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1. ASPECTOS DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL LEI 6.830/1980

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1. ASPECTOS DA LEI DE EXECUÇÃO FISCAL – LEI 6.830/1980

1.1. Objetivos da Lei 6830/80

Cobrança Judicial da Dívida Ativa, não se refere à ação de conhecimento, que busca a formação de um título executivo judicial, mas procedimento que a lei prevê a constituição, pela própria fazenda pública, de um título executivo extrajudicial, a Certidão de Dívida Ativa (CDA).

1.2. Sujeitos Ativos

Permitirá a cobrança pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios e respectivas autarquias. (Exequente e Embargado)

1.3. Subsidiariedade do CPC

Será regido subsidiariamente pelo CPC. “REsp 1233190 / SC

RECURSO ESPECIAL 2011/0019896-5 Relator(a)

Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES (1141) Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA Data do Julgamento 17/03/2011 Data da Publicação/Fonte DJe 29/03/2011 Ementa

PROCESSUAL CIVIL. OFENSA AO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. EXECUÇÃO FISCAL. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO. SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO FISCAL.

GARANTIA DO JUÍZO. NECESSIDADE.

1. Os órgãos julgadores não estão obrigados a examinar todas as teses levantadas pelo jurisdicionado durante um processo judicial, bastando que as decisões proferidas estejam devida e coerentemente fundamentadas, em obediência ao que determina o art. 93, inc. IX, da Constituição da República vigente. Isto não caracteriza ofensa ao art. 535 do CPC. Precedentes.

2. É pacífico nesta Corte Superior entendimento segundo o qual, para conferir efeito suspensivo a ação declaratória autônoma que visa discutir débito tributário exeqüendo, para dar-lhe tratamento similar ao dos embargos de devedor, é necessário que, tal como neste

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último caso, haja garantia do juízo. Precedentes.

4. Antes das inovações propostas pela Lei n. 11.382/06, os embargos de devedor eram sempre recebidos com efeito suspensivo, e isto porque haveria sempre a garantia do juízo, que era medida que conferia a suspensividade (arts. 16, § 1º, da Lei n. 6.830/80 e 739, § 1º, do CPC).

5. Após as inovações, os embargos do devedor só são recebidos no efeito suspensivo se, dentre outros requisitos, houver prestação de garantia do juízo (art. 739-A do CPC). 6. Portanto, para dar a ação declaratória de nulidade efeito suspensivo a sobrestar a execução fiscal, tanto antes como hoje, é necessária a garantia do juízo, que não ocorre na hipótese.

7. Recurso especial parcialmente provido”

“Processo AgRg na MC 15843 / SC

AGRAVO REGIMENTAL NA MEDIDA CAUTELAR

2009/0147548-6 Relator(a) Ministro LUIZ FUX (1122)

Órgão Julgador T1 - PRIMEIRA TURMA Data do Julgamento 03/09/2009 Data da Publicação/Fonte DJe 20/10/2009 Ementa

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MEDIDA CAUTELAR QUE OBJETIVA A SUSPENSÃO DE LEILÃO E DE QUALQUER ATO EXPROPRIATÓRIO ANTES DO JULGAMENTO DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL AOS QUAIS NÃO FOI ATRIBUÍDO EFEITO SUSPENSIVO. PENDÊNCIA DO JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO ESPECIAL QUE IMPUGNA O ACÓRDÃO REGIONAL QUE MANTEVE O INDEFERIMENTO DO EFEITO SUSPENSIVO AOS EMBARGOS, FUNDADO NA

INEXISTÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE DO DIREITO E NA AUSÊNCIA DE

COMPROVAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE DANO GRAVE DE DIFÍCIL OU INCERTA REPARAÇÃO.

