SINDINSTALAÇÃO – CONSTRUTORAS / GALVÃO
ENGENHARIA
CONVENÇÃO COLETIVA 2006/2008 Entre as partes:
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação e Distribuição do Gás Canalizado do Estado de São Paulo – SINDGASISTA, com sede na Rua Maria Domitila, 254, São Paulo, SP, inscrita no CNPJ sob o nº
Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo – SINDINSTALAÇÃO, com sede na Avenida Paulista, 1313, cj 905, São Paulo, SP, inscrita no CNPJ sob o nº 62.655.659/0001-33.
Representados por seus respectivos Presidentes, abaixo assinados, estabelecem a presente Convenção Coletiva de Trabalho, na forma dos artigos 611 a 625 da Consolidação das Leis do Trabalho, mediante cláusulas seguintes:
CLÁUSULA PRIMEIRA - REAJUSTE SALARIAL Considerando que esta Convenção visa a integração de empresas que já cumprem outras Convenções e/ou Acordos Coletivos de Trabalho, da mesma ou de outras categorias, nas categorias abrangidas por esta Convenção Coletiva de Trabalho, os reajustes serão negociados individualmente, através de Termos Aditivos ao presente ajuste.
CLÁUSULA SEGUNDA - PISO SALARIAL
A partir de 1º de maio de 2006, o valor do piso salarial da categoria será de R$ 620,40 (seiscentos e vinte reais e quarenta centavos) e o piso do profissional gasista será de R$ 1.036,20 (mil e trinta e seus reais e vinte centavos).
Parágrafo primeiro: O piso salarial fixado nesta Cláusula, não é aplicável aos menores aprendizes, na forma da lei.
Parágrafo segundo: Somente poderá ser enquadrado como profissional gasista o empregado que possuir formação especializada, devidamente certificada, bem como os seguinte cursos obrigatórios: a) sinalização de obras; b) análise de risco; c) combate a incêndios; d) primeiros socorros, e; e) de soldador de PE por eletrofusão.
CLÁUSULA TERCEIRA - PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS (PCS)
A empresa compromete-se, a apresentar ao Sindicato o PCS (Plano de Cargos e Salários) até março de 2007, para, em conjunto, analisarem e discutirem a inclusão do, mesmo no Acordo Coletivo vigente, de forma que o Sindicato possa acompanhar e fiscalizar as mudanças e a implementação do mesmo.
CLÁUSULA QUARTA - PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS E RESULTADOS (PLR)
As empresas negociarão com o Sindicato dos Trabalhadores, a implantação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), mediante acordos coletivos próprios.
CLÁUSULA QUINTA - SALÁRIO SUBSTITUIÇÃO A EMPRESA pagará salário-substituição ao empregado que vier a substituir outro de nível superior conforme disposto nos itens a seguir:
a) O substituição determinará a percepção integral do complemento do salário-base do substituído, sem considerar vantagens pessoais;
b) Nenhuma substituição poderá gerar uma segunda;
c) O salário-substituição só será devido no impedimento do empregado titular por prazo igual ou superior a 10 (dez:) dias e desde que a ausência não tenha sido preenchida mesmo que precariamente;
d) O limite máximo do prazo de substituição de um empregado será de 6 (seis) meses; e) O substituto deverá possuir requisitos básicos e mínimos para o desempenho das
tarefas atinentes ao cargo do substituído, bem como, estar em consonância com a política e norma de recursos humanos vigentes;
CLÁUSULA SEXTA -13° SALÁRIO: ANTECIPAÇÃO / COMPLEMENTAÇÃO
As empresas pagarão aos seus empregados a primeira parcela do 13° salário por ocasião do retorno das férias gozadas.
Parágrafo primeiro - Para efeito de pagamento, o valor a ser considerado para pagamento da referida parcela será o do salário base acrescido da média dos adicionais desde janeiro.
Parágrafo segundo - Não haverá nenhum outro pagamento de diferenças em relação à 1º (primeira) parcela do 13° salário percebida pelos empregados, além das situações descritas no caput desta cláusula.
CLÁUSULA SÉTIMA - BENEFÍCIOS I) CONVÊNIO FARMÁCIA
A EMPRESA financiará o valor gasto com medicamentos, através de desconto mensal na folha de salários do empregado, sendo que o valor do desconto não poderá
exceder a 15% (quinze por cento) do salário líquido do empregado.
Somente serão financiados os medicamentos que vierem acompanhados de receita médica.
II) ASSISTENCIA MÉDICA
A EMPRESA manterá Plano de Assistência Médica, para todos os empregados e seus dependentes e arcará com os seguintes custos em relação à Assistência Médica "exclusivo enfermaria":
Parágrafo primeiro: Para os empregados admitidos até 31/10/2005 ou aqueles que completarem 2 anos de vinculo empregatício, contínuos ou descontínuos.
a) 80% (oitenta por cento) do custo da Assistência Médica do empregado; b) 30% (trinta por cento) do custo da Assistência Médica do dependente.
Parágrafo segundo: Empregados admitidos após 31/10/2005,
a) O empregado com menos de 6 ( seis) meses de vinculo empregatício não terá participação da empresa;
b) De 6 meses a 12 meses de vinculo empregatício contínuos ou descontínuos a empresa participará com 10 % ( dez por cento) do custo;
c) De 12 meses a 18 meses de vinculo empregatício contínuos ou descontínuos a empresa participará com 20% (vinte por cento) do custo;
d) De 18 meses a 24 meses de vinculo empregatício contínuos ou descontínuos a empresa participará com 30% (trinta por tento) do custo.
A empresa se compromete, nos casos dos empregados que percebam até R$ 685,00 (seiscentos e oitenta e cinco reais) e possuam mais de 5 dependentes, em arcar com 100% (cem por cento) do custo de Assistência Médica dos dependentes que
ultrapassarem este número. III) SEGURO DE VIDA/FUNERAL
Será garantido o Seguro de Vida e Funeral, para todos os empregados, gratuitamente. IV) COLÔNIA DE FÉRIAS
Os empregados associados que usufruírem da Colônia de Férias, poderão obter um parcelamento junto ao sindicato das despesas com estadias em até 5 (cinco) parcelas mensais e sucessivas, desde que, o valor mínimo para cada parcela não seja menor que R$ 80,00 ( oitenta reais).
A empresa se compromete a promover o desconto em folha de pagamento, devidamente autorizado pelo empregado, em favor do sindicato.
CLÁUSULA OITAVA - VALE REFEIÇÃO
Serão fornecidos mensalmente 22 (vinte e dois) vales, a todos os empregados da EMPRESA, com valor facial de R$ 9,55 (nove reais e cinqüenta e cinco centavos), Parágrafo primeiro: Os vales não serão fornecidos nos períodos de licença, serviço militar e em períodos superiores a 30 (trinta) dias no afastamento por doença.
Parágrafo segundo: Os vales continuarão a ser fornecidos nos casos de licença maternidade, acidente de trabalho, doenças profissionais e aquelas graves que constam do regulamento do imposto de renda. Os demais casos de doença serão avaliados individualmente pelo serviço médico da EMPRESA.
