as explicações e as figuras a seguir:

Figura 15 - Molde da parte traseira da calça jeans feminina Fonte: Acervo próprio (2014).

30. Una os pontos 12, 14, 15 e 13, em linha reta, para a marcação do fio de ur-dume, em ambas as partes.

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2. Separe a parte delimitada do cós do corpo, deixando margem de costura para a sua aplicação, no momento de costurá-lo à peça, conforme as figuras 36 e 37.

Figura 36 - Destaque do limite do cós Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 37 - Margem de costura no corpo. Fonte: Acervo próprio (2013).

3. Uma vez destacado o limite do cós anatômico, anote as margens de costura na lateral da parte dianteira e traseira, e no meio traseiro, de acordo com a Figura 38.

Figura 35 - Marcação da largura do cós. Fonte: Acervo próprio (2013).

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4. Pareie as laterais e, orientando-se pela parte inferior, encoste uma parte à outra, sem descontar a margem de costura. Na parte superior, dê a margem de, aproximadamente, 3 cm, sendo 1,5 cm, para cada lado, conforme a Figura 39, e refaça a curvatura da anato-mia do cós, de acordo com a Figura 40.

Essa medida superior pode variar conforme a necessidade da curvatura do cós, ou seja, se a intenção é uma curvatura mais acentuada, a distância entre as laterais será me-nor; se o objetivo é um cós com menos curvatura, a distância entre as laterais será maior;

Figura 39 - Posicionamento das laterais. Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 40 - Correção da curvatura da anatomia do cós. Fonte: Acervo próprio (2013).

5. Depois de redesenhar a curvatura da anatomia do cós, copie essa intervenção em ou-tro papel, conforme mostrado na Figura 41;

Figura 38 - Marcação das margens de costura nas partes destacadas.

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6. Dobre uma folha ao meio e posicione, na dobra dessa folha, a metade do cós anatômi-co redesenhado pelo meio traseiro. Em seguida, faça a anatômi-correção, anatômi-conforme a Figura 42, criando um ângulo reto no meio traseiro e acrescentando, em média, 10 cm na ponta do cós, no meio dianteiro;

Figura 42 - Correção da curvatura central e aumento da ponta do molde do cós anatômico.

Fonte: Acervo próprio (2013).

7. Depois de feita a correção, faça a marcação do fio de urdume, de acordo com a com-posição do tecido, conforme assinalado nas figuras 43 e 44.

Figura 43 - Cós anatômico com marcação de fio para tecido de denim sem elas-ticidade, a 180° em relação à ourela do tecido.

Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 41 - Redesenho da anatomia do cós. Fonte: acervo próprio (2013).

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BOLSOS/ESPELHO/REVEL/FORROS

Atualmente, além de ser um elemento funcional de uma peça, o bolso também represen-ta o design de uma roupa, definindo seu estilo. Dessa forma, o bolso exerce grande influ-ência no aspecto visual da peça e, quando bem desenhado e suas partes bem modeladas, concorre para o bom caimento em uma calça jeans.

Um dos elementos vitais em um bolso é o espelho, cuja função, além da identificação do local do bolso e da continuidade visual da parte dianteira, é “esconder” o forro em sua totalidade quando o modelo, assim, o solicitar. Ou, ainda, prender-se ao revel aplicado na boca do bolso, quando este for falso. Há, também, uma terceira opção de espelho, quando adquire características decorativas, sendo apenas um recorte no formato de um bolso. Neste caso, nem há forro, nem revel, apenas as margens de costuras nas partes, do corpo e do próprio espelho.

A marcação do fio de urdume para essa parte da calça pode variar de acordo com a composição do tecido. Se for 100% algodão, a marcação pode ser de três maneiras: fio reto, contra o fio ou enviesado, conforme mostrado na Figura 45. No caso de o tecido ser misto, em misturas com elastano ou outras fibras, a marcação do fio deverá ser, necessa-riamente, no fio reto. A exceção, neste último caso, só poderá acontecer, se o denim tiver elasticidade, também, no fio de urdume.

Figura 45 – Possíveis variações de marcação do fio de urdume no espelho. Fonte: Acervo próprio (2014).

O forro, por sua vez, tem a função de dar suporte e não deixar vazar nada que seja intro-duzido no bolso na parte interior da calça. Em geral, é feito de um tecido mais fino, cuja composição pode ser 100% algodão ou misturas de algodão com poliéster.