1. A ação cautelar, no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, tem contornos próprios de processo acessório ao processo principal, que, in casu, consiste em recurso especial (pendente de juízo de prelibação) interposto em face de acórdão regional que, em sede de agravo interno em agravo de instrumento, manteve decisão interlocutória que não atribuíra efeito suspensivo aos embargos à execução fiscal, pelos seguintes fundamentos: "Aplicáveis ao caso os dispositivos da Lei n.° 11.382/06, os quais suprimiram o § 1º do art. 739 do CPC, que preceituava deverem os embargos ser sempre recebidos com efeito suspensivo, bem como acrescentaram o art. 739-A ao CPC, o qual preceitua que, de regra, os embargos do executado não terão efeito suspensivo, salvo se, a requerimento da embargante, houver relevância na fundamentação e o prosseguimento da execução possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação. Eis o texto da norma: 'Art. 739-A. Os embargos do executado não terão efeito suspensivo § 1º. O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos embargos quando, sendo relevantes seus fundamentos, o prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou incerta reparação, e desde que a execução já esteja garantida por penhora, depósito ou caução suficientes.' Assim, não vislumbro empecilhos à aplicação do aludido dispositivo às execuções fiscais, pois que, de acordo com o art. 1º da LEF, as normas do

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estas não colidentes. Nesse passo, impende destacar que na Lei de Execuções Fiscais não há previsão de que os embargos à execução serão recebidos no efeito suspensivo. Deveras, tal ilação decorria de aplicação do § 1º do art. 739 do CPC, o qual foi revogado pela Lei nº 11.382/2006. Do mesmo modo, restou alterado o art. 791, inciso I, do CPC, que passou a preceituar:

'Art. 791. Suspende-se a execução: I - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução (art. 739-A);' Resta, portanto, permitida a inferência de que os embargos à execução fiscal, recebidos já na vigência da Lei n.° 11.382/06, somente terão o condão de suspender a execução fiscal se, além da garantia do juízo (o que se verifica atendido no caso, com penhora de bens avaliados em montante superior à dívida - fl. 247/248), haja verossimilhança na alegação e o prosseguimento da execução, manifestamente, possa causar grave dano de difícil ou incerta reparação, ex vi do art. 739-A, §1º, do CPC. Ora, na espécie não me parece tenha restado configurada a presença de dano irreparável ou de difícil e incerta reparação a justificar a tutela de urgência. Com efeito, a mera prossecução do executivo fiscal não preenche o suporte fático atinente ao dano contido no art. 739-A do CPC, sendo necessária, para tanto, a demonstração de risco concreto, ausente na hipótese em questão. Registro que não há sequer alegação de fato nesse sentido.

Quanto à matéria alegada na inicial dos embargos à execução, restringiu-se à afirmação de invalidade das CDAs, seja por (a) ausência de lançamento em razão da constituição por declaração, seja por (b) indicação de diplomas legais inaplicáveis no corpo das CDAs. Quanto a essas alegações, não se faz presente a verossimilhança, pois a constituição dos créditos por declaração é aceita de forma pacífica na jurisprudência e a indicação de diplomas legais equivocados, por si só, não tem o condão de invalidar o título. Ademais, cabe sinalar que o legislador, ao reformar o Código de Processo Civil, buscou dar maior efetividade à execução, priorizando, neste caso, o interesse do credor e afastando a possibilidade de prosseguimento apenas na hipótese de existir grave risco de dano irreparável, de caráter específico. Dano que não se confunde com aquele inerente a toda execução: a oneração do patrimônio do devedor e todos os seus reflexos."

1.4 Termo de Inscrição

É o documento que formaliza a inclusão da dívida no cadastro da dívida ativa. Art. 2º.§ 5º - O Termo de Inscrição de Dívida Ativa deverá conter:

I - o nome do devedor, dos co-responsáveis e, sempre que conhecido, o domicílio ou residência de um e de outros;

“Aliás, neste sentido quando o sócio não está no título, a jurisprudência é pacífica em se atribuir o ônus da prova ao Fisco, justamente porque sequer há como atribuir presunção de legitimidade e certeza a título executivo em relação ao sócio que às escâncaras não participou do processo administrativo de constituição da dívida (REsp 635858/SP Ministro Luiz Fux - 14/02/2007)

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II - o valor originário da dívida, bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros de mora e demais encargos previstos em lei ou contrato;

“TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO. IPTU E TAXA DE SERVIÇOS URBANOS. CDA. NULIDADE. A certidão deverá preencher todos os requisitos do art. 202 do CTN, de modo a permitir ao executado a ampla defesa. Ao agregar em um único valor os débitos originários do IPTU e da Taxa de Serviços Urbanos, o exeqüente impossibilita a correta compreensão do quantum objeto da cobrança e causa prejuízo à defesa do executado. (STJ, 2ª T. AgRg no Ag. 977.180/MG)”

III - a origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da dívida;

IV - a indicação, se for o caso, de estar a dívida sujeita à atualização monetária, bem como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para o cálculo;

“Em sede de execução fiscal, não se aplica subsidiariamente o artigo 614, II do CPC, de maneira que não é necessário que a petição inicial seja instruída com o

demonstrativo do débito atualizado. (REsp 626.013/RS, Rel. Min. Denise Arruda): V - a data e o número da inscrição, no Registro de Dívida Ativa; e

“Isto porque o insignificante defeito formal que não compromete a essência do título executivo não deve reclamar por parte do exequente um novo processo com base em um novo lançamento tributário para apuração do tributo devido, posto conspirar contra o princípio da efetividade aplicável ao processo executivo fiscal. (REsp 660623/SP – Rel. Min. Luiz Fux)”

VI - o número do processo administrativo ou do auto de infração, se neles estiver apurado o valor da dívida.

“Execução Fiscal – CDA. Ausência de menção ao processo administrativo. O termo de inscrição indicará, obrigatoriamente, o número do processo administrativo de que originou o crédito, acarretando, sua ausência, causa de nulidade da inscrição e do procedimento dela decorrente. STJ, REsp 212.974/MG) “

1.5 Substituição da CDA

Art. 2. § 8º - Até a decisão de primeira instância, a Certidão de Dívida Ativa poderá ser emendada ou substituída, assegurada ao executado a devolução do prazo para embargos.

“(...) só é possível a substituição da CDA antes da sentença até julgar os embargos do devedor.”(STJ, AgRg no REsp 761926/PE, Rel. Min. Castro Meira)

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1.6. Presunção de Liquidez e Certeza

Art. 3º - A Dívida Ativa regularmente inscrita goza da presunção de certeza e liquidez. Parágrafo Único - A presunção a que se refere este artigo é relativa e pode ser ilidida por prova inequívoca, a cargo do executado ou de terceiro, a quem aproveite.

“Tributário. Débito fiscal declarado e não pago. Autolançamento. Desnecessidade de instauração de procedimento administrativo para cobrança. AgReg.144.609/SP. Rel. Min. Maurício Correa, abr. 1995)”

1.7. CDA

Art. 6º. § 1º - A petição inicial será instruída com a Certidão da Dívida Ativa, que dela fará parte integrante, como se estivesse transcrita.

§ 2º - A petição inicial e a Certidão de Dívida Ativa poderão constituir um único documento, preparado inclusive por processo eletrônico.

1.8. CITAÇÃO

Art. 8º - O executado será citado para, no prazo de 5 (cinco) dias, pagar a dívida com os juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, ou garantir a execução, observadas as seguintes normas:

§ 2º - O despacho do Juiz, que ordenar a citação, interrompe a prescrição.

Leandro Paulsen afirma que: “O CTN, enquanto lei de normas gerais de Direito Tributário, sob reserva de lei complementar, a LEF, enquanto lei processual especial, prevalecem as normas gerais de processo estabelecidas pelo CPC. Não teria a aplicação às execuções fiscais. A retroação ao ajuizamento da ação prevista no parágrafo 1º do art. 219 do CPC.” 1.9. GARANTIA DA EXECUÇÃO

Art. 9º - Em garantia da execução, pelo valor da dívida, juros e multa de mora e encargos indicados na Certidão de Dívida Ativa, o executado poderá:

I - efetuar depósito em dinheiro, à ordem do Juízo em estabelecimento oficial de crédito, que assegure atualização monetária;

II - oferecer fiança bancária;

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IV - indicar à penhora bens oferecidos por terceiros e aceitos pela Fazenda Pública. § 1º - O executado só poderá indicar e o terceiro oferecer bem imóvel à penhora com o consentimento expresso do respectivo cônjuge.

