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Cálculo Proposicional

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Academic year: 2021

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(1)

José Augusto Baranauskas

Departamento de Física e Matemática – FFCLRP-USP URL: http://dfm.fmrp.usp.br/~augustoE-mail: [email protected] Inteligência Artificial

Cálculo Proposicional

Cálculo Proposicional

‰Nesta aula são

introduzidos conceitos básicos sobre o Cálculo Proposicional (CP) ‰O CP é também denominado Cálculo de Proposições ou Lógica de Proposições 2

Lógica

Lógica

-

-

Definição

Definição

Formalização de alguma linguagem

‰Sintaxe

Especificação precisa das expressões legais

‰Semântica

Significado das expressões

‰Dedução

Provê regras que preservam a semântica

3

Programação Lógica

Programação Lógica

premissas ou

condições inferência conclusões

(resolução) Forma Clausal

‰Prolog (Programming in Logic)

‰Prolog = cláusulas + resolução

‰Uso da lógica para representar conhecimento

‰Uso da inferência para manipular o conhecimento

4

Cálculo Proposicional

Cálculo Proposicional

-

-

CP

CP

‰Cálculo Proposicional ≡ Lógica Proposicional

‰Apenas enunciados declarativos são

permitidos

‰Excluídas sentenças exclamativas,

imperativas e interrogativas

Termo

Termo

É usado para designar objetos Exemplos: ‰Paula ‰Um filme de terror ‰Triângulo retângulo

Proposição

Proposição

É uma sentença declarativa que pode assumir os valores verdade (v) ou falso (f) Exemplos:

‰Todo homem é mortal

‰Meu carro é um fusca

(2)

7

Proposição Atômica

Proposição Atômica

Sentença que nãocontém conectivos

(e, ou, se...então, ...)

‰Todo homem é mortal

‰Meu carro é um fusca

‰Está chovendo

8

Proposição Composta

Proposição Composta

Sentença que contém um ou mais conectivos (e, ou, se...então, ...)

‰SeMaria estuda entãofará bons exames

‰Ele come edorme

‰Pedro dança oucanta

9

Proposição

Proposição

-

-

Cuidado!

Cuidado!

‰As expressões:

Está chovendo?

A viagem entre Ribeirão Preto e Guarujá não são sentenças do CP pois não possuem um valor verdade verdadeiro (v) ou falso (f) associado

10

Conceitos Adicionais

Conceitos Adicionais

‰Proposição atômica ≡ átomo

‰Proposições atômicas são designadas por

letras latinas minúsculas (p, q, r, ...)

‰Literal é um átomo ou a negação de um

átomo

‰Conectivos ou Operadores: permitem a

construção de proposições compostas

Conectivos

Conectivos

Conectivos ou Operadores: ‰e ∧ (conjunção) ‰ou ∨ (disjunção) ‰não ¬ (negação) ‰condicional → (implicação) ‰bicondicional ↔

Conectivo:

Conectivo:

e

e

(

(

)

)

‰A partir de duas proposições, obtém-se uma

terceira denominada conjunção:

‰Exemplo:

ƒ(p) Maria estuda o problema ƒ(q) José vai pescar

ƒConjunção de (p) e (q): p∧q

(3)

13

Conectivo:

Conectivo:

ou

ou

(

(

)

)

‰A partir de duas proposições, obtém-se uma

terceira denominada disjunção:

‰Exemplo:

ƒ(p) Maria estuda o problema ƒ(q) José vai pescar

ƒDisjunção de (p) e (q): p ∨q

™Maria estuda o problema ouJosé vai pescar

14

Conectivo:

Conectivo:

não

não

(

(

¬

¬

)

)

‰A partir de uma proposição, obtém-se uma

segunda denominada negação:

‰Assim, a negação nega o valor-verdade de

uma proposição

‰Exemplo:

ƒ(p) Maria estuda o problema ƒNegação de (p): ¬p

™não (Maria estuda o problema)

15

Conectivo:

Conectivo:

condicional

condicional

(

(

)

)

‰Conectivo condicional lido como se...então ‰A partir de duas proposições, obtém-se uma

terceira denominada condicionalou implicação

‰Proposição à esquerda de → denomina-se premissaou antecedente

‰Proposição à direita de → denomina-se conclusão ou conseqüente

‰Exemplo:

ƒ(p) Eu como muito

ƒ(q) Eu engordo

ƒCondicional de (p) e (q): p →q

™Seeu como muito entãoeu engordo

16

Conectivo:

Conectivo:

bicondicional

bicondicional

(

(

)

)

‰Conectivo bicondicional é lido como se e

somente se

‰A partir de duas proposições, obtém-se uma

terceira denominada bicondicional

‰Exemplo:

ƒ(p) Um triângulo é retângulo ƒ(q) Um triângulo tem um ângulo reto ƒBicondicional de (p) e (q): p ↔q

™Um triângulo é retângulo se e somente setem um

ângulo reto

Semântica dos Conectivos

Semântica dos Conectivos

v v v f f f f f v v v f v f f f f v f f v v v f v v v v p↔q p→q ¬p p∨q p∧q q p

Simbolização

Simbolização

‰Processo de substituição de frases em linguagem natural

para letras proposicionais e conectivos lógicos

ƒ Ex: Se chove então Maria Angélica estuda o problema e se não faz frio Ana Laura está nadando

