SIMULAÇÃO
E ANÁLISE
Do MoToR
DE RELUTÃNCIA
CHAVEADO
DISSERTAÇÃO
SUBMETIDA
À
UNIVERSIDADE
FEDERAL
DE SANTA CATARINA
'PTA'
R
Á
A
OBTENÇÃO
Do GRAU
DE MESTRE
EM
ENGENHARIA
CARLOS GUILHERME
DA
COSTA NEVES
SIMULAÇÃO
E ANÁLISE
DO
MOTOR
DE
RELUTÂNCIA
CHAVEADO
CARLOS
GUILHERME
DA
COSTA NEVES
Esta dissertação foi julgada para obtenção
do
título deMESTRE
EM
ENGE
Especialidade Engenharia Elétrica e aprovada
em
sua forzía al p lo cur deP
“li - Graduação.,
.
jj.
L
/
Ú
`_/
ff.
ro . enato
C
lson, Dr.Ing. - OrientadorProf. Ênio Kassick, Dr. I›~ T. -
Coordenador
Apresentada perante a
banca examinadora compost
s :A
rof. Renat arlson, Dr.lng.
7
_/
<>Ã/›
Prof. J
oáb
Pedro deAssunção
Bastos, Dr. d'EtatK ~
=
ml.
/tm
Ç/l\°_r/(gti Sérgio Arruda,M.
Sc. \Prof. Nels'
n
a owski,Dr.lNPT
.
Í...
,¿
_AGRADEÇO:
À
Deus,que
me
deu
a vocação e asopommidades;
C
À
minha
esposa por seu carinho e estímulo;À
minha
familia pelo incentivo e compreensão;Ao
prof.Renato
Carlson pelaamizade
econfiança
depositada;Ao
prof.Nelson
Sadowski
por sua generosidade e coleguismo;Ao
colega Hélio Voltolini pela convivênciaem
alto nível;Ao
prof. Roberto Salgado por sua amizade;Ao
Wilson
Costa por sua amizade; AAo
prof. Alvacir Tavares pelo incentivo;Aos
demais colegasdo
GRUCAD
por sua ajuda desinteressada;À
CAPES
pela concessão da bolsa.SIMBOLOGIA
RESUMO
ABSTRACT
CAPÍTULQ1
crLAvEADo
-
INTRODUÇÃO
AO
ESTUDO
MOTOR
DE
RELUTÂN
CIA
1.1 - Histórico
1.2 -
Comparação
entre omotor
de relutânciachaveado
e omotor
depasso de relutância variável
1.3 - Construção
1.4 - Variação da indutância e
produção
de torque1.5 -
Formas
de operação reais1.5.1 - Conversor
em
ponte1.5.2 -
Operação
a pulso único1.5.3 - Regulação de tensão
1.5.4 - Regulação de corrente
1.6 - Conversores
1.6.1 - Conversor de Miller
1.6.2 - Conversor Bifilar
1.6.3 - Conversor de Capacitor
Bipanido
1.6.4- Conversor
C-dump
-1.7 - Aspectos de Controle
do
MRC
1.7.1 - Características torque-velocidade
1.7.2 - Algoritmos de controle
do
MRC
CAPÍTULO
2:
BALANÇO
DE
ENERGIA
E EFEITOS
DA
SATURAÇÃO
2.1 - Introdução 2.2 -Balanço
de Energia 2.2.1 - Análise matemática 2.2.2 - Análise gráfica 2.3 -Torque
médio
2.4 - Efeitos da saturação2.5 - Influência da saturação
no
balanço de energia2.5.1 - Relações básicas e considerações
2.5.2 -
Equação
fundamental de conversão de energiado
MRC
2.5.3 -
Razão
de energia deum
motor
saturávelCAPÍTULO
3 -MODELAGEM
3.1 - Introdução
3.2 -
Modelagem
do
circuito conversor3.3 -
Modelagem
do
circuito magnético pelométodo
de elementosfinitos bidimensional
3.4 -
Modelagem
do
acoplamento máquina-conversor3.4.1 -_
Modelagem
do
acoplamento máquina-conversor pelatécnica de acoplamento forte '
3.4.2 -
Modelagem
do
acoplamento máquina-conversor pelatécnica de acoplamento fraco
3.4.3 -
Comparação
entre as técnicas3.5 -
Conclusão
cAPíTULo
4 -ANÁLISE
4.3 - Efeito da velocidade e da tensão sobre a corrente 4.4 - Efeito
da
velocidade e da tensão sobre o torque4.5 - Determinação dos ângulos de
chaveamento
ótimos na regiãode torque
médio
constante4.6 -
Operação
a potência constante atravésdo avanço
doângulo de disparo
'
CAPÍTULO
5 -PROCEDIMENTO
DE
PROJETO
PARA O
MRC
5.1 - Introdução
_
5.2 -
Dimensionamento do
rotor a partir daequação
de saída5.3 -
Dimensionamento do
estator5.4 - Entreferro
5.5 - Considerações quanto aos arcos polares
5.6 -
Número
de pólos e fases5.7 - Largura dos pólos
do
estator edo
rotor5.8 - Profundidade da ranhura
do
rotor5.9 - Espessura da coroa
do
rotor5.10 - Diâmetro interno
do
rotor5.11 - Espessura da coroa
do
estator5.12 - Profundidade da ranhura
do
estator5.13 - Estimativa
do
numero
de espiras por pólo5.14 - Cálculo da densidade de corrente
eficaz
5.15 - Considerações quanto a perdas
CAPÍTULO
ó -CONCLUSÃO
E
SUGESTÕES
PARA
FUTUROS
TRABALHOS
6.1 - Conclusões
6.2 - Sugestões para futuros trabalhos
Potencial Vetor
Magnético
Densidade
defluxo
magnéticoCoeficiente de atrito
Arco
polardo
estatorArco
polardo
rotorArco
polardo
estatormáximo
Arco
polardo
estatormínimo
Arco
polardo
rotormáximo
Arco
polardo
rotormínimo
Razão
cíclicaDiâmetro
do
estatorProfundidade da ranhura do estator
Diâmetro
intemo do
rotorDiâmetro do rotor
Profundidade da ranhura do rotor
Passo de cálculo
Nível de histerese
e Força contraeletromotriz
fp Fluxo concatenado
ço(l9,i) Fluxo concatenado instantâneo
g
comprimento do
entreferroy, Espessura da coroa
do
rotorys Espessura da coroa
do
estatorH
Intensidade decampo
magnéticoI ,
I' Corrente de referência
i Corrente instantânea
no
enrolamento1`(t) Vetor corrente
no
enrolamentoi pico Corrente de pico
no
enrolamentoic Corrente na fase
no
momento
dacomutação
J
efimDensidade
de Correnteeficaz
K
Coeficiente de saídaK
L Coeficiente de superposição entre fasesL
Indutânciado
enrolamentoL
Matriz quecontêm
as indutâncias de cabeça de bobinaIndutância saturada
na
posição alinhadaIndutância
não
saturadana
posição alinhadaComprimento
do
estator incluindo cabeças de bobinaComprimento
da
saliência de cada cabeça de bobinaComprimento
do
pacoteDistância entre enrolamentos
Fator
que depende
daconfiguração do
enrolamento (sérieou
paralelo)Razão
entre a indutâncianão
saturadana
posição alinhada e a indutânciana
posição
não
alinhada.C
Matriz permeabilidade magnética Penneabilidade magnética
Matriz condutividade elétrica
Numero
de pólosdo
rotorNumero
de pólosdo
estatorVelocidade angular
do
rotorVelocidade de referência
Velocidade de base
Velocidade critica
