UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO FÍSICA
A REALIDADE DO ATLETISMO EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE NATAL
Daniel Henrique Café Freire Monteiro
DANIEL HENRIQUE C. F. MONTEIRO
A REALIDADE DO ATLETISMO EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE NATAL
Trabalho e Conclusão de Curso apresentado ao Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito da graduação de Licenciatura em Educação Física.
Orientador: Antônio de Pádua dos Santos
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro Ciências da Saúde - CCS
Monteiro, Daniel Henrique Café Freire.
A realidade do atletismo em escolas do município de Natal / Daniel Henrique Café Freire Monteiro. - 2018.
39f.: il.
Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Educação Física. Natal, RN, 2018.
Orientador: Prof. Dr. Antônio de Pádua dos Santos. 1. Atletismo - TCC. 2. Educação Física Escolar - TCC. 3. Esporte - TCC. I. Santos, Antônio de Pádua dos. II. Título. RN/UF/BSCCS CDU 796.011.1
DANIEL HENRIQUE C. F. MONTEIRO
A REALIDADE DO ATLETISMO EM ESCOLAS DO MUNICÍPIO DE NATAL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Campus Central, como requisito para a obtenção do título de Licenciado em Educação Física, sob a orientação do Prof. Dr. Antônio de Pádua dos Santos
BANCA EXAMINADORA:
_______________________________________ Prof. Dr. Antônio de Pádua dos Santos
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Presidente da Comissão Examinadora
_______________________________________ Prof. Dr. Aguinaldo César Surdi
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Examinador Interno
________________________________________________ Prof. Dr. Márcio Romeu Ribas de Oliveira
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Examinador Interno
Aprovado em ____/____/________
Natal/RN 2018
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a minha família, em especial à minha mãe Solange Almeida Café Freire, minha maior incentivadora, e responsável por minha formação.
AGRADECIMENTOS
Agradeço os meus familiares que me apoiaram em todos os anos de curso, aos meus amigos pessoais que fizeram parte de todos os momentos difíceis e os de glória, sempre me dando forças para seguir na caminhada, e aos meus colegas de turma que fizeram a trilha ser percorrida de uma forma mais suave e com muitos momentos especiais que guardarei sempre na memória.
Agradeço aos professores que dedicaram suas vidas para capacitar nós do curso de Educação Física, em especial Cida Dias, Márcio Romeu, Eliseu e Patrick que eu e minha turma tivemos uma relação especial, sendo considerados muito mais do que professores.
Meu agradecimento sincero a os servidores e funcionários que fazem o seu melhor para que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) seja uma das melhores universidades públicas do Brasil.
Meus agradecimentos para meus amigos pessoais que tive a felicidade de conhecer durante o curso, Ailton Leal (Vô), Roberto de Morais (Sargento), Airton Madiba, Wagner Carvalho, Pablo Antônio, Elmir Henrique, Douglas Delgado, Chris Kalil e Pedro Henrique. Obrigado por todos os momentos.
Agradeço minha companheira que foi muito importante para a conclusão desse trabalho, me motivando e extraindo o melhor de mim, Vanessa de Souza Batista. Você é parte disto. Obrigado por fazer parte da minha vida.
E um agradecimento especial ao meu orientador, professor, e amigo de muitos momentos, Antônio de Pádua dos Santos, que tive a felicidade de conviver e aprender muito durante 4 anos. Obrigado por toda a cumplicidade, paciência, ensinamentos, apoio e confiança durante todos esses anos. Sou grato.
RESUMO
Este trabalho buscou investigar se o atletismo enquanto conteúdo da educação física escolar nas escolas públicas de Natal/RN e a relação com a prática pedagógica desse esporte com os professores das escolas investigadas. Trata-se de um estudo quantitativo que teve como participantes 25 estudantes que praticam essa modalidade esportiva e 17 professores de Educação Física. O instrumento de coleta de dados foi um questionário elaborado para a obtenção das respostas dos discentes e outro endereçado aos docentes. Ambos os questionários, possuíam uma parte inicial que buscava caracterizar os participantes. Já a segunda parte examinou a relação que o indivíduo tem com o atletismo, de maneiras diferentes para professores e estudantes. Após os dados serem analisados, foi possível concluir que o atletismo está inserido no contexto educacional escolar e que sua inserção no cotidiano da Educação Física ocorre de uma maneira não-tecnicista, sendo congruente com os objetivos desse componente curricular e favorecendo os processos de aprendizagem. De maneira a reforçar tal dado, vale salientar que alguns professores entrevistados são favoráveis quanto à inserção do atletismo no planejamento escolar. Por fim, faz-se necessário evidenciar a pluralidade de modalidades nesse esporte, que auxiliará na valorização das diferenças entre os estudantes.
ABSTRACT
This work sought to investigate whether athletics as content of school physical education in public schools Natal / RN and the relationship with the pedagogical practice of this sport with the teachers of the schools investigated. It is a quantitative study that had as participants 25 students that practice this sport modality and 17 teachers of Physical Education. The data collection instrument was a questionnaire designed to obtain students' answers and another one addressed to teachers. Both questionnaires had an initial part that sought to characterize the participants. The second part examined the relationship that the individual has with athletics, in different ways for teachers and students. After the data were analyzed, it was possible to conclude that athletics is inserted in the school educational context and that its insertion in the daily life of Physical Education occurs in a non-technical way, being congruent with the objectives of this curricular component and favoring the learning processes. In order to reinforce this data, it is worth noting that some teachers interviewed are favorable regarding the inclusion of athletics in school planning. Finally, it is necessary to show the plurality of modalities in this sport, which will help in valuing differences among students.
