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CIÊNCIAS DA SAÚDE

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Academic year: 2022

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APLICABILIDADE DO PROCESSO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE UMA REGIONAL DE SAÚDE DO ESTADO DO PARANÁ

1EMILLI KARINE MARCOMINI, 2NANCI VERGINIA KUSTER DE PAULA, 3DAIANE CORTEZ RAIMONDI

1Discente de Enfermagem. PIBIC/UNIPAR

1Enfermeira e Docente do Curso de Enfermagem- UNIPAR

2Enfermeira, Mestre e Docente do Curso de Enfermagem-UNIPAR.

Introdução: O processo de enfermagem (PE) e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) são metodologias científicas que oferecem subsídio para a assistência de enfermagem, organizando o trabalho profissional do enfermeiro, permitindo a identificação das necessidades e as intervenções necessárias a serem aplicadas na assistência e garantindo assistência integral, resolutiva e de qualidade aos usuários (GIEHL et al.,2016). Instituído pela Resolução no 358/2009, a qual estabelece ser uma ação privativa do enfermeiro, o PE deve ser aplicado em todos estabelecimentos de saúde, que ofereçam assistência por este profissional (COFEN, 2009).

Objetivo: Analisar a aplicabilidade do processo de enfermagem pelos enfermeiros assistenciais atuantes na atenção primária de uma regional de saúde do estado do Paraná.

Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quanti-qualitativa. A população foi constituída pelos enfermeiros atuantes nas equipes de atenção primária dos municípios que compõe uma Regional de Saúde do Estado do Paraná. A coleta de dados foi realizada durante os meses de outubro a dezembro de 2018, através de um formulário semiestruturado contendo questões objetivas e discursivas que foi aplicado online por meio da tecnologia de formulário eletrônico, Google Forms. Os enfermeiros foram convidados a participar da pesquisa via e-mail onde receberam o link do formulário da pesquisa e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), permitindo ao participante a possibilidade de concordar ou não em participar da pesquisa. Cabe mencionar que o presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas Envolvendo Seres Humanos da Universidade Paranaense (UNIPAR), sob parecer no. 2.865.638.

Resultados: Participaram da pesquisa 44 enfermeiros, totalizando 60,3% dos enfermeiros atuantes na APS da regional de saúde estudada, destes 39 (88,6%) pertenciam ao sexo feminino, 5 (11,4%) ao masculino, a qual identifica-se uma resistência dos enfermeiros em participarem do presente estudo, provavelmente por envolver a prática profissional dos mesmos. Em relação a aplicabilidade do processo de enfermagem, 9 (20,5%) enfermeiros relatam que aplicam todas as etapas, 29 (65,9%) aplicam parcialmente o processo e 6 (13,6%) enfermeiros não realizam a aplicabilidade. Verifica-se ainda que a maioria dos profissionais não aplicam a sistematização por completo em sua rotina profissional, citando a existência de dificuldades em seu âmbito de trabalho que afastam a aplicabilidade, conforme explícito nos falas dos participantes: É um processo que requer muita organização do processo de trabalho, pois exige uma atenção maior do profissional enfermeiro, que hoje em dia encontra se com muitas funções e sobrecarga na unidade . (Enf 16) Não existem capacitações no Município para atualização quanto ao tema . (Enf 20) Não existem comissões, protocolos para seguir a SAE nas unidades de saúde . (Enf 25) Muitas vezes a rotina assoberbada de trabalho não contribui para que consiga aplicar a SAE em todas as situações . (Enf 33)

Discussão: Mesmo diante da importância da aplicabilidade para intensificar a qualidade do cuidado do enfermeiro, ainda é visível a resistência da enfermagem à operacionalização de uma assistência sistematizada. Assim, o atendimento de enfermagem sem a utilização do processo torna-se fragmentado, ocasionando maior probabilidade de ocorrência de erros, diagnósticos menos efetivos, menor segurança nas práticas de cuidado, bem como na avaliação restrita das necessidades do paciente (GIEHL et al., 2016). Pontua-se que o processo de enfermagem é cercado por desafios e dificuldades que acabam por afastar a aplicabilidade, como identificado em outras pesquisas, aos quais mencionam problemas pessoais e institucionais, sobrecarga de trabalho dos enfermeiros, ausência de recursos materiais e humanos e ausência de apoio por parte dos órgãos superiores(COSTA et al., 2018; GOMES et al., 2018). Vale ressaltar que é um processo fundamental na APS, pois esta é a principal porta de entrada dos usuários ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde tem se consolidado e expandido cada vez mais o papel da enfermagem (CAÇADOR et al., 2015; DAMACENO et al., 2016). Por haver uma preocupação constante com a qualidade do atendimento na área da enfermagem dentro da APS, verifica-se ser essencial a aplicabilidade da SAE nas equipes de atenção primária, objetivando garantir um cuidado integral, resolutivo, humanizado e de qualidade, em concordância com os princípios da assistência básica em saúde(CAMPOS et al., 2014).

Conclusão: A aplicabilidade do processo de enfermagem pelos enfermeiros atuantes nas unidades básicas de saúde da regional é considera baixa e fragmentada, visto que existem muitos profissionais aplicando a sistematização de forma parcial, contribuindo assim para redução da qualidade da assistência prestada. Deste modo, cabe aos gestores analisarem o índice de aplicabilidade

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e assim repensarem formas de incentivar a aplicabilidade, seja desenvolvendo instrumentos específicos para a operacionalização do processo ou ofertando capacitações sobre a temática.

Referências

CAÇADOR, B. S. et al. Ser enfermeiro na estratégia de saúde da família: desafios e possibilidades. Revista Mineira de Enfermagem, Belo Horizonte-MG, v.19, n.3, p.620-626, 2015. Disponível em:

http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/1027Acesso em:10 jul. 2019.

CAMPOS, R.T.O. et al. Avaliação da qualidade do acesso na atenção primária de uma grande cidade brasileira na perspectiva dos usuários. Saúde Debate, Rio de Janeiro, v.38, n. esp. p.252-264, 2014. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?

script=sci_arttext&pid=S0103-11042014000600252 Acesso em:10 jul. 2019.

CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM. Resolução COFEN nº 358 de 15 de outubro de 2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorre o cuidado profissional de Enfermagem. Brasília-DF: COFEN, 2009.

COSTA, A.S. et al. O processo de enfermagem na atenção básica em um município de alagoas, brasil. Revista de Enfermagem e Atenção Saúde, v.7, n.1, p.143-151, 2018. Disponível em:

http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/2201 Acesso em:10 jul. 2019.

DAMACENO, A. N. et al. Acesso de primeiro contato na atenção primária à saúde: revisão integrativa. Rev. APS, Minas Gerais, v.19, n.1, p.122-138, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/15624 Acesso em:10 jul. 2019.

GIEHL, C. T. et al. A equipe de enfermagem frente ao processo de implantação da sistematização da assistência de enfermagem. Revista de Enfermagem e Atenção Saúde, v.5, n.2, p.84-91, 2016. Disponível em:

http://seer.uftm.edu.br/revistaeletronica/index.php/enfer/article/view/1621 Acesso em:10 jul. 2019.

GOMES, R.M. et al. Sistematização da assistência de enfermagem: revisitando a literatura brasileira. Id on Line Revista Multidisciplinar e de Psicologia, v.12, n.40, 2018. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/1167 Acesso em:10 jul.2019.

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PERFIL QUANTITATIVO DOS BENEFICIÁRIOS DO PROGRAMA DE DISPENSAÇÃO DE FÓRMULAS ALIMENTARES INDUSTRIALIZADAS

1EDYANE SILVA DE LIMA, 2LUZIA LAUREANO LOVO

1Centro de Saúde Osvaldo I Ishida

1Centro de Integração de Assistência em Saúde Pública

Introdução: O leite materno e a ingestão de alimentos de origem naturais são adequadas fontes de nutrientes para o organismo humano. No entanto, em situações de insuficiência de absorção e/ou acometimento de doenças, onde tais componentes não são suficientes, tem-se como conduta médica e nutricional a prescrição de fórmula e/ou suplementação alimentar, sobretudo direcionada a crianças e pessoas idosas (BRASIL, 2008). Portanto, desde 2016 o município de Assis Chateaubriand/PR possui para dispensação de fórmula alimentar um protocolo, formalizando e norteando a implementação desta ação em âmbito local, garantindo melhor organização a atendimento de demanda desta natureza, sob acompanhamento dos usuários/as deste programa profissionais de nutrição e serviço social.

Objetivo: Objetivamos apresentar um levantamento quantitativo sobre o programa de dispensação de fórmulas alimentares especiais no município de Assis Chateaubriand/PR.

O acesso aos dados ocorre em virtude de sermos as profissionais responsáveis pelo programa e estes serem publicizados em audiências públicas quadrimestralmente na Câmara de Vereadores da localidade. Sendo que o mesmo não foi submetido ao comitê de ética, devido somente traçaar um perfil dos beneficiários no período descrito.

