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MEEC Dissertação CláudioBrito

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Academic year: 2018

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(1)

Cláudio Alves Brito

Otimização do Fluxo de Potência

em Redes de BT com Sistemas PV

e Armazenamento

Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores – Ramo das Energias Renováveis e Sistemas de Potência, realizada sob a orientação do Professor José Luís Estrelo Gomes de Sousa e co-orientação do Professor Victor Manuel de Carvalho Fernão Pires

Júri

Presidente: Prof. Doutor José Henrique Querido Maia, Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, Instituto Politécnico de Setúbal

Orientador: Prof. Doutor José Luís Estrelo Gomes de Sousa, Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, Instituto Politécnico de Setúbal

Vogal: Prof.ª Doutora Dulce Helena Pereira Costa, Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, Instituto Politécnico de Setúbal

(2)
(3)

iii

Agradecimentos

Gostaria de começar por agradecer ao Professor Doutor Victor Fernão Pires e ao

Professor Doutor José Luís Sousa pela orientação do presente trabalho, dedicação, apoio

e constante incentivo.

À minha família por me apoiar em todos os momentos e pelo imenso carinho e

confiança que me transmitiram. A eles, dedico o meu trabalho.

À minha querida amiga Sílvia Antunes pela disponibilidade e esclarecimentos prestados

sempre que solicitei a sua ajuda.

Aos meus colegas e amigos que me apoiaram e que estiveram sempre presentes tanto

(4)
(5)

v

Resumo

O número de sistemas fotovoltaicos nas redes de baixa tensão tem vindo a aumentar nos

últimos anos. Para além de produzir energia de uma forma limpa, é uma tecnologia que

requer pouca manutenção e que é muito útil nos locais mais remotos e de difícil acesso.

No entanto, o crescimento do número destes sistemas traz problemas ao nível da rede

nomeadamente aumentos de tensão acima do limite definido e trânsito de potências

bidirecionais. Normalmente, estes sistemas estão ligados à rede com o objetivo de

injetar a máxima potência gerada. No entanto, estes sistemas podem também fornecer

serviços auxiliares que permitem regular a tensão e equilibrar as fases na rede. O

armazenamento de eletricidade tem vindo a emergir como um meio para melhorar a

qualidade da rede elétrica e para facilitar a integração de fontes de energia renovável de

pequena escala nas redes de baixa tensão. Neste contexto, a presente dissertação

apresenta o estudo do impacto dos sistemas fotovoltaicos com e sem armazenamento

com serviços auxiliares na rede elétrica. Neste trabalho é proposto a injeção de potência

ativa e reativa de forma equilibrada ou desequilibrada de modo a equilibrar a rede e a

regular a tensão. O uso de armazenamento para redução das perdas também é proposto.

(6)
(7)

vii

Abstract

The number of photovoltaic systems in low voltage grids has been increasing in recent

years. Apart from the fact that these systems produce energy in a clean way, they

require little maintenance and they are very useful in remote locations and with difficult

access. However, the increase of the number of these systems brings problems to the

grid, specially voltage increases above the threshold set and bidirectional power traffic.

Typically, these systems are connected to the grid in order to inject the maximum power

generated. However, these systems can also provide ancillary services that allow

voltage regulation and phase balancing. The storage has been emerging as a mean to

improve the quality of the grid and to facilitate the integration of small scale renewable

energy resources in low voltage networks. In this context, this dissertation presents the

study of the impact of photovoltaic systems with and without storage with ancillary

services. In this work it’s proposed the injection of active and reactive power in order to balance the network and adjust voltage. The use of storage for reduction of losses is also

proposed.

(8)
(9)

ix

Índice

Agradecimentos ... iii

Resumo ... v

Abstract ... vii

Índice ... ix

Lista de Figuras ... xiii

Lista de Tabelas ... xix

Abreviaturas e Símbolos ... xxi

Capítulo 1 ... 1

1. Introdução ... 1

1.1. Motivação e Objetivos ... 2

1.2. Organização da Dissertação ... 3

Capítulo 2 ... 5

2. Contextualização ... 5

2.1. Introdução... 5

2.2. Evolução das Energias Renováveis em Portugal ... 5

2.2.1. Energia Fotovoltaica ... 7

2.3. Armazenamento ... 10

2.4. Redes Inteligentes e Serviços Auxiliares ... 11

2.4.1. Geração Descentralizada ... 11

2.4.2. Importância das redes inteligentes ... 13

2.4.3. Serviços Auxiliares ... 14

(10)

x

3. Estratégias para a Integração de Sistemas PV e Armazenamento com Suporte de

Serviços Auxiliares ... 17

3.1. Introdução... 17

3.2. Integração de Sistemas PV e Armazenamento com Suporte de Serviços Auxiliares ... 18

3.3. Algoritmo para análise do trânsito de potências ... 21

3.4. Algoritmo para compensação do desequilíbrio das fases... 26

3.5. Algoritmo para compensação da potência reativa ... 30

3.6. Diagramas dos Consumidores ... 35

3.6.1. Diagramas de Carga ... 35

3.6.2. Diagramas de Produção ... 36

3.7. Algoritmo para carga/descarga da bateria ... 37

3.7.1. Sem previsão de carga/descarga da bateria ... 37

3.7.2. Com previsão de carga/descarga da bateria ... 41

3.8. Diagrama de Rede ... 50

Capítulo 4 ... 51

4. Caso de Estudo ... 51

4.1. Introdução... 51

4.2. Rede em estudo ... 51

4.3. Caracterização dos Consumidores ... 52

4.3.1. Diagramas de Carga ... 52

(11)

xi

4.4. Cenários da rede sem armazenamento ... 55

4.4.1. Cenário 0: Sem produção fotovoltaica ... 56

4.4.2. Cenário 1: Sem compensação do desequilíbrio das fases e da potência

reativa 60

4.4.3. Cenário 2: Com compensação do desequilíbrio das fases e sem

compensação da potência reativa ... 64

4.4.4. Cenário 3: Com compensação do desequilíbrio das fases e da potência

reativa 68

4.5. Cenários da rede com armazenamento de energia e sem previsão de

carga/descarga da bateria ... 71

4.5.1. Cenário 4: Sem compensação do desequilíbrio das fases e da potência

reativa 71

4.5.2. Cenário 5: Com compensação do desequilíbrio das fases e sem

compensação da potência reativa ... 77

4.5.3. Cenário 6: Com compensação do desequilíbrio das fases e da potência

reativa 80

4.6. Cenários da rede com armazenamento de energia e com previsão de

carga/descarga da bateria ... 83

4.6.1. Cenário 7: Sem compensação do desequilíbrio das fases e potência

reativa 83

4.6.2. Cenário 8: Com compensação do desequilíbrio das fases e sem

compensação da potência reativa ... 88

4.6.3. Cenário 9: Com compensação do desequilíbrio das fases e da potência

reativa 92

(12)

xii

Capítulo 5 ... 97

5. Conclusões ... 97

5.1. Conclusões Finais ... 97

5.2. Trabalhos Futuros ... 98

Bibliografia ... 99

Anexos ... A

Anexo A - Impedâncias das linhas da rede ... A

(13)

