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Análise da realidade e das perspectivas profissionais: o caso dos formandos em Administração da Unijuí câmpus Três Passos-RS

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UNIJUI- Universidade Regional Do Noroeste Do Estado Do Rio Grande Do Sul DACEC- Departamento De Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas E Da Comunicação

Curso de Administração

ANÁLISE DA REALIDADE E DAS PERSPECTIVAS PROFISSIONAIS:

O CASO DOS FORMANDOS EM ADMINISTRAÇÃO DA UNIJUÍ

CÂMPUS TRÊS PASSOS-RS

Documento Sistematizador do Trabalho de Conclusão de Curso

VANESSA TAMARA FRIZZO

ORIENTADOR: Marcos Paulo Dhein Griebler

Três Passos/RS, Junho de 2014 o do docu mento ou o resum o de um ponto intere ssante . Você pode posici onar a caixa de texto em qualq uer lugar do docu mento . Use a guia Ferra menta s de Desen ho para altera r a forma tação da caixa de texto de citaçã o.]

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VANESSA TAMARA FRIZZO

ANÁLISE DA REALIDADE E DAS PERSPECTIVAS PROFISSIONAIS: O CASO DOS FORMANDOS EM ADMINISTRAÇÃO DA UNIJUÍ CÂMPUS TRÊS

PASSOS-RS

Documento Sistematizador do Trabalho de Conclusão de Curso

Trabalho de Conclusão de Curso em Administração da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), como requisito à obtenção do Grau de Bacharelado em Administração.

Orientador: Prof°. Marcos Paulo Dhein Griebler

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“O conhecimento não existe apenas para o nosso prazer ou meditação. Ele fornece a base para a ação. Mostra o caminho para a ação, não por nos dizer o que acontecerá no futuro, mas dizendo-nos, o que precisamos fazer hoje, para que o futuro seja como queremos”. (Peter Drucker)

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente aos meus pais, Airton e Lourdes, que não mediram esforços para que eu pudesse chegar até aqui. Seus ensinamentos de vida sobre princípios e valores, o carinho e as palavras de incentivo fizeram com que eu realizasse o sonho de me formar no ensino superior, mesmo com as dificuldades enfrentadas.

Ao meu namorado Fernando, que durante todo esse processo esteve ao meu lado, e por vezes compreendeu a minha ausência.

Aos meus amigos, colegas de trabalho, colegas de curso que estiveram juntos e que colaboraram com esta pesquisa, em especial a Gessica Bobato pela amizade e companheirismo durante esta caminhada.

Aos meus professores, detentores de seus conhecimentos e que contribuíram para o meu desenvolvimento acadêmico, em especial ao meu Professor orientador Marcos Paulo Dhein Griebler, pelas orientações e pela compreensão.

Por fim agradeço a Deus, por ter guiado meus passos desde o início da vida, e por me abençoar e iluminar em mais esta etapa.

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Frizzo, Vanessa Tamara. Análise da Realidade e das perspectivas profissionais: o caso dos formandos em Administração- Câmpus Três Passos. 2014. 77 folhas. Trabalho de Conclusão do Curso de Administração – Bacharelado. Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e de Comunicação, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, Três Passos, 2014.

RESUMO EXPANDIDO

ANÁLISE DA REALIDADE E DAS PERSPECTIVAS PROFISSIONAIS: O CASO DOS FORMANDOS EM ADMINISTRAÇÃO DA UNIJUI CÂMPUS TRÊS

PASSOS-RS Introdução

Este trabalho respondeu a questão relacionada à análise da realidade e as perspectivas profissionais dos formandos em Administração- Câmpus Três Passos/RS, quanto à aquisição das competências necessárias aos administradores e a atual área de atuação, bem como a perspectiva dos mesmos na inserção do mercado de trabalho profissionalmente como administradores. Atualmente o mundo encontra-se em constante desenvolvimento, desta forma os profissionais que saem todos os anos das Universidades, devem se preparar para o mercado de trabalho de forma adequada, e por isso é muito importante criar perspectivas para encarar essa nova realidade. Para Coelho (1994) a formação dos profissionais deve ser inserida num contexto mais amplo e flexível, critica, rigorosa, solidamente fundamentada para o cultivo do raciocínio, da autonomia e da criatividade. Já Colom (2004, p. 149), diz que “A mudança na sociedade está tão instalada, que a única resposta possível é educar para a incerteza, porque as certezas são cada vez menos certas”. Os objetivos deste trabalho foram os de identificar o perfil biográfico, acadêmico e profissional dos acadêmicos participantes da pesquisa; Conhecer a percepção dos acadêmicos e da Coordenação do Curso de Administração quanto ao desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho durante a graduação; Analisar a realidade e a perspectiva profissional destes acadêmicos; Propor sugestões para estes acadêmicos visando contribuir com a carreira profissional e com o Projeto Pedagógico do Curso.

Metodologia

A metodologia do ponto de vista de sua natureza consiste em uma pesquisa aplicada, pois envolve verdades e interesses locais, do ponto dos objetivos foi classificada em uma pesquisa exploratória e descritiva. Exploratória por ser provavelmente a primeira com este tema específico e na referida organização, já na pesquisa descritiva, buscou constatar quais as percepções, opiniões e sugestões dos entrevistados sobre o assunto, através de questionários aplicados aos acadêmicos. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos foi uma pesquisa documental, onde foram utilizados documentos descritivos da organização objeto de estudo, pesquisa de campo, onde através dos questionários respondidos pelos acadêmicos e o roteiro de entrevista aplicado a coordenadora do curso deu-se a analise quanti-qualitativa, e um estudo de caso, pois tratou-se de um estudo circunscrito a um setor da organização objeto de estudo, onde foi feita uma análise dentro da realidade atual.

Resultados

As analises aplicadas neste relatório, mostram que a maior parte dos entrevistados possui faixa etária entre 25 e 29 anos, o gênero não foi um fator que apresentou uma notável diferença, mesmo sendo a maior parte do gênero masculino, as mulheres estão se inserindo cada vez mais no mercado de trabalho atual, o que foi comprovado por um estudo do CFA. Os dados obtidos com esta pesquisa nos mostram que o curso de Administração na percepção da

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maioria dos acadêmicos participantes da pesquisa, A análise ainda nos mostra que a maior parte dos acadêmicos está inserida no mercado de trabalho na área administrativa, evidenciando 70% dos resultados obtidos. Dos respondentes 78% acreditam que o curso de Administração da UNIJUI prepara-os para a inserção profissional no mercado. Nesse sentido, quase com uma totalidade, ou seja, 92% acreditam ter adquirido as competências que um administrador deve obter durante a sua formação. Apesar de a categoria não apresentar um piso salarial, pouco mais da metade dos acadêmicos, 57%, veem a remuneração como satisfatória, e quanto a questão sobre a realização de uma pós-graduação 70%, ou seja, 26 acadêmicos acreditam ser importante. Na visão dos acadêmicos, quanto às perspectivas referentes ao futuro profissional, 35% pretendem montar seu próprio negócio, para as áreas afins de atuação dentro das organizações considera-se uma maior porcentagem para a área administrativa com 35% das respostas obtidas. Para a análise da expectativa ao ingressar no mercado de trabalho, pode-se perceber que não há uma disparidade muito alta entre as respostas obtidas, o que nos remete a crer que as três expectativas andam juntas e sobre a percepção dos graduandos com relação ao sentimento de preparação para o ingresso no mercado de trabalho, pode-se observar que 81% destes sentem-se preparados para atuar profissionalmente.