vi
q
Numero
de fasesR
Resistênciado
enrolamento deuma
faseR
Matriz das resistênciasCC
dos enrolamentosRe
Região
de integraçãoR
f Energia queretoma
para a fonteRP
Ripple de torqueI; Resistência
do
transistor1; Raio externo
do
rotorSb
Área
da secção transversal da bobinao' Fator de saturação
ou
razão entre a indutância saturada na posição alinhadae a indutância
não
saturadana
posição alinhadaae Condutividade elétrica
ow
Esforço de cisalhamentono
entreferroT
Torque
eletromagnético instantâneo11,1 Período de
chaveamento
deuma
chave11
Torque
eletromagnético instântaneo calculado pelo tensormaxwell
T
(9,i)Torque
eletromagnético instântaneo determinado pela diferencial parcial dacoenergia
com
corrente constanteTm
Torque
máximo
Tm
Torque
mínimo
Tm
Torque
médio
T
R
V
Torque
por unidade devolume
0
Ângulo
de deslocamentodo
rotor9%,
Ângulo
decondução
deuma
fase80,,
Ângulo
de disparo dos transistores90,,
Ângulo
de disparo dos transistores para obtenção de potência constante001,.
Ângulo
de desligamento dos transistores'
Gm
Ângulo no
qual a tensão reversa leva ofluxo
concatenado a zeroV, VCC
Tensão
da fonteCC
v d
Queda
de tensão diretado
diodo v qQueda
de tensãono
transistorX
RESUMO
Este trabalho
tem
como
objetivo a análisedo
funcionamento, estabelecimento decritérios de projeto e simulação
do motor
de relutância chaveado.Iniciahnente são apresentadas as características construtivas
da
máquina
e seuprincípio de funcionamento.
São
apresentadas as características e as fonnas de operação reaisdo acionamento
do
motor
de relutânciachaveado
e as relações matemáticas correspondentes.São
analisados os principais tipos de conversores utilizados parao acionamento do
motor
de relutância chaveado.São
estudados os efeitos da saturação sobre as curvas de magnetização, indutânciae torque obtidos a partir de cálculo de
campo
com
rotação.Estão
implementados
dois procedimentos demodelagem
do motor
de relutânciachaveado que pennitem
simular e analisar o funcionamentodo
mesmo.
É
feitauma
análise através de simulação dos parâmetros queinfluenciam no
desempenho
da máquina.Os
procedimentos de projeto são apresentados e são estudadas, pormeio
desimulação, as
combinações
de arcos polares mais viáveis.ABSTRACT
This
work
isconcemed
with the analysis of the operation, design criteriaand
simulation -of the switched reluctance motor. -
First, the
machine
constmctive characteristicsand
its principle ofworking
ispresented.
Second, the real operations
modes
of the switched reluctance driveand
thecorrespondem
mathematics relations are presented, as well as, the drive characteristics ofthe switched reluctance motor.
The
principal types of converters usedby
the switched reluctancemotor
areanalyzed.
Emphasis
is given to the study of saturation influence imder the magnetizationcuxves, inductance
and
torque.Two
modeling
procedures areimplemented
for simulationand
analysis of theswitched reluctance motor.
The
parameterswhich
affect themachine
performance are analyzedby means
ofsimulation.
A
sizing routine is presentedand
the pole arcs feasible combinations are studiedl
1
CAPÍTULO
1MoToR
DE
RELUTÂNCIA
CHAVEADO
1.1 -HISTÓRICO
V
O
conceito deMotor
de RelutânciaChaveado
(MRC)
foi estabelecidoem
1838,mas
omotor não pôde
demonstrar todo o seu potencial até amodema
erada
Eletrônica dePotência e
do
Projeto Assistido porComputador
[l, 9].Desde
ametade da
década de60
alguns desenvolvimentosderam
aoMRC
um
novo começo
e levaram seu rendimento a níveis competitivos, semelhantes aos dosservomotores
CC
eCA
[26].Atualmente
oMRC
estáem
grande desenvolvimento, sendo quena
Europa
e nosEstados
Unidos
omotor
de relutânciachaveado
é utilizado nasmais
variadas aplicaçõescomo
automação
industrial, robótica, tração de veículos elétricos, eletrodomésticos,máquinas
ferramentas, informática, indústria aeroespacial e outras [9].1.2 -
DISTINÇÃO
ENTRE
O
MOTOR
DE RELUTÂNCIA
CHAVEADO
E
O
MOTOR
DE
PASSO
DE RELUTANCIA VARIAVEL
[26]Há
duas características essenciais que distinguem oMRC
do motor
de passo derelutância variável
(MRV).
Uma
delas é o ângulo decondução
de correnteem
cada fase,que
no
casodo
MRC
deve ser sincronizadocom
a posiçãodo
rotor, usualmente pormeio
de
um
sensor de posição.A
segunda diferença entre oMRC
e oMRV
éque
oMRC
éprojetado para apresentar
bom
rendimento'em
altas velocidades, rendimento estecomparável
ao servomotor síncrono a írnãs permanentes, já oMRV,
Vé usualmente
projetado para
uma
faixa de velocidades limitada. Isto resultaem
diferenças fundamentaisna
geometria,no
circuito conversor,no
controle, eno
procedimento de projeto.O
MRC
é maisdo
queum
motor
de passo de alta velocidade. Elecombina
muitasqualidades dos servomotores de indução, dos
CC
etambém
dos motores síncronos a imãspermanentes.
Seu desempenho
e baixo custo potencial de produção o fazum
grandecompetidor destes servomotores.
1.3 -
coNsTRUÇÃo
O
motor
de relutância chaveado possui pólos salientes tantono
rotorcomo
no
estator, e possui excitação apenas neste último.O
rotornão
possui enrolamentos, imãsou
z
gaiola deesquilo,
mas
éformado
porum
pacote de lârninas de pólos salientes.O
número
de pólos
do
rotor edo
estator são diferentes paraque
omotor
partasem
auxílio externo egire
em
ambos
os sentidos.A
fig. 1.1 mostra runmotor
de relutânciachaveado
com
três fases. Ele possui seis pólos salientesno
estator e quatrono
rotor. Tanto estator quanto~
rotor sao larninados.
