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Organismos Geneticamente Modificados -OGMs (Transgênicos)

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Academic year: 2021

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Organismos

Geneticamente Modificados -OGMs

(Transgênicos)

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O IBAMA, antes da lei de Biossegurança de 2005, balizava sua ações nas seguintes normas:

- Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997 – Anexo I. Atividades ou empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental. Uso de recursos naturais:

introdução de espécies exóticas e/ou geneticamente modificadas e uso da diversidade biológica pela biotecnologia.

- Resolução CONAMA nº 305, de 12 de junho de 2002 – dispõe sobre os critérios e os procedimentos a serem observados pelo órgão ambiental competente para o

licenciamento ambiental de atividades e empreendimentos que façam uso de OGM e derivados, efetiva ou potencialmente poluidores, nos termos do art. 8º, da Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e, quando for o caso, para elaboração de Estudos de Impacto Ambiental - EIA e respectivo Relatório de Impacto no Meio Ambiente - RIMA.

(3)

- Instrução Normativa nº 11, de 5 de dezembro de 2003 – dispõe sobre o Termo de Referência - TR que orienta a apresentação do requerimento de licença

ambiental, que instituirá o processo de Licenciamento Ambiental para atividades ou empreendimentos de pesquisa em campo (incisos de I a V do parágrafo 4°, artigo 4° da Resolução CONAMA 305, de 12 de junho de 2002) com organismos

geneticamente modificados destinados à agricultura, alimentação humana e animal com os ajustes que se fizerem necessários, caso a caso, de acordo com as

peculiaridades do projeto.

- Instrução Normativa nº 20, de 15 de março de 2004 – aprovou o procedimento de registro no Cadastro Técnico Federal junto ao IBAMA, necessário à instalação e operação, por pessoas físicas e jurídicas, de laboratório, biotério e casa de

vegetação, para fins de pesquisa em regime de confinamento envolvendo OGM e seus derivados exigidos no art. 3º da Resolução CONAMA nº 305, de 12 de junho de 2002.

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Licença de Operação para Áreas de Pesquisa –

LOAP / 2004

- 44 requerimentos em análise

- SP, PR, MG, GO, MT, BA, DF e RS

- Milho, Algodão, Soja, Mamão, Feijão, Cana e Batata

Coordenação de Licenciamento de OGM, composta de

7 (sete) técnicos e um apoio administrativo,

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Conforme a Lei nº 8.974/95, a lei revogada pela

11.105/05, o OGM com características de

agrotóxicos tinham que seguir os procedimentos

elencados na Lei nº 7.802/89 e Decreto nº

4.074/02. O papel desse Instituto era Avaliação

Ambiental Preliminar - AAP e Registro Especial

Temporário - RET, registro para ambientes

hídricos, proteção de florestas nativas e de outros

ecossistemas.

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Algumas atividades desenvolvidas

pelo IBAMA até 2005:

- Julho de 2001 - Ação Judicial determinou a exigência de Registro Especial

Temporário - RET para pesquisa e experimentação com OGM, caracterizados como agrotóxicos e afins, e exigiu Fiscalização das Estações Experimentais;

- Diretoria de Licenciamento e Qualidade Ambiental - DILIQ solicitou à CTNBio parecer técnico prévio conclusivo, com o objetivo de orientar a AAP dos processos em tramitação no IBAMA. Posteriormente a DILIQ foi dividida na Diretoria de

Licenciamento – DILIC e Diretoria de Qualidade Ambiental – DIQUA;

- Agosto 2001 – Formação do Grupo Técnico - GT para discutir e definir critérios e requisitos para a AAP. Participação das instituições de pesquisa.

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- Reuniões com a CTNBio, objetivando estabelecer critérios de encaminhamento do Parecer Técnico Prévio Conclusivo e informação atualizada sobre o Certificado de Qualidade de Biossegurança – CQB, forma de apresentação e do conteúdo desse

parecer, procedimento de descarte e monitoramento ambiental necessário. Conforme a Lei de Biossegurança, “A instituição de direito público ou privado que pretender realizar pesquisa em laboratório, regime de contenção ou campo, como parte do processo de obtenção de OGM ou de avaliação da biossegurança de OGM, o que engloba, no âmbito experimental, a construção, o cultivo, a manipulação, o transporte, a

transferência, a importação, a exportação, o armazenamento, a liberação no meio

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- Reuniões com consultores ad hoc com o intuito de auxiliar a

equipe na elaboração da proposta de regulamentação específica e nas avaliações ambientais.

