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Rev. Assoc. Med. Bras. vol.48 número2

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Academic year: 2018

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Rev Assoc Med Bras 2002; 48(2): 93-117 117

D

iscussão de caso

M.T., 71 anos, brasileiro, casado, natu-ral e procedente de São Paulo, SP

Queixa duração – Dor na “boca do estô-mago” há 2 anos e “tumor na barriga baixa” há 15 anos.

História pregressa da moléstia atual – Refe-re o doente que há 15 anos apRefe-resenta “bola” na barriga do lado direito baixo, que surge aos esforços inclusive da tosse e de-saparece com o repouso ou manobras manuais.

Há dois anos passou a ter intolerância à carne e diminuição progressiva do apetite, acompanhados de fraqueza e emagreci-mento de 10 Kg neste período.

Antecedentes pessoais – Doenças próprias da infância.

Antecedentes hereditários e ISDA - Nada significativo

Exame físico geral – Regular para mau o estado geral, atrofia da musculatura inter-costal, dos pronadores e desaparecimento da bola de “Bichat”.

Exame protológico-normal.

Exame físico local – Hérnia inguinal escrotal a D. redutível.

Exame físico especial – Cabeça e pescoço sem particularidades

Aparelho respiratório – roncos disse-minados, alguns estertores sub crepitantes nas bases

Aparelho circulatório – n.d.n.

Abdome – ausência da ascite. Não se palpam tumores.

RHA-normais.

Sistema nervoso e membros – nada a referir.

Exames: hemograma

Proteínas totais e frações Uréia

Glicemia Urina 1 Coagulograma

Endoscopia – Lesão vegetante Borman II na região antral, preservando o piloro que é transponível ao aparelho – Duo-deno normal.

U.S. Abdome – Espessamento da pare-de gástrica

Ausência de linfonodomegalia

Diagnóstico – Neoplasia do antro gástrico Hérnia ínguino-escrotal à direita

Conduta – Herniorrafia inguinal, gastrec-tomia subtotal com dissecção a D 2

Classificação – TNM, T1 N° , M°

DISCUSSÃO

O interessante deste caso é a realização da herniorrafia inguinal precedendo a gas-trectomia no mesmo ato cirúrgico. Nossa experiência, nestes casos, é de que a hérnia não operada pode complicar no pós-opera-tório da gastrectomia com estrangulamento ou encarceramento, pelo aumento da pres-são intracavitária, levando a nova agrespres-são anestésico-cirúrgica. Portanto, é preferível sempre realizá-la eletivamente no mesmo ato cirúrgico do que em caráter de urgência, pois neste caso poderá complicar o pós-operatório da cirurgia abdominal.

C

CC

C

C

ÂNCER

ÂNCER

ÂNCER

ÂNCER

ÂNCER

GÁSTRICO

GÁSTRICO

GÁSTRICO

GÁSTRICO

GÁSTRICO

EE

EE

E

HÉRNIA

HÉRNIA

HÉRNIA

HÉRNIA

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INGUINAL

INGUINAL

INGUINAL

INGUINAL

INGUINAL

NO

NO

NO

NO

NO

MESMO

MESMO

MESMO

MESMO

MESMO

DOENTE

DOENTE

DOENTE

DOENTE

DOENTE

FARES RAH AL

Depa rta mento de Cirurgia da Fa culda de de Ciência s M édica s da Sa nta Ca sa de Sã o Pa ulo.

Todos normais

Referências

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