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Rev. Bras. Cardiol. Invasiva vol.17 número3

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Academic year: 2018

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295 Chaves AJ. Ultrassom Intracoronário e a Tomada de Decisão no Implante de Stents: Revisando Conceitos. Rev Bras Cardiol Invas. 2009;17(3):295-6.

Ultrassom Intracoronário e a Tomada de Decisão no

Implante de Stents: Revisando Conceitos

Rev Bras Cardiol Invas. 2009;17(3):295-6.

Áurea J. Chaves

Editorial

O

s stents farmacológicos representaram grande avanço no tratamento percutâneo da doença coronária, ao reduzir a reestenose coronária a valores de um dígito. Entretanto, quando esse fenôme-no ocorre, são necessárias fenôme-novas intervenções, com custos relacionados a recursos humanos e materiais, algumas vezes substanciais. Parte dessas reestenoses pode ser evitada, empregando-se as evidências exis-tentes para guiar um implante ótimo dos stents. Nesse sentido, trazemos nesta edição editorial de Gary Mintz, da Cardiovascular Research Foundation (Nova York, Estados Unidos), que revisa a contribuição que o ul-trassom intracoronário traz para a otimização do im-plante dos stents, discutindo em detalhes os achados de Brito et al. na busca de um preditor de reestenose de stent farmacológico. Lembra ainda outras variáveis ultrassonográficas de interesse associadas à reestenose, potencialmente corrigíveis e com frequência negligen-ciadas pelos intervencionistas, e a necessidade de se interpretar os resultados de estudos relacionados ao tema estritamente dentro de seu contexto.

Trazemos também contribuição original de Cam-pos et al., que relata os resultados clínicos iniciais do primeiro stent de cromo-cobalto fabricado no Brasil, cujos resultados experimentais já foram relatados em edição prévia da Revista Brasileira de Cardiologia In-vasiva. Em editorial correspondente, Chamié e Abizaid, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (São Paulo, SP), fazem completa revisão das propriedades estrutu-rais de um stent ideal, com tabela que compara as principais características das endopróteses mais utili-zadas em nosso meio, e apontam etapas a serem vencidas pelo stent brasileiro. Estudo comparativo com stents de cromo-cobalto já aprovados faz-se necessá-rio, para confirmar sua eficácia e segurança, além de um custo atrativo, para poder torná-lo alternativa competitiva em nossa prática clínica diária.

Outra excelente contribuição, de Abelin et al., apresenta os resultados de grande coorte de pacientes do registro do Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul/Fundação Universitária de Cardiologia (Porto Alegre, RS), tratados com stents coronários. Robert Bersin, do Seattle Cardiology and Swedish Medical Center (Seattle, Estados Unidos), enaltece os resulta-dos encontraresulta-dos, mas se surpreende com a ainda

pe-quena utilização dos stents farmacológicos no Brasil. Infere os potenciais benefícios que poderiam ser al-cançados com a utilização dessas endopróteses em maior escala e sugere que apelo seja feito a órgãos governamentais e indústria, para que encontrem solu-ções que permitam que maior proporção de pacientes tenha acesso às novas tecnologias.

Da América Latina recebemos artigos originais que tratam dos resultados da intervenção coronária percu-tânea no infarto agudo do miocárdio. Sousa et al. comparam o desempenho da angioplastia primária ao longo dos anos em mais de 40 mil pacientes do Re-gistro SOLACI, mostrando a incorporação progressiva das recomendações das diretrizes nesse vasto cenário da vida real e a consequente melhora dos desfechos cardíacos hospitalares. Nau et al. apresentam porcentual de uso, perfil de pacientes e resultados clínicos da trombectomia manual pré-angioplastia primária do Registro Multicêntrico Argentino de Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST. Recebemos também de Pedra et al. a interessante experiência inicial multicêntrica na América do Sul do fechamento perventricular de comunicação interven-tricular muscular com dispositivos Amplatzer via tora-cotomia mediana.

No cenário dos métodos de imagem, Falcão et al. trazem uma comparação de dois métodos de última geração, na avaliação da placa aterosclerótica coronária. Avaliaram a associação entre a densidade da parede arterial à tomografia computadorizada com múltiplas colunas de detectores e a composição da placa ao ultrassom intravascular com técnica de histologia vir-tual. Ibraim Pinto, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (São Paulo, SP), analisa em seu editorial os resultados de literatura relativos à avaliação das artérias coronárias com as diversas gerações de to-mógrafos, admite algumas limitações atuais do méto-do, e mostra-se confiante no futuro próximo, quando essa metodologia possibilitará a monitorização não-invasiva da doença arterial coronária.

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Chaves AJ. Ultrassom Intracoronário e a Tomada de Decisão no Implante de Stents: Revisando Conceitos. Rev Bras Cardiol Invas. 2009;17(3):295-6.

Fuster e Michael Farkouh, do Mount Sinai School of Medicine (New York, Estados Unidos), em que ex-põem os resultados dos estudos mais significativos do tema, incluindo os recentes BARI-2D e SYNTAX.

Trata-se de leitura obrigatória para aqueles que deTrata-sejam Trata-se atualizar no tema. Aproveitem!

Áurea J. Chaves

Referências

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