§ 2º - Juntar-se-á aos autos a prova do depósito, da fiança bancária ou da penhora dos bens do executado ou de terceiros.

§ 3º - A garantia da execução, por meio de depósito em dinheiro ou fiança bancária, produz os mesmos efeitos da penhora.

§ 4º - Somente o depósito em dinheiro, na forma do artigo 32, faz cessar a responsabilidade pela atualização monetária e juros de mora.

§ 5º - A fiança bancária prevista no inciso II obedecerá às condições pré-estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

§ 6º - O executado poderá pagar parcela da dívida, que julgar incontroversa, e garantir a execução do saldo devedor.

1.10. PENHORA SOBRE ESTABELECIMENTO

Art. 11 § 1º - Excepcionalmente, a penhora poderá recair sobre estabelecimento comercial, industrial ou agrícola, bem como em plantações ou edifícios em construção. “Execução Fiscal. Penhora sobre o faturamento. Admite-se a penhora sobre o

faturamento em situações excepcionais. (STJ , REsp 879.238, Min. Eliana calmo, ago 08)”

1.11. PRAZO PARA EMBARGOS

Art. 16 - O executado oferecerá embargos, no prazo de 30 (trinta) dias, contados: I - do depósito;

II - da juntada da prova da fiança bancária; III - da intimação da penhora.

§ 1º - Não são admissíveis embargos do executado antes de garantida a execução. § 2º - No prazo dos embargos, o executado deverá alegar toda matéria útil à defesa, requerer provas e juntar aos autos os documentos e rol de testemunhas, até três, ou, a critério do juiz, até o dobro desse limite.

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§ 3º - Não será admitida reconvenção, nem compensação, e as exceções, salvo as de suspeição, incompetência e impedimentos, serão argüidas como matéria preliminar e serão processadas e julgadas com os embargos.

“Execução Fiscal. Prazo para oposição de embargos. Termo Inicial. Intimação pessoal da penhora.” (Ag. RG. N. 1093665/SP. Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 01/07/2009)

“Não se aplica à execução fiscal a alteração do artigo 736 , caput do CPC, que prevê a recepção dos embargos independentemente de garantia, ainda que desprovidos de efeito suspensivo. Lendro Paulsen”

2. IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 2.1. Imunidade

Enquanto a regra de competência delimita a parcela do poder de tributar de cada pessoa política de direito interno de forma positiva – por exemplo, a parcela de poder do Município de instituir tributos sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU); por seu turno, as imunidades estabelecem constitucionalmente o campo em que é vedado ao legislador tributar de forma negativa.

A doutrina conceitua imunidades tributárias como hipóteses de não-incidência constitucionalmente qualificadas1 ou, ainda, como regras negativas de competência tributária2. As imunidades estão dispostas na Constituição, portanto não podem ser criadas ou revogadas por lei complementar.

As imunidades podem ser subjetivas, quando voltadas ao sujeito: é o caso da imunidade dos partidos políticos, da imunidade das autarquias e fundações públicas; bem como podem ser objetivas, quando se referem à própria matéria tributável, como a imunidade dos livros, jornais, periódicos e o papel destinado à impressão. É importante destacar que as imunidades desobrigam o cumprimento da obrigação principal, ou seja, o pagamento do tributo, mas não afastam o dever de cumprir as obrigações acessórias, tais como o dever de prestar informações às autoridades fiscais. As imunidades constantes no artigo 150 da CRFB/1988 referem-se tão somente à espécie tributária dos impostos.

