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Referências Bibliográficas

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A

Expressões Analíticas para a Vazão de Fluxos TCP

A.1

Expressões obtidas em [22]

Em [22] a seguinte expressão é obtida para a vazão r de uma conexão TCP sujeita a perda de pacote com probabilidade p onde m é o tamanho máximo do segmento, T é o “round trip time"e c uma constante que depende do tipo de implementação do TCP.

r = mc

T √p (A.1)

A.2

Expressões obtidas em [23]

Os resultados em [23] se referem a duas situações extremas, correspondente a rede superdimensionada ou subdimensionada. Na situação de rede superdi-mensionada, não há perda de pacotes dentro do perfil - apenas aqueles fora do perfil são descartados com probabilidade p2. Na situação oposta, de

sub-dimensionamento, todos os pacotes fora do perfil são descartados enquanto os pacotes dentro do perfil são descartados com probabilidade p1. Os principais

resultados em [23] são sintetizados abaixo.

Supõe-se um Token-bucket de parâmetros (A,B) onde A é a taxa de tokens e B é a profundidade do token. A vazão obtida r é determinada para os dois casos extremos mencionados:

• Rede superdimensionada

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r =    1 2(A + q (A2 + 6 p2T2) ; A ≤ 1 T[ q 2(B + 1 p2) + 2 √ 2B] 3A 4 + 3 2√2T( q B + 1 p2) ; caso contrário (A.2)

onde T é o valor de RTT e p2 a probabilidade de descarte de pacotes fora

do perfil.

Observa-se que se:

A ≤ 1 T[ r 2(B + 1 p2 ) + 2√2B] (A.3)

a vazão obtida não é influenciada pela profundidade do Token bucket.

• Rede subdimensionada r = min ( A,3 4 A + √ 2B T ! , 1 T r 3 2p1 ) (A.4)

Com base nesta expressão tem-se:

Se 1 T r 3 2p1 > A e B ≥ A2 T2 32 =⇒ r = A; (A.5) Se 1 T r 3 2p1 ≤ 3A 4 =⇒ r = 1 T r 3 2p1 ; (A.6) Se 3A 4 ≤ r 3 2p1 =⇒ r varia de 3A 4 à 1 T r 3 2p1 ; (A.7)

Os resultados acima se aplicam à situação de redução de janela por tri-plo ACK repetido. O time-out é também considerado pelos autores e leva à expressões bem mais complexas.

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111

A.3

Expressões obtidas em [25]

Em [25] estende-se a modelagem desenvolvida em [22], que resulta em ex-pressões analíticas para a vazão efetiva dos fluxos AF utilizando o policiador TSW num ambiente de serviços diferenciados. A expressão em A.1 é modifi-cada para incluir o efeito de agregação e o relacionamento da probabilidade de perda de pacotes p com a probabilidade de pacotes fora do perfil e com a CIR ou taxa alvo. São descritos 3 cenários de para modelagem analítica que estão abaixo mencionadas. • Rede superdimensionada r = CIR 2 + s (CIR 2 ) 2 + (N√poF cM SS outRT T )2 (A.8) • Rede subdimensionada r = √pNocM SS inRT T (A.9) • Caso intermediário = (pout− pin)CIR 2pout + s ((pout− pin)CIR 2pout )2 + (NoF cM SS poutRT T )2 (A.10)

onde MSS é o tamanho máximo do segmento, RTT é o round trip time, c uma constante que depende do tipo de implementação do TCP, NoF é

o número de fluxos AF , pin e pout são as probabilidades de descarte dos

pacotes dentro do perfil e fora do perfil respectivamente.

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Simulações

B.1

O Simulador de Redes NS

O NS (Network Simulator-2 ) é um simulador baseado em eventos discre-tos e orientado a objediscre-tos para a simulação de redes. O objetivo do NS é proporcionar um ambiente para o desenvolvimento de pesquisas em torno dos protocolos que constituem a Internet, isto é, que utilizam a pilha TCP/IP, tanto no contexto das redes fixas quanto móveis, com fio e sem fio (redes lo-cais e de satélite). O NS foi desenvolvido (portado) para várias plataformas computacionais, sendo possível instalar o pacote em vários sabores Unix como, FreeBSD, Linux, SunOS e Solaris, além da plataforma Windows.

A biblioteca de protocolos e mecanismos implementados no NS é bastante vasta, abrangendo implementação dos protocolos TCP, UDP, IP além de disci-plinas de serviços, como, WFQ (Weight Fair Queueing), protocolos para redes móveis, como o IP móvel, tecnologias de redes sem fio locais e de longa distân-cia, como, 802.11, Bluetooth, GPRS (General Packet Radio Service) e DiffServ (Differentiated Services). Alguns destes não são distribuídos diretamente no pacote do NS, sendo contribuições disponibilizadas como patchs na página que hospeda as informações sobre o NS e que podem ser baixadas e adicionadas ao módulo básico através de recompilação do núcleo do simulador.

