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Compêndio II - 3 Bimestre 2021

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(1)

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

A.O.S. DIOCESE DE ABAETETUBA E.E.E.F.M SÃO FRANCISCO XAVIER

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA ANO/SÉRIE: 2ª SÉRIE PROFESSOR(A): JONES, JACQUELINE e FRANCIVALDO

ALUNO (A): TURMA:

Compêndio II - 3° Bimestre 2021

ASSUNTO: REGÊNCIA NOMINAL

A regência consiste na relação que se instaura quando um termo principal (chamado de “regente”) tem o seu sentido complementado por outro (termo regido). A regência nominal, especificamente, ocorre quando o termo regente é um nome (substantivo ou adjetivo). Para clarear o conceito em questão, observe a frase:

"Ele tinha muito medo de cachorro."

Perceba que se fez necessário especificar de que ele tinha medo (de cachorro). Imagine se a frase terminasse com a palavra “medo”? Perguntar-se-ia: “Mas, medo de que?”. Nesse contexto, o nome (substantivo) “medo” necessita de complementação, que foi realizada por meio da preposição “de”.

Para estabelecer a regência nominal, as preposições mais utilizadas são:

a, de, com, em, para, por.

Observe a tabela abaixo com exemplos de nomes e suas respectivas preposições:

Exemplos de regência nominal com a

preposição a:

Exemplos de regência nominal com a

preposição de:

Exemplos de regência nominal com a

preposição com:

acessível a;

agradável a;

alheio a;

análogo a;

anterior a;

apto a;

atento a;

avesso a;

cego a;

cheiro a;

comum a;

contrário a;

desatento a;

equivalente a;

estranho a;

favorável a;

fiel a;

amante de;

amigo de;

ávido de;

capaz de;

cheio de;

cobiçoso de;

contemporâneo de;

desejoso de;

diferente de;

difícil de;

digno de;

dotado de;

fácil de;

impossível de;

incapaz de;

inimigo de;

livre de;

amoroso com;

aparentado com;

compatível com;

cruel com;

cuidadoso com;

descontente com;

furioso com;

impaciente com;

intolerante com;

liberal com;

solícito com.

(2)

grato a;

horror a;

idêntico a;

inacessível a;

indiferente a;

inerente a;

necessário a;

nocivo a;

oposto a;

perpendicular a;

posterior a;

prestes a;

surdo a;

visível a.

longe de;

louco de;

maior de;

natural de;

obrigação de;

orgulhoso de;

passível de;

possível de;

sedento de;

seguro de;

sonho de.

Exemplos de regência nominal com a

preposição em:

Exemplos de regência nominal com a

preposição para:

Exemplos de regência nominal com a

preposição por:

doutor em;

exato em;

firme em;

hábil em;

incessante em;

indeciso em;

interesse em;

lento em;

morador em;

negligente em;

perito em;

primeiro em;

versado em.

apto para;

bastante para;

bom para;

essencial para;

impróprio para;

inútil para;

mau para;

pronto para;

próprio para.

admiração por;

ansioso por;

devoção por;

respeito por;

responsável por.

(3)

GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

A.O.S. DIOCESE DE ABAETETUBA E.E.E.F.M SÃO FRANCISCO XAVIER

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA ANO/SÉRIE: 2ª SÉRIE PROFESSOR(A): JONES, JACQUELINE e FRANCIVALDO

ALUNO (A): TURMA:

Compêndio II - 3° Bimestre 2021

ATIVIDADE 01

01. Tendo em vista a relação de dependência manifestada entre um nome (termo regente) e seu respectivo complemento (termo regido), reescreva as orações a seguir, usando as preposições adequadas.

a) – O fumo é prejudicial ____ saúde.

b) – Financiamentos imobiliários tornaram-se acessíveis ____ população.

c) – Seu projeto é passível ____ reformulações.

d) – Esteja atento ____ tudo que acontece por aqui.

e) - Suas ideias são compatíveis ____ as minhas.

02. As palavras apto, amante e respeito regem, respectivamente, as preposições:

a) para – em – por.

b) de – a – de.

c) para – de – por.

d) de – com – para com.

e) com – a – a.

