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Academic year: 2021

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(1)

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE BAURU (FATEC)

ANTONIO APARECIDO DE LIMA

(escreva seu nome completo – caixa alta)

Veja orientações no final deste material

PRIMEIROS SOCORROS:

sua importância na formação de professores e alunos

(Escreva o TÏTULO com caixa alta e subtítulo se tiver com

minúsculas separado por dois pontos – conforme este modelo –

não pontue no final)

(2)

PRIMEIROS SOCORROS:

sua importância na formação de professores e alunos

(TÍTULO: subtítulo – idem)

BAURU -

ano

Trabalho de Graduação apresentado à Faculdade de Tecnologia de Bauru – Curso de Tecnologia em Sistemas Biomédicos para a obtenção do título de Tecnólogo.

Orientadora: Profª. Drª. Graziella Ribeiro Soares Moura.

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ATENÇÃO: Esta é a ficha catalográfica. Ela deve ser impressa no verso da folha anterior, ou seja, folha de rosto. Para obtê-la você deve escrever os dados do trabalho e entregá-los à bibliotecária da faculdade que irá providenciá-la no formato que aparece abaixo.

L696p LIMA, Antonio Aparecido de

Primeiros Socorros: sua importância na formação de professores e alunos/ Antonio Aparecido de Lima. – Bauru, 2010.

Trabalho de Conclusão de Curso – Instituto de Ensino Superior de Bauru, 2010.

Bibliografia:

Orientador(a): Profª. Drª. Graziella Ribeiro Soares Moura 1. Primeiros Socorros. 2. Prevenção. 3. Educação. 4. Noções Básicas de Primeiros Socorros.

I. Autor. II. Título.

(4)

PRIMEIROS SOCORROS:

sua importância na formação de professores e alunos

(TÍTULO: subtítulo – idem – adotar sempre a mesma letra e

tamanho em todas as folhas)

Alterar

Orientadora:

__________________________________________________ Profª. Drª. Graziella Ribeiro Soares Moura – Docente do IESB

Membros:

___________________________________________________ Profª... – Docente do IESB

__________________________________________________

Trabalho de Graduação apresentado à Faculdade de Tecnologia de Bauru – Curso de Tecnologia em Sistemas Biomédicos para a obtenção do título de Tecnólogo.

(5)

Profª... – Docente do IESB

(Este item NÃO é obrigatório e pode ser escrito com outro tipo e tamanho de letra, mas tem de estar no canto inferior direito como este modelo).

DEDICO ESTE TRABALHO

À Elizabete, minha esposa, meus filhos Tharita e Higor. Por todas as ausências, falta de atenção e de paciência para poder chegar ate aqui.

Ao meu pai, Severino (“In Memorian”), lavrador, sábio, que criou todos os filhos, dando educação a todos, dentro dos princípios éticos e morais da vida humana.

(Este NÃO é obrigatório e deve ser centralizado. Pode ser escrito

com outro tipo e tamanho de letra. Se couber em uma única folha

(6)

AGRADECIMENTOS

A Deus, pela vida, saúde, pelas pessoas que me rodeiam e pela inspiração espiritual que me tem permitido cumprir minha jornada.

A minha orientadora, Profª. Drª. Graziella Ribeiro Soares Moura pela orientação, firme e segura, pela postura ética, competência.

Aos amigos e profissionais do Corpo de Bombeiros de Bauru que, direta ou indiretamente, colaboraram na elaboração do presente trabalho, cujas reflexões e intervenções muito contribuíram para o seu aperfeiçoamento.

Aos meus amigos de todos os tempos, especialmente aos do período em que cursei Pedagogia, Alessandra de Oliveira Jordão, Alessandra de Almeida, Ana Claudia Dourados Neves (bafinho), Ana Maria dos Santos Rodrigues, Angela Maria Domingues, Bruna Fernanda Teodoro, Carla Elaine de Souza, Daniele Cotrim, Debora Maluley Vallim Weiser, Diolya Quintiliano de Almeida, Ellen Silze Matioze, llvete de Souza Leal, Juliana Meirelle dos Santos, Letícia dos Santos da Silva, Maria Aparecida Carvalho Pavan, Mayara Pleifer Ferreira, Mayra Cristina Gomes, Naira Nery Silva, Natalia Franco de Souza, Rosangela Lima (bafão), Rosilayne Oliveira dos Santos, Silmara do Carmo Silva, Simoni Affonso, Suellen Corrêa Luiz, Tania Regina Bossi Ruiz.

(7)

A você, que de alguma forma participou deste trabalho, mas que por uma imperdoável falha de minha parte, não se viu nesta lista, a quem peço perdão e atribuo igualmente meu carinho e afeto.

(EPÍGRAFE – este item NÃO é obrigatório. Pode ser escrito com outro tipo e tamanho de letra. Respeitar o canto inferior direito. Obrigatória a citação do

autor. Tem de estar intimamente relacionado com o tema do trabalho – converse com seu orientador).

POR QUANTO TEMPO O CONHECIMENTO

SERÁ ÚTIL? Pois se há profecias, elas serão

cumpridas e aniquiladas, se há línguas, a

necessidade para elas desaparecerá, se há

conhecimento será englobado pela verdade.

Pois nosso conhecimento é sempre

incompleto e nossa profecia é sempre

incompleta, e quando a compleição vier, será

o fim do incompleto. Quando eu era criança,

eu falava e sentia como uma criança. Agora

que sou homem, acabei com as coisas de

menino. Agora, somos homens olhando para

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inteiro e face a face! Agora, tudo o que sei é

uma pequena fração da verdade, mas

chegará o tempo em que conhecerei tão

completamente como Deus me conhece!

1 CORÍNTIOS 13:8b-12 (Phi)

RESUMO

(Siga exatamente este modelo. O resumo deve ter de 150 a 500 palavras - NBR 6028/03)

Este item é obrigatório e deve conter nesta ordem: contextualização da temática abordada, o problema em questão, tipo de estudo (pesquisa), objetivos, metodologia, resultados, conclusão, tudo bem suscinto. Ver modelo no manual de metodologia científica.

Primeiros Socorros é o tratamento provisório e imediato ministrado por qualquer pessoa em caso de acidentes ou mal súbito. Diante dos riscos que são eminentes para manter-se vivo, faz se necessário que este tenha conhecimento das técnicas de primeiros socorros, a qual pode fazer a diferença entre a vida e morte de uma pessoa. Henri Dunant, ao presenciar o sofrimento na frente de combate na Batalha de Solferino em 1859, organizou de imediato um serviço de primeiros socorros, sendo este o precursor dos trabalhos efetuados pela Cruz Vermelha Internacional. Nesse contexto este trabalho emergiu do seguinte problema: Quais métodos existem para ensinar os primeiros socorros aos professores e alunos? O objetivo da pesquisa foi analisar bibliografias a respeito do assunto e propor complementação no currículo escolar por meio de Estágio Básico, ou no futuro, inserindo, no conteúdo programático, assuntos que capacitem os professores e alunos a atuarem em casos de emergência através do conhecimento de primeiros socorros. Nesse diapasão, foram pesquisados quais os assuntos fundamentais que professores e alunos devem conhecer para atuarem de forma profícua em emergências, comprovando a lacuna na capacitação hoje em vigor na formação. Para que os objetivos fossem alcançados foi necessário realizar um detalhado estudo das informações obtidas através da literatura e principalmente das entrevistas com professores e alunos, conhecer os procedimentos e a percepção desses sobre primeiros socorros. A metodologia empregada foi baseada no método hipotético-dedutivo, para a resolução do problema, empregando o nível descritivo, com enfoque quantitativo. A obtenção dos dados ocorreu mediante pesquisa de campo, com emprego de entrevistas e questionários, com amostragem colhida entre 20 (vinte) professores, 10 (dez) alunos do ensino médio e 10 (dez) alunos do ensino fundamental que fornecerão subsídios para a solução do objeto do trabalho, confirmando a hipótese inicial. Diante dos resultados obtidos fica latente que alunos e professores não têm o conhecimento necessário para

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atuarem em casos de emergência, o que restringe muitas vezes apenas em chamar um socorro especializado quando esses poderiam realizar os primeiros procedimentos até a chegada dos especialistas, portanto, há a necessidade de tal capacitação. Finalmente, a proposta consiste na criação de um Estágio de Especialização ou, no futuro, incluir o plano didático de matéria sugerido na formação de professores e alunos. Este trabalho irá preparar professores e alunos para tomar as decisões pertinentes no que se refere aos primeiros socorros e para agir preventivamente da melhor forma possível.

