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Cimed ignora Copa e renova com seleção

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Academic year: 2021

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Cimed e a Confederação Brasileira de Futebol acertaram a renovação, até o final de 2023, do contrato de patrocínio à seleção brasileira. O vínculo, que era válido até dezembro de 2019, teve sua renovação ante-cipada como uma forma de a marca desvincular a permanência no time nacional à performance que a seleção possa ter na Copa do Mundo da Rússia.

“Estamos com a seleção e acreditamos muito no projeto independentemente do resultado da Copa, por isso antecipamos a nossa renovação. O esporte está em nosso DNA e estamos muito felizes de poder estar com a nossa seleção até o final de 2023”, diz Hélio Melo, diretor de marketing da Cimed, à Máquina do Esporte.

A Cimed entrou na CBF em março de 2016, sendo uma das primeiras marcas

O B O L E T I M D O M A R K E T I N G E S P O R T I V O

DO

EDIÇÃO 1016 - SEXTA-FEIRA, 8 / JUNHO / 2018

POR ERICH BETING

25,5

bi

de euros faturaram, juntos, os clubes das cinco ligas de futebol mais fortes da Europa; os ingleses são os mais ricos

Cimed ‘ignora’ Copa

e renova com seleção

1

N Ú M E R O D O D I A

OF E

RE C IMEN

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que apostou no vínculo com a entidade abalada pelo escândalo que havia levado à prisão o ex-presidente José Maria Marin. Desde então, a marca usa o patrocínio à seleção brasileira como estratégia para crescer no mercado de medicamentos.

Atualmente, a empresa é uma das patrocinadoras que mais se apropria da se-leção em suas ativações. Em seu site, por exemplo, a Cimed se autoproclama “A Seleção de todos os brasileiros”, tendo como garotos-propagandas o técnico Tite, os apresentadores Rodrigo Faro e Sabrina Sato e as cantoras Simone e Simaria. Além disso, os jogos da seleção são usados para ação com clientes, e a própria comunicação em publicidade faz referência à parceria com o time nacional.

Desde que fechou com a CBF a Cimed tem aumentado o faturamento no Brasil, ocupando atualmente o posto como a quarta maior farmacêutica em unidades produzidas. Em 2016, a marca encerrou o ano com R$ 850 milhões em vendas. No ano passado, o valor subiu para R$ 1 bilhão. O crescimento da empresa, de quase 30%, foi maior que a média do setor, que ficou em 12%. Segundo o presidente do Grupo Cimed, João Adibe, a meta é até 2020 dobrar o faturamento da empresa.

Para alcançar isso, o esporte tem sido um dos pilares de divulgação da marca. Além da parceria com Tite e a CBF, a Cimed tem contratos de patrocínio com a Confederação Brasileira de Vôlei (seleção e Superliga). Neste ano, a empresa consolidou-se como a maior investidora do automobilismo brasileiro, com o time “Cimed Racing”, formado por 15 pilotos que disputam provas em oito diferentes categorias (Stock Car, Stock Light, Indy, Porsche, Blacpain GT, Nascar, F-4 e kart).

G Y M PA S S F E C H A

C O M D E S P O R T O

U N I V E R S I TÁ R I O

G U G A V I R A E M B A I X A D O R

D E R O L A N D G A R R O S

A Confederação Brasileira do

De-sporto Universitário (CBDU) fechou

com a plataforma Gympass, que

ofe-rece acesso ilimitado a academias,

es-túdios e outros locais para a prática de

atividade física. O objetivo é ajudar

a combater o sedentarismo, criando

soluções para facilitar a prática de

ex-ercícios, já que o maior índice de

aban-dono do esporte acontece justamente

na faixa etária dos universitários.

Com mensalidades a partir de R$

59,90, os estudantes têm acesso

ilim-itado a uma rede de mais de 16 mil

estabelecimentos e a mais de 680

mo-dalidades de atividade física espalhadas

em mais de mil cidades pelo Brasil.