LISTA DE QUADROS
Tabela 1 – Questionário utilizado com os alunos...24
Tabela 2 – Questionário utilizado com os professores...30
Tabela 3 – Repostas dos professores para a questão aberta...35
LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Quantidade de alunos de escolas públicas...25
Gráfico 2 - Tempo de prática do atletismo...26
Gráfico 3 - Idade dos participantes...26
Gráfico 4 - Onde foi o primeiro contato com o atletismo...27
Gráfico 5 - Onde aconteceu o primeiro contato foi durante aulas de EF ou treinamento...27
Gráfico 6 - Quantos já tiveram aulas de atletismo durante a EFE...28
Gráfico 7 - Como os alunos conheceram o atletismo...28
Gráfico 8 - O que fez os alunos permanecerem no esporte...29
Gráfico 9 – Quantos professores atuam em escolas públicas...31
Gráfico 10 - Tempo de atuação na rede pública...31
Gráfico 11 – Quantos professores trabalham o atletismo como temática das suas aulas...32
Gráfico 12 - Quantos professores aprenderam o atletismo durante a formação acadêmica...32
Gráfico 13 - Para quantos a disciplina Atletismo na graduação era obrigatória...33
Gráfico 14 - Quantos acreditam que o atletismo é possível de ser trabalhado em aulas de EFE...33
Gráfico 15 - Qual maior dificuldade de trabalhar o atletismo nas aulas de EFE...34
LISTA DE SIGLAS
EFE – Educação Física Escolar...12 JERN’S – Jogos Escolares do Rio Grande do Norte ...22
SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO: ... 12 1.1 PROBLEMA: ... 16 1.2 JUSTIFICATIVA: ... 16 1.3 OBJETIVOS: ... 17 1.3.1 GERAL: ... 17 1.3.2 ESPECÍFICOS: ... 17
2 RELAÇÃO DO ATLETISMO COM OS PROFESSORES ... 17
3 A IMPORTÂNCIA DO ATLETISMO ... 18
3.1 REFLEXÕES ACERCA DA NÃO POPULARIDADE DO ATLETISMO ... 20
4 METODOLOGIA: ... 22
4.1 POPULAÇÃO: ... 22
4.2 AMOSTRA: ... 22
4.3 COLETA DE DADOS: ... 23
5 QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (ALUNOS): ... 23
5.1 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS ALUNOS ... 25
6 QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (PROFESSORES): ... 29
6.1 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS PROFESSORES ... 31
7 CONCLUSÃO ... 36
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1 INTRODUÇÃO:
A educação física como componente curricular escolar é responsável por trabalhar conteúdos relacionados com o expressar o corpo através do movimento, descoberta de novas possibilidades de utilizar esse corpo, cultura corporal de movimento, o lazer, a socialização, a interação com o ambiente e indivíduos nele inseridos, resoluções de problemas, pensamento crítico, autonomia, ética, saúde e cultura; tudo isso pensando na autonomia do aluno para que possa se apropriar e utilizar a cultura corporal de movimento (BNCC, 2017).
Sabendo disso, os professores têm várias possibilidades de estratégias para trabalhar esses conteúdos dentro de temas escolhidos que podem ser esportes, dança, ginástica, jogos, etc. Mas, os conteúdos mais trabalhados e populares na escola são os esportes hegemônicos (basquete, futsal, handebol e vôlei) dentro da EFE, principalmente os praticados em equipes, onde há a predominância da competição, e que na maioria das vezes são ensinados de uma forma tradicionalista, ou seja, com metodologias antigas, que basicamente ensinam a jogar o esporte escolhido para a aula. Com isso a educação física escolar desvia-se do seu objetivo principal, que não é a produção de atletas, longe disso, o foco da EFE é estimular a cultura corporal de todas as crianças fazendo uso de atividades expressivas, sejam elas esportes, dança, ginástica, lutas e jogos (COLETIVO DE AUTORES, 1992), para que possam se desenvolver pessoal e socialmente (GONÇALVES, 1994).
[...] existe uma cultura corporal, resultado de conhecimentos socialmente produzidos e historicamente acumulados pela humanidade que necessitam ser retraçados e transmitidos para os alunos na escola. (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 26).
O Coletivo de Autores (1992) diz que a EFE também contribui com o desenvolvimento do pensamento crítico das crianças, pois deve estimular reflexões sobre a sociedade em que estão inseridos através de temas como: solidariedade, cooperação e liberdade de expressão, que levantarão reflexões sobre a identificação social desses alunos, não se prendendo aos domínios técnicos e táticos de um esporte, por exemplo.
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O esporte como temas das aulas é altamente válido, desde que seja realizado com abordagens pedagógicas que estimulem os alunos com reflexões sobre a forma que o esporte vem sendo encarado pela sociedade ao longo dos tempos, e que a competição e as especificidades de cada um desses esportes não tenham o maior peso dentro das aulas, mas sim a sua bagagem histórica dentro da cultura humana.
Esta forma de organizar o conhecimento não desconsidera a necessidade do domínio dos elementos técnicos e táticos, todavia não os coloca como exclusivos e únicos conteúdos da aprendizagem. (COLETIVO DE AUTORES, 1992, p. 28).
Essa abordagem é denominada de Crítico-superadora, que tem como meio de ensino a valorização e contextualização da história, ou seja, através do resgate histórico o aluno compreenderia que o esporte é produção da humanidade e vem mudando ao longo do tempo (COLETIVO DE AUTORES, 1992; DARIDO, 2003).
Bracht (2001) fala que a forma de abordagens críticas em EF não é a exclusão total do ensino de técnicas esportivas e nem da aprendizagem motora, pois o foco é dar novos sentidos a essas destrezas específicas juntamente com um novo sentido ao esporte, partindo do entendimento de que os alunos não estão na escola para aprender a jogar os esportes da forma correta, e que o objetivo não é apenas o resultado final de uma partida esportiva.
Portanto, o que a pedagogia crítica em EF propôs/propõe, não é a abolição do ensino de técnicas, ou seja, a abolição da aprendizagem de destrezas motoras esportivas. Propõe sim, o ensino de destrezas motoras esportivas dotadas de novos sentidos, subordinadas a novos objetivos/fins, a serem construídos junto com um novo sentido para o próprio esporte. (BRACHT, 2001, p. 3).
