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Aula 13 Representação do relevo em curvas de nível

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Academic year: 2021

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Universidade Federal de Campina Grande

Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido

Unidade Acadêmica de Tecnologia do Desenvolvimento

Engenharia de Biossistemas

Topografia

Curvas de Nível e Leis do Modelado Terrestre

Dr. George do N. Ribeiro

Professor

Sumé – Paraíba

(2)

INTRODUÇÃO

O relevo da superfície terrestre é uma feição contínua e

tridimensional. Existem diversas maneiras para representar

o mesmo, sendo as mais usuais as Curvas de Nível e os

pontos cotados.

(3)

1. Determinação da Declividade entre Pontos

Segundo GARCIA e PIEDADE (1984), a declividade

ou gradiente entre pontos do terreno é a relação entre a

distância vertical (DV) e horizontal (DH) entre eles. Em

porcentagem (A) e em valores angulares (B), a declividade é

dada por:

(4)

2. Geração de Curvas de Nível (CN)

2.1. Definição: As CN ou isolinhas são linhas curvas

fechadas formadas a partir da interseção de vários planos

horizontais com a superfície do terreno. Cada uma destas

linhas, pertencendo a um mesmo plano horizontal tem,

evidentemente, todos os seus pontos situados na mesma

cota altimétrica, ou seja, todos os pontos estão no mesmo

nível.

(5)

2.2. Outras definições importantes:

• Eqüidistância Vertical (EV): Os planos horizontais de

interseção são sempre paralelos e eqüidistantes e a

distância entre um plano e outro é a EV. A eqüidistância

vertical das curvas de nível varia com a escala da planta e

recomendam-se os valores da tabela abaixo.

(6)

• Ponto Cotado: é a forma mais simples de representação

do relevo; as projeções dos pontos no terreno têm

representado ao seu lado as suas cotas ou altitudes.

Normalmente são empregados em cruzamentos de vias,

picos de morros, etc.

(7)

• Perfis transversais: são cortes verticais do terreno ao

longo de uma determinada linha. Um perfil transversal é

obtido a partir da interseção de um plano vertical com o

terreno. É de grande utilidade em engenharia, principalmente

no estudo do traçado de estradas.

(8)

2.3. Características das

CN’s

 Segundo seu traçado são classificadas em:

• mestras (A): todas as curvas múltiplas de 5 ou 10 metros.

• intermediárias (B): todas as curvas múltiplas

da

eqüidistância vertical, excluindo-se as mestras.

• meia-eqüidistância: utilizadas na densificação de terrenos

muito planos.

(9)

 Curvas muito afastadas representam terrenos planos

(10)

 A maior declividade (d%) do terreno ocorre no local onde

as curvas de nível são mais próximas e vice-versa.

(11)

 Para o traçado das curvas de nível os pontos notáveis do

terreno (aqueles que melhor caracterizam o relevo) devem

ser levantados altimetricamente. É a partir destes pontos que

se

interpolam,

gráfica

ou

numericamente,

os

pontos

definidores das curvas.

 Em terrenos naturais (não modificados pelo homem) as

curvas tendem a um paralelismo e são isentas de ângulos

vivos e quebras.

 As curvas de nível são "lisas", ou seja não apresentam

cantos.

(12)

 Duas curvas de nível nunca se cruzam.

 Duas curvas de nível nunca se encontram e continuam em

uma só.

10

15

10

(13)

 Vista tridimensional do relevo e as respectivas curvas de

nível.

(14)

 As curvas de nível devem ser numeradas para que seja

possível a sua leitura. Abaixo figuras que apresentam a

representação

de

uma

depressão

e

uma

elevação

empregando-se as curvas de nível.

(15)

 Neste caso esta numeração é fundamental para a

interpretação da representação.

(16)

 Uma curva de nível inicia e termina no mesmo ponto,

portanto, ela não pode surgir do nada e desaparecer

repentinamente.

3. Classificação do Relevo

De posse da planta planialtimétrica de um terreno ou

região é possível, segundo GARCIA e PIEDADE (1984),

analisar e classificar o relevo da seguinte forma:

(17)

O MODELADO TERRESTRE

ESPARTEL (1987):

 Teve origem nos contínuos deslocamentos da crosta

terrestre (causas internas) e na influência dos diversos

fenômenos externos, que com a sua ação mecânica e

química, alteraram a superfície estrutural original

transformando-a em uma superfície escultural.

Para

compreender melhor as feições (acidentes geográficos),

algumas

definições

geográficas

do

terreno

são

necessárias:

(18)

Contraforte: são saliências do terreno que se destacam da

serra

principal

(cordilheira)

formando

os

vales

secundários ou laterais. Destes partem ramificações ou

saliências denominadas espigões e a eles correspondem

os vales terciários.

