IMPACTO DO ESTUDO DA HISTÓRIA DE ISRAEL NA RELIGIÃO CRISTÃ RESUMO

Texto

(1)

JUNIOR, Natal Pereira do Carmo – RU 1397242.1

RESUMO

O presente trabalho traz um resgate do mundo cananeu de Israel, oculto na Bíblia. A Bíblia sempre terá um lugar de destaque na sociedade. De maneira que, ela tem uma influência na maneira de pensar e de agir da população cristã, nos seus valores e crenças. Ela sempre será a luz que ilumina o futuro para não repetir os erros do passado. Este evento antigo, onde um homem deixa sua cidade às margens do Eufrates, regido por influência Divina e se dirige para uma terra desconhecida – a manda de uma força também desconhecida - não teria nenhuma importância se não presenciasse e conhecesse seus efeitos históricos na atualidade. Essas imensas promessas divinas que estão contidas nessa história como mensagens proféticas, seriam apenas lendas se não pudesse contemplar sua plena realização nos dias atuais. Esse é um momento singular que teve seu destaque e consequências dentro da nossa História. A chamada de Abraão e sua obediência até hoje surte efeitos dentro dessa comunidade, o que afetou a todos que vieram depois. Esse patriarca gerou um movimento histórico que levou à formação de um povo e um grupo religioso que perpetua até os dias atuais, com sua própria cultura e jeito de se relacionar com outro.

Palavras chave: Antigo Testamento. História de Israel. Judaísmo.

1 INTRODUÇÃO

A história do povo judeu começa com a chamada de Abraão, o que seria para nós aproximadamente 6.000 anos atrás.

Desde então existe uma sequência de eventos marcantes, onde o plano divino se desenvolve e rege todos esses eventos. E de maneira alguma eles perdem sua importância e significado com a chegada do Messias, muito pelo contrário, ele apenas fortalece todos os eventos anteriores.

Desde a queda de Jerusalém, a destruição do Templo e todo um enredo de luta, de maneira alguma, esse povo se enfraqueceu e terminou sua história. Foi

1 Aluno do curso de Licenciatura em Ciências da Religião do Centro Universitário Internacional UNINTER. Artigo apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso.

(2)

como se cada movimento fortalecesse ainda mais sua jornada. Eles viam tudo como, apenas uma nova fase. Uma fase onde teriam que se reinventar e se fortalecer ainda mais.

Por esse motivo, ao estudarmos a história de Israel não estamos estudando uma história qualquer, ao acaso. Estamos estudando o início de nossa história cristã. Já que Cristo era descente direto da casa do Patriarca.

Pode parecer exagero, mas para alguns autores pesquisados, a Terra de Israel permanece como centro geopolítico do mundo até hoje e o povo judeu seu centro histórico. Ou seja, eles seriam os eixos sobre os quais giram as rodas da História.

2 A HISTÓRIA DE ISRAEL: BREVE HISTÓRICO.

Remotamente segundo Azambuja (2016, p. 140), utiliza-se três denominações diferentes para fazer referência à descendência de Abraão:

Hebreu, provavelmente por ser Abraão descendente de Éber (Bíblia, Genesis, 2002, 11: 14-17); Israelita, relativo a Israel, nome recebido pelo patriarca Jacó, após seu encontro com Deus no vale do Jaboque (Bíblia, Genesis, 2002, 32: 27-28); e Judeu, relativo a Judá, um dos 12 filhos de Jacó ao qual foi prometido o cetro do Reino (BÍBLIA, Genesis, 11: 10).

Sendo assim, não há diferenças conceituais entre essas designações do povo de Israel, e todas as três se referem ao povo especial de Deus, com o qual fizeram um pacto por meio de Abraão (Bíblia, Genesis, 2002, 15, 17), para dar-lhes a Terra prometida, Canaã e abençoar através dele todos os povos da Terra (BÍBLIA, Genesis, 12: 1-3).

Segundo Azambuja (2016, p. 141), o propósito dessa eleição propriamente dita, foi usar Israel como um canal para espalhar sua salvação por todos os cantos da Terra.

Alguns outros estudiosos afirmam que a nação de Israel teve um papel provisório como instrumento dos propósitos de Deus. E essa função terminou com a vinda do Messias. E ao rejeitar O Cristo, eles tenham perdido o papel de divulgadores da Salvação, ou exclusividade diante de Deus.

(3)

Ainda segundo esses autores, a Igreja atual seria Israel de Deus, quando esse povo reassumir a condição primordial de escolhidos de Deus e passarem a ser a Terra prometida. E isso só ocorreria se houvesse a restauração de Israel na Palestina.

2.1 Origens do povo de Israel: israelitas.

A história de Israel é bem longa. E bem turbulenta.

A Bíblia nos conta um pouco sobre a origem desse povo e do país, que remonta a época de Abraão.