Devide (2005) traz algumas propostas temáticas para a EFE entre elas: Promoção a saúde, lazer e tempo livre, influência da mídia, conhecimentos sobre o corpo (fisiologia do exercício) e co-educação, que é realizar reflexões críticas sobre situações-problema para que também aconteça a discussão de rótulos ou diferenças sócio-culturais e biológicas nas aulas de educação física. A ideia é tentar ao máximo aproximar-se da realidade dos alunos tornando a
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educação física mais atrativa, ajudando assim na aprendizagem e na adoção de um melhor estilo de vida por parte desses alunos, e também “[...] transformar as representações sociais dos alunos acerca da EF enquanto disciplina curricular [...]” (DEVIDE, 2005, p. 13).
Nesse mesmo trabalho, Devide (2005) traz também reflexões sobre os gestos técnicos e a competição exacerbada. Sobre os gestos técnicos o autor fala que devemos usá-los como “produto inacabado, passível de (re)construção”, ou seja, podemos problematizá-los durante as aulas e a partir disso recriar novas formas para os fazer. Já sobre a competição o autor traz a reflexão de que ela, desde que bem dosada, deve ser estimulada com o intuito de despertar a vontade da busca pelo novo, o aprender e ensinar, e o vivenciar, mas também para se livrar da sensação da “prática pela prática”, que seria a fuga da prática vazia de significado.
O que é fundamental a perceber é que a técnica é (deve ser assim considerada) sempre meio para atingir fins. Estabelecer fins/objetivos (sentido) é que é um predicado humano, portanto a técnica deve ser sempre subordinada às finalidades humanas. Se variam as finalidades, os sentidos da prática esportiva, é conseqüente que variem também as técnicas, bem como seu valor relativo (BRACHT, 2001, p. 3).
Pensando um pouco sobre o esporte dentro dessas metodologias críticas podemos perceber que alguns temas têm um maior aporte histórico quando se pensa na educação física. Estes temas seriam a Ginástica e o Atletismo. Ambos influenciaram e tem significado histórico na formação da educação física que conhecemos.
O Atletismo é um esporte, e por isso de acordo com Eppensteiner (1973), é produto da natureza e da cultura. Vem do dia a dia do homem antigo as atividades que depois se tornaram esportes (corrida, saltos, lançamentos, arremessos, etc.).
De acordo com Tubino (2010), as civilizações antigas realizavam/possuíam atividades físicas/pré-esportivas em suas culturas, e algumas dessas tornaram-se “esportes autônomos”, ou “esportes puros”, por serem esportes que continuaram com sua prática ao longo do tempo sem que fossem influenciadas por outras culturas. Quando esses esportes recebiam
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influência de outras nações passavam a ser chamados “Esportes/Jogos Tradicionais”.
O Atletismo surgiu na Grécia com os “Jogos Gregos”, que eram festas populares e religiosas (pan-helênicas) onde homenageavam figuras de destaque das cidades gregas e principalmente os deuses.
Como exemplo dos Jogos Gregos, pode-se citar os Jogos Fúnebres, os Jogos Píticos, os Jogos Ístmicos, as Panatenéias, outros Jogos e principalmente os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Os Jogos Fúnebres, segundo os escritos de Homero, eram em homenagem a figuras de destaque nas cidades gregas que haviam morrido. Homero cita a homenagem a Pátroclo, Tleopolino e às vítimas das batalhas da Maratona (490 a.C.) e Salamina (480 a.C.). Os Jogos Píticos eram celebrados em homenagem a Apolo e foram criados em 528 a.C., em Delfos. Os Jogos Ístmicos tinham as mesmas competições dos Jogos Olímpicos e eram celebrados em Corinto, de dois em dois anos. Os Jogos Nemeus eram disputados em honra a Zeus de Kleonae. (TUBINO, 2010. p 22)
Nesses jogos haviam corridas de guerreiros armados, lançamentos de dardo, arremessos de pesos, saltos em distância e corrida de “carros”. Essas modalidades junto à outras formaram os Jogos Olímpicos da Antiguidade, que foi a manifestação esportiva principal desse tempo. Eram celebradas a cada quatro anos em Olímpia, Élida, em um bosque considerado sagrado e chamado de “Altis”, que era uma homenagem a Zeus Horquios.
Nos jogos olímpicos da antiguidade a honra era extremamente valorizada, portanto o atleta que não seguisse o juramento de competir com honra era punido com multa, e os atletas que eram vencedores ganhavam a coroa de oliva como representação da vitória honrosa e do respeito pelo feito alcançado. Desde então segue até hoje a valorização do jogo limpo como tradição, e também da valorização de recordes como feitos históricos.
Tubino (2010) conclui que os Jogos Gregos foram os primeiros fatos esportivos criados pelo homem, o que veio antes disso era considerado como práticas pré-esportivas.
Após tudo isso o questionamento que fica é: Por que não trabalhar o atletismo e toda sua bagagem histórica na EFE? O Atletismo tem extrema influência na história do esporte, tanto, que já citamos a criação dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, onde foram iniciadas competições esportivas na
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história de forma sistemática a cada 4 anos (TUBINO, 2010), fato que se mantém até hoje.
1.1 PROBLEMA:
Mesmo sendo um esporte com grande bagagem histórica, o atletismo não é dos mais populares no Brasil como tema das aulas de EFE. Pensando nisso este trabalho pretende buscar respostas sobre o ensino deste esporte em aulas escolares no município de Natal/RN.
A fim de investigar se o Atletismo é presente na educação escolar de Natal, o primeiro questionamento foi: Há o ensino do atletismo no planejamento de professores nas escolas de Natal? E para complementar essa problemática buscarei responder outra pergunta: Há professores que se interessam por ensinar o atletismo em suas turmas na educação física escolar?
1.2 JUSTIFICATIVA:
O Atletismo é uma área do esporte que possibilita várias opções de práticas corporais, sejam voltadas ao lazer; competição; educação; e tem uma vasta bagagem histórica, mas apesar disso ainda é pouco explorada na Educação Física escolar como conteúdo, como afirma alguns trabalhos de Silva e Darido (2011), Rezer (2010) e Meurer, Schaefer e Miotti, (2008). Neste trabalho pretendemos encontrar possíveis respostas quanto ao ensino escolar dessas modalidades, e entender o pensamento dos professores de educação física sobre o Atletismo na formação do aluno e em seu desenvolvimento psicossocial e motor, não só como prática esportiva visando desenvolvimento de habilidades motoras.