03. Indique onde há inadequação quanto à regência nominal:

a) Ele é muito apegado em bens materiais.

b) Estamos fartos de tantas promessas.

c) Ela era suspeita de ter assaltado a loja.

d) Ele era intransigente nesse ponto do regulamento.

e) A confiança dos soldados no chefe era inabalável.

04. Elabore um enunciado para cada um dos nos nomes a seguir com suas respectivas preposições:

a) equivalente a:

R:

b) capaz de:

R:

c) compatível com:

R:

d) interesse em:

R:

e) pronto para:

R:

f) admiração por:

R:

05. Em quais alternativas a regência nominal não está adequada à norma padrão?

(4)

a) Tenho horror de rato.

b) Ele ficou furioso por aquilo.

c) Sigo firme na minha meta.

d) A bactéria não é visível com olhos nus.

06. Complete as lacunas com “para”, “por”, “em”, “com”, “a” ou “de”. Observe que cada preposição só pode ser usada uma vez e há possibilidade de usar contrações.

a) Ele é digno ______ receber um aumento.

b) Estamos aptos ______ cargo

c) O local é acessível ______ cadeiras de rodas.

d) Esse produto não é compatível ______ água oxigenada.

e) Estou ansiosa ______ poder voltar a viajar.

f) Esse filme é impróprio ______ pessoas sensíveis.

07. Assinale a opção em que todos os adjetivos devem ser seguidos pela preposição “de”:

a) ávido / bom / inconsequente b) indigno / odioso / perito c) leal / limpo / oneroso d) orgulhoso / rico / sedento e) oposto / pálido / sábio

08. Assinale a alternativa em que a regência nominal está incorreta:

a) Essa técnica é passível de erro.

b) Não sou entendido no assunto.

c) O acordo não foi favorável a eles.

d) Ele é suspeito por ter invadido a loja.

e) Estamos convictos de que ele virá.

(5)

ASSUNTO: REGÊNCIA VERBAL

A regência é definida como a relação que se institui quando um termo principal, regente, tem o seu sentido complementado por outro, regido. A regência verbal, como o próprio nome sugere, ocorre quando o termo regente é um verbo. Observe:

As crianças se encantaram com a decoração de Natal.

Perceba que o verbo “encantar” necessita de complemento, pois quem se encanta, se encanta com alguém ou com algo. Se o termo regido for retirado da frase, o que acontece?

Analise: “As crianças se encantaram.”. Soou vago, não? O verbo “encantar” precisa de especificação, uma vez que há inúmeras coisas com as quais as crianças poderiam se encantar.

Nesse caso, a complementação (a decoração de Natal) foi feita por meio da preposição “com”.

Observe a tabela abaixo com mais exemplos de verbos e suas respectivas regências:

VERBO PREPOSIÇÃO EXEMPLO

NAMORAR sem preposição Esse rapaz namora Maria.

OBEDECER “a” Obedeceu ao pai.

CHEGAR “a” Cheguei a Belo Horizonte.

IR “a” Vou ao dentista.

MORAR normalmente vem

introduzido pela preposição “em”.

Ele mora em São Paulo.

RESIDIR normalmente vem

introduzido pela preposição “em”.

Maria reside em Santa Catarina.

SIMPATIZAR “com” Simpatizo com Lúcio.

ANTIPATIZAR “com” Antipatizo com meu professor de História.

GOSTAR “de” Esta é a dupla sertaneja de que tanto

gosto.

RECORRER “a” Este é o hospital a que recorreu no dia em que sofreu a fratura.

DISPOR “de” Estes são os meios de que disponho

para fazer a divulgação do produto.

APAIXONAR-SE “por” Aquela é a mulher por quem um dia me apaixonei.

VERBOS QUE APRESENTAM MAIS DE UMA REGÊNCIA

VERBO SENTIDO PREPOSIÇÃO EXEMPLO

ASPIRAR Respirar sem preposição. Aspirávamos o

perfume suave do sossego.

desejar/objetivar “a” Aspirou ao

salário vultoso de gerente.