Cada
pólodo
estator possui sua bobina de excitação,que
é ligada,usualmente
em
série,com
a bobinado
pólodo
estator diametrahnente oposto para formaros pares de pólos
NORTE(N)
eSUL(S)
deuma
fase.1 U! N
ss
_. __ t F ' .'~'‹'u'u 1...: nÉ;
3
Fig. 1.1 -
Motor
de RelutânciaChaveado
com
três fasesDevido
a este tipo de construção. oMRC
apresentaalgumas
vantagens taiscomo
[111 .
_
Requer
poucas etapas de manufatura, etambém
tende a possuiruma
baixainércia.
_
O
estator é simples de bobinar, as cabeças de bobina são curtas e robustase
não há cruzamento
de enrolamentos deuma
fasecom
a de outra._
Na
maioria das aplicações o grosso das perdas ocorre no estator, o qual érelativamente fácil de resfriar. '
_
Devido
a não existência de írnãs, a temperaturamáxima
pennissívelno
rotorpode
sermaior
que
nos motores de írnãs pennanentes. -3
1.4 -
VARIAÇÃO DA
INDUTÃNCIA E
PRODUÇÃO
DE
TORQUE
\O
torque é desenvolvido pela tendênciado
circuito magnéticoformado
por doispólos diametrahnente opostos
do
estator e pelo par de pólosdo
rotormais próximos
adotarem
uma
configuração
demínima
relutância, isto é, dos pólosdo
rotor alinharem-secom
os pólosdo
estator. Já que a indutância é inversamente proporcional a relutância, aindutância
da
faseem
questão é maximizada.Considerando
um
motor
de relutânciacomo
o dafigura
1.1.Quando
faz-se circularcorrente contínua através
do
enrolamento da fase 1 (F1 e Fl' ligadosem
série), porexemplo, 0 par de pólos
RZR4
do
rotor tende a se alinharcom
o par de pólosS3S6
do
estator, isto é, produz-se
um
torqueque
tende amover
o rotor parauma
posição demínima
relutância.A
expressão mais genérica para 0 torque instantâneo édada
por: 'ÕW
T=
i
1.1[ae
I=C0l'ISÍ ‹ ›onde
W'
é a coenergia,dada
por:Í1
W=ƒ‹pdz' (1.2)
Em
qualquer posição 9do
rotor a coenergia é a área sob a curva de magnetização,como
mostra afigura
1.2. .^ Fluxo Coru:atenado,ip A É curva de magnetizaçäo *F1 Jš (Á, faÁ › \,;5‹à›g›,z,×., zzwy ,,_..,,,,....,,... Í1 Corzente,i P
Uma
expressão equivalente a daequação
1.1 é :T=
-(13)
ââ
ço=const.onde
Wf
é a energia defmida de acordocom
a fig. 1.2.‹v
Wf=-
ƒidcp (1.4)0
Se asaturação magnética é negligenciada, a relação entre
fluxo
concatenado e acorrente
numa
posição instantâneado
rotor éuma
linha reta,na
qual a inclinação é aindutância instantânea L.
Assim
4 A¢=
L.i (1.5) . 1 .W
=Wf=-51.13
(1.ó) 1dL
~T=-'2-
1.72'*de
( )Quando
o rotor gira, a indutância varia entre dois valores extremos.A
mínima
indutância ocorre toda vez que o eixo de
um
dos interpólosdo
estator alinha-secom
oeixo de
um
dos pares de pólosdo
rotor e amáxima
indutância ocorre toda vezque
um
dos pares de pólos
do
rotor alinha-secom
um
dos pares de pólos do estator. Assim,quando
o rotor encontra-sena
posição mostradana figura
l.3(a) a indutânciado
enrolamento
da
fase 1 é mínima, jáquando
o rotor encontra-sena
posiçãomostrada na
figura
l.3(b) a indutânciado
enrolamento da fase 1 émáxima.
A
variaçãoda
indutânciacom
a posiçãona
fase 1 é mostradana figura
l.3(c), devido aos efeitosda
dispersãomagnética há
"cantos" arrendondados os quais coincidemcom
posições particulares.Se os arcos polares do rotor e
do
estator são diferentes, haverámn
pequeno
patamar na
posição demáxima
indutância.Da mesma
forma
se o arcodo
interpólodo
5 Lzzúzt Ê Latex. <a› ‹1›› LIYIÀX fl.l]3 0.02 U 01 Lmin u .ou . . 4% ú 4 . . ¡ . . 4 . ¡ . - . . | Ú 30 75 120 165
Ángulo do votar [graus] (Q)
Fig. 1.3 - (a) Posição de mínima indutância relativa a fase 1. (b) Posição de
máxima
indutânciarelativa a fase 1. (c) Variação da indutância na fase l.
'
O
torque é independente da direção da corrente.Sua
direçãodepende somente do
sinal de dL/dó? ,
ou
sejaquando
tivennos indutância crescente teremos torque positivo equando
esta for decrescente teremos torque negativo,como
é mostrado nas figuras 1.4 e 1.5, respectivamente.I NDUT GNC I R IOHFIENTE É Fig. 1.4 -
Produção
Torque
Positivo I NDUT Í-INC IQ IORRENTE É Fig. 1.5 -Produção
Torque
negativo___luflz____
LM
- .. . . .. 2: . - z » z . .. . . .. . . .. . . .. z . .. . .. . .z . .. . z: _ :: 1-mn : :: - : :: z-do
mz
E3 34 ang do rotor (Ú0)
(C)
de Torque. (a)
Curva
de Indutância. (b) Pulsos de Corrente. (c)___=fl_í_
LM
»- z. zz .z -› z. .. .. . :: _ _ Í-,gm O 4172 93 fl¿ ang do motor (Â) (UCí.
C
(c)7
Portanto
quando
os pólos estão se alinhandotemos
indutância crescente e torquemotor
é produzido, equando
os pólos estão se desalinhando a indutância é decrescente etorque gerador é produzido.
Do
que se conclui que aforma
deonda
idealda
corrente parafuncionamento
como
motor
éum
pulso retangularque
coincidecom
o periodo deindutância crescente.