xiii

Lista de Figuras

Figura 2.1 - Contributo das Fontes de Energia Renovável, FER, no consumo final bruto de energia [4] _________________________________________________________ 6 Figura 2.2 - Potência Instalada Renovável [4] ________________________________ 7 Figura 2.3 - Potencial para Produção Fotovoltaica na Europa [5] _________________ 8 Figura 2.4 - Esquema tipo de uma unidade de produção em autoconsumo [8] ______ 9 Figura 2.5 - Diagrama de Consumo e Produção [8] ___________________________ 10 Figura 2.6 - Tensão ao longo da rede [12] __________________________________ 13 Figura 3.1 - Sistema Fotovoltaico com armazenamento e com inversor de quatro braços ___________________________________________________________________ 19 Figura 3.2 - Esquema de uma rede entre dois barramentos ____________________ 22 Figura 3.3 - Esquema de um barramento ___________________________________ 22 Figura 3.4 - Fluxograma do algoritmo para o cálculo do trânsito de potências _____ 25 Figura 3.5 - Fluxograma do algoritmo para a compensação do desequilíbrio das fases 29 Figura 3.6 - Fluxograma do algoritmo para compensação da potência reativa _____ 34 Figura 3.7 - Esquema do sistema fotovoltaico implementado ___________________ 35 Figura 3.8 - Fluxograma do Processo de carga e descarga da bateria sem previsão _ 40 Figura 3.9 - Diagramas de Consumo e de Produção __________________________ 42 Figura 3.10 - Estado de Carga do sistema de armazenamento sem previsão de

carga/descarga _______________________________________________________ 42 Figura 3.11 - Potência do consumidor (visto do lado da rede) com sistema de

armazenamento sem previsão de carga/descarga ___________________________ 43 Figura 3.12 - Estado de Carga do sistema de armazenamento com previsão de

carga/descarga _______________________________________________________ 43 Figura 3.13 - Potência do consumidor (visto do lado da rede) com sistema de

armazenamento com previsão de carga/descarga ___________________________ 44 Figura 3.14 - Estado de Carga do sistema de armazenamento sem previsão de

carga/descarga _______________________________________________________ 45 Figura 3.15 - Estado de Carga do sistema de armazenamento com previsão de

(14)

xiv

Figura 3.16 - Diagramas de carga e produção com representação dos instantes t1 e t2 ___________________________________________________________________ 46 Figura 3.17 - Esquema do Processo de carga e descarga com previsão ___________ 49 Figura 4.1 - Esquema da rede em estudo ___________________________________ 52 Figura 4.2 - Diagramas de Carga de diferentes classes ________________________ 53 Figura 4.3 - Diagrama de consumo da rede ao longo do ano ___________________ 53 Figura 4.4 - Diagrama de Produção de um consumidor em janeiro_______________ 54 Figura 4.5 - Diagrama de produção da rede ao longo do ano ___________________ 55 Figura 4.6 - Diagramas do Consumidor C1 para o cenário 0 para o dia de maior

radiação ____________________________________________________________ 56 Figura 4.7 - Diagramas do Consumidor C1 para o cenário 0 para o dia de menor

radiação ____________________________________________________________ 56 Figura 4.8 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 57 Figura 4.9 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 57 Figura 4.10 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 58 Figura 4.11 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 58 Figura 4.12 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 1, 2 e 3 para o dia de maior radiação _______________________________________________________ 60 Figura 4.13 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 1, 2 e 3 para o dia de menor radiação ______________________________________________________ 61 Figura 4.14 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 61 Figura 4.15 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

(15)

xv

Figura 4.18 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 65 Figura 4.19 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 65 Figura 4.20 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 66 Figura 4.21 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 66 Figura 4.22 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 68 Figura 4.23 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 68 Figura 4.24 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 69 Figura 4.25 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 69 Figura 4.26 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 4, 5 e 6 para o dia de maior radiação _______________________________________________________ 71 Figura 4.27 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 4, 5 e 6 para o dia de menor radiação ______________________________________________________ 72 Figura 4.28 - Estado de carga do sistema de armazenamento do Consumidor C1 para os cenários 4, 5 e 6 para o dia de maior radiação ______________________________ 72 Figura 4.29 - Estado de carga do sistema de armazenamento do Consumidor C1 para os cenários 4, 5 e 6 para o dia de menor radiação ______________________________ 73 Figura 4.30 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 74 Figura 4.31 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

(16)

xvi

Figura 4.35 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 77 Figura 4.36 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior produção ______ 78 Figura 4.37 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 78 Figura 4.38 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 80 Figura 4.39 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 80 Figura 4.40 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 81 Figura 4.41 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 81 Figura 4.42 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 7, 8 e 9 para o dia de maior radiação _______________________________________________________ 83 Figura 4.43 - Diagramas do Consumidor C1 para os cenários 7, 8 e 9 para o dia de menor radiação ______________________________________________________ 84 Figura 4.44 - Estado de carga do sistema de armazenamento do Consumidor C1 para os cenários 7, 8 e 9 para o dia de maior radiação ______________________________ 84 Figura 4.45 - Estado de carga do sistema de armazenamento do Consumidor C1 para os cenários 7, 8 e 9 para o dia de menor radiação ______________________________ 85 Figura 4.46 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 85 Figura 4.47 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

radiação e hora de maior radiação _______________________________________ 86 Figura 4.48 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 86 Figura 4.49 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 87 Figura 4.50 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 89 Figura 4.51 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

(17)

xvii

Figura 4.52 - Perdas nas linhas da rede para o dia e hora de maior radiação_______ 90 Figura 4.53 - Perdas nas linhas da rede para o dia de menor radiação e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 90 Figura 4.54 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia e hora de maior radiação ____________________________________________________________ 92 Figura 4.55 - Perfis de tensão em cada barramento da rede para o dia de menor

(18)
(19)

xix

Lista de Tabelas

(20)

xx

(21)

xxi

Abreviaturas e Símbolos

Lista de Abreviaturas

BT Baixa Tensão

DGEG Direção Geral de Energia e Geologia

FED Fontes de Energia Distribuída

FER Fontes de Energia Renovável

GD Geração Distribuída

PV Fotovoltaico

RESP Rede Elétricas de Serviço Público

UE União Europeia

UPAC Unidade de Produção de Autoconsumo

Lista de Símbolos

, , Potência injetada na fase f, no barramento n, na iteração k, onde f= R,S,T

, , Potência injetada na fase f, no barramento j, na iteração k, onde f= R,S,T

, , Potência de carga na fase f, no barramento n, onde f= R,S,T

, , Potência produzida, na fase f, no barramento n, onde f= R,S,T

, , Potência de perdas na fase f, entre os barramentos n e j, na iteração k, onde f= R,S,T

,�, Potência de perdas no neutro, entre os barramentos n e j, na iteração k �, Tensão na fase f, no barramento n, na iteração k, onde f= R,S,T

(22)

xxii

��, Tensão no neutro, no barramento n, na iteração k

��, Tensão entre a fase f e o neutro, no barramento j, onde f= R,S,T

, Impedância da linha na fase f, entre os barramentos n e j, onde f= R,S,T

�, Impedância da linha no neutro entre os barramentos n e j � , Corrente na fase f, no barramento j, na iteração k, onde f= R,S,T

