Ocorrência do colapso na secagem da madeira de Eucalyptus grandis e Eucalyptus saligna
Texto
(2) Ficha catalográfica preparada pela Seção de Livros da Divisão de Biblioteca e Documentação - PCAP/USP Cavalcante, AnÍzio de Araújo L, C376o Ocorrência do colapso na secagem da madeira de Eucalyptus grandis e Eucalyptus saligna. Piraci caba, 1991. 76p. ilus. Diss. (Mestre) - ESALQ Bibliografia. 1. Madeira de eucalipto - Secagem - Colapso I. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Pi racicaba CDD 674. 1.
(3) i. OCORRENCIA DO COLAPSO NA SECAGEM DA MADEIRA EucALVPTUS. GRANDIS. E. EUCAL VPTUS. DE. SAL I GNA.. ANlZIO DE ARAúJO CAVALCANTE. APROVADA EM: 19/04/91. Comissão Julgadora. Prof. Dr. Ivaldo Pontes Jankowsky. ESALQ/USP. Prof. Dr. Luiz Ernesto George Barrichelo. ESALG/USP IPT/USP. Drª João Peres Chim-elo. Prof. Dr. Ival. Orientador.
(4) ii. Aos meus pais Mário (in memoriam) e Helena a quem devo amor e dedicação pela determinação com que conduziram minha formação espiritual e profissional.. Aos meus irmãos Olinto e Clarice, ofereço.. "Pela inspiração espiritual que induz ao trabalho permanente, a despeito de todos os riscos, sacriflcios e insucessos, na esperança de um mundo melhor".. MARIA,_MÃE_DE_DEUS.
(5) iii. Ã minha esposa. 'R~NEILI'. pelo amor, amizade e compreensão.. aos meus filhos Anizio Junior, Silvia Helena, Mário Gadelha e Ana Clarissa, por um mundo melhor no futuro,. dedico.
(6) LV. A G R A D E C I M E N TOS. o. autor agradece a todos aqueles Que, de uma. forma ou de outra, contribuiram. para. a. realização. deste. tr',"",balho, e em particular: ,""--.. Prof. Dr. 2~timulo,. Ivaldo. Pontes. pela. Jankowsky,. orientação,. amizade, companheirismo e paciência;. Ao Instituto. de. Tecnologia. da. AmazÔnia. pela. UTAH,. oportunidade da realização do curso; Ã. Coordenação de. Superior através. Aperfeiçoamento. CAPES, do. pela. Programa. de. concessão. Institucional. Pessoal. de. Ensino. bolsa. de. estudo. de de. de. Capacitação. Docentes-PICD; Aos docentes do Departamento de Ciências. Florestais. pelo. incentivo, em especial aos Prof.Dr. Mário Tomazello Filho, Prof.Dr. José Nivaldo Garcia pelas. sugestôes. e. Prof.Dr.. Hilton T. Z. do Couto pela orientação estatística; Ao Dr. W.G. I(auman e Dr. Alain Mariaux pelas contribuições e sugestões; Aos funcionários do LCF/IPEF pelo apoio e. em. Benedito. Maria. M.S~. Leite~. Milton C. Ribeiro e. Marialice Luis. Poggiani~. Eduardo. Facco. pelo. especial. a. Rizzato, apoio. na.
(7) v. execução do trabalho; Ã EUCATEX S.A. pela concessão. desenvolvimento. do. trabalho,. do. material. em. utilizado. especial. no 09. aos. Eng--. Florestais Osmar Beig e Marcos Alexandre. Ao Eng.Florestal Tsuyoshi Okuno, pela tradução de. artigos. em japonês; Aos amigos do curso de. Pós-graduação,. Narciso. da. Silva. Cardoso, Márcio Roberto Gaiotto, Jaime Tadeu França, Raimundo Passos e demais colegas pelo estimulo d~senvolvida. !~. pessoas. e. José. amizade. durante o curso; que. colaboraram. para. a. realização. trabalho e tiveram seus nomes aqui omitidos.. deste.
(8) c. o. N. T. E. u. D. o. LISTA DE FIGURAS. vii. LISTA DE TABELAS. viii. PF.SUMO. xi. SUi'IMARY 1~. xiii. INTRODUÇÃO. 2= REVISÃO DE LITERATURA. 1. ...--. 2.1m Permeabilidade e Densidade. 6. 2.2e Tensão Capilar e Tensão Hidrostática. 9. 2.3. Mecanismo do Colapso. 13. 2.4. Métodos de Prevenção. 16. 2.5. Métodos de Recuperação. 19. 3= MATERIAIS E MÉTODOS. 22. 4. RESULTADOS E DISCUSSÁO. 34. 4.1. Quantificação do Colapso. 34. 4.2= Propriedades Fisico - Mecânicas. 38. Comparação entt-e Espécies 4.4. Comparação entre Tratamentos. 45 51. Comparação entre Secagens 4. 6~. Comparação entre Tábuas. 4.7 Efeito do Condicionamento. 57 61. 5. CONCLUSõES E RECOMENDAÇõES. 65. 6. LITERATURA CITADA. 67.
(9) I. ••. V11. LISTA. N~. 1. FIGURAS. DE. Titulo a) Liquido de capilar úmido b) Liquido de capilar não úmido. 2. Ilustra. a. evaporação. de. 10. água. livre. na. madeira (Original de 5KAAR, 1972). 3. Esquema demonstrativo a ser. 16. avaliação do colapso (dimensões em 4. Localização e forma. dos. na. empregado. corpos. em).. de. 24. prova. (dimensões em em). 5. 25. Tanque onde realizou-se os tratamentos. T1?. T2 e T3. 6. 26. Ferramenta. utilizada. processo. no. de. incisamento. 7. Esquema. 27. utilizado. na. determinação. da 28. permeabilidade da madeira.. S. Estufa Hildebrand 51." 52 e. 9. Esquema. utilizada. nas. secagens 30. 53.. demonstrativo. colapso,. adaptado. da. medição. de. do. Terazawa. (1965), segundo BRANDÃO, (1989). 10. Variação. do. tratamentos do E. 11. Variação. do. tratamentos do E.. colapso. nos. 31. diverSOS. sa.l. igna. colapso erandis. 49. nos. diverSOS 49.
(10) DE. LISTA. TABELAS. Ti tulo. pg. 1. Condições e tempo de tratamento.. 27. 2. Condições de secagem a Que foram submetidas. ~,. 29. as amostras. 3. Condiçoes de secagem. retrações. e. normal. e. Quantificação. das. para. os. colapsada. 35. eucaliptos. 4. Análise geral da. variância. do. indice. do 36. colapso para as espécies estudadas. 5. Análise geral das médias do indice. do. colapso9 através do teste Tukey aos. niveis. de 1% e 5% de probabilidade. 6. Valores. médios. da. densidade. em. básica. 39. função dos diferentes tratamentos. 7. Análise. da. variância. aplicada. aos 39. resultados da densidade básica. 8. Análise. geral. de. médias. da. através do teste Tukey. básica~. densidade aos. niveis 40. de 1% e 5% de probabilidade. 9. Valores médios da permeabilidade em. função 40. dos diferentes tratamentos. 10. Análise. geral. da. variância. da. 41. permeabilidade para as espécies estudadas. 11. Análise geral de médias. da. permeabilidade. através do teste Tukey aos niveis de. 1%. e 42. 5% de probabilidade. 12. Valores médios da resistência a. compressão. verde. diferentes. e. seca. tratamentos.. em. função. dos. 43.
(11) x. condicionamento, através do teste Tukey aos níveis de 1% e 5% de probabilidade 24. Análise de médias da. densidade. 58. básica. em. função da tábua, através do teste Tukey aos niveis de 1% e 5% de probabilidade Análise. de. médias. da. permeabilidade. função das tábuas, através do aos niveis de 1% e 26. Análise da. 58. teste. as. correlação duas. Tukey. 5% de probabilidade entre. a. densidade. básica, permeabilidade e indice do para. em. espécies. de. colapso. eucaliptos. estudadas .. :.~I. 60. Análise da regressão linear simples entre a densidade básica e o índice do. colapso. em 60. função das espécies. Avaliação. do. índice. do. colapso. grandis antes (A) e depois (D) do. em. E.. processo 62. de condicionamento .. 29. Avaliação sa~igna. do. antes. indice (A). do. e depois. de condicionamento... colapso (D). do. em. E.. processo 63.
(12) Xl.. OCORRENCIA. DO. EUCALVPTUS. COLAPSO. NA SECAGEM DA E. GRANDIS. MADEIRA. EUCALVPTUS. DE. SALIGNA. Anizio de Araújo Cavalcante. Autor~. Ivaldo Pontes Jankowsky. Orientador~. Resumo Foram estudados. diferentes. prevenção do colapso por ocasião da estufa da madeira de EucaLyptus Os métodos. tratamentos. secagem. ar. e. em. e E.saLigna.. ~randis. presente. estudo. fwiam realizados com o uso da solução de cloreto de. amônio. (NH Cl), na 4. empregados. ao. na. concentração. temperaturas. de. 100°C. de. no sendo. executados. às. as. amostras. não. solução~. enquanto. nos. 5g/1,. amoniacal}~. (vapor. (solução amoniacalj. No primeiro. método~. entraram em contato direto. a. com. outros dois as amostras foram submersas na solução. Um outro método utilizado foi o das. amostras~. apro)~imadamente. Foram. incisamento. pequenos. feitos. 1,0cm de comprimento por. O,5. sulcos. de. a. de. 0,Bcm. profundidade, em ambas as faces e no sentido da grã, com. a. finalidade de melhorar a evaporação da água livre. Além amostras. sem. destes. nenhum. tratamento. utilizadas. foram. métodos. anterior. secagens,. às. compondo o grupo das testemunhas. Após. aplicação. realizadas secagens em. estufa. dos e. ao. foram. tratamentos, ar. livre.. Para. secagens em estufa, foram utilizadas temperaturas de. as. 30°C,. 45°C e 60°C, todas com umidade relativa de 80%, visando não provocar. uma. secagem. superficial. muito. rápida,. favoreceria a ocorrência do colapso. A secagem ao ar foi realizada nas dependências do Laboratório. de. que livre. Ciências. Florestais da ESALQ com duração aproximada de 45 dias..