Palavras-chave: Primeiros Socorros. Prevenção. Educação. Noções Básicas de Primeiros Socorros.

(PALAVRAS OBRIGATÓRIAS SEPARADAS POR PONTO).

ABSTRACT

(Item obrigatório – NBR 14724/05)

First Aid is the immediate and temporary treatment given by any person, in case of accident or sudden illness. Given the risks that are imminent to keep itself alive, is necessary to have knowledge of first aid techniques, which can make the difference between life and death of a person. Henri Dunant, witnessed the suffering in front of fighting in the Battle of Solferino in 1859, immediately organized a first aid service, which is the precursor of the work of the International Red Cross. In this context, this work emerged the following problem: What methods exist to teach first aid to teachers and students? The research objective was to analyze bibliographies on the subject and propose complementing the school curriculum through Foundation Stage, or in the future by inserting, in curriculum, subjects that empower teachers and students to act in emergencies through the knowledge of first aid. By these standards, which were investigated the key issues that teachers and students must learn to act so useful in emergencies, showing the gap in training in force today in training. For the objectives to be achieved it was necessary to conduct a detailed study of information obtained primarily through literature and interviews with teachers and students know the procedures and the perception of those on first aid. The methodology used was based on hypothetical-deductive method, to solve the problem, using the descriptive level, with a quantitative focus. Data collection was through field research, with job interviews and questionnaires with samples collected from twenty (20) teachers, 10 (ten) high school students and 10 (ten) elementary students who will provide input for the solution of the purpose of confirming the initial hypothesis. Based on these results is that latent students and teachers lack the knowledge necessary to act in emergencies, which often restricts only a call for specialized help when they could achieve the first procedures until the arrival of specialists, and therefore there are need for such training. Finally, the proposal is the creation of an internship or, in the future, to include the syllabus of material suggested in the training of teachers and students. This work will prepare teachers and students to take relevant decisions regarding first aid and to act preemptively in the best possible way.

(10)

seções são com caixa alta e subtítulos sempre com minúsculas.

Não há ponto separando algarismo de letra. Respeite as

numerações das subseções. Conte as páginas a partir da folha de

rosto e numere a partir da introdução utilizando o numeral da

sequência numérica contada. Todos os itens do sumário devem ser

escritos exatamente como no corpo do trabalho. Nenhum elemento

pode faltar).

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO... 13

CAPÍTULO 1 – PRIMEIROS SOCORROS... 18

1.1 Serviço de Primeiros Socorros: um pouco da história ... 18

1.2 Primeiros socorros: um ato de solidariedade... 19

1.3 Código Penal Brasileiro... 20

1.4 EscolaBahiana de Medicina e Saúde Pública (E.B.M.S.P.)... 20

1.5 Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo... 21

CAPÍTULO 2 – PREVENÇÃO... 23 2.1 Educação e Prevenção... 23

2.2 Telefones de emergência... 23

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2.4 Acidentes com crianças... 24

2.5 Acidentes domésticos... 24

CAPÍTULO 3 – EDUCAÇÃO... 26

3.1 Educação de Trânsito nas escolas... 26

3.2 Programa de educação para o trânsito nas escolas... 27

3.3 Razões para prestar primeiros socorros... 28

3.4 Valor de uma pessoa treinada em primeiros socorros... 28

(12)

4.3 O corpo Humano... 31 4.4 As Partes do Esqueleto do Corpo Humano... 32 4.5 As partes do Corpo Humano... 33

(13)

CAPÍTULO 5 – RESULTADOS E DISCUSSÃO... 34

5.1 Método... 34

5.2 Análise das respostas do questionário... 34

CONCLUSÃO... 42

REFERÊNCIAS... 44

ANEXO A - A resolução nº 265 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).. 46

ANEXO B - Grade Curricular do Curso de Resgate em Emergências Médicas do Corpo de Bombeiros... 49

APÊNDICE A - Exercícios de primeiros socorros... 50

(14)

INTRODUÇÃO

(Modelo de introdução no manual de metodologia científica com explicações detalhadas. Deve conter: problematização do tema, hipóteses (se tiver),

justificativa, objetivos, método. Interessante apontar a estruturação do trabalho: No primeiro capítulo aborda-se a questão.... No segundo

capítulo....ver este modelo).

Infelizmente o ser humano é passível de situações que podem acometê-lo seja uma doença, um ferimento, ou um acidente. Um socorro emergencial pode fazer a diferença entre a vida e morte de uma pessoa.

Estatísticas mostram que o tempo entre uma ocorrência que pode ser fatal e primeiros socorros imediato pode manter essa pessoa viva.

Devido aos alarmantes índices de acidentes no trânsito que hoje representam 1,5 milhão de ocorrências, com 34 mil mortes e 400 mil feridos por ano, com um custo social estimado em cerca de dez bilhões, o Código de Trânsito Brasileiro, trouxe a exigência de cursos teórico-técnicos e de prática de direção veicular, incluindo direção defensiva, proteção ao meio ambiente e primeiros socorros, conforme dados do CONTRAN (2005).

A forma como as pessoas reagem em uma situação de emergência antes da chegada do socorro médico costuma determinar como será a recuperação das vítimas.

Como você pode ser a primeira pessoa a chegar ao local, é preciso ser capaz de reconhecer as emergências e lidar com elas de modo a proteger as vítimas.

A ocorrência de acidentes é tão antiga quanto o aparecimento do próprio homem e podem ocorrer na rua, em um shopping, e até mesmo dentro de casa. Se falarmos de situações nas quais se pratica atividade física, em academias, nos parques e, principalmente, na escola, o risco de acidentes aumenta ainda mais.

As pausas entre as aulas ou a hora do recreio nas escolas representam um momento de tempo livre e, em geral, os alunos aproveitam para brincar. Muitas vezes essas atividades provocam acidentes, que são naturais nessa faixa etária, mas que podem deixar seqüelas irreversíveis caso não tenham o atendimento adequado.

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As aulas de Educação Física (EF) também representam momentos em que os alunos executam movimentos ou atividades nas quais podem ocorrer vários tipos de acidentes, sejam por uso indevido de materiais, aparelhos, vestimenta ou mesmo o contato físico.

Na escola, muitas vezes, o professor é solicitado a comparecer no momento em que ocorre uma emergência ou acidente com os alunos, bem como os alunos podem se deparar em situação de auxiliar seus colegas.

Inquieta-me em saber que possivelmente professores e alunos não sabem utilizar as técnicas de primeiros socorros, e a escola a qual é responsável por uma formação de cidadão não possui um momento que ensine estas técnicas. A escola precisa disponibilizar informações que oriente e possibilite o envolvimento dos docentes e discentes na prática de primeiros socorros, assim, estabelecendo uma relação construtiva com a escola. Até pouco tempo, a escola não tinha um papel tão importante na vida do aluno quanto ela tem hoje. Pois, agora, ela esta promovendo uma maior interação social na vida do jovem, tornando-o assim um melhor cidadão. Hoje muitas escolas, além de ser importantes na vida de seus alunos, também têm um papel importante na vida da comunidade, pois as mesmas desenvolvem projetos que abrangem toda a sociedade, dando oportunidade a todos. Além disso, ela está despertando cada vez mais o interesse dos estudantes a aprender muito mais do que português, matemática, mas sim, sobre cidadania, ética, solidariedade, que são os verdadeiros valores que caracterizam o ser humano. Através de todo este trabalho que muitas escolas desempenham, temos certeza que desenvolver atividades de primeiros socorros no processo de aprendizagem da comunidade escolar trará grandes resultados, fazendo que, no futuro, sejamos uma sociedade muito melhor do que somos hoje.