Ao longo dessa História, Deus basicamente usou esse povo para revelar Sua vontade, seus ensinamentos e trazer salvação ao mundo com a Terra Prometida.

O povo de Israel possui uma história um pouco violenta e cheia de sofrimento devido a fatores culturais da época, mas também possui muitos milagres divinos.

2.2 A formação da nação

Abraão era chefe de uma tribo de pastores seminômades e que foi aconselhado por Deus a deixar a cidade de Ur dos Caldeus, na Mesopotâmia, próxima às margens do Rio Eufrates. Logo ele se dirigiu para Harã e, depois, se estabeleceu na Terra de Canaã, costa oriental do Mediterrâneo (atualmente território de Israel, país).

Segundo o autor Merill (2001, p.47):

A Mesopotâmia foi considerada o berço de civilizações antiquíssimas e muito importantes, como os sumérios, os acádios, os assírios e os babilônios. Os sumérios construíram sua civilização na baixa Mesopotâmia, mais ou menos por volta dos anos de 2800 e 2370 a.C. As escavações feitas em Uruk revelam o uso da escrita cuneiforme em forma de cunha desde meados do século III milênio a.C. Foram os sumérios os inventores da escrita. Abraão, ao contrário de seu pai, e de muitos da sua época, acreditava somente em um único Deus, Criador do mundo, invisível e que lhe havia feito um chamado especial. Como recompensa e obediência e por sua fé, ele recebeu de Deus a promessa de que sua família seria a origem de um povo destinado a possuir a terra de Canaã, onde, segundo a Bíblia (Êxodo, 3: 7-12), manava leite e mel. (AZAMBUJA, 2016, p. 143)

(4)

A formação de Israel desenvolveu-se desde a chamada de Abraão, 2002 a.C., até seu estabelecimento na terra de Canaã por volta de 1500 a.C. Não se pode afirmar que durante esse período havia uma nação no sentido exato do termo.

Merrill nos afirma que, para que haja uma nação, são necessários ao menos três elementos: um povo com uma cultura única; Leis que regulamentam o dia a dia desse povo; e um território próprio. (MERRILL, 2001, p.58)

E segundo a história esses elementos foram se unindo até se completarem.

Abraão, Isaque e Jacó foram os três primeiros chefes do povo Israelita. Eles não passaram de beduínos do deserto, indo e vindo de um lugar a outro. E mesmo com os 12 filhos de Jacó, embora tendo se multiplicado, não passavam de um grupo a mais, naquele emaranhado de povos que viviam na Palestina na época. Somente quando foram para o Egito, que sua cultura e costumes foram sendo definidos. (MERRILL, 2001, p.59)

As tribos de Israel levam os nomes dos descendentes de Jacó, porém a tribo de Levi não recebeu herança como as outras, pois era uma tribo sacerdotal.

Jacob era filho de Isaque e neto de Abraão. Jacob significa “ele agarra o calcanhar”, ou “traiçoeiro”. Embora Jacob tenha feito várias coisas das quais se arrependeu depois, sua vida está recheada de Graça divina.

Depois de um encontro com Deus extremamente emocionante, Jacob mudou seu nome para Israel. Assim seus descendentes ficaram conhecidos como o povo de Israel, e os descendentes de cada um de seus filhos se tornaram tribos de Israel.

Segundo a história a Tribo de Judá se tornou a maior tribo de Israel e, bem mais tarde, um reino separado.

O rei Davi e seus descendentes eram da tribo de Judá e Deus prometeu que o Salvador viria dessa tribo (BÍBLIA, Gênesis 49:10). Como descendente direto de Davi, Jesus também pertencia à tribo de Judá.

Os Hebreus viveram pacificamente no Egito por gerações, mas o faraó se inquietou devido ao aumento populacional, o que potencialmente colocaria em risco seu poder; decidiu, então, torna-los escravos e mandou matar todos os meninos recém-nascidos. Ora, nessa época, nasceu, numa família israelita, o pequeno Moisés. Para salvá-lo, sua mãe o acomodou numa pequena cesta de

(5)

papiro e o escondeu entre os caniços do rio Nilo. O bebê foi recolhido pela filha do faraó e passou ase educado na corte.

Ao se tornar adulto, e descobrir sua origem, Moisés ficou revoltado com a miséria de seu povo e se isolou no deserto do Sinai. Ali, Deus se revelou a ele e lhe fez a dupla promessa: libertaria os israelitas da escravidão e lhe daria o país de Canaã. Moisés tomou para si, a partir de então, uma missão grandiosa; guiar o povo de Israel até a Terra Prometida e transmitir aos homens as mensagens de Deus, que foram passados nas tábuas, os dez mandamentos. (AZAMBUJA, 2016, p.144)

Moisés retorna para o Egito, para junto do Faraó, e lhe pede que deixe os escravos partirem para a Terra, porque era a ordem e desejo de Deus. Diante da recusa do Faraó, seguiu-se uma série de castigos em forma de pragas. Por fim, o Faraó cedeu e o povo partiu livre (BÍBLIA, Êxodo, 12)

Com a saída do Egito, Moisés foi o condutor pelo deserto do Sinai.