Parágrafo terceiro: Serão adotados os seguintes critérios de participação dos empregados nos custos do vale refeição:
a) empregados com salário até R$ 955,18 (novecentos e cinqüenta e cinco reais e dezoito centavos) participarão com R$ 1,00 (um real);
b) empregados com salários entre R$ 955,19 (novecentos e cinqüenta e cinco reais e dezenove centavos), até R$ 1,551,55 (mil quinhentos e cinqüenta e um reais e cinqüenta e cinco centavos) participarão com 10% (dez por cento) do custo;
c) empregados com salários acima de R$ 1.551,55 (mil quinhentos e cinqüenta e um reais e cinqüenta e cinco centavos) participarão com 15% (quinze por cento) do custo. Parágrafo quarto: Os empregados alojados em obra farão jus a um tíquete café da manhã no valor de 20% do vale refeição, um tíquete refeição para o almoço e outro para o jantar, tantos quantos forem os dias do mês. Alternativamente, em locais de difícil acesso a estabelecimentos que forneçam refeição, a empresa fornecerá as refeições no local de trabalho: café da manhã, almoço e jantar.
Parágrafo quinto: Conforme orientação do Tribunal Regional do Trabalho o fornecimento deste benefício não terá natureza salarial, nem se integrará à remuneração do empregado, nos termos da Lei nº 6.321/76, de 14/04/76, regulamentada pelo Decreto nº 78.676, de 08/11/1976.
CLÁUSULA NONA - VALE ALIMENTAÇÃO Serão fornecidos mensalmente Vale Alimentação, a todos os empregados da EMPRESA, no valor de R$ 72,84 (setenta e dois reais e oitenta e quatro centavos), com desconto de R$ 1,00 (um real), equivalente a participação do empregado no custo.
CLÁUSULA DÉCIMA - PAGAMENTO DE SALÁRIO a) A partir da competência dezembro, os salários serão pagos no quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido, de acordo com o previsto no § 1º, do art. 459, da CLT. b) A EMPRESA efetuará a todos os seus empregados o pagamento de um
adiantamento salarial de 40% (quarenta por cento) do salário-base dia 20 (vinte) de cada mês.
c) Com a finalidade de viabilizar a disposição supra, bem como permitir sua
concessão, fica estabelecido que as horas-extras executadas do dia 21 à 31 de cada mês serão pagas conjuntamente com o salário do mês seguinte.
CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – HORA-EXTRA / HORA- EXTRA REFEIÇÃO
a) A EMPRESA fará o pagamento das horas-extras trabalhadas de segunda a sábado com o acréscimo de 50% (cinqüenta por cento), e as trabalhadas aos domingos e feriados com o acréscimo de 100% (cem por cento),
b) A EMPRESA fornecerá refeição, em forma de vale-refeição, no valor de R$ 9,55 (nove reais e cinqüenta e cinco centavos), aos empregados que trabalharem 3 (três) horas, ou mais, extraordinárias consecutivas.
Parágrafo primeiro: Não haverá participação do empregado no custo do benefício pago exclusivamente por conta da situação descrita no caput;
Parágrafo segundo: Ocorrendo impossibilidade de fornecimento deste benefício, a EMPRESA efetuará, excepcionalmente, o pagamento da importância correspondente em espécie;
Parágrafo terceiro: Conforme orientação do Tribunal Regional do Trabalho o fornecimento deste benefício não terá natureza salarial, nem se integrará à remuneração do empregado, nos termos da Lei nº 6.321/76, de 14/04/76, regulamentada pelo Decreto nº 78.676, de 08/11/1976.
CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - HORA EXTRA-EMERGÊNCIA
Em casos de emergência, que submetam risco a população ou bens públicos ou privados, poderá e deverá ser excedido o limite legal de horas extras diárias, sendo
que, nesta hipótese tais horas serão remuneradas com adicional de 50% (cinqüenta por cento) de segunda a sábado e de 100% (cem por cento) aos domingos e feriados.
CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - COMPENSAÇÃO DE HORAS
Poderá ser implantado compensação de horas, desde que a empresa comprove e discuta com o Sindicato a necessidade da mesma. Os itens abaixo serão obrigatórios em qualquer negociação de compensação de horas:
1- O intervalo legal de repouso de 11 horas entre jornadas será respeitado; 2- Somente serão compensadas as horas que ultrapassarem a 50 horas extraordinárias mensais;
3- 1 (uma) hora extraordinária corresponderá a 1 (uma) hora e 30 (trinta) minutos de descanso;
4- As horas trabalhadas nos dias do Repouso Semanal Remunerado não integrarão a compensação de horas, e não poderá ser superior a 2 (duas) no mês, devendo ser intercaladas.
5- Deverá constar o número máximo de horas a ser compensadas;
6- Estabelecimento de horas a favor da empresa com antecipação de folgas, nos casos de redução ou suspensão de contratos.
7- A cada (quatro) meses, será apurado o saldo de horas. Caso o empregado tenha saldo credor a empresa comunicará até o dia 15 do 5º mês, se as mesmas serão pagas ou compensadas. Em qualquer uma das hipóteses, pagamento ou a compensação deverá ocorrer, no máximo, até o sexto mês.
8- A compensação iniciará sempre às segundas-feiras.
CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - DIFERENÇA SALARIAL
As verbas remuneratórias de um mês que, por questões administrativas, a EMPRESA deixar de pagar ao empregado no mês previsto, e que não forem pagas até a próxima folha de pagamento, serão acrescidas de uma multa de 5% (cinco por cento).
Ficam isentas do referido acréscimo, as diferenças não reclamadas pelos empregados até o 5º dia útil após o efetivo pagamento.
Parágrafo único: Caso o pagamento seja efetuado no 3º (terceiro) mês após o mês em que ocorreu o fato gerador, ou nos subseqüentes, a multa será de 10% (dez por cento), independente de quando for efetuado o pagamento.
CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - GARANTIA DE EMPREGO
Aos empregados afastados por doença ou acidente não profissional pelo Instituto Nacional do Seguro Social, por período mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias consecutivos, a EMPRESA garantirá emprego por 3 (três) meses após o retorno ao trabalho mediante a apresentação da correspondente perícia médica.
CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - REUNIÕES MENSAIS Serão realizadas com o Superintendente de Recursos Humanos ou com quem este indicar, reuniões mensais. A EMPRESA criará um canal de comunicação com o SINDICATO para troca de informações e apreciação de questões rotineiras das Relações de Trabalho.
CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - MEDICINA E SEGURANÇA DO TRABALHO
a) Nas reuniões mensais previstas na cláusula anterior com o Sindicato questões de saúde e segurança serão tema obrigatório.
b) A empresa não medirá esforços para, sempre em conjunto com o sindicato da classe, objetivar os mais altos índices de segurança no trabalho, bem como, eficientes níveis no que toca ao tema Medicina do Trabalho.
c) A relação entre os convenentes será baseada no princípio da boa fé e transparência das informações que envolvem o tema, sempre vislumbrando o objetivo comum de afastar e evitar riscos.
d) Ao Sindicato serão enviadas cópias dos laudos técnicos mantidos pela empresa a saber: PMCSO e Mapa de risco, cabendo a este o arquivamento do mesmo.
e) A empresa promoverá a liberação dos integrantes da CIPA, titulares e suplentes, por ocasião de cursos na área de Saúde e Segurança no Trabalho, disponibilizados pelo Sindicato que enviará no mês de janeiro a programação dos cursos, ou na condição de aviso, com antecedência 01 (um) mês da data do curso.
CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - ESTABILIDADE DOS PORTADORES DA SÍNDROME DE IMUNO DEFICIÊNCIA
Aos trabalhadores portadores da Síndrome Imuno Deficiência Adquirida (AIDS), além de todas as garantias previstas na legislação em vigor, terão assegurados:
1) emprego e salário a partir da data do diagnóstico e enquanto perdurar a moléstia, não podendo ocorrer dupla remuneração (INSS e Empresa) ou seja quando o funcionário estiver afastado pelo INSS a Empresa não será obrigada a efetuar o pagamento do salário;
2. função compatível com seu estado de saúde, determinada em comum acordo pelo SESMT da Empresa e médico indicado pelo Sindicato ou SUS.
A Empresa garantirá atendimento integral à saúde de trabalhador soropositivo, incluindo assistência médica, hospitalar, laboratorial, social, psicológica e outras que se fizerem necessárias, desde que o empregado participe do convênio médico da Empresa.
CLÁUSULA DÉCIMA NONA - RELAÇÕES SINDICAIS a) A EMPRESA garantirá ao SINDICATO reuniões mensais entre empregados e o SINDICATO, pelo período de uma hora, desde que a data seja comunicada com 10 (dez) dias de antecedência;
b) Desde que solicitado, será fornecida ao SINDICATO uma relação dos empregados associados e dos não associados à entidade;
c) A EMPRESA efetuará o repasse das mensalidades sindicais até o primeiro dia útil do mês subseqüente, desde que não haja negociação salarial.
d) A EMPRESA encaminhará ao Sindicato a tabela de salários e funções;
e) Será concedida, mensalmente, a liberação remunerada de dois dirigentes sindicais para participar das reuniões do Sindicato.
CLÁUSULA VIGÉSIMA - COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA
Os sindicatos convenentes concordam em discutir a implantação de uma Comissão de Conciliação Prévia, devendo ser estabelecido um protocolo para inicio de
negociações.
CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - LICENÇA ADOÇÃO
Fica assegurado à empregada que adotar uma criança o direito de afastamento do trabalho, sem prejuízo do salário, por um período de 45 (quarenta e cinco) dias.
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - DESCONTO DE MENSALIDADE SINDICAL E OUTRAS CONTRIBUIÇÕES
As empresas promoverão os descontos solicitados pelo SINDICATO, desde que aprovados em Assembléia e que tais descontos estejam de acordo com a legislação pertinente, ficando assegurado o direito constitucional dos empregados se oporem nas hipóteses e nos limites autorizados pelo ordenamento jurídico.
CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - APOSENTÁVEIS Fica assegurada estabilidade provisória aos empregados que necessitem,
comprovadamente, de até 12 (doze) meses para a aquisição da aposentadoria, em seus prazos mínimos, de acordo com a legislação vigente.
Parágrafo primeiro: Caso o empregado dependa de documentação para comprovar o tempo de serviço ou de contribuição da forma acima ajustada, ele terá 10 (dez) dias úteis de prazo a partir da notificação dada pela EMPRESA, no caso de aposentadoria simples, e 30 (trinta) dias corridos no caso de aposentadoria especial, para apresentar tal comprovação;
Parágrafo segundo: Estão excluídos dessa garantia os casos de dispensa por justa causa, pedido de demissão e acordo entre as partes, sendo que para as duas últimas hipóteses é necessário a assistência do SINDICATO.
Parágrafo terceiro: Caso a comprovação não seja feita conforme descrito
anteriormente, a demissão poderá ser processada e mesmo que o empregado venha, no futuro, comprovar que na data do desligamento atendia os requisitos que garantia o seu emprego até a aposentadoria, não terá o empregado direito aos benefícios
previstos nesta cláusula, não se obrigando a empresa a adotar qualquer medida de cancelamento da demissão ou de reintegração.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - UTILIZAÇÃO DA FROTA
a) A empresa se compromete a manter o seguro da frota. Este se restringe a cobertura de danos próprios e de terceiros.
b) A guarda, conservação e utilização dos automóveis, indispensáveis para a realização dos trabalhos da empresa, são de obrigação do empregado, sendo este responsável por:
1- Danos causados por imprudência ou negligência;
2- Infrações às normas constantes no Código de Trânsito Brasileiro como, por
exemplo: estacionamento em locais proibidos, excesso de velocidade, avançar o farol vermelho, conversão em locais proibidos, e demais infrações por condução
inadequada do veículo;
3- Quaisquer custos de ordem financeira causados por imprudência ou negligência do empregado serão arcados por este, inclusive no caso de necessidade de acionamento do seguro, arcando este com o valor total da franquia, sendo tais valores descontados na folha de pagamento mensal do mesmo;
c) Caso o valor resultante das imprudências por parte do funcionário exceda a 50% (cinqüenta por cento) de sua remuneração mensal este será descontado em, no máximo, 6 (seis) parcelas, considerando-se o valor total da infração para a divisão do número máximo de parcelas.
CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - DIREITO DE RECUSA/RISCO GRAVE E IMINENTE
Em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho, será lícito ao
trabalhador ou representante da CIPA/CCTSMA da área ou ainda a CIPA/CCTSMA em seu conjunto, interromper de imediato as atividades, sem prejuízo de quaisquer direitos, até eliminação do risco.
CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - TRABALHO AOS DOMINGOS E FERIADOS
Pela condição peculiar da atividade das empresas, torna-se indispensável que alguns trabalhos sejam executados aos domingos e feriados, portanto, os sindicatos
signatários desta Convenção Coletiva de Trabalho se comprometem a discutir uma forma de viabilizar o trabalho aos domingos e feriados, no prazo de 60 (sessenta) dias a contar da assinatura deste instrumento, preservados os ditames legais.
CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - CONTRIBUIÇÕES DAS EMPRESAS AO SINDICATO PATRONAL
As empresas representadas pelo Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo - SINDINSTALAÇÃO, recolherão uma contribuição complementar e necessária à manutenção da atividade sindical, proporcional ao capital social da empresa declarado na guia de recolhimento da
contribuição sindical do exercício de 2006, de acordo com os valores seguintes: até R$ 6.080,00, R$ 200,00; de R$ 6.080,00 até R$ 24.322,00, R$ 350,00; de R$ 24.322,00 até R$ 60.806,00, R$ 500,00; de R$ 60.806,00 até R$ 121.613,00, R$ 600,00; de R$ 121.613,00 até R$ 364.840,00, R$ 900,00; de R$ 364.840,00 até R$ 608.068,00, R$ 1.350,00; de R$ 608.068,00 até R$ 851.295,00, R$ 1.800,00; de R$ 851.295,00 até R$ 1.216.136,00, R$ 2.250,00; de R$ 1.216.136,00 até R$ 3.648.408,00, R$ 3.000,00 e de R$ 3.648.408,01 em diante R$ 5.000,00.