Tricampeão do famoso torneio no saibro, Gustavo

Kuerten se tornou o primeiro embaixador global de

Ro-land Garros. Em homenagem inédita, o maior tenista

brasileiro da história foi nomeado embaixador do Grand

Slam francês pela Federação Francesa de Tênis (FFT).

Com a escolha, a FFT tenta se aproveitar do carisma

do brasileiro e de sua identificação com o torneio. A

par-tir de agora, Guga fará oficialmente o que fazia

informal-mente: promoverá o Grand Slam francês pelo mundo.

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O P I N I Ã O

Copa do Mundo vive

novo teste nos EUA

N

a última quinta-feira, o jornalista inglês Roger Bennett usou o

pres-tigiado “The Washington Post” para celebrar o que seria uma vitória

pessoal: os Estados Unidos, mesmo fora do torneio, assistirão à Copa.

Bennett contou que, em 1990, ficou assustado no país quando um bar se recusou

a mudar o canal da televisão para exibir o Mundial, mesmo com a ampla audiência

em todo o resto do planeta. Para ele, o cenário mudou: “o futebol nos Estados Unidos

não precisa de um time na Copa do Mundo. Ele está aqui para ficar”.

Os argumentou do colunista estão nos números da audiência. No Brasil, o duelo

entre Argentina e Alemanha de 2014 foi assistido por mais de 20 milhões de

ameri-canos, um número superior ao da primeira final da NBA desta temporada. Mais

re-centemente, mais de 3 milhões viram o time da sua cidade natal, o Liverpool, perder

para o Real Madrid a Liga dos Campeões.

Não há dúvida, o futebol mudou

pro-fundamente de status nos Estados

Uni-dos. Agora, o que o que tem sido posto

em dúvida não é a distribuição do esporte,

mas sim o quanto esse novo envolvimento

com o futebol é suficiente, pelo menos sob

o ponto de vista do lado comercial.

A verdade é que hoje se fala muito

pouco de Copa nos EUA, mesmo a uma

semana para o time russo tocar a bola em

Moscou. Pelo país, o esporte local sufoca

qualquer movimentação, com o andamento da MLB e da própria final da NBA. O

melhor jeito de furar esse bloqueio seria o time nacional, com todo o apoio patriótico

do americano. Mas ele não está presente, mesmo após milhões investidos na MLS.

O problema é que o maior evento esportivo do mundo não pode passar em

bran-co pelo maior mercado do planeta. Hoje, mesmo bran-com o alcance global do torneio, são

poucos os patrocinadores do país no evento. McDonald’s, Coca-Cola e Visa parecem

insuficientes para o maior PIB do mundo. A solução poderia ser o retorno da Copa

do Mundo aos Estados Unidos, algo possível em 2026. Em 1994, a passagem dos

jogos pelo país foi a principal responsável pela atual mudança de status do torneio.

Mas nem isso chega a ser uma unanimidade. Também na quinta-feira, a jogadora

mais famosa do país, a goleira Hope Solo, declarou que não apoia a candidatura

ame-ricana. Para ela, o Mundial não se traduz em desenvolvimento esportivo para o país.

De toda forma, envolver mais o mercado americano deve ser umas das

priorida-des para a Fifa nos próximos anos.

Copa do Mundo não pode passar

em branco pelo maior mercado do

planeta, mas nem isso é unanimidade

POR DUDA LOPES

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Amazon assegura

direitos do Inglês

para o streaming

O Bradesco apresentou um

novo conceito para sua

comunica-ção com o esporte. A frase “O que

a gente aprende no esporte, leva

pra vida” servirá, a partir de agora,

como mote para as ações do banco

com as modalidades patrocinadas,

casos de judô, rúgbi e vela, além de

atletas e programas sociais.

A comunicação acontecerá em

duas frentes neste instante. A

pri-meira é uma campanha de mídia

em que a ex-jogadora Magic Paula

reencontra uma ex-colega que

aban-donou o esporte. A ideia é mostrar

como o esporte moldou ambas,

mesmo com caminhos distintos.

O outro caminho foi uma

parce-ria de conteúdo com a ESPN.