(13) xi i. As duas espécies foram analisadas ocorrência e. Quantificação. do. colapso apresentado pelo E. encontrado. para. o. colapso.. erandis. E.. Notou-se. foi. menor. talvez. tratamentos com cloreto. de. em. que. amónio~. quanto. do. à. que. o. que. o dos. função. retiraram. algum. extrativo ou por esta espécie apresentar menor tendência ao colapso quando comparado ao E.. A temperatura. saLigna. mostrou. ser. um. fator decisivo no aparecimento do colapso, uma vez. que. os. aumento. da. maiores indices de colapso. de. secagem. apareceram. com. o. temperatura. Tanto. erandis. E.. o. como. ffiGstraram o mesmo nível de permeabilidade dGS. tratamentos. sal iena. antes. demonstrando que. químicos~. E.. o. os. e. depois. mesmos. não. fw.am eficientes em aumentar a evaporação da água livrec A. interação. entre. índice. do. colapso. e. densidade básica entre as árvores das duas espécies mostrou que para o E.. houve. saliena. uma. significativa ao nível de 1% de que. pet-mi te. e>:pressar. a. correlação. negativa. probabilidade.. intensidade. do. e. equação. A. colapso. a. é. seguinte:. I.C (%) = 0,855998. 0;0451.31. }; Densidade bási.ca. Não foi notada nenhuma correlação entre o índice do colapso e as outras variáveis estudadas. Após. as. secagens. foi. executado. condicionamento à 80°C e umidade relativa superior por 8 horas. Após esta fase, notou-se que o E.. um. a. 80%,. realizou-se outra análise onde. sali.ena apresentou. recuperação desse defeito, apesar. melhor. de. ter. resultado mostrado. de. maior. índice do colapso antes do condicionamento. Notou-se pelos. tratamentos. que. os. preventivos. resultados não. foram. diminuir ou eliminar o colapso.. o. melhor método encontrado para a. recuperação. colapsadas.. apresentados eficazes. condicionamento das. foi. em o. madeiras.
(14) Xl.. COLLAJ=>SE INCIDENCE IN THE DRYING OF EUCALYPTUS. i i. EUCAL YPTUS GRAND J SANO. WOODS. SALIGNA. Authorg Anlzio de Araújo Cavalcante Adviser: Ivaldo Pontes Jankowsky. Summary. Five. different. treatments. pi~~ention. during the kiln dryin9 Df. E.. woods were studied.. sa~iena. The (NH-tCl ). ~. methods. Euca~yptus. utilizing. wi th concentration of 59/1. 100°C (vapor), 75°C and 50°C. ~. collapse. for. erandis ano. ammonium. was. (solution) =. carried. out. In. highest. the. temperature the samples were exposed to. ammoniaca1. whi1e in. the. the. Dther. two. temperatures. at. vapor~. samples. were. immersed in the ammoniacal solutione Another proeedure was the with ineisions Df 1,121 cm 10ng and 0,5 to. incising 0~B. two sities Df wood samples, following the The objective was to. improve. its. method,. em deep in the. grain. direction.. capillarity. and. water. evaporation= The 1ast group Df samples was. the. control,. without any treatment before drying= Fo110wing treatment was air ano kiln dried= were avoid. .".~Oe ~w ~. fast. "coe. 4~. application~. the. In the kiln drying the temperatures. . , ",0,-.. ano. O~. L, with 80% of relative humidity. superficial. possibility Df co11apse. wood. drying. and. oecurrence#. to The. minimize air. drying. to the was. realized at shade and i t took 45 days to reach 12% moisture content=.
(15) xiv. The. l:WO. species were analised in relation to. occurrence and intensity of. Comparing. collapseo. toe. two. species, i t was showed that collapse was more intense in E. saLigna than in E.. grandis.. The. tirying. temperature. showed. to. be. a. tiecisive factor with the collapse intensity increasing with drying temperatureo E.. grandis and E.. showed. saLigna. perme,ability, regarding that alI the. the. treatments. same. were. not. efficient to improve the capillarity and water evaporation. The. interaction. between. collapse. basic density anti permeability were examined through linear regression analysis= linear correlation cüllapse index. and. lt was fauno at. 1%. basic. a. leveI. significant. of. density. negative. probability. E.. for. between. saL iena.. The. equation for collapse intensity is the following: Col Lapse index = 0,855998 -. 0,045131 >: Basic densi ty. There were no correlations between collapse intie>:. ano. alI. otoer variables studied. After orying toe SWoC and relative oumidity Df. wood. 80%. was. or. conditioned. higher. tiuring. at 80.. Following this phase, other analysis showed that E.. saLigna. had the better collapse. species. recovery,. although. this. showed toe greatest collapse index before conditioning. Toe. results. presented. by. treatments were not effective to decrease or the collapse. The. conditioning. recuperate collapsed woods.. was. toe. preventive to. best. eliminate method. to.
(16) • .1.. 1. INTRODUCAO. ,. A madeira!, material. orgânico. de. estrutura. complexa e heterogênea, é altamente higrosc6pica ou incha de acordo com a variação de umidade do. e. retrai. ambiente~. Essa troca de água entre o material e o meio ambiente é de suma importância, porque esse fenômeno outras. propriedades. da. o. madeira.. que. regem. afeta. conhecimento. estes. mecanismos. fisicos. importante. no comportamento da madeira em muitas fases. seu processamento, como a secagem. fenômenos. é. dos muito do. racional~. A umidade da madeira quando recém cortada elevada, o que de imediata.. Sendo. certo a. modo. influi. resistência. na. da. proporcional ao seu teor de umidade,. sua. madeira o. seu. é. utilização inversamente. processamento. final s6 deve ser efetuado com umidades inferiores a 20%. Dentre os diversos beneficios decorrentes da secagem artificial da madeira antes da sua transformação em produtos, destacam-se a. redução. na. sua. higroscopicidade. (JANKOWSKY, 1985) e a redução da movimentação dimensional a contribuindo. limites aceitáveis (GALVÃO e JANKOWSKY, 1985). de forma significativa na melhoria da qualidade do. produto. final. Contudo, o processo provoca o aparecimento. de. tensões. de. secagem. internas. resultantes de contrações diferenciadas, em defeitos que defeitos. desqualificam. destaca-se. o. o. colapso!,. retração anormal da madeira e. que. artificial na. madeira!,. podendo. resultar. material.. Dentre. caracterizado ocorre. muito. esses. por mais. uma em.
(17) .2.. função de caracteristicas fisicas e anatômicas. da. própria. O fenômeno da retração é geralmente. baseado. madeira do que em função do processo de secagemc na combinação. das. contrações. lineares. manifestadas. direções tangencial, longitudinal e radial.. Apesar. colapso. de. e. contração. não. ocorrem. dentro. condição morfológica. Enquanto a contração. mesma. envolve. a. ponto. de. visivel. da. deformação das células e ocorre sempre abaixo do saturação das fibras, o colapso altera a forma. disso,. uma. não. nas. madeira e, em geral, ocorre durante a movimentação da. água. capilar. A ocorrência do colapso durante um de ::iecagem é um fator rlp~J":écnicas -J~. limitante para não permi'tir a. aceleradas de secagem, devido. movimentação. estrutural. e. a. a. conseqüente. complexa do problema for neutralizada ou contornar. processamento disso,. o. de. um. dos. diversas. presente. trabalho. visou. de. de. perda a. natureza será. minimizaria, obstáculos. principais espécies. adoção. sensibilidade. Deve-se ainda considerar Que se possivel'. processo. madeiraa. Diante. diferentes. estudar. técnicas Que permitam neutralizar as tensões causadoras colapso,. resultando. na. possibilidade. aproveitamento de diversas madeiras. ao. de. consideradas. do. melhor como. baixa Qualidade devido à alta incidência desse defeito.. de.