Ao ter contato com o atletismo, nota-se que esse esporte, deveria ser mais aproveitado na escola por possuir várias modalidades, com características diversas para o aluno, isso seria uma oportunidade ímpar para eles descobrirem novas possibilidades dentro das práticas corporais. Sabemos que na EFE alguns esportes como futebol, handebol e vôlei, têm predominância durante as aulas, e isso é um fator limitante para o aluno, pois em várias fases de seu desenvolvimento ele se vê praticando atividades que já deixaram de ser tão interessantes, tão menos excitantes, por serem muito
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repetidas, e assim alunos que não tem tanta afinidade ou interesse por tal esporte acabam ficando a margem das aulas.
Portanto o professor deve oportunizar o aluno vivenciar o novo, e dar outra compreensão aos alunos sobre esses esportes que são dominantes, resignificando-os, também lhes apresentando novos esportes e novas possibilidades.
Partindo do pressuposto de que a Educação Física precisa reconhecer seu papel de construção da cultura escolar, estes defendem que as diferentes verdades, funções, objetos, culturas da área necessitam assumir o critério da discutibilidade e não das certezas de uma Educação física oficial. (COLETIVO DE AUTORES, 2011, p. 398).
1.3 OBJETIVOS:
O objetivo desse trabalho é principalmente entender se o atletismo está presente na escola atualmente, seja por meio de algumas atividades que o professor utiliza em suas aulas com características desse esporte, ou até mesmo aulas onde o tema principal é o atletismo.
1.3.1 GERAL:
Investigar se o atletismo está sendo ministrado como conteúdo da educação física escolar;
1.3.2 ESPECÍFICOS:
Analisar se os professores na sua prática pedagógica consideram o lúdico.
Investigar se o professor teve acesso em sua formação ao atletismo;
2 RELAÇÃO DO ATLETISMO COM OS PROFESSORES
Pesquisando alguns trabalhos sobre o atletismo nas escolas, conseguimos perceber que os maiores problemas relatados por professores para a não realização do atletismo em suas aulas em diferentes estados do Brasil é principalmente a falta de espaço adequado para a realização das aulas práticas do atletismo, e também a dificuldade de ter materiais oficiais para se usar na escola (MEURER; SCHAEFER; MIOTTI, 2008).
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Se pensarmos um pouco sobre as aulas de educação física escolar e seus conteúdos poderemos rapidamente perceber que em todas as aulas são realizadas adaptações, pois, as turmas são diferentes e os alunos também, fazendo-se necessário adaptar as aulas para cada turma, cada localidade, cada escola, e, portanto essas afirmações encontradas possivelmente não sejam o real motivo para os professores não utilizarem o atletismo como tema de suas aulas.
Para comprovar isso buscamos em Betti (2002, p. 77) uma definição que fala sobre o princípio da adequação ao aluno:
Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.
No ano de 2002 a IAAF (Associação Internacional de Federações de Atletismo) criou um diretório com o objetivo de popularizar o atletismo nas escolas de uma forma mais atraente e acessível, tanto para os professores quanto para as crianças. Em 2014 essa cartilha chegou ao Brasil, com intuito de fazer com que os professores atuantes pudessem ajudar a popularizar a prática do atletismo nas escolas, e já pensando nas Olimpíadas do Rio que seriam realizadas em 2 anos para ajudar nessa alavanca.
O guia mostra como utilizar materiais alternativos para produzir os implementos das provas, que não precisam ser oficiais, e também dá uma ideia de como utilizar os espaços existentes para montar algumas atividades/brincadeiras que remetem ao atletismo, sempre de uma forma adaptada para crianças entre 7 à 12 anos de idade. Esse guia auxilia na criação/planejamento das aulas do professor que não precisa ter sido um atleta para ensinar o atletismo em suas aulas. A forma de ensinar cabe na percepção e criatividade de cada professor pensando em suas turmas e na realidade dos alunos para que seja algo do interesse deles.
3 A IMPORTÂNCIA DO ATLETISMO
Para Gallahue e Ozmun (2005) desde seu nascimento até os 6 anos de idade a criança passa por uma fase de apropriação de movimentos
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fundamentais (movimentos manipulativos, locomotores, estabilizadores), onde essa criança inicia seu desenvolvimento motor básico (fundamental). Já dos 7 aos 14 essa criança passa por uma fase de apropriação de movimentos especializados, combinando movimentos fundamentais, e desempenhando melhor movimentos relacionados à recreação e ao esporte: combinando a corrida com um salto, ou um arremesso de objeto.
É nessa fase de apropriação dos movimentos especializados que o atletismo pode ser muito bem trabalhado na EFE, não pensando numa abordagem excludente, que enfatize o “fazer corretamente”, sem supervalorização do mais competente, mas sim com uma metodologia que o aluno possa se interessar em participar e fazer o seu melhor de uma forma lúdica.
Por ser um esporte que possui várias modalidades dentro de si, o atletismo pode e deve ser utilizado ao máximo, principalmente como para apresentar às crianças todas as possibilidades possíveis dentro desse esporte.
Pensando nisso o professor pode usar tais modalidades para mostrar e valorizar todos os alunos, independentemente de peso, altura, se corre devagar, rápido, se é fraco ou forte, com isso haverão inúmeras possibilidades de valorizar esse aluno. Pois, o “gordinho” poderá ter um maior destaque em provas que tem a “força” ao seu favor, mas em provas de velocidade o “magrinho/baixinho” poderá se sentir bem, assim como o alto poderá se sentir valorizado em provas de saltos.