�, Corrente no neutro, no barramento j, na iteração k, onde f= R,S,T

_ , Potência produzida trifásica, no barramento j

, , Potência ativa injetada na fase f, no barramento j, onde f= R,S,T

, , Potência ativa injetada na fase g, no barramento j, onde g= ,

, Potência injetada, na fase α, no barramento j

, Potência injetada, na fase , no barramento j

, Potência injetada, na fase , no barramento j

, Potência total a compensar nas três fases, no barramento j

, Potência total a compensar nas fases e , no barramento j

, , Potência de compensação, na fase α, no barramento j

, , Potência de compensação, na fase , no barramento j

, , Potência de compensação, na fase , no barramento j

, , Potência reativa da carga na fase f, no barramento n, onde f= R,S,T

�, Potência reativa máxima disponível no inversor, no barramento n

(23)

xxiii

, Potência de compensação total, no barramento n

, Potência reativa da carga na fase α, no barramento n

, Potência reativa da carga na fase , no barramento n

, Potência reativa da carga na fase , no barramento n

, Potência total a compensar nas três fases, no barramento n

, Potência total a compensar nas fases e , no barramento n

, , Potência de compensação, na fase α, no barramento n

, , Potência de compensação, na fase , no barramento n

, , Potência de compensação, na fase , no barramento n Potência de carga no instante t

Perfil de consumo no instante t

� Energia consumida anual

Potência produzida no instante t

� Estado de carga do sistema de armazenamento no instante t

� ′ Estado de carga do sistema de armazenamento no instante anterior

� Capacidade total do sistema de armazenamento

Potência que entra/sai do sistema de armazenamento no instante t

�� _ , Energia excedente total do dia

�� _ �, Energia excedente armazenada do dia

� �, Estado de carga máximo previsto

(24)

xxiv

, Relação para controlo de carregamento do sistema de armazenamento Potência do consumidor visto do lado da rede no instante t

(25)

1

Capítulo 1

1. Introdução

A energia elétrica é uma das formas de energia mais usada em todo o mundo. Ela pode

ser gerada através de fontes renováveis (vento, sol, ondas do mar, biomassa,…) ou não renováveis (combustíveis fósseis, nucleares,…). Após a geração, a energia elétrica é levada para o consumidor através de uma rede de distribuição.

O crescimento populacional e o consequente aumento da procura por este tipo de

energia criaram pressão sobre os recursos finitos o que levou a que a questão energética

se tornasse um dos tópicos prioritários na agenda politica europeia. Por isso, atualmente

os recursos renováveis apresentam uma percentagem elevada na satisfação da procura

de energia.

Em 2009, foi lançado um plano estratégico onde foram definidos objetivos que dizem

respeito a várias áreas, sendo uma delas o clima/energia. Para esta área, de acordo com a

Diretiva 2009/28/EC do Parlamento Europeu e do Conselho de 23 de Abril, 2009,

pretende-se, até 2020:

- Reduzir em 20% os gases do efeito estufa;

- Pelo menos 20% do consumo final de energia da UE tenha origem em fontes

renováveis;

- Pelo menos 10% do consumo final de energia para os transportes da UE provenha de

fontes renováveis;

- Aumentar a eficiência energética em 20% [1].

Devido a estas questões e a uma maior consciencialização por parte da comunidade,

houve um aumento de sistemas de geração descentralizados (ou distribuídos), GD, no

qual os sistemas de produção fotovoltaica desempenham um papel de elevada

importância. Estes sistemas descentralizados, uma vez integrados na rede poderão

alterar o seu funcionamento. Fluxo de potência bidirecional, flutuações nos perfis de

(26)

2

prejudicar o funcionamento do sistema elétrico se não forem tomadas as devidas

precauções. Sendo assim, torna-se necessário analisar o impacto que estes sistemas têm

sobre a rede elétrica, de forma a adotar medidas que permitem garantir os requisitos

definidos na legislação, assim como, otimizar todo o sistema sob o ponto de vista de

uma melhor gestão dos recursos e minimização das perdas.

Com o acréscimo do número dos sistemas de GD, torna-se necessário que estes sejam

geridos de uma forma eficiente. E tal é possível, se a rede for inteligente (Smart Grid)

[2]. Neste contexto, a utilização de serviços auxiliares será essencial de modo a atingir

esses objetivos. Estes serviços possuem várias funções que vão desde o suporte da

potência reativa até à regulação da frequência.

1.1. Motivação e Objetivos

Esta dissertação tem como objetivo estudar o comportamento de uma rede elétrica de

baixa tensão, BT, onde todos os consumidores possuem sistemas de GD. Essa análise

consiste em determinar os perfis de tensão em cada barramento e as perdas em cada

linha, ao longo do dia, partindo dos diagramas de consumo e de produção de cada

consumidor. Dado que os sistemas de produção poderão ser utilizados para serviços

auxiliares, será também abordado o impacto desses serviços neste tipo de redes. Tendo

em consideração a otimização da rede de energia elétrica, será também abordado o

impacto que os sistemas de armazenamento poderão ter num contexto de uma rede com

geração distribuída. Para este estudo será desenvolvido um programa para o cálculo das

potências transitadas numa rede de baixa tensão em desequilíbrio. A simulação de um

caso de estudo irá abordar diversos regimes de funcionamento, tais como, geração sem

armazenamento, com armazenamento sem previsão de carga/descarga e com

armazenamento com previsão de carga/descarga. Dentro de cada uma destas situações,

serão também abordados os seguintes três casos: apenas com geração, com geração e

compensação do equilíbrio das cargas e com geração com cargas equilibradas e

compensação da energia reativa. Os diversos casos irão ser analisados para os dias de

(27)

3

1.2. Organização da Dissertação

O presente trabalho encontra-se dividido em cinco partes estando este organizado da

seguinte forma:

- No capítulo 1 é feita uma introdução e são apresentados os seus objetivos;

- No capítulo 2 é apresentado um enquadramento da dissertação onde se descreve a

evolução das energias renováveis em Portugal, dando especial destaque à energia

fotovoltaica. São também abordadas as redes inteligentes e os serviços auxiliares e a sua

importância para uma rede com geração descentralizada;

- No capítulo 3 é descrito o algoritmo para o cálculo do trânsito de potência numa rede

de baixa tensão desequilibrada, apresentando os algoritmos para a integração dos

sistemas fotovoltaicos com suporte de serviços auxiliares e com armazenamento;

- No capítulo 4 a rede em estudo é caracterizada e são definidos os cenários e

apresentados os resultados das simulações;

- No capítulo 5 são apresentadas as conclusões finais sobre o trabalho realizado, sendo

(28)
(29)

5

Capítulo 2

2. Contextualização

2.1. Introdução

Neste capítulo é efetuado um enquadramento da dissertação onde são apresentados os

objetivos da Diretiva 2009/28/EC para Portugal e as potencialidades que a produção

fotovoltaica tem no país. Neste contexto, também serão abordadas as tecnologias de

armazenamento e o seu impacto, assim como das referidas redes inteligentes ou Smart

Grids.

