RELATÓRIO FINAL
MESTRADO INTEGRADO EM MEDICINA
L I A N E M A R L E N E S O U S A M O R E I R A N º 2 0 1 0 2 7 8 / T U R M A 1
ÍNDICE
Introdução ... 1
Corpo de trabalho ... 1
Medicina ... 1
Cirurgia ... 2
Pediatria ... 3
Ginecologia e Obstetrícia ... 4
Saúde Mental ... 5
Medicina Geral e familiar ... 5
Reflexão crítica ... 6
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I N T R O D U Ç Ã O
O 6º ano do Curso de Medicina da Nova Medical School-Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa (NMS|FCM-UNL) corresponde a um ano profissionalizante, preconizando-se a realização de estágios que visam a integração prática dos conhecimentos adquiridos nos anos precedentes: Medicina Geral e Familiar, Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia, Pediatria, Saúde Mental e Medicina. Os objectivos principais são a integração do aluno na vivência prática do exercício de cada uma das especialidades, possibilitando, para além do emprego desses conhecimentos, o treino de perícias práticas e o desenvolvimento da comunicação interpessoal.
O presente relatório visa mostrar o meu percurso ao longo deste ano e será apresentado em três secções – uma primeira introdutória, onde apresento o objectivo e a organização do presente relatório; uma segunda que constitui o corpo do trabalho, onde exponho um resumo das atividades realizadas e objetivos propostos nos diferentes estágios que constituem este último ano; e por fim, faço uma reflexão crítica relativamente ao curso e mais especificamente ao sexto ano.
C O R P O D E T R A B A L H O
MEDICINA
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os profissionais de saúde, os doentes e suas famílias. A sua organização envolvendo o Internamento, Serviço de Urgência, bem como os seminários e aulas teórico-práticas, possibilitou uma aprendizagem mais sólida e uma maior confiança na prática clínica. Procedi, sempre sob acompanhamento e orientação, à observação dos doentes internados, realizando colheita de anamnese, exame objectivo, pedido e interpretação dos exames complementares de diagnóstico indicados, discussão diagnóstica e prescrição da terapêutica adequada. Elaborei diários clínicos, notas de entrada e de alta. Foi possível executar e adquirir maior perícia em vários procedimentos práticos, nomeadamente na realização de gasimetrias arteriais e punções venosas. Assisti à apresentação e discussão das sessões clínicas do serviço e de vários Journal
Club, e, tive oportunidade de preparar e apresentar um trabalho de revisão, em conjunto com os
meus colegas, sobre o tema “Diarreias Crónicas”. O tempo passado no Serviço de Urgência foi igualmente relevante para a compreensão da sua dinâmica, e treino de competências no âmbito da abordagem de situações clínicas frequentes que necessitam de intervenção imediata.
CIRURGIA
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Anestesiologia, onde pude, entre outras coisas, efectuar entubações oro-traqueais e com máscara laríngea; e, quatro semanas foram dedicadas à Cirurgia Geral. Nestas últimas, realizei atividades em contexto de Enfermaria, Consulta, Bloco Operatório e Pequena Cirurgia. Participei ainda num mini congresso, onde foram apresentados casos clínicos que se destacaram durante o estágio. O meu grupo elaborou o trabalho intitulado “Por acaso, uma cura!”, que tratava o caso de
um incidentaloma da suprarrenal.
PEDIATRIA
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trabalho intitulado: “Neurofibromatose tipo I”. Este trabalho foi baseado num caso clínico observado durante o estágio.
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
Este teve lugar na Maternidade Alfredo da Costa, entre os dias 22 de fevereiro a 18 de
março de 2016, sob a regência da Dr.ª Teresa Ventura, tendo estagiado no Serviço de Ginecologia durante as duas primeiras semanas, sob orientação da Dr.ª Catarina Júlio, e no
Serviço de Obstetrícia nas duas últimas, sob orientação da Dra. Tânia Meneses. Adquirir
competências individuais de forma a responder às necessidades da mulher de um modo
abrangente, desde a educação para a saúde e prevenção da doença, até ao diagnóstico e
tratamento das situações mais frequentes no âmbito da Ginecologia e Obstetrícia, foi o principal
objectivo deste estágio. Durante as semanas de Ginecologia, estive presente nas Consultas
Externas (Ginecologia Geral, Menopausa, Planeamento familiar, Uroginecologia, Infertilidade e
Senologia), no Bloco Operatório e ainda assisti a uma histeroscopia. Nas Consultas Externas,
sob supervisão, pude executar o exame ginecológico, com realização de colpocitologias. No
estágio de Obstetrícia, estive presente nas consultas de Alto Risco e de Referenciação de Final
de Gestação, no Puerpério e no Bloco Operatório, onde assisti a algumas cesarianas. Neste
período tive, igualmente, um papel activo, realizando técnicas de exame objectivo na grávida,
nomeadamente medição do perímetro abdominal e da altura uterina, auscultação do foco fetal,
bem como, palpação do colo uterino. Passei, ainda, pelo Serviço de Urgência, onde tive a
oportunidade de observar as patologias mais frequentes neste contexto e realizar o exame
objectivo dirigido a estas. No final do estágio apresentei, juntamente com uma colega, um
trabalho de revisão com base num caso clínico observado: “Transtornos psiquiátricos no pós
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SAÚDE MENTAL
Este estágio, sob a regência do Professor Doutor Miguel Xavier, decorreu entre os dias 28 de março e 22 de abril de 2016, sendo realizado na Unidade de Internamento de Agudos Do Hospital Egas Moniz, sob a tutoria do Dr. Ricardo Caetano. Os objetivos deste estágio passavam por: aperfeiçoar o raciocínio clínico e a marcha diagnóstica e terapêutica relativamente às síndromes psiquiátricas mais frequentes; melhorar a comunicação com os doentes e suas famílias, e, ainda contactar com a investigação clínica.