B R A D E S C O T E R Á

N O V O C O N C E I T O

PA R A N O R T E A R

PAT R O C Í N I O S

O Bayern de Munique acertou

uma parceria com a Perform Group

para distribuir conteúdo do time

alemão na América Latina e conseguir

novos negócios na região. O plano é

ampliar a presença global da equipe e

rentabilizar a base de fãs nos países.

A iniciativa faz parte do plano do

Bayern de conseguir ter mais espaço

na América. Com esse intuito, o clube

alemão abriu um escritório em Nova

York, em 2014, para atender toda a

região em seus idiomas locais.

B AY E R N A C E R TA

C O M P E R F O R M

PA R A G A N H A R

M A I S E S PA Ç O

N A A M É R I C A

POR REDAÇÃO

A Amazon ganhou a concorrência com Facebook, Netflix e Twitter e garantiu a compra de um pacote que dará à gigante do e-commerce os direitos de transmissão de 20 partidas da Premier League pelas próximas três temporadas. O pacote contempla jogos a serem realizados em feriados e meio de semana, com transmissão exclusiva para Reino Unido e Irlan-da. É a primeira vez que a Amazon passará a Premier League. “O interesse da Amazon em nossos direitos no Reino Unido é uma prova da fantástica competição oferecida por nossos clubes. Este resultado apoiará cada um nos esforços contí-nuos para jogar o melhor futebol possível e usar sua popula-ridade e alcance para ter um impacto positivo no esporte”, disse o presidente da Premier League, Richard Scudamore.

A tentativa da Amazon de fechar negócio se arrastava des-de fevereiro, quando a Premier League anunciou a venda dos cinco pacotes principais à Sky Sports e à BT Sport. Restavam, desde então, dois pacotes de direitos de internet. A Ama-zon fechou com o sexto pacote por um valor não divulgado, enquanto a BT investiu mais 90 milhões de libras no sétimo.

O acordo com a Premier League é mais um passo da Ama-zon no mercado de direitos esportivos. Recentemente, a em-presa adquiriu os direitos exclusivos do US Open, quarto e último Grand Slam de tênis do ano, também para o Reino Unido e a Irlanda. Além disso, a empresa ainda tem a NFL nos EUA e a Bundesliga, os Grand Slams de tênis e os Jogos Olímpicos de Inverno para Alemanha e Áustria.

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POR ERICH BETING

A Gol deu mais um passo em suas ações de ativação do patrocínio à seleção bra-sileira, com o lançamento do “Portão do Hexa”. A marca customizou o Portão 6 do aeroporto de Congonhas, um dos mais movimentados do país, com temas relacio-nados à seleção brasileira. Para o evento de lançamento da ação, os ex-jogadores Rivellino e Marcos (campeões mundiais em 1970 e 2002, respectivamente) foram contratados pela Gol, que ainda fez o voo entre São Paulo e Rio de Janeiro, de número 2018, ser voltado para ativações com o consumidor.

A exemplo do que havia feito em abril, a marca promoveu a entrega de uma camisa da seleção para cada um dos passageiros. Além disso, os ex-campeões estiveram na sala de embarque antes do voo, tirando fotos e dando autógrafos.

“É mais uma ação para celebrar nossa parceria com a seleção. O grande sucesso foi pensar no que queríamos para o nosso cliente dentro da ação, criando um efei-to surpresa. Poder compartilhar essa paixão nossa pela seleção com nossos clien-tes está sendo bem positivo”, disse Mauricio Parise, diretor de marketing da Gol.

A companhia aérea, entre as patrocinadoras da seleção, foi quem adotou a cam-panha mais agressiva de relacionamento direto com o consumidor nesse período pré-Copa. A empresa contratou Neymar como garoto-propaganda, mas não tem utilizado sua imagem nas ações. O mote da campanha é, exatamente, deixá-lo livre para se preparar para a Copa. Além disso, a empresa tem investido em várias ativações diretas com o público, tanto em aeroportos quanto na mídia.

Durante as campanhas, a Gol aproveita e apresenta soluções que também têm como meta economizar o tempo do cliente em suas experiências de voo.

Gol customiza portão

em Congonhas

5 POR REDAÇÃO

Referências

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