1

“Pois bem. Quando a não-incidência decorre de expressa disposição constitucional, que vede ao legislador ordinário competente instituir determinado tributo, alcançando certa realidade ou pessoa, estamos diante da figura da imunidade. Neste caso, a vedação – por estar contida no próprio texto da Lei Maior – apresenta-se como ‘limitação constitucional ao poder de tributar’ de que são titulares União, Estados, Distrito Federal e Municípios.” (BOTTALLO, Eduardo Domingos. Fundamentos do IPI.. São Paulo, RT, 2006, p. 107-108)

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CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 22ª ed. São Paulo, Malheiros, 2006, p. 682.

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2.2. Da Imunidade Recíproca

O artigo 150, VI, “a” da CRFB/1988 dispõe que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços uns dos outros. É a chamada imunidade recíproca, ou seja, que se dá de forma recíproca entre as pessoas políticas de direito interno – União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Decorre, portanto, do princípio federativo e da isonomia das pessoas políticas. Desta feita, caso o Município aplique recursos no mercado financeiro, está imune do imposto sobre operações financeiras (IOF), que é cobrado pela União Federal dos contribuintes em geral. O Estado está imune do imposto sobre a renda (IR). A União está imune do imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA).

A imunidade recíproca é extensiva às autarquias e às fundações mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, renda e aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou delas decorrentes. Por outro lado, as sociedades de economia mista e as empresas públicas federais não são imunes.

2.3. Da Imunidade dos Templos de Qualquer Culto

O artigo 150, VI, “b” da CRFB/1988 estabelece que é vedado à União, aos Estados, Distrito Federal e Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto. A República Federativa do Brasil, como país laico, protege a ampla liberdade de crença. Gozarão de imunidade dos templos, portanto, as igrejas católica, luterana, pentecostal, as sinagogas, os terreiros, os lares espíritas, enfim, na dicção constitucional os “templos de qualquer culto”.

O parágrafo 4º do artigo 150 da CRFB/1988, que estende a imunidade ao patrimônio, rendas e serviços relacionados com as atividades essenciais da entidade. Cumpre destacar, no entanto, que a Súmula 724 do Supremo Tribunal Federal demonstrou o atual posicionamento acerca da matéria, ao estender a imunidade aos aluguéis cobrados, relativamente às pessoas qualificadas na alínea “c” deste mesmo inciso (partidos políticos e suas fundações, entidades sindicais dos empregados, entre outras), desde que os valores sejam aplicados à atividade essencial3.

RE 578562 / BA - BAHIA RECURSO EXTRAORDINÁRIO Relator(a): Min. EROS GRAU

Julgamento: 21/05/2008 Órgão Julgador: Tribunal Pleno Publicação

DJe-172 DIVULG 11-09-2008 PUBLIC 12-09-2008 EMENT VOL-02332-05 PP-01070

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RTJ VOL-00206-02 PP-00906

LEXSTF v. 30, n. 358, 2008, p. 334-340 Parte(s)

RECTE.(S): SOCIEDADE DA IGREJA DE SÃO JORGE E CEMITÉRIO BRITÂNICO ADV.(A/S): JOSÉ FERNANDO TOURINHO JÚNIOR E OUTRO(A/S)

RECDO.(A/S): MUNICÍPIO DE SALVADOR ADV.(A/S): PEDRO GORDILHO

Ementa

EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. ARTIGO 150, VI, "B", CB/88. CEMITÉRIO. EXTENSÃO DE ENTIDADE DE CUNHO RELIGIOSO. 1. Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso estão abrangidos pela garantia contemplada no artigo 150 da Constituição do Brasil. Impossibilidade da incidência de IPTU em relação a eles. 2. A imunidade aos tributos de que gozam os templos de qualquer culto é projetada a partir da interpretação da totalidade que o texto da Constituição é, sobretudo do disposto nos artigos 5º, VI, 19, I e 150, VI, "b". 3. As áreas da incidência e da imunidade tributária são antípodas. Recurso extraordinário provido.”