Figura 44 - Cós anatômico com marcação de fio de urdume em tecido de denim com elasticidade, a 90° em relação à ourela do tecido.

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Figura 46 – Possíveis variações de marcação do fio de urdume no forro.

Fonte: Acervo próprio (2014).

Os moldes dos forros, do espelho e do revel são obtidos na mesma sequência, conforme pontuado a seguir.

Posicione a parte dianteira sobre uma folha de papel e contorne até a linha do gancho e altura do quadril, conforme Figura 47. Nessa folha marque a abertura do bolso desejado, tanto na largura quanto na altura, em seguida anote a margem de costura da boca do bolso, em geral de 0,8 mm a 1 cm, de acordo com a Figura 48. Recorte a abertu-ra da boca do bolso, como mostabertu-rado na Figuabertu-ra 49.

Figura 47 - Dianteiro com marca-ção de margens de costura. Fonte: Acervo próprio (2014).

Neste caso específico ele é feito do próprio denim, formado pelo aumento do revel e do espelho, o chamado “bolso falso”.

O sentido do fio de urdume do forro, se o tecido de denim da calça for 100% algo-dão, deverá ser sempre em fio reto. Já em tecidos de denim com elasticidade, o sentido do fio será a 45º ou enviesado, Figura 46.

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Figura 48 - Marcação da abertura da boca do bolso. Fonte: Acervo próprio (2014).

Figura 49 - Recorte da abertura da boca do bolso. Fonte: Acervo próprio (2014).

O molde do espelho, mostrado na Figura 50, é obtido através do acréscimo da medida desejada no recorte da boca do bolso, lembrando-se do desconto da margem de costura aplicada na parte dianteira, para o acabamento do revel.

Fique atento quanto à marcação do pique, que deverá coincidir com a abertura real da boca do bolso sem as margens de costura, pois o espelho será aplicado depois do revel e um dos forros já estarem costurados na parte dianteira

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Figura 50 - Dimensionamento do espelho. Fonte: Acervo próprio (2014).

Para dar continuidade à modelagem do revel, posicione a parte dianteira da calça com a margem de costura da boca do bolso já acrescida sobre outra folha e contorne, acrescentando a largura do revel, que deve ser de, no mínimo, 3 cm. Depois de desenha-do o revel, recorte, marque o fio de urdume e os piques, que deverão coincidir com os desenha-do espelho, conforme mostra a Figura 51.

Figura 51 – Sequência da obtenção do revel. Fonte: Acervo próprio (2014).

Tanto o forro, que será costurado na boca do bolso, Figura 52, quanto o que será costurado ao espelho, Figura 53, têm a sequência semelhante. A única diferença entre ambos é que, enquanto este é inteiro, aquele tem o recorte da boca do bolso. Dessa ma-neira, posicione a parte dianteira sobre outra folha e contorne a boca do bolso, desenhe o formato do forro, acrescentando na linha do gancho de 1 cm a 1,5 m, para aumentar a maleabilidade desta parte ao ser costurada na peça. Corte, faça a marcação do fio de urdume;

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Figura 52 – Sequência da obtenção do forro I. Fonte: acervo próprio (2014).

Figura 53 – Sequência da obtenção do forro II. Fonte: Acervo próprio (2014).

Embora o forro apresentado anteriormente seja o mais comum e usualmente utilizado nas empresas de confecção de calças jeans femininas com peças mais ajustadas ao corpo, requerendo um maior e melhor ajuste ao corpo, ultimamente tem-se lançado mão de um outro tipo de forro: o inteiro, Figura 54.

O forro inteiro é o mais indicado às calças, cujos modelos são desenvolvidos em tecidos com mais elasticidade e maior retração, pois, por não ser preso na vista, não interfere no caimento da peça, mesmo que tenha retração diferente da do tecido da peça. Fato que não ocorre com o outro modelo de forro.

A marcação da posição do fio de urdume deste forro segue a mesma regra do for-ro preso à linha da vista, Figura 55.

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Figura 54 – Sequência da obtenção do forro inteiro. Fonte: Acervo próprio (2014).

Figura 55 - Posição dos tipos de forros nas peças. Fonte: Acervo próprio (2014).

BOLSO FALSO

As calças femininas desenvolvidas em tecidos de denim com elasticidade, por se ajustarem demasiadamente na linha da cintura e quadril, dispensam o forro nos bolsos dianteiros. Assim, para fins estéticos e práticos, os moldes dessas peças são feitos com os chamados “bolsos falsos”.

