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Educ. rev. número34

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Academic year: 2018

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Educar, Curitiba, n. 34, p. 271, 2009. Editora UFPR 271 AUTORA: Catarina de Souza Moro

ORIENTADORA: Profª. Draª. Tania Stoltz NÍVEL: Doutorado em Educação

INSTITUIÇÃO: Universidade Federal do Paraná ANO DA DEFESA: 2009

TÍTULO: Ensino fundamental de 9 anos: o que dizem as professoras do 1.° ano

RESUMO

O tema desta pesquisa refere-se à visão de professores do 1.º ano sobre a im-plantação do Ensino Fundamental de 9 anos na Rede Municipal de Curitiba. O estudo tem como objetivos: conhecer e analisar de que modo esses professores avaliam a implantação e implementação da política nacional de ampliação do Ensino Funda-mental, decorrente da Lei n.º 11.274/06; que conhecimento e compreensão têm sobre o programa de ampliação do Ensino Fundamental proposto pelo MEC; quais suas opiniões acerca dos critérios para o ingresso das crianças e da organização do trabalho pedagógico para aquele ano inicial do ensino, caracterizando as difi culdades e as soluções encontradas. A investigação toma como referência as entrevistas reali-zadas com seis professoras, de três escolas distintas. Utiliza-se como encaminhamento teórico-metodológico a constituição de Núcleos de Signifi cação para o processo de análise. Compôs-se três núcleos, quais sejam: “Infância na escola”; “Obrigatorie-dade da matrícula um ano antes”; “Eu pro-fessora”. Os dados da pesquisa evidenciam que a implementação realizada nas escolas municipais de Curitiba desconsiderou a participação dos professores em discussões prévias e nas tomadas de decisão, sendo pautada por alguns desencontros. O estudo

desvela os sentimentos de angústia e frus-tração das professoras perante a incerteza quanto às mudanças, incluindo a alteração da data corte para o ingresso das crianças nas turmas de 1.º ano. O estudo também permite verifi car que o trabalho pedagó-gico foi sendo estruturado em função da centralidade na alfabetização. Esse aspecto acentua a preocupação com a difi culdade em acolher as culturas e linguagens infantis, incluindo-se a brincadeira de faz-de-conta. As questões relativas à estrutura física das instituições escolares e à organização do tempo educativo tendem para a cultura da “grande escola”, sendo essa mais rígida e restritiva. A capacitação oferecida e da qual todas as professoras usufruem fora exclu-sivamente pautada nos processos relativos à alfabetização. Há dificuldades para o estabelecimento de parcerias no contexto escolar, com vistas a um trabalho coletivo. As professoras assumem individualmente a responsabilidade pela qualidade do seu trabalho. A função do pedagogo como arti-culador desse processo se coloca como uma necessidade para que as discussões partam do interior da escola. A partir das discussões realizadas, o estudo em questão pretende contribuir para as refl exões necessárias sobre a implantação e implementação do Ensino Fundamental de 9 anos.

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