(18) 2. REVISAO DE LITERATURA.. o causar. processo. contrações. deno~inado. secagem. anormais,. de. madeiras. caracterizando. um. isso,. SKAAR. que é necessário. (1972). entender. e. perda. CHAFE. como. pode. defeito. colapso, que se desenvolve por ocasião da. da água livre. Por ~sr.l,';\.r::.ecem. de. (19B6b). ocorrem. essas. contrações para uma compreensão melhor na sua prevenção recL~peração. • Colapso é o esmagamento in'terno. das. fibras. em folhosas e traqueideos em coniferas. Em células de e. de. ou. parênquima. axial. expon taneamen te , mas. não. podem. ocorrem. ser. colapso. o. distorcidos. vaso. pela. tensão. associada das fibras ou dos traqueideos (KUO e ARSANBRI6HT, 197B) • O colapso também pode ser verificado papel,. durante. um. processo. em. secagem. de. folhas. da. de. celulose. (WEATHERWAX, 1977) • O tangencial. e. colapso. pode. é. Na. freqüente. na. direção. devido. a. fatores. desenvolver-se. relacionados com a própria secagem.. mais madeira. primeira,. e/ou. ao. ocasionado. processo. da ultra estrutura. da. parede. árvores, etc.(KININMONTH, 1986). Na segunda, está. 1971. celular, e. associada. arranjos. variabilidade. 1973; a. pela. talvez. permeabilidade, densidade, tamanho, proporções ou. de. ILIC. condições. temperaturas nas fases iniciais da secagem madeiras de baixa permeabilidade (FREITAS e. em. de. HILLIS,. e. de. altas. estufa,. PONCE,. de. 1979) ,. além da umidade relativa e duração da secagem. Infelizmente, sérios problemas que afetam. a. qualidade e utilização de uma essência madeireira, como por.
(19) ·'4.. exemplo o eucalipto, são as. características. desfavoráveis. na sua utilização nas indústrias de processamento mecânico, como as tensões de crescimento (BOVD, 1950), contrações por ocasião da secagem, colapso e fibras reversas (FAO,. 1981).. Kauman (1958) citado por SIAU (1971), encontrou que para madeira de Eucalyptus reenans. as tensões. de. fatores significativos para o aparecimento. secagem. do. tensão capilar foi reconhecida, contudo, como causa.. A. intensidade. do. colapso. espécies do mesmo gênero (TINTO, procedência, e aparenta. ser. varia. 1957),. mais. são. colapso. a. em. A. principal diferentes. como. severo. a. também. em. sua. árvores. de. eucalipto desenvolvidas em locais alagados (KAUMAN, 1988)1. A. nível. aberturas. as. anatÔmico,. . pfl'1bJ<?ções nas paredes das fibras são uma das causas capilares. i";::,l,:~,c':;-!:madas. pequenas. Aberturas. das pelas estão. com a baixa permeabilidade da madeira e a aI ta podendo. ser. colapso. está. agravada. pelo. processo. de. secagem~. o quantidade aparentemente. também. extrativos. de. obstruem. as. dificultando o movimento WELLWOOD, 1976).. Além. na. madeira". ar mais. nas. a. que. pontuações, células. MEVER. esclarecem que apesar dos extrativos. com. visto. aberturas. do do. relacionado. (BRAMHAL. BARTON. &. terem. &. (1971),. influência. na. formação do colapso, não foi possível avaliar em definitivo a importância dessas substâncias na ocorrência. do. em Thuja plicata Donn. Estes resultados. confirmados. foram. defeito. por ERICKSON (1968) que descreveu a relação entre colapso e extrativos para a mesma espécie. Liquidambar. styraciflua. apresenta. colapso. mais constante em regiões escurecidas, onde estão presentes maiores quantidades de extrativos (HART,. 1984) ,. indicando. que estas substâncias obstruiram as pontuações.. (1) KAUMAN, W.G.. (CTB - Centre. Comunicação pessoal, 1988.. Technique. du. Bois,. Paris).
(20) .5.. Em uma recente. análise. de. distribuição. e. interrelacionamento do colapso e extrativos em eucaliptos e outras espécies, CHAFE (1986a) demonstrou que a relação cv = PSF x P. (1). onde cv = contração volumétrica, 1.; PSF = ponto de saturação das fibras,1.; p. "";;. = densidade básica,. em descrever a razão cvlp, para os eucaliptos.. é inexata. Isto mad~i.r_as lUffií2. g/cm~.. também. sugere. que. com baixa densidade básica. contração. envolve. considerando. (·CHAFE , 1 986a) ,. a. que. em. contraç:ão. a. sua. do. expansão. aCDmpanhe a contração em madeiras de alta densidade básica. Tal mudança no volume do lume pode ser modificada, contudo, ·pela presença de extrativos (CHAFE, 1987a). Essa. contração. do lume pode ser entendida como colapso, pois de acordo com SKAAR (1972),. a. mudança. dimensional. acompanhada pela movimentação especifico. aparente. da. do. água. na. lume,. madeira devido. adsorvida. não· é. o. volume. aumentar. com. o. aumento do teor de umidade da madeira. Enquanto volumétrica e densidade. a. básica. nos. condicionamento é dependente da outras espécies de folhosas a. contração. entre. relação. eucaliptos. presença contração. do. antes. do. colapso,. em. volumétrica. correlacionada positivamente com densidade básica. está. antes. depois do condicionamento (CHAFE, 1986a). É sustentado CHAFE (1987a) que o alto teor de extrativos pode. ser,. pelo. menos. parcialmente,. estabilidade relativa da contração. em. por. eucaliptos pela. responsável. volumétrica. e. depois. do. estudaram. os. condicionamento. Diversos autores. brasileiros. problemas de colapso de madeira quais FREITAS. e. de. eucalipto,. PONCE (1979) e Galvão (1976) e. dentre. Laboratório. de Tecnologia da Madeira da Universidade Federal do (1980). citados. por. SANTINI. &. TOMASELLI. os. (1980) ,. Paraná sem.
(21) .b. entretanto haverem analisado. as. alterações. na. estrutura. anatÔmica da madeira. CAVALCANTE & iniciando a. pesquisa. a. TOMAZELLO. nivel. F~. (1988),. anatômico,. analisaram. alterações anatômicas das espécies Cedrela sp e 8 randis devido a. ocorrência. do. talvez. colapso. as. Eticalyptus ocasi~o. por. da. secagem. Concluiram que os elementos com maiores distorções foram os vasos e os parênquimas radial células. foram. deformadas. em. e. marginal.. consequência. Essas. de. forças. desenvolvidas durante o colapso, as quais segundo WILKES WILKINS (1987), 2.i~. s~o. e. restritas as fibras nas angiospermas.. Permeabilidade e Densidade. A permeabilidade da vát'.ios estudos,. pois. sua. importância. ligada ao processamento da madeira. difus~o. madeira. é. está. Pouco. diferirem. mediç~o. de. estritamente. se. da umidade e aumento no fluxo de água. devido os métodos de. assunto conhece na. da. secagem,. co~sideravelmente. (CHOONG et alii, 1974; SIMPSON, 1976b). Por. ocasi~o. de um processo de. existe um periodo em que a quantidade de água. secagem,. capilar. que. chega à superficie é menor do que a quantidade de água. que. se evapora dela, provocando um gradiente de. umidade.. gradiente é uma funç~o da permeabilidade da. madeira. Este e. do. tempo de secagem. A permeabilidade pode ser. definida. como. a. medida da facilidade de escoamento de um fluido através. de. um material poroso (SIAU, 1971). Normalmente,. de. o. fluxo. fluidos é governado pela lei de Darcy, ou seja:. K= G L / A (. ~p. ). onde: 3. ,K. =. permeabilidade, cm /cmaat.s;. G. = =. razão do escoamento, cm /s;. L. 3. distância em que é medido o fluxo, cm;. (2).
(22) ·7. A. = área. da. seç~o. do material perpendicular. direç~o. à. do. 2. fluxo, cm ; âP = diferencial de. press~o,. atm.. Porém, a equação de Darcy para ser a. madeira,. deverá. atender. aplicada. algumas. condições. básicas(JANKOWSKY, 1986), sendo as principais: a) fluxo viscoso e linear, de forma que a vazão volumétrica seja diretamente proporcional ao diferencial de. pressão. aplicado; b) fluido homogêneo e incompressivel; c) meio poroso homogêneo; d) não haja interação entre fluido e substrato'; e). .permeabilidade independente do comprimento da amostra na t.l:in=ç·~o. do fluxo • . Nota-se. que. as. possíveis. limitações. apresentadas pela madeira serão a composição heterogênea do meio poroso e uma interação entre fluido e substrato. Considerando. que. a. permeabilidade. atende. então, a vazão volumétrica (G) seguirá a,Lei de Poiseuille,. n r". N. =. G. 8. ~ (3). p L. onde. G. = vazão. N. =. volumétrica, cm9 /s;. números de. capilares. paralelos. e>üstentes. na. seção. transversal da amostra; r = raio médio do capilar, em; âP p. L. = diferencial de pressão, atm; = viscosidade do fluido, atas; = comprimento da amostra~ cm~ A. relacionada. às. permeabilidade aberturas. das. por. ser. pontuações. celulares e transporte de água na árvore,. condição. uma nas tem. paredes. importância. na movimentação da água capilar'(CHEN, 1975;FUMOTD et alii,.