Com o aprendizado das técnicas de primeiros socorros pela comunidade escolar, os riscos de acidentes escolares diminuiriam, caso ocorressem elas estariam aptas a como proceder para que a lesão não se agravasse até a chegada de um socorro especializado.

É preocupante o fato de algumas escolas ainda não terem conseguido implementar e implantar uma disciplina de primeiros socorros em sua matriz curricular, a qual busca um forte espírito de solidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades, e que traria a

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participação de toda a comunidade escolar que a freqüenta. Esta disciplina proporcionaria mudanças na comunidade escolar refletindo na coletividade.

A falta de preparo da comunidade escolar e dos professores impede o auxílio na hora em que ocorre o acidente e podem causar conseqüências graves para o aluno, para o professor e prejuízos para escola.

Em 1958, a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu o termo “acidente” como um acontecimento independente da vontade humana, provocado por força exterior que atua rapidamente sobre o indivíduo, com conseqüente dano físico ou mental (BATIGÁLIA, 2002).

Nossa justificativa está arrimada no argumento de que, hoje, primeiros socorros é parte integrante da saúde, sendo assim em casos de emergências, garante a qualidade de vida. Para tanto, faz se necessário preencher esta lacuna na formação dos professores e alunos. Primeiros Socorros constituem ação de suma importância no contexto solidariedade, compromisso com a integridade física e a dignidade da pessoa humana.

Como parte integrante do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, por inúmeras vezes atender ocorrências no interior das escolas, e percebendo a falta de conhecimento, muitas vezes, simples das técnicas de primeiros socorros pela comunidade escolar, senti-me motivado a elaborar este trabalho.

Durante a pesquisa, ouvimos professores e alunos para perquirirmos quais as reais necessidades de conhecimentos específicos, tendo em vista às atividades rotineiras nas escolas. Também estivemos na Seção de Ensino e Instrução do Corpo de Bombeiros de Bauru para entendermos o Sistema de Ensino na Corporação.

O problema emerge da seguinte pergunta: Quais métodos existem para ensinar os primeiros socorros aos professores e alunos?

A hipótese suscitada que estudar primeiros socorros é proporcionar à comunidade escolar mecanismos que facilitem a intervenção em casos de emergências, bem como suprir esta necessidade é capacitando professores e alunos com conhecimentos, que, a priori, englobem os assuntos vislumbrados neste texto, a serem inseridos em matriz curricular, com carga horária de 80 horas entre aulas práticas e teóricas.

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Durante a pesquisa foram avaliados os assuntos mencionados no capítulo quatro e outros que, porventura, tinham pertinência para inclusão ou não na proposta final do trabalho.

O objetivo da pesquisa foi identificar as opiniões de docentes e discentes a respeito de primeiros socorros em sua formação profissional e propor complementação no currículo por meio de Estágio específico, ou no futuro, inserindo, no conteúdo programático, assuntos que capacitem os professores e alunos a atuarem em casos de emergência através do conhecimento de primeiros socorros.

Nesse diapasão, foram pesquisados quais os assuntos fundamentais que devem conhecer para atuarem de forma profícua em emergências, comprovando a lacuna na capacitação hoje em vigor na formação.

Para que os objetivos fossem alcançados foi necessário realizar um detalhado estudo das informações obtidas através da literatura e principalmente das entrevistas com professores e alunos, conhecer os procedimentos e a percepção desses sobre primeiros socorros.

A metodologia empregada foi baseada no método hipotético-dedutivo, para a resolução do problema, empregando o nível descritivo, com enfoque quantitativo. A obtenção dos dados ocorreu mediante pesquisa de campo, com emprego de questionários e amostragem colhida entre aqueles que forneceram subsídios para a solução do objeto do trabalho, confirmando ou não as hipóteses.

Este trabalho contém cinco capítulos. O primeiro capítulo descreve em breve histórico dos Serviços de Primeiros Socorros, Solidariedade, Código Penal Brasileiro, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, Conselho Regional de Enfermagem, Samu e Resgate, Papel do professor e Papel do aluno. O segundo apresenta os assuntos essenciais em que a educação é a maneira mais segura na prevenção de grandes catástrofes. O

terceiro revela como a escola dá ênfase às questões de trânsito na aprendizagem

da criança, mas não ensina como agir em casos de primeiros socorros. O quarto descreve as noções básicas de como atuar em primeiros socorros. O quinto descreve a pesquisa com a metodologia aplicada, análise e interpretação dos dados. Finalmente, a proposta que consiste na criação de um Estágio de Especialização ou, no futuro, incluir o plano didático de matéria sugerido na formação de professores e alunos.

(18)

Este trabalho irá preparar professores e alunos para tomar as decisões pertinentes no que se refere aos primeiros socorros e para agir preventivamente da melhor forma possível.

(19)

CAPÍTULO 1 - PRIMEIROS SOCORROS

(Siga a numeração progressiva NBR 6024/03. Seu trabalho não precisa ter os mesmos subtítulos que este, mas precisa obedecer a normatização. Todos os itens dos capítulos devem estar no sumário).

1.1 Serviço de Primeiros Socorros: um pouco da história

Segundo a Cruz Vermelha Internacional (2007), Jean Henri Dunant (8 de Maio de 1828, Genebra - 30 de Outubro de 1910, 1910), também conhecido como Henry Dunant ou Henri Dunant, foi um filantropo fundador da Cruz Vermelha e o vencedor do Prêmio Nobel de Paz em 1901, juntamente com Frédéric Passy.

Inicialmente, um grande homem de negócios, foi representante de uma companhia genovesa. Enfrentando alguns problemas no que diz respeito à exploração das terras e numa tentativa de solução desses mesmos problemas, decidiu dirigir-se pessoalmente ao imperador francês Napoleão III, que na época se encontrava em Itália dirigindo o exército francês que juntamente com os italianos tentava expulsar os austríacos do território italiano. Ao presenciar o sofrimento na frente de combate na Batalha de Solferino em 1859, Dunant organizou de imediato um serviço de primeiros socorros.

Desta sua experiência resultou o livro Un souvenir de Solferino (Lembranças de Solferino) de 1862 em que sugeria a criação de grupos nacionais de ajuda para apoiar os feridos em situações de guerra e propunha a criação de uma organização internacional que permitisse melhorar as condições de vida e prestar auxílio às vítimas da guerra. As suas numerosas negociações conduziram à realização da Convenção de Genebra, permitindo que em 1864, se tornasse o fundador da Cruz Vermelha.

A Batalha de Solferino , ocorrida em 21 de junho de 1859, foi um combate decisivo da Segunda Guerra de Independência Italiana, resultante da invasão do Piemonte-Sardenha pelos austríacos em 1859. Essa batalha resultou na vitória das tropas francesas de Napoleão III e Sardo-Piemontesas de Vítor Emanuel II sobre o exército austríaco comandado pelo imperador Francisco José I da Áustria (Franz Joseph).

Mais de 200.000 soldados lutaram nessa importante batalha, a maior desde a Batalha de Leipzig, em 1813. Nessa batalha lutaram aproximadamente 100.000 tropas da Áustria contra 118.600 tropas franco-piemontesas.