Material e métodos: Utilizamos leitura bibliográfica, levantamento e análise de relatórios do programa de dispensação de fórmulas alimentares das fórmulas dispensadas no município de Assis Chateaubriand/PR no período de 2016 a 2018, denotando um perfil quantitativo dos beneficiários.

Resultados: Após levantamento dos dados, observamos que o programa de dispensação de fórmulas especiais regulamentado por protocolo, aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde de Assis Chateaubriand/PR, fora iniciado em Abril/2016. Sendo que neste primeiro ano atendeu 11 pessoas, sendo 05 do sexo feminino e 06 do masculino, estando distribuídos em 05 crianças, 02 adolescentes, 02 adultos e 02 idosos. Já em 2017, atendeu 31 pessoas, sendo 13 do sexo feminino e 18 do sexo masculino, difundidas em 14 crianças, 05 adultos/as e 12 idosos. Quanto a 2018, o público atendido cresceu significativamente, sendo atendidas 114 pessoas, correspondendo a 51 do sexo feminino e 63 do sexo masculino, estando distribuídos em 58 crianças, 18 adultos e 37 idosos. Neste intervalo de 2016 a 2018, foram atendidas um total de 161, sendo que 66 pessoas utilizaram fórmulas e 118 pessoas utilizaram dietas e/ou suplementos, sendo desligadas 103 pessoas neste período.

Discussão: Nota-se uma crescente na demanda pelo programa, pois o mesmo foi sendo publicizado no seu desenrolar pelos beneficiários e/ou responsáveis, acrescido que o critério norteador do programa versa sobre estado clínico e nutricional, e não sobre questão de renda, compreendendo a elevação significativa no número de atendidos (BRASIL, 2008 e 2015). Os resultados revelam que o público de crianças e idosos sobressai, derivando na dispensação recorrente de fórmulas e/ou suplementos.

Observa-se que no foram atendidos mais pessoas do sexo masculino, entretanto, não se denota preponderância significativa de algum sexo.

Conclusão: A partir deste levantamento do perfil quantitativo notou-se que o programa tem aumento significativo ao longo do período analisado. Quanto a necessidade das pessoas que precisam de fórmula, suplemento e/ou dieta, conforme citado o atendimento ocorre em virtude do quadro clínico e não por critérios econômicos e sociais, cumprindo a universalidade de acesso da política de saúde. Revelou também rotatividade em virtude de situações de desligamento, cuja esta última ocorre por:

recuperação do estado clínico e/ou nutricional; falecimento; e, mudança para outra cidade.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Marco de referência da vigilância alimentar e nutricional na atenção básica. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 56 p.

_____. Ministério da Saúde. Disponibilização de fórmulas alimentares no SUS, 2008. Apresentado no VII Encontro da rede de nutrição no SUS. Disponível em: . Acesso em: 12 jul. 2018.

ASSIS CHATEAUBRIAND. Relatório Social: Analítico por unidade detalhado: Fornecimento de leite 01/04/2016 à 31/12/2018.

Assis Chateaubriand, 2019.

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O PAPEL DO ENFERMEIRO NA PRESCRIÇÃO DE FITOTERÁPICOS

1PAMELLA DA SILVA ROMAN, 2IRINEIA PAULINA BARETTA

1Discente de Enfermagem da UNIPAR/TCC

1Docente Mestrado Profissional em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica/UNIPAR

Introdução: As plantas medicinais são utilizadas pelo homem desde a pré-história, disposta na forma natural ou seca caseiramente, predominando folhas e raízes como medicamentos. A fitoterapia, por ser de fácil acesso, é praticada em grande parte dos países em desenvolvimento (BRASIL, 2006). No Brasil, apesar da criação de Políticas Públicas para incentivar a implementação da fitoterapia nas Unidades Básicas de Saúde, muitos municípios ainda não oferecem esta terapêutica em nível secundário (MATTOS et al., 2018). A fim de contribuir para a implantação das ações de enfermagem na área de plantas medicinais, faz-se necessário a construção deste conhecimento na graduação, sendo que a maiorias das Instituições não oferecem esses conteúdos de forma obrigatória nem optativa.

Objetivo: Identificar as habilidades necessárias ao enfermeiro na prescrição e orientação do uso de fitoterápicos.

Desenvolvimento: A fitoterapia pode ser definida como uma forma de tratamento com a utilização de plantas medicinais, em associação ou não com substâncias ativas isoladas. A planta medicinal pode ser qualquer espécie vegetal utilizada com fins terapêuticos, desde que comprovada sua eficácia. Já o fitoterápico é oriundo de uma planta medicinal e derivados, com finalidade medicamentosa (BRASIL, 2009). Sua utilização data desde o período pré-histórico, onde os primatas instintivamente utilizavam plantas como medicamentos, utilizando ervas e raízes. Além disso, existem registros arqueológicos sobre o conhecimento dos povos orientais na utilização das plantas medicinais como remédio (COSTA, 2017). Até o início do século XX entretanto, os conhecimentos relacionados às plantas medicinais foram marginalizados pela maioria dos cientistas, devido à falta de comprovação científica do uso popular. Este cenário mudou a partir dos anos 80 e 90 com estudos pré-clínicos e clínicos de eficácia e segurança, servindo como complemento às práticas de saúde vigentes (ABRANCHES, 2015). Por ser de fácil acesso, a adoção das plantas medicinais e/ou fitoterápicos deu-se em grande escala nos países em desenvolvimento, especialmente em populações carentes (BRASIL, 2006). Apesar disso, muitos municípios não utilizam esta terapêutica, mesmo com programas e políticas de incentivo para sua adoção nas unidades básicas de saúde, oferecendo apenas a acupuntura na atenção secundária (MATTOS et al., 2018). Outro fator que dificulta a adoção da fitoterapia é o fato de que muitas grades curriculares na graduação de enfermagem são focadas no modelo biomédico, e não oferecem à disciplina de fitoterapia, levando os profissionais a desvalorizarem o uso de plantas medicinais por falta de conhecimento (BADKE et al., 2017). O enfermeiro deve ter a habilidade de compreender a realidade na qual o paciente está inserido para identificar seus saberes e valores culturais, e assim realizar, com segurança, uma orientação eficaz (SAMPAIO et al, 2013), o que é importante pois cabe ao profissional de enfermagem orientar a população sobre a utilização correta de plantas medicinais e da fitoterapia (SANTOS; TRINDADE, 2017). A educação em saúde é um instrumento do qual o enfermeiro pode utilizar para orientar a população no uso correto das plantas medicinais e da fitoterapia. Esta educação deve ser embasada no conhecimento cultural da região em que o profissional está inserido, como as plantas que são utilizadas, suas finalidades e o perigo da intoxicação e do uso indiscriminado (SANTOS; TRINDADE, 2017). A especialização do profissional de enfermagem em fitoterapia atualmente é regulamentada pela resolução COFEN-581/2018, junto com outras Práticas Integrativas Complementares. A prescrição de fitoterápicos é regulamentada pela Lei Nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que habilita o enfermeiro a prescrever medicamentos estabelecidos em Programas de Saúde Pública e rotinas aprovadas pela instituição de saúde em que ele atua (BRASIL, 1986).

Conclusão: A maior adesão da fitoterapia como tratamento pela sociedade aumentaria a gama de opções de prevenção e tratamento de agravos e doenças, facilitando o acesso às plantas medicinais. No que diz respeito às habilidades do enfermeiro, este deve ter consciência do ambiente, cultura e valores no qual está inserido para realizar a orientação de forma eficaz. Para prescrever fitoterápicos os profissionais devem se especializar na área uma vez que a graduação não disponibiliza os conhecimentos necessários. Também se faz necessário que as universidades incluam em suas propostas curriculares disciplinas relacionadas à fitoterapia, para que os profissionais desenvolvam habilidades que permitam a orientação ao usuário sobre o uso correto e racional de plantas medicinais e fitoterápicos.

Referências

ABRANCHES, M. V. Plantas Medicinais e Fitoterápicos: abordagem teórica com ênfase em nutrição. Viçosa: A.S. Sistemas, 2015. 147 p.

BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de julho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências. Brasília: Senado Federal, 1986. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. 2019.

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______. Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 60 p. Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.

______. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

136 p. Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.

MATTOS, G. et al. Plantas medicinais e fitoterápicos na Atenção Primária em Saúde: percepção dos profissionais. Ciência &

Saúde Coletiva, [S. l.], v. 23, n. 11, p. 3735-3744, nov. 2018. Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.

SANTOS, V. P.; TRINDADE, L. M. P. A Enfermagem no Uso das Plantas Medicinais e da Fitoterapia com Ênfase na Saúde Pública. Revista Científica FacMais, [S. l.], v. 8, n. 1, p. 16-34, fev/mar. 2017. Disponível em: . Acesso em: 04 jun. 2019.