(19)

Cume(a): cimo ou crista, é o ponto mais elevado de uma

montanha.

Serra(b): cadeia de montanhas de forma muito alongada

donde partem os contrafortes.

Vertente(c): flanco, encosta ou escarpa, é a superfície

inclinada que vem do cimo até a base das montanhas.

Pode ser à esquerda ou à direita de um vale, ou seja, a que

fica

à

mão

esquerda

e

direita

respectivamente

do

observador colocado de frente para a foz do curso

d’água.

As vertentes, por sua vez, não são superfícies planas, mas

sulcadas de depressões que formam os vales secundários.

a

b

(20)

Depressão e Elevação: como na figura a seguir (GARCIA, 1984), são

superfícies nas quais as curvas de nível de maior valor envolvem as de menor no caso das depressões e vice-versa para as elevações.

Colo: quebrada ou garganta, é o ponto onde as linhas de talvegue

(normalmente duas) e de divisores de águas (normalmente dois) se curvam fortemente mudando de sentido.

(21)

Colina, Monte e Morro: segundo ESPARTEL (1987), a primeira é

uma elevação suave, alongada, coberta de vegetação e com altura entre 200 a 400m. A segunda é uma elevação de forma variável, abrupta, normalmente sem vegetação na parte superior e com altura entre 200 a 300m. A terceira é uma elevação semelhante ao monte, porém, com altura entre 100 e 200m. Todas aparecem isoladas sobre o terreno.

Espigão: constitui-se numa elevação alongada que tem sua origem

(22)

Corredor: faixa de terreno entre duas elevações de grande extensão.

Talvegue: linha de encontro de duas vertentes opostas (pela base) e

segundo a qual as águas tendem a se acumular formando os rios ou cursos d’água.

(23)

Vale: superfície côncava formada pela reunião de duas vertentes

opostas (pela base). Segundo DOMINGUES (1979) e conforme figura abaixo, podem ser de fundo côncavo, de fundo de ravina ou de fundo chato. Neste, as curvas de nível de maior valor envolvem as de menor.

(24)

Divisor de águas (A): linha formada pelo encontro de duas

vertentes opostas (pelos cumes) e segundo a qual as águas se dividem para uma e outra destas vertentes.

Dorso (B): superfície convexa formada pela reunião de duas

vertentes opostas (pelos cumes). Segundo ESPARTEL (1987) e conforme figura abaixo, podem ser alongados, planos ou arredondados. Neste, as curvas de nível de menor valor envolvem as de maior. O talvegue está associado ao vale enquanto o divisor de águas está associado ao dorso.

(25)

LEIS DO MODELADO TERRESTRE

Segundo ESPARTEL (1987), à ciência que estuda as formas exteriores da superfície da Terra e as leis que regem o seu modelado dá-se o nome de Topologia.

Por serem as águas (em qualquer estado: sólido, líquido e gasoso) as grandes responsáveis pela atual conformação da superfície terrestre, é necessário que se conheçam algumas das leis que regem a sua evolução e dinâmica, de forma a compreender melhor a sua estreita relação com o terreno e a maneira como este se apresenta.

Leis:

1a. Lei: Qualquer curso d’água está compreendido entre duas elevações cujas linhas de crista vão se afastando à medida que o declive da linha de aguada vai diminuindo.

2a. Lei: Quando dois cursos d’água se encontram, a linha de crista que os separa está sensivelmente orientada no prolongamento do curso d’água resultante.

3a. Lei: Se dois cursos d’água descem paralelamente uma encosta e tomam depois direções opostas, as linhas que separam os cotovelos indicam a depressão mais profunda entre as vertentes.

(26)

4a. Lei: Se alguns cursos d’água partem dos arredores de um mesmo ponto e seguem direções diversas, há, ordinariamente, na sua origem comum, um ponto culminante.

5a. Lei: Se duas nascentes ficam de um lado e de outro de uma elevação, existe um cume na parte correspondente da linha de crista que as separa.

6a. Lei: Em uma zona regularmente modelada, uma linha de crista se baixa quando dois cursos d’água se aproximam e vice-versa. Ao máximo afastamento corresponde um cume, ao mínimo, um colo.

7a. Lei: Em relação a dois cursos d’água que correm em níveis diferentes, pode-se afirmar que a linha de crista principal que os pode-separa aproxima-pode-se, sensivelmente, do mais elevado.

8a. Lei: Sempre que uma linha de crista muda de direção lança um contraforte na direção de sua bissetriz. Este contraforte pode ser pequeno, mas sempre existente.