Conclusão

Os resultados deste estudo atenderam de maneira positiva os objetivos, visto que foram analisadas as organizações, as competências necessárias aos administradores e o mercado de trabalho na realidade. Para o PPC do curso ficou nítido que o mesmo traz para os acadêmicos, ótimos resultados quanto ao ensino aprendizado, mas poderia incluir em seu regulamento a obrigatoriedade da aplicação de teoria com a prática dentro das organizações, através de estágios, para que os mesmos tivessem na totalidade uma percepção melhor da preparação para o ingresso no mercado de trabalho. A empresa Junior também poderia ser mais incentivada pelos professores dentro da sala de aula, pois visa uma integração com o acadêmico. A pós-graduação foi enfocada para que, a Universidade se detesse mais nesta questão, trazendo para dentro da sala de aula explicações sobre a importância do aprendizado continuo e a profissionalização em áreas afins de cada acadêmico. Assim chegou-se ao objetivo esperado, onde a análise da realidade e as perspectivas profissionais dos acadêmicos formandos do curso de Administração da UNIJUI Campus Três Passos-RS, foram percebidas de forma positiva, tanto para o curso, quanto para a acadêmica e pesquisadora deste. Uma vez realizado este estudo entende-se que o mesmo pode ser referência para análises futuras voltadas aos futuros Administradores.

Palavras-chave: realidade, perspectivas, mercado de trabalho, competências.

REFERÊNCIAS: COELHO, Ildeu M. Formação do educador: dever do Estado, tarefa da universidade. In: Formação do educador. São Paulo: UNESP, v. 1, 1996. COLOM, A. J. A

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LISTA DE QUADROS

QUADRO 01- Características Comuns das Organizações...18

QUADRO 02- Definições Clássicas de Organização...21

QUADRO 03- Perfil dos Administradores...28

QUADRO 04- Resumo das Análises...60

LISTA DE FIGURAS FIGURA 01- Modelo de Transformação...31

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Faixa Etária...41

Tabela 2- Gênero...42

Tabela 3- Escolha do curso...43

Tabela 4- Conclusão do Curso...43

Tabela 5- Aquisição das competências...44

Tabela 6- Mercado de Trabalho...45

Tabela 7- Pós Graduação...45

Tabela 8- Atual Área de Atuação...46

Tabela 9- Remuneração...47

Tabela 10- Sucesso Profissional...48

Tabela 11- Dimensões da Competência e seus Significados...48

Tabela 12- Projeto para o Futuro...49

Tabela 13- Perspectivas quanto a Área de Atuação...51

Tabela 14- Expectativa ao Ingressar no Mercado de Trabalho...54

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SUMÁRIO INTRODUÇÃO ... 10 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 12 1.1 Apresentações do Tema ... 12 1.2 Questão de Estudo ... 13 1.3 Objetivos ... 14 1.3.1 Objetivo Geral ... 14 1.3.2 Objetivos Específicos ... 14 1.4 Justificativa ... 14 2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 17 2.1 Organizações ... 17 2.2 Ciências da Administração ... 22

2.3 Competências dos administradores ... 24

2.4 Mercado de Trabalho e o Administrador ... 27

3 METODOLOGIA ... 32

3.1 Classificação do estudo ... 32

3.2 Universo amostral e sujeitos da pesquisa... 34

3.3 Coleta de dados ... 34

3.4 Análise de dados ... 35

4 - A REALIDADE E A PERSPECTIVA PROFISSIONAL DOS ACDÊMICOS EM FASE DE CONCLUSÃO DE CURSO DA UNIJUÍ CÂMPUS TRÊS PASSOS/RS ... 37

4.1 Caracterização da UNIJUÍ Câmpus Três Passos ... 37

4.2 Caracterização do curso de Administração da UNIJUÍ ... 38

4.3 Perfil dos Acadêmicos do Curso de Administração ... 41

4.4 A percepção dos formandos em administração e da coordenação do curso quanto ao desenvolvimento das competências para o mercado de trabalho... 43

4.5 O mercado de trabalho e a perspectiva profissional dos formandos em administração- Câmpus Três Passos ... 46 4.6 Análise e recomendações ... 56 CONCLUSÃO ... 62 REFERÊNCIAS ... 64 APÊNDICES ... 67 ANEXOS ... 75

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INTRODUÇÃO

O presente relatório consiste em um Trabalho de Conclusão de Curso, que possui como campo de pesquisa, acadêmicos em fase de conclusão de curso em Administração na Instituição de Ensino Unijuí, especificamente, no campus Três Passos- RS.

Atualmente o mundo encontra-se em constante desenvolvimento, desta forma os profissionais que saem todos os anos das Universidades, devem se preparar para o mercado de trabalho de forma adequada, e por isso é muito importante criar perspectivas para encarar essa nova realidade.

Muitas transformações vêm ocorrendo com a era da informação e da globalização, e esses dois fatores são essencialmente definitivos para os profissionais de Administração, pois trouxeram consigo a substituição de cargos operários pouco qualificados por oportunidades para profissionais especialistas, cultos e qualificados, onde existem meios para se adquirir conhecimento através de informações que estão a todo o momento presentes no nosso meio.

Diante destes fatores e muitos outros que nascem em conseqüência desta realidade, a tarefa administrativa vem se tornando cada vez mais incerta e desafiadora, a visão do administrador deve estar dirigida não só dentro do seu ambiente nas suas tarefas rotineiras, mas também para o ambiente externo, se antecipando às mudanças ao invés de esperar que elas venham para então reagir.

O objetivo desse estudo caracterizou-se em identificar a realidade e as perspectivas dos acadêmicos formandos do curso de administração do Campus Três Passos com relação ao seu futuro profissional, visando a contribuir com o futuro profissional dos mesmos e tambem contribuir com o Plano Pedagogico do curso, já que as transformações das organizações acontecem rapidamente, e os administradores devem estar preparados para tais, este também visa identificar as competências adquiridas pelos acadêmicos durante a graduação e a atual área de atuação dos mesmos. Assim, o presente relatório está estruturado em quatro capítulos: contextualização do estudo, referencial teórico, metodologia, apresentação e análise dos dados e por fim a conclusão, apêndices e anexos.

No primeiro capítulo é apresentado o tema, a questão de estudo, o objetivo geral, os objetivos específicos e a justificativa da presente pesquisa.

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O segundo capítulo é constituído do referencial teórico onde são apresentados embasamentos teóricos que dão sustentação a este estudo, trazendo conceitos de vários autores.

Já no terceiro capitulo apresenta-se a metodologia aplicada no presente estudo, abordando a classificação, o universo amostral onde foram explanados a maneira como realizou-se a coleta de dados, seguida do plano de análise e interpretação dos dados.

No quarto capítulo está a caracterização da UNIJUÍ Câmpus Três Passos bem como a caracterização do curso de Administração deste Câmpus. Os resultados obtidos com a pesquisa e as sugestões também se encontram expostas neste capítulo.

Por fim, no quinto capitulo, consta a conclusão desta, bem como a bibliografia utilizada, os apêndices onde são explanados os questionários e o roteiro de entrevista aplicada neste relatório e anexos.

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1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO

Neste capitulo apresenta-se o tema, a questão de estudo, os objetivos gerais e específicos bem como a justificativa do assunto aqui exposto.

1.1 Apresentações do Tema

O tema deste estudo foi o de analisar a realidade e as perspectivas profissionais dos formandos em Administração- Câmpus Três Passos, quanto a atual área de atuação e a aquisição das competências dos futuros administradores, com vista a sua inserção no mercado de trabalho.

O número de cursos de Administração cresceu no RS e em todo o Brasil, assim como as instituições de ensino, principalmente as Faculdades: de 511 cursos de graduação, em 1991, o Estado passou a ter 1.262 Institutos de Ensino Superior, em 2004 (MOROSINI e ROSSATO, 2006). Existe um crescimento importante do mercado, o que demanda mais profissionais qualificados. As ofertas de trabalho na área de administração são maiores, fazendo com que muitos jovens visualizem na área a empregabilidade e o sucesso profissional.

