• Nenhum resultado encontrado

SOCIEDADE LIMITADA HISTÓRICO

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "SOCIEDADE LIMITADA HISTÓRICO"

Copied!
5
0
0

Texto

(1)

1 SOCIEDADE LIMITADA

 HISTÓRICO

∙ Decreto-lei nº 3.078/19: em princípio, era regulada por este decreto, mas foi revogada.

∙ Código Civil, arts. 1.052 e 1087: atual regulamentação

Antes possuía o nome de “sociedade por cotas”. Depois que se passou a adotar a teoria da empresa, o nome passou a ser “sociedade limitada”.

 LIMITES DA RESPONSABILIDADE DOS SÓCIOS ∙ Art. 1.052, CC.

A responsabilidade dos sócios será limitada, ou seja, restrita ao valor das quotas, mas será solidária pela integralização do capital. Havendo dívidas da sociedade e estas não sendo cobertas pelo seu patrimônio, o sócio responde com seu patrimônio.

 RESPONSABILIDADE ORDINÁRIA DOS SÓCIOS

Ordinariamente os sócios respondem pela integralização de sua contribuição na constituição do capital social. A subscrição pode ser realizada a vista ou em parcelas iguais vencíveis em certo prazo. No caso de atraso ou inadimplência do sócio, procede-se nos termos do art. 1.004 do Código Civil, que diz que “Os sócios são obrigados, na forma e prazo previstos, às contribuições estabelecidas no contrato social, e aquele que deixar de fazê-lo, nos trinta dias seguintes ao da notificação pela sociedade, responderá perante esta pelo dano emergente da mora.”

I - Responsabilidade pessoa pela integralização;

II - Responsabilidade solidária pela integralização de todo capital social;

III - Responsabilidade pela retirada da sociedade estando integralizado: Se o capital estiver integralizado quando do evento falimentar, os sócios que tenham se retirado a menos de 2 anos ficam responsáveis, solidariamente com os sócios admitidos, pelas obrigações que tinham como sócios. O sócio poderá se eximir de tal obrigação se:

(2)

2 b) os credores, a época, consentiram expressamente com a sua retirada;

c) esses mesmos credores realizaram novação ou continuaram a negociar com a sociedade.

III - Responsabilidade pelo ingresso: O sócio que ingressa em caso de aumento de capital ou por seção de cotas fica sujeito a responsabilidade ordinária desse tipo societário, a partir da data de ingresso (com o registro). Será solidário com todos os outros pela integralização de todo o capital social, e, especialmente, com o sócio cedente, pela integralização das cotas adquiridas.

 LEGISLAÇÃO APLICÁVEL ∙ Código Civil;

∙ Lei das Sociedades Anônimas - 6.074/76, pelo art. 1.053, par. único: “O contrato social poderá prever a regência supletiva da sociedade limitada pelas normas da sociedade anônima.”

 INGRESSO DE INCAPAZES

O menor pode prosseguir na qualidade de sócio em virtude da sucessão por morte do titular da quota, mediante suprimento judicial e por meio de representante devidamente assistido.

Entretanto, em relação a sua participação nas sociedades limitadas, a doutrina diverge.

Segundo Ricardo Negrão, o ingresso e permanência de menores em sociedades limitadas dependem das seguintes condições:

∙ as quotas de todos os sócios devem estar inteiramente integralizados;

∙ as quotas de todos os sócios permanecerão, obrigatoriamente, integralizadas em sua totalidade enquanto os menores permanecerem na sociedade e os aumentos de capital devem ser integralizados no ato de sua ocorrência;

os sócios menores não poderão exercer a administração da sociedade, porém poderão fiscalizar e deliberar.

(3)

3  CAPITAL SOCIAL

Na sociedade limitada o capital social divide-se em quotas, iguais ou desiguais, cabendo uma ou diversas a cada sócio.

O Brasil afastou tendências do direito comparado:

∙ não estipula um valor pré-determinado para as quotas, mínimo ou máximo; ∙ não há exigência da integralização inicial de certo percentual do capital total; ∙ não fixa qualquer prazo para a sua efetiva integralização;

∙ não exige um capital mínimo para a constituição da sociedade.

 Natureza personalística ou capitalista da sociedade limitada: Se a sociedade estipula que para a estipulação de quotas deve-se ter autorização dos sócios - tem caráter personalíssimo.

 Teoria da impenhorabilidade das quotas sociais: Com o advento da teoria da empresa, passa-se a questionar a penhorabilidade das quotas - o STJ entende que pode ocorrer ambos.