Durante esse percurso receberam a LEI (que não é composto somente pelo decálogo famoso, mas sim toda uma legislação que detalha esse decálogo, bem como as instruções que regulamentam toda a vida religiosa e civil.

Esse período foi de suma importância para esse povo. Durante a jornada do deserto possibilitou a esse povo todo o aprendizado que formariam um código, garantindo para sempre a existência de Israel como nação.

O sucessor de Moisés, Josué, ajudou a perpetuar esses ensinamentos, transformando em um povo com uma cultura e Leis próprios, em sua Terra Prometida.

A Terra de Israel tem origem no hebraico “Eretz Yisrael”. É a região que, segundo a Bíblia judaica (Tanakh), foi prometida por Deus aos descendentes de Abraão através de seu filho Isaac; e aos hebreus, que são descendentes de Jacó, neto de Abraão.

A Terra Prometida faz parte do pacto feito com Abraão, Isaque (Isaac) e Israel, que segundo a tradição hebraica, é uma promessa para todo o judeu, inclusive os descendentes dos convertidos.

Ainda de acordo com a tradição religiosa, essa Terra era habitada por diversos povos Semitas, referidos biblicamente como Cananitas ou Cananeus. Os hebreus, que constituíam um desses muitos povos, desenvolveram uma crença monoteísta juntamente com um conceito de nação que foi escolhido por Deus.

(6)

Isso está justificado no livro de Bereshit (Gênesis), na parte onde Deus promete eliminar os povos da região de Canaã e como punição pelos pecados acumulados por eles, Deus iria transferir as terras que eram dos Cananeus à Abraão e sua descendência, seria como recompensa à sua fidelidade.

Com o êxodo do povo de Israel rumo ao Egito e o início das guerras de conquista de Canaã, esse território foi sendo ocupado pelos hebreus, ainda que muitas nações não tivessem sido exterminadas, tal como teria sido prometido.

2.3 Antigos israelitas (1200–950 a.c.) - histórico

O primeiro registro do nome Israel se encontra numa frase escrita em um objeto da Estela de Merneptá, ela foi erguida pelo faraó egípcio Merneptá por volta do ano de 1.209 a.C. Nela se encontra a seguinte frase: "Israel está destruída e sua semente não."

Segundo estudos do arqueólogo americano Dever, a visão deste "Israel", seria de uma entidade cultural política, proveniente de um grupo étnico, e não como um Estado organizado que é hoje.

Os ancestrais dos israelitas segundo a acadêmica americana McNutt, afirma com segurança que em algum ponto anterior à Primeira Idade do Ferro, uma população começou a se identificar como 'israelita' nesse local.

Ainda segundo a americana, eles se diferenciavam dos chamados Canaanitas através de indicadores como a proibição do casamento consanguíneo, davam ênfase na genealogia e na história familiar.

Também remontam histórias de aldeias com população de até 300 ou 400 habitantes, que viviam de uma agricultura e pastoreio autossuficientes.

(7)

2.4 Na Bíblia

O texto bíblico fornece relatos que descrevem a origem de Israel. Segundo a crença judaica descrita na Bíblia (Torá), o povo de Israel surgiu de grupos nômades que habitavam a Mesopotâmia há cerca de aproximadamente cinco mil a.C. Esse povo posteriormente rumou para a região do Levante por volta do ano 2.000 a.C.

Por volta do século XVII a.C., por motivo de uma grande fome, Israel emigrou ao Egito, onde o governador daquela época era José, filho de Jacob (Israel). Dentro de um período de cerca de quatrocentos anos, com a morte de José e a sucessão do faraó, o Egito com medo do grande crescimento do povo israelita, escravizou Israel.

2.5 Governo teocrático: terra prometida.

O chamado Governo Teocrático se iniciou da Terra de Josué e foi-se desenvolvendo até o estabelecimento da monarquia com Saul. Segundo o Livro de Juízes, Moisés e Josué exerceram um governo Teocrático (porque não havia um governo definido. Não havia um homem especifico que poderia ser considerado líder (GUSSO, 2003)

Segundo Azambuja (2016, p. 145), os chamados Juízes foram homens e mulheres ungidos em ocasiões especiais e que serviam como autoridade a quem o povo recorreria em caso de extrema dificuldade. Em uma data aproximada, isso deve ter ocorrido durante 430 anos. Ainda segundo a autora, os governantes apontados no Livro de Juízes, foram:

Otniel de Judá (por ser da tribo de Judá) – que livrou Israel dos Reis da Mesopotâmia; Eúde que expulsou os Moabitas e os Amonitas; Débora e Baraque – que confrontaram os Cananeus; Gideão – que expulsou os Midianitas; Tola e Jair; Jefté – que subjugou os Amonitas; Ibsã; Elom;

Adbom e Sansão – grande perseguidor dos Filisteus. Esse período foi bem caracterizado pelo caos (BÍBLIA, Juízes, 21: 25).