ASSISTIR socorrer/cuidar sem preposição. O médico assistiu o paciente.

ver/presenciar “a” Marcos assistiu

ao filme.

(6)

VISAR Mirar sem preposição. Disparou o tiro visando o alvo.

dar visto. sem preposição. Visaram os documentos.

ter em vista, objetivar

“a” Viso a uma

situação de vida melhor.

PROCEDER ter fundamento sem preposição Suas queixas não procedem.

originar-se, vir de algum lugar

“de” Muitos males da

humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.

dar início, executar “a” Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.

ESQUECER/

LEMBRAR

-

quando não forem pronominais: são usados sem preposição

Esqueci o nome dela.

quando forem pronominais: são regidos pela preposição “de”

Lembrei-me do nome de todos.

IMPLICAR causar, acarretar sem preposição. Esta decisão implicará sérias consequências.

envolver, comprometer

um complemento sem preposição e um com a

preposição “em”.

Implicou o negociante no crime.

Antipatizar “com” Jorge implica

com ela todo o tempo.

CUSTAR ser custoso, ser difícil

“a” Custou ao aluno

entender o problema.

ter valor de, ter o preço

sem preposição. Imóveis custam caro.

PREFERIR

-

este verbo exige dois

complementos, sendo que um é usado sem preposição, e o outro com a preposição “a”.

Prefiro dançar a fazer ginástica.

PAGAR se tem por

complemento uma palavra que denote algo

sem preposição. Ela pagou o

débito.

(7)

se tem por

complemento uma palavra que denote pessoa

“a” Eu paguei ao

vendedor.

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GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

A.O.S. DIOCESE DE ABAETETUBA E.E.E.F.M SÃO FRANCISCO XAVIER

COMPONENTE CURRICULAR: LÍNGUA PORTUGUESA ANO/SÉRIE: 2ª SÉRIE PROFESSOR(A): JONES, JACQUELINE e FRANCIVALDO

ALUNO (A): TURMA:

Compêndio II - 3° Bimestre 2021

ATIVIDADE 02

01. Assinale a alternativa que contém as respostas corretas quanto à regência verbal.

I. Visando apenas os seus próprios interesses, ele, involuntariamente, prejudicou toda uma família.

II. Como era orgulhoso, preferiu declarar falida a firma a aceitar qualquer ajuda do sogro.

III. Desde criança sempre aspirava a uma posição de destaque, embora fosse tão humilde.

IV. Aspirando o perfume das centenas de flores que enfeitavam a sala, desmaiou.

(A) II, III, IV (B) I, II, III (C) I, III, IV (D) I, III (E) I, II

02. Assinale o item em que há inadequação quanto à regência verbal:

(A) São essas as atitudes de que discordo.

(B) Não disponho de tempo para isso.

(C) Assisti o jornal ontem.

(D) Costumo obedecer a preceitos éticos.

(E) A enfermeira assistiu irrepreensivelmente o doente.

03. Indique a alternativa correta quanto à regência verbal.

(A) A sua decisão implicará em sérias consequências.

(B) Carlos namora com Maria.

(C) Todos os críticos assistiram a sessão.

(D) Custei dois anos para chegar nesse nível de conhecimento.

(E) O ideal a que visavam os parnasianos era a perfeição estética.

04. Assinale a alternativa que apresenta um desvio em relação à regência verbal.

(A) Simpatizei com toda a diretoria e com as novas orientações.

(B) Há alguns dos novos diretores com os quais não simpatizamos.

(C) A firma toda não simpatizou a nova diretoria.

(D) Somente o tesoureiro não simpatizou com a nova diretoria.

(E) n.d.a. (nenhuma das alternativas)

05. Assinale a alternativa em que há inadequação quanto à regência verbal.

(A) Os padres das capelas dependiam do dinheiro.

(B) Era uma noite calma que as pessoas gostavam, nem fria nem quente demais.

(C) Prefiro dormir a fazer ginástica.

(D) Elas assistiram à novela ontem.

(9)

(E) n.d.a. (nenhuma das alternativas)

06. Assinale a frase onde a regência do verbo assistir está inadequada.

(A) Assistimos um belo espetáculo de dança na semana passada.