™p: Maria Angélica estuda o problema ™q: Ana Laura está nadando ™r: chove

™s: faz frio

ƒ Encontrar conectivos:

(Sechove entãoMaria Angélica estuda o problema) e

(se(nãofaz frio) entãoAna Laura está nadando)

(4)

19

Fórmulas Bem Formadas (

Fórmulas Bem Formadas (

wff

wff

)

)

‰Fórmulas construídas mediante a

combinação válida de símbolos

‰Fórmulas Bem Formadas = Well Formed

Formula = wff

‰Para representar wff são usadas

meta-variáveis proposicionais representadas pelas letras α, β, γ, etc

‰Cada expressão envolvendo α, β, γ, etc é

chamada de forma sentencial

20

Fórmulas Bem Formadas (

Fórmulas Bem Formadas (

wff

wff

)

)

1. um átomo é uma wff

2. se α e β são wff, então são também wff:

3. As únicas wff são definidas por (1) e (2) α se e somente se β α ↔ β se α então β α → β α ou β α ∨ β α e β α ∧ β não α ¬α lê-se wff 21

Prioridade dos Conectivos

Prioridade dos Conectivos

¬ ∧ ∨ → ↔ 22

Prioridade dos Conectivos

Prioridade dos Conectivos

maior prioridade menor prioridade ¬ ∧ ∨ → ↔ ‰Exemplos: ƒα → β ∨ γ significaα → (β ∨ γ) ƒα ∨ β ∧ γ significaα ∨ (β ∧ γ) ƒα → β ∧ ¬γ ∨ δ significaα → ((β ∧ (¬γ)) ∨ δ)

‰A precedência pode ser alterada pelo uso de

parênteses

Prioridade dos Conectivos

Prioridade dos Conectivos

Variações de Notação

Variações de Notação

Item Adotada Outras

‰e p∧q p&q p.q p,q

‰ou p∨q p|q p+q p;q

‰não ¬p ~p p

‰condicional p→q p⇒q p⊃q q←p

(5)

25

Semântica do CP

Semântica do CP

‰Consiste na interpretação de suas fórmulas,

ou seja, atribuição dos valores-verdade (v

ou f) às formulas atômicas, por exemplo:

(p v q) → (p ∧ q)

‰Como a fórmula possui 2 componentes

atômicos ela admite 22 interpretações

‰Para uma fórmula de ncomponentes

tem-se 2ninterpretações

26

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Se uma fórmula β tem

valor vnuma

interpretação I, então β éverdadeirana interpretação I

‰Por exemplo, a fórmula (p ∧ q) é verdadeira na interpretação I1 f f f I4 f v f I3 f f v I2 v v v I1 p ∧ q q p 27

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Se uma fórmula β é verdadeira segundo alguma interpretação, então β ésatisfatível (ou consistente) ‰Por exemplo, a fórmula

(p ∧ q) é satisfatível pois é verdadeira em uma interpretação (I1)

f f f I4 f v f I3 f f v I2 v v v I1 p ∧ q q p 28

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Uma fórmula β é válida(tautológica) quando for verdadeira em todas suas interpretações

‰Por exemplo, a fórmula (p ∨ ¬p) é uma tautologia v v f I2 v f v I1 p ∨ ¬p ¬p p

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Se uma fórmula β tem

valor fnuma

interpretação I, então β éfalsana

interpretação I

‰Por exemplo, a fórmula (p ∧ q) é falsa nas interpretações I2, I3 e I4 f f f I4 f v f I3 f f v I2 v v v I1 p ∧ q q p

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Uma fórmula β é insatisfatível(ou inconsistente ou contradição) quando for falsa segundo todas interpretações

possíveis

(6)

31

Validade e Inconsistência

Validade e Inconsistência

‰Uma fórmula β é

inválidaquando for falsa segundo alguma interpretação

‰Por exemplo, a fórmula (p ∧ q) é inválida pois é falsa nas interpretações I2, I3 e I4 f f f I4 f v f I3 f f v I2 v v v I1 p ∧ q q p 32

Exercícios

Exercícios

‰Provar usando tabela verdade que:

1. (p ∧ ¬p) é inconsistente e portanto inválida. 2. (p ∨ ¬p) é válida e portanto consistente. 3. (p → ¬p) é inválida, ainda que consistente.

33

Conseqüência Lógica

Conseqüência Lógica

‰Sejam α, β1, β2, ..., βnwff. Diz-se que α é

conseqüência lógicade β1, β2, ..., βn se, e

somente se, para qualquer interpretação em que β1, β2, ..., βnforem simultaneamente

verdadeiras, α é também verdadeira.

‰Se α é conseqüência lógica de β12, ...βn,,

diz-se que α segue-se logicamente de β1,β2,

...βn,.

