3-1 INTRODUÇÃO
3-2 ORDENAÇÃO DOS ÁTOMOS
3-3 CÉLULAS UNITÁRIAS
3-4 DIREÇÕES E PLANOS NO CRISTAL
3-5 METAIS
3-6 CRISTAIS IÔNICOS
3-7 CRISTAIS COVALENTES
3-8 POLÍMEROS
Ordem de grandeza: 10-10 a 10-7 (Ǻ) Estrutura cristalina
Célula unitária
Parâmetro de rede
Densidade linear e planar Distâncias interplanares
Técnicas de análise
MET
A estrutura de um material está associada ao arranjo espacial dos átomos
O material pode ser cristalino ou não cristalino, dependendo da regularidade com que os átomos estão dispostos no material sólidoCRISTALINO:
é aquele no qual os átomos estão dispostos em um arranjo que se repete ou que é periódico ao longo de
grandes distâncias; existe ordem a longa distância, ou seja, os átomos estão posicionados em um padrão tridimensional repetitivo no qual cada
átomo está ligado aos seus átomos vizinhos mais próximos.
NÃO CRISTALINO:
Os materiais não cristalizam, ou seja não há a repetição de um padrão no posicionamento
dos átomos. Estes materiais são conhecidos como
Material sólido cristalino Material sólido amorfo Gás
Material sólido cristalino (tridimensional)
da estrutura cristalina, ou seja, de como os átomos, íons e moléculas estão arranjadas espacialmente.
Existe um grande número de estruturas cristalinas, variando desde estruturas simples até extremamente complexas
Ao se descrever uma estrutura cristalina, os átomos são considerados como esferas sólidas com diâmetro bem
conhecido (posição ou tamanho).
NÃO É O MODELO DAS ESFERAS RÍGIDAS
RETÍCULO: matriz tridimensional de pontos que coincidem com as posições dos átomos (ou centro das esferas)
Em gases, como o Ar e outros gases nobres.
Se confinados, os gases não apresentarão nenhuma ordem entre seus átomos constituintes.
a curto alcance.
Ocorre na H2O, que apresenta uma orientação
preferencial, no SiO2 e no polietileno.
em materiais não-cristalinos ou amorfos
H2O SiO2
Átomos ordenados em longas distâncias atômicas formam uma estrutura tridimensionalrede cristalina
Metais, cerâmicos e alguns polímeros formam estruturas cristalinas sob condições normais de solidificação A rede é formada por átomos se repete regularmente
REDE: conjunto de pontos espaciais
que possuem vizinhança idêntica.
Na rede a relação com vizinhos é constante:
- simetria com os vizinhos;
- distâncias define o parâmetro de rede;
- ângulos entre arestas
Exemplo esquemático de rede
SOLIDIFICAÇÃO Cristais se formam no sentido contrário da retirada de calor
►Mais baixa energia livre
►Maior empacotamento
As estruturas ideais apresentam baixa energia e maior empacotamento.
As estruturas ideais compreendem:diferentes sistemas cristalinos
7 sistemas cristalinos diferentes
14 redes de Bravais diferentes
ângulos a, b, g
existem diferentes tipos de células unitárias, que dependem da relação entre seus ângulos e arestas.
Célula unitária Arranjo de átomos em um cristal Rede cristalina Unidade estrutural básica ou bloco de construção básico da estrutura cristalina
ortorrômbico tetragonal
monoclínico
triclínico
Metais cristalizam preferencialmente: - hexagonal - CCC - CFC - CS muito raro
Ligação metálica não-direcional: não há restrições quanto ao número e posições dos vizinhos mais próximos.
Estrutura cristalina dos metais têm geralmente um número de vizinhos grandes e alto
empacotamento atômico.
Romboédrico
Sistema cristalino Rede de bravais Eixos Ângulos axiais
Cúbico CS a1 = a2 = a3 Todos ângulos= 90° CCC
CFC
Tetragonal TS a1 = a2 ≠ c Todos ângulos= 90° TCC
Ortorrômbico OS a ≠ b ≠ c Todos ângulos= 90° OFC
OFC OCC
Monoclínico MS a ≠ b ≠ c Dois âng. = 90°; 1 âng ≠ 90° MFC
Triclínico a ≠ b ≠ c todos âng. difer. e difer. de 90° Hexagonal a1 = a2 = a3≠ c 1 âng = 90° e 1 âng. = 120° Romboédrico a1 = a2 = a3 todos âng. iguais, mas ≠ 90°
Cúbico Simples (CS)
Cúbico Corpo Centrado (CCC)
Cúbico Face Centrada (CFC)
É o número específico de pontos da rede que define cada célula unitária.
- Átomo no vértice da célula unitária cúbica: partilhado por sete células unitárias em contato
- Átomo da face centrada: partilhado por duas células unitárias
Exemplo 1: Determine o número de átomos da rede cristalina por célula no sistema cristalino cúbico.
cristalina para as células unitárias do sistema cristalino cúbico.