A contribuição acima referida será recolhida em 02 (duas) parcelas iguais, vencíveis em 30 de julho de 2006 e 30 de outubro de 2006, na rede bancária.
As empresas associadas, em dia com suas mensalidades associativas, farão jus a um desconto de até 50% (cinqüenta por cento) sobre os valores da tabela acima.
O atraso no recolhimento da contribuição assistencial patronal, implicará em multa de 2%, acrescida de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês.
CLÁUSULVIGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÕES DOS EMPREGADOS AO SINDICATO DOS TRABALHADORES
Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação, Distribuição, Armazenamento, Comercialização, Construção de Rede do Gás Natural Canalizado, Comprimido (GNC), Liquefeito (GNL) e do Biogás do Estado de São Paulo – SINDGASISTA, desde que inscrito no quadro social deste Sindicato, deverão contribuir com mensalidade sindical de 1% (um por cento) sobre o salário base, não podendo ser superior a R$ 30,00 (trinta reais). A mensalidade sindical será descontada em folha de pagamento, mediante envio por parte do Sindicato dos Trabalhadores, de relação dos filiados, juntamente com cópia reprográfica da Proposta de Associação devidamente assinada pelo trabalhador.
CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - MULTA
Fixada multa no valor de 10% (dez por cento) do Piso do Não Qualificado por infração e por empregado, em caso de descumprimento de qualquer das cláusulas contidas nesta Convenção e das normas previstas em Lei, desde que não cominada com qualquer multa específica, revertendo seu valor a favor da parte prejudicada.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA - VIGÊNCIA
As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho de 1º de maio de 2006 a 30 de abril de 2008.
CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA – ABRANGÊNCIA A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrange todos os integrantes da
categoria profissional dos empregados das empresas que executam atividades na indústria de gás natural, abrangendo produção, transporte, instalação,distribuição, armazenamento, construção e manutenção de rede de gás canalizado.
Assim, por estarem justos e acertados, e para que produza os efeitos jurídicos e legais, assinam as partes a presente Convenção Coletiva de Trabalho, em 05 (cinco) vias, que levarão ao registro junto à Delegacia Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho, nos termos do Artigo 614, da Consolidação das Leis do Trabalho.
São Paulo, 15 de agosto de 2006.
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação e Distribuição do Gás Canalizado do Estado de São Paulo.
Artur Risso Neto Sidney Batista da Rocha
Presidente Secretária Geral
CPF/MF nº CPF/MF nº
Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo SINDINSTALAÇÃO
José Jorge Chaguri Carlos A. Yeda
Presidente Relações Trabalhistas
Convenção Coletiva 2006/2007
Esta Página é parte integrante da Convenção Coletiva de Trabalho 2006/2007 – Sindgasista/Sindinstalação – Página 1/8
SINDINSTALAÇÃO – EMPRESAS INSTALADORAS
27
CONVENÇÃO COLETIVA 2006/2007
Entre as partes de um lado:
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação e Distribuição do Gás Canalizado do Estado de São Paulo – SINDGASISTA, inscrita no CNPJ sob o nº 62.803.960/0001-47, com sede na Rua Maria Domitila, 254, Brás, São Paulo, SP,
e, de outro:
Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo – SINDINSTALAÇÃO, inscrita no CNPJ sob o nº 62.655.659/0001-33, com sede na Avenida Paulista, 1313, cj 905, São Paulo, SP, CEP 0131.923.
Representados por seus respectivos Presidentes, abaixo assinados, estabelecem a presente Convenção Coletiva de Trabalho, na forma dos artigos 611 a 625 da Consolidação das Leis do Trabalho, mediante cláusulas seguintes:
CLÁUSULA 1 - CORREÇÃO SALARIAL
Será concedido um reajuste de 6,01% (seis inteiros e um décimo por cento), em 1º de maio de 2006, sobre o salário reajustado em 1º de maio de 2005.
Parágrafo primeiro: A correção salarial acima corresponde ao resultado de livre negociação entre as
partes para recomposição salarial do período de 01/05/2005 a 30/04/2006, dando-se por cumprida a Lei n.º 8.880/94 e legislação complementar.
Parágrafo segundo: Os empregados admitidos após 01/05/2005 farão jus ao mesmo reajuste não
podendo, em razão disso, ultrapassar os salários dos empregados mais antigos exercentes da mesma função.
Parágrafo terceiro: O percentual de reajuste pactuado no parágrafo 1º desta cláusula será aplicado a
todos os níveis salariais.
Parágrafo quarto: Nos reajustamentos acima serão compensadas as antecipações salariais concedidas a
partir de maio de 2005, sendo vedada a compensação de aumentos decorrentes de promoção, equiparação salarial, término de aprendizagem, transferência de cargo, função ou estabelecimento, comissionamento e os que tiverem natureza de aumento real.
CLÁUSULA 2 – SALÁRIO NORMATIVO
A partir de 1.º de maio de 2006 o salário normativo será de R$ 620,40 (seiscentos e vinte reais e quarenta centavos) por mês ou R$ 2,82 (dois reais e oitenta e dois centavos) por hora, para 220 (duzentos e vinte) horas mensais.
Parágrafo primeiro: Durante o período de experiência de 90 (noventa) dias, o salário normativo do
ajudante é de R$ 501,60 (quinhentos e um reais e sessenta centavos) por mês ou R$ 2,28 (dois reais e vinte e oito centavos) por hora, para 220 (duzentos e vinte) horas mensais.
Parágrafo segundo: As empresas manterão os atuais níveis salariais corrigidos na forma da cláusula
primeira, inclusive aos novos contratados até 30 de abril de 2007.
Parágrafo terceiro: O salário normativo fixado nesta Cláusula, não é aplicável aos menores aprendizes,
na forma da lei.
CLÁUSULA 3 - REFEIÇÃO
As empresas obrigam-se a fornecer a seus empregados uma alimentação subsidiada que consistirá, conforme sua opção, ressalvadas condições mais favoráveis, em uma das opções abaixo:
1. ALMOÇO COMPLETO, no local de trabalho;
1.1. Tratando-se de EMPREGADO ALOJADO EM OBRA terá direito também a jantar completo, com o subsídio estabelecido no Parágrafo Primeiro desta Cláusula.
OU,
2. TÍQUETE REFEIÇÃO, no valor mínimo facial de R$ 8,00 (oito reais) cada. O empregado receberá tantos Tíquetes Refeição quantos forem os dias de trabalho efetivo no mês.
2.1. O EMPREGADO ALOJADO EM OBRA, receberá 1 (um) Tíquete Refeição para almoço e outro para o jantar, tantos quantos forem os dias do mês.