Com essas aulas poderíamos proporcionar as crianças uma melhoria do seu autoconceito, que é a percepção que ela tem de suas competências física, cognitiva e sociais. De acordo com Gallahue (2000), as crianças não conseguem ter uma interpretação clara sobre si, muitas vezes limitando-se apenas ao ser “bom ou ruim”, vem disto a decisão de não querer participar de atividades, brincadeiras, jogos ou esportes, seja dentro ou fora da aula, por se achar ruim naquela atividade. Partindo disso poderíamos mostrar e estimular uma nova forma de pensar sobre si mesmo utilizando a pluralidade do atletismo, e levantar reflexões sobre como agirmos em certas situações do
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nosso cotidiano, na tentativa de melhorar o autoconceito dessas crianças, e mudar a cultura do “ser suficientemente bom” para participar da atividade.
3.1 REFLEXÕES ACERCA DA NÃO POPULARIDADE DO ATLETISMO
Por tudo que sabemos sobre a relação da EFE e o esporte sabemos que alguns esportes têm muito mais popularidade do que outros, porém, se começarmos a refletir sobre os motivos podemos encontrar algumas hipóteses interessantes.
Matthiessen (2007) traz algumas reflexões em seu livro dedicado ao ensino do atletismo no ensino superior. A primeira delas diz que o atletismo não é popular por falta de acesso durante a fase escolar. Sabemos que a EFE tem como um de seus propósitos apresentar possibilidades da cultura corporal para os alunos, visto que quanto mais o aluno experimentar e descobrir essa cultura melhor será para o mesmo. No entanto sabemos que isso esbarra em alguns fatores: carga horária reduzida, hegemonia de outros esportes, preconceito com algumas temáticas (dança, ginástica, etc.), entre outros. Essas são algumas das várias barreiras enfrentadas pelos professores de escolas públicas no Brasil.
Outro motivo é a não afinidade dos professores com o esporte. Há características de alguns esportes que agradam mais algumas pessoas, outras agradam menos, e assim as pessoas decidem pelo que mais têm afinidade, na maioria das vezes. Assim pode acontecer com os professores, o que é compreensível.
Outra visão é que os professores podem não ter tido acesso ao atletismo durante sua formação acadêmica, o que pode gerar a não confiança no momento de planejar/criar uma aula desse tema. Sabemos que cada instituição tem uma matriz curricular, com prioridades, carga horária e alunos diferentes, e é normal que algo não seja apresentado a eles durante sua formação. Outra hipótese que teria relação com os resultados (ou falta deles) no ambiente esportivo. Sabemos que o ambiente olímpico tem um grande simbolismo esportivo, sobre ética no esporte, jogo limpo, união de países, do “dar seu
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melhor” independentemente do resultado. As competições olímpicas são assistidas e acompanhadas pelo mundo todo, e tudo isso é percebido e valorizado, mas há algo que acaba marcando mais que todos eles, o recorde mundial.
Matthiessen (2007) enfatiza que muito do que se é lembrado sobre olimpíadas gira em torno do recorde, que sempre foi valorizado, e não é surpresa. Porém, o que podemos perceber é que esses detentores de grandes marcas olímpicas acabam se tornando ícones para o mundo todo, tornam-se ídolos, e isso pode ser um dos principais fatores para que o atletismo não tenha uma preferência, ou admiração maior no Brasil.
Analisando os quadros de medalhas das olimpíadas encontramos medalhas no atletismo em quase todas as olimpíadas, 5 delas de ouro. Mas sabemos que se comparado a outros esportes como vôlei e judô o atletismo está um pouco atrás, apesar de que quando comparado ao futebol o atletismo está à frente.
O grande problema é que o futebol não é um esporte que aparece na mídia apenas nas olimpíadas. Junto de alguns outros esportes, o futebol domina os horários “nobres” das televisões abertas e fechadas do Brasil, tem um predomínio também durante os jornais esportivos. Claro que existem outros fatores, mas esse é um dos grandes e que faz com que principalmente as crianças não descubram outros esportes, tão prazerosos quanto o futebol, por exemplo.
Poderíamos levar o assunto mais adiante, sobre os patrocinadores, investidores, e outras coisas mais que esses esportes (hegemônicos) têm, mas o que queremos é achar uma forma de mudar essa realidade dos esportes hegemônicos estarem muito mais presentes que outros esportes como Badminton, Atletismo, Frisbee, Ginástica, o Parkour, entre mais outros que poderiam entrar como parte do conteúdo escolar.
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4 METODOLOGIA:
A metodologia escolhida para essa pesquisa é a quantitativa, que é mais apropriada para saber a opinião das pessoas de acordo com um tema escolhido. Como esse trabalho tem o objetivo de investigar sobre o ensino do atletismo nas escolas e a opinião dos alunos quanto a esse conteúdo encontrei nessa metodologia a melhor opção.
A metodologia quantitativa preocupa-se “com representatividade numérica, isto é, com a medição objetiva e a quantificação dos resultados. Procura medir e quantificar os resultados da investigação, elaborando-os em dados estatísticos.” (ZANELLA, 2012. p. 75).
Este método é utilizado nos casos em que se procura identificar quantitativamente o nível de conhecimento, as opiniões, impressões, hábitos, comportamentos: quando se procura observar o alcance do tema, do ponto de vista do universo pesquisado, em relação a um produto, serviço, comunicação ou instituição. (ALYRIO, 2009, p. 108) Primeiro foram buscados professores de escolas de ensino público, localizadas na cidade de Natal, e que atuem a pelo menos 1 ano. Após isso, foi aplicado um questionário com os professores, para obter respostas sobre o ensino do atletismo com conteúdo escolar, e se os professores utilizam esse tema em suas aulas.
Após o questionário ser aplicado com os professores foi realizado também com alunos, para saber se os discentes já tiveram alguma experiência na escola ligada ao atletismo, seja em treinamentos ou aulas de educação física.
4.1 POPULAÇÃO:
O estudo foi realizado com professores e alunos de escolas públicas da cidade de Natal-RN, com o objetivo de ter a opinião de ambos sobre o ensino do atletismo nas escolas, e se esse tema vem aparecendo nas aulas de educação física nas escolas de Natal.
4.2 AMOSTRA:
Dentre os alunos das escolas públicas de Natal, foram selecionados os alunos que praticaram a modalidade esportiva atletismo no ano de 2018, e que
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também participaram do JERN’S (competição escolar regional) nesse mesmo ano.