(23) .8.. 1984). Por isso, é. importante. qualquer fator que procure feita. cuidadosamente.. autores. que. encurtar. Esse. a pesquisar a. saber fato. a. variação. secagem. tem. permeabilidade. a. deve. madeir~Dessa. da. 1981, 1983) e Pinus caribaea var hondurensis acelerar. a. secagem. velocidades de circulação de ar. é. a. elevadas,. PETTY,. (JANKOWSKY. HENRIGUEZ, 1981), tendo sido concluido que um para. ser. div~sos. motivado. forma, foi medida para Picea sp e Pinus sp (PALIN e. viáveis. de. dos. e. métodos. utilização. de. na. da. remoção. água calilar, desde de que a madeira seja permeável. Em um estudo. preliminar. tendência ao colapso da madeira ou. vaporizada. verificar. 7b,6°C. Contudo, após vários testes. não. ocasionaram. concluiram. empregado não acelerou a secagem. que. a. Libocedrus. de. KOZLIK (1989), most~aram. decurrens Torr., HOLMES e tratamentos a 100°C. para. que. os. colapso.. o. tratamento. nem reduziu a. quantidade. ou qualidade do colapso.. De igual. modo. BOONE. (1984),. estudando. comportamento de 12 espécies de folhosas em secagem a temperatura, concluiu que o defeito mais comum foi rachas internas e apenas o. Popu~us. para. o. alta todas. apresentou. de~toides. colapso. alii. (1972). forte interação na associação das. tens~es. NICHOLSON et. encontraram. uma. de crescimento. e. diversas propriedades de uma árvore de Eticalyptus. reenans,. como módulo de elasticidade, densidade. teor. lignina. Se a. densidade. pode-se dizer que as. é. uma. tens~es. básica. e. característica. de crescimento. às. condiç~es. herdável,. associadas. características da madeira podem ser uma resposta. às. genética. ambientais. A derivação de um valor. denominado. (mudança no volume externo da madeira durante. taxa. retração. inchamento por mudança no peso do volume associada à e seu. de. possível. uso. como. um. indicador. de. dimensional para os eucaliptos (CHAFE, 1986a, sido levado em consideração como. índice. de. R ou. água). estabilidade 1987a) ,. tem. qualidade. da. madeira (CHAFE, 1987b)a Enquanto a. densidade. é. um. indicador. bem.
(24) .9.. conhecido das propriedades da madeira, não o é satisfat6rio para os eucaliptos, especialmente com relação CHAFE (1987b) concluiu. que. a. alta. à. retração.. correlação. observada. entre durabilidade e densidade sugere que R daria. uma. boa. indicação da qualidade da madeira. 2.2. Tensão Capilar e Tensão Hidrostática.. Duas teorias procuram. explicar. o. fenômeno. colapso. Tiemann (1915), admitiu que para haver colapso era necessário que as células estivessem ocupadas com água a. presença. h~drostáticas. de. bolhas. de. ar,. provocando. tensões. S~amm. nos lumes celulares; enquanto. sem. (1946),. propôs que para uma peça de madeira úmida sujeita à secagem violenta existiria uma. perda. rápida provocando altissima. de. água. superficial. compressão. na. (CARVALHO, 1957). Em uma ampla análise do. parte. muito interna. colapso,. KAUMAN. (1964) conclui que a teoria da tensão capilar de Tiemann correta. Contudo ERICKSON (1968) esclarece que esta não é universalmente aceita para todos cepticismo é entendido quando se. os. ocorrência de bolhas de ar (HART et. teoria. colapsos.. considera. a. é. Este. natureza. e. 1974).. a~ii,. A caracteristica da tensão superficial existência de uma interface gás-liquido, como. a. é. por. exemplo. ar-água. Pode-se definir tensão superficial como a. energia. por unidade de área ou energia especifica. Devido a superficial, uma quantidade de liquido procurará menor área superficial possivel em contato vice-versa. Para aumentar-se a. área. de. manter. a. gás,. e. interface. é. com uma. tensão. o. preciso trabalho, e toda energia pode ser recuperada quando a área é novamente reduzida. A tensão superficial definida como o trabalho. (00). também. (T). necessário. para. pode. ser. aumentar. a. área (A) da superficie , ou seja, T. =. doo I dA. =. (po -. p~)dv. I. dA. (4).
(25) ·10.. onde: = tensa:o superficial, N/em; dw = trabalho requerido, J;. 'T'. dA = mudança de área, cm. 2. .,. 9. dv = mudança de volume, cm ; 2. po = pressão na fase gasosa, N/cm; p~. 2. = pressão na fase liquida, N/em.. v = 4/3. como. A. =. 4. 1Y. 1Y. r~. r~. s. dv = 4. 2. dA. r~. 1Y. =. 8. 2. 1Y. (5). dr~. r~. d r~. (6). entã:o , pela substituição, teremos: 7' = cnd2. r~. (po-p~). r1./2. )=27' /r~. (7). é o raio da interface ar-liquido, em cm. Se o menisco. Assim,. (po-p~. po-p~=27'cose/r,. onde. é. e. esférico. entã:o. r~=r/Cose.. é o ângulo de umectação.. FORÇA TOTAL 27fR )'cos 9. Po. p.. mo. "O \FORÇA TOTAL. Po. 27TRYCOS. Po> PI. PO<PI. n. b. Figura 1 a) Liquido de capilar úmido b) Liquido de capilar nã:o úmido. 9.
(26) .11. A. subida. capilar é também. ou. descida. resultado. da. suposição será válida para. de. tensão. tubos. liquidos. em. superficial.. com. pequenos. um Esta. diâmetros. capilares. Considere um. liquido. em. um. tubo. capilar. conforme Figura 1. Nota-se que a pressão é sempre mais alta no lado cÔncavo do menisco onde está localizado o centro do raio de curvatura. No caso de água num tubo de pressão liquida. "p~1I. é menor. do. "poll.Se o raio do tubo capilar é. que. a. vidro,. pressão. suficientemente. a ar. do. pequeno,. "Pi" pode ter um valor negativo e esta pressão é chamada de. "tensão capilar". A tensão capilar resultante da secagem de madeiras pode ser reduzida pela. substituição' da. água. na. madeii""a por um liquido com tensão superficial mais bai>:a. A tensão superficial existem. outros. da. água. solventes. é. de. com. 72,75x10. a. tensão. -!5. N/cm,. supei""ficial. aproximadamente 1/3 ao da água, como por exemplo a (23,32x10 (22,6x10. -!5. -!5. N/em),. etanol. N/em), pentano. (22,32x10. (16,0>~10. -!5. -!5. porém de. acetona. N/em),. metanol. N/em) e vários outros.. CECH (1968) concluiu que ractl.as. internas. colapso em Quercus rubra L. e BetuLa aLLeghaniensis. BrettK. podem ser eliminadas anteriormente à secagem, se o teoi"" umidade nas amostras for trocado n-propil. e. etil,. respectivamente.. nas. por. concentrações. CHUDNOFF. e. soluções. o. colapso. 507.,. e. SIMPSON. pode. maior causa de rachas superficiais e internas,. de. álcool. e. TISCHLER(1963). (1984b) esclarecem que geralmente. de. 707.. de. e. ser. a. distorções,. etcm. A tensão na. água. imediatamente. supei""ficie de um menisco ar - água. causa. pressão de vapoi"" d'água, a qual está "r" do menisco. A equação. que. uma. abaixo. da. redução. na. i""elacionada. descreve. ao. raio. quantitativamente. esta redução na pressão de vapor é conhecida. como. equação. de Kelvin. 10g (po/p) e. =. (2T/M). /. pRTr. ( 8).
(27) \. onde T. =. 2. tensão superficial, N/em;. M = peso molecular, g/mol; 3. p = densidade, g/cm ; R = constante universal dos gases,. (Nxcm)/(molx o K);. T = temperatura absoluta, °K;. r = raio da superficie curva, cm. Combinando-se as equaç5es 7 e 8, (pO-p1) = (pRT /. tem-se:. 1'1) log (po/p). (9). e. onde: P. =. tens~o. 2. total do liquido, N/cm ;. p = densidade, g/cm. 3. ;. o. .. R. =. constante universal dos gases, (Nxcm)/(molx K);. T. =. temperatura absoluta,. o. K;. 1'1 = peso molecular, g/mol;. p =. press~o. 2. de vapor, N/cm ;. po= press~o de vapor saturado, N/cm Nota-se que (equação 7) e a. a. de. equaç~o. 2. •. da. equaç~o. Kelvin. tensão. (equação. fenômenos similares, em que relacionam a. 8). capilar descrevem. press~o. relativa entre. de vapor (po/p1) à diferença na pressão hidrostática a água e o capilar. Por. da. ocasi~o. umidade acima do ponto de. secagem. saturação. capilar livre nas cavidades celulares. de. madeiras. das. fibras,. é. removida. com. a. água. através. das pontuaç5es nas paredes celulares. O menisco formado interface ar-água tens~o. em. uma. destas. hidrostática na água. Se essa. resistência à. compress~o. da. parede. aberturas tens~o. na. provocará. a. for superior. a. celular,. ocorrerá. o. colapso dessa célula. Para que a na parede celular por. tens~o. ocasi~o. da. hidrostática evaporaç~o. da. possa. atuar. água. livre.
(28) .,13.. contida no lume da célula, é necessário que o mesmo. esteja. totalmente cheio de água e que não contenha bolhas pois aliviariam .as tensões. Esta condição é secagem de Eucatyptus começa a um teor de. re~ans. umidade. em que o em. ar". confirmada. colapso. torno. de. de. na. geralmente. 100. a. 120. 7-. (KAUMAN, 1964). As gymnospermas sofrem menos colapso do as angyospermas, talvez devido. a. estrutura. relativamente. porosa das membranas de pontuações. Porém, até não. existem. evidências. diferenciação. (CHEN,. seguras. 1970;. para. PETTY. que. o. presente. esclarecer e. esta. PURITCH,. 1970;. KININMONTH, 1972). 2e3. Mecanismo do Colapso.. Segundo SIAU (1971), o mecanismo do (Figura 2) na madeira devido a secagem,. foi. colapso. primeiramente. descrito por Christian Skaar e faz parte de. um. texto. não. publicado. Este foi baseado nos estudos de H?wley em 1931. O fator preponderante na secagem de madeiras com tendências ao colapso é o problema de remoção capilar contida na forma liquida nas. cavidades. da. água. celulares.. Muitas vezes, é necessário empregar baixas temperaturas nos primeiros. estágios. de. secagem. por. associados com a remoção muito rápida. causa da. dos. água. riscos. capilar. elevadas temperaturas. Portanto; para executar um de secagem com sucesso e. rapidez~. é importante. programa. compreender. e>:atamente como a água capi lar se movimenta de célula célula. no. interior. da. madeira. durante. o. a. para. processo. de. secagem. A água capilar, também chamada está contida nas cavidades celulares e nas. água. pontuações. unem as células na madeira. Por esta razão, .. esta ocorre em madeiras com teor de umidade acima. livre,. do. que. água. só. ponto. de. saturação das fibras. As forças capilares. são. as. que. causam. a. ascensão de liquidos em tubos pequenos. Estas são mostradas.