Da
mesma
fonna, aforma
deonda
idealda
corrente parafuncionamento
como
gerador éum
pulso retangularque
coincidecom
o período deindutância decrescente. Isto obriga a corrente a ser
comutada
em
sincronismocom
aposição
do
rotor,ou
seja, oMRC
é urnamáquina
auto-pilotada.Para
que
haja produção de torqueem
todas as posiçõesdo
rotor, os 360°de rotaçãodevem
ser cobertos por segmentos de indutância crescente de fases diferentes e ascorrentes nas fases
devem
sercomutadas
de forrna a coincidircom
estes segrnentos,como
é
mostrado
na figura
1.6.Desta fonna,
em
uma
volta completa (360°) cada fase conduzirá tantas vezesquantos
forem
osN,
pólosdo
rotor, considerandoum
motor
deq
fases teremos qN,pulsos retangulares
ou
ciclos de trabalho por revolução e o ângulo de passo será igual21:/qN,.
A
sequência de excitação das fases para rotaçãono
sentido horário é 1-3-2-1 epara rotação
no
sentido anti-horário é 1-2-3-1.|'_'. /¬« _.' `~_ / \ ..' '. \ ~ - \ \
/
× z›\
_. ;‹._ \ _. \ ._ \_ _/ ...JL
_/ ' Ca) ang do rotor I NDUTHNBI R *1 ¡2 ía OHHENTE L.×..--... ..-z ... - - - - .--¬ __ _] - _ '_ 1 _' É Íš' E . : : H |š ,Ê T1_
T2_
T3 -If """"""""'lí
_
. ¡ . 'Ê 'É 'É É IÊ × '- ‹š ,z ORQUE "__-"_""'1 '°__“_"¬ (zuFig. 1.6 - (a) Variação da Indutância
(b) Pulsos de Corrente(c)
Torque
A
partir das equações 1.1 e 1.2 o torque instantâneopode
ser visualizado^ Fluxo cozu:ater|ado,|p _..-"' 1"". ,p--""' C B___..;'_':,'.‹-"-| D
at”
¡ *°*AWm
O\.
xe /š* fi' /1 éff ) Conrente,i ~Fig. 1.7 - Cálculo
do
torque instantâneo a partirda variação da coenergia a corrente
constante
O
torque instantâneo é igual aAWm
dividido por A6,onde
AWm
ocorre a correnteconstante. Isto é ilustrado
na figura
1.7.Durante este deslocamento
há
uma
troca de energiacom
a fonte, ehá
também
uma
mudança
na
energiaarmazenada no campo.
A
condição de corrente constante asseguraque
durante este deslocamento, o trabalhomecânico
produzido é exatamente igual avariação da coenergia. Isto
pode
ser provadocomo
se segue.No
deslocamentoA9
deA
para
B
na figura
1.7 a corrente constante, a troca de energiacom
a fonte éAWe=ABCD.
H
(1.8)
A
variaçãona
energiaarmazenada
no
campo
éAwf
=
oBc-oAD
(1.9)E
o trabalhomecânico
produzido deve serAwmzme
(1.1o)=
AWe
-
AWf
=
ABCD
-(oBc
-
OAD)
=
(ABCD
+
OAD)
_
oBc
=
OAB.
9
1.5 -
FORMAS
DE
OPERAÇÃO
REAIS
No
item 1.4 a explicação decomo
ocorre aprodução
de torqueassume que
um
pulso retangular de corrente (corrente constante)
pode
ser estabelecido instantaneamentee
que
a correntepode
ser mantida constante durante todo o período de indutânciacrescente e
também
retirada instantaneamente. Isto é impossível, devido aos efeitosda
indutância e
da
força contraeletromotiiz,mas
na
prática istopode
seraproximado
quando
em
baixas velocidades,como
se veráem
seguida.As
formas de operação reais e oconversor
em
ponte,que
é o conversor padrão, são apresentadas a seguirbem
como
osdemais
tipos de conversores.1.5.1 -
CONVERSOR
EM
PONTE
V
O O1 rã 2 3
Fig. 1.8 - Conversor
em
ponte.O
conversorem
ponte, mostradona figura
1.8, apresenta as seguintes vantagens[1 l]:
L
1)
As
fases são alirnentadas independentemente. Este fato é muitoimportante
quando
se considera a capacidadedo
circuito de isolarcomponentes ou
asfases
do motor
em
caso de faltas e continuarem
operação.2)
Operação no
modo
histeresequando
controladoem
corrente.'
3) Mínirno estresse de cada chave sernicondutora.
Cada
chave deve suportaruma
tensãonominal
igual aVe
a correspondente correntenominal
1 . _As
desvantagens são:_
l)
O
uso de duas chaves por fase,com
os respectivos circuitos decomando.
2) Necessidade de
comando
com
tensão flutuante para as chaves ligadas ao1.5.2
-OPERAÇÃO
A
PULso ÚNICO
O
fluxo
no
MRC
não
é constante, sendo levado de zero ao seu valor norninal acada ciclo de trabalho.
O
processo é controlado pelochaveamento da
tensãoda
fonte,ou
seja,
no
circuitoda
figura
1.9,quando
os transistoresQI
eQ2
são ligadosno
ângulo 60,, acorrente se estabelece
no
enrolarnento, devido a tensãoV
aplicada pela fonte (fig. l.9(a)).Quando
as chaves são abertasno
ângulo 901,, a corrente se transfere para os diodos, e oenrolamento vê
uma
tensão -V, que causa aqueda da
corrente (fig. 1.9(b)).V O
ífi
Vc .._..__ím
m
QI nl * _ 1 2 3 '| 2 3 ' ` + °2 D2 Q2 D2 c.í
l O (8)í'
(`0)Fig. 1.9 -
Operação
a Pulso único. (a)Ql
eQ2
ligados. (b)Ql
eQ2
desligados.Considerando
que omotor
operaem
alta velocidade, as formas deonda
de tensão,fluxo
concatenado, corrente e irrdutância são as dafigura
1.10.A
operaçãodo motor
com
estas caracteristicas échamada
de operação a pulso único.-Nota-se
na figura
1. 10(d) que a correntecomeça
a cairantesde
901,, isto se deve aforça contraeletromotriz que limita a corrente
em
altas velocidades.Devido
a isso ostransistores
devem
ser ligados antesdo
período de indutância crescente, paraque
hajatempo
da
corrente se estabelecer.A
curva de indutância é usadapuramente
como
um
meio
de relacionar as formas deonda
com
a posiçãodo
rotor, porque a curva deindutância mostra de
forma
direta o grau de superposição entre os pólosdo
estator edo
rotor
da
faseem
questão.4 _
Fig. 1. 10 -
Formas
deonda
a pulso único. (a) Indutância e Tensão. (b) FluxoConcatenado
(c) Corrente. 'L
¬§<» _._...____-___-_..___._-.__....__.. ...,:¡:O I . vz
IT
6 6/c\
6 i/~
Oeon eoíf eext 9
((1)
(a
(11)
(0)
O
crescimentodo
fluxo
concatenado se dá de acordocom
a lei de Faraday,que
com
a velocidade co constantetem
a seguinte forma:eo
(pc
=
fr(V-R.i)d9/(0+(p0n (l.11)eon
onde
(pan é ofluxo
concatenado na posição 90,,(geralmente nulo),V
é a tensãoda
fonte,R
é a resistência dafase, e i é a corrente instantânea.Todas
as impedâncias equedas
detensão referentes ao inversor são ignoradas neste estágio.