Já entre os professores das escolas públicas de Natal, foram selecionados os professores de educação física com pelos menos 1 ano de atuação, atuantes, e que tivessem interesse em participar da pesquisa através do questionário.
4.3 COLETA DE DADOS:
A coleta foi realizada através de questionários com 17 professores atuantes em escolas públicas. Nos questionários haviam 9 perguntas sobre as aulas de Educação Física Escolar em relação com o Atletismo.
O objetivo do questionário também foi investigar se eles tiveram acesso a esse esporte durante a formação acadêmica, se eles têm utilizado essa temática na escola, e qual é a forma que eles acreditam que o atletismo deve ser trabalhado na escola.
Para os alunos as perguntas tinham o objetivo de descobrir se eles já haviam participado/vivenciado aulas de atletismo na escola, se essa aula foi durante aulas de educação física ou treinamento de iniciação esportiva, e como os alunos foram apresentados a esse esporte. Foram obtidas 25 respostas válidas.
5 QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (ALUNOS):
O questionário utilizado na pesquisa foi criado pelo autor do trabalho com o objetivo de tentar alcançar respostas minimamente relevantes para o trabalho. A plataforma utilizada para a aplicação, formatação do questionário e geração dos resultados é uma ferramenta gratuita disponibilizada pelo Google chamada “Google Forms”, ou Google Formulários.
O questionário para os alunos começava por uma caracterização, a fim de filtrar os que interessavam à pesquisa por serem estudantes de escolas públicas, e os que não poderiam contar para a pesquisa por motivo de idade ou não serem estudantes de escolas públicas.
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Após a parte inicial de filtragem, os estudantes responderam as questões relacionadas ao atletismo na escola, e sobre sua relação com esse esporte.
Tabela 1 – Questionário aplicado aos alunos
QUESTIONÁRIO PARA OS ALUNOS
Você é estudante de escola pública? Sim ou Não
Qual sua idade? Limite de 18 anos
Há quanto tempo você pratica o atletismo?
Seu primeiro contato com o atletismo
foi na escola? Sim ou Não
Esse primeiro contato foi durante uma aula de educação física ou treinamento de atletismo?
Aula de EFE Treinamento Outros Você já teve aula de atletismo na
escola durante uma aula de educação física?
Sim ou Não
Como conheceu o atletismo?
Por amigos/familiares Na escola
No bairro Televisão Outros
O que te fez permanecer no esporte
Bons resultados
Prazer de praticar o esporte Pelas amizades construídas Pela saúde
O questionário foi respondido por
encaixaram dentro da pesquisa, por serem alunos
Optei por realizar o questionário com alunos que praticam o atletismo por já conhecerem melhor o
entendimento sobre as modalidades desse esporte e uma lembrança maior das aulas (se já vivenciadas), por se
afeto.
5.1 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO
Ao todo 33 alunos responderam o questionário, sendo que 8 deles foram eliminados na primeira pergunta, por não ser alunos de escola públ
respostas válidas alcançaram o número de 25, todos alunos da rede pública e estudantes de escolas públicas no município de Natal.
Gráfico 1 - Quantidade de alunos de escolas públicas.
Os vinte e cinco estudantes que responderam possuem idade
18 anos, quinze deles possuem entre 15 à 18, e os dez demais possuem de 11 à 14 anos.
As repostas sobre quanto tempo eles praticam o atletismo foram bem diferentes:
questionário foi respondido por 33 alunos, mas apenas 25 se encaixaram dentro da pesquisa, por serem alunos de escolas públicas.
Optei por realizar o questionário com alunos que praticam o atletismo por já conhecerem melhor o esporte, assim a possibilidade de que possam ter um entendimento sobre as modalidades desse esporte e uma lembrança maior das vivenciadas), por ser um esporte que se identificam e ter um maior
RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS ALUNOS
33 alunos responderam o questionário, sendo que 8 deles foram eliminados na primeira pergunta, por não ser alunos de escola públ
respostas válidas alcançaram o número de 25, todos alunos da rede pública e estudantes de escolas públicas no município de Natal.
Quantidade de alunos de escolas públicas.
Os vinte e cinco estudantes que responderam possuem idade
18 anos, quinze deles possuem entre 15 à 18, e os dez demais possuem de 11
repostas sobre quanto tempo eles praticam o atletismo foram bem
25
33 alunos, mas apenas 25 se de escolas públicas.
Optei por realizar o questionário com alunos que praticam o atletismo por assim a possibilidade de que possam ter um entendimento sobre as modalidades desse esporte e uma lembrança maior das r um esporte que se identificam e ter um maior
33 alunos responderam o questionário, sendo que 8 deles foram eliminados na primeira pergunta, por não ser alunos de escola pública. As respostas válidas alcançaram o número de 25, todos alunos da rede pública e
Os vinte e cinco estudantes que responderam possuem idade entre 11 à 18 anos, quinze deles possuem entre 15 à 18, e os dez demais possuem de 11
Gráfico 2 - Tempo de prática do atletismo.
Dezoito alunos praticam o atletismo entre 1 à 4 anos praticam entre 5 anos à 8 anos.
Gráfico 3 – Idade dos participantes. Tempo de prática do atletismo.
alunos praticam o atletismo entre 1 à 4 anos, os sete restantes já praticam entre 5 anos à 8 anos.
Idade dos participantes.
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Após a caracterização desses alunos adentramos a parte mais especifica do questionário, onde as perguntas já tinham o
aluno conheceu o atletismo, e se no contexto escolar que o aluno estava inserido houve alguma aula de educação física escolar que esse aluno vivenciou esse esporte.
Dos 25 estudantes que responderam atletismo na escola.
Gráfico 4 – Onde foi o primeiro contato com o atletismo.
Gráfico 5 – Onde aconteceu o primeiro contato foi durante aulas de EF ou treinamento. Após a caracterização desses alunos adentramos a parte mais especifica
as perguntas já tinham o interesse de saber como o aluno conheceu o atletismo, e se no contexto escolar que o aluno estava inserido houve alguma aula de educação física escolar que esse aluno
25 estudantes que responderam16 tiveram o primeiro contato com o
Onde foi o primeiro contato com o atletismo.