CCC CS
O raio atômico do ferro é 1,24 A. Calcule o parâmetro de rede do Fe CCC e CFC.
O número de coordenação é o número de vizinhos mais próximos,
depende de: - covalência: o número
de ligações covalentes que um átomo pode compartilhar;
- fator de empacotamento cristalino.
CÚBICO
CÚBICO DE CORPO CENTRADO
CÚBICO DE FACE
HEXAGONAL
Fator de empacotamento é a fração de volume da célula unitária
efetivamente ocupada por átomos, assumindo que os átomos são esferas rígidas.
FE = (n° átomos / célula) * volume cada átomo volume da célula unitária
Calcule o fator de empacotamento do sistema cúbico (CS, CFC e CCC).
A densidade teórica de um cristal pode ser calculada usando-se as propriedades da estrutura cristalina.
Determine a densidade do Fe CCC, que tem um a0 de 2,866 A.
= (n° átomos / célula)*(massa atômica de cada átomo)
(volume da célula unitária) * (n° de Avogadro)
célula coordenação de rede empacotamento
CS 1 6 2R 0,52
CCC 2 8 4R/(3)1/2 0,68
CFC 4 12 4R/(2)1/2 0,74
Metais não cristalizam no sistema hexagonal simples o fator de empacotamentoé muito baixo
Cristais com mais de um tipode átomo podem cristalizar neste sistema
O sistema Hexagonal Compacto é mais comum nos metais (ex: Mg, Zn)
Neste sistema cada átomo em seu nível está localizado acima ou
pois cada átomo toca 3 átomos no seu nível inferior, seis no seu próprio plano e mais três no nível
superior ao seu, resultando em um.
A razão c/a ideal é 1,633, mas a maioria dos metais tem essa razão modificada devido a presença de ligações não metálicas.
Alguns metais e não-metais podem ter mais de uma estrutura cristalina dependendo da temperatura e pressão.
Materiais de mesma composição química, mas que podem
apresentar estruturas cristalinas diferentes, são denominados de alotrópicos ou polimórficos.
Geralmente as transformações polimórficas são acompanhadas de
Exemplos
Diamante
Grafite
Carbono grafite hexagonal
diamante cúbico
Nitreto de boro cúbico
grafite
Fe CCC
CFC
Titânio a
b
Tambiente FeCCC, NC 8 FE 0,68 910°C FeCFC NC 12 FE 0,74 1390°C FeCCC
transforma-se em FeCFC. Na transformação o parâmetro de rede muda de aCCC = 2,863A para aCFC = 3,591A.
Mudança de Volume = -1,34% TRANSFORMAÇÕES DE FASE VERSUS DILATOMETRIA: a 906°C e 1409°C A diferença deve-se provavelmente a impurezas e à policristalinidade.
As propriedades de muitos materiais são direcionais, por exemplo o
módulo de elasticidade do FeCCC é maior na diagonal do cubo que na
direção da aresta.
3.4.1 Coordenadas dos pontos
Pode-se localizar os pontos das
posições atômicas da célula
unitária cristalina construindo-se um sistema de eixos coordenados.
Algumas direções da célula unitária são de particular importância, por exemplo os metais se deformam ao longo da direção de maior
empacotamento.
Algumas propriedades dos materiais dependem da direção do cristal
em que se encontram e são medidas.
Os índices de Miller das direções são usados para descrever estas
ÍNDICES DE MILLER PARA DIREÇÕES:
1. Definir dois pontos por onde passa a direção
2. Definir o ponto alvo e origem, fazendo-se: ALVO - ORIGEM 3. Eliminar as frações e reduzir ao m.m.c.
4. Escrever entre colchetes, e se houver n° negativo o sinal é colocado sobre o n°.
[h k l]
Algumas observações:
- direção e suas múltiplas são idênticas [111] [222];
- índices de Miller simétricos não são da mesma direção
(direções e suas negativas não são idênticas) [111] [111];
FAMÍLIA DE DIREÇÕES: conjunto de Índices de Miller onde todos tem mesma simetria.
Exemplo para simetria cúbica:
Para o sistema cúbico:
A simetria da estrutura permite que as direções equivalentes sejam agrupadas: Família de direções: <100> para as faces
<110> para as diagonais das faces <111> para a diagonal do cubo
CCC Família de direções <111> empacotamento atômico fechado CFC Família de direções <110> empacotamento atômico fechado
Outra maneira de caracterizar as direções é através da distância de repetição, fator de empacotamento e densidade linear.
DENSIDADE LINEAR: É o número de átomos por unidades de
comprimento.
L = número de átomos
Calcular a densidade linear na direção [1 0 0] para o potássio.