(29) na figura 2a. A tensão superficial da interface ar causa. uma. ascenção. da. coluna. de. liquido. água,. no. (mostrada pela seta que aponta para cima). Na. capilar. condição. de. equilibrio, a água exerce uma tensão igual na superficie na direção oposta, como indica a seta em negrito. Esta da água exerce uma sucção nas paredes. celulares. tensão. do. tubo,. bem como na superfície. As. forças. capilares. são. comandadas. por. (pO/p1)=2T/r que estabelece que a tensão capilar (pO/pi). diretamente. proporcional. a. tensão. superficial. interface ar-água e inversamente proporcional curvatura r. Para simplificar, o efeito da. ao. é. T. da. raio. da. gravidade. será. desprezado. A figura 2b mostra uma superfície capilar partir da qual a. água. liquida. é. evaporada.. raio. da. razão. a. tensão capilar é pequena. Esta ocorre por todo o capilar. e. curvatura Ri é grande neste estágio, e. por. O. a. esta. exerce uma força nas paredes internas do tubo bem. como. no. menisco ar-água. Com. raio. da. curvatura diminui. a. até. continua alcançar. o. conforme figura 2c. A. evaporação~. como é indicado pelo comprimento negrito. Continuando. a. o. evaporação~. raio. do. orificiode. tensão. capilar. aumentado. das. evaporação,. resulta. aumenta setas. num. em. aumento. capilar e uma diminuição na tensão capilar, de acordo com a figura 2d.. É. evidente que a. tensão máxima ocorre. Quando. o. raio de evaporação torna-se igual ao raio da abertura, como é notado na figura 2c. As figuras 2e a 2 1, mostram como se supõe que ocorre a. remoção. verde. Estas células,. da. água. inicialmente. capilar cheias. de. na. madeira. água,. com. exceção de duas bolhas de ar (figura 2e). Percebe-se que as bolhas são de tamanho diferentes. A secagem ocorre na superfície superior da madeira, a qual está. somente. exposta. ao. lados. do. ar. As células lenhosas circundam os outros três. diagrama. A medida que a água capilar evapora a partir células expostas, formam-se meniscos curvos nas ar-água. A tensão capilar é secagem.. interfaces. menor neste estágio de. devido aos raios relativamente grandes nas. das. secagem. superficies. de.
(30) Quando. as. células. da. estão. superfi cie. vazias, surgem superficies de evaporação nas aberturas pontuações. (figura. 2f).. Os. raios. da. das. superficie. de. evaporação estão reduzidos e assemelham-se ao raio da bolha grandea Como os raios tornam-se menores, a. tensão. capilar. no sistema celular aumenta. Esta tensão de sucção. age. nas. paredes celulares e nos meniscos ar-água de todo o sistema.. O aumento da tensão causa expansão das bolhas vez que a bolha de. ar. maior. é. mais. de. fraca,. aro. se. expande. primeiroo Quando se expande a célula é esvaziada, figura 2h. através. água. A. da. célula. da. célula. desloca-se. adjacente. para. Uma. conforme. principalmente. a. superficie. de. evaporação. Embora, é possivel que uma célula ôo centro. da. peça ;-';:?.madeira perca sua água capilar antes do que uma que. e:;:,tãc"p'Fóxima da superfi cieo de. ·t!'{~.ª's. Isto pode explicar. a. presença. de água em madeira que foi parcialmente seca. Depois a. pFeen~hendo. que. célula,. bolha. a. as. grande. curvaturas. novamente reduzidas, ao passo que. os. se. expande. superficiais meniscos. são. retraem-se. dentro das aberturas das pontuações. Mais uma vez a. tensão. no sistema aumenta até ser gt-ande o suficiente para. forçar. a expansão da bolha. menor.. Como. esta. bolha. se. expande. (figura 2i), a água que ela desloca migra através da parede da célula adjacente e evapora para a superficie. Como a evaporação. continua. (figura. 2j). a. tensão na água capilar eleva-se ainda mais do que antes, já que não existem bolhas de ar perto para aliviar a tensão de e>~pansão.. celulareso. Esta tensão de. paredes. determinado pelo tamanho da maior abertura no. sistema,. de. da. de. nas. é. equação. máximo. exercida. capilar. a. valor. é. tensão. acordo com. Este. sucção. tensão. capilar.. Geralmente. madeira é capaz de resistir a tensão capilar máxima. caso, o menisco se retrai da célula vazia célula cheia através da abertura. da. para. pontuação.. a. Neste. dentro. da. Quando. a. superficie (figura 2k), resulta num aumento gradual no raio de curvatura acompanhado por uma redução na tensão capilarc A água evapora-se para a atmosfera e desloca-se. para. da superficie da madeira. esvaziando. na. forma. de. vapor,. fora.
(31) .16.. deste modo a célula (figura 2 1). As células mais profundas na madeira perdem sua água capilar de Sob certas condiç5es, as forças. de. maneira tensão. semelhante.. capilar. podem. causar colapso nas células cheias de água na madeira, se as aberturas das pontuaç5es. são. bastante. pequenas. parede celular é fraca. Uma única célula. ou. e. um. se. grupo. a de. células podem sofrer colapso (figuras 2m e 2n). Este efeito é mais pronunciado a temperaturas mais altas, visto. que. parede celular é grandemente enfraquecida com o aumento. a da. temperatura.. R. ~~i~~-. ·i'----· - --. - -- :.. -.\. ,- ). '"~7-. -4---. .:-;-:.~.-. ---co,. • =:.--:..:=. _-::. ~Ã'=:. ............... =.Ibl. R. ------- --- --. =-= -- --. leI. 1"'. leI. "". UI. Im!. Figura 2. Ilustra a evaporação de (Original de. '". SKAAR~. água. "". livre. na. madeira. 1972).. 2.4. Métodos de Prevenção. Uma das secagem de madeiras é. principais reduzir. o. metas tempo. na de. pesquisa secagem,. da sem.
(32) .17. influenciar. no. processamento. final. da. madeira.. Tem-se. utilizado vários tratamentos de pré-secagem na tentativa de secagem~. aumentar a razão de pré-congelamento,. por exemplo:. pré-compressão. e. pré-vaporização,. vários. trabalhos. de. substituição da água da madeira por liquidas. orgânicos.. pré-vaporização ou pré-aquecimento a vapor é. o. mais benéfico na redução 1982b,. CHAFE~. do. tempo. de. tratamento. secagem. 1985, ILIC & CHAFE, 1986) e. A. não. (SIMPSON, depende. equipamentos sofisticados para a operação (BAI &. de. GARRAHAN,. 1984) •. SIMPSON. (1975,. 1976a). esclarece. que. a. permeabilidade mais importante na secagem, provavelmente a permeabilidade transversal. Um aumento na lonq.:_tudinal sugere que a permeabilidade ·:ti3mt,,~',m. ser. aumentada.. Por. outro. é. permeabilidade. transversal. lado,. o. pode. efei to. V?I='t"-:-;;i.zação sobre a di fusão do vapor d' água não é. d~. tão. bem. deft::.i,do como na permeabilidade, podendo ser efeito de. uma. ffiUUB~ça. física ou anatómica= Esta mudança poderá. fenda5, rachas na pontuações. ou. parede. ainda. a. celular. ou. remoção. nas. ocasionar. membranas. incrustação. de. das nas. pontuações .. também possível que na vaporização, alguns. Ê. gases sejam dissolvidos na água livre e saiam. na. solução,. formando-se bolhas de ar que criam mudanças na distribuição de forças que promovem o escoamento de água livre. Pouco tem-se estudado sobre o mecanismo pelo qual a vaporização (1971). e. aumenta. KININMONTH. a. (1973),. razão. de. encontraram. aumento. coeficientes de difusão depois da vaporização da Australia e. Nova. Misilo. citado. (1971). Zelândia, por. MACKAY. secagem.. nos. em. folhosas. respectivamente.. Enquanto. SI MPSON. (1975~. 1976a). encontrou diferenças significativas para a faia. não. vaporizada. e não vaporizada. Por. outro. lado. KUBINSKY. &. IFJU. (1974). encontraram que a vaporização de Quercus rubra por periodos acima de 96 horas causaram excessiva contração, além de ter reduzido o peso de equili brioD. especifico~. a densidade e o teoF de umidade.