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LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS CONFIRMADOS DE TUBERCULOSE NOS ANOS DE 2014 A 2018 NO ESTADO DO PARANÁ

1TAZIANE MARA DA SILVA , 2MATHEUS ALEXANDRE VICTORIO, 3PRISCILA LUZIA PEREIRA NUNES, 4MARCELA MADRONA MORETTO DE PAULA

1Acadêmico do PIC/UNIPAR

1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Acadêmico do PIC/UNIPAR

3Docente da UNIPAR

Introdução: A Tuberculose (TB), doença infecto contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, se encontra no ranking das dez patologias que mais ocasionam óbito no contexto mundial por um único agente infeccioso, estando acima de índice de mortalidade ocasionado por HIV/AIDS, segundo o último relatório epidemiológico emitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Tal patologia é considerada uma importante questão de saúde pública que exige estratégias específicas para a sua redução e erradicação, especialmente por levar em consideração os determinantes sociais da doença nas politicas públicas estipuladas (BRASIL, 2019).

Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico a respeito dos casos confirmados de tuberculose no estado do Paraná entre os anos de 2014 a 2018, a fim de que se conheça melhor o comportamento da patologia no contexto estadual.

Materiais e métodos: Utilizou-se para esta pesquisa dados provenientes do Ministério da Saúde/SVS, por meio da plataforma do TABNET, viabilizado pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisadas as variáveis: gênero, faixa etária, apresentação clínica da doença, cura, abandono de terapêutica e óbito decorrente de TB.

Resultado e Discussão: No estado do Paraná, entre os anos de 2014 a 2018, 12.537 pessoas foram notificadas com TB.

Destes, 69,9% são do gênero masculino e 30,1% do feminino .Quanto a faixa etária, notou-se que o maior índice de TB foi entre 20-39 anos, correspondendo a 43,9%, seguido da grupo etário 40-59 anos, com 34,6%. No que diz respeito à forma da doença, a apresentação clínica pulmonar foi a mais presente, acometendo 82% dos casos. Cabe ressaltar que, do total das pessoas acometidas pela patologia, 61% tiveram cura, 5,5% abandonaram o tratamento e 3,5% morreram em decorrência da TB.

Marques et al. (2010, apud CARDOSO, et al. 2018), relatam que diferenças de gênero podem ser advindas de uma maior exposição do sexo masculino ao bacilo, as condições de vida e trabalho que podem contribuir para um maior adoecimento dos homens. Condizente a faixa etária, verifica-se que maiores incidências correspondem a indivíduos que se encontram em sua fase economicamente ativa, o que acarreta em consequências econômicas e sociais tanto para o próprio paciente quanto para a família e sociedade (CARVALHO et al., 2006; MUNIZ et al., 2006, apud CARDOSO et al., 2018). Quanto a característica clínica predominante pulmonar, deve-se pela presença de altas concentrações de oxigênio nos pulmões, o que confere a este órgão, o local ideal e de preferência para que o M. tuberculosis se instale, já que é uma bactéria estritamente aeróbia (MASCARENHAS;

ARAÚJO; GOMES, 2005, apud CARDOSO, et al., 2018). Além disso, Pereira, et al. (2015) ainda aponta que um dos pontos fundamentais e que ocasiona o comprometimento dos mecanismos de combate e cura da TB se refere ao abandono do tratamento pelo indivíduo, que tem impacto tanto nos custos da saúde pública em relação ao tratamento, como apresenta consequências nas taxas de mortalidade, de recidiva da doença, aparecimento de bacilos resistentes.

Conclusão: Mesmo sabendo que a TB é uma doença curável apesar de ser grave, ainda é grande o desfio para a eliminação dessa doença no Brasil. Desta forma, percebe-se a importância de identificar as fragilidades que envolvem as estratégias de controle bem como elaborar novas estratégias envolvendo os profissionais da área da saúde, comunidade e o autocuidado visando a contenção dessa enfermidade na população.

Referências

BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: < http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2019/marco/28/manual-recomendacoes.pdf>. Acesso em 05 de jul. 2019.

BRASIL. DATASUS. Portal da Saúde. Tuberculose Notificações registradas no sistema de informação de agravos de notificação Paraná. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?sinannet/cnv/tubercpr.def. Acesso 26 de mai.

2019.

CARDOSO, L. C.; et al. Aspectos epidemiológicos dos pacientes notificados com Tuberculose na microrregião de Umuarama

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Noroeste Paranaense de 2009 a 2014. Arq. Ciênc. Saúde UNIPAR, Umuarama, v. 22, n. 3, p. 157-163, set./dez. 2018.

Disponível em: . Acesso em 26 de mai. 2019.

PEREIRA, J. D. C.; et al. Perfil e seguimento dos pacientes com tuberculose em município prioritário no Brasil. Rev Saúde Pub, V. 49, p. 1-12, 2015. Disponível em: . Acesso em: 14 de Mai. 2019.

WORLD HEALTH ORGNIZATION (WHO). Global tuberculosis report 2017. Geneva: WHO, 2018. Disponível em:. Acesso em 05 de jul. 2019.

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ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS AQUOSOS DAS FOLHAS DE Zingiber Officinale Roscoe E

Alpinia Purpurata (VIELL.) K. SCHUM. (ZINGIBERACEAE) DO HORTO MEDICINAL DA UNIPAR, CAMPUS 2 UMUARAMA- PR

1DIRCE CONSUELO CORONATO CORREIA, 2MAURO FERNANDES APARECIDO JARDIM, 3ISABEL CRISTINA DA SILVA CAETANO, 4LETÍCIA MARTIM LAGO, 5ANDRÉIA ASSUNÇÃO SOARES

1Acadêmica Ensino Médio PEBIC EM-JR/CNPq/UNIPAR-IFPR 1Mestre Profissional de Plantas Medicinais/UNIPAR

2Acadêmica do Doutorado em Ciência Animal com Ênfase em Produtos Bioativos/UNIPAR 3Acadêmica Ensino Médio PEBIC EM-JR/CNPq/UNIPAR-Colégio Estadual Pedro II 4Docente da UNIPAR

Introdução: Os alimentos nutracêuticos são aqueles que, além de cumprir funções nutricionais básicas, também produzem efeitos metabólicos, fisiológicos e benéficos à saúde, incluindo a prevenção e tratamento de doenças, sendo considerados seguros para uso sem supervisão médica (SOARES, 2002). A funcionalidade desses alimentos é atribuída aos compostos bioativos, que são produzidos pelas plantas, tais como os compostos fenólicos, que possuem atividade antioxidante, que podem agir contra danos em macromoléculas como lipídeos, proteínas e ácidos nucléicos (PERALTA et al., 2008; SOARES et al., 2013).

A Alpinia purpurata conhecida como gengibre-vermelho (ornamental), e que apresenta compostos fenólicos, dentre eles os flavonoides que são referidos como agentes terapêuticos promissores para o tratamento de doenças cardiovasculares (SUBRAMANIAN; SUJA, 2011). E o Zingiber officinale, conhecido popularmente como gengibre, é amplamente cultivado para o uso de especiarias, condimentos e com potencial medicinal (SUHAD et al., 2012).

Objetivos: Verificar a capacidade antioxidante dos extratos aquosos das folhas de Zingiber officinale Roscoe e Alpinia purpurata (Vieill.) K. Schum. (Zingiberaceae) cultivadas no Horto Medicinal da Unipar, Campus 2 Umuarama-PR.

Materiais e métodos: As duas espécies Z. officinale e A. purpurata cultivadas em canteiros experimentais do Horto Medicinal do Campus 2 da Unipar, Umuarama, foram coletadas e o processo de secagem foi realizado em estufa de circulação forçada (35oC) por 20 dias. Para a extração das folhas dos gengibres foi utilizado a metodologia de acordo com Otunola, (2013). Os filtrados foram liofilizados (Liofilizador, Vir Tis K, Vir Tis, Gardiner, Nova York, EUA) e armazenados no freezer. A concentração dos compostos fenólicos totais foi determinada de acordo com Singlenton; Rossi, (1965) e o ácido gálico foi utilizado como referência.

As atividades antioxidantes: Ensaio 1,1 difenil 2 picril-hidrazil - DPPH: EC50 (menor concentração do extrato que expressa 50%

de atividade antioxidante) e capacidade antioxidante total - FRAP foram realizadas de acordo com Thaipong et al. (2006) e Choi et al. (2006), Pulido; Bravo; Saura-Calixto, (2000), Benzie; Strain, (1996) respectivamente. O antioxidante sintético butil-hidroxi- tolueno - BHT (0,2mg/ml) foi utilizado como controle positivo para o ensaio DPPH e o padrão Trolox ® (Sigma) foi utilizado para o ensaio FRAP.

Resultados: A determinação dos compostos fenólicos totais foram de 637,47± 6,80 µg equivalentes de ácido gálico/mg para o extrato A. purpurata e de 160,86±0,17µg equivalentes de ácido gálico/mg para o extrato Z. officinale, O EC50 - DPPH, o foi de 0,063± 0,16 mg/mL para o extrato A. purpurata e de 0,291± 2,87 mg/mL para o extrato Z. officinale. Na atividade antioxidante total - FRAP foi 38,60±3,42 nmols eq. Trolox/mg extrato de A. purpurata e de 19,36±0,15 nmols eq. Trolox/mg extrato Z.

officinale.