Administrar nos dias atuais, significa apresentar ótimos resultados no menor tempo possível, é preciso ter competências para liderar e gerenciar organizações. Os administradores devem saber agir de forma, a saber, porque estão tomando tais decisões, ter o senso de compreender, transmitir informações, saber desenvolver-se e empreender, engajando-se e comprometendo-se com os riscos e consequências que suas novas ideias podem trazer. Além de tudo, devem ter uma visão estratégica de toda sua empresa, analisando suas oportunidades e ameaças e trazendo alternativas para as mesmas.

Dessa forma está cada vez mais difícil para o futuro administrador saber qual rumo seguir. Existem estudos que mostram a perda da eficácia dos administradores por terem seu potencial de ação bloqueado, quando os postos ocupados não lhes permitem o exercício de suas competências (BERGAMINI, 2002). Para alguns profissionais pode ser frustrante continuar na profissão quando não conseguem administrar uma empresa ou aplicar seus conhecimentos em uma área especifica no começo de sua carreira.

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O administrador que deseja se destacar no mercado de trabalho competitivo deve ter a consciência de estar constantemente atualizado na área em que se propôs atuar, buscando isso junto ao próprio mercado que está em constante mudança.

Segundo Carvalho (1999 p. 81) “A capacidade de auto aperfeiçoamento e a constante busca do ser humano são a raiz de toda aprendizagem, inclusive da aprendizagem organizacional”.

Tomando-se como base este cenário e por se tratar da área de atuação da acadêmica, que está prestes a se formar, e principalmente por se tratar de um assunto interessante, a pesquisa revela através da amostra, a realidade e as perspectivas profissionais dos acadêmicos do curso, onde também apresenta à percepção da coordenação deste, quanto ao tema aqui proposto, pois é neste meio que os indivíduos se preparam profissionalmente para ingressar no mercado de trabalho.

1.2 Questão de Estudo

Tendo-se em vista as transformações no ambiente organizacional e na sociedade, e as mudanças que o mercado exige cada vez mais dos profissionais, é necessário aos acadêmicos e a própria Universidade, conhecer se os mesmos estão adquirindo as competências necessárias aos administradores, bem como saber se estão a desenvolvê-las da melhor maneira durante a graduação.

Neste contexto, não se tem um nível de acompanhamento dos acadêmicos durante sua formação, se sentem-se aptos a ingressar no mercado de trabalho profissionalmente, e qual carreira pretendem seguir. Tornou-se importante questionar neste âmbito de formação como os acadêmicos de administração se relacionam com o ensino aprendizado e o mercado de trabalho, se sentem-se capacitados para inserir-se profissionalmente neste meio tão concorrido.

Para Coelho (1994) a formação dos profissionais deve ser inserida num contexto mais amplo e flexível, critica, rigorosa, solidamente fundamentada para o cultivo do raciocínio, da autonomia e da criatividade.

As transformações nas profissões, fazem com que nesse novo cenário, as empresas procurem por novos valores e ideais nos profissionais, como postura, bom relacionamento

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interpessoal e espírito de equipe, bem como uma intensa curiosidade intelectual para ir além do que lhe é proposto.

Para tanto, e havendo a falta de estudos com este tema, buscou-se responder a seguinte questão: “Qual a realidade e as perspectivas profissionais dos formandos do curso de Administração da UNIJUI Campus Três Passos-RS?”

1.3 Objetivos

1.3.1 Objetivo Geral

Analisar a realidade e as perspectivas profissionais dos acadêmicos do curso de Administração da UNIJUI Campus Três Passos, visando a contribuir com a carreira profissional dos mesmos e com o projeto Pedagógico do Curso de Administração.

1.3.2 Objetivos Específicos

1 - Identificar o perfil biográfico, acadêmico e profissional dos participantes da pesquisa; 2 - Conhecer a percepção dos acadêmicos e da Coordenação do Curso de Administração quanto ao desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho durante a graduação; 3 - Analisar a realidade e as perspectivas profissionais destes acadêmicos;

4 - Propor sugestões para os acadêmicos visando contribuir com a carreira profissional e com o Projeto Pedagógico do Curso.

1.4 Justificativa

A realização desse estudo com os acadêmicos em administração justifica-se com a intenção de preencher uma lacuna existente em relação ao tema, já que o mesmo visa analisar a realidade e as perspectivas dos acadêmicos quanto a atual área de atuação, a aquisição das competências necessárias aos administradores e o mercado de trabalho.

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Segundo o Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), a carreira de Administração apresenta uma peculiaridade em relação às demais profissões: assim como as relações econômicas, ela é dinâmica. Constantemente agrega novos campos de atuação ao seu escopo, o que dá maior flexibilidade ao currículo.

A administração é a profissão que surgiu e se expandiu rapidamente e com grandes transformações. Colom (2004, p. 149), diz que “A mudança na sociedade está tão instalada, que a única resposta possível é educar para a incerteza, porque as certezas são cada vez menos certas”.

Entender o que os formandos estão buscando para seu futuro profissional é extremamente importante, pois as universidades são responsáveis pela inserção de milhares de jovens no mercado de trabalho, que durante anos se empenharam no curso, e que agora se encontram no desafio de escolher qual caminho seguir depois de formados. Em geral administrador no início de carreira, vive cercado de dúvidas e questionamentos que podem definir seu futuro profissional.

Para a Organização em estudo, este caracteriza-se como uma ferramenta que busca verificar a realidade e as expectativas dos graduandos em fase de conclusão do curso de Administração, em relação ao seu futuro profissional, onde a mesma poderá enfocar durante seu ensino aprendizagem a importância do autoconhecimento e da capacidade de aquisição das competências necessárias para a realização profissional. Visualiza-se esta necessidade de conhecimento diante das rápidas mudanças no mundo organizacional, procurando assim efetuar de maneira integra a formação dos profissionais que estão sobre o seu próprio cunho de moldagem e cultura.

Para a Universidade, este estudo serve como material de pesquisa, principalmente para os alunos do curso, professores e coordenadores, que assim como eu, tenham o interesse de se aprofundar no assunto. Também poderá servir de aporte para a mesma identificar se os alunos adquirem os conhecimentos necessários aos administradores e se criam boas expectativas com relação ao futuro que o curso pode propor, contribuindo assim com o Projeto Pedagógico do Curso. Outro ponto importante é o fato de não constar nenhum registro de realização de estudo semelhante para o curso de Administração na Universidade.

Por fim, esse questionamento ocorreu pelo interesse da pesquisadora graduanda em Administração, que durante o curso buscou adquirir as competências necessárias aos administradores, para à inserção no mercado de trabalho e o sucesso profissional.

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Este relatório é o Trabalho de Conclusão de Curso, requisito para formação de bacharel em Administração. Para tanto, a seguir apresentam-se algumas bases teóricas sobre o assunto, para um melhor conhecimento sobre o mesmo.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

Neste capitulo serão apresentados alguns conceitos teóricos e ideias de autores que fundamentam a pesquisa em estudo, os quais trarão um entendimento mais claro dos assuntos aqui abordados tanto para a pesquisadora quanto para os demais leitores.

O referencial está estruturado da seguinte forma: Num primeiro momento apresentam-se os conceitos referentes às organizações, na apresentam-sequência estão expostas as ciências da administração, as competências dos administradores e para finalizar apresenta-se o mercado de trabalho e o administrador.