Dados: K - CCC
r - 0,2312 nm
Exercício: Qual a densidade linear na direção [1 1 0] para o Cu?
DISTÂNCIA DE REPETIÇÃO: De quanto em quanto se repete o centro de um átomo. É o inverso da densidade linear.
FATOR DE EMPACOTAMENTO LINEAR: É quanto da direção está
empacotamento para a direção [1 1 1] do Cu CFC. (ao = 3,6151 A)
Exercício: Compare a Dr, rL e o FE para as direções [1 1 1] e [1 1 0] do Cu CFC.
Um cristal possui planos de átomos que influenciam as propriedades e o comportamento de um material.
Os Índices de Miller também são determinados para planos.
ÍNDICES DE MILLER PARA PLANOS:
1. Definir três pontos onde o plano corta x, y e z. 2. Calcular os inversos dos valores obtidos.
3. Eliminar as frações sem reduzir ao m.m.c.
4. Escrever entre parênteses, e se houver n° negativo o sinal é colocado sobre este n°.
OBS.: Se o plano passar pela origem, desloque-a.
(h k l)
Observações importantes:
- Iguais Índices de Miller para direção e plano, significa que estes apresentam perpendicularidade.
Exemplo: (1 0 0) [1 0 0]
- Índices de Miller simétricos são o mesmo plano, depende apenas do referencial
(planos e seus negativos são idênticos). Exemplo: (0 2 0) (0 2 0)
- Planos e seus múltiplos não são
DENSIDADE PLANAR: É o número de átomos por unidade de área.
P = número de átomos no plano
área do plano
FATOR DE EMPACOTAMENTO PLANAR: É quanto da área está
efetivamente coberta por átomos.
FEP = área dos átomos
DISTÂNCIA INTERPLANAR: É a distância de dois planos com mesmos índices de Miller. Para o sistema cúbico 2 2 2
l
k
h
a
d
hkl o
planos (0 1 0) e (0 2 0), para o sistema cúbico simples do polônio, que tem a0 = 3,34 10-8 cm.
Calcule a distância interplanar entre dois planos adjacentes (1 1 1) no ouro, que tem a0 = 4,0786 Å.
Resposta 2 2 2 l k h a dhkl o
equivalente que tem índices particulares devido a orientação de suas coordenadas.
Exemplo: planos da família {1 1 0} (1 1 0) (1 0 1) (0 1 1)
(1 1 0) (1 0 1) (0 1 1)
z
y
x
mesmo arranjo e densidade
Deformação em metais envolve deslizamento de planos atômicos Deslizamento ocorre mais facilmente nos planos e
direções de maior densidade atômica
CCC
Família de planos {110}:
maior densidade atômica CFCFamília de planos {111}: maior densidade atômica
Direções na célula unitária hexagonal
[h k i l]
Chamados índices de Miller Bravais, devido a modificação em relação ao sistema cristalino
Estabelece-se 4 eixos, 3 coplanares
Tem-se 4 interseções e 4 índices de Miller
Índices de Miller Bravais: h k i l
onde: h + k = - i
Similar aos índices de Miller para plano da estrutura cristalina cúbica,
Determine os índices de Miller para os planos A e B e para as direções C e D
Sistema cúbico
Sistema Hexagonal Compacto
cúbico(CCC, CFC) ou hexagonal (HC). Logo, a estrutura cristalina destes materiais já foi estudada.
Características de cristais metálicos comuns
Estrutura a0 x R átomos NC FE Metais
por célula Típicos
CS a0 = 2R 1 6 0,52 Po
CCC a0 = 4R/31/2 2 8 0,68 Fe, Ti, W, Mo,
Nb, Ta, K, Na, V, Cr, Zr
CFC a0 = 4R/21/2 4 12 0,74 Fe, U, Al, Au,
Ag, Pb, Ni, Pt
HC a0 = 2R 6 12 0,74 Ti, Mg, Zn, Be,
c0 = 1,633 a0 Co,
Muitos materiais cerâmicos possuem ligações iônicas entre ânions e cátions.
possuem estruturas cristalinas que asseguram a neutralidade elétrica.
Relação de raios: ânion (geralmente maior)
e cátion
Considera-se que o ânion vai formar a rede cristalina e o cátion
preencherá os vazios da rede.
3.6.1 Introdução
determina o tipo de arranjo cristalino.
Estrutura cristalina de uma célula unitária existem pequenos espaços não
ocupados (vazios) sítios intersticiais.
Podem ser ocupados por átomos estranhos a rede ex: impurezas e elementos liga nos metais
Estruturas iônicas (como muitos cerâmicos) podem ser
entendidas como o ânion formando a rede cristalina e o cátion preenchendo os sítios intersticiais, respeitando a neutralidade iônica.
Localização dos sítios intersticiais nas células unitárias cúbicas e hexagonal.