Discussão: Rahmani et al. (2014), apresentou que os compostos bioativos, principalmente os compostos fenólicos, estão relacionadas a atividades biológicas no gengibre como a atividade antioxidante. Os compostos bioativos apresentam uma funções importantes, contudo o mecanismo de ação biológica ainda não é completamente compreendido. Principalmente as atividades antioxidantes relacionadas ao gênero Alpinia, que é mais conhecida como ornamental, e tem sido pouco investigada em seu potencial medicinal, no qual várias partes da planta possuem compostos bioativos com eficiência terapêutica (GHOSH;

RANGAN, 2013). Entretanto, o Zingiber officinale, apresenta vários compostos bioativos conhecidos, como por exemplo o gingerol com atividades farmacológicas, antioxidante, anti-inflamatória, analgésica, hipoglicêmica, anti-trombótica e antimicrobiana, apresentada em estudos anteriores (SHAREEF et al., 2016), todavia, observa-se através dos resultados obtidos que o ideal para consumo apresentado neste estudo é a alpinia purpurata pois a mesma apresentou maior composição de compostos bioativos com função de antioxidantes, visto que os antioxidantes apresentam potencial para prevenir doenças e retardar o envelhecimento precoce causado pelos radicais livres quando produzidos em excesso e inadequadamente no organismo, sendo portanto um meio alternativo e atrativo para o consumo de forma natural, possibilitanto futuramente o

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desenvolvimento de fórmulas para manipulação e fabricação de remédios partindo deste uso.

Conclusão: Conclui-se que os extratos aquosos das folhas de Z. officinalle e A. purpurata possuem compostos bioativos, entretanto a espécie de Alpinia purpurata possui um potencial antioxidante maior em relação a espécie Zingiber officinale, devido ao maior teor de compostos fenólicos totais.

Para estabelecer e compreender a eficácia dos agentes antioxidantes e ou terapêuticos isolados (compostos bioativos) da espécie A. purpurata (Zingiberaceae), são necessários mais estudos bioquímicos e farmacológicos, para colaborar com a compreensão dos mecanismos biológicos dos compostos bioativos e consequentemente, novas alternativas de extratos e fármacos para prevenção e tratamento de doenças que acometem os indivíduos.

Referências

BENZIE, F. F. I.; STRAIN, J. J. The ferric reducing ability of plasma (FRAP) as a measure of antioxidant power: The FRAP assay. AnalyticalBiochemistry, v. 239, p. 70-76, 1996.

PULIDO, R.; BRAVO, L.; SAURA-CALIXTO, F. Antioxidant activity of dietary polyphenols as determined by a modified ferric reducing/antioxidant power assay. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 48, p. 3396-3402, 2000.

OTUNOLA GA, OLOYEDE OB, OLADIJI AT, AFOLAYAN AJ: Hypolipidemic effect of aqueous extracts of selected spices and their mixture on diet-induced hypercholesterolemia in Wistar rats. Can J Pure Appl Sci 2012, 6:2063 2071.

OTUNOLA et al.: Selected spices and their combination modulate hypercholesterolemia-induced oxidative stress in experimental rats. Biological Research 2014 47:5.

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CLASSIFICAÇÃO DAS CRISES EPILÉPTICAS

1PRISCILA LUZIA PEREIRA NUNES, 2TAZIANE MARA DA SILVA, 3THALYA VITORIA BECHER, 4KAMUNI AKKACHE COUTINHO, 5CAMILA MORENO GIAROLA, 6DANIELA DE CASSIA FAGLIONI B CERANTO

1Acadêmica do PIC/UNIPAR 1Acadêmica do PIC/UNIPAR 2Acadêmica do PIC/UNIPAR 3Acadêmica do PIC/UNIPAR 4Acadêmica do PEBIC/UNIPAR 5Docente da UNIPAR

Introdução: Epilepsia é o mais frequente transtorno neurológico sério. Cinquenta milhões de pessoas são acometidas no mundo, 40 milhões vivendo em países em desenvolvimento. Pessoas de todas as raças, sexos, condições socioeconômicas e regiões são acometidas. Ela pode provocar consequências profundas, incluindo morte súbita, ferimentos, problemas psicológicos e transtornos mentais (MARCHETTI, 2005).

Objetivo: A presente revisão busca fazer um breve levantamento sobre a classificação das crises convulsivas em epilépticos.Desenvolvimento: As epilepsias caracterizam-se por alterações crônicas, recorrentes e paroxísticas na função das áreas corticais e subcorticais envolvidas (SILVA et al, 2013). A presença de epilepsia é definida pela recorrência de crises epilépticas (pelo menos duas) espontâneas, isto é, não provocadas por febre, insultos agudos ao sistema nervoso central (SNC) ou desequilíbrios tóxico-metabólicos graves (MARCHETTI et al, 2005). Desse modo, muitas crises epilépticas manifestam-se através de alterações sensitivas, emocionais ou cognitivas (SILVA et al, 2013). Como se depreende da definição de epilepsia, as crises epilépticas dividem-se em dois grandes grupos de acordo com o seu início electroclínico: as que se iniciam numa região localizada do córtex são intituladas crises focais ou parciais, as que se iniciam por uma descarga generalizada, são as crises generalizadas. As crises generalizadas aparecem sobretudo em epilepsias primárias ou idiopáticas, mas podem aparecer também em epilepsias secundárias, as lesões extensas do córtex cerebral que acompanham, por exemplo, as doenças degenerativas da infância ou as crianças com atraso de desenvolvimento mental. São exemplos destas crises: Ausências, Mioclonias, Convulsões tônico-clônicas, Convulsões tônicas e Crises atónico-astáticas. As crises parciais, por sua vez, aparecem como consequência de uma descarga anômala e síncrona de um conjunto, ou foco, de células corticais que, quando atingem um limiar mínimo, dão lugar a um comportamento anômalo, que é a crise epiléptica. A sintomatologia resultante vai ser muito variada e depender da função que tenha a zona cortical influenciada pelo foco epiléptico. Clinicamente, separam-se estas crises em três grupos: crises parciais simples (motora, sensitiva, sensoriais, psíquicas ou dismnésicas) crises parciais complexas e crises parciais secundariamente generalizadas (LIMA, 2005).

Conclusão: Caracterizada pela repetição espontânea de crises epilépticas, a epilepsia é um termo que engloba múltiplas manifestações anormais do comportamento cerebral. As crises convulsivas em epilépticos são classicamente divididas em parciais ou generalizadas. Ambas podem gerar desdobramentos de diferentes níveis de gravidade.

Referências

MARCHETTI, Renato Luiz, et al. Transtornos mentais associados à epilepsia. Rev. psiquiatr. clín., São Paulo , v. 32, n. 3, p.

170-182, junho,2005.

SILVA, Cléber Ribeiro Álvares da, et al. Considerações sobre epilepsia. Bol Cient Pediatr. v. 2, n.3, p. 71-76, 2013.

LIMA, José M. Lopes. Epilepsia: a abordagem clínica. Revista Portuguesa de Clínica Geral. v. 21, n.3.p.291-298.2005.

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ANÁLISE DE AÇÕES PARA COMBATER O MOSQUITO TRANSMISSOR DA DENGUE

1PRISCILA LUZIA PEREIRA NUNES, 2DENISE ALVES LOPES, 3AMANDA PINHEIRO PRADO, 4IRINEIA PAULINA BARETTA, 5SIMONE CASTAGNA ANGELIM COSTA, 6ROSILEY BERTON PACHECO

1Acadêmica do PIC/UNIPAR 1Docente da UNIPAR 2Acadêmica do PIC/UNIPAR

3Docente do Programa de Mestrado Profissional em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica 4Docente da UNIPAR

5Docente da UNIPAR

Introdução: O incremento da dengue está relacionado a diversos fatores que propiciam a dispersão do vetor e do vírus, como a urbanização desordenada e a intermitência da distribuição de água a população (SOUZA et al., 2018). Tendo em vista tal situação, vários mecanismos de ação tem sido utilizados e também meios de tecnologias otimizados para o controle do Aedes aegypti (ZARA et al., 2016).

