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Uma Nova Política de Oportunidades de Leitura :: Brapci ::

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(1)

Livre A cesso

à

Leitura:

U m a

N 9va P o lítica

d e

O p o rtu n id ad éS

de

léitu ro

SRQPONMLKJIHGFEDCBA

~ r c i o

C r u z ·

U 0 2 8

1 - IN T R O D U Ç Ã O

zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

Íle

VUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

d a e v o l u ç ã o d o p r o c e s s o d e l e i t u r a

v á r i o s n í v e i s emq u e e l a p o d e o c o r r e r .

llãor e c o n h e c i m e n t o d a d e fa s a g e m

f r ea fa i x a e t á r i a d o l e i t o r e s e u

'0d e l e i t u r a éa p r e c i a d o c o m o ' m e n t o q u e p r e j u d i c a a p o p u l a r i z a ç ã o

b i b l i o t e c a s . O c r i t é r i o p r o p o s t o

' ' ' i b i l i t a o m e l h o r a p r o v e i t a m e n t o d o s

' u r , O S e x i s t e n t e s efa v o r e c e a c o n s e c u ç ã c

I e U S o b j e t i v o s . A p r e s e n t a t a m b é m

t a g e n s e c o n ô m i c a s es o c i a i s :

"

Bibliotecon.Doc. 12(3/4): 117-184.jul/dez. 1979

A

bibliotecacultura, educação,como instrumentoinformação dee lazer, sua importância para o desenvolvi-mento do gosto pela leitura, o seu valor

para o aprimoramento intelectual são

assuntos já discutidosàsaciedade.

Provavelmente em razão do X

Congresso Brasileiro de Biblioteconornia e Documentação, realizado em Curitiba em julho de 1979, cujo tema foi a revisão crítica da biblioteconornia nacional, estas mesmas questões voltaram à ordem do dia, agora sob outro enfoque, na tenta-tiva de formular uma' política de ação, convenientemente adequada ao nosso país,

menos abrangente e mais direcionada

aos problemas existentes, sem, entretanto,

* Bibliotecária do Departamento de Biblio-tecas lnfanto-Juvenis - Prefeitura Muni-cipal de São Paulo.

(2)

Márcia Cruz

afastar-se ou contrariar as normas

inter-nacionais.

Daí a proposta para o exame do

pensamento atual de alguns especialistas

em leitura e a constatação do quadro

local, tal qual se apresenta. Menos que

solucionar as dificuldades observadas, a

intenção é denunciá-Ias e discutí-Ias, para

que a biblioteca, em futuro próximo

e valendo-se dos progressos do

conheci-mento humano em todas' as áreas, .possa

realmente colaborar no desenvolvimento

do Brasil, como nação democrática, que

assegura a igualdade de direito e

oportu-nidades para todos.

A leitura, o conhecimento e a

parti-cipação na vida cultural são alguns dos

benefícios de que deve usufruir.

indistin-tamente, toda a comunidade. No

momen-to, é a leitura que se deseja analisar.

2-

KJIHGFEDCBA

L E IT U R A

Soriano, conceituado professor de

literatura popular e literatura para a

juven-tude da Universidade de Bordeaux, entende

que ler é uma experiência diferente para

cada pessoa, sendo para algumas

grafiti-cante, enquanto que para outras se faria

desagradável ou mesmo muito difícil.

"A leitura é, em primeiro lugar, um

movi-mento de olhos. Ponto de partida de

um fenômeno de compreensão e

assimila-ção que é invisível e do qual nós só

pode-mos distinguir, ainda que fortuitamente,

nada mais que os 'sinais exteriores:

satis-fação, interesse, emoção, aborrecimento". 7

Já Moreira Leite, psicólogo e

pesqui-sador e professor de reconhecida

capaci-dade, compara o ato de ler ao de escrever.

"Assim se compreende que a leitura seja

também uma forma de pensamento

cria-dor e exija também a capacidade de

supor-1 7 8

Livre Acesso àLeitura: Uma Nova Política de Oportunidades de Leitura

wn leito, amadurecido se foona de "'ameote ainda O "pr.oze, do

dia para outm. Se é fato que cada texto". Nâo ,upõe obrigatoria.

cfjvíduo tem seu próprio ritmo de evolu- mente o espírito crítico.

em Ieitura, também é "'dade que 4. lei"ua muito nipida ou ,upe,.lei.