Na
operaçãocomo
motor
ofluxodeve
ser ideahnente reduzido a zero antesque
ospólos se separem, senão o torque torna-se negativo e
temos
entãoum
torque de frenagem.Para
q
ue
istonão
aconte a a tensão deve ser revertidaem
9
off , o ue é feito através dosdiodos de roda livre,
quando
os transistores são abertos. Este estágio étambém
representado pela Lei de Faraday:
0=‹pc+eeÍd(V-R.i)d9/co (l.l2)
6071
onde
Gex, é o ângulono
qual a tensão reversa-Vleva
ofluxo
a zero.O
pico defluxo
concatenado ocorre
no
ângulodecomutação
Gofif.1.5.3 -
REGULAÇÃO
DE
TENSÃO
.A
regulação de tensão (ou modulação
por largura de pulso) é utilizada paracontrole de velocidade. Isto é feito deixando
Q2
ligadono
periodo 90,,-› 905,
e ligarrdoe desligando
QI
altemadarnenteem
alta freqüênciacom
uma
razão cíclicad
=
ton/ T,onde
ton é otempo
ligado eT
é o período de chaveamento.No
circuitoda figura
1.11,quando QI
está ligado (fig. 1.1l(a)), a tensãoVé
vista pelo enrolamentoda
fase.Quando
está desligado (fig. l.ll(b)), 0 enrolarnento é curto-circuitado através deQ2
e D2.Quando
as chavesQI
eQ2
são abertasno
ângulo Gofi., a corrente se transfere para os13 vu
--›
vo 01 Dl Q] Dl 4- 1 2 3 1 2 3 02 ` 02 02 D2 c c A ' (a) (b) v O‹-i
QI D1 + Q2 nz ° (0)Fig. l. ll - (a)
Ql
eQ2
ligados. (b)Ql
desligado eQ2
ligado.(c)QI
eQ2
desligados. iAs
formas deonda
são mostradasna figura
1.12. Durante o período decondução
atensão
média
aplicada ao enrolamento édV.
- .
`1.5.4 -
REGULAÇAO
DE
CORRENTE
Em
baixas velocidades omotor não têm
força contraeletromotriz suficiente paralirnitar a corrente, então o controle de corrente por histerese é utilizado para obtenção
aproximada
deum
pulso retangular de corrente. Durante ochaveamento
a corrente varia entre dois níveis, I+
51 / 2 e I-
51 / 2,onde
I é a corrente de referência, e ÓY é o nível dehisterese.
O
torque é controlado pelo nível de histerese.Quando
os transistoresQI
eQ2
(fig. 1.1la)) estão ligados
temos
uma
tensãoV
aplicada ao enrolamento e a correntecresce até chegar ao nível superior I +ó`I / 2;
quando
então o transistorQ1(
fig. 1.11b)) édesligado urna tensão
V
=
0 é aplicada ao enrolarnento e a corrente cai até chegar ao nívelinferior I
-
ÔY / 2quando
QI
énovamente
ligado.Quando
as chaves QI eQ2
são abertasno
ângulo 901,., a corrente se transfere para os diodos, e o enrolamentovêuma
tensão -V,0 -.____.__..-.._.-_...____-___-__.... V 0 e
>$
i3%
Fig.1.l2-
Fonnas
deonda
- Regulação de tensão(a) Indutancla (b)
Tensao
(c)Fluxo
Concatenado. (d) Corrente.
i
54::
'
"
':'/1u 1
`
aon aoff Bext
(a)
V
o~
~
(b)
1.6 -
CONVERSORES
A
natureza unidirecionaldo
fluxo
de corrente e a isolação elétrica entre fasesdo
MRC
toma
possível o uso deuma
larga variedade deconfigurações
de circuitosconversores.
Devido
ao alto custo dos semicondutores de potência e dos seus circuitos decomando
relativamente aos outros elementosdo
acionamento,um
grande esforçotem
sido feito para o desenvolvimento de conversores de potência para o
MRC,
os quaisutilizam o
menor número
de chaves possível.Embora
o baixo custos destes conversores,eles geralmente limitam o
desempenho do
acionamentoem
muitas aplicações.Os
principais tipos de conversores, excluindo o conversorem
ponte, são os seguintes:1.6.1 -
CONVERSOR
DE MILLER
V
O O 1 [Ê ` 2Ê
i 3Ê
iFig. 1.14 - Conversor de Miller.
Na
figura
1.14 temos o conversor de Miller que éuma
modificação
do
conversorem
ponte. Neste circuito todas as chaves ligadas ao terminal superiorda
fonteCC
sãoreduzidos a
somente
urna chave,comum
a todas as fases.O
controle da corrente é feitopela
chave
comum,
enquanto as outras chavescomutam
as fasesna
seqüênciaestabelecida pelo controle de posição .
Vantagens:
1)
Requer
somenteq+1
chaves eq+l
diodos paraum
motor
com
q fases.Portanto
um
motor
trifásico requer apenas 4 chaves e 4 diodos.Desvantagens:
1)
Não
pennite controle totahnente independente das fases.Não
é possível17
em
altas velocidades,onde
a superposição decondução
das fases é importante paramaxirnizar o torque, o
desempenho
damáquina
é severamente lirnitado [3].Em
funçãodisto esta topólogia
somente
é utilizadaem
aplicaçõesonde
a velocidade requerida ébaixa [l 1].
2)
A
tolerância `a faltas é pobre, jáque
a perda de apenasum
componente
resultará
em
uma
severa reduçãono
desempenho do motor
[3].1.6.2 -
CONVERSOR
BIFILAR
V0
.
lili?
Fig. 1.15 - Conversor Bifilar.
Na
figura
1.15temos
o conversor bifilar,que
'é a únicaconfiguração
possívelquando
oMRC
é bobinadocom
enrolamento duplo.O
conversor bifilar operada
seguintefonna. Para alimentar tuna fase, a chave conectada ao enrolarnento é fechada, aplicando a
tensão
V
da fonte, causando assim a circulação de corrente. Para desenergizar a fase, achave é aberta e a corrente é transferida para 0
segundo
enrolamento.A
energiamagnética
armazenada no
campo
é transferida para a fonte atravésdo
diodo. ` Vantagens:1) Permite operação independente de cada fase.
2)
Requer
somente q chaves e q diodos paraum
motor
com
q fases.Desvantagens [1l]:
1)
Requerum
motor
complicado o qualnão
é tão eficientecomo
omonofilar.