Objetivo: Analisar e demonstrar ações para combater o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

Desenvolvimento: Para combater o mosquito da dengue, são adotados três tipos de mecanismos:mecânico,biológicos e químicos (ZARA et al., 2016). O controle mecânico é baseado na aderência de medidas capazes de impossibilitar a reprodução do mosquito da dengue, como exemplo: otimização da coleta de resíduos sólidos, designição adequada de pneumáticos e proibição de depósitos de armazenamento de água, com o emprego de capas e tampas (BRASIL; 2009). Já o controle biológico é baseado na utilização de predadores do tipo peixes larvófagos e copépodos.Hormônios miméticos, os quais são reguladores de crescimento sintéticos, também são utilizados para o controle do vetor (DONALÍSIO, GLASSER; 2002). E por fim, o controle químico é realizado pelo o uso de produtos químicos, como a borrifação de inseticida de ação residual denominada de tratamento perifocal e o uso espacial de inseticida a ultra baixo volume (DONALÍSIO, GLASSER; 2002). Diferentes ações, envolvendo tecnologias, têm sido desenvolvidas para o combate do Aedes aegypti, tais como: monitoramento da infestação, pulverização de inseticidas e a utilização de controle químico e biológico correlacionando com as combinações entre diversas técnicas (ZARA et al., 2016).Considerando-se que não há uma solução singular para a contenção do Aedes aegypti no Brasil, são necessários recursos e meios interligados para o combate do mosquito da dengue (ZARA et al., 2016).Portanto, o governo precisa aplicar medidas relevantes para o combate da dengue,tendo em vista que tais ações devem ser realizadas durante o ano todo e concentrando-as nas regiões em que há maior prevalência da dengue.Entretanto,não se deve desconsiderar outras áreas onde há menor incidência, pois nestes locais também podem ocorrer a dengue se houver displicência(SILVA,MARIANO,SCOPEL;

2008).

Conclusão: A união de diferentes estratégias de controle vetoriais,sendo estas químicas, físicas, biológicas ou tecnológicos, é um mecanismo eficaz para a redução da infestação dos mosquitos. Tanto nas estratégias de erradicação como nas de controle, tem sido orientado o uso das várias técnicas agregadas para o combate ao Aedes aegypti.

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue. Brasília : Ministério da Saúde, 2009. 55 p.

DONALISIO, Maria Rita; GLASSER, Carmen Moreno. Vigilância entomológica e controle de vetores do dengue. Rev. bras.

epidemiol., São Paulo , v. 5, n. 3, p. 259-279, Dez. 2002.

SILVA, J. S; MARIANO, Z. F; SCOPEL, I. A dengue no Brasil e as políticas de combate ao Aedes aegypti: da tentativa de erradicação às políticas de controle - THE DENGUE FEVER IN BRAZIL AND COMBAT DENGUE FEVER TO THE AEDES AEGYPTI: OF THE TRY ERADICATION TO CONTROL POLICIES. Hygeia - Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 4, n. 6, 25 jun. 2008.

SOUZA, Kathleen Ribeiro et al . Saberes e práticas sobre controle do Aedes aegypti por diferentes sujeitos sociais na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro , v. 34, n. 5, e00078017, 2018.

ZARA, Ana Laura de Sene Amâncio et al . Estratégias de controle do Aedes aegypti: uma revisão. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília , v. 25, n. 2, p. 391-404, jun. 2016.

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DENGUE: PRINCIPAIS MARCADORES DA DENGUE CLÁSSICA E HEMORRÁGICA

1AMANDA PINHEIRO PRADO, 2THALYA VITORIA BECHER, 3DANIELE GARCIA DE ALMEIDA SILVA, 4DENISE ALVES LOPES, 5IRINEIA PAULINA BARETTA, 6ROSILEY BERTON PACHECO

1Acadêmico do PIC/UNIPAR

1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 2Docente da UNIPAR

3Docente da UNIPAR 4Docente da UNIPAR 5Docente da UNIPAR

Introdução: A dengue é uma doença de etiologia viral, com quatro tipos de vírus identificados (1, 2, 3 e 4) e causada pelo vírus do gênero Flavivirus, através da picada da fêmea do mosquito do gênero Aedes de hábito diurno. Apresenta uma evolução benigna (dengue clássica) e uma grave, conhecida como Dengue Hemorrágica (COSTA, 2002). O mosquito Aedes aegypti ou albopictus, que transmite a dengue, apresenta um ciclo de vida de 45 a 60 dias, da fase de ovo até a sua morte na fase de mosquito, a qual dura de 36 a 47 dias. Atualmente, este é considerado um problema de saúde pública, visto que além do vírus da dengue, também transmite a Febre Chikungunya e Febre Zika, sendo que a primeira está relatada em 55 países e territórios do continente americano e a segunda em 18, ambas possuindo sequelas e complicações importantes pós infecção (BIASSOTI, 2018).

Objetivo: Discorrer sobre os principais marcadores da Dengue Clássica e Hemorrágica.

Desenvolvimento: O vírus da dengue utiliza depósitos de água limpa para deposição dos ovos. Por ser uma doença viral, não possui tratamento específico, tendo como único método disponível para a sua prevenção o combate ao vetor Aedes aegypti, por meio do cuidado com depósitos de água parada, por exemplo (Ministério da Saúde, 2007). O primeiro sintoma presente na dengue é a febre alta (39 ºC) associada à cefaleia, mialgia, artralgia e dor retroorbitária, com uma duração de 5 a 7 dias. Na Dengue Hemorrágica os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas, instabilidade hemodinâmica, hipotensão arterial, taquisfigmia, febre alta (41 ºC), hepatomegalia e choque, podendo levar a morte, se abordado tardiamente. Apresenta marcadores importantes para o diagnóstico, como trombocitopenia com hemoconcentração concomitante devido à efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração, sendo de extrema importância o diagnóstico rápido e adequado para o tratamento correto e eficaz (Ministério da Saúde, 2002). Podendo o diagnóstico ser realizado por meio de dados clínicos, epidemiológicos e laboratoriais, por meio de exames inespecíficos, como a prova do laço e o hemograma, exames específicos (direcionados ao isolamento viral) e sorológicos para pesquisa da presença de anticorpos (BIASSOTI, 2018). Ainda, não há vacinas eficientes e antivirais específicos, para tratamento da doença, sendo de extrema importância para redução do número e o combate ao vetor à conscientização da população (FERREIRA, 2019).

Conclusão: Conclui-se que os sintomas da doença é um marcador de extrema importância para o diagnóstico e tratamento eficiente da doença.

Referências

BIASSOTI, Amabile Visioti; ORTIZ, Mariana Aparecida Lopes. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA DENGUE. REVISTA UNINGÁ REVIEW, v. 29, n. 1, 2018. Disponível em < http://revista.uninga.br/index.php/uningareviews/article/view/1921/1518>.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue - Aspectos Epidemiológicos, Diagnóstico e Tratamento. 2002. Disponível em <

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_aspecto_epidemiologicos_diagnostico_tratamento.pdf>.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue - Diagnóstico e manejo clínico, adulto e criança. 2007. Disponível em <

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_diagnostico_manejo_adulto_crianca_3ed.pdf>.

COSTA, Abigail Ester do Amaral; FERREIRA, Levy Gomes. Considerações sobre o dengue clássico e o hemorrágico. Pharmacia Brasileira, v. 3, n. 30, p. 49-54, 2002.

FERREIRA, Vanessa Machado; et al. UM MOSQUITO E TRÊS DOENÇAS: AÇÃO DE COMBATE AO Aedes aegypti E CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA EM DIVINÓPOLIS/MG, BRASIL. REVISTA BRASILEIRA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, v. 10, n. 2, p. 49-54, 2019. Disponível em .

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MEDIDAS ALTERNATIVAS PARA O CONTROLE DO Aedes aegypti

1THALYA VITORIA BECHER, 2LEONARDO LUIZ CASTELLI JUNIOR, 3DANIELE GARCIA DE ALMEIDA SILVA, 4DENISE ALVES LOPES, 5ROSILEY BERTON PACHECO

1Acadêmica do PIC/UNIPAR 1Acadêmico do PIC/UNIPAR 2Docente da UNIPAR 3Docente da UNIPAR 4Docente da UNIPAR

Introdução: A dengue é uma doença endêmica no Brasil, que tem como agente etiológico um arbovírus (DENV) transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, seu principal vetor. Entretanto, as adaptações do Aedes Aegypti ao ambiente domiciliar e peridomiciliar, juntamente com as condições ambientais que facilitam sua proliferação, como o clima tropical (quente e úmido), presente em nosso país, contribuem consideravelmente para o elevado número de casos e a grande dificuldade encontrada na eliminação desse vetor. (SILVA; MARIANO; SCOPEL, 2007).

Objetivo: Reconhecer as medidas alternativas para controlar o Aedes aegypti.

Desenvolvimento: O controle do vetor ocorre por meio de ações dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Combate a Endemias (ACE) em conjunto com a população, segundo as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), o qual visa o controle químico, mecânico e biológico do Aedes Aegypti (ZARA et al, 2016). Entretanto, essas estratégias não levam em consideração fatores socioeconômicos, ambientais e culturais presentes, nem o conhecimento da população acerca da doença. A partir disso, pode-se justificar a baixa efetividade das ações adotadas (SANTOS; CABRAL; AUGUSTO, 2011). Diante de tais dificuldades e da resistência do Aedes Aegypti à ação dos inseticidas em uso, torna-se necessária a adoção de novas estratégias para o controle vetorial, por meio de inovações tecnológicas. Uma das estratégias consiste na utilização e distribuição à população do biolarvicida Bti (Bacillus thuringiensis israelenses), que possui alta eficácia na ação larvicida e, além disso, é inofensivo aos mamíferos, podendo assim, ser consumido na água (PENNA, 2002). Ademais, também vem sendo utilizados compostos naturais, como óleos essenciais de plantas (a exemplo, tem-se o limoneno, encontrado na casca de frutas cítricas), que são aditivos aromatizantes inócuos ao consumo humano e que apresentam boa atividade larvicida. Na Austrália, estão sendo realizadas pesquisas com uma espécie de bactéria, a Wolbachia, encontrada em mais de 60% dos insetos, que é capaz de torná-los estéreis. Esse método de controle biológico consiste em liberar semanalmente mosquitos contendo a bactéria no ambiente para que se reproduzam com os Aedes Aegypti existentes, infectando-os e interrompendo seu ciclo reprodutivo.