(33) ,. Em outro estudo, KININMONTH que a vaporização mudou a natureza de das células e extrativos. nas. pontuações.. formavam. vaporização,. a. uma. camada. camada. da. no. lume. vaporização. continua. tornou-se. mostrou. ,(1971). e>:trativos. Antes. ~18.. e,. rachada. os. após. e. a. geralmente. descontinua. Sua interpretação foi Que a parede. da. ficou mais acessivel à água e assim o movimento da. célula umidade. foi aumentado. NOCK tratamento a. estudando. (1974). vapor. em. algumas. a. influência. propriedades. do. fisicas. da. madeira de Ocotea porosa constatou que há superposições. de. tensões e forças formadas durante a vaporização. madeira era defe;.~.'3s. r~tirada. do. comC:Lxolapso!,. tanque. 1974). acliTE~:tação. de. tFat~<;;ento,. após vaporização=. dos. etc.. Para. :1/6. a. tratamentos. ocorriam. perfodo. de. tempo. de. do. 1/5. citados!,. já. a. evitá-los. um. recomenda. apro>:imadamente Além. vaporização,. rachaduras,. (NOCK,. ( 1949-). de. Quando. NEYLON. (1977) avaliou a secagem uI trasónica como um pré-tt-atamento. e chegou. à. conclusão. de. que. este. não. é. uma. técnica. utilizável para o Eucatyptus dete8atensis.. embora,. talvez. seja possivel. CHEN. COOPER. (1974). para. utilizando. espécies. permeáveis.. .JV.8 tans. nigra. CHRISTENSEN & NEYLON chegaram. a. (1977). conclusão. utilizando. semelhante. em. um. valiosas,. concluiram. que. e. del.egatensis,. E.. pré-congelamento secoe Embora o resultado informações. walnut). (black. tratamento não. tenha. de dado. permeabilidade. a. aumentara. ERICKSON et alii (1971), mostraram em decrescente. de. efetividade. pré-congelamento,. os. seguintes. pré-vaporização. seguido. congelamento, pré-congelamento seguido de ou. testemunha. ou. pré-vaporização.. Em. ordem. tratamentos:: de. pré. pré-vaporização~. muitos. casos. amostras que foram somente pré-vaporizadas contrairam. as mais. do que as testemunhas c O tratamento por compressão transversal para melhorar o comportamento da secagem foi estudado por CECH e GOULET (1968). Encontraram. que. o. efeito. pronunciado. do.
(34) .19,.. tratamento sobre o colapso, aparentemente~. rachas internas e contração. Contudo~. bom.. esclarecem Que vários aspectos. do efeito da compressão transversal sobre físicas e mecânicas da. é,. madeira. devem. as. ser. propriedades estudados. com. maiores detalhes. ELLWOOD. (1963a). estudaram. o. efeito de liquidos orgânicos sobre o colapso de madeira. de. Querc'US. ECKLLlND. &. Newb.. keL l.o66i i. e. Arbutus. chegaram à conclusão de que. a. !i. Pursch. m.enziesi i. retração. mínima. das. e. duas. espécies foi obtida com a completa troca da água da madeira por li.quidos orgânicos. Neste devido a troca por. líquido. o colapso foi eliminado. caso~. orgânico. quimicamente. miscível em água (ELL\..<100D et alii5' 1963): pr::.em~ ~.sa. porém,. neutro tendo. de que a tensão superficial do liquido é um A. temperatura. de. secagem. tem. leve sobre a retração total. um. a. fator efeito. nas. amostras. tratadas, embora em geral, o colapso das amostras. controle. cGmp~~ativamente. aumentassem com a temperatura,. de. acordo. ECKLUND. os. tratamentos. (1963b)=. Entretanto,. com. ELLWOOD. troca. de. permi.tem a secagem em temperaturas elevadas sem colapso rachaduras. e. ou. a. 2.5. Métodos de Recuperação. Os experimentos realizados-com eucalipto, tem permite. confirmado. "recuperar". a. a. técnica. madeira. do. ou. madeiras. tratamento. colapso. através. vaporização, que é tradicionalmente usada para a madeira e adsorve a celulares. aliviar umidade. incham~. as por. tensões este. de. restaurando a forma das. e C6TÉ (1968) esclarEcem que a. madeira. suas. paredes. células~. KOLLMANN. e. células. de. um. não. ficam. segundo. considerando. improvável~. que i) as paredes celulares da madeira uma mais permeáveis; i i ) as. da. A. ocorrência. colapso durante a secagem é pouco. que. esterilizar. secagem a. tratamento. de. vez. seca~. são. completamente. saturadas com água pela vaporização em razão da formação de.
(35) bolhas de. ar~. POr outro lado MACKAY (1976) verificou que a contração excessiva de POpuLUS tremuLoides e foi devido a bolsas de. umidade. internaa. secagem à temperatura elevada houve a. P.baLsamifera. Por. ocasião. formação. de. da. fendas. internas e deformação da superfície da madeira. Os. efeitos. pré-vaporização. da. condicionamento sobre o EucaLyptus regnans e. e. CeratopetaLum. apetatum. segundo MACKAY (1971), são duplos" Provavelmente,. o primeiro provoque uma. mudança. química. através. hidr6lise ácida causando a recristalização realocação dos extrativos. O recuperação de células pela. ~~~ansão. da. aumente. individuais~. através a. da. da cavidade da parede celular e aberturas. de. termos. de. encontrou no condicionamento o melhor dos dois Apesar. da. temperatura. degradar. alta. (1951)~. assim BISSET s ELLWGOD CAMPBELL. (1978). (1977). GALVãO (1976)" WILEY. indicam. vapor. tratamento. o. aproximadamente à 100°C, durante o. intervalo. a. mesmo. madeira e em muitos casos ser severa {KAUMAN" 1964), e. e. porosidade. pcn{-:-,·,'",:ç-ões através da qual a di fusão ocorre. Em t-fE~~_idade!J. uma. celulose. talvez. segundo,. de. de. 8. 13. à. horas. Por outro lado, o efeito da secagem à a 177°C de madeiras de folhosas. (SIMPSON~. 1982a,. mostra a maior presença do colapso em amostras rubra L do Que em QuerctiS aLba. para a pobre performance do. A. L.. QuerctiS. de. L,. 1984a) ,. Quercus. e>:plicação. provável aLba. vácuo. tenha. sido. talvez, a presença de tilose e seu efeito na diminuição. da. permeabilidade. Lutz. (1952). citado. CARVALHO. por. (1957). tratou blocos de madeira colapsada, fervendo-a em água 5 (cinco) horas. Porém,. os. blocos. não. recuperação desejada, mostrando apenas imperceptível. Entretanto, o EucaLyptus obter um bom condicionamento (cinco). horas,. (TINTO, 1957). a. não. teve. com sua. vapor. apresentaram um. por uma. condicionamento. gLobuLus aQuecido~. trabalhabilidade. além por. de 5. afetada.
(36) KOBAYASHI. (1985) estudando. o. comportamento. da madeira Th-u.ja plicata em secagem por microonda e secagem a ar. quente,. surgidas. encontrou. são. bem. secagem serem células. que. as. semelhantes,. diferentes.. deformadas. estão. Na. retrações apesar. secagem. concentradas. tipo. dos a. ar na. colapso. sistemas. de. quente,. as. superfície,. enquanto no outro processo a concentração é no centro. Em um estudo separado , o mesmo autor (1986) recuperou a mesma madeira de. um severo colapso, através do. condicionamento por 16h. Durante este processo, aumentou. a. umidade. em. novamente. o. colapso, ou seja, o condicionamento não foi efetivo para. a. Th'U'?, p~icata.. "OI. por. ocasião. necessária desta,. outra. madeira. secagem. estUfa. Porém,. sendo. a. ocorreu.
(37) " 3. MATERIAIS E METODOS.. Para o desenvolvimento deste trabalho. foram. utilizadas espécies de madeiras com conhecida tendência. ao. colapso, aspecto que, aliado às tensões de crescimento e de secagem, concorre para inviabilizar a utilização das mesmas na produção de madeira serradau No presente estudo utilizou-se Euca~yptus. erandis e Eucatyptus. madeiras. obtidas. satiena,. de. de uma. floresta localizada na Fazenda Santa Terezinha I, município de Bofête, de propriedade da. Eucatex. S.Au,. de. a. latitude sul e 48°15' de longitude este e a uma altitude óe 530 m. As sementes utilizadas na formação dessas foram procedentes da. Champion. Papel. erandis) e do Instituto Florestal do Estado (E.. so:~. florestas. de. São. Paulo. satiena. foram. iena) •. Os talhões de E.. erandis e E.. plantados em solos do tipo areia quartzosa, em maio de 1979 e junho de 1973.. respectivamente. Ambas foram plantadas. espaçamento de 3,0 x 1,5 mm As árvores. foram. cortadas. mês de junho de 1990, época do inverno. Possuiam diâmetros 40~1li. de~. no. aproximadamente, 35,0cm, variando de. em. no. média. 31,5. a. cm. Escolheu-se estas espécies por serem as mais. plantadas no estado de São características. Paulo. desfavoráveis. e. quanto. por. apresentarem ao. comportamento. durante a secagem. Das espécies selecionadas foram 10 (dez) árvores, sendo 5 (cinco) para cada procedimento visou abranger a variação. de. obtidas. espécie.. Esse. características. flsico-mecânicas que normalmente são verificadas entre árvores.. as. dentro. e.