3. CESTA BÁSICA, de pelo menos 25 (vinte e cinco) quilos, contendo os itens da tabela abaixo:
COMPOSIÇÃO CESTA BÁSICA - 25 QUILOS
Quantidade
Unidade Discriminação dos Produtos
10 quilos arroz04 quilos feijão 03 latas óleo de soja
02 pacotes macarrão com ovos (500 gramas) 02 quilos açúcar refinado
01 pacote café torrado e moído (500 gramas) 01 quilo sal refinado
01 pacote farinha de mandioca crua (500 gramas) 01 quilo farinha de trigo
01 pacote fubá mimoso (500 gramas) 02 latas extrato de tomate (140 gramas) 02 latas sardinha em conserva (135 gramas) 01 lata salsicha - tipo Viena (180 gramas) 01 pacote tempero completo (200 gramas) 01 pacote biscoito doce (200 gramas) 01 lata goiabada (700 gramas)
3.1 Caso algum dos produtos apresente-se temporariamente indisponível para fornecimento, face a proibição ou impossibilidade de abastecimento, poderá ser substituído por produto equivalente no mesmo peso ou quantidade indicada.
OU,
4. TÍQUETE SUPERMERCADO/VALE SUPERMERCADO/CHEQUE SUPERMERCADO, equivalente à CESTA BÁSICA acima.
Parágrafo primeiro: As empresas subsidiarão o fornecimento da REFEIÇÃO/ ALIMENTAÇÃO nas
hipóteses acima, no mínimo, de 95 % (noventa e cinco por cento) do respectivo valor.
Parágrafo segundo: As empresas se comprometem a fornecer a todos os trabalhadores café da manhã
constituído de um copo com leite, café e pão com margarina ou vale lanche no valor de R$ 1,00 (um real) cada. Tal valor poderá ser acrescido ao tíquete refeição previsto no item 2 desta cláusula. A participação do trabalhador deverá ser inferior a 1% do seu salário.
Parágrafo terceiro: Conforme orientação do Tribunal Regional do Trabalho o fornecimento em qualquer
das modalidades anteriores não terá natureza salarial, nem se integrará na remuneração do empregado, nos termos da Lei n.º 6.321/76, de 14 de abril de 1976 e de seu Regulamento n.º 78.676, de 8 de novembro de 1976.
CLÁUSULA 4 - PAGAMENTO COM CHEQUE
Quando o pagamento for efetuado mediante cheque ou depósito bancário, com exclusão do cheque salário e/ou cartão magnético, as empresas estabelecerão condições para que os empregados possam descontar o cheque ou ir ao banco no mesmo dia em que for efetuado pagamento, sem que seja prejudicado o seu horário de refeição.
Parágrafo primeiro: O pagamento dos salários será antecipado para o dia útil imediatamente anterior,
quando a data coincidir com sábados, domingos e feriados.
Parágrafo segundo: Se a empresa vier a efetuar o pagamento dos salários antes da data obrigatória legal,
ficará dispensada de cumprir o "caput" desta cláusula.
CLÁUSULA 5 - ADIANTAMENTO DE SALÁRIO
As empresas concederão a seus empregados um adiantamento salarial (vale) de, no mínimo, 40% (quarenta por cento) do salário nominal recebido no mês, até o dia 20 (vinte) de cada mês, ressalvadas as condições mais favoráveis, excluídos aqueles que recebem semanalmente, devidamente corrigido.
CLÁUSULA 6 - PAGAMENTO DE FALTA JUSTIFICADA POR
ATESTADO MÉDICO
Quando houver compensação de horas, a ausência justificada por atestado médico será paga com base na jornada correspondente ao dia da ausência.
CLÁUSULA 7 - ABONO DE FALTAS AO ESTUDANTE
As empresas concederão abono de faltas ao empregado estudante nos dias de provas bimestrais e finais, desde que em estabelecimento oficial, autorizado ou reconhecido de ensino, pré-avisando o empregador com o mínimo de 72 (Setenta e duas) horas e comprovação posterior, compensando na jornada de trabalho as horas concedidas.
CLÁUSULA 8 - SEGURO DE VIDA E ACIDENTES
As empresas farão um seguro de vida e acidentes em grupo, em favor dos seus empregados e tendo como beneficiários os mesmos legalmente identificados junto ao INSS, observadas as seguintes coberturas mínimas:
A. R$ 20.000,00 de indenização por morte por qualquer causa.
B. R$ 20.000,00 de indenização por invalidez total ou parcial por acidente.
C. R$ 2.500,00 de indenização por Morte do cônjuge do segurado, qualquer que seja a causa. D. R$ 1.250,00 de indenização por Morte do (a) filho (a) do segurado, qualquer que seja a causa.
Parágrafo primeiro: A partir do valor mínimo estipulado e das demais condições constantes do "caput"
desta Cláusula, ficam as empresas livres para pactuarem com os seus empregados outros valores, critérios e condições para concessão do seguro, bem como, a existência ou não de subsídio por parte da empresa e a efetivação ou não de desconto no salário do empregado.
Parágrafo segundo: Aplica-se o disposto na presente Cláusula a todas as empresas e empregadores,
inclusive às empreiteiras e subempreiteiras, ficando a empresa que subempreitar obras, responsável, subsidiariamente, pelo cumprimento desta obrigação.
Parágrafo terceiro: Quando a empresa não contratar o seguro previsto na presente cláusula, o empregado
fará jus a uma indenização equivalente ao seu salário nominal na ocorrência de morte ou invalidez por motivo de doença atestada pelo INSS, a ser paga pela empresa aos dependentes no primeiro caso, e ao próprio empregado na segunda hipótese. No caso de invalidez a indenização será paga somente se ocorrer a rescisão contratual.
Esta indenização será paga em dobro em caso de morte e/ou invalidez causadas por acidente do trabalho, definido na legislação específica e atestado pelo INSS. Na hipótese de morte, o pagamento da indenização será feito aos dependentes, com as facilidades previstas na Lei n.º 6.858/80, no Decreto n.º 85.851/81 e na OS n.º INPS/SB 053.40 de 16 de novembro de 1981, ou legislação equivalente.
Parágrafo quarto: Os empregados terão a oportunidade de optar ou não pela sua inclusão no referido
seguro com participação limitada ao máximo de 30% (trinta por cento) do custo.
Parágrafo quinto: As empresas que mantêm planos de seguro de vida em grupo ou de benefícios
complementares ou assemelhados à Previdência Social, por elas inteiramente custeadas, estão isentas do cumprimento desta cláusula. No caso deste seguro de vida estipular indenização inferior à garantida por esta Cláusula, a empresa cobrirá a diferença.
CLÁUSULA 9 - COMUNICAÇÃO DE DISPENSA
Nos casos de rescisão do contrato de trabalho, sem justa causa, por parte do empregador, a comunicação de dispensa obedecerá aos seguintes critérios:
A. Será comunicado pela empresa ao empregado por escrito contra recibo, firmado pelo mesmo, esclarecendo se será trabalhado ou indenizado o aviso prévio legal, avisando inclusive o dia, hora e local do recebimento das verbas rescisórias.
B. O empregado já alojado em obra, terá garantido o alojamento e também o cumprimento da CLÁUSULA 3 - REFEIÇÃO, até o recebimento das verbas rescisórias. Excluem-se desta garantia os prazos para recebimento do FGTS, a recusa do empregado em receber as referidas verbas rescisórias, desde que notificado para tanto, ou a recusa do órgão homologante;
C. O trabalhador dispensado sob alegação de falta grave, deverá ser avisado do fato, por escrito, esclarecendo-se os motivos.
