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Testes de Hipóteses II

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Testes de Hipóteses II

Capítulo 12, Estatística Básica (Bussab&Morettin, 8a Edição)

6a AULA – 06/04/2015

MAE229 - Ano letivo 2015 Lígia Henriques-Rodrigues

(2)

1. Teste para a média de uma população com variância conhecida

Passo 1:H0:µ=µ0contra (i)H1:µ6=µ0;

(ii)H1:µ > µ0ouH1:µ=µ11> µ0);

(iii)H1:µ < µ0ouH1:µ=µ11< µ0).

Passo 2:A estatística a ser usada é X ∼N

µ,σ2

n

,

que sob a validade deH0é X ∼

H0

N

µ02 n

⇐⇒ Z =X−µ0 σ/√

n ∼

H0

N(0,1).

(3)

Passo 3:Dadoα

(i)RC={x :x ≤c∨x ≥d}, comc=µ0−z(1−α/2) qσ2

n e d =µ0+z(1−α/2)

qσ2 n; (ii)RC={x :x ≥d}, comd =µ0+z(1−α)

qσ2 n; (iii)RC={x :x ≤c}, comc =µ0−z(1−α)

qσ2 n,

comz(p)op-quantil da normal padrão.

(4)

2. Teste para a média de uma população com variância desconhecida e n pequeno

Passo 1:H0:µ=µ0contra (i)H1:µ6=µ0;

(ii)H1:µ > µ0ouH1:µ=µ11> µ0);

(iii)H1:µ < µ0ouH1:µ=µ11< µ0).

Passo 2:A estatística a ser usada é X −µ S/√

n ∼t(n−1), que sob a validade deH0é

T =X−µ0 S/√

n ∼

H0

t(n−1).

(5)

Passo 3:Dadoα

(i)RC={x :x ≤c∨x ≥d}, comc=µ0−t(1−α/2)Sn e

d =µ0+t(1−α/2)Sn; (ii)RC={x :x ≥d}, comd =µ0+t(1−α)S

n; (iii)RC={x :x ≤c}, comc =µ0−t(1−α)S

n,

comt(p)op-quantil da distribuição t-student com(n−1)-graus de liberdade.

(6)

3. Teste para a média de uma população com variância desconhecida e n grande

Passo 1:H0:µ=µ0contra (i)H1:µ6=µ0;

(ii)H1:µ > µ0ouH1:µ=µ11> µ0);

(iii)H1:µ < µ0ouH1:µ=µ11< µ0).

Passo 2:Neste caso, a estatística a ser usada é X−µ

S/√

n ∼N(0,1), que sob a validade deH0é

Z = X−µ0 S/√

n ∼

H0

N(0,1).

(7)

Passo 3:Dadoα

(i)RC={x :x ≤c∨x ≥d}, comc=µ0−z(1−α/2)Sn e

d =µ0+z(1−α/2)Sn; (ii)RC={x :x ≥d}, comd =µ0+z(1−α)S

n; (iii)RC={x :x ≤c}, comc =µ0−z(1−α)S

n, comz(p)op-quantil da distribuição normal padrão.

(8)

Exemplo 1:

Um fabricante afirma que seus cigarros contêm 30 mg de nicotina. Uma amostra de 25 cigarros fornece média de 31,5 mg e desvio padrão de 3 mg.

No nível de 5%, os dados refutam ou não a afirmação do fabricante? Admita que a quantidade de nicotina por cigarro segue uma distribuição normal.

(9)

4. Teste para a variância de uma população normal

Neste caso, o parâmetro de interesse éσ2( ouσ) e vimos que S2= 1

n−1

n

X

i=1

(Xi−X)2

é um estimador não enviesado e consistente deσ2.

Para realizarmos inferências sobreσ2( ouσ), precisamos obter uma v.a. que seja função deS2e deσ2, mas cuja distribuição (amostral) não dependa de σ2.

Teorema

Seja(Z1, . . . ,Zn)uma AAS retirada de uma populaçãoN(0,1). Então:

1 Z tem distribuiçãoN(0,1/n);

2 As variáveisZ ePn

i=1(Zi−Z)2são independentes;

3 Pn

i=1(Zi−Z)2tem distribuiçãoχ2(n−1).

(10)

Corolário

A v.a. (n−1)Sσ2 2 tem distribuiçãoχ2(n−1).

De fato,

(n−1)S2

σ2 = n−1 σ2

1 n−1

n

X

i=1

(Xi −X)2=

n

X

i=1

Xi −X σ

!2

=

n

X

i=1

Xi−µ σ

− X−µ σ

!!2

=

n

X

i=1

(Zi−Z)2.

(11)
(12)

Passo 1:H0202contra (i)H126=σ02;

(ii)H12> σ02ouH121212> σ20);

(iii)H12< σ20ouH122112< σ20).

Passo 2:A estatística a ser usada é (n−1)S2

σ2 ∼χ2(n−1), que sob a validade deH0é

χ2=(n−1)S2 σ02

H0

χ2(n−1).

(13)

Passo 3:Dadoα

(i)RC={χ2:0< χ2≤c∨χ2≥d}, comc =χ2(1−α/2)ed =χ2(α/2);

(ii)RC={χ22≥d}, comd =χ2(α);

(iii)RC={χ2:0< χ2≤c}, comc=χ2(1−α),

comχ2(p)op-quantil da distribuição Qui-quadrado.