Após dois dias de sessões teóricas, as actividades diárias decorreram na Unidade já referida. Aqui, pude acompanhar diversas entrevistas clínicas conduzidas aos doentes ou aos seus familiares. A observação destas entrevistas e posterior discussão com o Dr. Ricardo foram fundamentais para o reconhecimento das diferentes patologias psiquiátricas e ainda para a consolidação dos conhecimentos adquiridos no 5º ano. Além da Unidade, pude ainda estar presente no Serviço de Urgência, onde tive a oportunidade de observar doentes com patologia psiquiátrica em fase de descompensação. Pude ainda treinar as técnicas de entrevista clínica ao doente psiquiátrico através da colheita de uma história clínica e aperfeiçoar a técnica de pesquisa de artigos científicos.
MEDICINA GERAL E FAMILIAR
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aprendi o que é olhar o doente como um todo, inserido num determinado contexto familiar, profissional, cultural e socioeconómico. Por outro lado, percebi que uma boa relação médico-doente é essencial para uma melhor avaliação do estado de saúde/doença e estabelecimento de uma aliança tanto terapêutica como preventiva. Participei ativamente nas consultas de Saúde do Adulto, Planeamento Familiar, Saúde Materna, Saúde Infanto-Juvenil e Consulta Aberta, tendo-me sido dada autonomia para as conduzir e discutir o plano de atuação mais adequado. Também tive contacto mais próximo com a comunidade através de domicílios médicos. Realizei o Diário do Exercício Orientado que descreve e reflete com mais detalhe as atividades desenvolvida.
R E F L E X Ã O C R Í T I C A
Este capítulo pretende reflectir a minha perspectiva pessoal em relação à globalidade do curso e, mais particularmente, ao estágio de sexto ano.
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fase deveria ser feita de um modo consistente e sistemático, é muitas vezes escassa e superficial. Por outro lado, o facto de, em alguns períodos, existir uma avaliação bissemanal, torna o processo de aprendizagem num esforço exaustivo, desviando a atenção do aluno da aquisição de competências que o preparem para o sexto ano.
O estágio profissionalizante, que agora culmina, é na realidade o último ano do curso, e, a passagem pelos estágios, essencialmente práticos, que constituem o plano curricular, permitiu-me: sedimentar e aprofundar os conhecimentos teórico-práticos adquiridos nos anos transactos, integrando-os eficazmente na actividade prática diária; familiarizar-me com as actividades desenvolvidas nos diversos Serviços, alcançando uma autonomia progressiva nesse âmbito; adquirir experiência na observação sistemática do doente e um maior à-vontade na implementação e manejo de planos terapêuticos; adquirir novas aptidões práticas e agilizar as que já eram conhecidas. Deixo, agora, um breve comentário sobre cada estágio, traduzindo os aspectos chave da minha apreciação dos mesmos.
O estágio parcelar de Medicina surge, sem dúvida, no panorama geral do ano, como o estágio que mais contribuiu para o ganho de autonomia, nas diversas valências da prática médica, tendo-me conferido uma sensação crescente de confiança no desempenho das mesmas.
No estágio de Saúde Mental, houve uma preocupação, por parte do Prof. Dr. Miguel Xavier, em estabelecer normas objectivas quanto a conteúdos temáticos e ao horário a cumprir, de forma a conseguirmos conciliar o estágio com o estudo para o Exame de Seriação Nacional. Foi um estágio com um cariz muito prático, permitindo a consolidação dos conhecimentos teóricos adquiridos no ano anterior e facultando uma base sólida para a posterior abordagem da doença mental.
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O estágio parcelar de Cirurgia constitui um dos pilares do sexto ano. Apesar de ter correspondido em grande parte às expectativas por mim delineadas, o facto de termos sido três alunos por tutor, não me permitiu executar determinadas técnicas básicas, como por exemplo, suturar, que era algo que tinha objectivado. No entanto, a passagem pelo Serviço de Urgência e pela Anestesiologia, foi uma mais-valia para a minha formação, uma vez que tive contacto com patologias e procedimentos cirúrgicos aos quais, noutro hospital, não teria acesso.
O estágio de Pediatria foi enriquecedor, pois foi um período em que além de observar as doenças mais comuns desta especialidade, tive a oportunidade de contactar com patologias menos comuns, de cariz crónico e que exigem um manejo muito específico.
O estágio de Medicina Geral e Familiar, após um curso vocacionado para a medicina hospitalar, concedeu-me um dos primeiros contactos com os cuidados primários de saúde. A abordagem holística ao doente, praticada nesta especialidade, enriqueceu-me pessoal e profissionalmente.
Assim, com o culminar deste ano curricular faço um balanço positivo das várias atividades que fui desenvolvendo. Progredi na minha autonomia e responsabilidade, melhorei em competências que já tinha desenvolvido de comunicação e raciocínio, e, percebi o que tenho de aprender e melhorar, como o conhecimento de doses terapêuticas ou a utilização de outras abordagens diagnósticas e terapêuticas. Deste modo considero que o ano profissionalizante foi uma base sólida de aprendizagem e contínua aquisição e atualização de conhecimentos que deverei manter para o resto da vida.
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A C T I V I D A D E S E X T R A C U R R I C U L A R E S
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