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Oficina Introdutória de Monitoramento e Avaliação

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Academic year: 2022

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(1)

Oficina Introdutória de

Monitoramento e Avaliação

Avaliação e Gestão do Conhecimento em Saúde para a Rede de Escritórios de Projetos da Fiocruz

AGOSTO, 2020

(2)

Coordenadora: Marly Marques da Cruz Coordenadora executiva: Juliana Kabad

Pesquisadoras assistentes: Celita Almeida, Fernanda Martins, Marcelly Gomes, Maria Aparecida dos Santos, Maria Luiza Cunha, Michele Souza, Santuzza Vitorino, Verena Moraes

Equipe

(3)

Operacionalizar uma prática pedagógica

Propiciar a reflexão

Oferecer conteúdos e habilidades técnicas

Introduzir o

Monitoramento e Avaliação e aproximar com a área de gestão de projetos

Objetivos

Temas

1. Monitoramento e Avaliação

2. Problema, intervenção e contexto 3. Objetivos, efeitos, metas e indicadores 4. Componentes estruturais da

intervenção

5. Modelo lógico da intervenção

6. Usos do monitoramento e da avaliação

(4)

Monitoramento e

Avaliação (M&A)

(5)

Atividade:

Nuvem de Palavras

Quais as primeiras palavras que surgem à mente quando falamos sobre monitoramento?

Tempo de duração total:

05 minutos

(6)

É uma ferramenta de gestão interativa e proativa que gera aprendizagem organizacional.

“É uma atividade gerencial

interna que se realiza durante o período de execução e operação e que busca assegurar que os insumos, os produtos e as metas ocorram de acordo com o plano traçado". (Cohen e Franco, 2004)

O que é?

Monitoramento

Pra que serve?

A especificidade do

monitoramento reside no recurso de um sistema de informação para

acompanhar a

operacionalização de uma

intervenção (Patton, 1986).

(7)

● Acompanhar rotineiramente e de forma sistemática informações prioritárias sobre uma intervenção.

● Verificar atividades realizadas e o alcance dos efeitos esperados da intervenção.

● Gerar informações pertinentes sobre o andamento da intervenção para orientar a tomada de decisões.

Monitorar é:

(8)

Atividade:

Nuvem de Palavras

Quais as primeiras palavras que surgem à mente quando falamos sobre avaliação?

Tempo de duração total:

05 minutos

(9)

“Avaliação é a identificação, esclarecimento e aplicação de critérios defensáveis para determinar o valor ou mérito, a qualidade, a utilidade, a

eficácia ou a importância do objeto a ser avaliado em relação a esses critérios”.

(Worthen; Sanders; Fitzpatrick, 2004)

O que é?

Avaliação

Pra que serve?

A avaliação auxilia a nortear as

práticas de saúde e a gestão na

tomada de decisão, com base em

critérios e padrões pactuados. É

uma ferramenta não só de

mensuração, de descrição e de

julgamento, mas, sobretudo, de

negociação permanente, por não

poder dispensar o envolvimento

dos potenciais atores sociais

interessados (Cruz; Reis, 2011).

(10)

● Responder a uma pergunta avaliativa.

● Explicar a relação causal entre a intervenção e seus efeitos.

● Estabelecer relação explicativa entre a intervenção e o contexto onde ela está inserida.

● Determinar o valor e permitir o julgamento de uma intervenção.

● Negociar entre os atores interessados e envolvidos na intervenção a ser avaliada.

● Aprimorar a tomada de decisão.

Avaliar é:

(11)

● Contínuo e processual

● Acompanhamento periódico e analítico da gestão

● Possibilita a melhoria da eficiência da intervenção e ajuste do plano de ação estabelecido

.

Monitoramento

Avaliação

● Períodos de tempo estabelecidos

● Aprofundamento analítico, apreciação e validação de processos de gestão

● Permite melhorar a

efetividade, impacto e

programação futura

(12)

descrever analisar explicar julgar

Monitoramento e Avaliação

monitorar

avaliar

A avaliação compõe um contínuo sem atritos com o monitoramento;

contudo, se diferenciam

pelo rigor metodológico

e pela complexidade das

análises que realizam.

(13)

E o que é necessário para

monitorar e avaliar?

(14)

Passo a passo:

Definir um problema – o que precisa ser enfrentado, solucionado ou aperfeiçoado. (

Definir uma intervenção – ação que é feita frente ao problema identificado.