'1.6.3 -
CONVERSOR
DE CAPACITOR
BIPARTIDO.
V
ca 1 Og
1 3=
2 40 I O
Fig. 1.16 - Conversor de capacitor bipartido.
A
operaçãodo
conversor de capacitor bipartido, mostradona figura
1.16, é aseguinte. Para alimentar
uma
fase, a chaveem
sériecom
o enrolamento é fechada,conectando o enrolamento entre dois capacitores, aplicando tensão
V/2
aoenrolamento.
A
corrente circulano
enrolamento, a partirdo
terminal superiordo
barramento, através da bobina, e pelos capacitores.
Quando
a chave é aberta, acorrente continua a circular
no
enrolamento, eno
capacitor, Aretornando para o
enrolarnento através
do
diodo associado.Vantagens: `
1)
Requer somente
q+l
chaves eq+1
diodos paraum
motor
com
q
fases.Desvantagens:
1)
O
motor
deve terum
número
par de fases.2)
As
correntes nos enrolamentosdevem
ser balanceadas, paraque
semantenha
tensãofixa
no
pontomédio
entre os capacitores.Do
que
se concluique
aoperaçao independente de cada fase é perdida e a falta
em
um
doscomponentes
19
\
1.6.4 -
CONVERSOR
C-DUMP
V
_ OW
.Fig. 1.17 - Conversor
C-Durnp
Na
figura
1.17 é mostrado o conversorC-dump, que
possuisomente
uma
chave por fase, e usauma
chave adicional,um
capacitor, eum
reatornuma
configuração
dechopper
paraque
se dê oretomo
de energia para a fonte.Quando
a chave ligadaem
sériecom
a fase é aberta, a corrente carrega o capacitorC
com uma
tensão superior a da fonte.Vantagens: 4
1) Permite a operação independente das fases,
com
menos
chavesque
oconversor
em
ponte.q
.
i
Desvantagens [11]:
1)
As
perdasno
chopper otomam
menos
eficiente que o conversorem
ponte.
1.7 -
ASPECTOS
DE
CONTROLE
DO
MRC
1.7.1CARACTERÍSTICA
TORQUE-VELOCIDADE
[1,3,26] To!que,T y» zí” ›Y WW 2 ^ ^T
1 ÍW
\*::r...v.~~‹~,‹›.m°'§ã~:*:f‹fë§ff" WP” " ' ., Tífzíëíë , “'b vz10¢iàzàz,wFig 1.1§- Característica Torque-velocidade '
A
caracteristica torque-velocidade típicado
MRC
é a'da figura
1.18. Paravelocidades abaixo da velocidade base (wb),
que
édefinida
como
amaior
velocidadena
qual
máxima
correntepode
serfomecida
ao motor,na
tensão nominal,com
ângulos dechaveamento
fixos, a correntedo motor
e assim o torque desenvolvidodeve
ser limitadopara estar dentro
do
limite térmico damáquina
ou
do
limite dos semicondutores.Como
nas
máquinas
CC,
uma
característica de torque constantepode
ser obtida pormeio
do
controle de corrente por liisterese,
além
disso, os ângulos dechaveamento
podem
serdefinidos de
forma
quemaximizem
o torquemédio
e ininimizem o ripple de torque.O
controle de velocidade abaixo de
wb
é obtido pela variação da tensão aplicada,comorium
motor
série. Istopode
ser atingido ajustando a tensãodo
linkCC,
mas
émais
usualutilizar
modulação
por largura de pulso.Acima
de wb, a força contraeletromotriz é suficiente para limitar a corrente, e omotor
operano
modo
de pulso único. Se os ângulos dechaveamento
são mantidos fixos,com
tensão nominal, o torquemáximo
decaina
proporçãodo
quadrado da velocidade.Entretanto, se o ângulo de
condução
(e,,,,,,d_=‹-),,1,f -9,,,,) éaumentado
pela diminuiçãodo
6,,,,,con.fonne a equação 1.13,
há
uma
considerável faixa de velocidadena
qual o torquepode
sermantido
alto o suficiente deforma
a sustentaruma
operação a potênciaconstante.
' *
âonzeon-1
%
(i.13)I A ' ' I ' * I A '
onde
00,, e o angulo de disparo que variaracom
a velocidade co, 1 e a corrente referencia-21
1.7.2-
ALGORITIMOS DE
CONTROLE DO
MRC[1,3,14]
Apartir da discussão anterior se conclui que o controle
do
MRC
depende da
corrente
ou
da tensão e da escolhaadequada
dos ângulos de chaveamento.O
método
escolhido gerahnente
depende
das caracteríticas de controle desejadas.Caso
o objetivo seja obterum
acionamentocom
controle de torque,ou
um
servomotor de alto
desempenho,
então o laço de controle mais interno deverá possuirum
regulador de corrente ,tipo histerese, mostrado
na
figura 1.19.Um
diagrama
de blocosdeste acionamento
com
controle de corrente, ecom
controle dos ângulos de chaveamento,é
mostrado
na figura
1.20.A
corrente de referência I* é determinada pelo torque impostoT*,
que
é ftmçãodo
erro de velocidade, na relação corrente-torquedo
motor. Este tipo decontrole pennite rápida variação
da
correnteem
cada fase e assimdo
torquedo
motor.O
acionamento
com
controle de corrente produzirá torque constante ao longo deuma
largafaixa de velocidades, fazendo uso de
um
laço de realimentação para controle develocidade,
embora
o acionamento possuaum
controle de velocidade naturalem
cargasnas quais o torque varia monotonicamente. Este acionamento requer o uso de
um
sensorde corrente para cada fase
do
motor,embora
para motorescom
mais de três fases, sejapossível para duas fases
não
adjacentes dividirum
sensor de corrente, contantoque não
haja superposição dos pulsos de corrente.
'
*i
2,3i
1~
A
Fig 1.19 - Regulador de corrente tipo histerese
I
Para aplicações de
baixordesempenho
um
controle de tensão pormodulação
delargura de pulso
(PWM), como
é mostrado na figura 1.21pode
ser mais desejáveldo que
um
controle de corrente.A
razão cíclica (ou "of-time")do
PWM
pode ser variada atravésde
um
circuito monoestável simples,como
mostra afigura
1.22.Apesar do
baixovelocidade.
Há
necessidadetambém
deum
sensor de corrente para proteger o conversorde sobrecoxrentes. Este sensor é tipicamente posto na
pema
inferiordo
linkCC.