Combinado a isso, pode ser realizada a esterilização dos insetos (SIT) por irradiação, expondo-os a raios X ou raios gama, após infectá-los com Wolbachia. Nesse sentido, também existem estratégias genéticas, pela liberação de mosquitos geneticamente modificados, com genes capazes de tornar os insetos estéreis. Ainda, como opção para ambientes domiciliares, há dispositivos contendo inseticidas (metoflutrina) que duram até 20 dias, com liberação contínua e lenta, capazes de matar cerca de 80 a 90%

dos mosquitos em menos de uma hora e causar a desorientação das fêmeas. Outra estratégia, a nebulização espacial intradomiciliar residual (IRS), promove efeito imediato na eliminação de mosquitos adultos, através da utilização de inseticida residual em áreas estratégicas das residências, como atrás dos móveis, por exemplo. Do mesmo modo, as estações de disseminação são certos locais táticos, como pequenos recipientes, que contêm o inseticida piriproxifeno. As fêmeas são atraídas até essas estações, e as micropartículas do inseticida grudam em seu corpo, podendo ser carregadas por até 400 metros. Assim, durante a oviposição, as partículas são deixadas na água, tornando os reservatórios letais para as larvas. Outras medidas alternativas incluem o mapeamento de risco, o uso de roupas e telas impregnadas com inseticidas e a abordagem eco- bio-social, realizada por setores da comunidade, utilizando a educação social e o cuidado com o meio ambiente como aliados no controle do Aedes Aegypti (ZARA et al, 2016).

Conclusão: Diante da grande expansão das arboviroses pelo mundo e das dificuldades encontradas no controle do vetor, devido a sua rápida adaptação e proliferação em áreas suscetíveis, faz-se necessário que sejam implementadas estratégias específicas, por meio de inovações tecnológicas e investimentos adequados, fornecendo, dessa maneira, medidas alternativas para o controle do Aedes Aegypti.

Referências

PENNA, Maria Lucia. Um desafio para a saúde pública brasileira: o controle do dengue. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.

19, n. 1, p. 305-309, jan-fev. 2003.

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SANTOS, Solange Laurentino dos; CABRAL, Ana Catarina dos Santos Pereira; AUGUSTO, Lia Giraldo da Silva. Conhecimento, atitude e prática sobre dengue, seu vetor e ações de controle em uma comunidade urbana do Nordeste. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 16, p. 1319-1330. 2011.

SILVA, Jeziel Souza; MARIANO, Zilda de Fátima; SCOPEL, Irací. A influência do clima urbano na proliferação do mosquito aedes aegypti em Jataí (GO) na perspectiva da Geografia Médica. Hygeia, Uberlândia, v. 2, n. 5, p. 33-49, dez. 2007.

ZARA, Ana Laura de Sene Amâncio et al. Estratégias de controle do Aedes aegypti: uma revisão. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 25, n. 2, p. 391-404, jun. 2016.

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DENGUE: ABORDAGEM EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE

1KAMUNI AKKACHE COUTINHO, 2MARIO MARQUES PEREIRA FILHO, 3DENISE ALVES LOPES, 4IRINEIA PAULINA BARETTA, 5MARIA ELENA MARTINS DIEGUES, 6ROSILEY BERTON PACHECO

1Acadêmica do Curso de Medicina da UNIPAR 1Acadêmico do Curso de Medicina da UNIPAR 2Docente da UNIPAR

3Docente do Programa de Mestrado Profissional em Plantas Medicinais e Fitoterápicos na Atenção Básica 4Coordenadora do Curso de Medicina da UNIPAR

5Docente da UNIPAR

Introdução: A dengue é uma doença viral, transmitida pelas espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus (BRASIL, 2009). A abordagem em Unidade Básica de Saúde de pacientes com dengue é feita por meio de classificação de prioridade de atendimento que tem correlação com o período de instalação da doença e qual tipo de dengue o paciente apresenta: dengue inaparente (DI); dengue clássico (DC); febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome do choque da dengue (SCD) (BRASIL, 2002).

Objetivo: Compreender a abordagem de casos de dengue em Unidade Básica de Saúde.

Desenvolvimento: A dengue tem como agente etiológico um arbovírus, gênero Flavivírus, família Flaviviridae (BRASIL, 2002).

São quatro sorotipos conhecidos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4, nos quais os vetores responsáveis pela transmissão na América são as espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, sendo a dengue típica de países tropicais e recorrente no Brasil (BRASIL, 2002). Sob essa ótica, com relação à abordagem em Unidade Básica de Saúde (UBS), a dengue pode ser classificada de acordo com os sinais e sintomas de risco, a fim de reduzir o tempo de espera no serviço de saúde, sendo assim, no grupo A o atendimento é feito segundo o horário de chegada; grupo B prioridade não urgente; grupo C de urgência, atendimento mais rápido possível; grupo D de emergência, atendimento imediato (BRASIL, 2016). Essa identificação de grupos esta ligada com o tempo de ocorrência dos sintomas e com a classificação da dengue: dengue inaparente (DI), dengue clássico (DC), febre hemorrágica da dengue (FHD) ou síndrome do choque da dengue (SCD) (BRASIL, 2002). A DI também é conhecida como assintomática, já as outras três são sintomáticas, que podem causar uma doença sistêmica e dinâmica com vários aspectos clínicos, por isso, é fundamental a execução de anamnese e exame físico preciso para eliminação de hipóteses diagnostica (BRASIL, 2016). Sendo assim, no paciente em que há suspeita de dengue, são feitas perguntas como data de início da febre e de outros sintomas, se presentes; se há alterações gastrointestinais; alterações do estado da consciência; frequência da diurese nas últimas 24 horas; se há familiares com dengue ou dengue na comunidade; perguntar sobre histórico de viagem recente para áreas endêmicas de dengue; antecedentes pessoais que geram condições pré-existentes como lactentes de 29 dias a 6 meses de vida, adultos maiores de 65 anos, gestante, obesidade, asma, diabetes mellitus, hipertensão (BRASIL, 2016). No exame físico, deve ser realizada ectoscopia; sinais vitais; analisar presença de exantema e petéquias; pesquisar manifestações hemorrágicas espontâneas ou provocadas (prova do laço) e; avaliação de exames laboratoriais (BRASIL, 2016). Os principais sinais e sintomas observados na clínica são febre, geralmente alta (39ºC a 40ºC) e de início repentino; cefaleia; adinamia;

mialgias; artralgias e a dor retroorbitária (BRASIL, 2016). É essencial questionar o paciente sobre organização social do local onde ele mora e onde trabalha, visto que o ambiente em que esse está inserido pode criar condições favoráveis para a proliferação do vetor, sendo um fator de risco para que haja casos de dengue (BARRETO; TEIXEIRA, 2008). Quando há suspeita ou confirmação de dengue, deve ser feita a notificação compulsória obrigatoriamente da UBS para a Vigilância Epidemiológica do município (BRASIL, 2009). O paciente que apresentar dengue receberá tratamento medicamentoso para a sintomatologia e hidratação oral, sendo esse acompanhado pela UBS de seu setor (BRASIL, 2009).

Conclusão: Em Unidades Básicas de Saúde é feita classificação de risco conforme sinais e sintomas. Ademias, essa doença pode ser classificada em quatro formas clínicas, devendo ser realizado o diagnostico diferencial a partir de anamnese, exame físico, exame laboratorial e conhecimento epidemiológico. Por fim, a dengue é uma doença de notificação compulsória, visto que ela é de caráter viral agudo e de rápida disseminação.

Referências

BARRETO, Maurício; TEIXEIRA, Maria Glória. Dengue no Brasil: situação epidemiológica e contribuições para uma agenda de pesquisa. Estudos avançados, v. 22, n. 64, p. 53-72, 2008.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento, Brasília, Brasília: Fundação

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Nacional de Saúde, 2002.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais para prevenção e controle de epidemias de dengue, Brasília, Brasília:

Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança, Brasília, Brasília: Ministério da Saúde, 2016.