- Reuniões com o Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT, Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, Ministério da Saúde - MS, Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO.

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O IBAMA acompanhou a importação de milho transgênico proveniente da Argentina com destino aos avicultores de Pernambuco em 2005. Os exportadores argentinos se ajustaram para vender ao Brasil em torno de 2 milhões de toneladas de milho. Na primeira semana de maio de 2005, o Brasil recebeu carregamento de 27 mil toneladas – o primeiro desde 2000, quando o governo baniu as compras do grão

transgênico. A importação atendeu produtores de aves e suínos que solicitaram autorização da CTNBio para trazer o grão. Em março de 2005, avicultores de Pernambuco obtiveram licença para importar 400 mil toneladas e, em abril daquele ano, os avicultores/suinocultores gaúchos tiveram aprovação para comprar 1,5 milhão de toneladas

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MARCO LEGAL

Lei de Biossegurança

Lei nº 11.105, de 24.3.2005

Art. 1º Esta Lei estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização sobre a construção, o cultivo, a produção, a

manipulação, o transporte, a transferência, a importação, a

exportação, o armazenamento, a pesquisa, a comercialização, o consumo, a liberação no meio ambiente e o descarte de

organismos geneticamente modificados – OGM e seus

derivados, tendo como diretrizes o estímulo ao avanço científico na área de biossegurança e biotecnologia, a proteção à vida e à saúde humana, animal e vegetal, e a observância do princípio da precaução para a proteção do meio ambiente.

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- Alteração da descrição do Código 20 – Uso dos

recursos naturais do Anexo VIII da Lei nº 6.938/81;

- Restringiu a Lei 7.802/89: somente OGMs

desenvolvidos para servir de matéria-prima para

agrotóxicos;

- Cultivo de OGM em APA e Zonas de Amortecimento

- Fim da Coordenação de Licenciamento de

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IBAMA

Emitir as autorizações e registros e fiscalizar

produtos e atividades que envolvam OGMs e

seus derivados liberados nos ecossistemas

naturais, de acordo com a legislação em vigor e

segundo o regulamento desta Lei, bem como o

licenciamento (Resolução Conama nº 305/02),

nos caso em que a CTNBio deliberar, na forma

desta lei, que o OGM é potencialmente

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A CTNBio delibera, em última e definitiva

instância, sobre os casos em que a atividade é

potencial ou efetivamente causadora de

degradação ambiental, bem como sobre a

necessidade do licenciamento ambiental.

As autorizações e registros estarão vinculados

à decisão técnica da CTNBio correspondente,

sendo vedadas exigências técnicas que

extrapolem as condições estabelecidas naquela

decisão, nos aspectos relacionados à

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O IBAMA participou ativamente, por meio de seus analistas ambientais das áreas de licenciamento, qualidade ambiental e ecossistemas, da Comissão

de Biossegurança do Ministério do Meio Ambiente, criada pela Portaria MMA

nº 352, de 6 de dezembro de 2005. Competia à Comissão, em destaque: proceder ao levantamento e à análise das questões referentes à

biossegurança, visando a identificar impactos dessa biotecnologia e suas correlações com o meio ambiente; identificar temas no campo da

biotecnologia e da biossegurança cujos desdobramentos poderão demandar atuação do MMA, de forma preventiva; propor estudos para subsidiar o

posicionamento do MMA na tomada de decisões sobre temas relativos à biossegurança; assessorar o Ministro do Meio Ambiente em temas relativos aos avanços recentes da biotecnologia e da biossegurança e seus reflexos e impactos sobre o meio ambiente; subsidiar tecnicamente os representantes do MMA na tomada de decisões relativas à formulação de políticas públicas nos grupos interministeriais relacionados ao assunto; e subsidiar

tecnicamente os representantes do Ministério do Meio Ambiente na tomada de decisões referentes aos processos encaminhados à CTNBio.

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Posteriormente, a Portaria MMA nº 313, de 31 de outubro de 2006, alterou a denominação para “Comissão Interna de Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados - OGM e derivados e de seus impactos sobre o meio ambiente”, e aprovou o seu

regimento interno. Em 2006 e 2007, a Comissão reuniu-se mais de seis vezes para analisar matérias relacionadas à temática de OGM e seus derivados, em especial, os processos de liberação

comercial e resoluções normativas da CTNBio. Entretanto, com a mudança do Ministro do Meio Ambiente e a possibilidade de rever a atuação dos membros e ampliar a participação de técnicos de outras áreas do IBAMA, como a fiscalização, e do Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade - ICMBio, a Comissão não se reuniu mais e teve suas atividades encerradas.