Notação: β1, β2, ..., βn α

34

Conseqüência Lógica

Conseqüência Lógica

‰Teorema: α é conseqüência lógica de β1, β2,

..., βnse e somente se:

ƒβ1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é uma tautologia

‰Teorema: α é conseqüência lógica de β1, β2,

..., βnse e somente se:

ƒβ1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn∧ ¬α é uma contradição

Prova

Prova

‰ α é conseqüência lógica de β1, β2, ..., βnse e somente se

β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é uma tautologia

‰ Condição Necessária

ƒ Seja α conseqüência lógica de β1, β2, ..., βne I uma interpretação qualquer

(1) Se β1, β2, ..., βnforem verdade em I então α também será verdade em

I (pois é conseqüência lógica dos βi’s)

(2) Se um dos βi’s for falso em I β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βnvtambém será falso em I.

Independente do valor de α, β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é verdade

ƒ De (1) e (2) tem-se que β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é verdade em qualquer situação (tautologia)

‰ Condição Suficiente

ƒ Do fato de β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α ser uma tautologia, tem-se que β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é verdade em qualquer interpretação. Se β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βnfor verdade em I, α também será verdade em I. Portanto α é conseqüência lógica de β1, β2, ..., βn

Prova

Prova

‰ α é conseqüência lógica de β1, β2, ..., βnse e somente se β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn∧ ¬α é uma contradição

‰ Do teorema anterior, sabe que α é conseqüência lógica de β1, β2, ..., βnse e somente se β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α é uma tautologia

‰ Equivalentemente α é conseqüência lógica de β1, β2, ..., βnse e somente se ¬(β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α) é contradição

ƒ ¬(β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn→ α) ≡

ƒ ¬(¬(β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn) ∨ α) ≡

ƒ β1 ∧ β2 ∧ ... ∧ βn∧ ¬α

(7)

37

Equivalência Lógica

Equivalência Lógica

‰Uma fórmula α é logicamente equivalente

(≡) a uma fórmula β quando α for conseqüência lógica de β e β for conseqüência lógica de α

‰Assim, α≡β se e somente se α↔β é uma

tautologia

38

Exemplo

Exemplo

‰Provar que (p → q) é equivalente a (¬p ∨ q)

‰Portanto, (p → q) ≡ (¬p ∨ q) v v v f f v v v v f v f f f v v v v v v (p→q) ↔ (¬p∨q) ¬p∨q p→q q p 39

Argumento

Argumento

‰Argumento é uma sequênciaα12, ..., αn

(n ≥1) de proposições, onde:

ƒαi (1 ≤ i ≤ n-1) são chamadas premissase ƒαn denomina-se conclusão ‰Notação: α1,α2, ..., αn-1 αn. 40

Argumento Válido

Argumento Válido

‰Um argumento α12, ..., αn-1 αné válido se e somente se:

α1∧ α2∧ ... ∧ αn-1 → αnfor uma tautologia

ou equivalentemente, α1∧ α2∧ ... ∧ αn-1 αn

Argumento Válido

Argumento Válido

‰Um argumento válido12, ..., αn-1 αn)

pode ser lido como:

ƒα12, ..., αn-1 acarretamαnou ƒαndecorre de α12, ..., αn-1ou

ƒαné conseqüência lógica de α1,α2, ..., αn-1

‰Para n=1, o argumento é válido se e

somente se α1for tautológica

Princípio da Substituição

Princípio da Substituição

‰Subfórmulas: dada a fórmula α

ƒα: (p → q) ↔ r, então

ƒp → q, p, q, r, são as subfórmulasde α

‰O princípio afirma que uma subfórmula de

(8)

43

Princípio da Substituição

Princípio da Substituição

‰Exemplo: pelo princípio da substituição, a

fórmula

α: (p v q)∧(p v r)

é equivalente a:

ϒ: (¬p → q)∧ (¬p → r)

44

‰Existem várias propriedades da negação,

conjunção e disjunção

‰Estas propriedades podem ser verificadas

como equivalências lógicas

‰Para demonstrar cada uma, basta utilizar as

tabelas-verdade, constatando a tautologia

Propriedades

Propriedades

45

Propriedades

Propriedades

‰Propriedades da Conjunção ƒ comutativa α ∧ β ≡ β ∧ α ƒ associativa α ∧ (β ∧ ϒ) ≡ (α ∧ β) ∧ϒ ƒ idempotente α ∧ α ≡ α ƒ propriedade de (v)erdade α ∧ v≡ α ƒ propriedade de (f)also α ∧ ff ‰Propriedades da Disjunção ƒ comutativa α ∨ β ≡ β ∨ α ƒ associativa α ∨ (β ∨ ϒ) ≡ (α ∨ β) ∨ ϒ ƒ idempotente α ∨ α ≡ α ƒ propriedade de (v)erdade α ∨vv ƒ propriedade de (f)also α ∨f≡ α 46

Propriedades

Propriedades

‰ Distributiva ƒ α ∧ (β ∨ ϒ) ≡ (α ∧ β) ∨ (α ∧ ϒ) ƒ α ∨ (β ∧ ϒ) ≡ (α ∨ β) ∧ (α ∨ ϒ) ‰ Negação ƒ ¬(¬α) ≡ α ‰ Absorção ƒ α ∨ (α ∧ β) ≡ α ƒ α ∧ (α ∨ β) ≡ α ‰ De Morgan ƒ ¬(α ∧ β) ≡ ¬α ∨ ¬β ƒ ¬(α ∨ β) ≡ ¬α ∧ ¬β ‰ Equivalência da Implicação ƒ α → β ≡ ¬α ∨ β