Com a falta de um governo central bem definido e forte, possibilitou com que as transgressões se multiplicassem. A vida moral e religiosa da época entrou em derrocada. O culto a Baal e à Astarote era muito atrativo por conta da

(8)

sensualidade e fazia com que vários fossem ao encontro desse tipo de ritual. Sendo assim, os Juízes tinham pouco espaço de atuação tanto geograficamente quanto politicamente. Em suma o que vemos nos capítulos finais, são crimes hediondos, guerra civil que ilustra bem o período crítico pelo qual passaram os Israelitas.

2.6 Governo monárquico

A população necessitava de um governante forte e começou a reivindicar um Líder – Rei. Viam as nações vizinhas e começaram a criar ideias de que poderiam ter um Governante também – um Rei. Nessa época Saul era o Juiz, por ordem divina ele nomeou Saul, Benjamira, como monarca de Israel. Dando início ao reinado, Governo Monárquico.

Esse período abrangeu três reinados: Saul, Davi e Salomão (1040 a 920 a.C.). Era como se o povo adivinhasse que com o líder no poder todo o mal que assolava se extinguiria ou praticamente iria diminuir demasiadamente.

E foi o que aconteceu. Essa fase foi áurea em Israel. Durante esse tempo, a nação Israelita ainda estava unificada, entretanto, essa condição não duraria muito tempo (PIXLEY, 2004, p. 74).

Nesse tempo de consolidação de Reis – líderes deram a Israel o status de Nação. As conquistas anteriores ganharam então uma forma mais definida, e os limites geográficos foram expandidos, mas ainda não se enquadravam nas dimensões que foram estabelecidas por Abraão.

Embora nesse período tenha havido a desobediência de Saul e um breve período de declínio no reinado de Salomão (últimos anos), nesse período conseguiu-se estabelecer o controle da terra, a situação que existia com relação ao caos religioso terminou e o culto a um Deus único conseguiu-se permanecer intacto.

2.7 Reis

Saul foi o primeiro dirigente (Rei) oficial de Israel. Foi com ele que se iniciou a organização de Israel quanto nação. Ele e seu filho (Jonatas) guerrearam contra diversos povos que ainda não haviam sido dominados e derrotados.

(9)

Nessa investida Saul cometeu dois erros que foram decisivos:

O primeiro foi a guerra contra os amalequitas. A ordem de Deus era para exterminar a todos completamente, sem deixar nada. Todavia, Saul desobedeceu e não matou Agague, Rei dos Amalequitas, nem muito dos animais (I Samuel, 15: 9). Por isso, foi repreendido por Samuel. Em um segundo momento, Samuel estava demorando para o sacrifício, e ele tomou para si o ofício sacerdotal, o que não lhe era permitido. Dessa vez a repreensão de Samuel foi mais severa; ele proferiu a sentença sobre Saul dizendo que Deus já o havia rejeitado e escolhido outro Rei em seu lugar.

Sua história está narrada no livro I Samuel.

Davi sucedeu a Saul. Antes, já havia conquistado grande respeito por ter derrotado Golias e também por ter se destacado como chefe militar, mas, todavia, o ciúme que tinha por Saul o obrigou a fugir para o deserto de Nobe. Após a morte de Saul, Davi retornou e foi nomeado rei pelo povo de Judá e depois por Israel. Ele, então, sitiou e tomou Jerusalém, baluarte dos Jebuseus, ampliando-a e tornando-a a capital de Judá. Subjugou as nações ao redor, estendendo seus domínios nos limites prometidos a Abraão (Gênesis, 15: 18). Davi levou para a cidade o Tabernáculo, a “Arca da Aliança” e os demais utensílios. Como consequência do adultério cometido com a mulher de Urias, teve de enfrentar a sedição do filho deste, Absalão.

Morreu em idade avançada para a época, após reinar 40 anos e meio, sendo 7 anos em Hebrom e 33 em Jerusalém. Como era cantor, deixou muitos Salmos devocionais, uma das mais amadas literaturas do mundo.

Sucedeu-o a Salomão, filho que tivera com a mulher Bate-Seba (PIXLEY, 2004, p.77)

Salomão, filho de Davi, não era o herdeiro natural de Davi, o que tornou sua posse alvo de intrigas e inimizades. Por esse pequeno e muito importante motivo, logo após ser coroado Rei, Salomão eliminou todos os seus inimigos. Mandou matar seu irmão Adonias e o General Joabe, assim como desterrou o sumo Sacerdote Abiatar.