2.2. Evolução das Energias Renováveis em Portugal

A diminuição das reservas conhecidas de combustíveis fósseis e a necessidade de

recorrer a formas de energia mais limpas tem levado a uma mudança de paradigma dos

sistemas de energia elétrica ao longo dos últimos anos. Com a elevada dependência das

fontes primárias de origem fóssil, o Governo português antecipou-se à advertência da

União Europeia na diretiva das renováveis de 2001 e promoveu incentivos à produção

de energias renováveis para além da hídrica. Estes incentivos levaram a um aumento

significativo do número de instalações de parques eólicos, tendo havido também um

acréscimo da potência instalada nos outros tipos de energia como a solar e a biomassa

[3].

Atualmente estas medidas têm como fim o cumprimento das metas definidas pelo

Parlamento Europeu na Diretiva 2009/28/EC. Segundo o artigo 3.º da diretiva, Portugal

tem como objetivo uma quota de energia proveniente de fontes renováveis no consumo

(30)

6

Figura 2.1 - Contributo das Fontes de Energia Renovável, FER, no consumo final bruto de energia [4]

Segundo dados fornecidos pela Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG) em

novembro de 2015, Portugal possuía uma potência instalada renovável de 12 204 MW

que contribuíram para 51,9% da produção total de energia elétrica, de acordo com a

metodologia da diretiva 2009/28/CE [4].

(31)

7

Figura 2.2 - Potência Instalada Renovável [4]

Relativamente à produção de energia a partir de sistemas fotovoltaicos, no final do ano

2015, correspondeu a cerca de 3% da energia renovável total produzida (Tabela 2.1) e

3,7% da potência instalada renovável total, sendo a que mais cresceu em termos

relativos às outras tecnologias (Figura 2.2).

2.2.1. Energia Fotovoltaica

A radiação solar é um dos recursos mais abundantes no planeta e a sua conversão em

energia elétrica é um processo simples. Isto levou a que depressa se compreendesse o

seu potencial.

Atualmente, os sistemas fotovoltaicos, PV, podem ser encontrados em diversos lugares,

como em grandes instalações para produção centralizada, integrados em edifícios ou até

mesmo em sistemas isolados em zonas rurais ou sem ligação à rede elétrica.

Portugal é um dos países da Europa com maior exposição à radiação solar (Figura 2.3),

pelo que existe um grande potencial para a produção de eletricidade a partir da energia

(32)

8

Figura 2.3 - Potencial para Produção Fotovoltaica na Europa [5]

Devido aos aumentos da eficiência dos sistemas PV e ao crescimento da sua procura, os

custos destes sistemas têm vindo a decair ao longo dos anos e prevê-se que continue a

decrescer nos próximos anos. De acordo com a previsão da Bloomberg New Energy

Finance, intitulada New Energy Outlook 2016 (NEO), é esperado que os custos de

geração fotovoltaica por MWh decaiam 60% até 2040, tornando-a uma das tecnologias

mais baratas para a produção de energia elétrica [6].

Devido à redução dos custos, aos incentivos do governo e à maior consciencialização da

comunidade face aos problemas ambientais, a potência instalada proveniente de fontes

de energia distribuída, FED, ou de micro e mini produções aumentou (Tabela 2.2). Os

sistemas PV são os que representam uma maior percentagem na produção total de

(33)

9

Tabela 2.2 - Evolução da Micro/Mini Potência Instalada em Portugal [4]

Em redes BT, os sistemas PV são os mais comuns devido aos incentivos fornecidos pelo

governo para implementação de sistemas de GD.

Com o Decreto-lei nº 153/ 2014 de 20 de Outubro surgiu um novo regime de produção

distribuída, no qual regulamenta a injeção da energia produzida na instalação de

consumo e, em situações onde há excesso de produção, na Rede Elétrica de Serviço

Público, RESP. Esse regime é denominado de regime de produção em autoconsumo

(Figura 2.4) [7].

(34)

10

Neste regime, a energia elétrica produzida é aplicada prioritariamente ao consumo da

instalação, sendo possível vender a energia excedente à RESP, tal como pode ser

observado na figura 2.5. Quando a produção não é suficiente para satisfazer o consumo,

a instalação é alimentada pela RESP.

Figura 2.5 - Diagrama de Consumo e Produção [8]

2.3. Armazenamento

Um dos maiores problemas num sistema PV são os períodos em que a produção não

coincide com os períodos de maior consumo. Existem várias soluções para esta situação

que consistem em alterar o perfil de consumo de forma a ajustar-se às necessidades da

rede e/ou ao perfil de produção. Estes ajustes passam por deslocar as cargas que

puderem ser deslocadas para os períodos de produção de modo a aumentar o consumo

nesses períodos. No entanto, este método não traz grandes benefícios para o consumidor

e implica que este altere os seus hábitos de consumo podendo provocar uma redução na

sua qualidade de vida [9].

Outra solução para o desencontro mencionado é adicionar um equipamento que permita

armazenar a energia produzida excedente para que esta possa ser utilizada nos

momentos em que a produção não é suficiente para satisfazer o consumo. O

armazenamento de energia elétrica é um processo de conversão de energia elétrica que

surge de uma fonte ou rede numa outra forma de energia (química, térmica, mecânica

(35)

11

por um tempo limitado e que depois é convertida novamente em energia elétrica quando

necessária [9].

Um sistema de armazenamento de energia elétrica apresenta várias características que

estão relacionadas com a capacidade elétrica, o comportamento de carregamento e

descarregamento, eficiência, tempo de vida, entre outros. No Capítulo 3 deste trabalho

serão abordados as características mais relevantes para o estudo em causa.

Este sistema desempenha um papel importante na integração de energias renováveis na

rede, uma vez que garante a satisfação do consumo fora dos períodos de pico de

produção.

Em [10] são abordadas várias tecnologias para armazenamento de energia elétrica tendo

em consideração os custos, eficiência, tempo de vida, aplicações entre outros. No

presente trabalho, são abordadas as baterias uma vez que são a tecnologia mais comum

num sistema PV.

As baterias são equipamentos eletroquímicos que armazenam a energia sob a forma

química e que apresentam uma resposta rápida, custos baixos para as tecnologias mais

maduras e podem ser usadas em muitas aplicações. Existem vários tipos de baterias

como Ácido-Chumbo, Níquel-Hidreto Metálico ou Ião Lítio.

Para tornar o sistema mais fiável e para aumentar o tempo de vida útil das baterias, a

utilização de um regulador de carga torna-se imperativo. Atualmente, um regulador de

carga possui várias funcionalidades como otimizar a carga/descarga da bateria, proteger

contra sobrecargas e profundas descargas e informar o estado da carga.

2.4. Redes Inteligentes e Serviços Auxiliares

2.4.1. Geração Descentralizada

A capacidade de produção de eletricidade quer junto ao consumidor final quer com

integração na RESP contribui para o grande potencial que os sistemas de GD

(36)

12

Este tipo de geração tem sido utilizada especialmente em locais onde os sistemas de

geração centralizada são difíceis de serem implementados e/ou onde existem problemas

nos sistemas de transmissão. No entanto, com o desenvolvimento e redução de custos da

tecnologia associada à produção de energias de reduzida potência, a geração

descentralizada passou a apresentar outras vantagens como a redução dos custos

associados ao transporte e distribuição de energia, uma vez que esses sistemas estão

próximas do local de consumo. Sendo assim, e também devido aos incentivos

fornecidos pelo governo, o número de sistemas de GD tem aumentado ao longo dos

últimos anos.