(B) Não assisti à missa.

(C) Os médicos assistiram os doentes durante a epidemia.

(D) O técnico assistiu os jogadores.

(E) Assistimos a um filme maravilhoso.

07. Assinale a alternativa que preencha corretamente os espaços.

O Diretor disse ______ gerentes ______ ninguém, na reunião, ousou aludir ______ tão delicado assunto.

(A) aos – de que – o (B) aos – de que – ao (C) aos – que – à (D) os – que – à (E) aos – que – a

08. Não ocorre inadequação de regência verbal em:

(A) A equipe aspirava o primeiro lugar.

(B) Obedeça aos mais experientes.

(C) Chegamos na cidade antes do anoitecer.

(D) O verdadeiro amor sucede frequentes contatos.

(E) Obedeço o regulamento.

(10)

ASSUNTO:

CRASE: EMPREGO E PRINCIPAIS CASOS

A crase é uma palavra de origem grega que denota "fusão". O sinal indicador deste fenômeno gramático é o acento grave. A crase ocorre quando a preposição "a" funde-se com:

1) O artigo feminino "a" ou "as".

2) Os pronomes relativos "a qual" e "as quais".

3) Os pronomes demonstrativos “a”, "aquele"(s), "aquela"(s), "aquilo", "aqueloutro"(s) e

"aqueloutra"(s).

Ex:

Somos contrários (a+a) à guerra.

Esta é a pesquisa (a+a qual) à qual me dedico.

Referiu-se (a+aqueles) àqueles carros de luxo.

É uma ideia igual (a+a) à que eu tive.

A crase está diretamente relacionada à regência de verbos.

a) Enganei a população brasileira.

b) Vou (a + a) à feira amanhã.

No primeiro caso, o verbo enganar apresenta um complemento (população brasileira), porém a complementação é feita sem a preposição “a”, pois quem engana "engana alguém". Essa é regência do verbo enganar. Assim, o “a” presente na frase é um artigo.

No segundo exemplo, a crase ocorre, pois o verbo ir apresenta uma complementação (feira) que é feita por meio da preposição “a” (quem vai “vai a algum lugar”), a qual se contrai com o artigo “a” que define “feira”.

A crase também está relacionada à regência de nomes. Veja:

c) O funcionário está apto a realizar este trabalho.

d) Aquele aluno nunca está atento (a + a) à aula.

Não apenas verbos podem pedir a preposição “a”, nomes também podem. No exemplo

c, o

adjetivo "apto" apresenta uma complementação (realizar este trabalho) feita por meio da preposição “a”, pois quem está apto “está apto a”, mas não há fusão com o artigo “a”, pois a palavra seguinte é um verbo, portanto não ocorre crase. Já no exemplo

d o adjetivo atento

apresenta uma complementação (aula) que também é feita por meio da preposição “a”, mas neste caso ocorre a fusão da preposição “a” com o artigo “a”, pois a palavra aula é um substantivo feminino.

Regra Geral

Usa-se crase quando a preposição “a” exigida pela regência de verbos e nomes se funde com o artigo “a”(s) ou com os pronomes “a”, “a qual”, “as quais”, “aquele”(s), “aquela”(s), “aquilo”,

“aqueloutro”(s) e “aqueloutra”(s).

OUTROS CASOS EM QUE A CRASE OCORRE:

a) Ocorre crase em locuções adverbiais, prepositivas ou conjuntivas de base feminina.

Locuções Adverbiais: à francesa, à baiana, à milanesa, à beça, à beira-mar, à beira-rio, à bruta, à

deriva, à direita, à esquerda, à disparada, à disposição, à escuta, à espada, à exaustão, à fantasia,

à flor da pele, à livre escolha, à luz, à mão, à mão armada, à máquina, à meia-noite, à mesma

hora, à mesa, à mingua, à morte, à mostra, à noite, à noitinha, à paisana, à parte, à porta, à

prestação, à primeira vista, à prova, à queima-roupa, à ré, à rédea curta, à risca, à vista, às

avessas, às cambalhotas, às carreiras, às cegas, às dezenas/centenas, às claras, às escondidas,

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às favas, às mil maravilhas, às moscas, à solta, à sombra, às pressas, às tantas, às vezes, à tarde, à toa, à unha, à venda, à vontade, àquela hora, àquela época, à chegada.

