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Descobrindo a Verdade

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Academic year: 2021

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Vai na Bíblia

Capítulo 1

Descobrindo a Verdade

O que é a verdade e o que sabemos sobre ela?

Será que ela é absoluta ou toda verdade é relativa? Como descobrimos a verdade sobre aquilo que não podemos ver?

Será que somente a ciência lida com fatos, enquanto a religião

permanece meramente no campo da fé? E, por fim, é possível

saber se aquilo em que acreditamos é de fato a verdade?

(3)

A verdade existe?

Os principais questionamentos da humanidade são quanto à nossa origem, identidade, propósito, moralidade e destino, ou seja, de onde viemos, quem somos, por que estamos aqui, como devemos viver e, principalmente, o que acontece após a morte.

A

Será que é possível conhecer a verdade sobre estas ques- tões? E se for possível, onde está a resposta? Na ciên- cia ou na religião?

Alguns vão dizer que a verdade nem sequer exis- te, porém, quem faz essa afirmação já está tentando defender uma verdade, a de que não existe verdade.

O que não faz sentido. Se a verdade não existisse, não haveria razão alguma para se aprender qualquer coisa sobre qualquer assunto na vida. Além disso, exigimos a verdade em praticamente todas as áreas, principal- mente naquelas que afetam nosso dinheiro, nossos re- lacionamentos, nossa saúde e a nossa segurança. Di- ficilmente encontraremos alguém que goste de ouvir mentiras e ser enganado. A realidade é uma só: nós precisamos da verdade!

O que é a Verdade?

Podemos dizer que verdade é uma afirmação que está conforme os fatos ou a realidade. Toda verdade é absoluta, imutável, transcultural, completa e exclusi- va. Ela não depende dos nossos sentimentos ou prefe- rências. Se alguma coisa é verdadeira, ela é verdadeira para todas as pessoas, em todos os momentos, em to- dos os lugares.

b

Quem afirma que a verdade é relativa, por exem- plo, está afirmado algo verdadeiro ou relativo? Quem afirma que não existe verdade absoluta, está absolu-

A

As cinco perguntas mais importantes da vida são: (1) Origem:

de onde viemos? (2) Identidade: quem somos? (3) Propósito:

por que estamos aqui?

(4) Moralidade: como devemos viver? (5) Destino: para onde vamos?

a

(GEISLER e TUREK, Não tenho fé suficiente para ser ateu, 2001)

”Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.”

2 Coríntios 13.8 (ACF)

“‘Que é a verdade?’, perguntou Pilatos.”

João 18.38a (NVI)

aGEISLER, Norman, TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2001, p. 20

bIbid., p. 37

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tamente certo disso? Quem afirma que a verdade dele é diferente da nossa, está afirmando algo verdadeiro só pra ele ou para nós também? Tais afirmações são falsas em si mesmas.

c

O fato de um daltônico, por exemplo, enxergar um objeto numa cor diferente, não muda a verdade sobre a cor original daquele objeto, assim como não deixa de ser uma verdade o fato de que ele enxerga aquele ob- jeto numa cor diferente. A verdade é absoluta nos dois sentidos. Gosto, opinião ou perspectiva não muda a realidade sobre as coisas. A verdade simplesmente existe, ela não pode ser inventada, ela precisa ser des- coberta! A questão é: como isso acontece? Como des- cobrimos a verdade sobre as coisas?

Descobrindo a verdade Por meio das evidências

Um dos principais métodos para se encontrar a verdade, são as evidências. Através da observação do mundo ao nosso redor, podemos chegar a conclusões razoáveis sobre praticamente todos os assuntos.

Sabemos, por exemplo, que objetos caem por con- ta da lei da gravidade, mesmo sem fazer o teste com todos os objetos. Sabemos que todo ser humano é mor- tal, mesmo sem observar a morte de todas as pessoas.

Porém, nem sempre é possível ter este mesmo tipo de certeza em outras questões. A razão disso é que so- mos seres finitos e nem sempre conheceremos todos os particulares que envolvem uma questão. Até mesmo a ciência se utiliza de algum tipo de fé para preencher as lacunas no conhecimento.