Fórmulas Proposicionais Equivalentes

Fórmulas Proposicionais Equivalentes

(α ∧ β) → γ |= α → (β → γ) importação α → (β → γ) |= (α ∧ β) → γ exportação α → β |= ¬β → ¬α contraposição α |= α ∨ β adição α, β |= α ∧ β conjunção α ∧ β |= α simplificação α → β, γ → δ, ¬β ∨ ¬γ |= ¬α ∨ ¬γ dilema destrutivo α → β, γ → δ, α ∨ γ |= β ∨ δ dilema construtivo α ∨ β, ¬α |= β silogismo disjuntivo α → β, β → γ |= α → γ silogismo hipotético ou regra da cadeia

α → β, ¬β |= ¬α modus tollens α, α → β |= β modus ponens Regra Nome da Regra

‰Exemplo da forma de leitura modus ponens:

α, α→ β |= β

caso α seja verdade

e α→ β seja verdade,

obrigatoriamente β será verdade

(9)

49

Verificação de Validade de

Verificação de Validade de

Argumentos

Argumentos

‰Sejam α1, α2, ..., αn, β fórmulas do Cálculo Proposicional. Uma seqüência finita de

proposições C1, C2, ..., Cké uma prova ou dedução de β, a partir das premissas α1, α2, ..., αnse e

somente se:

ƒcada Cié uma premissa αj(1 <= j <= n), ou

ƒCiprovém das fórmulas precedentes, pelo uso de um

argumento válido das regras de inferência, ou

ƒCiprovém do uso do princípio de substituição numa

fórmula anterior, ou

ƒCké β

‰Diz-se então que β é dedutível de α1, α2, ..., αnou que β é um teorema

50

Exemplo

Exemplo

Se as uvas caem, então a raposa as come. Se a raposa as come, então estão maduras. As uvas estão verdes ou caem. Logo,

A raposa come as uvas se e só se as uvas caem.

51

Exemplo

Exemplo

α1: Se as uvas caem, então a raposa as come. α2: Se a raposa as come, então estão maduras. α3: As uvas estão verdes ou caem.

Logo,

β: A raposa come as uvas se e só se as uvas caem.

52 Proposições:

p: as uvas caem q: a raposa come as uvas r: as uvas estão maduras (¬r: as uvas estão verdes)

Exemplo

Exemplo

α1: Se as uvas caem, então a raposa as come. α2: Se a raposa as come, então estão maduras. α3: As uvas estão verdes ou caem.

Logo,

β: A raposa come as uvas se e só se as uvas caem.

Proposições: p: as uvas caem q: a raposa come as uvas r: as uvas estão maduras (¬r: as uvas estão verdes)

Exemplo

Exemplo

¬r ∨ p α3: q → r α2: p → q α1: Premissas

α1: Se as uvas caem, então a raposa as come. α2: Se a raposa as come, então estão maduras. α3: As uvas estão verdes ou caem.

Logo,

β: A raposa come as uvas se e só se as uvas caem.

Provar que: α1, α2, α3|=β p → q, q → r, ¬r ∨ p |= p ↔ q p ↔ q β: Conclusão Proposições: p: as uvas caem q: a raposa come as uvas r: as uvas estão maduras (¬r: as uvas estão verdes)

Exemplo

Exemplo

¬r ∨ p α3: q → r α2: p → q α1:

Premissas Deduz-se que:

p ↔ q (p → q) ∧ (q → p) q → p r → p (C3: equivalência) C4(≡β): (α1+ C2: conjunção) C3: (α2+ C1: regra da cadeia) C2: (α3: equivalência) C1:

α1: Se as uvas caem, então a raposa as come. α2: Se a raposa as come, então estão maduras. α3: As uvas estão verdes ou caem.

Logo,

β: A raposa come as uvas se e só se as uvas caem.

(10)

55

Cuidado!

Cuidado!

‰Sejam dois números a e b tais que a = b

ƒConsidere a seguinte prova

ƒPor quê foi possível chegar a esse resultado?

1 = 2 ix) dividir por a a = 2a viii) substituir b por a (a = b) a = a + a vii) b = a + b vi) dividir por (a - b) [b(a - b)] / (a - b) = [(a + b)(a - b)] / (a -b) v) fatorar b(a - b) = (a + b)(a - b) iv) subtrair b2 ba - b2 = a2- b2 iii) multiplicar por a ba = aa ii) b = a i) 56

Formas Normais

Formas Normais

‰Há várias maneiras de escrever uma mesma

fórmula

ƒEx: (p → q) ∧ m ≡(¬p ∨ q) ∧ m

‰A Forma Normal é usada para uniformizar a

notação

ƒForma Normal Disjuntiva (FND) ƒForma Normal Conjuntiva (FNC)

‰Um enunciado do Cálculo Proposicional

sempre pode ser escrito na FN

57

Forma Normal Disjuntiva

Forma Normal Disjuntiva

‰

Uma fórmula proposicional α está na

FND quando

ƒ

α é uma disjunção β1 ∨ β2 ∨ ... ∨ βn, (n ≥ 1)