Onde aconteceu o primeiro contato foi durante aulas de EF ou treinamento.
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Após a caracterização desses alunos adentramos a parte mais especifica interesse de saber como o aluno conheceu o atletismo, e se no contexto escolar que o aluno estava inserido houve alguma aula de educação física escolar que esse aluno
tiveram o primeiro contato com o
Após essa pergunta já nota
apresentado ao atletismo no treinamento desse esporte na escola, mas, o número de alunos que vivenciaram
satisfatório e próximo aos que tiveram o pri
Também é válido observar que essa pergunta estava ligada a alunos que responderam “não”
pergunta, pois não tinham tido o primeiro contato com o atletismo na escola.
Gráfico 6 – Quantos já tiveram aulas de atletismo durante a EFE.
Gráfico 7 - Como os alunos conheceram o atletimo.
Após essa pergunta já nota-se que a maior parte dos alunos foi apresentado ao atletismo no treinamento desse esporte na escola, mas, o
vivenciaram o atletismo na escola durante aulas foi satisfatório e próximo aos que tiveram o primeiro contato em treinamentos.
Também é válido observar que essa pergunta estava ligada a
alunos que responderam “não” na pergunta anterior não responderam essa pergunta, pois não tinham tido o primeiro contato com o atletismo na escola.
Quantos já tiveram aulas de atletismo durante a EFE.
Como os alunos conheceram o atletimo.
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se que a maior parte dos alunos foi apresentado ao atletismo no treinamento desse esporte na escola, mas, o o atletismo na escola durante aulas foi bem
meiro contato em treinamentos.
Também é válido observar que essa pergunta estava ligada a anterior. Os pergunta anterior não responderam essa pergunta, pois não tinham tido o primeiro contato com o atletismo na escola.
Essa pergunta foi para todos que responderam o questionário, e por isso retornaram a quantidade de 25 respostas. Nessa pergunta 52% dos alunos respoderam que já tiveram aulas sobre o altetismo na sua escola durante uma aula de educação física.
E a última teve o intuito de
em no esporte. E é interessante observar que o número de alunos que praticam por causa dos resultados não é o maior, e muitos praticam pelo prazer que o esporte traz ao praticante. Essa reflexão é al
podem explorar na EFE.
Gráfico 8 – O que fez os alunos permanecerem no esporte.
6 QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (PROFESSORES):
O questionário utilizado na pesquisa também foi criado pelo autor do trabalho com o objetivo de
para o trabalho. A plataforma utilizada para a aplicação, formatação do questionário e geração dos resultados é uma ferramenta gratuita disponibilizada pelo Goo
pergunta foi para todos que responderam o questionário, e por isso retornaram a quantidade de 25 respostas. Nessa pergunta 52% dos alunos respoderam que já tiveram aulas sobre o altetismo na sua escola durante uma
o intuito de entender o que fez esses alunos permanecer no esporte. E é interessante observar que o número de alunos que praticam por causa dos resultados não é o maior, e muitos praticam pelo prazer ao praticante. Essa reflexão é algo que os professores
O que fez os alunos permanecerem no esporte.
QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (PROFESSORES):
O questionário utilizado na pesquisa também foi criado pelo autor do trabalho com o objetivo de tentar alcançar respostas minimamente relevantes para o trabalho. A plataforma utilizada para a aplicação, formatação do questionário e geração dos resultados é uma ferramenta gratuita disponibilizada pelo Google chamada “Google Forms”, ou Google Formulári
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pergunta foi para todos que responderam o questionário, e por isso retornaram a quantidade de 25 respostas. Nessa pergunta 52% dos alunos respoderam que já tiveram aulas sobre o altetismo na sua escola durante uma
es alunos permanecer no esporte. E é interessante observar que o número de alunos que praticam por causa dos resultados não é o maior, e muitos praticam pelo prazer go que os professores
QUESTIONÁRIO UTILIZADO NA PESQUISA (PROFESSORES):
O questionário utilizado na pesquisa também foi criado pelo autor do tentar alcançar respostas minimamente relevantes para o trabalho. A plataforma utilizada para a aplicação, formatação do questionário e geração dos resultados é uma ferramenta gratuita Google Formulários.
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O questionário para os professores também iniciou por uma caracterização, a fim de filtrar os que interessavam à pesquisa por serem professores de escolas públicas.
As perguntas utilizadas eram sobre a relação dos professores com o atletismo, desde sua formação como discentes de Educação Física, até a atuação como profissional da área.
Tabela 2 – Questionário aplicado aos professores
QUESTIONÁRIO PARA OS PROFESSORES
Você é professor de escola pública? Sim ou Não Há quantos anos você é professor?
Você trabalha o atletismo como tema principal em suas aulas na Educação Física Escolar?
Sim ou Não
Você aprendeu sobre o atletismo em sua
graduação? Sim ou Não
A disciplina fazia parte da grade
curricular obrigatória? Sim ou Não
Você vê o atletismo como um conteúdo
possível de ser trabalhado na escola? Sim ou Não De que maneira é possível trabalhar o
atletismo na escola durante as aulas de EFE sem uma abordagem tecnicista?
Qual a maior dificuldade de se trabalhar o atletismo na escola?
Espaço adequado Materiais adequados
Falta de proximidade com o esporte Não domínio de regras
Não há dificuldade Você tem afinidade com esse esporte? Sim ou Não
6.1 RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS PROFESSORES Foram obtidas 17 respostas no questionário dos
válidas por serem professores da rede pública
20 respostas, mas, muitos professores não responderam
Quadro 9 – Quantos professores atuam em escolas públicas.
O tempo de atuação dos professores foi bem expectativa de no mínimo 1 ano.
Gráfico 10 – Tempo de atuação na rede pública.
12 anos 6% 15 anos 6% 18 anos 6% 20 anos 6%
Tempo de atuação como professor
RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS PROFESSORES Foram obtidas 17 respostas no questionário dos professores
por serem professores da rede pública em Natal. A meta inicial era de 20 respostas, mas, muitos professores não responderam.