9a. Lei: Quando dois cursos d’água vizinhos nascem do mesmo lado de uma encosta um contraforte ou uma garupa se lança entre os dois e os separa. Na interseção da linha de crista desse contraforte com a linha de crista principal existe um ponto culminante.

10a. Lei: Se um curso d’água se divide em muitos ramos sinuosos e forma ilhas irregulares, pode-se concluir que o vale é largo e a linha de aguada tem pouca inclinação. Se, ao contrário, existe um único canal, pode-se concluir que o vale é estreito e profundo e a linha de aguada é bastante inclinada

(27)

MÉTODOS PARA A INTERPOLAÇÃO E TRAÇADO DAS CURVAS DE NÍVEL

Com o levantamento topográfico altimétrico são obtidos diversos pontos com cotas/altitudes conhecidas. A partir destes é que as curvas serão desenhadas. O que se faz na prática é, a partir de dois pontos com cotas conhecidas, interpolar a posição referente a um ponto com cota igual a cota da curva de nível que será representada. A curva de nível será representada a partir destes pontos.

(28)

1. MÉTODO GRÁFICO

A interpolação das curvas baseia-se em diagramas de paralelas e divisão de segmentos. São processos lentos e atualmente pouco aplicados.

a) Divisão de segmentos: O processo de interpolação empregando-se esta técnica pode ser resumido por:

- Inicialmente, toma-se o segmento AB que se deseja interpolar as curvas. Pelo ponto A traça-se uma reta r qualquer, com comprimento igual ao desnível entre os pontos A e B, definido-se o ponto B´. Emprega-se a escala que melhor se adapte ao desenho.

(29)

Marcam-se os valores das cotas sobre esta reta e une-se o ponto B´ ao ponto B. São traçadas então retas paralelas à reta B´B passando pelas cotas cheias marcadas na reta r. A interseção destas retas com o segmento AB é a posição das curvas interpoladas.

(30)

2. MÉTODO NUMÉRICO

Utiliza-se uma regra de três para a interpolação das curvas de nível. Devem ser conhecidas as cotas dos pontos, a distância entre eles e a eqüidistância das curvas de nível.

Tomando-se como exemplo os dados seguintes: sabe-se que a distância entre os pontos A e B no desenho é de 7,5 cm e que o desnível entre eles é de 12,9m. Deseja-se interpolar a posição por onde passaria a curva com cota 75m.

(31)

É possível calcular o desnível entre o ponto A e a curva de nível com cota 75m:

DN = 75m - 73,2 = 1,8m

Sabendo-se que em 7,5 cm o desnível entre os pontos é de

(32)

No traçado das curvas de nível, os pontos amostrados podem estar em formato de malha regular de pontos. Neste caso, as curvas de nível são desenhadas a partir desta malha. A seqüência de trabalhos será:

- definir a malha de pontos;

- determinar a cota ou altitude de todos os pontos da malha; - interpolar os pontos por onde passarão as curvas de nível; - desenhar as curvas.

(33)

Quando se utiliza este procedimento aparecerão casos em que o traçado das curvas de nível em uma mesma malha pode assumir diferentes configurações (ambigüidade na representação), conforme ilustra a figura seguinte. Nestes casos, cabe ao profissional que está elaborando o desenho optar pela melhor representação, bem como desprezar as conceitualmente erradas, como o caso da primeira representação na figura abaixo.

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3. MÉTODO COMPUTACIONAL

Para este caso, utilizaremos as aulas laboratoriais que nos darão a metodologia para criar mapas de declividade através do software SURFER.

• Link para download grátis do software SURFER.

http://www.softpedia.com/get/Multimedia/Graphic/Graphic-Others/Surfer.shtml

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EXERCÍCIOS

1. Determine a declividade entre dois pontos, em porcentagem e em valores angulares, sabendo-se que a cota do primeiro ponto é 471,37m e a cota do segundo ponto é 476,77m. A distância horizontal entre eles é de 337,25m.

2. Qual deve ser a cota de um ponto B, distante 150m de um ponto

A, sabendo-se que o gradiente entre eles é de –2,5%.

3. Calcule a declividade com os dados seguintes: leitura ré = 0,5m; vante 3,5m; DH = 10m.

4. Comente sobre as leis do Modelado terrestre

5. Comente sobre a sequência de trabalhos para a interpolação de curvas de nível.

6. O que vem a ser declividade entre pontos? A definição está ligada diretamente à quê?

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6. Dadas as curvas de nível e os pontos A, B, C e D, pede-se: a - O espaçamento entre as curvas de nível (eqüidistância); b - A cota dos pontos A, B, C e D;

c - A distância AB;

d - Traçar o perfil da estrada entre os pontos C e D.

Referências

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