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REGANHO DE PESO EM INDIVÍDUOS SUBMETIDOS À CIRURGIA BARIÁTRICA

1THAISSA EDUARDA BARICHELLO, 2CLARA EDUARDA MATTOS ROSSA, 3EDINEIA MARIZA SIEROTA, 4FERNANDA PEGORINI PADILHA, 5MAYARA JAKLINE RAMOS MATOS, 6DORA DE CASTRO AGULHON SEGURA

1Acadêmico do PIC/UNIPAR

1Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 2Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 3Acadêmica do Curso de Biomedicina da UNIPAR 4Acadêmica do Curso de Fisioterapia da UNIPAR 5Docente da UNIPAR

Introdução: A obesidade é uma doença metabólica, cuja origem pode envolver fatores genéticos, endócrinos e ambientais, acarretando problemas psicológicos, sociais e diminuição da qualidade de vida, sendo considerado um grave problema de saúde pública (OLIVEIRA; PONTO, 2016). Tavares et al. (2016) relatam que a obesidade no Brasil vem alcançando um percentual cada vez maior e alarmante, necessitando de tratamento especializado. Lacerda et al. (2018) descreveram que a percepção corporal é uma construção multidimensional que envolve aspectos fisiológicos, culturais e cognitivos. As distorções na imagem corporal geralmente provocam um sentimento de repulsa e insatisfação. Além dos impactos físicos, a obesidade acarreta um impacto psicológico que pode repercutir em diversos distúrbios, como ansiedade, depressão, além de impactos sociais que se refletem negativamente na vida profissional e nas relações interpessoais.

Objetivo: O objetivo deste estudo de revisão bibliográfica foi investigar o reganho de peso após o procedimento da cirurgia bariátrica.

Desenvolvimento: Tentativas frustradas de emagrecimento por métodos convencionais envolvendo restrições dietéticas, atividade física, modificações comportamentais e tratamento medicamentoso influenciam o indivíduo a escolher por uma técnica cirúrgica, a gastroplastia, também nomeada por cirurgia bariátrica ou redução de estomago (SEGURA et al., 2017). O procedimento tem sido considerado importante no tratamento de obesos graves e atualmente é o tratamento mais eficaz e duradouro no controle das doenças associadas. No entanto, alguns pacientes não atingem uma perda de peso significativa ou apresentam reganho de peso após um tempo de operados (KORTCHMAR et al., 2018). Schakarowski et al. (2018) descreveram que a partir do início do tratamento para a cirurgia bariátrica o paciente deve se conscientizar do diagnóstico da obesidade, avaliar riscos, benefícios e consequências. Por isso, é necessário estar ciente das mudanças comportamentais intrínsecas ao procedimento, que são decisivas para o resultado desejável do tratamento em longo prazo. Deste modo, a cirurgia bariátrica deve ser um complemento para outras formas de tratamento da obesidade. A mudança não está apenas em se sujeitar à cirurgia, é preciso fazer a mudança de hábitos alimentares para o resto da vida. Os comportamentos pós-cirurgia são significativos, sendo determinantes para a perda e manutenção do peso (ROCHA; HOCIKO; OLIVEIRA, 2018). Rodrigues e Seidl (2015) realizaram um estudo com o objetivo de identificar os motivos do reganho de peso em 203 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e os resultados mostraram que 79% dos participantes relataram reganho de peso, sendo que 13% informaram um aumento de mais de 15% do total de peso perdido, o que é considerado reganho significativo. O reganho de peso é uma das possíveis complicações e geralmente acontece após os primeiros dois anos da cirurgia, visto que ocorre uma adaptação que envolve os mecanismos neuro-hormonais que são responsáveis pela regulação do apetite e do metabolismo. Outro fator de relevância é o não comparecimento às consultas no pós-operatório por acreditarem que não é necessário o acompanhamento em longo prazo (SILVA; KELLY, 2014). Rodrigues e Seidl (2015) descrevem como forma da manutenção de peso, variáveis como controle da compulsão alimentar e engajamento em atividades físicas. Por outro lado, a falta de apoio familiar e uso de álcool e outras drogas estiveram associadas ao reganho de peso.

Conclusão: A cirurgia bariátrica é uma opção cirúrgica com eficácia comprovada em inúmeros estudos, entretanto é um procedimento que tem limitações e o reganho de peso é uma delas. Possíveis causas do reganho apontam a falta de atividade física, a compulsão alimentar, o não comparecimento às consultas e o consumo excessivo de alimentos hipercalóricos.

Referências

KORTCHMARL, E.; MERIGHIL, M.A.B.; CONZL, C.A.; JESUS, M.C.P.; OLIVEIRA, D.M. Reganho de peso após a cirurgia bariátrica: Um enfoque da fenomenologia social. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 31, n. 4, p. 417-422, set. 2018.

LACERDA, R.M.R.; CASTANHA, C.R.; CASTANHA, A.R.; CAMPOS, J.M. Percepção da imagem corporal em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Recife, v. 45, n. 2, p. 26-32, mai. 2018.

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OLIVEIRA, C.C.A.; PONTO, S.L. Perfil nutricional e perda de peso de pacientes submetidos à cirurgia de Bypass Gástrico em Y de Roux. Revista Brasileira de Nutrição Clínica, Tocantins, v. 31, n. 1, p. 18-22, jan./mar. 2016.

ROCHA, A.C.; HOCIKO, K.R.; OLIVEIRA, T.V. Comportamentos e hábitos alimentares dos pacientes pós-cirurgia bariátrica.

Contextos da Alimentação Revista de Comportamento, Cultura e Sociedade, São Paulo, v. 6, n. 1, p. 89-94, dez. 2018.

RODRIGUES, M. A.; SEIDL, E. M. F. Apoio social e reganho de peso pós-cirurgia bariátrica: Estudo de caso sobre intervenção com cuidador. Temas em Psicologia, Brasília, v. 23, n. 4, p. 1003-1016, jan. 2015.

SILVA, R.F.; KELLY, E.O. Reganho de peso após o segundo ano do Bypass Gástrico em Y de Roux. Revista Comunicação em Ciências Saúde, Brasília, v. 24, n. 4, p. 341-350, jun. 2014.

SEGURA, D.C.A.; WOZNIAK, S.D.; ANDRADE, F.L.; MARRETO, T.M.; PONTE, E.D. Deficiências nutricionais e suplementação em individuas submetidos a gastrolastia redutora do tipo Y de Roux. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v. 11, n. 65, p. 338-347, set./out. 2017.

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TAVARES, E.R.; ANDRADE, A.A.; MACEDO, T.S.S.; SILVA, A.M.T.C.; ALMEIDA, R.J. Contribuição de aspectos psicossociais no reganho de peso em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. ESV PUC, Goiânia, v. 43, n. 1, p. 90-97, jan./mar. 2016.

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MORTALIDADE INFANTIL DE CRIANÇAS MENORES DE UM ANO NO MUNICÍPIO DE UMUARAMA-PR: UM ESTUDO LONGITUDINAL

1EMILLI KARINE MARCOMINI, 2ANA GABRIELA FERNANDE FRANK, 3NANCI VERGINIA KUSTER DE PAULA, 4ADALBERTO RAMON V. GERBASI

1Discente do Curso de Enfermagem. PIBIC-UNIPAR 1Discente do Curso de Enfermagem. PIC-UNIPAR 2Mestre e Docente do Curso de Enfermagem-UNIPAR 3Doutor Docente da UNIPAR

Introdução: A vigilância do óbito infantil consiste em uma ferramenta imprescindível para a identificações dos índices de mortalidade infantil, permitindo a análise da causalidade e a ocorrência de falhas na assistência, que contribui em grande parte para a elevação das taxas de mortes (OLIVEIRA; BONFIM; MEDEIROS, 2017). Mesmo diante das mudanças registradas na saúde materno-infantil, ainda há desafios para o controle deste indicador (FRANÇA; LANSKY, 2008). Assim, é fundamental a identificação das doenças e/ou causas que possibilitem o estudo e uma análise mais detalhada da mortalidade em crianças menores de um (01) ano.

Objetivo: Analisar as causas de óbitos infantis no Município de Umuarama-PR no período de 2015 a 2017.

Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, longitudinal em que se utilizaram dados secundários de óbitos infantis coletados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC), através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A população foi constituída por todos os óbitos infantis de menores de um ano ocorridos no Município de Umuarama-PR entre os anos de 2015 a 2017.