ƒ

cada βi(1 ≤ i ≤ n) é uma conjunção de

literais, ou um literal, ou seja:

™βié da forma p1∧¬p2∧... ∧pm, (m ≥ 1)

58

Forma Normal Disjuntiva

Forma Normal Disjuntiva

‰

A fórmula α está na FND se e somente

se:

ƒ

contém como conectivos apenas ∨, ∧, ¬

ƒ

¬ só opera sobre proposições atômicas

(não tem alcance sobre ∨, ∧)

ƒ

não aparecem negações sucessivas (¬ ¬)

ƒ

∧ não tem alcance sobre ∨, ou seja, não

existe expressão do tipo: p ∧ (q ∨ r)

Forma Normal Disjuntiva

Forma Normal Disjuntiva

‰Forma geral ƒ(p1 ∧ ¬p2∧ ... ∧ pk) ∨ (q1∧ q2... ∧ ¬ql) ∨ (r1∧ r2∧ r3∧ ... ∧ rs) ∨ ... ‰Exemplo ƒα: ¬p ∨ q → r ƒFND(α): (p ∧ ¬q) ∨ r

‰Obtenção da FND: por tabela verdade ou

por equivalência

Forma Normal Conjuntiva

Forma Normal Conjuntiva

‰Uma fórmula proposicional α está

na FNC quando:

ƒ

α é uma conjunção β

1

∧ β

2

∧ ... ∧ β

n

,

(n ≥ 1)

ƒ

cada β

i

(1 ≤ i ≤ n) é uma disjunção de

literais, ou um literal, ou seja:

(11)

61

Forma Normal Conjuntiva

Forma Normal Conjuntiva

‰

A fórmula α está na FNC se e somente

se:

ƒ

contém como conectivos apenas ∨, ∧, ¬

ƒ

¬ só opera sobre proposições atômicas

(não tem alcance sobre ∨ e ∧)

ƒ

não aparecem negações sucessivas (¬ ¬)

ƒ

∨ não tem alcance sobre ∧, ou seja, não

existe expressão do tipo: p ∨ (q ∧ r)

62

Forma Normal Conjuntiva

Forma Normal Conjuntiva

‰Forma geral ƒ(p1 ∨ ¬p2∨ ... ∨ pk) ∧ (q1∨ q2... ∨ ¬ql) ∧ (r1∨ r2∨ r3∨ ... ∨ rs) ∧ ... ‰Exemplo ƒα: ¬p ∨ q → r ƒFNC(α): (¬p ∨ ¬q ∨ r) ∧ (p ∨ ¬q ∨ r) ∧ (p ∨ q ∨ r)

‰É fácil mostrar que uma FNC é tautológica se e somente se cada elemento da conjunção é tautológico

‰Obtenção da FNC: por tabela verdade ou por equivalência

63

Obtenção da FNC por Tabela

Obtenção da FNC por Tabela

Verdade

Verdade

‰Exemplo: ¬p ∨ q → r I8 I7 I6 I5 I4 I3 I2 I1 ⇐ f v v f f f v v v v f f ⇐ f v v f v f v v v v v f v f f f f v v f f v f v ⇐ f v f f v v v v f v v v (¬p∨q)→r ¬p∨q ¬p r q p 64

Obtenção da FNC por Tabela

Obtenção da FNC por Tabela

Verdade

Verdade

‰Exemplo: ¬p ∨ q → r

‰Para cada interpretação falsada Tabela Verdade:

ƒÁtomo que assume valor v é alterado pela sua negação

ƒÁtomo que assume valor f é deixado intacto

ƒLiterais de uma mesma interpretação são conectados

por ∨

ƒAs interpretações são conectadas por ∧

‰No exemplo ƒ FNC(¬p ∨ q → r): (¬p ∨ ¬q ∨ r) ∧ (p ∨ ¬q ∨ r) ∧ (p ∨ q ∨ r) I8 I6 I2 (p∨q∨r) f v v f f f (p∨ ¬q∨r) f v v f v f (¬p ∨ ¬q∨r) f v f f v v (¬p∨q)→r ¬p∨q ¬p r q p

Obtenção da FNC por Equivalência

Obtenção da FNC por Equivalência

1. Repetidamente, usar as equivalências, para eliminar os conectivos lógicos ↔ e → :

α ↔ β ≡ (¬α ∨ β) ∧ (¬β ∨ α)

α → β ≡ ¬α ∨ β

2. Repetidamente, eliminar as negações, utilizando:

¬(¬α) ≡ α

¬(α ∨ β) ≡ (¬α ∧ ¬β)

¬(α ∧ β) ≡ (¬α ∨ ¬β)

3. Repetidamente, aplicar a lei distributiva:

α ∨ (β ∧ γ) ≡ (α ∨ β) ∧ (α ∨ γ)

(α ∧ β) ∨ γ ≡ (α ∨ γ) ∧ (β ∨ γ)

Exercício

Exercício

‰

Obter a FNC das fórmulas:

ƒ

a) (p ∧ q) → (¬p ∧ r)

ƒ

b) (p ∧ q) → (p ∧ r)

(12)

67

Solução (Equivalência)