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Esse confronto foi entre os austríacos, marchando sobre o Norte da Itália, e as forças franco-piemontesas, que se opuseram ao avanço austríaco. A batalha foi particularmente dura, durando mais de nove horas e resultando na destruição de mais de 3.000 tropas austríacas, com 10.807 feridos e 8.638 desaparecidos ou capturados. As tropas aliadas também sofreram muitas baixas, com 2.492 mortes, 12.512 feridos e 2.922 capturados ou desaparecidos. Notícias de soldados feridos de ambos os lados sendo baionetados ou baleados adicionou horror a batalha. No final, as forças austríacas foram forçadas a entregar suas posições e a aliança franco-piemontesa ganhou uma estratégica, mas custosa, vitória.

1.2 Primeiros socorros: um ato de solidariedade

Todos os seres humanos são possuidores de um forte espírito de solidariedade e é este sentimento que nos impulsiona para tentar ajudar as pessoas em dificuldades. Sabe-se que existem diversas formas de poder ajudar e ser solidário sabemos ainda que estas ações independam da idade, profissão ou escolaridade de cada um, elas dependem é mesmo da boa vontade e do desejo de querer fazer algo por alguém.

Todo mundo é solidário, pode até não ter consciência disso, sem isso a sociedade organizada não poderia existir.

Acordamos de manhã, tomamos o café, bebemos leite, comemos queijo e frutas etc. Alguém foi solidário conosco ao produzir esses alimentos, quem trabalha no campo, por exemplo, se não teríamos que criar a vaca, plantar o trigo para fazer o pão, plantar as frutas etc. E nós também fomos solidários com os trabalhadores do campo ao comprar esses alimentos. Em suma, tudo é uma troca, isso é solidariedade.

Quando o bem maior é a vida, esta não tem preço. Nos trágicos momentos, após os acidentes, muitas vezes entre a vida e a morte, as vítimas são totalmente dependentes do auxílio de terceiros. Acontece que somente o espírito de solidariedade não basta. Para que possamos prestar um socorro de emergência correto e eficiente, precisamos dominar as técnicas de primeiros socorros. Algumas pessoas pensam que na hora de emergência não terão coragem ou habilidade suficiente, mas isso não deve ser motivo para deixar de aprender as técnicas,

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porque nunca sabemos quando teremos que utilizá-las. Ser solidário e sentir a necessidade de ser e estar no lugar do outro.

1.3 Código Penal Brasileiro

O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo, é crime.

Nunca deixe de omitir socorro. Segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro

deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa. (BRASIL, 1986, p. 336).

Quando nos deparamos com um acidente e não dominamos as técnicas de primeiros socorros devemos solicitar o socorro especializado e permanecer junto à vítima até a sua chegada, essa atitude não caracteriza omissão de socorro.

1.4 Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (E.B.M.S.P.)

Em um gesto inovador, em Salvador, a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública (E.B.M.S.P.) colocou a disciplina de Primeiros Socorros na matriz curricular do curso de Fisioterapia e Terapia Ocupacional no ano de 1993. A disciplina foi bem aceita pelos alunos que puderam aprender e sedimentar os ensinamentos. No ano de 1997, após solicitação do Diretório Acadêmico Pirajá da Silva (D.A.P.S.) feita à direção da E.B.M.S.P. contando com o apoio e cobrança constante por grande parte dos alunos do curso médico, a disciplina foi instituída no primeiro ano do curso de Medicina. Dentre as faculdades de medicina em funcionamento no país, apenas poucas dispõem da disciplina de Primeiros Socorros na matriz curricular e as restantes contam com a mesma apenas como parte complementar de alguma disciplina. Através da participação da E.B.M.S.P. em congressos e atividades ligadas a área, vem ocorrendo uma divulgação ampla e constante do trabalho realizado pelos professores, monitores e alunos da Escola Bahiana de Medicina,

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inclusive com solicitação de auxílio para a implantação do referido curso em outras faculdades.

No primeiro ano de implantação da disciplina de primeiros socorros foi realizado um levantamento entre os alunos sobre a aceitação da mesma. Um questionário avaliou diversos pontos: didática das aulas teóricas e práticas, nível de conhecimento dos monitores e professores, material audiovisual, material das aulas práticas e nível de interesse. O resultado geral foi 95% de aceitação por parte da turma de alunos mostrando como foi importante a iniciativa da escola bem como o interesse dos alunos do 1º ano do curso médico. Atualmente, a disciplina de Primeiros Socorros é tida, entre os alunos, como a mais interessante, a mais prática, a mais organizada do 1º ano e entre uma das mais importantes do curso médico. Após anos de implantação da disciplina pode-se concluir que os alunos da E.B.M.S.P. entram no século XXI mais bem preparados e mais conscientes do seu dever de curar e ajudar os necessitados, e principalmente, capacitados a prestar um atendimento inicial em casos de urgência tão comuns no dia a dia das pessoas. Cabe salientar que o interesse pelos estudantes da área de medicina aumentou, nas aulas práticas de Primeiros Socorros, isto reforça a importância desta disciplina no aprendizado no ensino fundamental, licenciatura e graduação.

1.5 Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, responsável pela manutenção da “Vida, Meio Ambiente e Patrimônio” dos cidadãos paulistas, enfrenta dificuldades em casos de pequenos acidentes e grandes catástrofes, quando da sua chegada nos locais sinistrados ao obterem as informações que as vítimas acidentadas já foram removidas sem nenhuma técnica de primeiros socorros, fato este, que proporciona o agravamento das lesões sofridas pelo paciente. O interessante seria que todo indivíduo tivesse o conhecimento das técnicas de primeiros socorros, o qual facilitaria o tempo de respostas dos Bombeiros em suas intervenções, dessa forma as lesões sofridas pelo paciente não se agravaria.

A instituição preocupada com os índices de agravamento das lesões sofridas pelas vítimas em decorrência de acidentes vêm desenvolvendo campanhas e projetos na comunidade paulista, mas não é o suficiente e salienta que seria de

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suma importância que essas técnicas fossem disseminadas nas escolas porque atingiria os cidadãos do futuro com uma formação prevencionistas e mais preparados para enfrentarem as dificuldades em casos de pequenos acidentes e grandes catástrofes. "Primeiros Socorros" é capítulo de extrema relevância. Trata-se de difundir conhecimentos que são úteis a todos, na escola, no trabalho, no lazer e também nos lares. Após conhecer as técnicas e conceitos, o socorrista terá subsídios para proporcionar às vítimas de acidentes e traumas o suporte básico da vida. Para tanto, o socorrista deverá receber treinamentos práticos constantes, sem os quais jamais irá adquirir a segurança necessária para um bom desempenho no atendimento a acidentados. É importante destacar que as técnicas de Primeiros Socorros será um catalisador de mudanças, estabelecendo uma doutrina de trabalho e servindo também como alicerce para o desenvolvimento dos procedimentos no aprendizado do estudante e uma nova metodologia de aplicação para professor.

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CAPÍTULO 2 - PREVENÇÃO

2.1 Educação e Prevenção

A educação é a maneira mais segura na prevenção de grandes catástrofes. Nas escolas professores e alunos são peças importantes na aprendizagem das técnicas de primeiros socorros, para que possam atuar como verdadeiros cidadãos prevencionistas.

Com o objetivo de alertar as pessoas sobre o modo de agir em casos de acidentes e contribuir para a conscientização e melhoria da qualidade de vida da sociedade, prestar atenção em algumas dicas que, apesar de simples e óbvias, são de grande importância, como simples faíscas que podem virar grandes acidentes.

A seguir relatam-se algumas dicas de prevenção quando em períodos de férias, feriados, viagens. É importante saber que, ao menor sinal de risco, deve-se chamar um socorro especializado, de acordo com a indicação de Hafen (2002).

2.2 Telefones de emergência

Os telefones de emergências só devem ser utilizados em caso de real necessidade. Faz-se necessário evitar brincadeiras e respeitar um serviço que é dedicado a salvar vidas.

No estado de São Paulo as ligações são gratuitas: a) Polícia Civil 147;b) Polícia Militar 190; c) SAMU 192; d) Corpo de Bombeiros 193; e) Defesa Civil 199.