2.1 Organizações

A sociedade desenvolveu-se mediante a criação de organizações especializadas, as quais nos fornecem os bens e serviços dos quais necessitamos. Para Hamptom (1980), “todas essas organizações são guiadas pelas decisões de uma ou mais pessoas que chamamos de administradores. Os administradores alocam recursos escassos para fins alternativos e frequentemente competitivos. São eles que determinam a relação meio e fim”.

No Quadro 01 são apresentadas as três características comuns a todas as organizações: comportamento, estrutura e processos.

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Quadro 01- Características Comuns das Organizações

O que São O que Têm O que Fazem

Têm Pessoas Comportamento humano

Satisfazem necessidades Desenvolvem atitudes

Motivam Comandam Desenvolvem grupos

São Organizadas Estrutura

Crescem Ampliam-se

Alteram-se Combinam Dividem-se Fazem Pessoas exercendo

alguma atividade Processos

Comunicam Tomam decisões

FONTE: http://www.strategia.com.br/Estrategia/estrategia_corpo_capitulos_organizacoes.htm

Atualmente as organizações mudam constantemente e os profissionais são obrigados a estarem preparados para tais, para que possam ser considerados profissionais qualificados. Para Katz (1996, p.67), “ao reconhecer relacionamentos e tomar conhecimento dos elementos importantes em cada situação. O administrador deve então ter condições de agir de maneira a promover o bem estar geral de toda organização”.

O que as organizações buscam são profissionais qualificados e que estejam preparados para enfrentar com instrumentos adequados situações do dia-a-dia das empresas.

A competitividade virou a palavra de ordem e mobiliza todos os escalões da empresa na batalha pela conquista e manutenção de mercados. E para isso a mais valiosa matéria prima para a garantia própria de sobrevivência da empresa é a revalorização do fator humano. Sairá na frente a empresa que melhor souber valorizar as potencialidades e as desenvolturas de seus profissionais (TIZOTT, 2004, P.23).

As organizações exigem muita dedicação de seus profissionais, pois não quer apenas sua formação. Deverão saber trabalhar em equipe, saber liderar, lidar com informações e tecnologias, tendo uma conduta de aprendizado continuo, sendo multifuncionais e alertas.

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Toledo (1992) afirma que o desenvolvimento organizacional é fundamental, principalmente se as organizações concorrem e lutam para manter a supremacia num mercado cercado por mudanças crônicas.

Existem várias maneiras de classificar as organizações, quanto a sua origem, finalidade e porte. Uma das principais divisões é quanto a sua origem de formação, divididas em públicas, privadas e não governamentais. As empresas públicas são empresas estatais, onde o Estado que tem poder acionário e possui administração indireta, o capital investido é exclusivamente público. Podemos citar como exemplo os Correios, o banco Caixa Econômica Federal e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

As Organizações Não Governamentais (ONGs) são representadas por um grupo social organizado em prol de alguma causa que é considerada de relevância à sociedade e que não possui fins lucrativos, é através destas que se torna possível exercer pressões políticas para que a democracia seja praticada. São exemplos de ONGS A Fundação S.O.S Mata Atlântica, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

As de ordem privada são caracterizadas principalmente por ter um ou mais proprietários que buscam o lucro através do seu próprio negócio, ou seja, sua atuação pode ser em qualquer área, visando o crescimento monetário de seus sócios. Esta ordem é subdividida em empresas do setor primário, secundário e terciário, por sua vez as organizações do setor primário constituem-se de organizações na área agropecuária, do setor secundário são as indústrias e do terciário o comércio e serviços.

Em relação ao porte das organizações, elas podem ser classificadas em três níveis, pequeno, médio e grande. A diferença está diretamente relacionada a sua capacidade, ao seu volume e ao seu faturamento. Ainda podem-se classificar as organizações em sociedades de fins lucrativos, como citado anteriormente, que buscam um retorno financeiro a fim de cobrir os custos e adquirir um lucro, e de fins não lucrativos onde o lucro que se adquire na organização serve apenas para cobrir os custos, ou seja, serve apenas para seu sustento.

O Administrador precisa conhecer seu ambiente de trabalho, seu mercado e seus clientes, criando comportamentos alternativos. Essas transformações no meio organizacional nortearão as decisões estratégicas das organizações que trarão habilidades para lidar com as tecnologias inovadoras e seus efeitos, os quais são essenciais para o sucesso das mesmas.

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Para Maximiano (1992) “uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por finalidade realizar propósitos coletivos”. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar objetivos que seriam inatingíveis para uma pessoa.

Atualmente os empregados são chamados de colaboradores e os chefes de gestores. A gestão de empresas dentro das organizações deve visar à valorização dos profissionais, possuindo recursos, conhecimentos, competências e habilidades. Para Chiavenato (1999), organizações jamais existiriam sem as pessoas que lhe dão vida, dinâmica, impulso, criatividade e racionalidade, onde as partes dependem uma da outra, havendo uma relação de mútua dependência e benefícios recíprocos.

As organizações dependem diretamente dos colaboradores para operar, produzir seus bens e ou serviços, atender seus clientes, competir nos mercados e atingir seus objetivos estratégicos, e em contrapartida as pessoas dependem das organizações onde trabalham para atingir seus objetivos profissionais e pessoais, onde o crescer profissional e pessoal significa crescer com a organização.

“Como já se sabe as organizações hoje vivem sob uma crescente pressão para serem mais competitivas” (DESSLER, 2003, p.5). A globalização e a concorrência são duas tendências responsáveis por essa pressão.

As organizações devem estar alerta às mudanças a todo o momento e assim buscam profissionais que estejam aptos a encarar tais mudanças continuamente. Essas precisam atrair as pessoas com conhecimento, mantê-las, reconhece-las e recompensa-las, motiva-las, atende-las e deixa-atende-las satisfeitas, só assim os profissionais terão motivos para trabalhar em prol das organizações.

Na visão de Chiavenato (1999), a mudança é um aspecto essencial da criatividade e inovação nas organizações atualmente, ela está em toda parte: nas organizações, nas pessoas, nos clientes, nos produtos e serviços, na tecnologia, no tempo e no clima, representando a principal característica dos tempos modernos.

Entretanto, uma organização não muda se não houver mudança no comportamento e nos valores das pessoas que trabalham nela. O papel do administrador é primordial nas organizações. “A organização não é instituição, mas uma atividade regeneradora permanente em todos os níveis, e que se baseia na computação, na elaboração das estratégias, na comunicação, no diálogo.” (MORIN, 2003, p. 275).

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Conhecer as relações que ocorrem entre indivíduos e organizações, assume uma importância cada vez maior frente a necessidade de se obter sempre os melhores resultados, pois estas são sistemas sociais que predominam na atual sociedade. As organizações são tão complexas e estruturadas que dominam e ditam novas formas de comportamento, “ganharam tanta importância no contexto social atual, que o ser humano é tido como “homem da organização”, aquele que pensa, decide, trabalha e se diverte em grupo.” (LANNER e BENJAMIM, 2008, p. 80).

A seguir apresenta-se o quadro número 02 que nos retrata as definições clássicas das organizações:

Quadro 02- Definições Clássicas de Organização

Autor Definição de Organização

B. Brusset “Sistema social que possui uma estrutura social complexa, e

que opera num meio cultural, político, legal, econômico e tecnológico, com o qual interagem continuamente.” Stephen P. Robbins “A organização é uma unidade social coordenada de modo

consciente, composta por duas ou mais pessoas, funciona com relativa constância com a finalidade de alcançar uma meta ou uma serie de metas comuns.”

Philippe Bernoux “De forma clássica, caracteriza-se as organizações pelos traços seguintes: divisão de tarefas, distribuição dos papeis, sistema de autoridade, sistemas de comunicação, sistema de contribuição-retribuição.”