Segundo (I Reis, 4: 22-23), citado por Azambuja (2016, p. 149):

Salomão pediu sabedoria a Deus, que lhe concedeu o desejo de seu coração e também riquezas. Segundo as Escrituras, ele tinha uma imensa e dispendiosa corte. É relatado que seus gastos eram por volta de “30 coros de flor de farinha” a sessenta coros de farinha (um coro equivale a 450 litros); dez bois cevados, vinte bois de pastos, cem carneiros, fora os veados, as gazelas, os corços e as aves cevadas.

Fez muitas alianças de casamento, tonando Israel um reino respeitado e próspero, construiu o templo de Jerusalém, que é apontado como uma das maravilhas do mundo antigo.

Salomão produziu um grande número de provérbios, dos quais muitos desapareceram com o passar do tempo bem como alguns de seus cânticos;

(10)

porém, alguns deles ainda estão registrados no Livro de Provérbios. Há também o registro de seu relacionamento com Sunamita, no livro de Cantares, e o livro que provavelmente foi escrita talvez no final de sua vida:

Eclesiastes. A sabedoria de Salomão não o isentou de pecar com seu Deus, suas mulheres lhe perverteram o coração e ele cedeu construindo templos de idolatrias, além de colocar imagens de esculturas em frente aos templos e nos altares. Como consequência desse pecado, seu reino foi dividido.

(AZAMBUJA, 2016, p.149)

2 DIVISÃO DO REINO

Logo após a morte de Salomão, ocorreu o inevitável: seu reino foi dividido.

As dez tribos do norte separaram-se das duas tribos do sul. O Norte denominou-se Israel, adotando como capital a cidade de Samaria, e seu primeiro rei foi Jeroboão. O sul ficou conhecido como Judá, tendo como capital Jerusalém, e ficou sob o governo de Roboão, filho de Salomão (PIXLEY, 2004, p. 81).

Segundo Azambuja (2016, p. 150), citando as Escrituras Sagradas (II Reis, 12-18):

O reino do Norte muito cedo abandonou o Senhor, passando a servir a Baal e a outros deuses, e foi completamente dominado pela idolatria. Sob o governo de Acabe, filho de Onri, o culto a Deus foi praticamente abolido do país, principalmente devido as instigações de sua mulher, Jezabel. Nesse período, surgiu o profeta Elias, que fundou escolas de profetas e deixou Eliseu como seu sucessor. Mas Israel nunca se emendou de seus maus caminhos; portanto, era inevitável sua destruição. Foi o que ocorreu no ano de 722 a.C., quando a Assíria, sob o governo de Salmaneser V, cercou Samaria e retirou o povo da terra, levando-os para o exílio. O Reino do sul, embora algumas vezes tenha falhado e se desviado da Lei de Deus devido à impiedade de algum de seus monarcas, subsistiu em meio a muitas guerras por mais tempo. Por ocasião do ataque de Senaqueribe sobre a capital Jerusalém, Judá foi poupada devido à fidelidade e fé do Rei Ezequiel.

Mesmo assim, não tardariam novas apostasias no interior de Judá, como foi o caso do Rei Manassés.

2.8 Babilônia (cativeiros)

De acordo com relatos o cativeiro Babilônico durou cerca de 70 anos (607 a 538 a.C. - aproximadamente), esse período foi determinante para a história e o caráter de Israel.

(11)

Nabucodonosor, Rei do Império Babilônico, atacou Jerusalém e levou alguns habitantes de Judá para a Babilônia (como cativos), entre eles estavam: Daniel e seus amigos. Por volta de 586 a.C., ele atacou novamente Judá, sitiando Jerusalém, destruindo o templo e levando embora os vasos sagrados e a população da terra. Nesse período de exílio surgiram profetas como Daniel e Ezequiel, enquanto em Jerusalém Jeremias continuou exercendo seu ministério profético (GUSSO, 2003, p. 110)

Segundo as Escrituras Sagradas (Daniel 9: 24-27), este cativeiro está baseada na Lei do descanso da terra, conforme predisse Jeremias também (Jeremias, 25:11). Segundo essa Lei, os judeus deveriam deixar a terra em descanso a cada sete anos. Todavia, durante 490 anos eles não obedeceram à ordem. Como castigo, os 70 anos foram uma forma de impor esse descanso a terra.

Por volta de 539 a.C., Daniel compreendeu, pela leitura do livro do Profeta Jeremias, que o tempo do cativeiro havia chegado ao fim; passou, então a buscar Deus em oração, que lhe revelou os eventos que estavam por vir. Daniel escreveu suas revelações em um livro. Ele fala sobre a queda da Babilônia e dos impérios que ainda iriam surgir. Tudo se cumpriu literalmente conforme havia predito.