2.3 Quando precisar acionar os serviços de emergência siga as

orientações

Mantenha a calma;

Identifique-se fornecendo o nome e o telefone de contato; Diga exatamente o que está acontecendo;

Informe se há vítimas. Havendo, forneça o número de pessoas e, se possível, o estado aparente e situação das mesmas;

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Forneça o endereço correto e, se possível, uma ou mais referências sobre o local;

Se possível, sinalize, isole o local e aguarde em segurança.

2.4 Acidentes com crianças

Brincando na rua ou em casa, evite deixar crianças sozinhas, elas são curiosas e estão em fase de descobertas, o que pode, muitas vezes, colocá-las em situações de risco.

Produtos coloridos e com odor agradável atraem principalmente as crianças pequenas, que não vacilarão em experimentá-los. Portanto, não deixe produtos de limpeza ou remédios ao alcance delas. Brinquedos pequenos ou parte deles podem ser facilmente engolidos.

Coloque vedação nas tomadas e não deixe que brinquem com equipamentos elétricos.

Morando em apartamentos ou em sobrados, instale redes de proteção nas janelas e evite móveis próximos que possam auxiliar as crianças a chegarem até elas.

Ao cozinhar mantenha os cabos das panelas sempre virado para o interior do fogão.

Fósforos ou isqueiros não são brinquedos, tampouco objetos cortantes.

Na piscina, somente com a supervisão de adultos. Fora de uso, a área da piscina, se possível, deve permanecer trancada e o acesso restrito.

Ao empinar pipas, as crianças devem procurar parques ou áreas livres que não tenham em suas proximidades fiações elétricas. O uso do cerol é proibido e as crianças devem ser orientadas a nunca utilizá-lo.

Evite queimaduras em recém nascidos ou bebês, testando sempre a temperatura da água, antes de iniciar o banho.

2.5 Acidentes domésticos

Crianças e idosos são os que mais sofrem em uma residência. Evite acidentes dentro dos boxes dos banheiros instalando tapetes de borrachas. Nas escadas,

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instale fitas antiderrapantes na beirada de cada degrau e corrimão dos dois lados. Ao lavar pisos, procure utilizar calçados adequados que não escorreguem.

Para os idosos e pessoas com dificuldades de locomoção, é aconselhável a instalação de barras de apoio no banheiro, no interior do Box e próximo ao vaso sanitário.

Às vezes a água do chuveiro fica muito quente. Teste antes a temperatura com o dorso da mão para evitar queimaduras graves.

Ao acender a churrasqueira é perigoso jogar álcool líquido direto da garrafa. Prefira aos acendedores sólidos que estão disponíveis no mercado, eles são uma maneira mais segura de acender o fogo. Crianças nunca devem acender churrasqueiras.

Ao cozinhar, dê preferência para as bocas do fundo do fogão. Ao utilizar a panela de pressão certifique-se de que a válvula de alívio esteja limpa e não obstruída.

Não reaproveite ou troque embalagens de remédios ou produtos de limpeza. Medicamentos que estiverem vencidos devem ser dispensados junto com suas embalagens.

Não fume próximo de materiais inflamáveis (álcool, gasolina, papel, plástico, etc). Evite estocar combustível em sua residência.

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CAPÍTULO 3 - EDUCAÇÃO

3.1 Educação de trânsito nas escolas

Desde 14 de fevereiro de 2007, a sociedade brasileira conta com mais um instrumento na tentativa de tornar o problemático trânsito brasileiro mais humano e saudável. A resolução nº 265 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que institui nas escolas do ensino médio interessadas, a educação para o trânsito como disciplina extracurricular (Vide Anexo A).

Quando se fala em problemas do trânsito, logo devem ser lembrados os acidentes que vitimaram milhares de brasileiros todos os anos ou pensamos nos problemas relacionados aos congestionamentos, falta de vagas de estacionamentos e poluição atmosférica. Por isso, ao falarmos desses problemas, inevitavelmente teremos que dividi-los sob dois enfoques.

O primeiro está associado ao aumento da frota veicular que gera os congestionamentos (cada dia maiores) e suas conseqüências como o estresse e a perda da produção, a contribuição para a ausência de vagas para estacionar nos grandes centros urbanos e provoca ainda, através desses veículos motorizados, o aquecimento global e a degradação do meio ambiente. Ou seja, toda essa combinação afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas.

Já o segundo enfoque, que está vinculado aos acidentes de trânsito, está relacionado diretamente à péssima formação dos condutores brasileiros.

Como pode ser observado, no primeiro caso as escolas nada podem fazer para barrar esse aumento desenfreado da produção de automóveis, mas no segundo caso, as escolas exercem papel preponderante no enfrentamento desses problemas.

A escola pode capacitar seus professores para inserir o tema trânsito transversalmente e interdisciplinarmente desde o ensino infantil, passando pelo ensino fundamental usando exemplos do cotidiano para melhor educar. O arremate final se dará justamente no ensino médio, que recebe os jovens com maior poder de questionamento. Como dito anteriormente, a resolução nº 265 do CONTRAN permite que as escolas do ensino médio introduzam extracurricularmente esta disciplina em

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sua proposta curricular. Além de triplicar (no mínimo) a carga horária das aulas teóricas das auto-escolas de 30 para 90, as escolas do ensino médio terão que oferecer essa instrução nos dois últimos anos ou nos três anos do ensino médio. Para oferecer a atividade extracurricular de educação para o trânsito é necessário que as escolas do ensino médio solicitem credenciamento junto ao DETRAN do seu estado, designem o coordenador e suplente da disciplina, formem o corpo de instrutores de trânsito que devem ter formação específica, apresentem um projeto educacional pedagógico para a área e recebam a visita do DETRAN para avaliar a infra-estrutura existente. Terão como disciplinas obrigatórias: Legislação de Trânsito,

Primeiros Socorros, Meio Ambiente e Cidadania, Direção Defensiva e Mecânica

Básica de Veículos de duas e quatro rodas.

Para algumas escolas, de início, aparenta ser difícil montar uma estrutura no tocante a parte prática, mas com empenho e força de vontade é como montar uma sala de informática, de dança, de artesanato, basta observar as auto-escolas que diuturnamente são abertas sem nenhuma estrutura, ao passo que as escolas dispõem de espaço e salas, basta coragem para preparar uma equipe capaz de enfrentar esse desafio, e fazer da escola um diferencial na hora da matricula de seus alunos. Oferecer educação de trânsito faz parte do dia-a-dia dos alunos, portanto, é algo a mais para motivá-lo a permanecer na escola, o jovem do ensino médio quer ter a sua primeira habilitação, a escola pode ser um diferencial utilizando-se da Resolução; é prepará-lo de maneira para agir com prudência no trânsito e com habilidade em primeiro socorros.

3.2 Programa de educação para o trânsito nas escolas

O Quarto Batalhão de Polícia Militar do Estado de São Paulo, com sede em Bauru/SP, desenvolve o PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO NAS ESCOLAS: O programa promove o desenvolvimento da criança, nos assuntos relacionados a trânsito, visando à formação do cidadão do futuro obediente à legislação de trânsito. O programa foi desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), contendo 16 lições para aplicação em um semestre, sendo ministrado por policiais militares e monitores da Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (EMDURB).

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Esse projeto visita as escolas de nossa região e leva as informações do perigo no trânsito, que é de suma importância na formação da aprendizagem da criança prevencionista.

Sabemos que nossas crianças têm contato com placas o tempo inteiro. No caminho para escola, são dezenas delas indicando a velocidade, o trajeto a ser feito e os locais onde o carro pode ou não parar. Dentro da escola, lá estão elas novamente, mostrando qual é o banheiro dos meninos e qual é o das meninas, para que lado correr em caso de emergência e muito mais.

Cabe salientar que nossas escolas vêm trabalhando o tema trânsito com a simples preocupação de preparar a comunidade escolar para que esteja atentas no momento de atravessar a rua nos limites das faixas de segurança, uso do cinto de segurança, a observação do semáforo, etc.