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Principais Fiscalizações

Ambientais

a) Em agosto/setembro de 2005: O Escritório Regional de Passo

Fundo/RS emitiu 17 advertências pelo plantio de soja OGM no entorno (Zona de Amortecimento) da Flona localizada nesse município;

b) Uma multinacional foi multada em R$ 1 milhão, em março de 2006, pelo IBAMA, que constatou o plantio de transgênico na estação de pesquisas, na zona de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, uma faixa de dez quilômetros contada a partir dos limites da reserva. Além dessa área da multinacional, 8 propriedades também foram

(17)

c) Em março de 2007, A divisão de Controle e Fiscalização

da Superintendência do IBAMA/RS planejou e realizou novas

operações de fiscalização mo entorno (faixa de 500 metros)

da FLONA de Passo Fundo. Foram vistoriadas 49

propriedades (de 2 a 60 ha), nas quais foram coletadas

amostras de soja (folhas e grãos) para análise, visando a

verificação de transgenia. Com os resultados, 14

propriedades foram autuadas (R$ 291.700,00);

d) Em maio de 2008, IBAMA/RS realizou uma operação de

fiscalização de soja transgênica no entorno da Floresta

Nacional de Passo Fundo, localizada no município de Mato

Castelhano, planalto médio gaúcho. Produtores foram

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e) Em dezembro de 2008, durante uma fiscalização, dez agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

(ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) autuaram, multaram e

embargaram 18 propriedades rurais por cultivarem soja

transgênica no perímetro de 500 metros no entorno do Parque Nacional das Emas, em Goiás, e outras duas por usarem

agrotóxicos das classes 1, 2 e 3 nas lavouras situadas a menos de dois quilômetros da unidade de conservação. As multas

aplicadas nos produtores de soja transgênica somaram R$ 950 mil. Além da soja, os agentes constataram ainda que 15.000 hectares do parque foram afetados pelo plantio de algodão transgênico. Pelo menos 18 produtores foram multados por cultivarem essa variedade de soja a menos de 500 metros da fronteira do parque e tiveram sua produção embargada.

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f) Durante quatro dias, de abril/11, 12 fiscais da

Superintendência do Ibama/RS coletaram amostras

(resíduos e sementes) em 40 lavouras de soja

localizadas na zona de exclusão de 500 metros no

entorno da Floresta Nacional de Mato Castelhano, em

Passo Fundo, com o objetivo de verificar a presença de

soja transgênica no local. A fiscalização cumpre

determinação judicial oriunda de uma ação civil pública.

Também, foram coletadas amostras de milho.

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OPERAÇÃO CÉU AZUL GO e MS - 2011

Nesta Operação foram vistoriadas 24 propriedades rurais,

totalizando R$ 261.872,00 em multas aplicadas. No entanto,

o principal resultado detectado foi a elevação da taxa de

legalidade do uso de transgênicos na zona de amortecimento

do PNE, passando de 28,5% para 95,83% em apenas três

anos. Essa mesma operação foi realizada em 2008, com

objetivo principal de fazer cumprir a determinação

estabelecida pelo Decreto 5.950/2006 que delimita uma área

limítrofe às unidades de conservação onde não é permitido o

plantio de transgênicos (500 m para soja e 800 m para

algodão), fiscalizando toda a área ao longo do perímetro do

Parque Nacional das Emas.

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Atualmente, este Instituto não efetua operações de fiscalização direcionadas exclusivamente em OGM. As fiscalizações de OGM pelo IBAMA são conduzidas de forma secundária a outras

atividades fiscalizadas, tais como: fabricação, comércio e uso de agrotóxicos; plantio de OGM em desrespeito ao plano da Unidade de Conservação (área de competência do ICMBio - fiscalização conjunta com o ICMBio); Áreas de Preservação Permanentes – APP; Reserva Legal; licenciamento ambiental; e entre outras. Por meio de denuncias ou demandas especificas do Ministério do

Meio Ambiente ou de órgãos do judiciário, o IBAMA pode realizar operações fiscalizatórias pontuais. Os estados da federação, em sua grande maioria, possuem órgãos que realizam a fiscalização de OGM, como as Secretarias de Agricultura, Meio Ambiente e de Saúde. Como exemplo, tem-se a Secretaria de Estado da

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Referências

Documentos relacionados