2.4. Da Imunidade dos Partidos Políticos e de suas Fundações

O artigo 150, VI, “c” da CRFB/1988 dispõe que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive de suas fundações, atendidos os requisitos da lei. Os partidos políticos, para gozarem da imunidade, devem adquirir personalidade jurídica, na forma da lei civil, bem como registrarem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral, nos termos do que preceitua o artigo 17, parágrafo 2º, da CRFB/19884. Devem os partidos políticos e suas fundações atenderem os requisitos da lei, que, nos termos do artigo 146, II, da CRFB/1988, é matéria própria de lei complementar, por tratar de “regular as limitações constitucionais ao poder de tributar”. Assim, nos termos do artigo 14 do CTN, que tem

status de lei complementar, apresentam-se os seguintes requisitos às entidades: a) não

distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; b) aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; c) manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.

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CRFB/1988, art. 17, § 2º: “Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral”.

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2.5. Da Imunidade das Entidades Sindicais dos Trabalhadores

Nos termos do que preceitua o artigo 150, VI, “c” da CRFB/1988, o legislador constitucional, portanto, desonerou de impostos as organizações dos empregados, estimulando a defesa coletiva de seus interesses trabalhistas. Saliente-se que não gozam de imunidade as entidades sindicais patronais, dos empregadores.

Ao vedar a instituição de imposto (espécie do gênero tributo) sobre propriedade, sobre renda ou serviços, as entidades sindicais dos trabalhadores estão imunes, por exemplo, dos impostos sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana – IPTU e do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores – IPVA. A imunidade do artigo 150, VI, “c” da CRFB/1988 não veda a instituição e cobrança de taxas, contribuições de melhoria, contribuições sociais e empréstimos compulsórios, somente dos impostos. Para gozar da imunidade deve o sindicato atender os requisitos de lei, nos termos artigo 14 do CTN5. 2.6. Da Imunidade das Instituições de Educação sem Fins Lucrativos

O artigo 150, VI, “c” da CRFB/1988 contemplou as instituições de educação sem fins lucrativos com a imunidade de impostos sobre patrimônio, rendas ou serviços, desde que atendidos os requisitos de lei. A imunidade estimula a educação no país, desonerando as instituições voltadas ao ensino que revertam os valores recebidos à manutenção de seu patrimônio, apliquem integralmente no país os seus recursos visando seus objetivos institucionais, mantendo de forma regular a sua escrita contábil, nos termos do artigo 14 do CTN.

2.7. Da Imunidade das Instituições Sociais sem Fins Lucrativos

O artigo 150, VI, “c” da CRFB/1988, também concede imunidade de impostos sobre patrimônio, renda ou serviços às instituições sociais sem fins lucrativos. As instituições sociais são aquelas voltadas aos direitos sociais, nos termos do artigo 6º da CRFB/1988, quais sejam: direito à educação, à saúde, ao trabalho, à moradia, ao lazer, à segurança, à previdência social, à proteção à maternidade e à infância e à assistência aos desamparados. Para o gozo dessa imunidade, devem ser atendidos os requisitos da lei, nos termos do artigo 14 do CTN, salientando que não haverá ofensa a tal dispositivo caso as instituições assistenciais venham a cobrar por seus serviços, ou mesmo tenham sobras financeiras.

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CTN, art. 14: “O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título; II – aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais; III – manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão”.

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2.8. Da Imunidade dos Livros, Jornais, Periódicos e o Papel Destinado à sua Impressão

O artigo 150, VI, “d” da CRFB/1988, está consagrada a imunidade dos livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão. O escopo do legislador constitucional foi elevar a cultura, a liberdade de pensamento, a informação, a comunicação, a educação e o conhecimento como valores essenciais ao desenvolvimento nacional.

O conceito de livro, frente aos novos recursos tecnológicos, evoluiu de livro-objeto (folhas impressas e encadernadas, com número mínimo de páginas) para livro-valor, ou seja, como veículo de idéias, meio de difusão da cultura. Neste sentido, tanto o livro digitalizado (livro-eletrônico) como o livro gravado em fita cassete para cegos e o livro tradicional são abarcados pela imunidade. Importa destacar que a jurisprudência reconheceu que dicionários, revistas e jornais em CD-Rom (eletrônicos), bem como “áudio livro – CD”, estão abrangidos pela imunidade do artigo 150, VI, “d” da CRFB/1988.