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1. Recorte

2. No local do bolso faz-se o desenho do espelho, dá-se a margem de costura, tanto para esta parte quanto para o corpo, conforme a sequência da Figura 56

Figura 56 – Sequência do bolso falso obtido por recorte. Fonte: Acervo próprio (2014)

3. Revel

4. No local do bolso faz-se o desenho do espelho, acrescentando-lhe a medida do revel, em geral 4 cm;

5. Na boca do bolso faz-se o contorno do revel e acrescenta a medida dispensada ao es-pelho. Assim, se desejar o efeito de recorte, o espelho é preso, pela costura, no primeiro ou no segundo pesponto, ou em ambos. Se desejar um “bolso falso”, costura-se as extre-midades do espelho às extreextre-midades do revel, conforme pontuado na Figura 57:

Figura 57 – Sequência do bolso falso com revel. Fonte: Acervo próprio (2014)

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PALA TRASEIRA

A pala traseira da calça jeans é um recorte situado na parte traseira da calça, na altura dos glúteos, que além da função ergonômica, no tangente à facilidade dos movi-mentos e maior aderência ao corpo feminino, também tem a função estética, mantendo e distribuindo o equilíbrio visual nessa região. Dependendo da moda vigente, pode as-sumir diversas formas e tamanhos. Conforme apresentamos nas figuras 58 e 59, respec-tivamente, independentemente de sua forma, pode ser desenvolvida de duas maneiras: recortada e sobreposta.

Figura 58 - Representação da pala normal da parte traseira de uma calça feminina jeans.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 59 - Representação da pala normal sobreposta na par-te traseira de uma calça feminina jeans.

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Sua variação está condicionada à intenção que o estilista deseja imprimir ao mo-delo. Por exemplo, se deseja volume, lançará mão de linhas côncavas, a fim de dar certa conotação de aumento dos glúteos de quem usa, conforme Figura 60, ou a Figura 61, com linhas curvas laterais, quando a ideia é conferir à parte traseira uma amplidão mais acentuada.

Figura 60 - Representação da pala em linha côncava, quando se deseja a impressão de volume, na parte traseira da calça jeans feminina.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 61 - Representação da pala em linha curva lateral, quando se de-seja a impressão de amplidão na parte traseira da calça jeans feminina. Fonte: Acervo próprio (2012).

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A pala recortada é costurada ao corpo da calça pela máquina fechadeira, classe de pontos 400, quando a bitola – distância entre as costuras - for normal, ou máquina inter-loque, classe 500, e pespontada com a máquina reta, classe 300, quando a bitola estiver fora dos padrões convencionais utilizados: ou muito estreita ou muito larga.

Para o melhor caimento na peça e quando a elasticidade do tecido for pequena, o sentido do fio de urdume pode ser alterado para o sentido da trama, o chamado “contra-fio” ou enviesado, apontado nas figuras 62 e 63. Logo, quando a proporção de elastano no tecido de denim for igual ou superior a 2%, a pala, independentemente de ser recor-tada ou sobreposta, deverá ser correcor-tada, sempre, no sentido original do fio de urdume, conforme Figura 64.

Figura 62 - Representação do molde da pala com marcação do fio de urdume “contrafio”, ou seja, a posição do molde será no sentido da trama.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 63 - Representação do molde da pala, com fio de urdume anotado en-viesado, ou seja, a posição do molde será de 45º em relação à ourela.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 64 - Representação do molde da pala, cujo fio de urdume está assina-lado corretamente, formando um ângulo de 90º em relação à trama e paralelo em relação à ourela.

Fonte: Acervo próprio (2012).

No caso da pala sobreposta, ela só poderá ser costurada com a máquina reta, classe 300, com uma ou duas agulhas.

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PALA ANATÔMICA

Para maior aderência ao formato arredondado e criar volume na região glútea feminina, lança-se mão da pala anatômica, cuja técnica, conforme a sequência presente entre as Figuras 67 a Figura 71, consiste na criação de uma pence na linha da cintura, para em seguida, transferi-la e incluí-la no recorte da pala. Essa técnica só pode ser reali-zada na pala recortada.