Em 538 a.C., Ciro, rei da Pérsia e novo soberano do Oriente, autorizou o retorno de Zorobabel para a reconstrução do Templo. Sua política religiosa, diferente da política babilônica e assíria, era muito mais pacifica; permitia a cada povo continuar adorando os seus deuses, tendo ajudado até mesmo a financiar a reconstrução do templo de Jerusalém. (AZAMBUJA, 2016, p.

152)

Já o Livro de Ester, acontece dentro dos limites geográficos da nação, mas no exílio, a partir da capital do império Persa, Susã. O rei Assuero, conhecido na história como Xerxes, reinou de 485 a 465 a.C., período em que foi escrito o livro e a história de Ester para contar a origem da Festa do Pudim e mostrar como os judeus foram salvos da total destruição que a maquinações Hamã poderiam ter causado. Segunda a história essa foi a primeira tentativa de genocídio judaico.

A saída do povo Judeu do exilio é contada nos livros de Esdras, Neemias e Ester, embora a historia dessa tenha-se passado fora da Palestina.

Segundo Azambuja (2016, p.152):

Sob o domínio de Zorobabel, 42.360 judeus retornaram a Jerusalém, por volta de 536 a.C, para reconstruir o Templo. A política de Ciro era bem mais branda e ele mesmo incentivou e financiou o retorno do povo para Israel e a reconstrução do templo; todavia, devido a oposições, o trabalho foi interrompido e a obra só foi retomada muitos anos depois, em 520 a.C.,

(12)

quando os profetas Ageu e Zacarias começam a animar o povo (GUSSO, 2003, p. 115).

Em 458 a.C., chegou a Jerusalém o Sacerdote Esdras com mais de 1755 judeus. Esse sacerdote, zeloso e instruído, teve um importante papel na história judaica. No ano de 455 a.C., Jerusalém recebeu novo reforço espiritual com a chegada de Neemias que ergueria o muro e restauraria suas portas.

2.9 Intertestamentário e Neotestamentário

Durante o período intertestamentário, Israel esteve primeiramente sob o domínio Persa, depois, grego e, por fim, sob o jugo romano. Depois de Malaquias, não houve outras manifestações proféticas ou livros inspirados.

Livros como os do I e II Macabeus, embora lidos e reverenciados atualmente, somente foram aceitos como canônicos por uma parcela minoritária de judeus e cristãos (GUSSO, 2003, p. 117).

O período Persa durou de 539 a 333 a.C., quando Alexandre o Grande, entrou em Jerusalem e foi recebido pelo sumo-sacerdote Jado. A política religiosa Persa respeitava os deuses dos povos conquistados e o esse cativeiro curou os judeus da idolatria definitiva. Sob a liderança de Esdras, foi instituída que o estudo da Lei e dos profetas seria realizado dentro de lugares sagrados chamados de Sinagogas.

O domínio Grego iniciou-se efetivamente com a tomada da Grécia por Felipe da Macedônia. Ele derrotou Atenas e Esparta, unificando as cidades Gregas sob seu governo. Dois anos depois de consolidar a Grécia, Felipe morreu e seu filho, Alexandre, assumiu a liderança. Alexandre foi esplendido guerreiro. (CAZELLE, 1986, p. 95)

Alexandre, o Grande, entrou em Jerusalém por volta do ano de 333 a.C.

Quando fez um cerco à cidade de Tiro, solicitou a ajuda dos judeus, que se reusaram por terem uma aliança com os Persas e serem fiéis a ela. Após destruir a cidade de Tiro, Alexandre marchou furioso contra a cidade de Jerusalem; entretanto, lá foi recebido com flores pelos sacerdotes. Esse fato histórico está registrado nas crônicas do historiador Josefo (200, p. 133).

Segundo Azambuja (2016, p. 156), após a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C.:

(13)

O Império Grego que então abrangia a Grécia, o Egito e todo o Oriente próximo, foi dividido entre seus principais Generais, Cassandro (Macedônia, Grécia e Trácia), Lisimaco (Lídia, Jônia e Frigia) e Seleuco e Ptolomeu. A região da Síria, que abrangia Israel, ficou sob o domínio de Seleuco, iniciando a dinastia Selêucida. Os monarcas ptolomaicos e selêucidas, realizaram inúmeras guerras para obter o domínio sobre toda aquela região, com efeitos devastadores sobre os judeus. É possível subdividir esse período em três partes: Egípcio, Sírio e Macabeu.

O domínio Egípcio foi o mais longo dessa época. Após severa luta o Egito e a Judeia caíram nas mãos dos Ptolomeus. O primeiro conquistador, Ptolomeu Soter, isto é o Salvador, que deu início a dinastia. Os judeus lhe recusaram fidelidade, então ele atacou Jerusalém e levou 100 mil judeus presos. Embora tenha sido rígido com a nação judaica, tornou-se depois amigável (CAZELLES, 1986, p. 97).