Pierre Moessinger “Uma organização é formada por grupos organizacionais que constituem outros tantos subsistemas. Enquanto tais partilham certas metas com a organização e opõem-se no que diz respeito a outras metas. Pode acontecer, por exemplo, que a eficácia de um grupo só possa ser melhorada a preço de uma diminuição do bem-estar dos outros membros: rebenta o conflito.”

Cyrio Bernardes “A organização é uma associação de pessoas caracterizada por: 1. Ter função de produzir bens, prestar serviços a sociedade e atender as necessidades de seus próprios participantes; 2. Possuir uma estrutura formada por pessoas que se relacionam, colaborando e dividindo o trabalho para transformar insumos em bens e serviços; 3. Ser perene no tempo.”

Henry Mintzberg “A estrutura de uma organização pode ser definida simplesmente como o total da soma dos meios utilizados para dividir o trabalho em tarefas distintas e em seguida

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assegurar a necessária coordenação entre as mesmas.” Lévy-Leboyer “A organização é composta por indivíduos e grupos, que

tanto são grupos formais, que aparecem claramente no organograma, como são grupos não formais, contudo, influentes. Ela tem um ou mais objetivos. Para os atingir, os indivíduos e os grupos que compõem a organização vêem ser-lhes atribuídas funções e papéis diferentes. As suas atividades são definidas por regras e obrigações e coordenadas de maneira racional e finalizada.”

FONTE: Individuo, Organizações e Sociedade- Lanner e Benjamim (2008)

Assim pode-se perceber que as organizações possuem várias formas de serem conceituadas, elas passam por mudanças e transformações a cada dia, seja introduzindo novas e diferentes tecnologias, ou modificando seus produtos e serviços. “As organizações constituem uma das mais admiráveis instituições sociais que a criatividade e engenhosidade humana construíram. As organizações de hoje são diferentes das de ontem e, provavelmente, amanhã e no futuro distante apresentarão diferenças ainda maiores.” (CHIAVENATO, 2000, p. 27).

Ainda segundo Chiavenato (1994) “o homem moderno passa a maior parte do seu tempo dentro de organizações, das quais depende para nascer, viver, aprender, trabalhar, ganhar seu salário, curar suas doenças, obter todos os produtos e serviços de que necessita”.

2.2 Ciências da Administração

No Brasil, a administração começou a ser disseminada em 1931, pelo Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), em São Paulo. Já em 1941 na mesma cidade implantou a Escola Superior de Administração de Negócios (ESAN) a qual adotou métodos pedagógicos da Graduate School of Bussines, da Universidade de Harvard, embora o reconhecimento desse curso pelo Ministério da Educação só viesse acontecer em 1961.

Em 9de setembro de 1965 criou-se a profissão de Administrador no Brasil, que se deu com a edição da Lei n° 4.769, regulamentada pelo Decreto n°61.934, de 24 de fevereiro de 1966. Segundo dados do CRA são atividades típicas de Administradores, que constam nos Arts. 2º da Lei nº 4.769/65 e 3º do regulamento aprovado pelo decreto nº 61.934/67):

Os Profissionais da Administração exercerão a profissão como profissional liberal ou não, mediante:

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Elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, laudos;

Realização de perícias, arbitragens, assessoria e consultoria em geral, pesquisas, estudos, análises, interpretações, planejamento, implantação, coordenação e controle de trabalhos;

Exercício de funções e cargos de administrador do serviço público federal, estadual, municipal, autárquico, sociedades de economia mista, empresas estatais, paraestatais e privadas, em que fique expresso e declarado o título do cargo abrangido;

Exercício de funções de chefia ou direção, intermediária ou superior assessoramento e consultoria em órgãos, ou seus compartimentos, da Administração pública ou de entidades privadas, cujas atribuições envolvam principalmente, a aplicação de conhecimentos inerentes à técnicas de administração;

Magistério em matérias técnicas dos campos da administração e organização.

A Administração é considerada uma ciência, pois lida com fenômenos complexos, onde os administradores tomam decisões com base em informações incontroláveis e o mundo dos negócios é circunstancial.

Segundo Amaboni (2011) a condição lógica da ciência pode ser enunciada em termos de procedimentos e operações intelectuais que:

- possibilitam a observação racional e controlada dos fatos; - permite a interpretação e explicação adequada dos fenômenos;

- contribuem para a verificação dos fenômenos, positivados pela experimentação ou pela observação; e

- fundamentam os princípios da generalização ou estabelecimento dos princípios e das leis. Considerada como uma ciência, a administração recebe influencias de diferentes ciências como filosofia, sociologia, psicologia e economia. Por meio de suas habilidades o administrador realiza com desenvoltura suas atividades nas organizações, ou seja, informações podem produzir conhecimento, conhecimento é o resultado das práticas da ciência. Segundo Giovanini (2002), a utilização de conceitos de diversas áreas para os estudos das organizações é uma prática aparentemente comum e responsável por avanços importantes na administração e no estudo das organizações.

A Administração está inserida no contexto das Ciências Sociais Aplicadas, que “são todas as ciências que conduzem à invenção de tecnologia para intervir na natureza, na vida humana e nas sociedades [...]”. (CHAUÍ, 1995, p. 260).

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O profissional do campo de administração deve ter ainda a capacidade de saber traduzir seu conhecimento em ações práticas que proporcionem resultados significativos para as organizações e a sociedade. A primeira providência para preparar administradores competentes é estudar o que fazem os administradores em seu trabalho e assim conhecerão suas atividades. (AMABONI, 2011).

As pressões exercidas pela globalização fizeram com que as empresas exigissem novos modelos de gestão, e a técnica do domínio de gestão que antes era de qualidade no gerenciamento passou a ser o de profundo conhecimento da teoria das organizações onde se busca conhecer a sua estrutura, seus objetivos e o papel social que a mesma desempenha, bem como passou a dar ênfase na capacidade de domínio de conhecimento pessoal e a capacidade de entender a organização como um todo.

Com o desenvolvimento acelerado, a relação entre pessoas e coisas, precisa ser cada vez mais estruturada. Segundo Robert (1987, p. 84), “a administração das atividades científicas e tecnológicas provêm da necessidade de sua organização, planejamento, institucionalização, orçamentalização e avaliação”.

2.3 Competências dos administradores

As competências e habilidades dos administradores são fatores preponderantes para um profissional qualificado, estas qualificações possibilitam aos mesmos, ter um desempenho superior em diversas situações de trabalho. A palavra competência é usada de diferentes formas, mas a mais comum é a utilizada para “designar pessoa qualificada para fazer algo” (FLEURY; FLEURY, 2004, p.18).

Para Perrenoud (2000, p.19) competência pode ser definida como:

A aptidão para enfrentar uma família de situações analógicas, mobilizando de forma correta, rápida, pertinente e criativa, múltiplos recursos cognitivos, saberes, capacidades, micro competências, informações, valores, atitudes, esquemas de percepção, de avaliação e de raciocínio.

Existem ainda classificações para as competências, as quais se dividem em competências individuais e profissionais. Onde as competências individuais são um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que cada pessoa possui ou desenvolve, para Fleury e Fleury (2004, p.35), é: “um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valor econômico à

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organização e valor social ao indivíduo”. Já Nordhaug (1998, p.10) classifica as competências individuais em: “técnicas, interpessoais e conceituais”.

A seguir apresentam-se estas três habilidades:

Habilidades Técnicas são as habilidades ligadas à execução do trabalho, e ao domínio do conhecimento específico para executar seu trabalho operacional. Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade técnica “[...] consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio da experiência e educação. É muito importante para o nível operacional”.

Habilidades Humanas são as habilidades necessárias para um bom relacionamento. Administradores com boas habilidades humanas se desenvolvem bem em equipes e atuam de maneira eficiente e eficaz como líderes.

Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade humana “[...] consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de pessoas”. Habilidades humanas são imprescindíveis para o bom exercício da liderança organizacional.

Habilidades Conceituais são as habilidades necessárias ao proprietário, presidente, CEO (principal chefe ou executivo) de uma empresa. São essas habilidades que mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na Administração da empresa.

Segundo Chiavenato (2000, p. 3):

"Habilidade conceitual: Consiste na capacidade de compreender a complexidade da organização com um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes. Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu departamento ou grupo imediato."

As competências profissionais podem ser consideradas como agente de transformação dos conhecimentos, habilidades e atitudes, em prol das organizações, melhorando processos de forma criativa, introduzindo tecnologias e trabalhando de forma cooperada. Na concepção de Zarifian (2008, p.90), a competência profissional: “é uma responsabilidade do indivíduo em demonstrar que é capaz de trabalhar de forma cooperada, sendo criativo, tendo iniciativa e resolvendo problemas, sempre querendo aprender com as situações reais”.

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Assim as competências profissionais podem ser desenvolvidas através do ensino aprendizado e das experiências obtidas no exercício da profissão. A competência profissional é caracterizada, pela variedade, teoricamente ilimitada de questões e de imprevistos a serem enfrentados. Esta variedade é neste sentido flexível, exigindo um conjunto complexo de conhecimentos e habilidades (MEGHNAGI, 1998).

As competências que devem identificar os administradores, e que são exigidas no mercado, para que os profissionais sejam capazes de competir cotidianamente pela organização, são contempladas no Artigo 4º Das Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Administração (DCN), sendo que se volta para:

I - reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo produtivo, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos e exercer, em diferentes graus de complexidade, o processo da tomada de decisão;

II - desenvolver expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional, inclusive nos processos de negociação e nas comunicações interpessoais ou intergrupais;

III - refletir e atuar criticamente sobre a esfera da produção, compreendendo sua posição e função na estrutura produtiva sob seu controle e gerenciamento;

IV - desenvolver raciocínio lógico, crítico e analítico para operar com valores e formulações matemáticas presentes nas relações formais e causais entre fenômenos produtivos, administrativos e de controle, bem assim expressando-se de modo crítico e criativo diante dos diferentes contextos organizacionais e sociais;

V - ter iniciativa, criatividade, determinação, vontade política e administrativa, vontade de aprender, abertura às mudanças e consciência da qualidade e das implicações éticas do seu exercício profissional;

VI - desenvolver capacidade de transferir conhecimentos da vida e da experiência cotidianas para o ambiente de trabalho e do seu campo de atuação profissional, em diferentes modelos organizacionais, revelando-se profissional adaptável;

VII - desenvolver capacidade para elaborar, implementar e consolidar projetos em organizações; e

VIII - desenvolver capacidade para realizar consultoria em gestão e administração, pareceres e perícias administrativas, gerenciais, organizacionais, estratégicos e operacionais.

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Assim pode-se observar que as DCNs centralizam o ensino aprendizado no desenvolvimento de competências e habilidades, e não somente no conteúdo conceitual, onde visa-se o instrumento de desenvolvimento de competências (conhecimento, habilidades e atitudes). Na sequência busca-se discutir a relação do mercado de trabalho com a profissão do administrador.

2.4 Mercado de Trabalho e o Administrador

As transformações que ocorrem no ambiente organizacional e na sociedade estão exigindo cada vez mais a formação de profissionais com competências e habilidades bem desenvolvidas. Para os profissionais em administração este cenário não é diferente, pois a estes é exigido um perfil capaz de desenvolver e fazer uso de suas habilidades técnicas, humanas e conceituais. De acordo com Chiavenato (2004), essas três habilidades requerem ao mesmo tempo, que o profissional de administração tenha determinadas competências pessoais para que possam ser colocadas em ação e obtenham êxito.

Atualmente, caminha-se para um ambiente em que o tempo é o recurso mais escasso e verdadeiramente não renovável. É sabido que se precisa de respostas rápidas, onde gerenciar eficazmente significa apresentar um diferencial competitivo tanto para empresas como para os profissionais. Portanto, a maioria dos estudos na área de administração apresenta um cenário baseado na competitividade, na busca pela qualidade e pela produtividade, por isso administradores precisam de qualidades individuais e que possam ajudar as organizações atingirem seus objetivos.

Os administradores que não acompanharem as mudanças e se adequarem a elas estarão vivendo em uma cultura decadente, pois as novas gerações estão dispostas a trabalhar em grupos, unindo esforços, visando obter novos conhecimentos e habilidades, para que a organização seja baseada na aprendizagem, como processo continuo de transformação.

Embora a regulamentação da profissão tenha ocorrido há apenas quatro décadas, o administrador começou a ganhar mais reconhecimento no concorrido mercado de trabalho quando as empresas perceberam que os efeitos da globalização no ambiente profissional, dominado por novas tecnologias, com maior pressão por resultados e maior exigência pela qualidade de produtos e serviços, requeriam uma administração profissional. (AMABONI, 2011, p.10)

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O mercado de trabalho cada vez mais concorrido leva os recém-formados, a terem dificuldades de encontrar oportunidades, pois tudo muda o tempo todo, e a imaturidade e a falta de experiência de alguns, pode ser o principal fator que dificulte o ingresso destes administradores no mercado, pois o mesmo tem vida própria, sendo movido por contingências econômicas, sociais e culturais que evoluem sem parar.

Buscar novos desafios, não se acomodar, acreditar em si próprio mesmo que os outros duvidem, criar sinergia entre as pessoas, ser um líder mesmo que isso leve tempo, ainda são as melhores opções para se conseguir um espaço no mercado de trabalho. O trabalho é importante e imprescindível para qualquer pessoa, auxiliando na busca pela sua identidade pessoal e profissional.

“Normalmente nos deparamos com diversos significados atribuídos ao trabalho: trabalho como forma de realização, trabalho como disciplina do intelecto, trabalho como forma de sobrevivência. Temos como consequência as concepções sobre o trabalho: liberal, trabalho realizado nas organizações, trabalho dirigido, trabalho manipulado. Enfim, o trabalho surge como uma das formas de relação do homem com o meio no qual se insere. O significado dessas concepções tende a variar de acordo com o grau de influência das mesmas, sobre o sistema de valores do indivíduo, autoestima; elas estão relacionadas com expectativas e vivencias dos envolvidos e com as oportunidades e disponibilidades que o próprio meio social a ela oferece.” (KANAANE, 2006, p.22).

O bacharelado em Administração é o curso com o maior número de formandos a cada ano. Segundo o último Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2011, existiam no país em 2010 cerca de 705 mil futuros administradores. Esses dados dão uma ideia de quão concorrido é esse mercado. “Mas o crescimento da economia e a necessidade de melhoria nos processos produtivos nas empresas mantêm em alta a demanda por esse profissional", afirma Alexandre Ferreira de Pinho, professor da Universidade Federal de Itajubá. O administrador é procurado em todos os setores do mercado.

No quadro 03 é apresentado segundo o site do Conselho Federal de Administração- CFA o perfil dos administradores que são em sua maioria:

Quadro 03 - Perfil dos Administradores

Do sexo masculino, casado e com dependentes.

Tem idade média de 39,3 anos.

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Concluiu o curso de Administração entre 2000 e 2011.

Possui especialização em alguma área da Administração.

Trabalha em empresas de grande porte (serviços e indústria) e órgãos públicos.

Atua nas áreas de Administração Geral e Finanças.

Possui carteira profissional assinada.

Ocupa cargos de gerência.

É registrado no CRA.

FONTE:http://www.cfa.org.br/administracao/administrador.