CCC
CFC Octaédricos Tetraédricos
Interstício tetraédrico
(o átomo intersticial fica no meio do tetraedro)
Interstício octaédrico
(o átomo intersticial fica no meio do octaedro)
• Um átomo em um sítio intersticial toca dois ou mais átomos da
célula unitária NC
• O tamanho de cada sítio intersticial pode ser calculado em
termos do tamanho dos átomos da posição regular da rede.
Calcule o tamanho de um sítio intersticial: (a) cúbico (b) octaédrico.
O átomo intersticial - tamanho menor do sítio intersticial
- tamanho maior do sítio intersticial
Razão entre raios determina NC e a localização do interstício 2 0 - 0,155 3 0,155 - 0,225 4 0,225 - 0,414 6 0,414 - 0,732 8 0,732 - 1,000 NC Razão raios
Os compostos cerâmicos mais simples possuem igual número de átomos metálicos e não-metálicos. Podem ser
iônicos como o MgO (Mg+2, O-2), ou covalentes como o ZnS.
NC
Três formas principais: CsCl 8
NaCl 6
Tipo CsCl
Cada átomo A tem
oito vizinhos X rCs+ = 1,69 Å RCl- = 1,81Å NC = 8 r/R=0,92
Tipo CsCl
Dc = 2 (R+r)
Os íons se tocam pela diagonal do cubo ao= 2(r+R)
Tipo NaCl
Cada átomo A tem
seis vizinhos intersticiais
rNa+= 1,02 Å RCl- =
1,81Å
NC = 6 r/R=0,56
Exemplos: MgO, MnS, LiF, FeO
Na Cl
Tipo NaCl
Os íons se tocam pela aresta do cubo ao= 2(r+R)
Tipo ZnS
Os cátions ocupam 4 das 8
posições intersticiais tetraedrais possíveis. rZn+= 0,74 Å RS- = 1,84Å NC = 4 r/R=0,40 Exemplos: BeO
Tipo ZnS
Dc = 4 (R+r)
Os íons se tocam pela diagonal do cubo ao= 4(r+R)
Tipo NiAs
Relação de 1 cátion para 2 ânions
Estrutura cúbica de face centrada 8 interstícios octaédricos ocupados Ex: estruturas AX2 ou A2X3 Tipo AX2 Exemplos: UO2, PuO2, ThO2 CaF2
Exemplo: UO2, interstícios octaedrais disponíveis combustível nuclear produtos de fissão acomodados nas posições vazias.
Exemplo: ZrO2 Tipo AX2
Exemplo: Pirita Tipo AX2
FeS2
Fe S
Exemplo: Al2O3 Tipo A2X3 Mantém neutralidade elétrica devido a valência
Tipo BaTiO3
Óxido duplo com dois cátions
Estrutura mais complexa devido a presença de mais um átomo
Estrutura da Perovskita Exemplos: CaTiO3, SrZnO3, SrSnO3, Ferritas e Espinélios
Tipo FeAl2O4 Estrutura do Espinélio A metal valência +2 B metal valência +3 O forma rede CFC A interstício octaédrico B interstício tetraédrico
Uso: materiais magnéticos não metálicos em aplicações
MMg = 24,31 g/mol MO = 15,99 g/mol.
C
Ocupação dos interstícios ~ ZnS
Totalmente covalente
Forma metaestável
Dc = 8r
pela diagonal do cubo
ao= 8r 31/2
Calcule a densidade do Diamante.
Tipicamente: amorfos (ordem a curto alcance)
Sob condições especiais:
estrutura cristalina.
Ex.: polietileno estrutura
Espectro de radiação eletromagnética, salientando o comprimento de onda para a radiação X.
· são invisíveis e não detectáveis pelos sentidos humanos.
· sofrem absorção diferencial pela matéria (base de muitos métodos de análise de absorção de raios X).
· sofrem dispersão pela matéria (base de muitos métodos de análise de dispersão de raios X). · sofrem difração pelos cristais (base do método de dispersão de comprimento de onda).
· sofrem reflexão, refração e polarização.
· alteram propriedades elétricas de gases, líquidos e sólidos.
· ionizam gases (base de câmara de ionização, Geiger e detectores proporcionais).
· induzem a fotólise e outros efeitos químicos na matéria (fonte de dificuldades em análise de amostras líquidas).
· impressionam chapas fotográficas (registro fotográfico de espectros de raios X e dosimetria). · produzem luminescência visível e ultra violeta em certos tipos de materiais (base dos
contadores de cintilação).
· matam, danificam e/ou causam mudanças genéticas em tecidos biológicos.
· interagindo com a matéria podem produzir fotoelétrons, elétrons Auger e elétrons de Compton-recuo.