(38) (uma). De cada árvore derrubada foi obtida 1 tora de, aproximadamente,. de comprimentos Para evitar. 2~60m. rachas de topo foi realizado um anelamento com profundidade de 1/3 do raio da árvore e derrubadas. Logo. após. a. a. 30,0cm. acima. derrubada. foi. do. corte. realizado. anelamento a 2,0m de distância do primeiro e novo. foram desdobradas em tábuas com 2,5 35~m~m. de largura. De cada tora. cm. novo. corte. As toras foram transportadas até a de. (árvore). a. serraria. ESALQ/USP,. do Departamento de Ciências Florestais da. de. onde. espessura. por. escolheu-se. uma. tábua tangencial para posterior corte e retirada dos corpos de orova. Foram t;:r:';'·~cialmente. escolhidas massa. d' água. por. cortadas. apresenta un idade. "amostras de 40,0 diferentes. )~. aI tos. de. 1981), realçando os defeitos que venham a. "t'iurante a secagem. aos. tábuas. porque esse tipo de tábua. "',..., ~ .. ("es na perda de (G~~SIL,. as. tempo ocorrer. De cada tábua, foram cortadas 5 (cinco) 35,0. 2,50cm, as quais foram submetidas. )~. tratamentos. para. prevenção. do. colapso, foram. ,co!=lforme Tabela 1. De cada amostra, após tratamento, retirados 18 (dezoito) corpos. de. prova. para. os. fisico - mecânicos, 5 (cinco) para os ensaios de básica,. (dez). para. os. compressão verde e. seca,. 3. permeabilidade e 8. (oito). 10. ensaios. de. (três) para. densidade. resistência. para. os. ensaios. os. ensaios. ensaios de. Tabela la Condições e tempo de tratamento.. T 1 T 2 T 3 T 4 T E::. ~l. Sistema. Temper.. Vapor amoniacal Soluccamooiacal Soluc.amoniacal I N C I T E S. °c. Produto Concent. Tempo NH~Cl. 75 50 5. NH4Cl NH4Cl. T. h. 9/ 1. 100. A E. ti. U. 20. E:. ~.. E. I'-l. 16 18. 5 5. T. N N. H. de. secagem,. conforme esquemas das'Figuras 3 e 4.. Tratama. à. O. A.
(39) 1:24.. ~ ------------------~~~,5. c. B. o. 200,0. A. C. B. E. E. O. , ". ". \a)RETIRADA DOS CORPOS DE PROVAI ",. , b). Ensaios físicos e mecânicos - Compressão - Densidade - Permeabilida.de. c}. de secagem 60°C. E!fsaio~. - 5 1 = - ,...o 2 = 4!:.oC - S 3 = 30°C - 5 4 = Natural. v. "". d)Avaliação dos defeitos secagem de. I. J. i. le) condiciol namento. , f)COMPARAÇÃO ENTRE PROPRIEDADES FiSICAS E MECÂNICAS E DEFEITOS DE SECAGEM. Figura 3cEsquema. demonstrativo a ser empregado na avaliação do colapso (dimens5es em cm)c.
(40) .25.. ··~~II~===========~~A~~============~~VA r-. 40.0. -li. 'l'. ICompressão!. IDensidade!. -L. t. ?,O. i. T. .......,:2-:0. t. \li. 2.0. ~z.o. 5.0. 2.0. -2.0. ISecagem!. \li. TLU. T. a.o. 'J, z.!:õ. IPermeabilidade!. \li. \li. 1. 'l'. i. 1---1. 1. r-. t. 5,0. ~.!:õ. FigUi,,"- 4. Localização e forma dos corpos de sêSes em cm) D. pt-ova. (dimen-. Os tratamentos foram casualizados dentro das tábuas de uma mesma. podendo ocorrer. espécie~. que. a. parte. "A" d:? uma tábua não tenha o mesmo tratamento da parte. "A". de outra tábua. Para definir melhor os tratamentos quimicos, efetuou-se. um. pré-teste,. tratamentos com. água~. onde. cloreto de amônio e álcool. colapso~. por ocasião do. pré-teste~. foram. várias. à. temperaturas. Os tratamentos mais promissores na do. os. analisados. foram. prevenção. os. efetuados. com cloreto de amônioe. o. tratamento T1 consistiu. amostras por um periodo de colocadas em um cloreto. de. tanque. am6nio~. As. horas a. cozimento. de. fora. aquecidas a 100°C (Figura. 16 do. em. vaporizar amostras. contendo. contato. dessa. foram. água solução. com e. 5)a. Para os tratamentos T2. e. T3,. as. foram submersas na mistura e estas foram aquecidas. °. as. por 18h e a 50 C por 20 h, respectivamenteD. amostras a. 75°C.
(41) .~.. Figura 5. Tanque onde realizou-se os tratamentos Ti,. o. tratamento por. in ci samen to. T2. consistiu. abrir nas duas faces da tábua, pequenos sulcos. no. e. em. sentido. da grã de, aproximadamente, 1,0 cm de comprimento por 0,5 a 0,8 cm de profundidade, com espaçamento entre si de 1,O (Figura 6).. Esse. tipo. de. tratamento. FORINTEK (CLARKE, 1988) no processamento compensado,. melhorando. de. maneira. é. cm. empregado. pelo. lâminas. para. de. significativa. a. sua. tratabilidade e sua secagem. As amostras do tratamento T5 nenhum tipo de testemunha.. tratamento. preventivo,. não. receberam. compondo. Os ensaios para determinação das. o. grupo. propriedades. fisicas e mecânicas referentes ao comportamento da madeira, são especificadas pelo Método Brasileiro (MB-26,1940), fornece dimensões, quantidade. q. maneira de ei-:tração de. que tora. e método de ensaio dos corpos de prova (ABNT, 1940)# A determinação da. compressão,. densidade. e. permeabilidade destinou-se à obtenção de dados comparativos entre. os. diferentes. tipos. de. tratamentos. que. foram. empregados, com a tentativa de caracterizar o efeito desses.
(42) .27. tratamentos madeira que. sobre. as. propriedades. fisico-mecânicas. relacionadas à ocorrência do colapso.. est~o. ~. ~. .. ,. ~;{ ~. ",. da. ,.~. :":'. .-. Figura b. Ferramenta utilizada no processo de incisamento.. o. ,. f<~ve. estudo da. compress~o. paralela. às. por fim determinar o limite de resistência da. 4uando. submetida. à. aplicar-se uma carga até a ruptura do 3,0x2,0x2,0 cm. A velocidade de. corpo. sQlicitaç~o. madeira. Consistiu. axial.. compress~o. fibras. de. em. prova. de. adotada foi. de. 2. 100,0 kgf/cm .min.. A densidade básica de uma peça de madeira. é. a relação entre sua massa seca e volume saturado. De acordo com. TOMAZELLO. FILHO,. (1988),. a. densidade. madeiras pode atingir valores de até 1,40 g/cm , em da sua estrutura anat6mica e. das. básica 3. funç~o. composição qui mica. A variação. da densidade básica das amostras. foi. verificada. antes. e. após cada tratamento. A metodologia para o. cálculo. da. densidade. básica foi o da balança hidrostática e baseou-se no descrito por CARPIM & BARRICHELO (1983).. método.
(43) .28 ... A partir dos valores obtidos, calculou-se. a. densidade básica, dada pela seguinte expressão:. db. MS. ~. (10). MU - MI. onde, db. =. densidade básica, g/cm :3 ;. MS. = = =. massa absolutamente seca, g;. MU MI. massa úmida, g; massa imersa, g. da. determinação. A. permeabilidade. lonf.j",tudinal da madeira em relação ao ar, é\r.uLando-se a vazão do ar através do. foi. sentido. determinada longitudinal. da amostra quando submetida a um diferencial de pressão. A Figura 7 ilustra um esquema de medição. da. va:;lão.. I. recipiente de vácuo! corpo de prova. 1 2. 3 4. 7. l"LP.. ~. Figura. 7.. Esquema. ,9. SlllJJ f. =. rolha de borracha rotâmetro manômetro de Hg. 5 -6. filtro gelado. 7. caixa de vácuo. -'. 8 = bomba de vácuo termo-barômetro 9. manômetro. 10. \. utilizado. determinação. na. da. permeabilidade da madeira.. o. corpo de prova de 1,5cm. de. diâmetro. por. 5,0cm de comprimento, com as laterais impermeabilizadas com resina sintética transparente, tem sua face inferior dentro de um recipiente fechado e. submetido. à. pressão. reduzida.
(44) .29. (vácuo), enquanto que a face superior está em contato com o ar à. ambiente.. pnes~o. O diferencial de pressão promove o fluxo ar através da amostra, cuja. intensidade. medida. é. de. com. o. auxilio de um rotâmetro. Quando o volume do ar que se escoa pela. afiOstra. for. deslocamento,. constante. tem-se. o. estado-estável. Nesse. em. fluxo. função em. momento. do. regime. tempo. permanente. registrava-se. a. Esse. diferencial de pressão e a temperatura.. de ou. vazão,. o. procedimento. baseOLõ-Se no método utilizado por JANKOW5KY (1986). Os. ensaios. exposição das amostras a. de. secagem. quatro. consistiram. diferentes. na. condições. de. temperatura e umidade relativa, descritas na Tàbela 2. Condições de secagem a que. TD.b~'}a L .. foram. submetidas. as. amostras. TOc. Secagem 51. 52 53 54. AO. UR %. 60 80 45 80 30 80 A R L I V R E. Os B (oito) corpos de indivi~Jais. grupos. de 2,5x5,0x12,0cm, foram. iguais. condiç=es de. e. cada. secagem.. grupo As. foi. secagens. prova. com. dimensões. divididos. em. submetido 51.,. 52. a. 4004,. uma. e. realizadas em uma estufa Hildebrand (Figura B),. Quatro. 59. das foram. modelo. HD. controle semi-automático de temperatura e umidade. ~-. relativa e com circulação forçada de ar, fixada em 1,0 m/s. Devido a dimensão reduzida dos corpos de prova, tomou-se cuidaóQ. de. impermeabilizar. as. extremidades. o. tinta. com. betumi",;:.sa resistente a água. A acomp2,:-:ada. perda. através. de. de. massa. pesagens. amostras. diárias g,. em. assim. foi. balança. semi-2---~11. tica, com precisão de. realiz2.~a. a verificação de defeitos de secagem em todas. amostr2.s.. 0!,01. das. como. foi as.