Cumpre-nos ressaltar que é louvável a iniciativa, mas aliado as regras de trânsito é de suma importância que se ensine primeiros socorros, fato que não está acontecendo ao inquirirmos nossos docentes. A escola ao trabalhar as regras de trânsito, deve proporcionar a comunidade escolar momentos para reforçar as técnicas de primeiros socorros, reforçando assim o espírito solidário, o respeito pelo transeunte, motorista consciente e apto para agir caso necessite.

3.3 Razões para prestar primeiros socorros

Os conhecimentos de primeiros socorros, como as aptidões em aplicá-los, podem significar a diferença entre a vida e a morte, ou a diferença entre a invalidez temporária e a permanente, ou mesmo a diferença entre uma recuperação rápida ou prolongada no hospital.

3.4 Valor de uma pessoa treinada em primeiros socorros

Uma pessoa treinada em primeiros socorros é capaz de prevenir ou cuidar de uma pessoa acidentada, ou que repentinamente adoece como também cuidar de pessoas que foram acidentadas ou foram vítimas de uma catástrofe. O treinamento em primeiros socorros também inclui atendimento a um todo (num desastre), e de pessoa traumatizada em particular.

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Finalmente, inclui a capacidade de saber o que se deve e o que não se deve fazer.

3.5 Prioridades

Os primeiros socorros iniciam-se com a ação por parte do socorrista que por si só tem um efeito calmante sobre a vítima. Se existem múltiplos traumas ou se há várias pessoas envolvidas, as prioridades precisam ser estabelecidas de imediato. Mesmo treinado, terá que fazer adaptações para situações particulares e improvisar o que for necessário.

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CAPÍTULO 4 - NOÇÕES BÁSICA DE PRIMEIROS SOCORROS

4.1 Método: ensino-aprendizagem de primeiros socorros

Quando falamos em primeiros socorros, logo adentramos a área da saúde a qual exige um conhecimento técnico para podermos atuar, e esta metodologia técnica tem um linguajar específico.

Quando nos propomos em analisar quais os métodos existentes para ensinar os primeiros socorros aos professores e alunos no interior das escolas, nos deparamos com um linguajar mais científico, o qual dificulta o processo na aprendizagem das técnicas de primeiros socorros, porém, o que proporcionou reescrever este caminho para facilitar o processo da aprendizagem foi o Manual de Primeiros Socorros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (CBPMESP, 1996), o Livro de Primeiros Socorros para Estudantes (HAFEN, 2002) e o Livro de Primeiros Socorros (BERGERON, 1999).

A partir deles reescrevemos o Capítulo IV, um método simples com exercícios (exercícios - Vide Apêndice) e situações que venham ocorrer e que atendam às necessidades do professor e do aluno em casos de acidentes no interior da escola.

Cabe salientar que é de suma importância ficar atento às novas regulamentações dos Órgãos de Saúde Federal, Estadual e Municipal, os quais podem exigir alterações em alguns procedimentos.

Diante da análise desses manuais a partir de agora passamos a identificar os procedimentos básicos para atuação em situações de emergência.

Neste diapasão começamos com uma simples situação de emergência que poderá surgir no dia-a-dia, e a partir dela conheceremos as noções básicas de primeiros socorros.

Na sua casa, sua mãe passa mal, cai ao chão batendo a cabeça na quina da mesa, começa a sangrar muito, ela fica desacordada. Você faria o quê?

Como podemos ver, as situações de emergências podem acontecer a qualquer momento e com grandes possibilidades de envolvimento de um parente, um amigo, uma pessoa querida.

Para iniciarmos o nosso aprendizado devemos saber o que significa primeiros socorros e conhecer o básico do funcionamento do Corpo humano.

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4.2 O que são os primeiros socorros?

Segundo o Manual de Fundamentos de Primeiros Socorros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (1996), Primeiros Socorros é o tratamento imediato e provisório ministrado a uma vítima de trauma ou doença, fora do ambiente hospitalar, com o objetivo de prioritariamente evitar o agravamento das lesões ou até mesmo a morte e estende-se até que a vítima esteja sob cuidados médicos.

4.3 O corpo humano

Para agir em primeiros socorros é importante conhecermos um pouco do corpo humano para identificarmos os problemas mais comuns e facilitar a prestação dos primeiros socorros.

O nosso corpo é sustentado por um conjunto de ossos. Esse conjunto de ossos é chamado esqueleto.

As diferentes partes do esqueleto se interligam pela coluna vertebral que forma o eixo central do esqueleto.

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4.4 As Partes do Esqueleto do Corpo Humano

Figura 1- Esqueleto do Corpo Humano

Fonte: http://www.recifediaenoite.hpg.ig.com.br/sistema_osseo.htm

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4.5 As partes do corpo humano

O corpo humano é formado por 04 (quatro) partes: cabeça, pescoço, tronco e membros.

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Figura 2 – Partes do Corpo Humano FONTE: Manual do Corpo de Bombeiros

A cabeça é a região do corpo em que se localiza o cérebro, a boca e a maior parte dos órgãos do sentido: os olhos, o nariz, os ouvidos e a língua.

O crânio é uma caixa formada por um conjunto de ossos unidos que protege o cérebro, um órgão muito importante porque controla todo o nosso corpo.

O pescoço é a parte que liga a cabeça e o tronco

No tórax ficam o coração e os pulmões. O coração é o órgão que faz o sangue circular pelo corpo. Os pulmões são os órgãos respiratórios.

No abdômen está o estômago, o fígado, os intestinos, os rins, a bexiga e outros órgãos que ajudam no funcionamento do nosso corpo.

O tronco é formado pelo tórax e pelo abdômen.

Os membros são quatros: 02 superiores e 02 inferiores.

Os membros superiores são formados por: braço, antebraço e mão.

Membros inferiores são formados por: coxa, perna e pé.

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CAPÍTULO 5 - RESULTADOS E DISCUSSÃO

5.1 Método

A metodologia empregada foi baseada no método hipotético-dedutivo, para a resolução do problema, empregando o nível descritivo, com enfoque quantitativo. A obtenção dos dados ocorreu mediante pesquisa de campo, com emprego de entrevistas e questionários, com amostragem colhida entre aqueles que fornecerão subsídios para a solução do objeto do trabalho.

O estudo ocorreu em escolas públicas e particulares do Município de Bauru e os participantes foram 20 (vinte) professores e 20 (vinte) alunos.

5.2 Análise das respostas do questionário

O Quadro 1 mostra os resultados obtidos para a pergunta sobre qual a sua formação escolar.

Formação Quantidade Porcentagem

Ensino Fundamental 10 25%

Ensino Médio 10 25%

Ensino Superior 20 50%

Total 40 100%

Quadro 1 – Formação escolar

Foram entrevistadas 40 pessoas, sendo 20 professores formados nas mais diversas áreas, 10 alunos do ensino médio, 10 alunos do ensino fundamental.

O Quadro 2 mostra os resultados obtidos para a pergunta sobre métodos que ensine primeiros socorros.

Formação Sim Não Total

Ensino Fundamental 03 07 10

Ensino Médio 05 05 10

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Ensino Superior 11 09 20

Total 19 21 40

Porcentagem 47,5% 52,5% 100%

Quadro 2 - Conhecimento de métodos que ensinam primeiros socorros

Das 40 pessoas entrevistadas, 19 pessoas têm conhecimento de métodos que ensinam primeiros socorros, ou seja, 47,5 %, sendo que 21 pessoas, ou seja, 52,5%, não têm conhecimento.

Demonstra que dos entrevistados com nível superior, há um conhecimento maior em relação aos métodos, uma vez que lidam com problemas desta natureza no interior das escolas.