CLÁUSULA 10 - EMPREITEIROS/SUB
EMPREITEIROS/AUTÔNOMOS
As empresas, em suas atividades produtivas, utilizar-se-ão de mão-de-obra própria, de empreiteiros, sub-empreiteiros, autônomos, desde que regularmente constituídos ou inscritos nos órgãos competentes. Em quaisquer hipóteses, responderão principal e solidariamente pelas obrigações trabalhistas e
previdenciárias dos empregados, inclusive pelo cumprimento da presente Convenção Coletiva de Trabalho.
Parágrafo único: As Empresas que se utilizarem de mão-de-obra de reeducandos provenientes do
CLÁUSULA 11 - APOSENTADORIA
Ressalvadas as situações mais favoráveis já existentes, aos empregados com 6 (seis) anos ou mais de serviços contínuos dedicados à mesma empresa, terão os seguintes benefícios:
I. Quando dela vierem a desligar-se definitivamente por motivo de aposentadoria, terão direito ao
recebimento de 2 (dois) salários nominais equivalentes ao seu último salário. Se o empregado permanecer trabalhando na mesma empresa após a aposentadoria, receberá o abono por ocasião do desligamento definitivo.
II. Estabilidade provisória quando necessitem de até 12 (doze) meses para aquisição de aposentadoria por
tempo de serviço, nos termos do Artigo 52 da Lei n.º 8.213/91, desde que devidamente comprovados.
Parágrafo primeiro: O empregado em vias de aposentadoria, não poderá ser despedido, a não ser em
razão de falta grave, ou por mútuo acordo entre empregado e empregador, ou encerramento de atividade do empregador, sendo que nestas duas últimas hipóteses mediante homologação perante o Sindicato dos Trabalhadores.
Parágrafo segundo: O empregado deverá comprovar, no prazo de 30 (trinta) dias após a dispensa, o seu
enquadramento nesta condição.
CLÁUSULA 12 - AUTORIZAÇÃO PARA DESCONTO EM FOLHA
DE PAGAMENTO
Fica permitido às empresas abrangidas por esta Convenção Coletiva de Trabalho, o desconto em folha de pagamento, quando oferecida a contraprestação de: seguro de vida em grupo, transporte, vale-transporte, planos médicos-odontológicos com participação dos empregados nos custos, alimentação, convênio com supermercados, medicamentos, convênios com assistência médica, clube/agremiações, quando
expressamente autorizado pelo empregado.
CLÁUSULA 13 – ACIDENTES COM VEÍCULOS OU MATERIAIS
Cabe ao empregado zelar pela guarda e manutenção dos equipamentos e veículos de propriedade das empresas e entregues para a execução das suas atividades.No caso de dano, extravio ou roubo, o empregado somente arcará com os prejuízos, se ficar comprovado que houve negligência ou imprudência de sua parte, devidamente comprovada. Neste caso, o desconto será feito em parcelas não superiores a 30% do seu salário mensal.
CLÁUSULA 14 – AUXÍLIO CRECHE
As empresas onde trabalharem pelo menos 30 (trinta) empregadas com mais de 16 (dezesseis) anos de idade, e que não possuam creche própria poderão optar entre celebrar o convênio previsto no parágrafo 2º, do Artigo 389, da CLT, ou reembolsar diretamente à empregada as despesas comprovadamente havidas com a guarda, vigilância e assistência de filho legítimo ou legalmente adotado, em creche credenciada, de sua livre escolha, até o limite de 20% (vinte por cento), do PISO NORMATIVO, conforme Cláusula 2, por mês, e, por filho (a) com idade de 0 (zero) até 6 (seis) meses. Na falta do comprovante supra mencionado, será pago diretamente à empregada valor fixo de 10% (dez por cento) do PISO NORMATIVO, conforme Cláusula 2, por mês, por filho (a) com idade entre 0 (zero) e 6 (seis) meses.
A. O auxílio creche objeto desta cláusula não integrará para nenhum efeito o salário da empregada. B. Estão excluídas do cumprimento desta cláusula as empresas que tiverem condições mais favoráveis.
CLÁUSULA 15 - DESCANSO REMUNERADO
As empresas dispensarão do trabalho seus empregados nos dias 24 e 31 de dezembro, sem prejuízo do salário e do DSR.
CLÁUSULA 16 – UNIFORMES
Quando exigida a utilização de uniforme pela empresa, esta deverá fornecê-los gratuitamente aos empregados e adequados às estações do ano.
CLÁUSULA 17 - FÉRIAS
O início das férias deverá sempre ocorrer no primeiro dia útil da semana, devendo o empregado ser avisado com 30 (trinta) dias de antecedência, ressalvados os interesses do próprio empregado em iniciar suas férias em outro dia da semana, bem como ainda a política anual de férias das empresas, que deverá ser comunicada ao sindicato dos trabalhadores.
Parágrafo primeiro: Quando a empresa cancelar férias por ela comunicada, deverá reembolsar o
empregado das despesas não restituíveis, ocorridas no período dos 30 (trinta) dias de aviso que, comprovadamente, tenha feito para viagens ou gozo de férias.
Parágrafo segundo: Quando por ventura, durante o período do gozo de férias, existirem dias já
compensados, o gozo de férias deverá ser prolongado com o acréscimo dos mesmos.
Parágrafo terceiro: Quando as empresas concederem férias coletivas, os dias 24, 25 e 31 de Dezembro e
01 de Janeiro não serão descontados.
CLÁUSULA 18 - COMPENSAÇÃO DE SÁBADO EM DIA DE
FERIADO
Quando o feriado coincidir com o sábado compensado durante a semana, a empresa deverá reduzir as horas diárias de trabalho em número correspondente àquela compensação.
Parágrafo primeiro: A empresa e seus empregados, de comum acordo, poderão transformar o
estabelecido no "Caput" em compensação dos dias "pontes", antes ou depois de feriados, não necessariamente no mesmo mês, obedecido ao ano calendário.
Parágrafo segundo: As empresas poderão acordar diretamente com o sindicato dos trabalhadores a
compensação dos dias pontes, antes ou após os feriados, obedecido o ano calendário.
CLÁUSULA 19 - BANCO DE HORAS
As empresas poderão implantar o banco de horas através do sistema de débito e crédito disciplinado neste instrumento, com base no art. 7o., inciso XXVI da Constituição Federal e no art. 59 e seus parágrafos da
Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, com redação dada pela Lei 9.601 de 21/01/98, observadas as condições abaixo.
a) Considera-se, para efeitos de aplicação do Banco de Horas, a jornada semanal de trabalho prevista no contrato de trabalho do empregado.
b) Para a implantação do Banco de Horas a empresa deverá, previamente, notificar ao sindicato dos Trabalhadores, com antecedência mínima de 48 horas e, afixar no quadro de avisos, comunicado aos empregados, no mesmo prazo.
c) As horas excedentes ao estabelecido na letra “a” serão tratadas como crédito enquanto as horas a menor serão computadas como débito dos empregados.
d) São consideradas horas a menor os atrasos na jornada de trabalho, as ausências injustificadas e as saídas antecipadas por iniciativa do empregado.
e) Serão também computadas, para efeito de aplicação desta cláusula, as horas trabalhadas aos sábados, domingos e feriados.