Resultados: Os dados indicam que ocorreram no período 69 óbitos infantis no município de Umuarama, o qual origina uma taxa média de mortalidade infantil de 15,2 óbitos por mil nascidos vivos, sendo 48 (69,6%) do sexo masculino e 21 (30,4%) do feminino. Na literatura não há explicação para a diferença de óbitos segundo o gênero, pois na faixa etária de zero a um (01) ano, a morte não é seletiva. Com relação ao capítulo CID-10 das doenças e/ou causas , 50 (72,4%) óbitos estão relacionados às afecções originadas no período perinatal no qual consiste em complicações da gravidez, transtornos relacionaos ao crescimento fetal, traumatismo de parto, transtornos respiratórios, endócrinos e digestivos, 14 (20,3%) correspondem às anomalias congênitas incluindo as deformidade e anomalias cromossômicas, e cinco (7,3%) a outras doenças ou causas . Discussão: A taxa de mortalidade infantil apesar de ter se reduzido ao longo do tempo ainda tem preocupado o país como um todo, uma vez que o declínio dos índices não foi suficiente para enquadrar a taxa no valor aceitável pela organização da saúde (10 mortes por mil nascidos vivos) (ARAUJO FILHO et al., 2017; FRANÇA; LANSKY, 2008). Essa afirmativa corrobora com os resultados deste estudo, onde observa-se que a taxa média de mortalidade infantil (15,2 óbitos por mil nascidos vivos) constitui-se em um índice superior a taxa máxima aceitada. Em se tratando das causas desses óbitos, o município de Umuarama-PR destacou-se alta incidência para as afecções originadas no período perinatal , destacando a necessidade de maior qualidade de saúde na atenção pré-natal, parto e puerpério. Ressalta-se ainda que não houve ocorrências para as doenças do aparelho respiratório , sintomas, sinais e afecções mal definidas e doenças infecciosas e parasitárias , o que subentende que as políticas sanitárias podem ter surtido efeito na localidade. Vianna et al (2016), reforça ainda que o Estado do Paraná, por meio do programa Rede Mãe Paranaense, tem se empenhado em busca de mudanças na assistência materno-infantil, contudo, há necessidade de intervenções e condutas resolutivas tanto no pré-natal como no parto e na assistência ao recém-nascido. Desta maneira, vale ressaltar a indispensabilidade de políticas públicas mais abrangentes, capazes de intensificarem a qualidade do atendimento ao pré-natal, parto e puerpério e o comprometimento dos gestores e profissionais de saúde, o que de fato influirá diretamente nos coeficientes de mortalidade infantil (ARAUJO FILHO et al., 2017).

Conclusão: Por todo o exposto, evidencia-se que a mortalidade infantil no Município de Umuarama-PR mostrou-se elevada para as afecções originadas no período perinatal e, portanto, necessita ser revista pelas autoridades em busca de melhorias que correspondam à saúde infantil. Sugere-se que os profissionais de saúde, em especial as equipes de atenção primária, direcionem cuidados correlacionados a tríade gestação, parto e puerpério, objetivando prevenção de agravos e diagnóstico prévio de comorbidades.

Referências

ARAUJO FILHO, A. C.; ARAÚJO, A. K. L; ALMEIDA, P. D.; ROCHA, S. S. . Mortalidade infantil em uma capital do nordeste

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brasileiro. Enfermagem em Foco, v.8, n.1, p.32-36, 2017. Disponível em: >. Acesso em: 08 de jul. de 2019.

FRANÇA, E.; LANSKY, S. Mortalidade Infantil Neonatal no Brasil: Situação, Tendências e Perspectivas. In: XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 2008, Caxambu (MG). Anais do XVI Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 2008.

Caxambu: Associação Brasileira de Estudos Populacionais, 2008. Disponível em: Acesso em: 04 de jul. de 2019.

OLIVEIRA, C. M.; BONFIM, C. V.; MEDEIROS, Z. M. Mortalidade infantil e sua investigação: reflexões sobre alguns aspectos das ações da vigilância do óbito. Revista Enfermagem UFPE online, Recife, v.11, Supl. 2, p.1078-85, 2017. Disponível em: >.

Acesso em: 05 de jul. de 2019.

VIANNA, R. C. X. F; FREIRE, M. H. S.; CARVALHO, D.; MIGOTTO, M. T. Perfil da mortalidade infantil nas Macrorregionais de Saúde de um estado do Sul do Brasil, no triênio 2012 2014. Espaço para a Saúde Revista De Saúde Pública Do Paraná, Londrina, v. 17, n. 2, p. 32-40, 2016. Disponível em: . Acesso em: 02 de jul. de 2019.

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A FRAGILIDADE DO IDOSO INSTITUCIONALIZADO

1SUSANA MINCHIGUERRE PEREIRA, 2EMILLI KARINE MARCOMINI, 3NANCI VERGINIA KUSTER DE PAULA

1Discente do Curso de Enfermagem-UNIPAR 1Discente do Curso de Enfermagem. PIBIC-UNIPAR 2Mestre e Docente do Curso de Enfermagem-UNIPAR

Introdução: Atualmente as pirâmides demográficas do país estão sendo ocupadas por um novo eixo populacional, composto por uma numerosa população de indivíduos com idade superior a 60 anos (VERAS; OLIVEIRA, 2018). Esta modificação etária é resultado da redução acentuada da taxa de fecundidade e natalidade, assim como das melhorias de condições de saúde que elevaram a expectativa de vida brasileira, auxiliando nesta modificação de perfil populacional (VERAS, 2016). Deste modo, diante dessa nova população com necessidade de saúde heterogêneas, é indispensável o conhecimento sobre a fragilidade dos idosos através de escalas de avaliação geriátricas, visto que elas são capazes de expressar a verdadeira situação com que se encontra um indivíduo bem como permitem a observação clínica para sugestões de tratamento mais efetivas (ANDRIOLO et al.,2016).

Objetivo: Estratificar a fragilidade dos idosos institucionalizados.

Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa observacional, transversal, do tipo quantitativa, fragmento de um trabalho de conclusão de curso, desenvolvida em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), na região noroeste do Paraná.

Para atingir ao objetivo proposto utilizou-se de um formulário embasado no Índice de Vulnerabilidade Clínico Funcional-20 (IVCF- 20). A presente pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisas Envolvendo Seres Humanos (CEPEH) da Universidade Paranaense UNIPAR sob parecer número 3.291.301.

Resultados: A escala de vulnerabilidade Clínico Funcional foi aplicada a 75 idosos institucionalizados residentes no período de coleta de dados. Identificou-se que 37 (49,3%) idosas pertenciam ao sexo feminino e 38 (50,7%) ao sexo masculino. Quanto à faixa etária, 31 (41,3%) idosos possuíam idade entre 60 a 74 anos, 28 (37,3%) possuíam entre 75 a 84 anos e 16 (21,4%) tinham 85 anos ou mais. No que se refere a presença de doenças crônicas, notou-se uma alta prevalência entre os idosos, pois apenas dois idosos não possuíam patologias. Das patologias que mais acometem os idosos na ILPI avaliada destaca-se a hipertensão (40%), AVC (30,6%), depressão (29,3%), diabetes (17,3%), doença psiquiátrica (17,3%). Em relação ao IVCF aplicado na instituição, foram identificados que 67 (89%) idosos eram frágeis, oito (10,7%) estavam em risco de fragilização e quatro (5,3%) eram idosos robustos. Percebe-se que os domínios mais afetados foram auto percepção da saúde, AVD (Atividade de Vida Diária) instrumental, AVD básica, humor, marcha e continência esfincteriana. Por outro lado, observa-se que o domínio de alcance, preensão e pinça e o histórico de quedas, foram os menos afetados entre os idosos.

Discussão: A polipatologia observada na então pesquisa revela o acometimento dos idosos a doenças crônicas relacionadas a transtornos mentais, patologias do sistema nervoso central e do aparelho circulatório. Este fator também foi encontrado em outros estudos presentes na literatura, aos quais reforçam a presença de um envelhecimento com senilidade (AZEVEDO et al., 2017). Neste mesmo contexto o Ministério da Saúde destaca que a presença destas condições afetam diretamente a assistência a saúde, a qual deverá ser mais ampla, pois não se trata de um condição fisiológica e natural, mas de uma alteração patológica que acarretará maiores danos ao idoso (BRASIL, 2007). A fragilidade identificada em 89% dos idosos está diretamente relacionada com as polipatologias. Corroborando Duarte et al (2018) afirmam que a fragilidade com que se encontra os idosos institucionalizados não é uma condição presenciada em todo o processo de envelhecimento, mas é originada na maioria das vezes por mudanças fisiológicas, presença de doenças e sarcopenia (processo de perda de massa muscular). Além disso, a fragilidade aproxima o idoso da vulnerabilidade, provocando maior risco de quedas, internações hospitalares, declínio funcional e mortes (BRASIL, 2007). Percebe-se que a AVD influencia diretamente na qualidade de vida dos idosos, representada pela ausência de autonomia nas atividades do cotidiano. Deste modo, o declínio funcional e a fragilidade são circunstâncias que afetam a qualidade de vida e bem estar do idoso, pois estão estreitamente ligadas a autonomia e independência do indivíduo, assim, a identificação de fatores que levam a essas condições são ferramentas que devem ser trabalhadas por profissionais da saúde, para que haja o reconhecimento precoce e consequentemente uma assistência a saúde condizente com a necessidade (FREITAS; SOARES, 2019).

Conclusão: A fragilidade identificada nos idosos institucionalizados revela a associação de doenças crônicas com o processo de envelhecimento. Sendo assim, evidencia-se a importância da identificação dessas condições de saúde nos idosos, para que seja aplicado uma assistência condizente com as condições de fragilidades encontradas nesta população institucionalizada.

Referências

ANDRIOLO, B. N. et al. Avaliação do grau de funcionalidade em idosos usuários de um centro de saúde. Revista da Sociedade

Referências

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