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Preparação para Delegado da Polícia Civil do Paraná

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Academic year: 2022

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Criminologia

Prof. Henrique Hoffmann

Preparação para Delegado da Polícia

Civil do Paraná

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Teoria da Subcultura Delinquente A teoria foi difundida por Albert Cohen em 1955.

Subcultura leva à ideia de um conjunto próprio de valores, tradições e hábitos de determinado grupo social.

A sociedade tradicional dita os valores predominantes, mas que, não raras vezes, colidem com os valores de determinados grupos. A subcultura consiste em uma cultura inserida dentro da cultura predominante.

Prevalece que subcultura refere-se à minoria, os menos favorecidos em algum

aspecto que buscam ampliar suas possibilidades numa estrutura social de

escassas possibilidades. São exemplos de grupos subculturais hooligans,

skinheads, máfias, gangues urbanas e facções criminosas, que procuram

resolver o conflito por meio da violência.

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Subcultura não pode ser confundida com a contracultura. Enquanto a subcultura cria uma alternativa com ideias próprias, a contracultura cria somente uma aversão ao socialmente aceito, em nítida rebeldia sem causa, verdadeira espécie de anarquia. Exemplos de contracultura são a pichação e outras formas de vandalismo destrutivo, como o levado a efeito pelos grupos conhecidos como black blocs.

Uma das principais críticas às teorias da subcultura delinquente é a de que ela

não consegue oferecer uma explicação generalizadora da criminalidade. Em

razão do apego exclusivo a determinado tipo de criminalidade, não há uma

abordagem do todo.

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Teoria da Associação Diferencial (Aprendizado da Delinquência)

Foi difundida por Edwin Sutherland com base no pensamento de Gabriel Tarde.

Sabe-se que aprender significa obter conhecimento, compreensão ou domínio de (informação, assunto, matéria etc.), por meio de estudo ou prática. Nesse sentido, a teoria do aprendizado defende a ideia de que o comportamento delituoso é passível de aprendizagem. O sujeito passa a ter conhecimento das práticas criminosas, da mesma forma que poderia aprender a ter um bom comportamento.

Busca explicar o comportamento criminoso por meio de mecanismos de aprendizagem, defendendo que o comportamento desviante pode ser aprendido com outras pessoas (contatos diferenciais) do mesmo modo como ocorre com os comportamentos socialmente aceitáveis.

Aprende-se tanto a execução do crime como suas justificativas.

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A parte decisiva da aprendizagem da conduta criminosa ocorre no seio familiar e no círculo de amizades íntimas.

O indivíduo se torna um delinquente quando aprendeu com seus contatos diferenciais mais sobre o crime do que a respeito das leis.

A questão da prisão provisória exemplifica o processo de aprendizagem da

teoria da associação diferencial. Razão pela qual deve ser a ultima ratio.

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Teoria do Etiquetamento (Labeling Approach)

Baseada no pensamento de Émile Durkhein, sendo pensada por Howard Becker.

Surge na década de 60.

A intervenção da justiça na esfera criminal pode acentuar a criminalidade. A prisão e o contato com os outros presos constituem condição favorável para a criação de mais criminosos. Ou seja, a criminalidade é criada pelo próprio controle social.

Trata do processo de estigmatização pelo qual passa o sujeito a partir do momento que comente uma infração penal. O estigma dificulta a reinserção do criminoso à sociedade, pois afeta a percepção que o indivíduo tem sobre si mesmo, e também gera rejeição social.

Ocorre o processo chamado mergulho ao papel desviado (role engulfment): à

medida que o mergulho no papel desviado cresce, há uma tendência para que

o autor do delito defina-se como os outros o definem.

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A partir do momento que o agente pratica o primeiro crime, passa a personificar a figura do bandido, ladrão, drogado, assassino perante os olhos da sociedade. Esse efeito tem origem nas cerimônias degradantes, que podem ser definidas como processos ritualizados a que se submetem os envolvidos com um processo criminal, em que o indivíduo é condenado e despojado de sua identidade, recebendo uma outra degradada.

A etiqueta ou rótulo (por meio do atestado de antecedentes e a divulgação nos meios de comunicação, notadamente, nos jornais sensacionalistas) acaba por afetar o indivíduo.

Com a estigmatização do indivíduo qualificado como desviante, passa a ter a tendência a permanecer no papel social a que foi introduzido. Isso coloca em duvida a função de ressocialização da pena.

O labeling approach se apresenta como uma negação ao princípio da

igualdade.

Referências

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