I* l
-
2w
Voc E I m›-0›‹-2:00 ›‹n››-‹s=‹m sw Oq: 0% 3; s won-n›-mãon ›‹0v~›‹n›-q On ZS -. Sensor de PosiçãoFig. 1.20 -
Diagrama
de blocos do acionamentocom
controle de corrente e ângulos dechaveamento. razão cíclica tú* * V* zozúzóiz
_\
MRC
(5PWM
u conversorw
_ E °“ T Í T E Serlsordecontrole comutadm, Posrçäo
W
3-“gli-131' off'
Fig 1.21 -
Acionamento
com
controle de tensãoPWM.
2,3
L
V*'›
4A
O23
1.7.3 -
CARACTERÍSTICAS
DO
MRC
COMO
ACIONAMENTO
O
MRC
possui alta potência de saída eum
alto torque por unidade devolume
comparável
aos dos motores de indução, enquantoque
razão torque/inércia éapreciavehnente
maior do
que ado motor
de indução..Quando
utilizadoem
acionamentosde velocidade variável apresenta alta eficiência ao longo de
uma
larga faixa de torque evelocidade, e a potência nominal
do
conversor parauma
dada
potência de saída écomparável
a exigida porum
acionamento utilizandomotor
de indução alimentado porinversor
PWM
[15, 16, 26]. 'Porém,
oMRC,
ao contráriodo motor
de indução,não pode
operarsem
seuconversor de potência, e
há
um
grandenúmero
de interconecções entremotor
econversor, particulannente
com
enrolamentos bifilares.O
torque pulsantedo
MRC
pode
causar problemas
como
ruído acústico» e vibração devido a excitação de estruturasressonantes.
Em
geral,em
uma
rotaçãodo
motor, cada fasedo
estatorconduz
tantospulsos de corrente quantos
forem
onúmero
de polosdo
rotor. Assim, amáquina
de 4fases (8/6 polos) terá seis pulsos de corrente por fase
em
cada rotação e haverá24
pulsosde torqiie por rotação.
O
motor
trifásico de 6/4 polostem
12 pulsos de torque porrevolução. Estes pulsos de torque são significantes
em
baixas velocidades, amenos, que
oacionamento
seja especificamente projetado para suprimí-los.Em
altas velocidades, afreqüência de
chaveamento
das correntes influencia as perdasno
núcleodo motor
e asperdas devido ao
chaveamento
no
conversor. Parauma
dada
velocidadeno
eixo asfreqüências de
chaveamento
são mais altasno
MRC
do que
no
acionamentocom
motor
de indução alimentado por inversor de seis passos.
Na
velocidade de3000
rpm, afreqüência de
chaveamento do motor
de 8/6 polos é30OHz
(Éh
=N,a›/
60), parauma
freqüência de
50Hz
paraum
motor
de indução de dois polos (f
=
Pa) / 120).A
3000
rpm,_o.motor de três fases (6/4 polos) possui
uma
freqüência de chavearnento de200Hz.
Porisso é importante manter o
número
de fases e o núrnero de polosdo
rotor omais
baixoCAPÍTULO
2BALANÇO
DE ENERGIA
E
EFEITOS
DA SATURAÇÃO
2.1 -
INTRODUÇÃO
Neste capítulo é feita
uma
análise matemática egráfica
do
balanço de energiana
operação
do
MRC.
São
estudados os efeitos da saturação sobre as “cuivas de
magnetização, indutância, torque, e
no
balanço de energia da máquina.2.2 -
BALANÇO
DE ENERGIA
2.2.1
ANÁLISE
MATEMÁTICA
A
voltagem
nos tenninais deuma
fase édada
pela seguinte equação:'
v=R.z+í¢
(2.1)dr
onde
v é a tensão aplicada ao enrolamento,R
é a resistênciado
enrolamento e (0 é ofluxo
concatenadocom
a bobina.2
Considerando
um
modelo
simplificadoque
assume
linearidade magnética e resistência desprezível.A
equação 2.1pode
ser escritacomo:
v
=
L(c§;i) (2.2)v=L9í+id¿
(2.3) dr drv=L£+i5d-L-a)
(2.4) dz dé9 dz=
L-
2.5 v dt+e
( )onde
co é a velocidade de rotação e e é a força contraeletromotriz.A
taxa defluxo
de0 25
d
L.z'2 z'2dL~z-__
__
2.6 V'dzi
2)+2ââw
( )Esta
equação
mostra que, funcionandocomo
motor, a potência elétricafomecida
divide-se
em
duas componentes;uma
parteque
éannazenada
no
campo
magnético(1/2 Liz) e outra que produz potência
mecânica
de saída.2 -
r
'-Íéw
(27)
2
de
sendo
que
a última está associadacom
a força contraeletromotriz.Tomando como
base afigura
1.4,com
as chaves fechadas durante a região de indutância crescente (00-
0,), parteda
energia é convertidaem
energiamecânica
de saída e parte éarmazenada no
campo
magnético;mas
com
as chaves abertas durante esta região, parteda
energiaque
estava
annazenada
no
campo
magnético é convertidaem
energiamecânica
e parteretoma
como
energia elétrica para a fonte. Se a corrente continua circulando durante o períodoem
que
a indutância émáxima
e constante (9,-
02 a energia simplesmenteretoma
paraa fonte de alimentação já que neste caso a potência
mecânica
é nula. Finalmente se acorrente circula durante o periodo de indutância decrescente (492
-
93), a energia flui paraa fonte,
não somente
apartir daquelaque
estáannazenada no
campo
magnético,mas
também
do
sistema mecânico.2.2.2 -
ANÁLISEÇRÁFICA
Considerando
a operaçãoem
pulso únicodo
item 1.3.1 o locusdo
ponto deoperação [i,‹p] segue a curva mostrada
na figura
2.1.A
trajetória entre os pontosO
eC
corresponde ao período
em
que os transistoresQ1
eQ2
estão fechados.No
pontoC
a faseé comutada, isto é, a tensão da fonte é revertida e a corrente circula
em
roda-livre pelosdiodos.
A
figura
2.1 mostra as curvas de magnetização para as posições alinhada,não
alinhada e para a posição
onde
ocorre a comutação.No
pontoC
a energiafomecida
pela fonte é igual a áreaU
=
Wmt+
Wfc.A
energiamagnética
annazenada
é igual a Wfc. Portanto a energiamecânica
produzida durante acondução
dos transistores,ou
seja entreO
e C, é igual a área Wmt. Nota-sena figura
2.1que
a áreaWmt
correspondeaproximadamente
ametade
de U.A
outra parteWfc
éarmazenada
no
campo
magnético.` Fluxo Cuncatanndo Ip Posição almhada' 'w'-. _ fr' .~' _ , /' 'II
C
J Ji , f -, ‹¬¬__ .* Ê? z ` /'”””“”"- --P'' “ ' Posição desalmhada a 'W' . ' Corrente 1Fig.2. l.Período de
Condução
dos transistores."