Solução (Equivalência)

‰(p ∧ q) → (¬p ∧ r) ƒ¬(p ∧ q) ∨ (¬p ∧ r) ƒ(¬p ∨ ¬q) ∨ (¬p ∧ r) ƒ(¬p ∨ ¬q ∨ ¬p) ∧ (¬p ∨ ¬q ∨ r) ƒ(¬p ∨ ¬q) ∧ (¬p ∨ ¬q ∨ r) ƒFNC((p ∧ q) → (¬p ∧ r)): (¬p ∨ ¬q) ∧ (¬p ∨ ¬q ∨ r) ‰(p ∧ q) → (p ∧ r) ƒ¬(p ∧ q) ∨ (p ∧ r) ƒ(¬p ∨ ¬q) ∨ (p ∧ r) ƒ(¬p ∨ ¬q ∨ p) ∧ (¬p ∨ ¬q ∨ r) ƒ(¬p ∨ ¬q ∨ r) ƒFNC((p ∧ q) → (p ∧ r)): (¬p ∨ ¬q ∨ r) 68

Solução (Tabela Verdade)

Solução (Tabela Verdade)

‰FNC((p ∧ q) → (¬p ∧ r)): (¬p ∨ ¬q ∨ ¬r) ∧ (¬p ∨ ¬q ∨ r) ‰FNC((p ∧ q) → (p ∧ r)): (¬p ∨ ¬q ∨ r) f f f f f f v v p∧q v v f f v f f f v v v f v v f f v v f f v f v f v v v f v v v f v v f f f f f v v v f v f v f v f f f f f f v v v f f v f v v v (p∧q)→(p∧r) (p∧q)→(¬p∧r) ¬p∧r p∧r ¬p r q p 69

Notação

Notação

Clausal

Clausal

‰Cláusula: disjunçãode literais:

Fi= L1∨ L2∨ ... ∨ Lr

‰Fórmula na FNC: escrita como conjunçãode cláusulas:

F1∧ F2∧ ... ∧ Fn

‰A FNC é uma coleção de cláusulas, porque a conjunção ∧

tem propriedade associativa. Por isso, pode-se escrever uma fórmula α na forma:

{F1, F2, ... Fn} ≡ F1∧ F2∧ ... ∧ Fn

‰A disjunção também tem a propriedade associativa, e por

isso, também podemos escrever uma cláusula Fina forma:

Fi= {L1, L2, ..., Ln} ≡ L1 ∨ L2 ∨ ... ∨ Ln

70

Notação

Notação

Clausal

Clausal

‰Exemplo ƒFNC(((p ∨ q) ∧ (¬p ∨ r)) → s): ™((s ∨ ¬q ∨ p)∧(s ∨ ¬p ∨ ¬r)∧(s ∨ ¬q ∨ ¬r)) ‰Pode-se escrever: ƒFNC(((p ∨ q) ∧ (¬p ∨ r)) → s): F1∧F2∧F3 ‰onde ƒF1: (s∨¬q∨p), F2: (s∨¬p∨¬r), F3: (s∨¬q∨¬r)

ƒque pode ser representado por F = {F1,F2,F3},

onde a conjunção está implícita

Notação

Notação

Clausal

Clausal

‰É uma convenção escrever uma fórmula após a

outra, lembrando que estão conectadas por ∧

ƒF1: (s ∨ ¬q ∨ p)

ƒF2: (s ∨ ¬p ∨ ¬r) ƒF3: (s ∨ ¬q ∨ ¬r)

‰Colocando os literais positivos antes dos

negativos

ƒF1: (s ∨ p ∨ ¬q)

ƒF2: (s ∨ ¬p ∨ ¬r)

ƒF3: (s ∨ ¬q ∨ ¬r)

Notação de

Notação de

Kowalsky

Kowalsky

‰A separação de literais positivos e negativos

prepara a cláusula para a notação definida por Kowalsky:

FNC FNC Kowalsky CP

F1: s ∨ p ∨ ¬q F1: s, p ← q F1: q → s ∨ p F2: s ∨ ¬p ∨ ¬r F2: s ← p, r F2: p ∧ r → s F3: s ∨ ¬q ∨ ¬r F3: s ← q, r F3: q ∧ r → s

(13)

73

Notação de

Notação de

Kowalsky

Kowalsky

‰Há uma disjunção (∨) implícita à esquerda de ←,

chamada de conclusão(ões) F1: s, p ← q F2: s ← p, r F3: s ← q, r

‰Há uma conjunção (∧) implícita à direita de ←,

chamada de premissa(s) ou condição(ões)

74

Notação de

Notação de

Kowalsky

Kowalsky

‰São equivalentes as seguintes notações:

(1) B1, B2, ..., Bn → A1, A2, ..., Am

(2) A1, A2, ..., Am ← B1, B2, ..., Bn

(3) A1∨ A2∨ ... ∨ Am ← B1∧ B2∧ ... ∧ Bn

(4) A1∨ A2∨ ... ∨ Am∨ ¬(B1∧ B2∧... ∧ Bn)