Definir os objetivos, os efeitos esperados de uma intervenção, as metas e indicadores – o que se pretende realizar, o que alcançar com a ação e os meios para verificar esse alcance.

Definir os componentes estruturais de uma intervenção – seus recursos,

ações e efeitos esperados de curto, médio e longo prazo.

(15)

Problema e intervenção

(16)

Problema

Os problemas de saúde pública e de gestão devem ser enunciados e requerem soluções..

É necessário e importante fazer uma boa delimitação do

problema, determinando aquilo que é prioritário, que está coberto pelo orçamento e /ou que vai ser do interesse comum, para pensar no possível conjunto de ações que possam enfrentar e lidar com esse problema.

Exemplo

A baixa integração entre os

escritórios e seus projetos,

dificulta o desenvolvimento

de pesquisas em rede entre

as unidades e com parceiros

externos.

(17)

Intervenção é um conjunto de ações organizadas em um contexto específico, em

um dado momento , para produzir bens ou serviços com o objetivo de enfrentar

uma situação problema e modificar a realidade.

O objeto é uma intervenção, seja ele um projeto, um

programa, uma tecnologia, um serviço, uma rede ou uma

política.

Afinal, qual o objeto do

monitoramento e da avaliação?

(18)

Rede de EPs, um exemplo de intervenção

Para o enfrentamento da baixa integração entre os EPs e seus projetos, a Presidência da Fiocruz

instituiu, por meio da Portaria nº 6539/2019, a Rede de Escritórios de Projetos, com o objetivo de constituir uma rede colaborativa de experiências,

conhecimentos e boas práticas em gestão de portfólios e projetos em

Saúde Pública.

(19)

Exemplos de intervenção no SUS

(20)

Contexto

Contexto é tudo que envolve e está associado, direta ou indiretamente, por nível de proximidade ou correlação, com a ocorrência de determinado

problema verificado na realidade.

Os elementos do contexto podem ser:

● organizacional

● político

● socioeconômico

● cultural

● entre outros

Exemplo

A pluralidade das unidades, das fontes financiadoras, das finalidades e gerenciamento de projetos, entre outros, podem ser elencados como elementos do contexto

relacionado à baixa integração

entre os EPs e seus projetos.

(21)

Relação entre problema, intervenção e contexto

É fundamental inserir nos modelos de

monitoramento e

avaliação a influência dos diversos fatores do

contexto na definição do recorte do problema, na implementação da

intervenção e na obtenção dos efeitos esperados ou não previstos.

problema

intervenção efeitos esperados

e não esperados contexto

________ ●

(22)

Objetivos, efeitos, metas e

indicadores

(23)

Objetivos da intervenção

Portanto, uma boa

definição do problema

ajudará a construir objetivos alcançáveis e plausíveis de uma intervenção.

Ao definir e delimitar um problema, pode-se dimensionar os objetivos de uma intervenção, que expressarão, em níveis diferentes, a resolução do problema.

O objetivo expressa uma ou mais

ações que se pretende realizar para

alcançar um efeito favorável de

curto, médio e longo prazo.

(24)

Estabelece, de forma geral e abrangente, as intenções e os efeitos esperados de uma intervenção, orientando o seu desenvolvimento.

Objetivo geral

Objetivo específico

Conjunto de objetivos que,

coletivamente, contribuem

para alcançar o objetivo

geral.

(25)

Objetivo geral

Objetivos específicos

Construir uma rede colaborativa entre as unidades gestoras de projetos.

Realizar encontros e oficinas entre gestores e profissionais das unidades;

Estimular aproximação e articulação entre os

coordenadores de EPs.

Rede de EPs e seus objetivos

(26)

Efeitos esperados da intervenção

Os efeitos

esperados podem ser mensurados pelo tempo e pelo alcance.

Toda intervenção produz efeitos

esperados e também não esperados, que podem surgir no decorrer da intervenção.

produtos resultados impacto

curto imediatos

médio

intermediários

longo

finalístico

(27)

O objetivo geral visa o alcance do

impacto da

intervenção e deve expressar sua

finalidade central.

Objetivos e efeitos esperados da intervenção

Os objetivos

específicos estão mais associados com o

alcance dos produtos

e resultados previstos

da intervenção, por

meio das atividades a

serem realizadas.

(28)

Atividade:

Problema,

intervenção e objetivos

A partir das cartas

distribuídas, relacione qual intervenção e quais

objetivos estão associados aos problemas

apresentados.