Fluxo Cuncutanadu
lp __ Posição z' __‹-"""C
- “J/"»
.Wmd
/,fíí-f"" _ _,__: - -_ f__ __._----"""Pos11:ao
c1esa].u1.l:|.adaO
Corrente iF
ig.2.2 - Período deCondução
dos diodos.Após
a comutação,figura
2.2, a fonte de tensão é revertida e a energiaWd
retoma
para a fonte.
No
ponto O, que corresponde ao ângulo de extinçãoGm
na figura
l.lO(c),não há
energiaarmazenada no
campo
magnético pois a corrente e ofluxo
são nulos.O
trabalho produzido entre
C
eO
é igual aWmd=
Wfc-Wd.
Note na figura
2.2que
Wmd
corresponde a
menos
dametade
de Wfc.Um
balanço de energia sirnplificadopode
ser deduzido a partir ido valor estimadodas áreas das figuras 2.1 e 2.2.
Supondo
queU=l0J
entãono
pontoC
SJ são convertidosem
trabalhomecânico
e 5] sãoarmazenados no campo.
Durante 0 período decondução
dos diodos, entre
C
eO
,Wd
=
3,5 Jretomam
para a fonte eWmd
=
1,5 J são convertidos27
W:
Wmt+
Wmd=
5+1,5=
6,5 Jou
65%
da energia suprida pelo conversor.A
energiaque
retoma
para a fonte a cada ciclo de trabalho éWd
=
3,5 Jou
35%.
" F
lu 10 Con cat an ado iu __,--“'-
Posiçäo '__ - -/`
"
." ./"' l.'I I/'I_/
Í',H
c
H
* _. * .=>““7:`f4“^`ff§:f:»Y~ ~» fW
-"'-"'=<z:z;:-gr» > A ç â, ,_ zzz M _ - '* W»á*eâ*ä«;,,z,, A wzw “ - ~ - H osiçao desa]JJ:|.had.a ü ' › Cor' r-an ta 1Fig.2.3 - Ciclo de
Conversão
completo.O
ciclo de trabalho inteiro o qualcombina
os dois diagramas anteriores émostrado
na
figura
2.3.A
energia convertida é agora vistacomo
a área W, enquantoque
a energiaque retoma
para a fonte éR=Wd.
A
energia suprida pelo conversor éU
= W+R.
A
relaçãoW/U
é conhecidacomo
razão de energia E,que
éum
tipo de fator de potênciaque
diz aquantidade de energia que é convertida
em
trabalhomecânico
(W)
a partir deuma
entradade energia
U
a cada ciclo de trabalho [8].No
caso estudado antes, E=O.65.2.3 -
TORQUE
MÉDIO:
O
torquemédio pode
ser determinado pelonúmero
de loops de conversão deenergia por revolução, isto é, o
número
de ciclos de trabalho por revolução.Como
onúrnero de ciclos de trabalho é qN,, portanto o torque
médio
duranteuma
revolução éN
Tm, =
íštíw
(2.s)2.4
EFEITOS
DA SATURAÇAO
As
discussões até agora evitaram a influência das características não-linearesdo
ferro saturado,
mas
étambém
essencial entender e levarem
conta estes efeitosquando
projetamos e sirnularnos motores
com
polos salientesno
rotor quantono
estator.Fig.2.4 - Efeitos da Saturação.
(a) Curvas de
magnefização.
(b) Curvas de lndutancla (c)Curvas
de Torque. 0.1! 0.10 ll 05 0 OU 0.04 l1.I)3 U.0¶ 0 04 UJPU 40 ED 1.50 LE 1.00 0.75 0.I0 0.25 0.00 /'" ." /' Pvflcw ulârnhudu an9=00 .----""`ÍÍ;"im¡-au __,. ___,./ /Í-579' ..z-«-"'=‹~=-«= .z~"Í'/` .-ff' _/¬‹:nn=a› /.-/_/ /,›~' _/f , _/ ./ __.' _/ , ix /ff _. ____.¡"¡=75 ø / › - ,.. ,~" ' /' ./ _.-/' 3'//,,' ,/ ,__.-*' .«'- _.‹ _/ ,_..-- _m_.,° ..'/_/ / ___,-"` ___...-× ,/' ,,.--' _,..f-f ' / .-" .-›--"' uniflä /"__/"' .-*" .... ...mma -" ' r _, % _... . zazí'/,'_.-"/z”
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Para correntes
acima
de 2A, a curva de indutânciafica
arredondadabem
como
acurva de torque.
As
diferençasadvêm
principalmenteda
saturaçãodo
circuito magnético.Nota-se
que conforme
o ângulodo
rotor desloca-se entre a posiçãonão
alinhada e aposição alinhada as curvas de magnetização referentes a cada posição
vão
aospoucos
perdendo
sua característica linear, até atingir omáximo
de saturação na posição alinhada.Há
dois» efeitos distintos de saturação.O
primeiro é o efeito de saturação localque
ocorre nos extremos dos polos
do
rotor edo
estatorquando
estes estão parcialmentealinhados,
mas
que
progressivamente dá lugar ao efeito de saturação globalna
proporçãoem
que
os polos se alinham.Conforme
onome
indica, o efeito de saturação global afeta ocircuito magnético da
máquina
como
um
todo [3].2.5 _
INFLUÊNCIA
DA SATURAÇÃO
No
BALANÇO DE
ENERGIA
[131-z r ~
2.5.1 -
RELAÇOES
BASICAS
E
CONSIDERAÇOES
A
forma
deonda
da corrente nos enrolamentosdo
MRC,
variacom
o torque ecom
a velocidade,
mas
há
um
caso especial(como
mostra afigura
2.5),em
que
aforma
deonda da
corrente é limitada aum
certo valor,dando origem
auma
forma
deonda
cujotopo é plano. Se di/ dt
=
O entreA
e C, a força contraeletromotriz neste intervalo deveser igual à tensão
V
aplicada pela fonte (sendo aqueda
de tensãona
resistênciadesprezada).
Tomando como
base o ciclo de conversão de energiada figura
2.6,no
qual atrajetória correspondente a
figura
2.5 é mostradaem
linha cheia, a áreahachurada
OACEO
representa a energia W.Os
pontos O, A, C,correspondem
aosda
figura
2.5.A
áreaW
pode
ser calculada a partir dafigura
2.5em
termos das indutâncias, dacorrente de pico, e da tensão aplicada V.
As
considerações seguintes são relativas àestrutura
do
diagrarna:1)
A
mínirna indutânciaLu
ocorrena
posiçãonão
alinhadado
rotor e é constante.2)
A
curva de magnetização para a posição alinhadado
rotor é linear até o pontoD,
com
indutância Lã. Depois, a curva de magnetização seguecom
inclinação Lu, ecom
o
segmento
DB
paralelo aosegmento
OA,
separados pelo valorfixado
defluxo
concatenado ços.