"' todos completam o pro""", deapren. tura _ P.-oJ'Ol"ciOlllla identülcaçSo

m, e que cada um lê â sua maneira e ao mesmo tempo uma aquísí,

Jbnne seu gmu de experiência e motiva· ção sistemática de iof0"""!iiles

pessoais, atingindo diferentes níveis de especiallzadas ou cultura

VUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

g e m i .

....,..0.

Facilita a aquisiçSo do espirito

Para uma visão mais Particularizada' crítico, mas não se mantém

questl"o, toma-se interessante ainda inelutável. Nl"o. ~.clui indispen_

ninar estudos dos especialistas sobre savelmente a fleXibilidade.

.ililerentes níveis em que a leit"", 5. SUpe..leibmt com espirito critico

acontecer. D o i s trabalhos, em e flexIbilIdade _

SRQPONMLKJIHGFEDCBA

É a Inaíor

dai, parecem mais adequados â uma parte do tempo rápida, mas sabe,

tiva de abordagem biblioteconô_ Oportunamente, tomar-se lenta.

Um bom leitor sabe questionar

O primeiro, de SOriano, mostra as o que l e u e não ignora que se

lhilidades de Ieit"",. a Partu- do _ "ata de uma a"""dizagem que

desenvolvimento de mecanismos e habi- dura toda a vida.

'técnicas, e estabelece c i n c o níveis, allber:

tar tensões e de reagir a elas produtiv.

mente. A história que elimina os comU.

tos, isto é,termina bem, não parece ofere.

cer um desafio suficiente a determinado

grupo de leitores; no outro extremo'

a história em que permanecem os dese:

quilíbrios pode parecer intelectual ou

emocionalmente angustiante para o outro

grupo". 3

Por outro lado Escarpit, Diretor

de L'Institut de Littérature et de Techni.

ques Artistiques de Masse, entende que

"a literatura é a reconstrução de uma obra

nova pelo leitor a partir dessa amostra111

(o texto escrito). É outra experiência

que se caracteriza pelo confronto entr~

as imposições do texto e a predisposiçfo

do leitor". 2

Um ponto, porém, é comum a todos

os especialistas: a leitura é um processo

de evolução lenta e gradual, que requer

um programa de aprendizagem, e nIo

deve ser confundida com a simples d e c io

fração de símbolos gráficos ou

reconhe-cimento de letras, sílabas ou palavras.

Esta aprendizagem, no entender de

Bacha, que se apoia nas pesquisas de

Russell, compreende seis estágios de

evo-lução: o de preparação, o de iniciaçio.

o de desenvolvimento rápido, o de

desen-volvimento gradual, o de expansão e o

de aperfeiçoamento.

Um pormenor que a autora, enfl

rita educadora, enfatiza é a individuali~1

característica deste proçesso de evI .

ção. "Cada criança aprende a ler de~ I

ra peculiar e em uma cadência prõptllol

que não pode ser ignorada". I

3 - N IV E IS D E L E IT U R A

Do exposto é possível deduzi~1

sendo a leitura um fenômeno b .. :1

complexo, envolvendo variáveis I1lúlu:

1. leitura balbuciada - que corres

ponde a uma habilidade insufi.

ciente de mecanismos de leitura.

Permite, freqüentemente, adquirir

Uma certa informação, jamais

atin-gindo a identificação e o "prazer

do texto". Pode, em um adulto,

coexistir com o espírito crítico.

E Uma aquisição frágil, que

pre-cisa ser consolidada e que pode

desaparecer.

2. leitura corrente, mas que se

man-tém lenta e subvocalizada _

Per-Inite a aquisiÇéfo de informações,

tnas muito raramente a identifica_

Çlo e o "prazer do texto". Em

Um adulto coexiste muitas vezes,

tnas n s o necessariamente, com o espírito crítico.

3. leitura rápida _ Possibilita a Iden.

tificação, em menor grau que a

aquisição de informações e mais

Rbras.Bib'iot8cOn.Doc. 12(3/4): 177· 184, jUl/dt%·1

'''.iOtecon.Doc. 12 (3/4): ln.184,jul/dez. 1979

o

segundo, de Scherf, Diretor da

Biblioteca Internacional da Juventude de

Munique, deixa de enfocar o progresso

das habilidades técnicasôa leitura, para

esmiuçar mais de perto o desenvolvimento

~a criança em direção ãmaturidade.