· produzem espectro com linhas características de raios X quando interagem com a matéria (base da espectrometria de fluorescência de raios X)
PROPRIEDADES DE ONDA · velocidade · reflexão · refração · difração . interferência · polarização · espalhamento coerente v = cte = · f E = h · c / E = 12,4/ E: eV : Å
raios são difratados pelos planos dos átomos ou íons dentro do cristal O DIFRATÔMETRO
De outra maneira, interferências destrutivas de ondas ocorrem e não é possível detectar um feixe de difração intenso.
ABC = n
AB = BC = d sen
Então:
comprimento da trajetória dos feixes de raios X adjacentes é um número inteiro de comprimentos de onda.
ABC = n
AB = BC = d sen
Esta relação é dada pela equação de Bragg:
n= 2d sen
onde d é o espaçamento atômico e é o ângulo de difração com a
superfície (2 = ângulo de difração - ângulo medido experimentalmente)
d é o espaçamento interplanar – função dos índices de Miller para planos.
Hexagonal CS CCC CFC 2 2 2
l
k
h
d
hkl o
2 2
2 23
4
o o o hklc
a
l
l
hk
h
a
d
A lei de Bragg é necessária mas não suficiente. As células unitárias não primitivas podem mascarar certas difrações previstas pela lei de Bragg.
Estrutura Difração não ocorre Difração ocorre cristalina
CCC h+k+l = número par h+k+l = número ímpar CFC h, k, l (par e ímpar) h, k, l (ou par ou ímpar) HC h+2k = 3n, l par (n é inteiro) todos outros casos
2 = 44,704o. Calcule o valor do parâmetro de rede do ferro CCC.
Rede sem defeitos, ideal, T= 0K Propriedades:EL, E, diagrama de fases,
equilíbrio termodinâmico
PERTURBAÇÕES NA ESTRUTURA CRISTALINA
Estágio 1: vibração da rede, T>0
Propriedades: k, a, C
Estágio 2: defeitos pontuais
(vacâncias, átomos intersticiais, substitucionais, Frenkel e Schottky) na rede
Propriedades: difusão, processos de transporte condução iônica, reações de estado sólido,
transformações de fase, evolução da microestrutura, deformação em Televadas
Estágio 3: defeitos lineares, discordâncias
Propriedades: mecânicas (deformação plástica), fragilidade, dureza
Estágio 4: defeitos planares,falhas,
contornos de grãos, de fases.
Propriedades: magnéticas e dielétricas Não apresenta rede
cristalina, defeito volumétrico.
no comportamento do mesmo.
• Controlar as imperfeições, significa obter materiais com diferentes propriedades e para novas aplicações.
• Podem existir diferentes tipos de imperfeições na rede:
i) vibrações da rede: quantizadas por fônons
ii) defeitos pontuais: vacâncias, átomos intersticiais, átomos substitucionais, defeito Frenkel e Schottky;
iii) defeitos lineares: discordâncias;
iv) defeitos planares: superfícies interna e externa e interfaces (falhas de empilhamento, contorno de fases, superfícies livres);
v) defeitos volumétricos: estruturas amorfas ou não-cristalinas
Classificados pela ordem de grandeza na estrutura
Defeitos possíveis em um material a partir da dimensão em que ocorrem na estrutura
As vibrações da rede são quantizadas por fônons.
Configuração cristalina ideal só ocorre
hipoteticamente temperatura do zero
absoluto
demais temperaturas
vibração dos átomos na rede provoca distorções no cristal perfeito;
Podem ser classificados segundo: FORMA ORIGEM DO DEFEITO ESTEQUIOMETRIA - vacância - átomo intruso - schottky - frenkel - intrínseco - extrínseco - sub-rede de cátions não estequiométrico - sub-rede de ânions
VACÂNCIAS:
Também denominado de lacuna
É a falta de um átomo na rede cristalina
Pode resultar do empacotamento
imperfeito na solidificação inicial, ou decorrer de vibrações térmicas
dos átomos em temperaturas elevadas
VACÂNCIAS:
O número de vacâncias varia com a temperatura
onde:
nv: n° de vacâncias/cm3
n: n° de pontos na rede/cm3
Q: energia necessária para produzir a vacância (J/mol)
R: cte dos gases (8,31 J/mol.K)
T: temperatura em K
RT Q
v
n
e
VACÂNCIAS:
Calcule o n° de vacâncias por centímetro cúbico e o n° de vacâncias por átomo de cobre, quando o cobre está (a) a temperatura ambiente, (b)
1084°C. Aproximadamente 83600 J/mol são requeridos para produzir uma vacância no cobre. Dados: a0 = 3,6151 x 10-8 cm Q = 83600 J/mol R = 8,31J/mol K Resposta
VACÂNCIAS:
O ferro tem a densidade medida de 7,87 g/cm3. O parâmetro de rede do Fe
CCC é 2,866 A. Calcule a percentagem de vacâncias no ferro puro.
Dados:
a0 = 2,866 A
MFe = 55,85g/mol % vacâncias = ?