Originalmente, a base da calça jeans não é construída com pences na cintura. Por-tanto, ao se desejar criar uma pala anatômica, proceda da seguinte forma:

1. Acrescente na linha da cintura, tanto no vértice do gancho quanto no da lateral, a me-tade da medida da pence, em geral, de 3 cm;

2. Distribua essa medida: 1,5 cm para cada lado;

3. Marque, no máximo, 8 cm de altura para essa pence. Essa medida ultrapassará a linha da largura da pala;

4. Elimine excedente da altura no corpo, nas laterais, tanto na linha do gancho quanto na linha do quadril.

Figura 67 - Molde traseiro com acréscimo da pence na medida da largura da cintura.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 68 - Molde traseiro com esquema do desenho da pala e da altura da pence. Fonte: Acervo próprio (2012).

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Figura 69 - Representação da transferência da pence, da cintura, para a linha do gancho e da lateral.

Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 70 - Destacamento do pala do corpo da calça jeans. Fonte: Acervo próprio (2012).

Figura 71 - Representação da pala anatômica destacada do corpo. Fonte: Acervo próprio (2012).

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BOLSOS TRASEIROS

O posicionamento do bolso, tanto chapado quanto embutido, deve ter a distância máxima e mínima, respectivamente, na horizontal, de 9 cm e 8 cm de um bolso ao outro, quando os ganchos traseiros estiverem unidos nas partes superior e inferior. Deve ser orientado pela posição do fio e pelo desenho da pala, não ultrapassando a medida de 13 cm, conforme ilustrado na Figura 77.

Figura 77 – Posicionamento do bolso traseiro em relação ao gancho. Fonte: Acervo próprio (2013).

Na parte superior interna, verticalmente, a medida para a posição do bolso para um modelo básico, cuja altura do gancho traseiro seja de 31 cm – mais ou menos 0,5 cm - é de 2,5 cm, e a superior externa, 1 cm a mais da superior interna, ou seja 3,5 cm, apon-tada na Figura 78.

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Se o modelo da calça não apresentar pala ou ser em formato diferente ao reto, de-ve-se construir uma linha imaginária para orientar na posição do bolso, conforme exem-plificado na Figura 79.

(a)

(b) (c)

Figura 79 – Posicionamento do bolso traseiro em palas de formatos diversos (a) traseira sem pala; (b) pala arredondada para cima; (c) pala arredondada para a lateral.

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Para efeito visual, a medida da posição do bolso esquerdo deve ser na mesma medida da do bolso direito, mas orientada a partir da última carreira de costura do gan-cho. Logo, se forem dois pespontos, será o segundo pesponto, se forem três, o terceiro, e assim sucessivamente, conforme apontado na Figura 80.

Figura 80 – Medidas de orientação da posição do bolso traseiro na calça feminina jeans.

Fonte: Acervo próprio (2013).

GANCHOS (CAVALO)

Tanto gancho dianteiro quanto traseiro quando mal desenhados comprometem o resultado final da calça no que concerne ao caimento e à proposta estética, porque a sobra ou a falta de tecido nessa área é determinante no aspecto final.

A primeira impressão é a presença ou não do “bigode” na parte dianteira e o fran-zido na parte traseira, conforme a Figura 81.

No mercado exterior é comum as calças serem mais largas nos ganchos. No entan-to, no mercado local, esse tecido sobressalente é considerado defeito.

Figura 81 - Calça jeans básica em três posições.

Fonte: Great Denim – Denim Infor-mation (2012).

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GANCHO TRASEIRO

A medida mínima para que o gancho traseiro tenha um bom caimento e seja evitado o indesejável “cofrinho”, o movimento de repuxo vertical quando é aplicada uma força contrária nessa região glútea, deslocando essa parte em direção à coxa no momento em que a pessoa se senta ou se agacha é de 35 cm antes de lavar e 32 após a lavagem, mais ou menos 0,5 cm para cima ou para baixo para o menor tamanho femi-nino, que é o 36.

Assim, a gradação feita a partir desse tamanho deve seguir a proporcionalidade das medidas entre os ganchos, especificadas no tópico seguinte.

GANCHO DIANTEIRO

O gancho dianteiro apresenta uma maior flexibilidade quanto ao seu compri-mento, pois dependendo da moda, ele pode ser baixo ou alto.

Contudo, considerando a medida mínima do gancho traseiro do item anterior, para que a proporcionalidade seja mantida entre eles é interessante que seu limite es-teja entre 14 cm e 15,5 cm mais ou menos, 0,5 cm para cima ou para baixo a partir do tamanho 36.