Contudo, estes sistemas trazem consequências negativas para a RESP. Um dos

problemas da integração desta tecnologia é o fluxo de potência bidirecional em redes de

distribuição. Originalmente, a rede foi projetada para operar com um fluxo de potência

unidirecional, e os sistemas de distribuição são controlados partindo do pressuposto de

que os fluxos de energia são unidirecionais, indo de montante (onde se encontram as

grandes centrais de produção) para jusante (onde se encontram as cargas). No entanto, a

inclusão de sistemas de GD na rede pode provocar problemas no funcionamento das

proteções, caso estas não estejam preparadas para este tipo de situações [2].

Como o controlo da regulação de tensão é baseado em fluxos de energia, quando os

sistemas de GD se encontram em sobreprodução ou mal posicionadas, estas podem criar

flutuações na tensão da rede provocando alterações nos perfis de tensão. Caso haja um

grande número destes sistemas distribuídos numa determinada linha, a diferença no

fluxo de potência entre linhas da rede de distribuição aumenta, resultando em desvios

consideráveis nos perfis de tensão. Para além disso, essa concentração provoca um

aumento na potência ativa gerada levando a um acréscimo na tensão, podendo exceder

(37)

13

Figura 2.6 - Tensão ao longo da rede [12]

Em casos em que os sistemas descentralizados dependem de condições naturais (energia

eólica e energia solar, por exemplo), que são fontes intermitentes de energia, a tensão

nas linhas é suscetível a sofrer flutuações, uma vez que essas intermitências provocam

alterações na saída do sistema de geração [2].

2.4.2. Importância das redes inteligentes

Com o aumento do consumo, a rede tem-se tornado num sistema cada vez menos

eficiente que não é apropriado para sistemas de GD e que pode não conseguir satisfazer

as necessidades no futuro. Existe então a necessidade de redesenhar a rede de modo a

resolver estes problemas e a integrar diversas funcionalidades (monitorização da rede,

gestão do consumo energético de uma residência, integração de sistemas de geração

descentralizada, etc.) num único sistema inteligente.

No entanto, a rede atualmente não se encontra preparada para exercer estas funções.

Sendo assim, uma rede mais inteligente e que tenha a possibilidade de integrar

tecnologias de informação com energias renováveis é necessária. Esta rede é designada

por Smart Grid.

Uma Smart Grid permite fornecer informações em tempo real de forma a controlar toda

(38)

14

consumo, na produção, nos custos e nas emissões de modo a que o resultado final seja

uma rede estável e segura [13, 14].

Uma Smart Grid permite então uma operação da rede elétrica mais eficiente e uma

redução dos custos operacionais. Contudo, o benefício mais importante, e que é

abordado neste trabalho, é a integração de um elevado número de FED na rede de

energia elétrica.

Esta tecnologia possui um papel muito importante nos sistemas de produção de energia

elétrica. As FED, como a solar e a eólica, dependem de uma fonte que está

constantemente a variar, originando flutuações na tensão. A Smart Grid permite

resolver este problema informando, por exemplo, os operadores do sistema elétrico

sobre eventuais carências na produção através de previsões do clima e da monitorização

da produção e do consumo [14]. De facto, a previsão solar é atualmente utilizada nas

grandes centrais fotovoltaicas e é esperado que, com o aumento do número de sistemas

de GD integrados na rede, esta previsão comece a ser aplicada também nestes sistemas

[13]. No entanto, para que a rede seja eficiente e para que estas funcionalidades sejam

possíveis, são necessários dispositivos inteligentes que permitem uma comunicação e

coordenação entre os diversos elementos do sistema [12].

2.4.3. Serviços Auxiliares

De forma a cumprir com os objetivos ambientais de médio e longo prazo, o número de

sistemas de GD tem crescido significativamente. Contudo, a elevada penetração das

FED tem dado origem a diversos desafios para os operadores do sistema,

nomeadamente quanto às suas variações [15].

De acordo com a Eurelectric, serviços auxiliares são todos os serviços requeridos pelo

operador do sistema de transmissão e distribuição da rede de energia elétrica, de modo a

manter a integridade e estabilidade deste sistema, assim como a sua qualidade de

serviço [16]. De forma a substituir as grandes centrais de produção, os sistemas de GD e

de armazenamento de energia deverão possuir capacidades de fornecer estes serviços.

Quando estes sistemas se encontram ligados à rede elétrica por interfaces de eletrónica

(39)

15

da rede, como por exemplo, suporte com energia reativa, seguimento de carga, alteração

do diagrama de carga, qualidade de energia, etc. Assim, através do conversor eletrónico

e de algoritmos de controlo associado a esse conversor, os sistemas de geração e de

armazenamento de energia poderão coordenar a sua operação de modo a providenciar

benefícios significantes para a RESP.

Geralmente os conversores eletrónicos de potência são desenhados para obter a máxima

energia solar e transmiti-la para a rede, não fornecendo assim serviços auxiliares [17].

Como este tipo de energia apresenta uma característica intermitente, quando a sua

penetração é reduzida, não existem impactos negativos na rede. No entanto, quando esta

penetração é muito elevada poderá desestabilizar seriamente a rede [11]. Tendo em

consideração este fator e no apoio que estes sistemas poderão dar às redes de energia

elétrica, alguns trabalhos têm sido desenvolvidos no sentido de os dotar de capacidade

de fornecer serviços auxiliares. Neste contexto e das Smart Grids, estes conversores têm

sido designados de inversores inteligentes (Smart Inverter) [12].

Uma das áreas de investigação relativa aos serviços auxiliares que os sistemas PV

poderão fornecer à rede de energia elétrica é a compensação da energia reativa. Para a

implementação destes serviços, é de grande importância considerar que os sistemas PV

se encontram integrados numa Smart Grid [18]. De modo a evitar o

sobredimensionamento dos conversores de potência e o aumento de custos, o sistema de

controlo tem em consideração a potência aparente do conversor sendo esta igual à

potência nominal dos painéis fotovoltaicos. Assim, apenas quando os painéis não

estiverem a gerar a sua potência máxima é que será possível o sistema fornecer o

referido serviço auxiliar [18, 19, 20, 21].

Um dos problemas que atualmente existe nas redes de energia elétrica é a existência de

harmónicas de corrente. Assim, para atenuar este problema, também foram efetuados

trabalhos onde se verifica a possibilidade dos conversores que interligam o sistema PV à

rede de terem um modo de funcionamento paralelo como filtro ativo de linha [22, 23,

24]. Desta froma, será possível atenuar estas harmónicas, permitindo diminuir as perdas

do sistema e melhorar a qualidade da forma de onda da tensão.

Uma terceira área de investigação associada ao fornecimento de serviços auxiliares por

(40)

16

dos desequilíbrios de cargas. Neste contexto, nos últimos anos, alguns trabalhos foram

apresentados, no qual os conversores trifásicos injetam uma corrente na rede que poderá

ser equilibrada ou não, de acordo com a corrente de carga [25, 26]. Para providenciar

este tipo de serviço, em vez do inversor trifásico com três braços, será necessário

utilizar um inversor de quatro braços para acesso a uma ligação ao condutor de neutro.