DEFEITO INTERSTICIAL:
Quando um átomo é abrigado por
uma estrutura cristalina, principalmente se esta tiver um baixo fator de
empacotamento
DEFEITO SUBSTITUCIONAL:
Quando um átomo é deslocado de
sua posição original por outro, e conforme o tamanho, pode
(a) aproximar os átomos da rede (b) separar os átomos da rede
Conseqüência, distorção da rede
(a)
DEFEITO SUBSTITUCIONAL:
Átomo substitucional pequeno Átomo substitucional grande Gera distorção na rede
DEFEITO FRENKEL:
Quando um íon desloca-se de sua
posição no reticulado (formando uma lacuna) para uma posição intersticial
DEFEITO SCHOTTKY:
Quando ocorre lacuna de um par de
íons
Ocorre para compostos que devem
manter o equilíbrio de cargas opostas
Exemplo 20: Supondo ao= 0,40185 do CsCl e a densidade medida de 4,285 g/cm3, calcular o número de defeitos Schottky por célula unitária.
– origem: térmica, mecânica e supersaturação de defeitos pontuais
• Tipo de defeito responsável por deformação falha
rompimento dos materiais
• Quantidade e movimento das discordâncias podem ser controlados pelo
grau de deformação (conformação mecânica) e/ou por tratamentos térmicos
As discordâncias podem ser: - Cunha
- Hélice - Mista As discordâncias geram um vetor de Burgers:
- Fornece a magnitude e a direção de distorção da rede
- Corresponde à distância de deslocamento dos átomos ao redor da discordância
deslocando a rede de um espaçamento atômico
Produz distorção na rede
O vetor de Burgers é paralelo à direção da linha de discordância
rede de um espaçamento atômico
O vetor de Burgers é perpendicular à discordância em cunha
Vista superior da discordância
3.10.3.3 Discordância mista
Discordância em cunha Discordância
em espiral
Em um cristal pode ocorrer os dois tipos de discordância
Visualização de discordâncias na microestrutura de um material
Supondo a estrutura CCC com ao = 4 A, com uma discordância como na figura abaixo, determine a direção e o comprimento do vetor de Burgers.
3.10.4.1 Superfície externa
Mais evidente dos defeitos de superfície devido a descontinuidade
Coordenação atômica na superfície não é comparável a dos átomos no
interior do cristal
Átomos superficiais tem seus vizinhos em apenas um lado, logo
possuem mais energia e estão menos firmemente ligados aos átomos externos
Microestrutura de metais e
outros materiais sólidos consistem de muitos grãos
Grão: porção de material onde o
arranjo cristalino é idêntico, variando sua orientação
Contorno de grão: fronteira
3.10.5 Estruturas amorfas
Vidros
Polímeros
Algumas estruturas sem
ordenamento a longo alcance são consideradas como defeitos
volumétricos, como é o caso do vidro e dos polímeros
CS 1 átomo
CCC 2 átomos
CFC 4 átomos
CÚBICO SIMPLES
ao = 2r
Contato entre os átomos ocorre através da aresta da célula unitária
ao = 4r 21/2
Contato entre os átomos ocorre através da diagonal da face da célula unitária
dface2 = a
o2 + ao2
(4r)2 = 2a o2
CÚBICO DE CORPO CENTRADO
ao = 4r 31/2
Contato entre os átomos ocorre através da diagonal do cubo da célula unitária
Dcubo2= a
o2 + dface2
(4r)2 = 3a o2
Fe CCC Fe CFC ao = 4r 31/2 ao = 4 x 1,24 = 2,86 A 31/2 a o = 4r 21/2 ao = 4 x 1,24 = 3,51 A 21/2
ao3 FE = (1 átomo / célula) * (4r3/3) = 0,52 (2r)3 CCC FE = (2 átomo / célula) * (4r3/3) ao3 FE = (2 átomo / célula) * (4r3/3) = 0,68 (4r/31/2)3 CFC FE = (4 átomo / célula) * (4r3/3) ao3 FE = (4 átomo / célula) * (4r3/3) = 0,74 (4r/21/2)3
A densidade medida é 7,870 g/cm3. Por que a diferença da densidade
teórica e a medida?