O mercado não busca apenas profissionais com formação superior, mas que possuam uma conduta de aprender continuamente. Os mesmos deverão ser profissionais polivalentes, multifuncionais, alertas e que se mostrem interessados o tempo todo.

Ainda segundo dados de uma pesquisa feita pelo CFA em 2011 quanto ao salário dos Administradores, esta revela um aumento de 10% no registro em carteira em comparação à pesquisa de 2006. Seguindo a mesma tendência de 2006, a concentração de respostas quanto à renda individual mensal do Administrador (43,37%) encontra-se na faixa entre 3,1 e 10,0 salários mínimos.

O bom desempenho de um administrador também depende de sua formação que permite a atuação em diversos setores da economia, desde o setor privado, com cargos públicos, passando pela indústria ao terceiro setor, o mercado de trabalho para este profissional apresenta tendências evolutivas.

Queiroga (2007) diz que no que se refere ao mercado de trabalho do administrador, caracteriza-se por ser bastante amplo. O profissional da administração deve ser capaz de atuar em funções de direção e coordenação nos diferentes níveis administrativos, desenvolvendo novas tecnologias para acompanhar a rapidez das inovações, procurando atender as reais necessidades no campo em que atua.

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A atual gama de trabalho permite ao administrador escolher qual área afim pretende atuar durante sua carreira profissional. A seguir apresentam-se alguns departamentos de atuação.

O Marketing refere-se ao departamento de apresentação da empresa e seu produto, é através deste que a mesma cresce, pois se busca sempre novas oportunidades de negócio, onde o que se caracteriza são as necessidades de estar sempre em constante interação com seus clientes, produzindo produtos ou serviços que satisfaçam as necessidades dos mesmos.

De forma estratégica, é através do marketing que as empresas formam seus diferenciais competitivos, onde busca-se saber através de análises mais detalhadas quais são os diferenciais com relação aos seus concorrentes, num composto onde são analisados produto, preço, praça e promoção.

Para Kotler (2000), Administração de Marketing, “É o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço, a promoção e a distribuição de ideias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais”.

Na área de Gestão de Pessoas, o gestor tem várias atribuições, tendo que começar por traçar o perfil do colaborador que almeja para sua empresa ou para o cargo disponível, formulando assim um planejamento na área de Recursos Humanos. Fazer a seleção e observar o desempenho de seus colaboradores, para que possam estar sempre motivados, dispostos a se desenvolverem com treinamentos e atuantes em várias áreas ou funções que a empresa disponibiliza. O gestor tem ainda, a atribuição nesta área, de fazer com que seus colaboradores se sintam valorizados podendo ser por meio da remuneração ou crescimento profissional dentro da empresa.

O contexto em que se situa a Gestão de Pessoas é representado pelas organizações e pelas pessoas. As organizações constituem-se de pessoas e dependem delas para atingirem seus objetivos e cumprir sua missão. Ao ver das pessoas, as organizações constituem o meio pelo qual elas podem alcançar seus objetivos pessoais com um mínimo de tempo, esforço e conflito. As organizações surgem então para aproveitar a sinergia dos esforços de várias pessoas que trabalham em conjunto. Sem organizações e pessoas inexistiria a Gestão de Pessoas. (CHIAVENATO, 1999).

A Administração da Produção e Operações é entendida como sendo o processo que transforma um material tangível, em um bem que possua utilidade para uma certa demanda de

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clientes. Este setor é o responsável por analisar o que produzir, quanto produzir, quando produzir e com quais recursos será produzido.

Figura- 1 – Modelo de Transformação

Fonte: Slack (2002, p. 36).

Assim, não basta saber produzir, é necessário que seja feita uma análise rigorosa de todos os pontos envolvidos no processo de produção, a fim de se ter um planejamento financeiro que possibilite poder realizar todo esse processo de transformação de maneira que tudo isso traga o retorno esperado. Diante disto analisaremos a área da Administração Financeira, na qual deve-se firmar todos os gestores para que possam ter a lucratividade esperada.

De acordo com Chiavenato (2004, p.9):

“A administração financeira (AF) é a área da administração que cuida dos recursos financeiros da empresa. Ela está preocupada com dois aspectos importantes dos recursos financeiros: a rentabilidade e a liquidez. Isso significa que a AF procura fazer com que os recursos financeiros sejam lucrativos e líquidos ao mesmo tempo. Na realidade estes são os dois objetivos principais da AF: o melhor retorno possível do investimento (rentabilidade ou lucratividade) e a sua rápida conversão em dinheiro (liquidez), assim podemos concluir que a AF é a área responsável pela administração dos recursos financeiros das empresas, proporcionando condições que garantam rentabilidade e liquidez.”

É preciso que os administradores estejam atentos a todas as mudanças que ocorrem neste ambiente, tanto no interno quanto no externo, sendo imprescindível que se seja feita uma análise para um planejamento de curto e longo prazo, evitando assim que ocorram surpresas durante a execução dos mesmos, pois as transformações ocorrem a todo o momento e sabemos que um bom gestor deve estra preparado para enfrentar a todas essas situações.

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3 METODOLOGIA

Neste capítulo ficam explícitos os aspectos metodológicos que nortearam este estudo. Primeiramente é apresentada a classificação do estudo, seguindo o universo amostral e os sujeitos da pesquisa, na sequência é apresentada a coleta de dados e por fim é relatado como aconteceu à análise e interpretação dos dados.

3.1 Classificação do estudo

Na sequência será definida a classificação da pesquisa, do ponto de vista de sua natureza, de seus objetivos, quanto à forma de abordagem do problema e do ponto de vista dos procedimentos técnicos.

a) Do Ponto de Vista de sua Natureza

A classificação da pesquisa do ponto de vista de sua natureza se classifica em pesquisa básica ou aplicada. Neste estudo de caso trata-se de uma pesquisa aplicada.

Segundo Teixeira, Zamberlan e Rasia (2009) “Pesquisa aplicada visa a gerar conhecimentos para aplicação prática voltada à solução de problemas específicos da realidade. Envolve verdades e interesses locais. A fonte das questões de pesquisa é centrada em problemas e preocupações das pessoas e o propósito é oferecer soluções potenciais para os problemas humanos. A pesquisa aplicada refere-se à discussão de problemas, empregando um referencial teórico de determinada área de saber, e à apresentação de soluções alternativas.” b) Do Ponto de Vista de seus Objetivos

Do ponto de vista de seus objetivos, este estudo foi classificado como uma pesquisa exploratória e descritiva.

Será exploratória por ser provavelmente a primeira que se realizará com este tema específico e na referida organização, através de pesquisas e informações acerca do tema proposto, o qual busca identificar a realidade e as perspectivas profissionais dos acadêmicos. Segundo Teixeira, Zamberlan e Rasia (2009) “o objetivo da pesquisa exploratória é investigar uma situação para propiciar aproximação e familiaridade com o assunto, fato ou fenômeno e com isto gerar maior compreensão a respeito do mesmo”.

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Já na pesquisa descritiva, buscou constatar quais as percepções, opiniões e sugestões dos entrevistados sobre o assunto, através de questionários aplicados aos acadêmicos. Gil (2002), afirma que as pesquisas descritivas têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou ainda, o estabelecimento de relações entre variáveis.

c) Quanto à Forma de Abordagem do Problema

O presente estudo foi considerado como sendo uma Pesquisa Quanti-qualitativa. Quantitativa tem por intenção garantir a precisão dos resultados, evitar distorções de análise e interpretação, possibilitando uma margem de segurança quanto às inferências feitas (BEUREN e RAUPP 2008), nesta forma de abordagem foi aplicado um questionário com perguntas relacionadas as perspectivas profissionais de cada indivíduo no mercado de trabalho atual.