Locuções Prepositivas: à custa de, às vésperas de, às margens de, à espera de, à altura de, à feição de, à beira de, à espreita de, à semelhança de, à busca de, à procura de, à frente de, à base de, à mercê de, à moda de, à revelia de, à maneira de, à caça de, à vista de, à escolha de, à exceção de, à imitação de, à margem de, à prova de, às portas de.

Locuções Conjuntivas: à proporção que, à medida que.

b) Nos casos de indicação de hora exata e intervalos.

Hora Exata:

Saiu às 7 horas, chegou à 1 hora...

Sairá à uma hora em ponto.

O aumento passa a valer à zero hora.

Veio à meia-noite.

Obs.: A indeterminação afasta a crase:

Iremos a uma hora qualquer.

Intervalos (quando houver especificação por “de+artigo”):

A paralisação será das 08h às 18h.

Haverá pontuação da 1ª à 6ª colocação.

Estude da página 2 à 18. (de <a página 2> a <a (página) 18>)

Ficou fora do meio-dia à meia-noite. (de <o meio-dia> a <a meia-noite>)

Exceção - Intervalos em que haja apenas preposição: [de], [desde], [entre], [após]. (ver o caso proibitivo c).

Ex:

Tomar banho na praia somente entre as 6h e as 10h.

Não estarei em casa de 3 a 22 de junho.

Te amarei de janeiro a janeiro.

As portas serão abertas após as 7h30.

As estradas estão fechadas desde a 0h de Sábado.

CASOS PROIBITIVOS

a) Antes de palavra masculina, pois não haverá artigo feminino:

Podemos passear a Cavalo ou a pé.

Conseguirei chegar a tempo.

Exceção - Emprega-se crase quando houver palavra feminina elíptica (implícita).

Vou à [praça] Castro Alves;

b) Antes de palavras no plural, pois o plural generaliza a palavra.

Não podemos dar castigo a crianças. (qualquer criança) Exceção - Com o uso do artigo “as” ocorre especificação.

Ex:

Não podemos dar castigo às (a + as) crianças. (crianças específicas, ex: filhos) c) Junto a outra preposição:

Compareceu perante a juíza para esclarecimentos.

Exceção - Quando há elipse de palavra feminina.

A Pobreza no Brasil iguala-se à [pobreza] de países mais pobres.

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d) Antes de números / numerais cardinais, pois não são determinados por artigo.

Uma variação de dez a vinte centímetros no tamanho da peça varia de R$120,00 a R$150,00 a faixa de preço.

Exceção - Quando houver especificação.

Os pontos foram dados às (a + as) três primeiras alunas.

e) Antes do artigo indefinido [uma], pois não há artigo definido antes de um indefinido.

Vou a uma cidade distante.

Exceção - Com a locução adverbial “à uma” (uma => numeral, sentido de ao mesmo tempo).

Entoaram o hino à uma só voz.

f) Antes de pronomes (pessoais, indefinidos, interrogativos, de tratamento, relativos ou demonstrativos):

Apelamos a Vossa Excelência. (Tratamento) Enviei o presente a ela pelo correio. (Pessoal)

Lá havia uma oliveira, a cuja sombra cochilávamos. (Relativo) Declararei guerra a todas as pessoas. (Indefinido)

Tu serás leal a quem? (Interrogativo)

Nota dez a esta estudante. (Demonstrativo)

Exceção - com crase se for senhora/senhorita/madame ou se houver especificação:

Ex:

Desejo à senhora e à senhorita toda a sorte;

Referia-me à Dona Flor dos dois maridos;

Observação: Pronomes Possessivos (todos), Demonstrativos (todos) e alguns Relativos (qual, quais) obedecem outras regras.

g) Expressões com substantivos idênticos:

O tanque foi enchendo gota a gota.

Será doce quando te encontrar cara a cara.