Tempo de duração total:

15 minutos

(29)

Os efeitos esperados da intervenção podem ser mensurados e para tal é importante estabelecer metas e indicadores para verificar o alcance dos

objetivos da intervenção.

Objetivos, metas e indicadores

Metas

Expressam um compromisso para o alcance dos

objetivos.

Indicadores

Variáveis quantitativas ou qualitativas que provêem uma base simples e confiável para acompanhar

o alcance das metas e valorar conquistas, mudanças e

desempenho.

(30)

Meta Indicador

Ter realizado 30 encontros e oficinas entre gestores e

profissionais dos EPs da Fiocruz até 2021.

Rede de EPs: objetivo, meta e indicador

Um exemplo de objetivo específico: realizar encontros e oficinas entre gestores e profissionais das unidades.

Percentual (%) de encontros e oficinas realizadas com gestores e profissionais dos EPs da

Fiocruz.

(31)

Para PNUD (2002) indicadores são os meios para medir o que realmente acontece e comparar a realidade concreta com o planejado em termos de quantidade, qualidade e oportunidade.

Por meio dos indicadores, construídos para acompanhar o alcance das metas, é possível transformar dados brutos em informações úteis para a gestão dos sistemas e serviços de saúde.

Portanto, metas e indicadores são informações essenciais nos processos de monitoramento e avaliação.

Análise e uso de informações

(32)
(33)

Componentes estruturais

da intervenção

(34)

Atividade:

Componentes estruturais

Numere os itens da

coluna de acordo com os componentes estruturais que você considera

apropriados.

Tempo de duração total:

10 minutos

(35)

Componentes estruturais

Toda intervenção envolve a existência de insumos e atividades, além de ter produtos, resultados e impacto. Esta é a razão pela qual esses componentes são denominados de estruturais.

atividades insumos

produtos resultados

impacto

(36)

Componentes estruturais

INSUMOS

São os recursos concretos e previamente disponíveis para a execução das

atividades da intervenção.

Incluem recursos financeiros, humanos ou materiais.

ATIVIDADES

São os procedimentos

pelos quais os insumos

são mobilizados, visando

a obtenção dos efeitos

desejados.

(37)

Componentes estruturais

PRODUTOS

São as consequências

imediatas das atividades da intervenção, relacionados diretamente àquela ação específica. Geralmente são efeitos de curto prazo.

RESULTADOS

Os resultados incluem vários tipos de efeitos de uma intervenção, podendo ser conhecimentos, atitudes, práticas e comportamentos.

São efeitos na população alvo da intervenção e

identificados como de médio e longo prazo.

IMPACTO Refere-se ao efeito

acumulado e finalístico do conjunto das atividades de uma intervenção ou do conjunto de intervenções, verificadas na população geral ou em uma

organização a longo prazo.

(38)

Equivalência das terminologias

Donabedian (1990) CDC (1999) MS (2013)

Estrutura Insumos Recursos

Processos Atividades Ações

Resultado de curto prazo Resultado de médio prazo

Produtos Resultados

Produtos/Marco intermediário

Resultados (prioritários)

Resultado de longo prazo Impacto Objetivos estratégicos

(39)

Modelo lógico da

intervenção

(40)

O modelo lógico (ML) da intervenção é uma maneira visual e sistemática de

representar as relações entre intervenção e efeitos.

Ele deve incluir as relações entre recursos necessários para

operacionalizar a intervenção, as atividades planejadas e os

efeitos que se pretende alcançar.

O que é?

Modelo lógico da intervenção

Pra que serve?

O ML ajuda a descrever a

racionalidade do funcionamento da intervenção. Fornece os elementos para o acompanhamento do

progresso da intervenção, para

definir melhor a contribuição do seu

modo de funcionamento nos efeitos

finalísticos.

(41)

Essa etapa de descrição é

fundamental para melhor orientar a construção do monitoramento e/ou avaliação.

Modelo lógico da intervenção

problema

insumos atividades produtos resultados impacto

trabalho previsto

intervenção

efeitos esperados objetivos, metas e indicadores estão relacionados aos efeitos

(42)

Modelo lógico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência –

SAMU 192

(43)

Modelo lógico da implementação de TR HIV na Rede Cegonha

(44)

Vantagens do modelo lógico

Comunica o propósito fundamental da intervenção, evidenciando, de maneira explícita, os vínculos entre a intervenção e seus efeitos esperados.

Ilustra a consistência lógica interna da intervenção, contribuindo para identificar lacunas e efeitos não realísticos.