1. Desenho e ajuste da curvatura dos ganchos

Tanto gancho dianteiro quanto gancho traseiro devem ter suas curvaturas traçadas de maneira mais harmônica possível, de modo que não comprometam o caimento da peça, tampouco o aspecto visual da calça. Assim, não poderão ser nem muito cavadas nem com pouca curva, conforme apontado na Figura 82 .

Figura 82 – Traçado da curvatura dos ganchos de forma harmoniosa. Fonte: Acervo próprio (2014).

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O gancho dianteiro é traçado a partir do ponto 8 e finalizado no ponto 9, com uma ré-gua curva, conforme esquema mostrado na Figura 83.

Figura 83 – Esquema do traçado do gancho dianteiro. Fonte: Acervo próprio (2014).

O gancho traseiro deve ter uma inclinação mais pronunciada em relação ao dianteiro para adaptar-se à anatomia dos glúteos. Para que isso aconteça é necessária a interferên-cia no traçado do molde base na linha do gancho, conforme a sequêninterferên-cia descrita a seguir e ilustrada pelas imagens da Figura 84.

1. Na linha da altura do quadril, entre o ponto 9 ao 21 A, trace uma reta;

2. Corte nessa linha a partir do ponto 9 em direção ao ponto 24, deixando apenas o limi-te de 0,5 cm na lalimi-teral para facilitar a manipulação do molde;

3. Abra nesse corte uma nesga entre 3 e 3,5 cm e redesenhe a curvatura do gancho e do quadril com a régua curva.

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Figura 84 – Sequência do ajuste e traçado da curvatura do gancho traseiro. Fonte: Acervo próprio (2014).

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FLARE

Releitura do modelo da calça “boca de sino” mais estreita, alargando-se a partir da linha do joelho. Há duas maneiras de se obter este modelo a partir da calça básica: a primeira é conservando o eixo central da calça, abrindo o molde em duas partes, a partir da barra e encerrando o volume no joelho, e a segunda é adicionan-do a medida necessária, na linha da barra, alarganadicionan-do-a, e diminuinadicionan-do no sentiadicionan-do da linha do joelho, fazendo as correções com a régua curva.

As duas sequências para obtenção da calça flare são as seguintes:

Primeira técnica

1. Corte na linha do fio até a altura do joelho, mostrado na Figura 88;

2. Em seguida recorte também a linha do joelho, chegando a um limite de 1 cm a 0,5 cm na lateral;

3. Determine a largura da boca da calça e divida essa medida para ambos os lados da linha do fio (meio), Figura 89;

4. Retrace o novo formato da boca da calça;

5. Repita essa sequência na parte traseira, conforme Figura 90.

Figura 89 – Esquema de recorte para adaptação do modelo flare. Fonte: Acervo próprio (2013).

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Figura 90 – Abertura do recorte (A) e molde pronto da parte dianteira do modelo flare (B).

Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 91 - Abertura do recorte (A) e molde pronto da parte traseira do mo-delo flare (B).

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Segunda técnica

1. Na linha da barra, acrescente a medida desejada, Figura 91; 2. Trace uma linha reta em direção ao joelho;

3. Suba 1 cm em cada lateral da peça a partir da barra;

4. Suavize com uma curva harmoniosa, as laterais com o centro da barra, Figura 92; 5. Suavize a curvatura do pique do joelho com o restante do corpo, Figura 93.

Figura 92 - Acréscimo de medidas na barra para o desenvolvi-mento da segunda técnica de adaptação da calça básica para o modelo flare.

Fonte: Acervo próprio (2014).

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Figura 94 - Correções com a régua curva na linha da barra e no joelho na parte traseira para o desenvolvimento da segunda técnica de adaptação da calça básica para o modelo flare.

Fonte: Acervo próprio (2014).

Figura 95 - Moldes prontos da segunda técnica de adaptação da calça básica para o modelo flare.

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PANTALONA

Calça que começa a alagar-se a partir da linha do quadril e desce em linha reta até a barra. A medida da boca pode variar conforme a moda. Quando essa me-dida for extremada, também é conhecida como “pata de elefante”.

Há duas maneiras de se obter esse modelo a partir da base: a primeira inicia--se com o acréscimo da medida desejada na barra e a segunda é através do recorte do molde ao meio, conforme as sequências mostradas nas Figuras 95, 96, 97 e 98.