 A penhora das quotas na jurisprudência do STJ: Se for impenhorável - nas sociedades limitadas, mesmo se forem de caráter personalíssimo, poderão ser penhoradas.

Hoje é possível a penhora das quotas, porque o sócio tem direito a participação nos lucros (o entendimento ainda não foi consolidado).

STJ entende que há possibilidade de penhora das quotas sociais - há uma dissolução parcial, pois essa parte das quotas (após feita a estimação de valores) vai para os credores.

 A ADMINISTRAÇÃO SOCIAL

 Sócio: é o administrador, eleito no Contrato Social. Em geral é aquele que tem o maior capital social. A solidariedade deve ser analisada de acordo com o tipo de administração (disjuntiva ou conjunta), conforme previsão no contrato social.

 Terceiro - decisão unânime ou ¾ do capital: O terceiro que não seja sócio, pode ser nomeado. Se o capital não estiver integralizado, depende de unanimidade dos sócios. Se estiver integralizado, depende do quorum mínimo de ¾ do capital social.

(4)

4 Conforme o art. 1062, § 2º da Lei nº 10.406/2002, é requerida a nomeação do administrador no registro competente, mencionando, entre os dados básicos do administrador, seu estado civil, deixando bem clara a intenção do legislador em considerar como administrador somente pessoas físicas.

Por não haver disposição expressa a esse respeito para a sociedade limitada, deve-se aplicar o art. 1.053 do Código Civil o qual determina que nas omissões do Capítulo IV (da sociedade limitada), aplicam-se as normas da sociedade simples.

Uma vez que as sociedades simples somente poderão ser administradas por pessoas naturais, as sociedades limitadas também devem adotar a mesma postura, por conta da regência supletiva. O mesmo entendimento caberia caso aplicássemos a regência supletiva à Lei das S/A.

 NOMEAÇÃO E REMUNERAÇÃO

Se dá pelo contrato social (sócio), ou em ato separado (no caso de terceiro). Neste último deverá ter documentos em apartados, e registrados na Junta Comercial.

A remuneração pelo trabalho desenvolvido: é estabelecida no contrato. Terceiro será remunerado também. No contrato social pode haver o valor, se não tiver, deve ser estabelecido entre os sócios, em reunião.

A fixação do valor será no contrato social, ou por deliberação.

 DESTITUIÇÃO OU RENÚNCIA

 Administrador não sócio - deliberação dos sócios, por mais da metade do capital.  Administrador sócio - 2/3 do capital, salvo outras estipulações: para destituir o adm. Sócio, precisa de 2/3, caso contrário, se houver estipulação no contrato social, segue este.

 Destituição e renúncia precisam ser averbadas na JUCEG: se ocorrer a destituição, deve-se nomear outro administrador. Pode-se pleitear a destituição judicialmente quando for verificado que o sócio está prejudicando a sociedade.

 CONSELHO FISCAL

É composto de 3 pessoas, no mínimo, sócios ou não sócios, eleitos em Assembléia Ordinária.

(5)

5 São atribuições do Conselho:

∙ Examinar, pelo menos trimestralmente os livros e papéis da sociedade e o estado do caixa, devendo os administradores ou liquidantes prestar-lhes as informações devidas.

∙ Lavrar o livro de atas e pareceres dos exames mencionados;

∙ Exarar parecer anual sobre os negócios e operações sociais, tomando por base o balanço patrimonial e de resultado econômico.

∙ Denunciar os erros, fraudes ou crimes que descobrir, sugerindo providências úteis a sociedade.

∙ Convocar a assembléia dos sócios sempre que ocorra motivo grave ou urgente. ∙ Praticar esses mesmos atos durante a liquidação da sociedade.

 Condições pessoais:

Qualquer pessoa capaz, idônea, no gozo da administração de seus bens pode exercer as funções no conselho fiscal.

O contrato social pode fazer-se regular, neste aspecto, pelas normas da sociedade anônima, exigindo-se do conselheiro o curso universitário, ou que tenha exercido pelo prazo mínimo de 3 anos, cargos de administrador da empresa ou de conselheiro fiscal (art. 162, da lei 6.404/76). É vedado o exercício das funções por:

∙ A pessoa condenada as penas mencionadas no art. 1.011, CC. ∙ Membro da administração da sociedade ou controlada por ela.

∙ Empregados da sociedade ou de empresas contratadas pela sociedade. ∙ Cônjuge ou parente até o terceiro grau dos administradores da sociedade.

Referências

Documentos relacionados