"A fim de determinar o grau em que

a leitura de fiCção pode contribuir tanto

para o desenvolvimento de nossa

com-preensão crítica do mundo, como para

nossa participação autônoma nas tarefas

da vida, devemos antes analisar, desde o

início, o desenvolvimento do diálogo

de uma criança com o mundo: primeiro

sua projeça-o para dentro dele; segundo,

sua identificação com ele; e, finalmente,

Sua formação de atitudes críticas de

lei-tura. 'Estes passos são mais do que

ínter-relacionados: cada um evolui do

prece-dente, e os três devem ocorrer

precisa-mente nesta seqüência, para que as

autu-des elementares de leitura tenham

oportu-nidade de amadurecer". 5

(3)

Márcia Cruz

Livre Acesso à Leitura: Uma Nova Política de Oportunidades de Leitura

Pesquisa recentemente realizada no

demonstrou que "o leitor manco _

que não sabe se organizar -: invade

os níveis

VUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

e d u c a c i o n a i s " 6

Em sua tese, explica: "A base

elementar da leitura se apoia no

diálo-go entre a criança e seus pais (ou uma

ou duas pessoas que se encarregam do

papel dos pais)" Por isso, enfatiza de

forma especial os livros de figura, cuja

função é "provocar a recordação de

expe-riências básicas significativas com o mundo

circundante, recordações experimentadas

junto com os pais, que as intensificam

e ampliam enquanto dão o sentimento de

absoluta segurança em face do mundo

exterior". 5

Prossegue suas reflexões destacando

que "a leitura projetiva envolve

engaja-mento num psicodrama. Dessa forma,

percorrendo as aventuras de nossa

conste-lação de conflitos, percorremos os

está-gios de maturação, desde que nos tenhamos

proposto o objetivo de construir nossa

vida individual. Se este processo falha,

se largamos mão do objetivo, então

consti-nuamos a projetar, mas impedimos nossa

própria maturação, O jogo de projeção

toma-se cada vez mais um padrão

mecâ-nico. ( ... ) O resultado fmal é que o

leitor se toma um consumidor de

ma-téria trivial, correspondendo corno um

cli-chê a seu conflito, que não demanda nem

engajamento real, nem uma execução

psíquica". 5

Também sobre o processo de

identi-ficação, distingue q u e "essa leitura pode

tomar uma de duas(direções: substituição,

fuga, repetição mecânica, mesmo

doença-ou corroboração, confirmação, fonte de

invenção para o explorador e, de certa

maneira também, a confrontação

experi-mentada com a realídade"."

tomar partido e se engajar na caUSade

um mundo melhor, o jovem leitor POde

facilmente ser enganado. Conseguir O

não evitar essa sedução, é uma questIJU

SRQPONMLKJIHGFEDCBA

de transformar, ou não, a identificaÇf~

com as figuras ideais num distanciamento

crítico, uma agudização da consciênda

e compreensão dos conflitos dos outros" s

Do trabalho de Scherf salien~'

uma outra informação interessante: "Mes.

mo como adultos, nos relacionamos'

com um livro nos três diferentes 'níveis

dê distância crítica, identificação e proje'

ção; mas porque somos adultos, o q l

constitui uma suposição de que sofre

com sucesso o processo de maturaçfo

devemos estar cônscios dos abismos1 ) 1

longo do caminho e concientemente lutar.

para evitá-los". 5 Como se vê, a atit

crítica seria o ponto mais alto do processo

No entanto, ela não representa urna em·

quista permanente, nem estável.

Além disso, a experiência

com a leitura infantil comprova, t a m l

que uma criança ou jovem, mesmoCj)

leitores constantes, voltam a solicitar

reler, com prazer, estórias que há m

'

conheceram, e que, à primeira vista,

riam ser julgadas inadequadas ao nível

desenvolvimento já alcançado. Os inle,

ses de leitura deslocam-se, de m

imprevisível, entre obras de comp

mais fácil e rápida e outras mais diÍll

e densas.

de alunos matriculados nos cursos

suple-tivos e de alfabetização de adultos.

Outro, elemento que se deve ter

presente e "que Constitui particularidade

das Sociedades em rápida expansão

demo-gráfica é o fato de que a seletividade da

educação OCorre de modo muito mais

blutal. E isto porque' o número dos que

são alijados da escola é proporcionalmen_

te muito maior do que o dos que são

por ela beneficiados".4

De maneira que, diante da reconhe_

cída pirâmide eScolar brasileira, não há

mais qualquer dúvida sobre a defasagem

existente entre o nível real de leitura,

grau de escolaridade e idade cronológica.