= (2 átomos / célula)*(55,85 g/g.mol)
(23,55 10-24 cm3/célula) * (6,02 1023 átomos/g.mol)
= 7,879 g/cm3
Massa atômica = 55,85 g/g.mol
Volume da célula unitária = a03 = 23,55 10-24 cm3/célula
Volume da célula CCC = a3 = 23,467A3
Volume da célula CFC = a3 = 46,307A3
FeCCC 2 átomos
FeCFC 4 átomos 1FeCFC 2FeCCC
Mudança de Volume = Vf - Vi * 100 = 46,307 - 46,934 * 100
Vi 46,934
Direção A: 1. alvo= 1, 0, 0; origem= 0, 0, 0 2. alvo - origem = 1, 0, 0 3. sem frações 4. [1 0 0] Direção B: 1. alvo= 1,1,1; origem= 0, 0, 0 2. alvo - origem = 1, 1, 1 3. sem frações 4. [1 1 1] Direção C: 1. alvo= 0, 0, 1; origem= 1/2, 1, 0 2. alvo - origem = -1/2, -1, 1 3. 2 (-1/2, -1, 1) = -1, -2, 2 4. [1 2 2]
Calcular a densidade linear na direção [1 0 0] para o potássio. Dados: K - CCC r - 0,2312 nm L = n° átomos unid. comprimento L = 1/2 + 1/2 ao ao= 4r/31/2 L = 0,187 átomos/Å
a cada diagonal do cubo Dr= a0 31/2 Dr= 3,6151 10-8*31/2 Dr= 6,262 10-8 cm Densidade linearL L = 1/ Dr = 1/ 6,262 10-8 L = 1,597 107 átomos/cm Fator de empacotamento FE FE = 2r/ Dcubo = 0,408
Plano A:
1. 1 1 1
2. 1/1 1/1 1/1
3. Não tem frações 4. (1 1 1) Plano B: 1. 1 2 2. 1/1 1/2 1/ 3. 2 1 0 4. (2 1 0)
Plano C: passa pela origem (x’, y’, z’) 1. -1 2. 1/ 1/-1 1/ 3. 0 -1 0 4. (0 1 0)
planar (0 2 0) = zero FEplanar (0 2 0) = zero
planar = n° átomos área
planar (0 1 0) = 1 átomo = 8,96 1014 átomos/cm2
ao2
FEplanar = área de átomos por face área da face
FEplanar (0 1 0) = 1 átomo (pr2)= 0,79
ao2
(010) (020)
d (h, k, l) = 4,0786 = 2,355 Å (12 + 12 + 12)1/2
Direção C: 1. alvo= 0, 0, 0, 1; origem= 1, 0, 0, 0 2. alvo - origem = -1, 0, 0, 1 3. sem frações 4. [1 0 01] Direção D: 1. alvo= 0, 1, 0, 0; origem= 1, 0, 0, 0 2. alvo - origem = -1, 1, 0, 0 3. sem frações 4. [1 1 0 0] Plano A: 1. 1 2. 1/ 1/ 1/ 1/1 3. 0 0 0 1 4. (0 0 0 1) ou (0 0 1) Plano B: 1. 1 1 -1/2 1 2. 1/1 1/1 -2/1 1/1 3. 1 1 -2 1 4. (1 1 -2 1) ou (1 1 1)
2R + 2r = 2R 2½ r = 2½ R - R r = (2½ - 1) R r /R= 0,414 2R + 2r = 2R 3½ r = 3½ R - R r = (3½ - 1) R r /R= 0,732
MMg = 24,31 g/mol MO = 15,99 g/mol.
= m/V
Massa cél. unit.= 4Mg+2 + 4O-2 (4.M
Mg+ 4. MO)/6,02.1023 íons= 26,78 . 10-23 g
Volume da célula unitária = a03 = 0,0621 . 10-27m3
= 26,78 . 10-23 g/ 0,0621 . 10-27 m3 = 4,31 . 106 g/m3 ou 4,31 g/cm3
FE = Víons/Vcél. Unit.
Vol íons cél. unit.= 4VMg+2 + 4VO-2 (4. 4/3 r3 + 4. 4/3 R3 )= 0,0433 . 10-29 m3
Volume da célula unitária = a03 = 0,0621 . 10-27 m3
FE = 0,0433 . 10-29 m3 / 0,0621 . 10-27 m3 = 69,8%
Solução: = m/V FE = Víons/Vcél. Unit. ao=? rMg+2= 0,066 nm R O-2 = 0,132 nm rMg+2/ R O-2 = 0,5 NC=6 CFC tipo NaCl ao=(2 RO-2 + 2 r Mg+2 ) = 0,396 nm
Solução:
= m/V
Massa cél. unit.= 8 C 8 x 12/6,02.1023 = 15,95 . 10-23 g
Volume da célula unitária: ao3 a
o= 8 r / 3 0,5 r = 0,077 nm
ao= 8 . 0,077 nm / 3 0,5 = 0,356 nm
a03 = 0,0451 . 10-27m3
incidentes com = 0,1541nm. A difração pelos planos {110} ocorreu para 2 = 44,704o. Calcule o valor do parâmetro de rede do ferro CCC.