Assim, a corrente injetada pelo conversor do sistema PV será maior no condutor com

maior carga e menor nos outros de modo a que a associação do inversor com a carga

(41)

17

Capítulo 3

3. Estratégias para a Integração

de Sistemas PV e

Armazenamento com Suporte de

Serviços Auxiliares

3.1. Introdução

Neste capítulo são apresentados os modelos e algoritmos para a otimização do fluxo de

potência numa rede BT com FED, nomeadamente sistemas PV com armazenamento.

Neste âmbito apresenta-se uma metodologia para o cálculo do trânsito de potência numa

rede de distribuição com neutro. Serão também apresentados algoritmos para otimizar o

funcionamento destas redes de baixa tensão tendo em consideração a integração da GD

com armazenamento. Assim, serão abordados a compensação do desequilíbrio de fases,

a compensação da potência reativa e o perfil de carga e descarga dos sistemas de

armazenamento.

A tabela seguinte apresenta uma descrição dos índices utilizados.

Tabela 3.1 - Descrição dos índices utilizados nas equações

Índice Descrição

carg Carga dos consumidores

pv Potência produzida a partir dos painéis fotovoltaicos bat Potência que entra/sai do sistema de armazenamento prod Potência que entra no inversor e que corresponde à

junção da potência fotovoltaica e da bateria

rede Potência que o consumidor está a consumir/injetar na rede

f R, S, T

σ Neutro

n Barramento atual

j Barramento a jusante do atual

(42)

18

inj Corresponde à potência injetada no barramento proveniente da rede a montante

perd Perdas de potência ou energia em determinada linha pv_tri Potência trifásica que entra no inversor

α Fase com menor consumo/menor potência injetada negativa

Fase com segundo menor consumo

Fase com maior consumo/maior potência injetada negativa

g Fases com maior consumo ( e ) cp Potência que tem de ser compensada

comp Potência que vai ser injetada em cada fase para compensar

c Potência reativa da carga do consumidor max Maior valor que a variável toma

inv Potência relativa ao inversor exc_total Energia excedente total

exc_armz Energia excedente que é armazenada consumo Perfil de consumo da ERSE

3.2. Integração de Sistemas PV e Armazenamento

com Suporte de Serviços Auxiliares

A penetração dos sistemas de GD em redes de baixa tensão está em constante

crescimento [27, 28]. No entanto, isto dá origem a sistemas distribuídos vulneráveis que

colocam problemas e desafios aos operadores do sistema de distribuição. Um exemplo

desses problemas é o aparecimento de sobretensões nas linhas de distribuição,

sobretudo quando a penetração dos sistemas PV é muito elevada [12]. De facto, estudos

recentes revelam que a natureza intermitente das fontes solares e o desequilíbrio entre a

potência injetada por estas fontes e a carga têm provocado aumentos da tensão [12, 29,

30]. A limitação da potência injetada pelos PV ou a redução da sua penetração são

possibilidades que permitem atenuar este problema. Contudo, estas soluções não vão de

(43)

19

Tal como foi referido no capítulo anterior, os conversores de potência dos sistemas

fotovoltaicos poderão ser desenhados de modo a fornecer serviços auxiliares à rede

elétrica. Normalmente, um sistema PV trifásico transfere a potência ativa produzida

para a rede de uma forma equilibrada através do uso de inversores trifásicos de três

braços. No entanto, esta topologia não permite compensar os desequilíbrios na rede

resultantes de cargas trifásicas desequilibradas e da existência de consumidores

monofásicos. A solução para este problema reside na utilização de inversores trifásicos

de quatro braços (Figura 3.1). Estes inversores, quando associados a sistemas de

controlo adequado, poderão possuir funções avançadas que permitem auxiliar a rede

(serviços auxiliares). Por outro lado, é de particular interesse a sua integração nos

sistemas PV com o armazenamento (Figura 3.1) de modo a otimizar a operação dos

sistemas de energia, assim como, otimizar os benefícios obtidos pela presença de

ambos. De facto, é usual verificar-se que o diagrama de geração PV é diferente do

diagrama de carga.

Figura 3.1 - Sistema Fotovoltaico com armazenamento e com inversor de quatro braços

Nas redes trifásicas, as tensões em cada fase podem tomar valores diferentes num

mesmo local. Isto deve-se ao facto de as cargas não se encontrarem igualmente

distribuídas pelas fases. Como consequência, os perfis de tensão nas fases são diferentes

(44)

20

redes de baixa tensão, nomeadamente de características monofásicas tem vindo a

agravar este problema. De facto, o aumento não controlado deste tipo de geração poderá

ter um impacto negativo na operação da rede [31]. Em muitos casos, existe uma

inversão do fluxo de potência perturbando a operação destas redes que tradicionalmente

foram construídas considerando o fluxo unidirecional de potência. A inversão do fluxo

de potência pode causar sobrecargas e violação das normas de qualidade de energia, tal

como sobretensões acima dos valores regulamentados [32, 33]. Neste contexto

propõem-se estratégias associadas aos sistemas PV trifásico que irão fornecer uma

potência ativa de acordo com as necessidades da rede. Assim, na situação de

desequilíbrios da rede, a potência ativa a injetar será maior na fase que apresente um

maior consumo. Esta estratégia também terá em consideração o sistema de

armazenamento incorporado com o sistema PV, permitindo deste modo, otimizar a rede

mesmo em períodos de não produção de energia solar.

Tal como referido, os inversores dos sistemas PV são desenhados para apenas injetar a

potência ativa que é disponibilizada pelo painel solar. No entanto, recentemente,

iniciou-se o estudo pela utilização de sistemas PV que também possibilitem a troca de

potência reativa. Ao absorver ou injetar potência reativa, o sistema também irá regular a

tensão melhorando assim a estabilidade da rede. Neste trabalho, propõe-se uma

estratégia para o controlo da injeção/absorção de potência reativa tendo em

consideração toda a rede de baixa tensão onde o sistema PV se encontra integrado. No

entanto, de forma a evitar o aumento do custo destes sistemas, a potência reativa

absorvida/injetada pelo conversor de potência deve ter em consideração a potência ativa

gerada pelo painel solar. Deste modo, os algoritmos propostos irão limitar a potência a

injetar/absorver de acordo com a seguinte expressão:

� = √ − ∑

(3.1)

Onde:

�– Potência reativa máxima disponível no inversor [kvar]

– Potência aparente do inversor [kVA]

(45)

21

Isto significa que, quando o painel solar se encontra na sua máxima potência, a potência

reativa disponível do conversor eletrónico é zero. O limite da potência reativa aumenta

com a diminuição da energia ativa fornecida pelo painel solar. A potência reativa

máxima disponível ocorre quando a energia ativa fornecida pelo painel é nula.

De referir que os algoritmos propostos irão definir para cada sistema PV uma potência

reativa que permita otimizar a rede sob o ponto de vista dos perfis de tensão e

minimização de perdas. Estes algoritmos também terão em consideração que toda a

energia gerada pelo painel será aproveitada para armazenamento e/ou injetada na rede.