Já nos dados qualitativos foram analisados algumas questões descritivas do questionário e também através de um roteiro de entrevista com a Coordenadora do curso de Administração no Campus Três Passos-RS. Sendo que abordagem qualitativa visa destacar características não observadas por meio de um estudo quantitativo (BEUREN E RAUPP 2008).

d) Do Ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos

Do ponto de vista dos procedimentos técnicos, foram utilizados para este estudo os procedimentos de pesquisa bibliográfica, documental, levantamento de Campo estudo de caso. Pesquisa Bibliográfica: pois foram utilizados materiais publicados em livros, revistas, jornais, redes eletrônicas;

Pesquisa Documental: pois serão utilizados materiais documentais descritivos da organização objeto de estudo. Segundo Vergara (2004) a pesquisa documental é realizada em documentos conservados no interior de órgãos públicos, registros, anais, regulamentos, circulares, ofícios, memorandos, balancetes, comunicações informais, filmes, microfilmes, fotografias, vídeo-tape, informações em disquetes, diários, cartas pessoais e outros.

Levantamento: Gil (2010, p.35) conceitua da seguinte forma: As pesquisas deste tipo caracterizam-se pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para, em seguida, mediante análise quantitativa, obterem-se as conclusões correspondentes aos dados coletados.

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Estudo de caso: se trata de um estudo circunscrito a um setor da organização objeto de estudo, onde foi feita uma análise dentro da realidade atual. De acordo com Gil (2002, p. 54) o estudo de caso “consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento”.

3.2 Universo amostral e sujeitos da pesquisa

Conforme Marconi e Lakatos (2007), a amostragem só é definida quando não abrange uma totalidade dos componentes do universo, surgindo assim a necessidade de investigar apenas uma parte da população.

Para este estudo, destacam-se como sujeitos da pesquisa os acadêmicos em administração presencial, considerados possíveis formandos até o 2° semestre de 2015, onde o questionário foi aplicado em três turmas distintas, formando um total de64alunos.

A pesquisa utilizou uma amostra de 55 acadêmicos, pois 9 destes cursavam duas matérias, estando assim nas mesmas turmas nas quais os questionários foram aplicados. Junto a isso também foi aplicado um roteiro de entrevista para a coordenadora do curso de Administração- Câmpus Três Passos.

Os questionários foram entregues em sala de aula, havendo a ajuda da Secretária do curso, onde a maioria dos acadêmicos levou o mesmo para respondê-lo e entregar em outro possível encontro, o que fez com que o número de questionários aplicados não fosse o mesmo dos regressados. Regressaram assim 37 questionários.

O universo desta pesquisa é composto por acadêmicos da Universidade Regional do Noroeste do Estado (UNIJUÍ), os quais estão em fase de conclusão do curso de Administração em Três Passos-RS, juntamente com a coordenação do curso no referido câmpus.

3.3 Coleta de dados

Neste item, foram obtidos os dados necessários para responder ao problema. A coleta de dados é uma das partes mais importantes da pesquisa, por meio dela buscam-se informações necessárias para o bom andamento do trabalho cientifico e parte prática, alcançando assim os objetivos propostos.

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A coleta de dados foi feita através de um questionário, com 15 questões entregues a 55acadêmicosdo curso de administração do Campus Três Passos-RS, no turno da noite no dia 15/03, sendo coletados até o dia 05/04. Este questionário, localizado no apêndice A, foi estruturado em três partes que são:

Parte I- Perfil biográfico; Parte II- Perfil acadêmico; Parte III- Perfil profissional. Os instrumentos de coletas de dados serviram para coletar os dados necessários para a elaboração do trabalho. O questionário foi formulado com 15 questões, onde 13 questões eram objetivas e 2questões abertas, dentre estas a última foi de livre opção de algum possível comentário.

Outro meio utilizado para o levantamento de dados foi através da aplicação de um roteiro de entrevista para a coordenadora do curso de Administração, o qual foi composto por oito questões abertas.

A pesquisa objetivou analisar a realidade e as perspectivas profissionais dos acadêmicos, onde nas questões descritivas procurou-se instigar os mesmos a analisarem sua real posição sobre o assunto, bem como na coleta dos dados com a Coordenadora do curso. Deu-se assim então a realização desta pesquisa, bem como a análise dos dados coletados.

3.4 Análise de dados

A análise teve como objetivo organizar os dados de forma que ficasse possível o fornecimento de respostas para o problema proposto. Depois que os dados foram coletados, os mesmos foram analisados e interpretados. Segundo Gil (2010, p. 122) “a análise e interpretação é um processo que nos estudos de caso se dá simultaneamente à sua coleta”.

Para diagnosticar as atividades dos acadêmicos quanto a análise da realidade e a perspectiva profissional, a metodologia utilizada foi a avaliação das respostas obtidas através do questionário aplicado aos universitários e a análise da entrevista aplicada a coordenadora do curso.

Para a análise do processo quantitativo utilizou-se o Microsoft Office Excel, onde foram construídos gráficos e posteriormente tabelas para uma melhor interpretação dos dados coletados através dos questionários.

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No processo qualitativo do estudo, foi feita uma análise de conteúdo, onde foram interpretados os resultados obtidos de forma detalhada, para que se pudesse relacionar com as informações teóricas já apresentadas, havendo assim um conhecimento para a realização das recomendações.

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4 - A REALIDADE E A PERSPECTIVA PROFISSIONAL DOS ACDÊMICOS EM FASE DE CONCLUSÃO DE CURSO DA UNIJUÍ CÂMPUS TRÊS PASSOS/RS

Este capítulo apresenta a caracterização da UNIJUÍ Câmpus Três Passos, seguido da caracterização do Curso de Administração, o qual foi o escolhido para ser realizada a pesquisa através dos acadêmicos em fase de conclusão do curso. Na sequência é feita uma análise do perfil biográfico e acadêmico, posteriormente foi analisada a percepção destes quanto ao desenvolvimento das competências para o mercado de trabalho, bem como a realidade e a perspectiva profissional dos mesmos. No decorrer das análises é exposta a percepção da coordenadora do curso quanto aos assuntos abordados.

4.1 Caracterização da UNIJUÍ Câmpus Três Passos

A UNIJUI Campus Três Passos, localiza-se na Rua Ricardo Rucker, nº 235, centro, tendo seus cursos ministrados na sede, sendo eles Administração e Direito. Constitui-se por ser uma universidade de projetos e sonhos, prestando serviços na área de educação superior. A missão da UNIJUÍ é “formar e qualificar profissionais com excelência técnica e consciência social crítica, capazes de contribuir para a integração e o desenvolvimento da região.” Já sua visão é “consolidar-se como universidade comunitária, pública não-estatal, referenciada pela excelência e organicidade de suas ações e integrada ao processo de desenvolvimento da região”.

Sua formação oficial como Instituição de Ensino Superior, ocorreu no dia 20 de outubro de 1985, na Sociedade Ginástica de Ijuí, após Marco Maciel, reconhece-la como universidade, sendo batizada por Tancredo Neves como “primeira Universidade da Nova República”. O processo histórico de instalação do Campus da UNIJUÍ, em Três Passos teve início no ano de 1989, com a assinatura do Protocolo de Intenções entre Governo do Estado/Secretaria de Ciência e Tecnologia, FIDENE e municípios da região noroeste. No ano de 1990, o município de Três Passos dá início a elaboração do seu Plano Estratégico de Desenvolvimento, com apoio da FIDENE/UNIJUÍ, o qual foi ratificado a necessidade do Ensino Superior, por mais de 60 entidades participantes.

Em 1991 acontecia o estreitamento entre UNIJUI/FIDENE com o município de Três Passos, onde foi negociada a efetivação do Campus, primeiramente em uma área no distrito

Referências

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