(considere a difração de 1a ordem, com n=1) Solução: d[110] 2= 44,704o = 22,352o = 2.d[hkl] sen d[110]= / 2 sen = 0,1541nm / 2(sen 22,35o) = 0,2026 nm ao(Fe) d[110]= ao / (h2+k2+l2)0,5 ao(Fe)= d[110]= ao / (h2+k2+l2)0,5 = 0,2026nm (1,414) = 0,287 nm
nv = n exp (-Q/RT)
n = n° átomos/célula
volume da célula unitária
= 4 = 8,47 x 1022 átomos/cm3
(3,6151 x 10-8)3
O que se quer saber? nv a Tamb e a 1084°C
Utilizando-se a densidade medida pode-se calcular o n° de átomos por célula unitária:
= n° átomos/célula x massa de cada átomo
N° Avogadro x volume da célula unitária 7,87 Mg/m3 = n° átomos/célula x 55,85 g/gmol
6,02 x 1023 x (2,866 x 10-8)3
n°át/célula = 1,998 Deveriam ser 2 átomos no Fe CCC
Massa cél. unit.= Cs+ + Cl- X.(M
Cs+ MCl)/6,02.1023 íons
Volume da célula unitária = a03 = 0,0649 . 10-27m3
4,285 g/cm3= X. 27,96 . 10-23 g/ 0,0621 . 10-27 m3 X= 0,9943 íons no defeitos= (1-0,9943)/1 = 0,568% Solução: 4,285= m/V . ao= 0,40185 nm rCs+= 0,167 nm RCl- = 0,181 nm rCs+/ RCl- = 0,92 NC=4 CFC tipo CsCl
D(222)= 4/(22+22+22)0,5 = 1,15 A
Modelo matemático da estrutura cristalina de cristais iônicos
cálculo de propriedades do cristal: energia de ligação e espaçamento de equilíbrio dos íons no cristal
Considera-se que:
- rede construída com esferas rígidas que tocam-se em uma direção; as esferas tem um raio fixo e definido; - as esferas são eletricamente carregadas com cargas elementares; - as cargas formam um arranjo periódico;
- a rede empacota de forma simples: cúbico, hexagonal ou cúbico de face centrada Ex: NaCl
Características da rede:
- Arranjo periódico de esferas
- Esferas rígidas com raio fixo e definido
- Esferas carregadas com cargas elementares - Tamanho dos íons: Na+: 0,98Ả e Cl-: 1,81Ả
Cálculo da Energia de ligação entre duas esferas vizinhas 2 , 1 2 2 1 0 2 , 1 4 1 r e z z E z1 z2 1 2 , 1 2 0 2 , 1 4 1 r e E
As outras esferas também devem ser consideradas
CADEIA LINEAR - + - + - + - + + a0 d0 1 2 3 4 5 2’ 3’ 4’ 5’
2 14 13 ' 12 14 13 12 ... ' ' ' 2 k CL CL E E E E E E E E Como: CL k CL r e E 2 0 4 1 ) 1 ( e r12 d0 r13 2d0 r14 3d0 Então: ... 5 1 4 1 3 1 2 1 1 4 2 0 0 2 d e ECL ln 2 0 0 2 4 d e A ECL CL ACL= 2 ln2 = 1,386CADEIA LINEAR
Por comparação, a energia de ligação de um simples íon em uma molécula de dois íons, separado por uma distância d0, é:
0 0 2 4 d e EMol
Logo, ACL é a razão da energia de ligação de um íon na cadeia linear em relação a um íon na molécula: Mol CL CL E E A
IMPORTANTE: ACL> 1 significa que a situação de um íon na cadeia linear é energeticamente mais favorável que em uma molécula de dois íons, embora na cadeia linear, há a repulsão entre cargas.
Caso dos cristais iônicos CONSTANTE DE MADELUNG
Energia de ligação de um íon na rede, EG é: com i, k = 1...N
Pode-se escrever que: com e A = constante de Madelung Então a primeira aproximação de EG é:
Fórmula geral para o cálculo da energia da rede em um cristal iônico:
k i ik G E E
ik G n d e E 1 4 1 0 2 0
nik A 1 0 0 24
d
e
A
E
G
Significado de A:Razão entre a energia de ligação do íon na rede cristalina e a energia de ligação do íon na molécula
N
d
e
z
z
A
E
G 0 0 2 2 14
Constante de Madelung de vários cerâmicos:
Tipo Estrutura Nome Valor de A AX NaCl Cloreto de sódio 1,748
CsCl Cloreto de césio 1,763 ZnS Blenda de zinco 1,638
ZnS Wurtzita 1,641
AX2 CaF2 Fluorita 5,03 A2X3 Al2O3 Corindum 25,0
• Os valores de A para a estrutura AX não são muito maiores que 1;
• Diferença no tipo de estrutura AX difere muito pouco os valores de A;
• A ligação mais forte é da estrutura do corindum
Material Eteorica (kJ/mol) Eexperimental (kJ/mol) E/ Eteorica
NaCl 858 766 - 0,11
CsCl 687 649 - 0,05
• Os valores medidos são menores que os valores teóricos
• A diferença pode ser
explicada pelo potencial de repulsão