“Os lábios que dizem a verdade permanecem para sempre, mas a língua mentirosa dura apenas um instante.”

Provérbios 12.19 (NVI)

“A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las.”

Provérbios 25.2 (ACF)

cGEISLER, Norman, TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2001, p. 40-41

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Por meio da lógica

Outro importante método para se descobrir a ver- dade, são os princípios autoevidentes da lógica.

B

O primeiro deles é a lei da não-contradição, ela ensina que informações contraditórias não podem ser verdades ao mesmo tempo. Se algo é verdadeiro, o seu oposto é falso. Um exemplo disso é a própria existên- cia de Deus, enquanto alguns afirmam que Deus exis- te, outros afirmam que Ele não existe. Os dois não po- dem estar certos ao mesmo tempo. Se um estiver certo, o outro está errado!

Já o segundo princípio é a lei da exclusão do meio- -termo. Significa que, ou algo é verdadeiro ou não é, não existe uma terceira opção. Mesmo quando alguém afirma que não é possível conhecer a verdade sobre um determinado assunto, essa verdade continua existindo, independente do conhecimento que se tem sobre ela.

Por meio da ciência e da lógica

Por fim, o método mais eficaz para se conhecer uma verdade sobre qualquer assunto, é a combinação da ciência com a lógica. Quando formulamos um ar- gumento a partir de premissas verdadeiras, a conclu- são sempre será verdadeira.

Exemplo:

Todo animal é mortal.

Os cachorros são animais.

Logo, todos os cachorros são mortais.

Enquanto a ciência identifica que as duas premis- sas são verdadeiras, “todo animal é mortal” e “os ca- chorros são animais”; a lógica nos dá a conclusão ver- dadeira de que “todos os cachorros são mortais”, ou seja, verdades nos conduzem a outras verdades.

B

Qualquer pessoa conhece intuitivamente esses princípios, mesmo que não tenha parado para pensar especificamente sobre eles.

d

(GEISLER e TUREK, Não tenho fé suficiente para ser ateu, 2001)

“Compre a verdade e não abra mão dela, nem tampouco da sabedoria, da disciplina e do discernimento.”

Provérbios 23.23 (NVI)

“A verdade é inconvertível, a malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas no fim;

lá está ela.”

Winston Churchill

dGEISLER, Norman, TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2001, p. 63

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Existe verdade na religião?

E quanto à religião? Será que somente a ciência lida com fatos, enquanto a religião permanece mera- mente no campo da fé?

Realmente, muitas das crenças que as pessoas pos- suem não são apoiadas por evidências ou baseadas em provas, mas apenas na preferência e naquilo que elas acham atraente. Muitos possuem crenças baseadas na religião dos pais, dos amigos ou da cultura em que vi- vem. Outros formulam suas crenças com base em von- tades e sentimentos. E, por mais que os sentimentos sejam sinceros, querer que algo seja verdadeiro não faz com que aquilo se torne verdadeiro.

A questão principal é que qualquer ensinamento, religioso ou não, só é digno de confiança se apontar para a verdade

e

, caso contrário, ele deve ser completa- mente rejeitado.

Mas será que é possível descobrir se existe verda- de na religião? Afinal, embora as religiões tenham al- gumas semelhanças, elas discordam em praticamente todas as questões principais, como a natureza de Deus, a natureza do homem, criação, pecado, salvação, céu e inferno. As religiões possuem mais crenças contra- ditórias do que complementares. E, como as verdades excluem seus opostos, significa que não é possível que todas as crenças religiosas sejam verdadeiras.

Deus é um ser pessoal como afirmam os cristãos, ou uma força impessoal como afirma a Nova Era?

f

Se um está certo, o outro está errado. Jesus morreu e res- suscitou dos mortos como a Bíblia afirma, ou isso não aconteceu, como afirma o Alcorão?

g

Mais uma vez, se um está certo, o outro está errado.

“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; Adoram-me, porém, em vão, ensinando doutrinas que são

preceitos de homens.”

Mateus 15.8-9 (TB)

“Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são destruídos.”

Isaías 9.16 (ACF)

“A pior punição para o mentiroso não é que deixem de acreditar nele, mas que ele não consiga acreditar em mais ninguém.”