Mas o que é preocupante é a educação básica, onde as crianças deveriam conhecer o tema primeiros socorros, a fim de proporcionar uma formação de jovens prevencionistas, ou seja, dos 20 alunos (50%), 12 alunos (30%) não conhecem.

Cabe salientar que os 19 (47,5%) dos entrevistados, têm conhecimento da existência dos métodos de primeiros socorros, o que não significa que sabem as técnicas de primeiros socorros.

Quadro 3 mostra os resultados obtidos para a pergunta se, em seu curso de formação, há alguma disciplina que ensina as técnicas de Primeiros Socorros.

Formação Sim Não Total

Ensino Fundamental 01 09 10

Ensino Médio 00 10 10

Ensino Superior 01 19 20

Total 02 38 40

Porcentagem 5% 95% 100%

Quadro 3 – Disciplina de Primeiros Socorros na formação escolar

Nesta pergunta 38 (95%) dos entrevistados não tiveram contato com a disciplina de primeiros socorros, fato que reforça a nossa proposta em subsidiar os docentes e discentes a conhecer as técnicas de primeiros socorros numa situação de emergência.

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Um dos entrevistados do ensino superior, respondeu sim, vejo que é um bom começo o que possibilita ser um agente prevencionista no interior da escola.

Quadro 4 mostra os resultados obtidos para a pergunta se a matéria de primeiros socorros deveria fazer parte da matriz curricular nas escolas.

Formação Sim Não Total

Ensino Fundamental 10 00 10

Ensino Médio 09 01 10

Ensino Superior 19 01 20

Total 38 02 40

Porcentagem 95% 5% 100%

Quadro 4 – Inclusão da disciplina de Primeiros Socorros no currículo escolar

Para nossa surpresa 95% dos entrevistados são favoráveis a implantação da matéria na matriz curricular. Isso demonstra que é de suma importância que professores e alunos tenham condições de aprenderem as técnicas de primeiros socorros. Cabe as instituições escolares quando na elaboração de seu plano pedagógico oferecer a matéria como um complemento no processo de aprendizagem, a fim de formar cidadãos prevencionistas e preparados para solucionar pequenos acidentes no interior da escola, bem como diante das grande catástrofes.

Porém, dois entrevistados da educação básica não julgam ser importante que primeiros socorros façam parte da matriz curricular, talvez para eles fossem algo a mais para estudar e realizarem provas, quando na realidade não é este o objetivo, mas sim prepará-los para vida em caso de uma emergência, ou caso a escola venha aderir o que está previsto na resolução 265 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) que institui nas escolas do ensino médio interessadas, a educação para o trânsito como disciplina extracurricular, o aluno estaria apto para sua primeira habilitação.

O Quadro 5 mostra os resultados obtidos sobre a participação de algum curso de primeiros socorros.

Formação Sim Não Total

(38)

Ensino Fundamental 01 09 10

Ensino Médio 00 10 10

Ensino Superior 14 06 20

Total 15 25 40

Porcentagem 37,5% 62,5% 100%

Quadro 5 – Participação em cursos de primeiros socorros

Apenas um aluno do ensino fundamental respondeu que participou de algum curso de primeiro socorros, enquanto que 25 (62,5%) dos entrevistados não participaram. Destarte 14 (70%) professores sinalizaram sua participação em cursos de primeiros socorros, fato importante porque estão diretamente em contato com os alunos, o que numa situação de emergência podem tranquilizá-los.

O Quadro 6 mostra os resultados obtidos para a pergunta sobre o principal tipo de acidente no interior da escola.

Acidentes Formação Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Total % Quedas 09 08 17 34 85% Desmaios 00 01 01 02 5% Sangramento Nasal 01 01 02 04 10% Total 10 10 20 40 100%

Quadro 6 - Principal tipo de acidentes no interior da escola

Dos 40 participantes, estes sinalizaram as quedas (85%) como uma dos principais acidentes no interior das escolas, seguido do sangramento nasal (10%), e do desmaio (5%). Isso reforça que é primordial saber as técnicas de primeiros socorros, uma vez que as quedas sempre vêm seguidas de lesões, e dependendo da gravidade pode levar o individuo a casos graves de enfermidades. Isso reforça a nossa intenção de que professores e alunos fossem capacitados com a disciplina de primeiros socorros, de forma a prevenir e poder agir diante dos riscos e das

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condições inseguras no interior das escolas. Estatística do Corpo de Bombeiros da cidade de Bauru aponta que os acidentes mais frequentes em escolas são as quedas e resultam em fraturas

O Quadro 7 mostra os resultados obtidos para a pergunta sobre qual procedimento da escola no caso de acidentes no interior da escola.

Procedimento Formação Ensino Fundamental Ensino Médio Ensino Superior Total % Presta os primeiros socorros 00 00 10 10 25% Chama um socorro especializado 09 01 06 16 40%

Liga para os pais 01 08 04 13 32,5%

Faz a medicação 00 01 00 01 2,5%

Total 10 10 20 40 100%

Quadro 7 - Procedimento dos profissionais no caso de acidentes com alunos nas

dependências da escola

Nos casos de acidentes com alunos nas dependências da escola dos 40 entrevistados, 16 (40%) presumiram que a escola chamaria um socorro especializado, 13 (32,5%) ligaria para os pais, 10 (25%) prestaria os primeiros socorros, 01 (2,5%) faria a medicação. Quando se tem conhecimentos das técnicas de primeiros socorros o ideal é que se realizem os primeiros atendimentos utilizando as técnicas de primeiros socorros, em seguida acione o socorro especializado. Neste ínterim é de suma importância avisar os pais, e jamais fazer a medicação, uma vez que cada tipo de acidente requer um diagnóstico de um profissional médico para tratar e medicar com segurança.

Neste, quadro apenas 10 entrevistados (ensino superior) têm a consciência de prestar os primeiros socorros, e não fariam a aplicação da medicação sendo este proibido no interior das escolas, salvo melhor juízo.

O Quadro 8 mostra os resultados obtidos para qual é o tipo de pena prevista nos casos de omissão de socorro.

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Formação Sim Não Total Ensino Fundamental 01 09 10 Ensino Médio 03 07 10 Ensino Superior 04 16 20 Total 08 32 40 Porcentagem 20% 80% 100%

Quadro 8 - Sabe dizer qual é o tipo de pena prevista no Código Penal para os casos de

omissão de socorro

Procuramos saber dos professores e alunos se tinham conhecimento da existência de alguma punição ou pena legal em casos de omissão de socorro. Sobre isso, 80% (32) não sabiam responder e 20% (08) responderam que sim. Pode-se perceber que ambos sabem que existe uma punição para omissão, mas desconhecem qual é a lei e a pena que determinam essa punição.

Nunca deixe de omitir socorro. Segundo o artigo 135 do Código Penal Brasileiro, “deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública: Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa”. (Código Penal Brasileiro, 2001, p. 00). O Código Penal Brasileiro prevê a pena, porém, 80% dos entrevistados não tem conhecimento, isso acaba refletindo naquele que necessita de um socorro. É importante ressaltar que aqueles que cometem um acidente ou deixam de prestar assistência sofrerão as consequências da Lei, porém, caso não saibam aplicar as técnicas de primeiros socorros o simples fato de permanecer com o vitimado e acionar um socorro especializado não caracteriza omissão. Cabe ressaltar que é comum em acidentes de trânsito infratores que cometem acidentes acabam fugindo do local sem ao menos prestar os primeiros atendimentos a vítima. Porém, faz se necessário uma maior divulgação referente à pena nos casos de omissão de socorro.

O Quadro 9 mostra os resultados obtidos para a pergunta sobre quais são os telefones de emergência.