Entretanto, o sistema de

classifica-ção mais comumente empregado no

Brasil em bibliotecas públicas (CDD)

não adota nenhuma tabela especial para

as obras de literatura infanto-juvenil.

Com o aumento da prodUção desse tipo

de material, essa falta se faz sentir. Por

outro lado, a necessidade de divisão do

material acumulado, com vistas a

facili-tar o seu uso, fez Com que dois c r i t é r i o s ,

por sua praticidade, passassem a ser muito

.usados: por faixa etária e/ou por ano

escolar.

Esta prática provavelmente começou

a partir da distorça-o do sentido educativo

da biblioteca. O pressuposto de que se

deveria atender mais especificamente às

necessidades de leitura do e n s i n o formal

tomou-se comum; e, daí, à proibição de

pré-escolares e adultos na biblioteca

infan-til e de adolescentes na biblioteca pública

foi Um passo.

Ora, esta diviSão, artificial e

arbi-trária, não corresponde, de maneira alguma

à evolUção natural de habilidades e

atitu-des de leitura de grande parte da

popula-ção, que, conseqüentemente, deixa de se

beneficiar dos serviços da maioria, senão

Se é fato que a biblioteca quer

na formação do hábito de

e auxiliar o "leitor manco" a se

independente, deve-se, antes de

nada, aceitar como contingencia

situação educacional e cultural,

ntes níveis de leitura e os

varia-' . U g i o s de habilidades técnicas. dos

efetivos e potenciais. Énecessário,

ir mais longe. É preciso integrar a

ea nos vários programas de

educa-nsatória, muitos dos quaís são

em crianças da faixa etária

pré-, com intenção de eliminar os

da privação cultural.

<tA fragilidade dos hábitos de leitura

mais remotas, que recuam à

pré-escolar. É provavelmente

idade que se formam as atitudes

iDtais diante do livro. A criança

toma Contacto com o livro, pela

vez, quando entra para a escola,

associar a leitura à situação

• PrinCipalmente se não há leitura

familiar". 2 Para evitar esse

lit COnclui recomendando: " É

te então que o livro entre para

da Criança antes da idade

escola-a fescola-azer pescola-arte dos seus brinquedos

elesquotidianas". 2

~a.ndo-se em conta a realidade

é fácil constatar que, em muitas

ent Virtude de condições

sócio-e culturais, essa iniciativa

se tomar realidade através

de uma biblioteca infantil.

01 disso, há que se considerar,

"di

dados estatísticos sobre os beC c !s de reprovação e evasão

' lJl cOmo o aumento crescente

4 -

KJIHGFEDCBA

N fv E IS D E L E IT U R A x F A I X A

E T Á R IA

Ante as observações feitas,

uma primeira reflexão. Sendo a

um ato tão individual, que evolui e

cute de maneira tão diferente de

para pessoa, coincidirá sempre e.dall!:

riamen te com o grau de escolafl

com a idade cronológica do leitor?

E finalíza o seu parecer: "A rota

usual para a distância crítica é o convite

a se identificar com um herói que sofre

e completa um processo de

amadureci-mento. (, .) Mas, em sua propensão a

R . b r a s . B i b l i o t e c o n . D o c . 1 2 1 3 / 4 ) : 1 7 7 - 1 8 4 .jUI 1 8 0

n . D oc. 1 2 ( 3 / 4 ) : 1 7 7 - 1 8 4 , j u l / d e z . 1 9 7 9

(4)

Márcia Cruz

da totalidade, das bibliotecas existentes.

O estabelecimento de uma idade

mínima e/ou máxima, como condição

prévia para a freqüência da 'biblioteca, é

uma aitutde incoveniente, esdrúxula e

completamente condenável, que em nada

auxilia a formação de hábitos de leitura

permanente, além de ser incompatível

com os objetivos que a instituição deve

ter em mira.

O livre acesso da criança na faixa

pré-escolar àbiblioteca infantil, do

adoles-cente à biblioteca pública e do adulto à

seção juvenil não só deve ser incentivado,

mas constituir meta a ser atingida em curto

prazo. Ademais, essa orientação não se

deve restringir, simplesmente, ao

manu-seio e escolha dos livros nas estantes,

mas da possibilidade efetiva de qualquer

indivíduo utilizar-se do acervo da

biblio-teca de sua preferência, como julgar

conveniente, sem dependência de sua

idade cronológica ou escolaridade.

