B0LET1MMLEIT0RAL
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
(Lei N.° 1.164 — 1950, art. 12, "u" )
ANO XXIII BRASÍLIA, SETEMBRO DE 1974 N ° 278
T R I B U N A L S U P E R I O R E L E I T O R A L Presidente:
Ministro Thompson Flores Vice-Presidente:
Ministro Antônio Neder Ministros:
Xavier de Albuquerque Márcio Ribeiro
Moacir Catunda
C. E . de Barros Barreto José Boselli
Procurador-Geral:
Dr. J . c. Moreira Alves Secretário do Tribunal:
Dr. Geraldo da Costa Manso
S U M Á R I O :
TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL Atas das Sessões
Jurisprudência Atos da Presidência SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
LEGISLAÇÃO NOTICIÁRIO
ÍNDICE
TRIBUNAL SUPERIOR E L E I T O R A L
ATAS DAS SESSÕES
ATA DA 92.
aSESSÃO, EM 12 DE NOVEMBRO DE 1973
SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
P r e s i d ê n c i a do Senhor Ministro Thompson P i o - res. Compareceu o Professor Moreira Alves, P r o - curador-Geral Eleitoral. Secretário, Doutor Geraldo da Costa Manso.
As dezoito horas foi aberta a sessão, achando-se presentes os Senhores Ministros Antônio Neder, X a - vier de Albuquerque, Márcio Ribeiro, Moacir Catunda, Hélio P r o e n ç a Doyle e C . E . de Barros Barreto.
F o i lida e aprovada a A t a da 91» S e s s ã o . Posse
Tendo sido convocada sessão, especialmente, para dar posse aos novos Presidente e Vice-Presidente desta Corte, o Senhor Ministro Thompson Piores convida o Senhor Ministro Antônio Neder para assu- m i r a P r e s i d ê n c i a .
A seguir o Senhor Ministro Thompson Piores presta o juramento, lendo o D r . Secretário o termo de posse.
O Senhor Ministro Antônio Neder convida o Senhor Ministro Thompson Flores para assumir a P r e s i d ê n c i a .
Prosseguindo, o Ministro-Presidente empossa o Senhor Ministro Antônio Neder no cargo da Vice- P r e s i d ê n c i a e o D r . Secretário lê o termo de posse.
P a r a saudar os novos membros do Tribunal, o Senhor Ministro-Presidente d á a palavra ao Senhor Ministro Moacir C a t u n d a .
Com a palavra, o Senhor Ministro Moacir C a -
tunda faz a seguinte alocução: "Excelentíssimo Se-
nhor Presidente do Egrégio Supremo Tribunal F e -
deral, Ministro Eloy da Rocha. Senhor Ministro
da J u s t i ç a Professor Alfredo B u z a i d . Senhores P r e -
sidentes dos Tribunais Superiores. Senhores Sena-
dores. Senhores Deputados. Senhores Presidentes
dos Tribunais de J u s t i ç a do R i o Grande do S u l e
do Distrito Federal. Senhores Presidentes dos T r i -
bunais Regionais Eleitorais do Rio Grande do Sul
e S ã o P a u l o . Senhor Presidente do T r i b u n a l de
A l ç a d a . A J u s t i ç a Eleitoral, cuja c o n s a g r a ç ã o foi
feita pelo Código Eleitoral de 1932, com o claro
propósito de moralizar o processo político p a r t i d á r i o
do país, propugnado pelos diferentes surtos políticos
militares vitoriosos durante os grandes movimentos
de 1930 e 1932, adquiriu organicidade, com a a p a -
r ê n c i a exterior de perenidade, em cuja base e s t ã o
os órgãos de primeira instância, representados pelos
Juizes e Juntas Eleitorais; no centro, os Tribunais
Regionais Eleitorais, como organismos de segunda
instância, e finalmente, no ápice, o Tribunal S u -
perior Eleitoral. Relativamente aos Juizes Eleitorais,
sendo designados, e n ã o nomeados, possuem simples
funções eleitorais, decorrentes da qualidade de m a -
gistrados. A natureza h í b r i d a da J u s t i ç a Eleitoral,
esboçada n a Constituição das Juntas, repetida nas
dos Tribunais Regionais, encontra maior ênfase n a
constituição do seu órgão de cúpula, o Tribunal S u -
perior Eleitoral, do qual fazem parte dois advogados
de notável saber jurídico e r e p u t a ç ã o ilibada, e cinco
Juizes, sendo t r ê s retirados no Supremo Tribunal
Federal, mediante eleição e dois oriundos do T r i -
bunal Federal de Recursos, t a m b é m por via de es-
colha, entre pares. As singularidades respeitantes à
origem dos componentes e diversidade de graus de
hierarquia, com vista à constituição de um colegiado
onde, ao cabo de contas, todos são iguais, no to-
cante à s funções de natureza contenciosa, no en-
430 BOLETIM ELEITORAL N? 278 Setembro de 1974 tanto, adquirem expressão mais significativa no a t i -
nente à l i m i t a ç ã o temporal dos respectivos mandatos, restrito a u m biênio, em termos obrigatórios, e a t é dois, facultativamente, ou seja, por quatro anos, de modo que dificilmente um mesmo juiz p a r t i c i p a r á dos trabalhos de preparo e julgamento de duas elei- ções, isto n a s i s t e m á t i c a atual, que inadmite c o i n - c i d ê n c i a de pleitos, para cargos pertencentes a d i - ferentes escalões hierárquicos, dos Poderes Legis- lativo e Executivo. D a aplicação da norma consti- t u c i o n a l de que os Juizes Eleitorais servem por
tempo certo, decorre a realização de solenidades iguais a esta, reiteradamente, em Curtos espaços de tempo, do que sejam exemplos as assunções à C o - lenda P r e s i d ê n c i a dos Exmos. S r s . Ministros D j a c i Alves F a l c ã o , — luminar da magistratura p e r n a m - bucana; R a p h a e l de Barros Monteiro, insígne figura da magistratura paulista, e, agora, Carlos Thompson Flores, — primeiro, entre iguais, pertencentes à nobre e vigorosa magistratura g a ú c h a , isto no curto período de pouco mais de u m ano, em que passei a integrar esta Corte, onde se acertam fatos e se aplicam normas j u r í d i c a s de direito eleitoral. A tarefa é imensa. Nas lindes derradeiras das normas de direito eleitoral, em via de regra afloram s i t u a - ções n ã o previstas por elas, a demandar soluções construtivas, que à Corte Eleitoral compete ditar, com superior espírito público, cujas c a r a c t e r í s t i c a s são a b n e g a ç ã o , comedimento, honestidade, e c o r a - gem, temperados com os atributos d a sabedoria, aurida nos livros,- n a m e d i t a ç ã o , e n a e x p e r i ê n c i a . O T r i b u n a l Superior Eleitoral, sob a P r e s i d ê n c i a do E x m o . S r . M i n i s t r o Rapnael de Barros Monteiro, desempenhou-se de atribuições que tais, como acerto excepcional, e continuara a fazê-lo, — garanto, —
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