(14)

Intervalo de confiança para σ

2

A construção do IC(σ2;γ) é feita a partir da expressão P

χ21< (n−1)S2 σ2 < χ22

=γ,

que permite obter a desigualdade:

(n−1)S2

χ22 ≤σ2≤ (n−1)S2 χ21 ,

comχ212(1−α/2) =χ2((1+γ)/2)eχ222(α/2) =χ2((1−γ)/2).

NOTA:O IC(σ2;γ) corresponde à região de aceitação do teste bilateral.

(15)

Exemplo 2:

Uma das maneiras de manter sob controle a qualidade de um produto é controlar a sua variabilidade. Uma máquina de encher pacotes de café está regulada para enchê-los com média 500g e desvio padrão de 10g. O peso de cada pacoteXsegue uma distribuiçãoN(µ, σ2). Colheu-se uma amostra de 16 pacotes e observou-se uma variância des2=169g2. Com esse resultado, você diria que a máquina está desregulada com relação à variância?

(considereα=5%)

(16)

Valor-p ou nível descritivo

Ovalor-pounível descritivoouprobabilidade de significânciarepresenta uma forma alternativa de decisão que não exige a fixação do nível de significância αnem a determinação da região crítica.

O que se faz é calcular a probabilidade de ocorrer valores da estatística mais extremos do que o observado, sob a hipótese deH0ser verdadeira.

Valor-p=P(obter dados ainda mais desfavoráveis aH0|H0é verdadeira)

Assim,

Valor-p muito pequeno=⇒dados incoerentes comH0; Valor-p muito grande=⇒dados coerentes comH0.

(17)

Pelo que, se indicarmos porαˆo valor-p, a decisão num teste de hipóteses será a de:

rejeitaremosH0para n.s. α >αˆ

se o nível descritivo for muito pequeno, há evidências de que a hipótese não seja válida;

não rejeitaremosH0para n.s. α≤αˆ

se o nível descritivo for muito grande, há evidências de que a hipótese seja válida.

O Valor-p é o menor nível de significância que nos conduz à rejeição deH0

com a amostra observada.

(18)

Cálculo do Valor-p

Exemplo:

Uma estação de televisão afirma que 60%dos televisores estavam ligados no programa especial de domingo. Uma rede concorrente deseja contestar essa afirmação e decide usar uma amostra de 200 famílias para um teste. Destas, 104, confirmaram ter assistido a programa. Teste a veracidade da afirmação da estação, considerandoα=5%.

H0:p=0,6 versus H1:p<0,6.

Neste caso, a RC é uma cauda à esquerda, logo valor-p=P(ˆp<0,52|p=0,6) =P(Z <−2,30) =0,01

—–> os dados sugerem que a hipótese deve ser rejeitada

(19)

Exemplo:

Suponha que queiramos testarH0:µ=50 contraH1:µ >50, em queµé a média de uma normalN(µ,900). Extraída uma amostra den=36

elementos, obtemosx =52. Calcule o valor-p do teste.

Neste caso, a RC é uma cauda à direita, logo valor-p=P(X >52|µ=50) =P(Z >0,40) =0,345.

—–> os dados sugerem que a hipótese não deve ser rejeitada

(20)

Exemplo:

Uma companhia de ônibus intermunicipais planejou uma nova rota para servir vários locais situados entre duas cidades importantes. Um estudo preliminar afirma que a duração das viagens pode ser considerada uma v.a.

normal com média igual a 300 minutos e desvio padrão 30 minutos. As dez primeiras viagens realizadas nessa nova rota apresentaram média igual a 314 minutos. Esse resultado comprova ou não o tempo médio determinado nos estudos preliminares.

3. Caso:H0:µ=300 versus H1:µ6=300.

Neste caso, a RC é uma reunião de caudas, e comoxobs=314>300, então

valor-p=2P(X >314|µ=300) =2P(Z >1.48) =2×0,07=0,14

—–> não existe muita evidência para rejeitarH0

(21)

Cálculo do Valor-p

Depende do que significa obter dados ainda mais desfavoráveis aH0que os já obtidos, isto á, da forma da região crítica, RC.

Cauda à esquerda (H

1

: θ < θ

0

)

Valor-p=P(X <xobs|H0) =p

Dados piores⇐⇒estar à esquerda dexobs, isto é, mais próximo da RC.

Cauda à direita (H

1

: θ > θ

0

)

Valor-p=P(X >xobs|H0) =p+

Dados piores⇐⇒estar à direita dexobs, isto é, mais próximo da RC.

(22)

Reunião de caudas (H

1

: θ 6= θ

0

)

Valor-p=2min(p,p+) Se a f.d.p. é simétrica então

Valor-p=2P(X >xobs|H0), sexobs> θ0 Valor-p=2P(X <xobs|H0), sexobs< θ0 pois cada cauda tem pesoα/2.

Dados piores⇐⇒estar à esquerda dexobs, sexobsestá mais perto da cauda esquerda e estar à direita dexobssexobsestá mais perto da cauda direita.

(23)

Exemplo 3:

Calcule o valor-p associado aos testes de hipóteses realizados e com base nele, conclua ao nível de significância de 1%.

Referências

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