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Formação Acertaram Erraram Total Ensino Fundamental 01 09 10 Ensino Médio 01 09 10 Ensino Superior 00 20 20 Total 02 38 40 Porcentagem 5% 95% 100%

Quadro 9 - Em caso de catástrofes quais são os telefones de emergências

Nesta pergunta havia as seguintes alternativas abaixo:

( ) 190 (Polícia Militar), 192 (Samu), 193 (Bombeiros), 194 (Defesa Civil), 911 (emergência);

(X) 147 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 192 (Samu), 193 (Bombeiros), 199 (Defesa Civil);

( ) 156 (CPFL), 192 (Samu), 193 (Bombeiros), 199 (Defesa Civil), 911 (emergência).

Dos entrevistados 95% (38) não conseguiram acertar. Cabe salientar que os telefones da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Samu, são números conhecidos, uma vez que há divulgação constante pela mídia, porém, o que levou os participantes errarem foi o desconhecimento dos telefones da Polícia Civil e da Defesa Civil. Fato que nos preocupa e fica um alerta para que esses órgãos possam trabalhar na divulgação de seus telefones de emergência. Porém, um aluno do ensino fundamental e um aluno do ensino médio acertaram, creio que tenham isolado o telefone 911 emergência que é do Departamento de Emergências de Nova York, simplesmente pelo fato de que este telefone não é utilizado aqui no Brasil. Portanto, 95% desconhecem os telefones de emergência.

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CONCLUSÃO

(Não use citações de autores neste item. Deve apresentar os resultados do estudo condizentes com a questão-problema proposta, as hipóteses e os objetivos. Neste item podem ser feitas recomendações e sugestões para novos estudos. Texto coeso).

Neste trabalho foram analisados alguns métodos que ensinam primeiros socorros e nos deparamos com um linguajar muito técnico, porém, para aprendizagem das técnicas de primeiros socorros faz se necessário que o ensino seja ministrado por uma pessoa capacitada e que tenha experiência nesta área, uma vez que essas técnicas estão diretamente ligadas à área da Saúde Pública.

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Buscamos primeiramente analisar os métodos utilizados pelos integrantes do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, tendo em vista a experiência desses profissionais no campo de urgência e emergência no resgate de vítimas em situações de emergências, ou seja, analisamos o Manual de Primeiros Socorros do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo (CBPMESP, 1996), que faz parte dos procedimentos das Unidades de Resgate, bem como a Matriz Curricular que compõe a formação do homem que atua nas Unidades de Resgate.

Analisamos também o Livro de Primeiros Socorros para Estudantes. Após analisarmos as bibliografias, artigos e a legislação que compreendem a utilização dos métodos estudados, propomos uma matriz curricular que atenda as necessidades dos professores e alunos, porém, é necessário que as escolas incluam as técnicas de primeiros socorros na elaboração do projeto político pedagógico.

Um fato interessante neste estudo é que professores e alunos são favoráveis que a disciplina de primeiros socorros venha fazer parte do currículo escolar. A partir disso, pode-se concluir que seria possível a introdução dessas técnicas na aprendizagem daqueles que fazem parte do ambiente escolar e reforça a relevância que este assunto tem, não só para os professores e alunos, mas para toda a comunidade escolar e com um ganho refletindo na sociedade, tornando esses ambientes mais seguro e confiável.

Para nossa surpresa a pesquisa confirmou a hipótese de que professores e estudantes não dispõem de mecanismos práticos suficientes na aprendizagem de PRIMEIROS SOCORROS, devido a uma educação que não inclui procedimentos pedagógicos desta natureza no currículo escolar.

A partir da análise das bibliografias acima descrita e das opiniões dos entrevistados reescrevemos o Capítulo 4, um método simples com exercícios e situações que venham ocorrer e que atendam as necessidades do professor e do aluno em casos de acidentes no interior da escola.

Destarte a sugestão é a criação da proposta da matéria de primeiros socorros na matriz curricular na formação dos docentes e discentes, contendo no seu currículo matérias que tratem dos assuntos exaustivamente esposados no Capítulo 3 deste trabalho, com duração de 80 horas.

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Propomos, ainda, que na elaboração do projeto político pedagógico as escolas estudem a viabilidade de primeiros socorros ser um requisito obrigatório na formação dos alunos.

REFERÊNCIAS

(ATENÇÃO! ESTE ITEM DEVE OBEDECER RIGOROSAMENTE A NBR 6023/02. OS MODELOS ENCONTRAM-SE NA NORMA, NO MANUAL DE METODOLOGIA

E NO MANUAL DE TG. SÃO TRÊS FONTES PARA CONSULTA MAIS AS ORIENTAÇÕES DA PROFESSORA).

Use a ordem alfabética (último sobrenome) - Alinhe somente na margem esquerda - Dê espaço simples para escrever cada uma e espaço duplo entre uma e outra - Use negrito OU itálico OU sublinhado nos títulos - Escreva os 1º nomes dos autores por extenso ou abreviados. Adote uma

única forma para todas - Subtítulos não são sublinhados, nem negritados, nem em itálico. OBS: Caso adote a citação numérica a ordem dos autores deverá seguir a mesma ordem das

(45)

AGUIAR, J. G. Criação de gibi pretende prevenir acidentes. Jornal da Cidade, Bauru, 03 mar. 2010. JC Cultura, p. 22.

BATIGÁLIA, V. A. Desenvolvimento infantil e propensão a acidentes. HB Científica, v.9, n.2, p. 91, maio/ago., 2002.

BERGERON, J. D.; BIZJAK, G. Primeiros socorros. São Paulo: Atheneu, 1999.

______. Primeiros socorros. Atheneu, São Paulo, 1995.

BRASIL. Código Penal Brasileiro. Decreto-Lei n.º 2.848, de 7 de dezembro de 1940. São Paulo: Saraiva, 1986.

BRASIL. LEI de Crimes Ambientais – Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9605.htm>.Acesso em: 21 jun. 2010.

CONSELHO Regional de Enfermagem (COREN) – Disponível em: <http://corensp.org.br>. Acesso em: 20 ago. 2007.

CONTRAN - Noções de primeiros socorros no trânsito. Ilustração e projeto gráfico de Estúdio K/Walker - São Paulo: ABRAMET, 2005

CONTRAN . Conselho Nacional de Trânsito. Disponível em: http://www.denatran.gov.br/ctb. Acesso em: 04 set. 2007.

CORPO de Bombeiros do Estado de São Paulo. Manual de fundamentos de

primeiros socorros. São Paulo: [S.n.], v.1, n. 15, nov. 1996.

______. Manual do Participante do curso de resgate e emergências médicas. São Paulo: [S. n.], jan. 2009.

CLASSIFICAÇÃO Internacional de Doenças 10ª revisão (CID-10). Download Software. Disponível em: <http://www.hcnet.usp.br/cid10index.htm>. Acesso em: 04 set. 2007.

(46)

CRUZ Vermelha Internacional. Disponível em:

<http://www.icrc.org/web/POR/sitePOR0.nsf/html/mouvement-date-011006>. Acesso em: 02 set. 2007.

______. (ICRC). Disponível em: <http://www.icrc.org/por>. Acesso em: 02 set. 2007.

ESCOLA Bahiana de Medicina e Saúde Pública (E.B.M.S.P.). In: ZIMMERMANN, André Dantas. Primeiros Socorros. Bahia: EBMSP, 2007. Disponível em:

<http//www.fundeci.com.br/ps/.> Acesso em: 4 mar. 2007.

HAFEN, B. Q.; KAREN, K. J.; FRANDSEN, K. J. Primeiros socorros para

estudantes.7. ed. São Paulo: Manole, 2002.

SERVIÇO de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/samu>. Acesso em: 02 set. 2007.

ANEXO A - A resolução nº 265 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN)

(anexos e apêndices devem ser escritos como estes – caixa alta – hífen e o nome com minúsculas)

RESOLUÇÃO Nº 265, DE 14 DE DEZEMBRO DE 2007. Dispõe sobre a formação teórico-técnica do processo de habilitação de condutores de veículos automotores elétricos como atividade extracurricular no ensino médio e define os procedimentos para implementação nas escolas interessadas.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO- CONTRAN, usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de

Referências

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