f) As partes estabelecem que, para efeito de aplicação do aqui pactuado, a hora trabalhada corresponderá a uma hora de crédito no sistema de Banco de Horas, sem qualquer adicional.
g) As compensações de que trata esta cláusula deverão ocorrer no período máximo de 6 (seis) meses a contar do fato gerador.
h) As horas que não forem compensadas no período estabelecido no item “g” deverão ser remuneradas com adicional de 50% sobre o salário base do empregado.
i) A empresa deverá entregar mensalmente aos trabalhadores, juntamente com o recibo de pagamento, relatório das horas computadas no sistema de Banco de Horas, assinalando o saldo a débito ou a crédito do empregado.
j) O saldo do Banco de Horas poderá ser solvido a qualquer tempo, antes do prazo de 120 (cento e vinte) dias, da seguinte forma:
1) quanto ao saldo credor:
1.1) com a redução da jornada diária;
1.2) com a supressão do trabalho em dias da semana;
1.3) mediante folgas adicionais, ou compensação de dias pontes, previamente comunicado ao Sindicato dos Trabalhadores;
1.4) através do prolongamento das férias; 1.5) com abono de faltas injustificadas;
1.6) com folgas ou férias coletivas ao critério do empregador; 1.7) com o pagamento do saldo de horas com o adicional de 50%. 2) quanto ao saldo devedor:
2.1) pela prorrogação da jornada diária, não podendo exceder a duas horas; 2.2) pelo trabalho em dias de sábado, domingos e feriados.
j) Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação ou o pagamento das horas do Banco de Horas, o empregado fará jus ao pagamento das horas a seu favor calculadas com base no salário base na data da rescisão. Sendo o saldo desfavorável ao empregado, a empresa poderá efetuar o correspondente desconto no pagamento das verbas rescisórias.
CLÁUSULA 20 – CONTRATO EM TEMPO PARCIAL
As empresas poderão negociar com o Sindicato dos Trabalhadores a implantação da jornada de trabalho em regime de tempo parcial prevista no art. 58-A da CLT, com redação dada pela MP 2.164-41/01, nas seguintes condições:
a) Considera-se trabalho em regime de tempo parcial aquele cuja duração não exceda a vinte e cinco horas semanais;
b) O salário a ser pago aos empregados sob regime de tempo parcial será proporcional à sua jornada, em relação aos empregados que cumprem as mesmas funções em tempo integral.
c) Para os atuais empregados a adoção do regime em tempo parcial será feita mediante sua jornada em relação aos empregados que cumprem nas mesmas funções em tempo integral.
CLÁUSULA 21 – HORAS EXTRAORDINÁRIAS
As partes estabelecem os seguintes adicionais para as horas suplementares, desde que não tenham sido incluídas no Banco de Horas, previsto na cláusula 17, de acordo com o artigo 59 da CLT.
1. 50% (cinqüenta por cento) para as horas suplementares trabalhadas de segunda-feira a sábado, de acordo com o art. 59, parágrafo primeiro da CLT.
2. 100% (cem por cento) para as horas suplementares trabalhadas em domingos e feriados, desde que não tenham sido compensadas de acordo com o art. 9º da Lei 605/49.
CLÁUSULA 22 – QUADRO DE AVISO
As empresas permitirão a afixação de Quadro de Aviso do Sindicato dos Trabalhadores, em locais acessíveis aos empregados, para fixação de matéria de interesse da categoria sendo vedada a divulgação de material político-partidário ou ofensivo a quem quer que seja.
CLÁUSULA 23 – MENSALIDADE ASSOCIATIVA PROFISSIONAL
As mensalidades associativas serão descontadas em folha de pagamento, de conformidade com as relações de sócios remetidas pelo Sindicato dos Trabalhadores às empresas, as quais serão recolhidas até o dia 10 do mês subseqüente ao vencido através de guias fornecidas pelo Sindicato dos Trabalhadores, que indicará a conta bancária para este fim.1. o contido nas relações de sócios enviadas pelo Sindicato de Trabalhadores sob sua responsabilidade, à empresa serão atendidas por estas, sendo que as autorizações para desconto (CLT art. 545) ficarão à disposição das empresas para exame na sede do Sindicato dos Trabalhadores;
2. as relações de sócios serão acompanhadas dos respectivos recibos e serão entregues juntamente com os comprovantes de pagamento, mediante protocolo pelo Sindicato Profissional;
3. no caso de rescisão, suspensão ou interrupção dos contratos de trabalho, as empresas comunicarão o fato nas relações de contribuintes, enviadas pelo Sindicato dos Trabalhadores, devolvendo os recibos correspondentes.
CLÁUSULA 24 - CONTRIBUIÇÕES DAS EMPRESAS AO
SINDICATO PATRONAL
As empresas representadas pelo Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo - SINDINSTALAÇÃO, recolherão uma contribuição complementar e necessária à manutenção da atividade sindical, proporcional ao capital social da empresa declarado na guia de recolhimento da contribuição sindical do exercício de 2006, de acordo com os valores seguintes: até R$ 6.080,00, R$ 200,00; de R$ 6.080,00 até R$ 24.322,00, R$ 350,00; de R$ 24.322,00 até R$ 60.806,00, R$ 500,00; de R$ 60.806,00 até R$ 121.613,00, R$ 600,00; de R$ 121.613,00 até R$ 364.840,00, R$ 900,00; de R$ 364.840,00 até R$ 608.068,00, R$ 1.350,00; de R$ 608.068,00 até R$ 851.295,00, R$ 1.800,00; de R$ 851.295,00 até R$ 1.216.136,00, R$ 2.250,00; de R$ 1.216.136,00 até R$ 3.648.408,00, R$ 3.000,00 e de R$ 3.648.408,01 em diante R$ 5.000,00.
A contribuição acima referida será recolhida em 02 (duas) parcelas iguais, vencíveis em 30 de julho de 2006 e 30 de outubro de 2006, na rede bancária.
As empresas associadas, em dia com suas mensalidades associativas, farão jus a um desconto de até 50% (cinqüenta por cento) sobre os valores da tabela acima.
O atraso no recolhimento da contribuição assistencial patronal, implicará em multa de 2%, acrescida de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês.
CLÁUSULA 25 - CONTRIBUIÇÕES DOS EMPREGADOS AO
SINDICATO DOS TRABALHADORES
Os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação e distribuição do Gás Canalizado do Estado de São Paulo – SINDGASISTA, desde que inscrito no quadro social deste Sindicato, deverão contribuir com mensalidade sindical de 1% (um por cento) sobre o salário base, não podendo ser superior a R$ 30,00 (trinta reais).
A mensalidade sindical será descontada em folha de pagamento, mediante envio por parte do Sindicato dos Trabalhadores, de relação dos filiados, juntamente com cópia reprográfica da Proposta de Associação devidamente assinada pelo trabalhador.
CLÁUSULA 26 – CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
As empresas representadas pelo SINDINSTALAÇÃO, bem como as subempreiteiras por elas contratadas, poderão aderir ao sistema SECONCI – Serviço Social da Indústria da Construção e do Mobiliário, através do recolhimento mensal da contribuição de 1% (um por cento) do valor bruto das folhas de pagamento de seus empregados, inclusive as folhas relativas ao 13º salário, respeitada a contribuição mínima por empresa de R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) mensais.