George Bernard Shaw

eGEISLER, Norman, TUREK, Frank. Não tenho fé suficiente para ser ateu. São Paulo: Vida, 2001, p. 53

f Ibid., p. 46

gIbid., p. 56

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A questão é: com tantas religiões no mundo, como saber qual delas diz a verdade? Como saber se existe uma religião verdadeira?

A grande notícia é que, além da investigação cien- tífica e lógica, muitas das afirmações feitas pelas reli- giões, também podem ser avaliadas por meio de uma investigação histórica, afinal, nenhuma crença reli- giosa séria, pode ignorar a história. Quando este tipo de investigação é feita, algumas crenças se mostram perfeitamente aceitáveis, enquanto outras, claramente improváveis.

É possível conhecer a verdade sobre Deus?

O primeiro e mais importante passo no processo da busca pela verdade na religião, é investigar a prin- cipal afirmação feita por ela: a existência de Deus. É óbvio que, como seres humanos limitados, não pos- suímos o tipo de conhecimento que vai nos dar uma prova absoluta da existência de Deus, porém, como tudo o que veio a existir possui uma causa, podemos observar se os efeitos apontam ou não para a existên- cia de um ser superior.

Contudo, antes de investigar a verdade sobre Deus e sobre as questões religiosas, é preciso pontuar algo muito importante: será que nossa resistência para acreditar em algo, é apenas intelectual, ou também é volitiva e emocional? Quais seriam as implicações se a verdade sobre Deus é que Ele, de fato, existe? Se aqui- lo que a Bíblia ensina é a verdade, será que estaríamos dispostos a rever nossas atitudes e nossas crenças?

O grande problema é que quando se trata de ques- tões religiosas, que envolvem moralidade, muitos não querem a verdade. Afinal, verdades morais constran- gem nossa consciência. Por essa razão, muitos tentam ajustar a verdade para que ela se encaixe em suas pró- prias convicções, ao invés de ajustar suas convicções

“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”

João 17.17 (TB)

“Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade.

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.”

1 Timóteo 2.3-5 (ACF)

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

João 8.32 (ACF)

“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”

João 8.36 (ACF)

“Respondeu Jesus:

Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.“

João 14.6 (NVI)

“A pessoa honesta altera suas ideias a fim de que se adaptem à verdade; a pessoa desonesta altera a verdade para ajustá-las às suas ideias.”

John Mason

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para que elas estejam conforme a verdade.

Conclusão

Se queremos a verdade sobre tudo, inclusive na moralidade e na religião, precisamos estar dispostos a suportar as consequências desta verdade. Se Deus não existe, também não existe uma maneira certa ou errada de se viver. Não importa o que fazemos ou no que acreditamos, pois o destino de todos é o pó. Por outro lado, se Deus existe, então é bem provável que também exista um significado e um propósito para a vida

C

. E que as escolhas que faremos hoje, nos afetarão não somente aqui, mas também na eternidade.

Será que se tivéssemos respostas satisfatórias so- bre Deus e sobre a Bíblia, estaríamos dispostos a rever nossos conceitos e, se preciso, abandonar nossas cren- ças atuais? Se a resposta honesta é não, talvez a nossa busca não seja pela verdade.

E a verdade é que existem muito mais evidências que apontam para a existência de Deus, do que o con- trário. Nos próximos capítulos nós veremos como é possível ter uma alto grau de certeza nessa questão.

Porém, já sabemos que nem mesmo as provas mais evidentes podem convencer quem não está disposto a acreditar.

C

O absurdo da vida sem Deus pode não provar que Deus existe, mas na verdade mostra que a questão da existência de Deus é a pergunta mais importante que alguém pode fazer.

h

(CRAIG, Em Guarda, 2011)

“De tempos em tempos, os homens tropeçam na verdade, mas a maioria deles se levanta e segue adiante como se nada tivesse acontecido.”

Winston Churchill

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.”

João 5.24 (ARA)

“‘Então, você é rei!’, disse Pilatos. Jesus respondeu:

‘Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo:

para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem’.”

João 18.37 (NVI)

hGRAIG, William Lane. Em guarda. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 32

Referências

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