Primeira técnica

1. Esquadrar os ganchos traseiro e dianteiro, linha do gancho na lateral, lateral da cintura e barra, dos dois lados;

2. No gancho sair, no mínimo, 2 cm e descer 2 cm; 3. Na linha do gancho, na lateral, sair 1 cm;

4. Na linha da cintura, na lateral, sair 1 cm; 5. Na linha da barra sair a medida desejada;

6. A partir da do gancho antigo, retraçar o novo gancho;

7. Na lateral, a partir do deslocamento de 1 cm, redesenhar a lateral, passando pelos 2 cm, deslocados;

8. Ligar por uma reta tanto a linha do entrepernas quanto a lateral em direção à linha da barra.

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Figura 97 - Molde finalizado do modelo pantalona I. Fonte: Acervo próprio (2013).

Segunda técnica

1. Esquadre os ganchos traseiro e dianteiro, linha do gancho na lateral, lateral da cintura e barra, dos dois lados;

2. No gancho saia, no mínimo, 2 cm e desça 2 cm;

3. Recorte o molde na linha do fio do urdume, da barra até a linha da cintura, deixando uma margem de, aproximadamente, 0,5 cm para a manipulação do molde. Repita essa ação também na parte traseira;

4. Abra a medida desejada para a boca da calça e retrace o novo molde.

Figura 98 – Identificação e inserção das medidas nos pontos de ajuste e recorte na linha do fio de urdume da calça básica, na parte dianteira, para a adaptação do modelo pantalona II.

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Figura 99 – Identificação e inserção das medidas nos pontos de ajuste e recorte na linha do fio de urdume da calça básica, na parte traseira, para a adaptação do modelo pantalona II.

Fonte: Acervo próprio (2014).

Figura 100 - Molde finalizado do modelo pantalona II. Fonte: Acervo próprio (2014).

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BOYFRIEND

Uma releitura da calça bag e semibag dos anos oitenta. Na moda atual é descrita como uma calça mais folgada, cujo gancho é mais baixo e o quadril desestruturado, para dar a ideia de que foi “roubada” do armário do namorado (daí o nome “boyfriend”). A sequ-ência de adaptação é mostrada entre a Figura 100 e a Figura 102.

1. No gancho, em linha de esquadro, acrescente 2 cm na largura e 3 cm altura; 2. Na linha do quadril, também em linha de esquadro, acrescente 1 cm;

3. Na linha da cintura, na lateral, acrescente 1 cm; 4. Na linha da barra, entre 1,5 cm;

Figura 101 – Identificação e acréscimo de medidas nos pontos de ajuste para a adaptação do modelo boyfriend.

Fonte: Acervo próprio (2014).

5. Conforme o esquema da Figura 100, redesenhe o novo molde, Figura 101, unindo os novos pontos criados, conforme as medidas acrescentadas e subtraídas do molde origi-nal.

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Figura 102 - Contorno e finalização do molde da parte dian-teira adaptada para o modelo boyfriend.

Fonte: Acervo próprio (2014).

Figura 103 - Contorno e finalização do molde da parte traseira adaptada para o modelo boyfriend.

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SKINNY/JEGGING

Modelo de calça com modelagem bem ajustada no quadril, nas coxas e nas pernas, com bocas estreitadas, para mais ou para menos, conforme a elasticidade do tecido de de-nim. A sequência da adaptação deste modelo a partir da base é mostrada da Figura 106 a Figura 111.

1. Na linha da barra, marque a medida desejada para diminuir a largura e estreitá-la, Figura 106;

2. Orientando-se pela medida já marcada na barra, tanto da parte dianteira quanto da traseira, posicione o molde base sobre o novo traçado, tendo como referência a ponta do gancho, rotacione-o e retrace o entrepernas, conforme ilustrado nas Figuras 107 a 111.

Figura 107 - Identificação e marcação dos pontos de ajuste para a adaptação dos modelos skinny, superskinny e jegging.

Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 108 - Ajustes do entrepernas para a adaptação para os modelo skinny, superskinny e jegging. Fonte: Acervo próprio (2013).

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Figura 109 - Ajustes da lateral para a adaptação dos modelos skinny, superskinny e jegging. Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 110 - Contorno do entrepernas para a adaptação dos modelos skinny, superskinny e jegging.

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Figura 111 - Contorno da lateral, para a adaptação para os modelos skinny, superskinny e jegging.

Fonte: Acervo próprio (2013).

Figura 112 - Molde finalizado dos modelos skinny, superskinny e jegging.

Referências

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