PARQUE
BIOLÓGICO
DE GAIA
Boletim nº.10
julho 2020
Departamento de Ambiente e Parques Urbanos
Saído da Casca
... contos de praia
[…] Saído da Casca era um ovo… hum… diga-mos que diferente.
É que o ovo não era bem um ovo, mas uma rocha dura, um granito que nascera pertinho do mar.
E no corpo oval tinha duas patas compridas, que corriam pela praia.
Quando o tentei apanhar, Saído da Casca começou a fugir, mas eu na verdade, só que-ria saber quem ele era, de onde vinha…
Corri atrás dele e ele aninhou-se e escondeu-se entre as outras rochas ovais, todas pare-cidas - eram centenas, ou mesmo milhares! E nunca mais o encontrei.
E com pozinhos de perlimpimpim a minha história chegou ao fim!
- Então avó, que achaste da história? Achas que ganho o concurso de literatura infantil da praia?
- Bom Mia, essa história está ainda incom-pleta, falta aí uma aventura para entusiasmar quem te vai ler.
Porque não acrescentas que o Saído da Cas-ca rolou no mar até uma ilha deserta? Ou que quando se aninhou bateu numa outra rocha e saiu um extraterrestre da casca? Ou então que depois de estar escondido ouviu a mãe chamar para jantar a sua comida preferida? - Pronto, já não quero participar, acho que tu é que havias de concorrer.
- Oh! Mia, não sejas tonta. Já conheces o meu lema, que é…
- “Nunca desistir dos nossos sonhos”. Tens razão avó.
- Então conta-me lá, como tem estado a praia?
- A praia este ano está a ser um bocadinho aborrecida: não se pode jogar bola, eu e os manos não podemos brincar com os
out-ros meninos, nem reconheço o sr. Martins das bolas-de-berlim, está sempre de máscara… - Podes levar livros para ler ou pintar e podes sempre escrever mais contos divertidos. E em vez de comeres uma bola-de-berlim cheia de açúcar, leva uma fruta sumarenta. Vais ver que te vai saber melhor.
- Pelo menos já não temos os guarda-sóis uns em cima dos outros, e as pessoas já não ocu-pam a praia até às dunas.
- Mia, tu sabes qual é a importância das dunas litorais?
- Claro que sei avó, são uma importante pro-tecção da costa, impedindo o avanço violento da água do mar, principalmente nas tempesta-des do inverno.
- Muito bem, lição bem estudada!
Resumindo, as dunas funcionam como no meu lema: todos os anos são destruídas, mas os obstáculos também ajudam a erguerem-se de novo, sem nunca desistir.
- Estás a dar-me uma ideia para um conto vencedor, avó.
- Conta!
- De volta ao Saído da Casca, quando ouviu o pregão das bolas-de-berlim, correu até ao sr. Martins, comeu todos os bolos, crescendo tanto, tanto, tanto que rebentou fazendo um monte de areias felizes, formando assim uma duna.
- (risos) Mia, que imaginação tão fértil, tal e qual um ecossistema dunar!
Vira-vento
... mãos à obra
Material necessário:- Folha de papel 15 cm por 15 cm; - Alfinete comprido dobrado; - Pionés; - Lápis; - X-ato ou tesoura; - Pau de espetada; - Cola. Como fazer:
Traçar as diagonais. Marcar o centro. Marcar em cada diagonal a distância de 5 cm para o centro.
Cortar com a tesoura pelas linhas diagonais das pontas atá à marca dos 5 cm.
Com um pionés furar as 4 pontas e o centro. Colocar o alfinete numa das pontas e dobrar alternadamente as pontas para o centro.
Cortar ao meio um pouco do pau de espetada numa das pontas. Enfiar a ponta dobrada do alfinete neste corte e depois colar. O vira-vento está pronto!
Mobile de Verão
... mãos à obra
Esta atividade é muito fácil e pode ser feita na praia, com crianças de várias idades, ajuda a passar o tempo e é útil para evitar momentos aborrecidos, servindo posteriormente como decoração simples e simbólica de um dia de verão passado junto ao mar.
Pode-se criar mobiles com os mais diversos materiais que se encontrem no local.
Para o nosso mobile usamos:
• Uma mão-cheia de conchinhas furadas. • Um pedaço de madeira devolvido pelo mar.
• Fio (podem ser pedaços de rede de pesca encontrados no areal).
O resultado final foi este:
Simples, não?