Quantos professores atuam em escolas públicas.
O tempo de atuação dos professores foi bem variado expectativa de no mínimo 1 ano.
Tempo de atuação na rede pública.
1 ano 6% 2 anos 11% 3 anos 11% 5 anos 12% 8 anos 12% 10 anos 12% 12 anos 18 anos 20 anos 6% 25 anos 12%
Tempo de atuação como professor
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RESULTADO DO QUESTIONÁRIO COM OS PROFESSORES
professores, todas . A meta inicial era de
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Depois da caracterização dos professores as perguntas foram direcionadas ao professor e sua atuação escolar, sempre em relação ao atletismo.
Gráfico 11 – Quantos professores trabalham o atletismo como temática das suas aulas.
A maior parte respondeu que dá aulas com o tema principal sendo o atletismo.
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Nessa pergunta 15 professores afirmaram que “sim”, aprenderam o atletismo durante as suas graduações.
Gráfico 13 – Para quantos a disciplina Atletismo na graduação era obrigatória.
A pergunta acima estava ligada com a anterior, por isso existem 15 respostas. Dos 15 que responderam ter aprendido o atletismo durante a graduação 7 deles afirmaram que era uma disciplina obrigatória, e 8 que não era obrigatória.
Dos 17 professores apenas 1 deles optou pela opção de que o atletismo não é possível de ser trabalhado na escola.
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Gráfico 15 – Qual maior dificuldade de trabalhar o atletismo nas aulas de EFE.
Sobre a dificuldade de se trabalhar o atletismo na escola, a alternativa mais escolhida foi “espaço adequado”, seguido pela “falta de proximidade com o esporte”.
Gráfico 16 – Quantos professores têm afinidade com o atletismo.
Sobre a afinidade com o atletismo 9 professores disseram que “sim”, tem afinidade, e 8 “não”, não tem afinidade com esse esporte.
E a para finalizar o questionário havia uma pergunta em que a resposta deveria ser dissertativa de texto curto, onde deveriam falar um pouco como o
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atletismo pode ser utilizado na escola de uma forma não esportivizada, ou seja, ser utilizado com uma metodologia menos diretiva, sendo mais atraente aos olhos dos alunos.
O objetivo desta pergunta foi entender com as palavras dos próprios professores como eles utilizariam o atletismo de uma forma mais adequada à realidade escolar, tirando o direcionamento das respostas, deixando-a mais pessoal.
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7 CONCLUSÃO
A pesquisa realizada buscou levantar reflexões a cerca do Atletismo como temática das aulas de EFE, buscando argumentar os motivos que o fazem ser um importante aliado da educação e também dialogar sobre possíveis formas de abordagem desse conteúdo nas aulas escolares.
O que se pode concluir após este estudo é que o esporte Atletismo está sim inserido no contexto educacional escolar, pois muitos alunos e professores relataram que tiveram ou têm contato com esse esporte na escola e/ou em aulas de EFE. E vale ressaltar que esse contato com o atletismo aconteceu/acontecem em muitos casos de uma forma não tecnicista, o que é muito mais interessante para os alunos pelo lado educacional, mas também para os professores, pois sabe-se que nem todos têm afinidade com tal esporte, portanto, se tratado de uma forma muito específica seria muito mais complexo para o professor dominar as peculiaridades desse esporte que é tão plural.
Ademais, para os alunos também é tão interessante, já que a EFE não tem como propósito o treinamento, o objetivo da EFE vai desde despertar nas crianças o prazer na realização da atividade física, assim como propiciar um bom ambiente para que possam conhecer melhor seu próprio corpo, e ainda interagir com os seus colegas e com o ambiente em que estão inseridos, despertando autonomia e pensamento crítico, e vale frisar que nada disso está ligado a quem realiza melhor ou pior determinada tarefa ou movimento.
É perceptível após analisar as respostas desse estudo que os professores acreditam que o atletismo é um conteúdo que pode ser trabalhado na escola. Utilizando-o de acordo com as individualidades dos alunos, de uma forma lúdica, com brincadeiras pré desportivas e de forma cooperativa, trabalhando a elaboração dos materiais (implementos) que serão usados na aula (trazendo o aluno para dentro do universo do atletismo e aumentando seu interesse), reconstruindo o esporte junto aos alunos para que se adapte a realidade da turma, com uso de metodologias críticas, e até com jogos eletrônicos (ex.: XBOX). Logo, é possível inserir o atletismo na escola, os professores têm o conhecimento de como realizar.
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O atletismo por ser um esporte que possui diversas modalidades, pode ser utilizado para a valorização das diferenças entre os alunos, onde alguns podem se destacar em determinada modalidade, e outros podem se encaixar em outra, mas que todo esse universo de várias possibilidades faz parte do atletismo, ajudando a valorizar cada aluno, independentemente de seu vigor, força, e coordenação. E tudo isso pode ser apresentado de uma maneira totalmente lúdica e não ligada ao esporte como é apresentado em competições, fazendo assim uma educação física mais justa e democrática.
O resultado que foi alcançado com esse trabalho é satisfatório, pois foi visto que o atletismo atualmente está presente nas escolas do município de Natal, e que esse conteúdo está sendo trabalhado desde a formação dos professores. Queremos acreditar que este trabalho pode ser o estímulo que faltava aos professores que ainda não trabalham esse esporte na escola. Sabemos que as crianças estão abertas ao descobrir, e o atletismo pode proporcionar aulas e vivências muito significativas para esses alunos basta o professor ter a motivação de ser a conexão entre as crianças e o universo desse esporte, quebrando a “regra geral” dos esportes tradicionais.
Esse trabalho foi realizado na esperança de permear as limitações dessa temática do atletismo como conteúdo a ser trabalhado na escola, e somar na tentativa de difundir a ideia de que é viável e de simples aplicação. Sonhamos com uma educação física mais plural e menos engessada para que nossos alunos e alunas possam vivenciar o novo, e que a educação física possa alcançar o seu propósito de educar.
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