Envolve os atores e promove a comunicação entre a intervenção, financiadores, executores, membros da comunidade e outros atores, inclusive avaliadores.

Contribui para o monitoramento do progresso da intervenção ao fornecer um plano claro de acompanhamento.

Direciona as atividades de avaliação da intervenção ao identificar as

questões avaliativas apropriadas e os dados relevantes necessários.

(45)

Limites do modelo lógico

É uma representação da realidade, não a realidade.

As intervenções não são lineares.

Normalmente, não inclui efeitos além daqueles inicialmente esperados.

Não explora a relação entre a intervenção e o contexto.

Parte do pressuposto que a escolha da intervenção é a mais correta.

Usualmente privilegia as atividades técnicas em detrimento às relações de trabalho e de poder.

Adaptado de Ellen Taylor-Powell (2000) http://www.uwex.edu/ces/pdande/evaluation/evalpresentations.html

(46)

Usos do monitoramento e

da avaliação

(47)

Quais os possíveis usos do M&A em saúde?

M&A utilizados como uma ferramenta de apoio à gestão da intervenção, propiciam informações úteis como mecanismos indutores de reflexões coletivas dos atores envolvidos, gerando aprendizado

organizacional e institucional.

Melhoria da intervenção

Imputabilidade (Accountability)

Compartilhamento de resultados com

parceiros

Aprendizado organizacional

(48)

Quais os possíveis usos do M&A em saúde?

Apoio na tomada de decisão com base confiável e fidedigna.

Fornecimento de elementos técnicos e científicos para a condução e desenvolvimento da intervenção.

Realização de um planejamento estratégico próximo à realidade.

Favorecimento do contínuo aprendizado organizacional incorporado à rotina de trabalho.

● Mudança de rotas com

aproveitamento adequado de ações anteriores.

Promoção da inovação e do aprimoramento técnico e

estratégico de uma organização.

(49)

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde.

Programa Nacional de DST e Aids. Manual da oficina de capacitação em avaliação com foco na melhoria do programa.

Brasília: Ministério da Saúde; 2007.

Por: Celita Almeida, Fernanda Martins, Juliana Kabad, Marcelly Gomes, Marly Cruz, Maria Aparecida dos Santos, Maria Luiza Cunha, Michele Souza, Santuzza Vitorino, Verena Moraes.

Oficina adaptada de:

(50)

ANTERO, S. Monitoramento e Avaliação do Programa de Erradicação do Trabalho Escravo. Revista de Administração Pública/Fundação Getúlio Vargas:

Rio de Janeiro, 42(5):791-828, SET./OUT. 2008. Acesso em: https://www.scielo.br/pdf/rap/v42n5/a02v42n5.pdf COHEN, E.; FRANCO, R. Avaliação de projetos sociais. Petrópolis: Vozes, 1999.

CRUZ, M; REIS, A. Monitoramento & Avaliação como uma das funções gestoras do Sistema Único de Saúde. In: Qualificação de Gestores do SUS.

Acessível em: http://ensino.ensp.fiocruz.br/documentos_upload/Monitoramento_e_Avaliacao_para_Acao_em_saude_publica.pdf

HARTZ, ZMA., org. Avaliação em Saúde: dos modelos conceituais à prática na análise da implantação de programas [online]. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 1997. Acesso em: https://static.scielo.org/scielobooks/3zcft/pdf/hartz-9788575414033.pdf

PATTON, M. Utilization-focused Evaluation. Newbury Park, CA: Sage Publications, 1986.

WORTHEN, B. R., SANDERS, J. R. e FITZPATRICK, J. L. Avaliação de programas: concepções práticas. São Paulo: Edusp, 2004.

Proposta Pedagógica sobre Monitoramento e Avaliação para Ação em Saúde Pública, elaborado pelo Laboratório de Avaliação de Situações Endêmicas em Saúde (LASER), da Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz (2019). Acesso em:

http://ensino.ensp.fiocruz.br/documentos_upload/Monitoramento_e_Avaliacao_para_Acao_em_saude_publica.pdf

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO (Pnud). Manual de seguimiento y evaluación de resultados — oficina de evaluación.

New York: Pnud, 2002.

Referências bibliográficas

(51)

Para finalizar

(52)

Avaliação da oficina

O que foi positivo na oficina?

O que pode ser melhorado?

Alguma sugestão para as próximas oficinas?

Contatos:

[email protected] [email protected] [email protected]

(53)

Agradecemos a

sua participação!

Referências

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