(5) A1∨ A2∨ ... Am∨ ¬B1∨ ¬B2∨ ... ∨ ¬Bn

‰A cláusula (2) é uma cláusula genérica na

notação de Kowalsky

75

Cláusulas de

Cláusulas de

Horn

Horn

Dependendo do número de literais, tem-se: 1. Se m>1, as conclusões são indefinidas, ou

seja, há várias conclusões

2. Se m≤1, tem-se as Cláusulas de Horn

ƒm=1 e n > 0, (A ← B1, B2, ..., Bn) chamada cláusula

definida, onde só existe uma solução

ƒm=1 e n=0, (A ←) é a cláusula indefinida incondicional,

ou fato. Neste caso, o símbolo ← é abandonado

ƒm=0 e n>0, ( ← B1, B2, ..., Bn) é a negação pura de B1,

B2, ..., Bn

ƒm=0 e n=0, ( ←) é a cláusula vazia, denotada por []

76

Cláusulas de

Cláusulas de

Horn

Horn

‰Kowalski mostrou que uma cláusula de Horn

do tipo

ƒA ← B1, B2, ..., Bn

ƒpode ser executada numa linguagem de programação recursiva, onde A é a cabeça do procedimento e os Bi’s o seu corpo

‰A ← B1, B2, ..., Bnpode ser lido como:

ƒpara resolver (executar) A, resolva (execute) B1 e B2e ... e Bn

Cláusulas de

Cláusulas de

Horn

Horn

‰Em Prolog

‰A ← B1, B2, ..., Bné representado como

ƒA :- B1, B2, ..., Bn.

ƒ:-é chamado neck

‰Pode-se ler A :- B1, B2, ..., Bn. da seguinte

forma

ƒA é verdade se B1 é verdade e B2 é verdade e ...

e Bné verdade

Cláusulas de

Cláusulas de

Horn

Horn

‰As únicas cláusulas que podem ser

representadas em Prolog são as Cláusulas de Horn

‰Se um determinado conhecimento puder ser

expresso mediante o cálculo proposicional, somente a parte formada por cláusulas de Horn poderá ser representada em Prolog

(14)

79

Exercício

Exercício

‰Mostre que as fórmulas seguintes são

equivalentes: (i) b1, b2, b3, b4 → a1, a2, a3 (ii) a1, a2, a3 ← b1, b2, b3, b4 (iii) a1∨ a2∨ a3 ← b1∧ b2∧ b3∧ b4 (iv) a1∨ a2∨ a3∨ ¬(b1∧ b2∧ b3∧ b4) (v) a1∨ a2∨ a3∨ ¬b1∨ ¬b2∨ ¬b3∨ ¬b4 80

Prova por Resolução

Prova por Resolução

‰O método da Resolução utiliza uma fórmula na FNC para realizar inferências

‰O método da Resolução é facilmente automatizado para ser realizado por um computador

‰É um método de resolução geral, que emprega apenas uma regra de inferência

‰Podem ser aplicadas a wwf que consistem de uma disjunção de literais: as cláusulas

‰O processo de resolução é aplicado a um par de cláusulas e resulta em uma cláusula derivada

81

Prova por Resolução

Prova por Resolução

‰Pré-requisito: 2 cláusulas pais

ƒ um literal pem uma das cláusulas pai (P1) ƒ um literal ¬pna outra cláusula pai (P2) ƒ nova cláusula é chamada resolvente (R)

contendo todos os literais de P1 e P2, exceto p

‰P1: pou mais-literais

‰P2: ¬pou ainda-mais-literais

‰R: mais-literais ou ainda-mais-literais

82

Prova por Resolução

Prova por Resolução

‰Regra de Resolução:

de p ∨ q

e r ∨ ¬q

deduz-se p ∨ r

‰Esta regra permite combinar duas fórmulas

por meio da eliminação de átomos complementares

‰No exemplo, eliminou-se os átomos q e ¬q

cláusulas pais ‰Regra de Resolução: de p ∨ q e r ∨ ¬q deduz-se p ∨ r

‰Esta regra permite combinar duas fórmulas

por meio da eliminação de átomos complementares

‰No exemplo, eliminou-se os átomos q e ¬q

Prova por Resolução

Prova por Resolução

cláusula resolvente ‰Regra de Resolução: de p ∨ q e r ∨ ¬q deduz-se p ∨ r

‰Esta regra permite combinar duas fórmulas

por meio da eliminação de átomos complementares

‰No exemplo, eliminou-se os átomos q e ¬q

Prova por Resolução

(15)

85

Exercício 1

Exercício 1

‰Qual a cláusula resolvente das seguintes

cláusulas pais? ƒP1) (p ∨s ∨ ¬q) ƒP2) (p ∨q ∨ ¬r) 86

Solução Exercício 1

Solução Exercício 1

‰Qual a cláusula resolvente das seguintes

cláusulas pais? ƒP1) (p ∨s ∨ ¬q) ƒP2) (p ∨q ∨ ¬r) ƒR) (p∨s∨¬r) 87

Exercício 2

Exercício 2

‰Qual a cláusula resolvente das seguintes

cláusulas pais? ƒP1) (¬p ∨s ∨ ¬q) ƒP2) (p ∨q ∨ ¬r) 88

Solução Exercício 2

Solução Exercício 2

‰Qual a cláusula resolvente das seguintes

cláusulas pais? ƒP1) (¬p ∨s ∨ ¬q) ƒP2) (p ∨q ∨ ¬r) ƒR) (¬p∨s∨p∨¬r) ≡v

Procedimento da Resolução

Procedimento da Resolução

‰Usa-se redução ao absurdo, negando a conclusão:

1. Achar, para cada premissa e para cada conclusão negada (adotada como premissa), a FNC correspondente, da seguinte maneira:

ƒRemover ↔ e →: ™α ↔ β ≡ (¬α ∨ β) ∧ (¬β ∨ α) ™α → β ≡ ¬α ∨ β ƒAplicar De Morgan: ™¬(α ∧ β) ≡ ¬α ∨ ¬β ™¬(α ∨ β) ≡ ¬α ∧ ¬β ƒUsar distributiva ™α ∨ (β ∧ γ) ≡ (α ∨ β) ∧ (α ∨ γ)

Procedimento da Resolução

Procedimento da Resolução

2. Cada premissa é agora uma conjunção de uma ou mais cláusulas em uma linha diferente (cada uma delas é v, uma vez que a conjunção de todas é v) 3. Cada cláusula contém uma disjunção de um ou

(16)

91

Procedimento da Resolução

Procedimento da Resolução

4. Continuar este processo até que se tenha

derivado p e ¬p. Ao se aplicar resolução nestas duas cláusulas, obtém-se a cláusula vazia, denotada por , o que expressa a contradição, completando então o método de redução ao absurdo:

p, ¬p deduz-se falso

Pode-se também usar a resolução mediante a negação do teorema. Neste caso aplicam-se os mesmos passos anteriores

92

Exemplos do Uso de Resolução

Exemplos do Uso de Resolução

‰A seguir são mostrados dois exemplos

usando prova por redução ao absurdo

ƒPor meio da negação da tese ƒPor meio da negação do teorema

93

Negação da Tese

Negação da Tese

‰Para provar que r ∨ s

é conseqüência lógica de p∨q, p→r, q→s

ƒdeve-se mostrar que

((p ∨ q) ∧ (p → r) ∧ (q → s)) → (r ∨ s) é uma tautologia (teorema)

94

Negação da Tese

Negação da Tese

‰Converter premissas para FNC, escrevendo em linhas separadas: (a) p ∨ q (b) ¬p ∨ r (c) ¬q ∨ s ‰Negar a conclusão e convertê-la para FNC: ¬(r ∨ s) ≡ ¬r ∧ ¬s (d) ¬ r (e) ¬s ‰Deduzir a cláusula vazia por resolução (f) ¬p de (d) e (b) (g) q de (f) e (a) (h) ¬q de (e) e (c) (i) de (g) e (h) ‰ a cláusula é gerada pela contradição de duas cláusulas na forma: q ∧ ¬q

Negação do Teorema

Negação do Teorema

‰Para provar a regra da cadeia:

ƒ(p → q) ∧ (q → r) → (p → r) ‰A negação do teorema é: ƒ¬((p → q) ∧ (q → r) → (p → r)) ‰A FNC do teorema negado é: ƒ(¬p ∨ q) ∧ (¬q ∨ r) ∧ p ∧¬r

Negação do Teorema

Negação do Teorema

‰O passo básico do método de resolução ocorre quando existem duas cláusulas tais que uma proposição p ocorre em uma delas e ¬p ocorre na outra

¬p ∨ r

¬r

¬p ∨ q ¬q ∨ r p

(17)

97

Resolução: Vantagens

Resolução: Vantagens

‰Não é necessário o uso de equivalências para rearranjar p ∨q como q ∨p

ƒTudo é colocado na FNC antes da aplicação do método

ƒPara o método, a posição (na cláusula) do átomo a ser

eliminado é indiferente

‰Existe apenas uma regra de inferência para ser lembrada

‰Fácil de ser mecanizado

‰Linguagem Prolog está baseada no princípio da resolução aplicado a cláusulas de Horn

ƒ Usando Busca em Profundidade

98

Propriedades do CP

Propriedades do CP

‰Embora seja insuficiente para o formalismo do raciocínio lógico, o CP possui propriedades muito importantes:

ƒ O sistema é consistente:

™Não é possível derivar simultaneamente uma fórmula α e sua negação ¬α

ƒ O sistema é correto ou coerente:

™Todo teorema é uma tautologia

ƒCompletude

™Toda tautologia é um teorema

ƒDecidibilidade

™Há um algoritmo que permite verificar se uma dada fórmula do sistema é ou não um teorema

99

Exercício

Exercício

‰Aplique resolução a cada situação seguinte

e verifique o que pode ser inferido

a) Sócrates é homem. Se Sócrates é homem então ele é mortal.

b) s ∧ (r ← s)

100 Slides baseados em:

Monard, M.C., Nicoletti, M.C., Noguchi.R.H., O Cálculo Proposicional: Uma abordagem voltada

à compreensão da linguagem Prolog, Notas Didáticas do ICMC-USP, 1992 (http://labic.icmc.usp.br/didatico/pdf/Cproposicional_pdf.zip)

Material elaborado por José Augusto Baranauskas

Referências

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