Seu sucessor, Ptolomeu Filadelfo, foi mais amigável ainda. Em seu tempo, os judeus foram solicitados a traduzir suas Escrituras para o Grego, dando ao mundo a famosa versão chamada Septuaginta, escrita por 72 sábios judeus em 70 dias. O terceiro rei da Dinastia ptolomaica, também foi favorável aos judeus e, por isso, estes prosperaram como nunca. Cidades como Alexandria tornaram-se grandes centros de cultura judaica.

(AZAMBUJA, 2016, p. 156)

Já o período Sírio, a administração dos selêucidas foi na maioria das vezes, nociva para os judeus, os quais foram submetidos, em alguns casos a perigosas perseguições. Nessa época, a Palestina foi dividida em cinco Províncias:

Judeia, Samaria, Galileia, Pereia e Traconites.

Antíoco, o Grande, e seu sucessor, Seleuco Filopáter, foram muito cruéis, embora alguns judeus tenham permanecido com certas liberdades para administrar suas próprias leis. Mas foi com a ascensão de Antíoco Epifanio (175-164 a.C.), que ficou conhecido como o anticristo do Antigo Testamento, fazendo um reinado de terror sobre os judeus (CAZELLES, 1986, p. 111).

Nesse mesmo período apareceram os Helenistas, que queriam implantar a cultura grega entre os judeus. Os nacionalistas ortodoxos opuseram, iniciando-se várias contendas e assassinatos.

Por fim, Antíoco utilizou essa disputa para descarregar o seu furor sobre os judeus, fazendo uma grande devastação na terra, em 170 a.C.; Jerusalem foi saqueada, os muros foram derrubados, o Templo foi profanado e o povo, submetido às mais terríveis crueldades. Houve massacres e escravidão. A religião judaica foi proibida. O paganismo foi imposto aso habitantes. Uma pessoa foi encarregada de profanar o templo de Jerusalem, dedicando-o a Júpiter Olímpio. Todas as cópias das Leis de Deus encontradas foram queimadas ou deturpadas com figuras idolatras, e os donos desses exemplares fora assassinados. Muitos judeus apostaram e perseguiram

(14)

seus compatriotas. Em 168 a.C., Antíoco ordenou que uma porca fosse oferecida sobre o altar de sacrifícios e, a seguir, mandou erguer uma estátua a Júpiter no lugar do altar. Nesse período, ocorreu o famoso martírio dos sete irmãos com sua mãe, porque recusaram-se a comer carne de porco. (AZAMBUJA, 2016, p. 158)

Durante o período Macabeu, o movimento de resistência foi iniciado por um sacerdote idoso, Matatias e seu filho Judas (Judas Macabeu – martelo).

A bravura e a fé desses homens os fizeram lutar até a morte contra o extermínio de sua crença e povo. Refugiados na montanha iniciaram os ataques contra as tropas do exército Selêucida. Judas desenvolveu uma poderosa estratégia de guerrilhas e seu exército cresceu muito. Embora Antíoco tenha planejado vingança, os mais variados reverses pelos quais passou deixaram-no extremamente doente. Conta-se que morreu num estado de completa loucura. Para os judeus, ele é a abominação da desolação descrita pelo Profeta Daniel. (CAZELLES, 1986, p. 114)

No ano de 63 a.C., Pompeu entrou em Jerusalém, após um cerco de três meses, tornando a Palestina uma das províncias romanas.

Morreram cerca de 12 mil judeus quando a cidade foi tomada. A investida romana foi facilitada pelo fato de os judeus se recusarem a guerrear aos sábados; nem mesmo a entrada dos exércitos romanos os impediu de continuar o sacrifício. (MERRILL, 2001, p. 167)

Logo após apossar-se do trono de Roma, Júlio César, nomeou Antípater, procurador da Judeia, em 47 a.C. em 37 a.C., Herodes tomou Jerusalem, matou Antígono Macabeu, que havia sido colocado no lugar de Antípater pelos partas, e apoderou-se do trono. No ano de 19 a.C., após haver construído enormes obras na Judeia, Herodes resolveu fazer uma grande reforma no Templo de Jerusalem que duraram 46 anos, conforme declaram as Escrituras (João, 2:20). Esse foi o Templo que Jesus conheceu e no qual ele entrou, e sobre o qual Ele lançou sua profecia de destruição.

O Canon das Escrituras Sagradas foi concluído e os judeus se achavam, então, agora em posse de uma coleção de livros Sagrados, os quais lhes permitiria criar uma identidade nacional indestrutível. A Lei passou a ser estudada e guardada zelosamente. A partir desse momento eles podiam agir como um povo separado, que se resguardava da corrupção ao seu redor. O pesado jugo do exilio fez com que valorizassem suas tradições e sua religião. (MERRILL, 2001, p. 170)

(15)

3 O POVO DE ISRAEL E A ATUALIDADE

Na atualidade, o povo judeu, que não se integra completamente na cultura dos países onde se instalou é aceita com ressalva estrangeiros em seus domínios.