Esta contribuição destina-se à sustentação dos serviços mantidos pelo SECONCI, entre os quais Programas de Educação para a Saúde e de Assistência Social, atendimento odontológico, assistência médica ambulatorial, conforme capacidade instalada em seus ambulatórios, fornecimento a preço de custo de medicamentos, óculos e próteses dentárias oferecidos aos empregados e seus dependentes, assim legalmente considerados.
Parágrafo Primeiro: A contribuição citada no caput desta cláusula será de 2%
(dois por cento) no caso de trabalhadores em que a empresa estenda o benefício
aos seus dependentes.
Parágrafo Segundo: Para efeito de cálculo da contribuição devida ao SECONCI-SP, as empresas
deverão levar em consideração o total bruto da folhas de pagamento com todos os seus componentes, inclusive 13º salário e quitações sem descontos ou abatimentos.
Parágrafo Terceiro: O recolhimento acima citado refere-se às operações das empresas enquadradas no
SINDINSTALAÇÃO nos locais servidos pelos ambulatórios, postos de serviços ou credenciados pelo SECONCI-SP já instalados ou que venham a instalar-se na vigência desta Convenção.
Parágrafo Quarto: As contribuições devidas pelas empresas e demais prestadoras de serviços ou
fornecedores de mão-de-obra, cadastradas como pessoas jurídicas, serão recolhidas mensalmente por via bancária, em ficha de compensação emitida pelo SECONCI-SP e preenchida.
CLÁUSULA 27 – TAXA NEGOCIAL
Desconto de 3% (três por cento) dos salário base reajustado de todos os empregados a ser descontado 1% (um por cento) nos mêses de setembro, outubro e novembro de 2006.
Não desconto das mensalidades dos trabalhadores filiados ao sindicato nos meses de setembro, outubro e novembro de 2006.
CLÁUSULA 28 - CÓPIA DA RAIS
A empresa, no prazo de 30 (trinta) dias fornecerá, uma vez por ano, quando solicitado pelo Sindicato dos Trabalhadores, por escrito, mediante contra-recibo, uma cópia reprográfica da RAIS, ou através de suporte magnético mediante entendimento prévio com o Sindicato representativo da categoria profissional.
CLÁUSULA 29 – COLÔNIA DE FÉRIAS
Os empregados associados que usufruírem da Colônia de Férias poderão parcelar junto ao Sindicato dos Trabalhadores as despesas com estadia em até 5 (cinco) parcelas mensais e sucessivas, desde que, o valor mínimo para cada parcela não seja menor que R$ 80,00 (oitenta reais).
Os empregados poderão autorizar que o desconto tais despesas seja feito diretamente em folha de pagamento por ocasião do preenchimento da ficha de inscrição para utilização na colônia de Férias. Somente farão jus ao parcelamento, os valores correspondentes às despesas com estadia do empregado e seus dependentes que forem do conhecimento das Empresas, devendo estar em conformidade com o regulamento específico e com os comprovantes apresentados pelo Sindicato dos Trabalhadores.
CLÁUSULA 30 – CIPA
Quando obrigadas ao cumprimento da NR-5, da Portaria Nº 3.214/78, COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES, com as alterações introduzidas pela Portaria 08/99, as empresas comunicarão ao Sindicato dos Trabalhadores, com antecedência de 45 (quarenta e cinco) dias, a data
da realização das eleições. 1.- O registro de candidatura será efetuado contra recibo da empresa, firmado por responsável do
setor de administração. 2. - A votação será realizada através de lista única de candidatos.
3.- Os mais votados serão proclamados vencedores, nos termos da NR-5 da Portaria Nº 3.214/78, e o resultado das eleições será comunicado ao Sindicato dos Trabalhadores, no prazo de 30 (trinta) dias. 4.- A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início do processo eleitoral ao Sindicato
dos Trabalhadores.
5.- Mediante solicitação por escrito, o Sindicato dos Trabalhadores poderá receber cópia fiel de todas
as atas de reuniões.
CLÁUSULA 31 – RELAÇÕES SINDICAIS
1. Além do previsto na cláusula 27 da presente convenção e, mediante solicitação por escrito do
Sindicato dos Trabalhadores, as empresas fornecerão relação dos seus empregados, limitada a uma solicitação por ano;
2- Serão realizadas reuniões entre o Sindicato dos Trabalhadores e o Sindicato Patronal, sempre que
necessário, objetivando o cumprimento das cláusulas da presente convenção Coletiva, a troca de informações e apreciação de questões rotineiras das Relações de Trabalho;
3- As empresas promoverão os descontos das contribuições devidas pelos empregados ao Sindicato
dos Trabalhadores, desde que aprovadas em Assembléia e que tais descontos estejam de acordo com a legislação pertinente, ficando assegurado o direito constitucional dos empregados se oporem nas hipóteses e nos limites autorizados pelo ordenamento jurídico.
4. As entidades signatárias desta Convenção coletiva de Trabalho, deverão estabelecer no prazo de
90 dias, uma comissão permanente de negociação que para estabelecer critérios de pagamento do adicional de periculosidade no setor e a tabela de pisos salariais diferenciados.
5. As empresas que possuam em seus quadros dirigentes sindicais regularmente eleitos concordam e
liberá-los uma vez ao mês, por meio período, para participação nas reuniões mensais da direção do sindicato dos trabalhadores, limitado a um empregado por empresa.
6. As entidades signatárias desta Convenção coletiva de Trabalho deverão, no prazo de 120 dias,
constituir uma comissão para estabelecer os parâmetros, critérios e definir o valor do piso salarial do instalador gasista.
CLÁUSULA 33 - MULTA
Fixada multa no valor de 10% (dez por cento) do Piso do Não Qualificado por infração e por empregado, em caso de descumprimento de qualquer das cláusulas contidas nesta Convenção e das normas previstas em Lei, desde que não cominada com qualquer multa específica, revertendo seu valor a favor da parte prejudicada.
CLÁUSULA 33 - VIGÊNCIA
As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho de
1º de maio de 2006 a 30 de abril de 2007, para as cláusulas 1 a 3 e de 1º
de maio de 2006 a 30 de abril de 2008 para as demais cláusulas.
CLÁUSULA 34 – ABRANGÊNCIA
A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrange todos os empregados integrantes da categoria profissional dos trabalhadores que executem instalação, ligação e manutenção de gás canalizado.
Assim, por estarem justos e acertados, e para que produza os efeitos jurídicos e legais, assinam as partes a presente Convenção Coletiva de Trabalho, em 05 (cinco) vias, que levarão ao registro junto à Delegacia Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho, nos termos do Artigo 614, da Consolidação das Leis do Trabalho.
São Paulo, 04 de setembro de 2006.
Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Produção, Transporte, Instalação e Distribuição do Gás Canalizado do Estado de São Paulo.
Artur Risso Neto Sidney Batista da Rocha
Presidente Secretário Geral
049.043.028-77 CPF 094.599.208-45
Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Estado de São Paulo SINDINSTALAÇÃO
José Jorge Chaguri Carlos A. Yeda