Um dos algoritmos irá entrar em consideração com a previsão de carga diária de modo a

obter-se uma maior otimização dos fluxos de potência na rede elétrica.

3.3. Algoritmo para análise do trânsito de potências

Nos últimos anos, o trânsito de potências numa rede de distribuição com cargas

desequilibradas tem sido um assunto muito estudado. Em [34] é apresentado o modelo

Forward-Backward Sweep (FBS) que permite explorar os impactos dos sistemas de

geração descentralizada numa rede de distribuição trifásica e desequilibrada. Em [35] é

apresentado o método da soma de potências para determinar o trânsito de potências em

redes BT radiais e trifásicas. O algoritmo apresentado neste trabalho tem como base o

modelo Backward-Forward Sweep (BFS) que é baseado no método da soma de

potências, mas modificado de forma a considerar nos cálculos o condutor de neutro

[36]. Deste modo, tal como apresentado na figura 3.2, o esquema de uma linha da rede

(46)

22

Figura 3.2 - Esquema de uma rede entre dois barramentos

Figura 3.3 - Esquema de um barramento

A figura 3.3 apresenta o esquema de um barramento n, onde estão representadas as

potências que transitam nesse barramento.

Este algoritmo considera inicialmente as correntes nas linhas de valor nulo e as tensões

equilibradas em todos os barramentos e iguais a um valor de referência (� ) no

barramento do transformador.

A potência injetada em cada barramento tem de ser igual à potência total que se

encontra a jusante desse barramento. Isto significa que, de acordo com as figuras 3.2 e

(47)

23

dos consumidores nessa fase e nesse barramento, ̅ , , , da potência produzida pelo sistema PV, ̅ , , , das perdas nas linhas entre o barramento n e j, ̅ , , e

̅ ,�, , e a potência injetada no barramento j, ̅ , , , numa qualquer fase f, R, S ou T. Sendo assim, as potências são calculadas a partir do último barramento, N, e

terminando no barramento do transformador. A equação 3.2 permite calcular as

potências aparentes em cada barramento.

̅ , , = ̅ , , − ̅ , , + ̅ , , + ̅ , , − ̅ ,�, (3.2)

Onde:

̅ , , – Potência no barramento n, na fase f e na iteração k [kVA]

̅ , , – Potência consumida no barramento n, na fase f [kVA]

̅ , , – Potência produzida no barramento n, na fase f [kVA]

̅ , , – Potência no barramento j, na fase f e na iteração k [kVA]

̅ , , – Potência de perdas entre os barramentos, na fase f e na iteração k [kVA]

̅ ,�, – Potência de perdas entre os barramentos, no neutro e na iteração k [kVA]

Depois de calculadas as potências em todos os barramentos, calcula-se as tensões. Ao

contrário das potências, os cálculos das tensões têm início no barramento do

transformador e são efetuados através das equações 3.3 e 3.4, respetivamente para uma

qualquer fase e para o neutro.

�̅, = �̅, − ̅ , ×

̅ −, ,

�̅,

(3.3)

Onde:

�̅, – Tensão no barramento j, na fase f e na iteração k [V]

�̅, – Tensão no barramento n, na fase f e na iteração k [V]

̅ , – Impedância da linha da fase fentre os barramentos [Ω]

̅ −, , Potência injetada no barramento j, na fase f, na iteração k-1 [kVA]

�̅,− – Tensão no barramento j, na fase f e na iteração k-1 [V]

(48)

24 Onde:

�̅�, – Tensão no barramento j, no neutro e na iteração k [V]

�̅�, – Tensão no barramento n, no neutro e na iteração k [V]

̅

�, – Impedância da linha do neutro entre os barramentos [Ω]

�̅�,− – Corrente no barramento j, no neutro e na iteração k-1 [A]

A tensão entre a fase e o neutro, �̅�, , é calculada pela equação 3.5.

�̅�, = �̅, − �̅�, (3.5)

Após a primeira iteração, as correntes nas fases e no neutro são calculadas através das

seguintes equações.

�̅, = ̅ , , �̅,

(3.6)

�̅�, = ∑ �̅, (3.7)

Por fim são calculadas as perdas nas linhas a partir das equações 3.8 e 3.9.

As tensões são comparadas com as tensões da iteração anterior, e caso a diferença seja

maior que um determinado valor de tolerância, ∆�

,

então o processo iterativo repete-se

até esse valor ser alcançado.

Na figura 3.4 apresenta-se um fluxograma do algoritmo descrito para o cálculo do

trânsito de potências numa rede de distribuição com condutor neutro.

(49)

25

SIM NÃO

= −

Calcular potência no barramento:

̅ , , = ̅ , , − ̅ , , + ̅ , ,

+ ̅ , , − ̅ ,�,

FIM

SIM

Calcular tensão nas fases no

barramento: �̅, = �̅, − , × ̅−, , �̅,− ∗ = ? NÃO SIM

Calcular correntes no barramento:

�̅, = ̅ , , �̅, ∗ �̅�, = ∑ �̅, = +

Calcular perdas nas linhas:

̅ , , = (�̅, − �̅,) �̅, − �̅, , ∗ ̅ ,�, = (�̅�, − �̅�,) �̅�, − �̅�, �, ∗ = ? = + = +

NÃO �̅

, − �̅,− < ∆�̅ INICIO = = �, = � �, = =

(50)

26

3.4. Algoritmo para compensação do desequilíbrio

das fases

O algoritmo para a compensação do desequilíbrio das fases consiste em injetar a

potência ativa da GD nas fases com maior consumo. Para além de equilibrar as fases na

rede, este processo ajuda também na regulação da tensão.

O processo inicia com a verificação da existência de produção fotovoltaica trifásica no

último barramento, N. Em caso afirmativo, é determinada a potência que transita para o

barramento a jusante em cada fase, , , . Como se pretende compensar apenas a potência ativa, é determinada apenas a parte real dessa potência.

, , = [ �̅, × �̅, ̅− �̅,

, ]

(3.10)

Onde:

, , – Potência injetada no barramento j, na fase f [kW]

�, – Tensão no barramento j na fase f [V]

�, – Tensão no barramento n na fase f [V]

, – Impedância da linha da fase fentre os barramentos [Ω]

De seguida é determinada a menor potência injetada, cuja fase é designada por α, e

calculada a potência total a ser compensada nas três fases, , , .

, , = ���( , , ) (3.11)

Onde:

, , – Potência injetada, na fase α, no barramento j [kW]

, = ∑( , , − , , ) (3.12)

Onde:

(51)

27

O mesmo acontece para a segunda menor potência injetada, cuja fase é designada por .

Para esta potência é determinada a potência a ser compensada, , , que considera a fase e a fase com maior potência injetada, .

, , = ���( , ) (3.13)

Onde:

, , – Potência injetada, na fase , no barramento j [kW]

, = ∑( , , − , ) (3.14)

Onde:

, – Potência total a compensar nas fases e , no barramento j [kW]

Depois é verificado se o sistema consegue compensar as três fases, ou seja, se a

produção trifásica, _ , , é maior ou igual que a potência total a compensar, , . Se sim, então é calculada a diferença entre estas duas potências, que depois é distribuída

pelas três fases de forma a compensar o desequilíbrio.