Até breve! ; )
As Marés
... sabia que
Ao movimento periódico de subida (fluxo) e descida (refluxo) das águas do mar, produzido principalmente pela variação da atração gravi-tacional entre a Terra, a Lua e o Sol, chama-se maré. De um modo geral ocorrem duas marés cheias e duas marés baixas por dia. Embora este ciclo dependa da interação entre a Terra, a Lua e o Sol, a verdade é que a principal in-fluência está relacionada com o movimento aparente da Lua em volta da Terra, o dia lu-nar, em cerca de 24 horas e 50 minutos. Com efeito, o tempo que decorre entre marés su-cessivas varia de local para local, mas é em média de 12 horas e 25 minutos, o que provoca um atraso diário de cerca de 50 minutos das marés.
Quando o Sol, a Lua e a Terra se alinham, a in-fluência acrescida do Sol provoca marés partic-ularmente altas e baixas às quais se dá o nome de marés vivas ou marés de águas vivas - isto acontece na altura da Lua nova e da Lua cheia. Quando o Sol está em ângulo reto com a Lua, e anula o seu efeito de atração, fazendo com que as marés não sejam nem tão altas nem tão baixas, ocorrem as chamadas marés mortas ou marés de águas mortas, o que ocorre na altura do quarto crescente e do quarto minguante. Como a Lua gira em torno da Terra no mesmo sentido em que esta de desloca, as gibosi-dades da maré (uma de cada lado do Globo) viajam ao longo do Globo à medida que a Lua vai girando em torno da Terra em 24 horas e 50 minutos, como a Terra gira apenas em 24 horas (23 horas, 56 minutos e 04,1s) a maré vai atrasar-se em relação ao dia anterior 25 minu-tos; daí resultam as duas marés que a cada, mais ou menos, 12h 25m (visto existirem duas gibosidades de maré) ocorrem num
determinado local.
- Preia-mar, maré alta ou maré cheia - Baixa-mar, maré baixa ou maré vazia
As Dunas
Areias doces
... sopa de letras
... na cozinha
A importância das dunas para a estabilidade da linha da costa é por todos conhecida. Elas desempenham um papel fundamental para abrandar o avanço do mar, sendo assim um grande benefício para as populações que hab-itam muito próximo das praias. As dunas são também o habitat de muitas espécies
animais e vegetais. Por se tratar de um habitat muito frágil é necessária a sua proteção e con-servação.
Já conhece o Parque de Dunas da Aguda?
Ingredientes:
• 100 gr. de açúcar
• 200 gr. de manteiga amolecida • 300 gr. de farinha
• raspa de limão
• açúcar e canela para polvilhar
Misturar a manteiga com o açúcar e depois adicionar a farinha e a raspa de limão. Amassar muito bem.
Formar bolinhas. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 10 minutos (mais ou menos o tempo de fazer uma sopa de letras).
E, ainda quentes, passam-se por açúcar e canela. - A duna é uma montanha de areia criada a partir de processos eólicos.
- A areia é levada pelo vento e, ao longo do tempo, transforma-se em duna.
- As dunas litorais formam-se na zona superior e seca da praia, onde o vento, mesmo de pouca intensidade, pode deslocar os grãos de areia.
- As dunas formam-se com quatro componentes: areia seca, vento, uma superfície de de-posição e um pequeno obstáculo.
- As dunas resultam da diminuição da capacidade de transporte da areia pelo vento a partir de uma fonte de alimentação de sedimentos, como uma praia, e dos obstáculos que encontram no seu trajeto.
- Os sedimentos de maiores dimensões ficam retidos na praia baixa enquanto os de menores dimensões são movimentados para o interior, criando as dunas.
- As dunas podem ser classificadas em dunas frontais, dunas parabólicas, barcanes, dunas transversais e dunas em domo.
- O sistema dunar divide-se em: praia, duna primária, espaço interdunar, duna secundária, zona pós-dunar.
- As dunas não são necessariamente grandes, muitas delas são pequenas. - Em geral, as dunas litorais não excedem os 15 metros de altura.
- Existem dois tipos de dunas: dunas estacionárias e dunas migratórias.
- As dunas estacionárias ficam imóveis devido a vários fatores tais como a humidade, presença de obstáculos (blocos de rochas, troncos, entre outros) ou desenvolvimento de vegetação. - A duna mais alta do mundo tem mais de 1200 m de altura e situa-se na Argentina.
- A duna mais alta da Europa tem cerca de 100 m de altura e situa-se em França. - As dunas são sistemas instáveis, mesmo quando estabilizadas pela vegetação.