Esta nova política não impede

que as coleções infantis ou de outros

materiais do acervo da biblioteca sejam

colocadas em salas separadas, para maior

conveniência dos usuários adultos e

infan-to-juvenis. A distribuição física do

mate-rial deve significar um estímulo e um

con-vite ao leitor e não dificuldades a maior

difusão do gosto pela leitura.

5 -

KJIHGFEDCBA

C O N C L U S Ã O

Em conclusão, o que se procura

sugerir é que os bibliotecários se

preocu-pem mais com o atendimento dos vários

níveis de leitura, mesmo contrariand

normas burocraticamente estabelecidas. o

Um dos resultados previstos é a redu

ção de custos, pois a orientação propos~

torna dispensável a aquisição em duplicata

de obras que interessam simultaneamente

a adultos, adolescentes e crianças. Essa

economia, acrescida da maior rotatitida.

de dos acervos existentes e a conse~uente

diminuição da capacidade ociosa das

bi-bliotecas, são fatores favoráveis de ordem

econômica.

Além disso, tal medida cria nova

imagem da biblioteca, como instituição

mais aberta, mais útil, mais liberal, menos

elitilista, e, portanto, mais popular. Essa

popularização possibilitaria sua transforma.

ção de éstá!iC<?fator de cultura e educaçfo,

que tio empenhadamente se procun

conversar, em agente dinâmico do

progres-so da civilização; de entidade passivaa

instituição alerta aos interesses sociais,

não restritos, evidentemente, aos da

pequena porcentagem de estudantes que

as estatísticas oficiais apontam, em

coa-fronto com o restante da população.

No momento em que todo o país

se esforça para atingir um

desenvolvi-mento 'integrado e sempre ascenden~,

SRQPONMLKJIHGFEDCBA

'e oportuno, sem dúvida, que os

biblioteca-rios tragam a sua colaboração para

melho-rat a qualidade de vida do povo brasileirO,

Mostrar os problemas existente~e

apreciã-los sob aspectos que passam~UltJI

vezes despercebidos era a intenção~:

sem maiores pretensões e no intUlt~IW

contribuir para a popularização das blb_

tecas e melhor aproveitamente dos st

recursos.

Livre Acesso àLeitura: Uma Nova Política de Oportunidades de Leitura

R E F E R E N e lA S a la llO G R A F le A S

1 - BACHA, M.L.

VUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA

L e i t u r a n a p r i m e i r a s é r i e . Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1969.

(Educação Primária. Guias de Ensino).

2 - BARKER, R.& ESCARPIT, R. A j a m o d e l e r . Tcad.].]. V,"&>. Riodo]..,eim, Fundação Getúlio Vargas; Brasília, INL, 1975.

I - LEITE, D.M. P < i c o l . o g Mol i t " a t u , a . 2 . e d . Rio d e ]aneíro, N,c;on.!; São Paulo, EDUSP, 1967. (Coleção Ensaio, 4).

4 ~ MELLO, G.N. de Crescimento da, clientela escolar e democratização do ensino:

uma questão de definir a quem beneficiar prioritariamente. C a d e r n o s deP e s q u i -s a ,São Paulo, Fundação Carlos Chagas (28): 49-57, mar. 1979.

- SCHERF, W. Projeção, identificação e participação crítica- Trad. Eglê Malheiro.

B o l e t i m I n fo r m a t i v o d a F u n d a ç ã o N a c i o n a l d o L i v r o I n fa n t i l eJ u v e n i l , Rio de

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,- SILVA, E.T. da & MAHER, ].P. O en;gm, da lei,u" no B,,,ti, ,rm.! qu..,do

começaremos a desvendá-Io? C a d e r n o s de P e s q u i s a , São Paulo, Fundação

Carlos Chagas (26): 89-91, set. 1978.

, - SORIANO, M.d'auteurs. Paris, Flammarion,C u i d e d e U t t é , a t u "1975.p a u , I a j e u n " , , , . . cou""'''' p<obl,m", cno;"

1 8 2

T

I-IIra..8ibli .

, e t . 1 otecon.Doc 12 '

R.bras.Bibliotecon.Doc.12 /3/41: 177-184,Ju,/d . . 13/41. 177-184,jul/de:z, 1979

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