= _ , − , (3.15)

Onde:

– Diferença entre a produção trifásica e a potência total a compensar [kW] _ , – Produção trifásica no barramento j [kW]

, , = , , − , , + (3.16)

, , = , , − , , + (3.17)

, , = , , − , , + (3.18)

Onde:

(52)

28

Caso o sistema não consiga compensar as três fases, então é verificado se é possível

compensar as duas fases com maior potência injetada, e . Em caso afirmativo, é

calculada a diferença entre _ , e , , que depois é distribuída pelas fases e , e a fase com menor potência não é compensada, ou seja, a potência de compensação,

, , , é igual a zero.

= _ , − , (3.19)

Onde:

– Diferença entre a produção trifásica e a potência total a compensar nas fases e [kW]

, , = , , − , , + (3.20)

, , = , , − , , + (3.21)

, , = (3.22)

Caso o sistema não consiga compensar o equilíbrio, então:

, , = _ , (3.23)

, , = (3.24)

, , = (3.25)

Este processo repete-se para todos os barramentos até ao barramento do transformador.

Na figura 3.5 apresenta-se um fluxograma do algoritmo para o cálculo das potências a

injetar pela GD tendo em consideração uma rede de distribuição com desequilíbrio de

(53)

29 SIM SIM INICIO = = − _ , ≠ 0? = − = −

Determinar os fluxos

de potência da rede

NÃO

SIM

Calcular a potência injetada no

nó em cada fase:

, , = [� ̅,

× �̅,̅−�̅,

, ]

Determinar a menor

potência injetada:

, = ��� , ,

Determinar a 2ª menor

potência injetada:

, = ��� , ,

Calcular a potência total a

compensar:

, = ∑( , , − ,)

Calcular a 2ª potência total

a compensar:

, = ∑( , , − ,)

_ , ≥ ,?

Calcular a diferença entre a

produção trifásica e a potência

a compensar:

= _ , − ,

Calcular a potência a

compensar em cada fase:

, , = , , − , , + , , = , , − , , + , , = , , − , , +

NÃO

SIM

Calcular a diferença entre a

produção trifásica e a 2ª

potência a compensar:

= _ , − ,

Calcular a potência a

compensar em cada fase:

, , = , , − , , + , , = , , − , , +

NÃO

Para a fase com maior potência

injetada:

, , = _ ,

= ?

FIM

NÃO

Para a fase com menor

potência injetada:

, , =

Para as fases com menor

potência injetada: , , = , , = _ , ≥ ,? = − = −

(54)

30

3.5. Algoritmo para compensação da potência

reativa

À semelhança da proposta anterior, nesta secção é apresentado um algoritmo para a

compensação da potência reativa das cargas tendo em consideração a capacidade que os

conversores de potência da GD têm para injetar esse tipo de potência. O algoritmo tem

início no barramento do transformador e termina no último barramento da rede.

Inicialmente é calculada a potência reativa da carga em cada fase, , , .

, , = ̅, , (3.26)

Onde:

, , – Potência reativa da carga na fase f, no barramento n [kvar] , , – Potência de carga na fase f, no barramento n [kVA]

No entanto, a potência reativa dos conversores deverá ter em consideração a potência

aparente nominal dos conversores de potência associados à GD. Deste modo, para o

cálculo da potência reativa disponível para a compensação, �, , é necessário entrar

em consideração com a potência nominal do inversor, , , e com a potência injetada

pelo inversor, , :

�, = √ , − ( , , + , , + , , )

(3.27)

Onde:

�, – Potência reativa máxima disponível no inversor [kvar] , – Potência aparente do inversor [kVA]

Depois são determinadas as menores potências de carga, , e , , cujas fases são, α e , e as potências totais a compensar, , e , , considerando as três fases, e as duas fases com maior potência de carga, e , respetivamente.

(55)

31 Onde:

, – Potência reativa da carga na fase α, no barramento n [kvar]

, = ∑(| , , | − , ) (3.29)

Onde:

, – Potência total a compensar nas três fases, no barramento n [kvar]

, = ���(| , , |) (3.30)

Onde:

, – Potência reativa da carga na fase , no barramento n [kvar]

, = ∑(| , , | − , ) (3.31)

Onde:

, – Potência total a compensar nas fases e , no barramento n [kvar] , , – Potência reativa da carga nas fases e , no barramento n [kvar]

De seguida é calculada a diferença entre a potência reativa máxima e a potência total a

compensar, Qcp.

= �, − , (3.32)

Onde:

– Diferença entre a potência reativa disponível no inversor e a potência total a compensar [kvar]

Se a potência reativa disponível no inversor, �, , for maior ou igual à potência

reativa a compensar, , , e se a diferença entre estas duas variáveis for maior ou igual ao triplo da menor potência de carga, então o sistema consegue anular a parte

reativa da carga.

, , = − ( , , ) × × (| , , | − , ) − , , ×

× ,

(56)

32

, , = − ( , , ) × × (| , , | − , ) − , , ×

× ,

(3.34)

, , = − ( , , ) × × (| ,, , | − , ) − , , ×

× ,

(3.35)

Onde:

, , – Potência de compensação, na fase α, no barramento n [kvar] , , – Potência de compensação, na fase , no barramento n [kvar] , , –Potência de compensação, na fase , no barramento n [kvar]

Caso esta última comparação não se verifique, então o sistema não consegue anular a

parte reativa, mas consegue equilibra-las pelo que irá distribuir a diferença pelas três

fases de acordo com:

, , = − ( , , ) × × (| , , | − , ) − , , ×

×

(3.36)

, , = − ( , , ) × × (| , , | − , ) − , , ×

×

(3.37)

, , = − ( , , ) × × (| ,, , | − , ) − , , ×

×

(3.38)

Se a potência reativa disponível for inferior à menor potência de carga, então é porque o

sistema não consegue equilibrar as três fases. Sendo assim, é verificado se a potência

reativa máxima do inversor é suficiente para compensar as fases e . Em caso

(57)

33

= �, − , (3.39)

, , = − ( , , ) × × (| , , | − , ) − , , ××

×

(3.40)

, , = − ( , , ) × × (| ,, , | − , ) − , , ×

×

(3.41)

, , = (3.42)

Se o sistema não conseguir compensar as duas fases, então toda a potência reativa

máxima do inversor serve para compensar a fase . A potência de compensação das

restantes fases é igual a zero.

, , = − ( , , ) × × �, (3.43)

, , = (3.44)

, , = (3.45)

Este processo repete-se para todos os barramentos para jusante até ao último

barramento.

Na figura 3.6 apresenta-se um fluxograma do algoritmo para o cálculo das potências

Imagem

Figura 2.1 - Contributo das Fontes de Energia Renovável, FER, no consumo final bruto  de energia [4]
Figura 3.5 - Fluxograma do algoritmo para a compensação do desequilíbrio das fases
Figura 3.8 - Fluxograma do Processo de carga e descarga da bateria sem previsão
Figura 3.11 - Potência do consumidor (visto do lado da rede) com sistema de  armazenamento sem previsão de carga/descarga
+7

Referências

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