Devido a sua turbulenta história, eles foram alvo de muitas perseguições étnicas e religiosas no mundo inteiro, sempre foram vistos com desconfiança e veem os outros também com desconfiança.

As várias tentativas para exterminar os judeus, sua incapacidade de se defender e sua falta de direitos, levaram-os ao surgimento de um movimento para formar um novo país de Israel. Esse movimento, chamado Sionista, ganhou grande força a partir do século XIX, era denominado assim por conta do monte Sião, que fica perto de Jerusalém.

Com o regime nazista, o causador do maior massacre de judeus da História Mundial, e com o fim da Segunda Guerra Mundial, se arquiteta a criação de um estado para os judeus. Então por volta de 1948, a região da Palestina dominada pelos britânicos, se divide criando assim o estado de Israel. Os povos árabes por sua vez não se agradam com essa divisão, tentando por várias vezes conquistá-lo.

Desde a sua criação, o estado de Israel enfrenta diversos conflitos e até mesmo nos dias atuais, israelitas e palestinos, vivem em constante guerra.

Israel hoje é uma mistura de influências judaicas (primordial e atuante), cristãs (que aos poucos vai se perpetuando) e islâmicas (também bem antiga no lugar). O judaísmo é a religião oficial de Israel (mais um motivo de conflitos constantes entre as outras duas que também fazem parte do Estado).

4 METODOLOGIA

A metodologia aplicada nesse trabalho foi pautada em pesquisa bibliográfica de uma revisão integrativa de literatura. Essa revisão reuniu e sintetizou o conhecimento produzido, por meio da análise, leitura e resumos feitos em estudos primários.

O desenvolvimento da revisão integrativa prevê a priori seis etapas, que são:

seleção de hipóteses ou questões; seleção de pesquisas; definição de

(16)

características de pesquisas; análise dos achados e consultados para a pesquisa;

interpretação dos resultados e resumos da pesquisa e, relatos de autores que também se interessaram pelo mesmo assunto pesquisado.

Também foi baseada no estudo Bíblico com ênfase nos tópicos relacionados ao Povo de Israel.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Depois de concluído este trabalho de pesquisa, chegamos a importantes respostas para melhor compreensão sobre esse povo abençoado e responsável por boa parte de nossa história.

Primeiramente após analisar vários pontos, qual a época e lugar de onde se originaram, que todo o processo pelo qual passaram somente veio a fortalecer sua cultura e sua religião.

E que mesmo que em alguns momentos eles se sentiram perdidos, sempre ocorria algo que os juntavam novamente e os fortaleciam. Realmente mostrando que esse povo nasceu e se desenvolveu para ser o que é hoje.

Considerando as vezes em que foram reconstruídas suas obras, em exclusividade o Templo, era apenas uma maneira de fortalecer a sua obra e apoiar suas ideias.

E por último, vejo que o povo judeu conseguiu construir um belo país e um exemplo de história. Mesmo levando-se em conta que em vários momentos tudo parecesse estar contra, começando pela aridez do clima, agressões estrangeiras constantes, a própria dispersão judaica pelo mundo a fora, a falta de uma língua comum a todos, suas próprias diferenças culturais. A única coisa que ainda falta atualmente é que eles consigam a paz com seus vizinhos para ratificar obterem o pleno sucesso de Israel como nação e religião.

REFERÊNCIAS

AZAMBUJA, Lindsay. História das Religiões, Apocalipse e História de Israel / Organização da Editora. Curitiba: Intersaberes, 2016.

(17)

BÍBLIA. Portugues. Bíblia de Jerusalém. 4. ed. rev. e atual. São Paulo: Paulus, 2002.

BORGER, H. Uma história do povo judeu. São Paulo: Sêfer, 1999.

CAZELLES, H. História política de Israel. São Paulo: Paulus, 1986.

GUSSO, A. R. Panorama histórico de Israel para estudantes da Bíblia. Curitiba:

A. D. Santos, 2003.

JOSEFO, F. História dos Hebreus. 5. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

MERRILL, E. História de Israel do Antigo Testamento: o reino de sacerdotes que Deus colocou entre as nações. Rio de Janeiro: CPAD, 2001.

PIXLEY, J. A. A história de Israel a partir dos pobres. Rio de Janeiro: Vozes, 2004.

Qual a história de israel. Respostas Bíblicas, 2021. Disponível em:

https://www.respostas.com.br/historia-de-israel/. Acesso em: 26 nov. 2021.

Imagem

temas relacionados :