(45) .30.. Figura 8. Estufa Hildebrand utilizada nas secagens. 5~,. 52. e. 53.. o. acompanhamento da. perda. de. umidade. das. amostras foi feito de acordo com a equação, (11). Ua = (Ma (Ui + 100) I Mi) - 100 onde: Ua = teor de. umidade. da. amostra. teste. em. um. instante. qualquer, 7.; Ma =. ma~sa. da amostra teste nesse mesmo instante, g;. Ui. =. teor de umidade inicial da amostra teste, 7.;. Mi. =. massa inicial da amostra teste, g.. o. teor de umidade. inicial. foi. determinado. pelo método gravimétrico, conforme metodologia descrita. em. GALVÃO e JANKOW5KY (1985), e calculada com base na equação,. u. =. «Mu - Ms). onde: U. =. teor de. umidade~. %;. I. Ms) x 100. (12).
(46) .31. Mu = massa úmida, g; Ms. = massa. seca, g. As dimens5es foram aferidas. digital, com. precis~o. com. paqu1metro. de 0,01 mm, antes e ap6s as secagens,. assim como foi feita uma avaliação quanto a. ocorrência. do. colapso de acordo com a Figura 9.. T iA. -L Figura 9. Esquema demonstrativo adaptado de. da. Terazawa. medição. (1965),. do. colapso, BRANDÃO. segundo. (1989) •. Como a característica. e)~terna. retração irregular da peça de madeira, o. do colapso é a. método. utilizado. para calcular o indice do colapso foi através da. diferença. entre a retraçãocolapsada. 13a) e. (eQuaç~o. retraç~o. normal. (equação 13b), como uma forma de poder quantificar o efeito provocado pela Rc. =(. do tipo de colapso.. retraç~o. 1-dc/di»x100 (a). Rn. = (. 1-dn/di»x100 (b). (13). onde: Rc. =. retração colapsada, 7.;. dc. = =. dimensão. di. colapsada, 7.;. Rn dn. = =. retração normal, 7.;. dimensão normal, cm.. dimensão inicial, 7.. Esse índice foi calculado de. acordo. com. a. equaçao 14. IC(%). =. Rc - Rn. (14).
(47) \ .32.. onde IC. = 1ndice. do colapso, 7.;. Rc =. retraç~o. colapsada, 7.;. Rn =. retraç~o. normal, 7.. Ap6s. as. secagens. foi. uma. realizada. do colapso, analisando-se o comportamento dos. quantificaç~o. corpos de prova em. dos. funç~o. tratamentos. aplicados.. Os. corpos de prova foram submetidos a um condicionamento por 8 horas, a 80°C de temperatura e umidade relativa superior 807., visando avaliar o efeito dessa fase. na. do. recuperaç~o. caracterizado. o. colapso.. pela. (condicionamento). condicionamento tenseies. de. eliminaç~o. a é. internas. provoc.=>:c.as pelo processo de secagem. Para. melhor. dos. interpretaç~o. resultados. obtido? efetuou-se a análise da variância para. os. do. depois. 1ndice. do. colapso. condi"cionamento) , resistência à. (medidos. densidade. compress~o. antes. e. valores do. permeabilidade. básica,. (verde e seca). Estudou-se. e. também. as poss1veis correlaçeies entre essas variáveis. Para a análise da. variância,. os. dados. do. 1ndice do colapso e densidade básica foram transformados em ~,. enquanto. transformados. os ~. em. homogêneos. Para a. dados arc Tg x. comparaç~o. da I,. permeabilidade para. torná-los. entre médias dos. foi usado o teste Tukey aplicado aos n1veis de 1. foram mais. tratamentos e. 57.. de. probabilidade.. A análise de variância seguiu o delineamento inteiramente correlações regress~o. casualizado, entre. enquanto. variáveis. foram. que. testadas. linear simples, com modelo geral: Y. =. a + bx + c. onde, Y. =. colapso;. a e b x. =. =. parâmetros da equação de regressão;. variável de possivel correlação;. as. poss1veis através. da.
(48) .33.. - c. = erro. As análises foram feitas pelo. (Analysis. of. variance),. componente. (Statistical Analysis System).. do. método programa. ANDVA SAS.
(49) .34.. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO.. Como o principal escopo deste estudo prevenção do colapso por meio de tratamentos seca9~m,. dos. foi. a. anteriores. à. decidiu-se, para facilitar a avaliação e a análise. resultados. obtidos,apresentar. quantificação do colapso. e. os. valores. inicialmente das. a. propriedades. fisicas e mecânicas para, posteriormente, discutir o efeito dos. diversos. fatores. na. ocorrência. do. colapso,. principalmente espécie, tratamento e secagem. 4.1. Guantificação do Colapso. A Tabela 3 apresenta o tempo de secagem, condições de umidade final,. retrações e indice do. onde observa-se que, em todos os tratamentos e colapsada, é. colapso,. métodos. secagem, houve colapso em niveis acentuados e, a das duas retrações, normal e. as de. tendência. aumentar. com-. o. aumento da temperatura. A retração normal foi medida de acordo com a metodologia descrita na Figura 9. Porém, medições~. por. ocasião. tornou-se um tanto dificil distinguir a. normal da retração colapsada em algumas amostras. deve ao fato de que, colapsado. por. provavelmente~. inteiro,. em. função. retração Isto. o corpo de prova de. suas. das se. tenha. dimensões. reduzidas. Segundo CHAFE (1985), a susceptibilidade. ao.
(50) .35.. colapso da-madeira. pode. ser. verificada. através. simples medida de retração volumétrica total. valores. para. o. colapso. podem. ser. de. uma. Além. disso,. algumas. vezes. superestimados ou subestimados, dependendo do observador. e. do instrumento de medição utilizado. Tabela 3.Condições de secagem e quantificação das retrações normal e colapsada para os eucaliptos. ~. DE. CONDI COES. Tratamentos. SECAGEM. AR. e. G. s. Rn Rc. 44 11,7 3,87 4,79. 44 12,4 5,51 6,45. ~~. ª~~~. ~~~1. t. 44 11,,5 3,27 4,28. 44 11,4 3,14 4,40. Parâmetros. G. G. S. s ~. s. G. 13 12,1 2,95 3,59. 13 9 13,6 10,1 5,26 4,12 7,16 5,14. 11,1 6,61 9,05. 8 8 10,0 9,3 5,11 7,26 6,72 10,23. 44 12,3 4,78 5,54. 13 11,1 3,10 3,70. 13 15,9 6,36 8,45. 9 10,3 3,88 4,53. 9 11,5 7,88 9,75. 8 8 9,64 9,73 4,61 8,84 6,21 13,03. 44 12,5 5,64 5,87. 13 10,1 2,85 3,36. 13 13,8 4,23 5,11. 9 9,6 4,04 4,97. ,9 10,7 5,08 6,88. 8 8 9,3 9,1 6,04 8,58 8,29 10,20. _______Ç___ !~~~ ___~~~~ __~~~! __~~ªª. ~~~~. !Lª~. ~~~~. t ti. ~. T. _______ __ ___ ti. T. Rn Rc. 2. __ ~~~1 __ !~~~ __ !~~~ __ ~~11 __ !~~! __~L~Z. _______Ç___ !~~! ___~~Z~ __ ~~~~ __ ~~~~ __~~~~ __!LªZ __ !L~~ __1~!~ t. T. u Rn Rc. 3. __ __ __ __. !~~~. t. 44 44 13 13 9 9 8 8 11,7 12,6 11,8 14,4 10,8 10,4 10,1 9,8 T 4 Rn 4,61 4,55 4,06 5,08 4,06 6,25 4,57 8,05 Rc 5,31 5,85 4,61 7,01 5,35 7,45 6,73 10,37 _____ ~_Ç ___ ~~Zª ___ !~~~ __ ~~~~ __ !~~~ __ !~~~ __!~~~ __~L!~ __~L~~ ti. t ti. T. Rn Rc C. ~. 44 12,O 5,96 6,88 0.92. 44 13,3 4,95 5,94 0~99. 13 13,1 3,10 4,37 1.27. 13 14,5 4,75 7,43 2.68. 9 10,5 5,31 6,01 0.70. 9 11,6 7,19 8,88 1.69. 8 8 10,1 10,3 5,06 7,29 6,74 11,01 1.68 3.72. -------------------~-----~-----------~-----~-----~-----~--. 6 = Eucatyptus 8randis S t u. = =. =. Etica~ypttiS. saLi~a. Tempo de secagem (dias) Umidade final (%). Rc. Rn = Retração normal = Retração colapsada C = !ndice do colapso. (7.). (%) (%).
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