O NS fornece também bibliotecas de funções para a geração de alguns ti-pos de tráfego como: CBR (Constant Bit Rate) utilizado para simular tráfego constante e voz, ON-OFF para tráfego em rajada e voz comprimida, FTP para gerar tráfego correspondente a aplicações de transferência de arquivos e VBR (Variable Bit Rate) para tráfego com taxa de dados variável. Além das

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bibliotecas com os módulos específicos de protocolos, tecnologias e geração de tráfego, o NS possui funções específicas de simulação e geração de números aleatórios. Ao invés de adotar uma única linguagem de programação, o pro-jeto do simulador levou em consideração o fato de que diferentes simulações requerem diferentes modelos de programação. Portanto, o NS adota duas lin-guagens de programação: C++ para o núcleo do simulador (back-end) e Otcl para construção de scripts e modelagem da simulação (fron-end). O objetivo é prover flexibilidade sem prejudicar o desempenho.

B.2

Topologia Utilizada

A topologia da Figura B.1 se apresenta com apenas 2 usuários corporativos cujos agregados são representados por S1, S2, ... , S6. Cada roteador de borda, com um enlace de saída de 2 Mbps, recebe o tráfego de sua rede e, antes de encaminhá-lo, deve analisar se o perfil do tráfego está conforme o contratado. Caso o tráfego esteja no perfil, ele será encaminhado com o respectivo code-point. Caso contrário, ações de degradação de codepoint ou de descarte de pacotes serão tomadas dependendo do contrato.

D1 D2 E2 E1 C1 E3 Enlace de Gargalo Roteador de Borda Roteador Central Cliente Domínio DiffServ S1 = EF S2 = AF S3 = BE S4 = EF S5 = AF S6 = BE 2 Mb 2 Mb

Figura B.1 Topologia Utilizada

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B.3

Fontes de Tráfego

O tráfego em simulações não é gerado por aplicações reais na maioria das vezes (algumas vezes se usam traces). Quando se está projetando ou avali-ando algum protocolo ou mecanismo, deve-se utilizar modelos que simulem corretamente o tráfego gerado por aplicações, para que os resultados não se-jam invalidados por suposições incorretas. Em geral, a menos que se esteja modelando alguma aplicação, o importante em um modelo de tráfego são as características dos pacotes gerados: tamanho, protocolo de transporte, perio-dicidade, rajada etc.

As características das fontes de tráfego utilizadas nas simulações estão mos-tradas nas Tabelas 4.1 e 4.4 do capítulo 4.

B.4

Tamanho do Pacote

Um pacote IPv4 pode ter no máximo 64 Kbytes, mas na prática o tamanho máximo encontrado não vai além dos 1500 bytes. Isso se deve ao tamanho máximo do quadro Ethernet, que compõe a grande maioria das redes onde estão os servidores. Em geral, quanto maior o tamanho do pacote, melhor a utilização da rede, porque a quantidade de tráfego útil transmitido é maior, com o mesmo tamanho de cabeçalho. Para transmissão das fontes On/Off foram utilizados pacotes de 576 bytes e nas aplicações FTP o tamanho de segmento TCP foi de 1 Kbytes.

B.5

Tempo de Simulação

Uma regra empírica para escolher o tempo de simulação é iniciar com um valor baixo e ir dobrando o tempo para verificar a alteração dos resultados. No momento em que as alterações forem muito baixas (algo subjetivo), pode-se ficar com o valor anterior. Para tempo de simulação, dependendo da

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dade de eventos da simulação, algo entre alguns minutos a algumas horas é um valor razoável. O tempo de relógio é geralmente menor que o tempo de simula-ção, mas ele é influenciado pelo número de repetições, necessário para garantir confiabilidade estatística aos resultados. Nas simulações realizadas neste tra-balho, a metodologia utilizada foi determinar empiricamente o tempo mínimo de simulação para o qual os valores dos parâmetros observados se estabilizaram (convergência), mostrando uma diferença da ordem de 1% em relação a uma simulação com o dobro de tempo. Um tempo de 1000 s se mostrou suficiente para esta convergência em todas as simulações.

B.6

Códigos Fontes

Os códigos fontes referentes a todas as simulações realizadas mais o arquivo texto desta dissertação se encontram disponibilizadas no endereço eletrônico http : //mamona.cetuc.puc − rio.br/ ∼ carlos, na seção Academic Informa-tion.

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