Exceção - Quando não se tratar de expressão, haverá crase:

Ex:

Movimento que declara guerra à guerra.

A tristeza dá menos vida à vida.

CASOS FACULTATIVOS DE CRASE a) Antes de nome próprio feminino:

Refiro-me a / à Taiana.

(Só use crase se a mencionada for conhecida e próxima dos interlocutores) Ele me comparou a Ana Néri.

(Sem crase, pois é figura pública, não é próxima dos interlocutores)

b) Antes de pronome possessivo feminino (minha(s), tua(s), sua(s), nossa(s), vossa(s)):

O autor dedicou o livro a / à sua esposa;

(É facultativo o uso de artigo antes de pronome possessivo, logo a crase também é facultativa).

c) Depois da preposição até, caso haja substantivo feminino em seguida:

Dirija-se até a / à porta.

(13)

CASOS ESPECIAIS

a) Possuem regra especial as palavras terra e casa.

Antes da palavra casa (significando "lar") haverá crase se houver especificação:

Chegamos cedo a casa.

Chegamos cedo à (a + a) casa de meus pais.

Poucos têm acesso à (a + a) Casa da Moeda.

Antes da palavra terra (chão firme, oposto de mar, ar e bordo) haverá crase se houver especificação ou quando possuir sentido de terra natal ou planeta.

Os marujos desceram a terra. (terra firme) Os jangadeiros retornaram a terra. (terra firme)

O que é jogado ao ar ou ao mar volta a terra. (terra firme)

Aqueles navegantes chegaram à (a + a) terra prometida. (especificação) Irei à (a + a) terra de nossos pais. (especificação, terra natal)

O nordestino não tem mais apego à (a + a) terra. (terra natal) A espaçonave voltará à (a + a) Terra em quatro anos. (planeta) b) A palavra distância apresenta caso especial de crase.

Sem crase quando não há determinação:

A choque manteve-se a distância.

Vimos uma embarcação a distância.

Quando se define a distância, formando a locução "à distancia de", ocorre crase:

A choque ficou à distância de cinco metros dos manifestantes.

Vimos uma embarcação à distância de 500 metros da ilha.

c) Em locução adverbial com nome masculino o a não é craseado.

Ex: a pé, a gosto, a sangue-frio, a caminho, a tiracolo, a nado, a postos, a prazo, a sério etc.

Entretanto, em locuções adverbias femininas de instrumento ou modo/circunstância, por motivo de clareza e para evitar ambiguidade, a crase pode ser utilizada. Por exemplo, na expressão

“lavar à mão” o sentido é de lavar usando as mãos que é diferente de “lavar a mão” que significa

limpar a mão.

•Pagou a prestação. (encerrou a dívida) – Pagou à prestação (pagou parcelado).

•Negociou a vista. (negociou os olhos) – Negociou à vista (pagou de uma só vez).

•Pus a venda. (colocou a venda nos olhos) – Pus à venda (colocou para vender).

•Trancada a chave. (a chave ficou presa) – Trancada à chave (trancou usando a chave).

•Serrou a faca. (a faca foi serrada) – Serrou à faca. (cortou usando a faca).

•Bateu a máquina. (deu uma batida na máquina) – Bateu à máquina (bateu usando a máquina).

•Combateremos a sombra. (combateremos contra a sombra – Combateremos à sombra

(combateremos debaixo de sombra).

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ALUNO (A): TURMA:

Compêndio II - 3° Bimestre 2021

ATIVIDADE 03

Para verificar se você já aprendeu tudo sobre crase, realize estes exercícios!

01. Opção que preenche corretamente as lacunas: O gerente dirigiu-se ___ sua sala e pôs-se ___

falar ___ todas as pessoas convocadas.

(A) à - à - à (B) a - à - à (C) à - a - a (D) a - a - à (E) à - a - à

02. Assinale a frase em que à ou às está mal empregado.

(A) Amores à vista.

(B) Referi-me às sem-razões do amor.

(C) Desobedeci às limitações sentimentais.

(D) Estava meu coração à mercê das paixões.

(E) Submeteram o amor à provações difíceis.

03. Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas das seguintes orações:

I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.

II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.

III. ___ dias está desaparecido.

IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___ reunião.

(A) a - a - há - a - à (B) à - a - a - há - a (C) a - à - a - a - há (D) há - a - à - a - a (E) a - há - a - à – a.

04. Assinale a alternativa em que está correto o uso do sinal indicativo de crase:

(A) O autor se comparou à alguém que tem boa memória.

(B) Ele se referiu às pessoas de boa memória.

(C) As pessoas aludem à uma causa específica.

(D) Ele passou a ser entendido à partir de suas reflexões sobre a memória.

(E) Os livros foram entregues à ele.

05. A alternativa em que o sinal de crase não procede é:

(A) À exceção da Bandeirantes, as outras emissoras de televisão detêm a ampla liderança com percentuais fabulosos.

(B) Está presente a cineasta das cidades brasileiras à quem a porcentagem de 7% surpreendeu.

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(C) Os dados da pesquisa referem-se às cenas, certamente sem paralelo, em qualquer outro lugar no mundo.

(D) Cresce, às escondidas, o número de cidades recebendo imagens de televisão, ameaçadoras dos valores ético-culturais.

(E) n.d.a. (nenhuma das alternativas)

06. Indique a opção em que o sinal indicativo de crase está corretamente usado.

(A) Essa proposta convém à todos.

(B) O governo aumentou à quantidade de subsídios.

(C) A empresa considerou a oferta inferior à outra.

(D) Ele está propenso à deixar o cargo.

(E) Não vou aderir à modismos passageiros.

07. Indique as opções em que o uso da crase está certo.

(A) Graças à Deus ficou tudo bem!

(B) Viajaremos à noite, chegaremos amanhã.

(C) Peço à todos que se mantenham calmos.

(D) Acordo todos os dias às seis da manhã.

(E) Vamos à praia?

08. Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas das frases.

___ situações insustentáveis do lixo na capital. Esse problema chega ___ autoridades que deverão tomar ___ providências cabíveis.

(A) As - as - as (B) Há - às - as (C) Há - as - às (D) Às - as - às (E) As - hás - as 09. Analise as frases:

I. Ontem, fui até a escola para visitar velhos amigos.

Ontem, fui até à escola para visitar velhos amigos.

II. Ontem, passei a noite na casa da minha prima.

Ontem, passei à noite na casa da minha prima.

III. Ontem, entreguei o relatório a minha supervisora.

Ontem, entreguei o relatório à minha supervisora.

Dentre os pares de frases apresentados, a estrutura frasal em que se verifica alteração de sentido da segunda frase em relação à primeira está contida em:

(A) I, apenas.

(B) II, apenas.

(C) I e III, apenas.

(D) II e III, apenas.

(E) I, II e III.

10. Avalie as duas frases que seguem:

I. Ela cheirava à flor de romã.

II. Ela cheirava a flor de romã.

Considerando o uso da crase, é correto afirmar:

(A) As duas frases estão escritas adequadamente, dependendo de um contexto.

(16)

(B) As duas frases são ambíguas em qualquer contexto.

(C) A segunda frase significa que alguém tem o perfume da flor de romã.

(D) O “a” da segunda frase deveria conter o acento indicativo da crase.

(E) n.d.a. (nenhuma das alternativas).

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Luciana Kuchenbecker. Regência Nominal. Disponível em:

<https://www.infoescola.com/portugues/regencia-nominal/>. Acesso em: 10 set. 2021.

________. Regência Verbal. Disponível em: <https://www.infoescola.com/portugues/regencia- verbal/>. Acesso em: 10 set. 2021.

CASTRO, Maria da Conceição. Língua e Literatura. São Paulo: Saraiva, 1995.

CEREJA, William Roberto et al. Português contemporâneo: diálogo, reflexão e uso. vol. 2. São Paulo: Saraiva, 2016.

Equipe Português. Regência Verbal. Disponível em:

<https://portugues.uol.com.br/gramatica/regencia-verbal-.html>. Acesso em: 10 set. 2021.

NEVES, Flávia. Regência Nominal. Disponível em: <https://www.normaculta.com.br/regencia-

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