Imunidade - Impostos

"A imunidade tributária diz respeito aos impostos, não alcançando as contribuições." (RE 378.144-AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 30-11-04, DJ de 22-4-05)

"A imunidade tributária recíproca — CF, art. 150, VI, a — somente é aplicável a impostos, não alcançando as taxas." (RE 364.202, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 3-10-04, DJ de 28-10-04)

Imunidade Recíproca

“A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO está abrangida pela imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da CF (...), haja vista tratar-se de empresa pública federal que tem por atividade-fim prestar serviços de infra-estrutura aeroportuária, mediante outorga da União, a quem constitucionalmente deferido, em regime de monopólio, tal encargo (CF, art. 21, XII, c). Com base nesse entendimento, a Turma manteve decisão monocrática do Min. Celso de Mello que negara provimento a recurso extraordinário, do qual relator, em que o Município de Salvador pleiteava a incidência do ISS sobre a atividade desempenhada pela ora agravada. Precedentes citados: RE 265.749 (DJ de 2-2-2007); RE 357.291 (DJ de 2-6-2006); RE 407.099 (DJ de 6-8-2004).” (RE 363.412-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 7-8-07, Informativo 475 ).

“IPTU. Imunidade tributária recíproca dos entes políticos. Extensão às Autarquias. (...) A imunidade tributária recíproca dos entes políticos, prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da Magna Carta, "é extensiva às autarquias, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes". Precedentes: AI 495.774-AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, e os RE's 212.370-

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AgR, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence; e 220.201, Relator o Ministro Moreira Alves.” (AI 469.768-AgR, Rel. Min. Carlos Britto, julgamento em 20-6-06, DJ de 29-9-06)

Imunidade Sindicatos

"Sindicato. Colônia de férias. Inexistência de imunidade tributária por não ser o patrimônio ligado às finalidades essenciais do sindicato. Recurso extraordinário: descabimento. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que no recurso extraordinário devem ser considerados os fatos da causa ‘na versão do acórdão recorrido’. Afirmado pelo acórdão recorrido que a colônia de férias não é destinada às finalidades essenciais do sindicato, para se chegar a entendimento diverso seria necessário o reexame dos fatos e das provas, inadmissível no recurso extraordinário (Súmula 279)." (RE 245.093-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 14-11-06, DJ

de 7-12-06)

Imunidade Assistência Social

“A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários.” (SÚM. 730) Imunidade Livros, Jornais, Periódicos e o Papel Destinado à sua Impressão

“A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e periódicos.” (SÚM. 657)

"Imunidade tributária (CF, art. 150, VI, d): filmes destinados à produção de capas de livros. É da jurisprudência do Supremo Tribunal que a imunidade prevista no art. 150, VI, d, da Constituição, alcança o produto de que se cuida na espécie (Filme Bopp)." (AI 597.746-AgR, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 07/12/06)

"‘Álbum de figurinhas’. Admissibilidade. A imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação. O Constituinte, ao instituir esta benesse, não fez ressalvas quanto ao valor artístico ou didático, à relevância das informações divulgadas ou à qualidade cultural de uma publicação. Não cabe ao aplicador da norma constitucional em tela afastar este benefício fiscal instituído para proteger direito tão importante ao exercício da democracia, por força de um juízo subjetivo acerca da qualidade cultural ou do valor pedagógico de uma publicação destinada ao público infanto-juvenil." (RE 221.239, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 25-5- 04, DJ de 6-8-04)

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3. DICAS PARA ELABORAÇÃO DA PEÇA DE EMBARGOS À EXECUÇÃO

1 – Ler as instruções (três pontinhos..., ADVOGADO) para não haver identificação da peça;

2 - Frases curtas, não abreviar, não inventar; 3 – Buscar alternar: Embargante – Executado

4 – Dividir a petição em: Dos Fatos, Do Direito e Do Pedido; 5 – Fazer o check-list do artigo 282 do Código de Processo Civil:

“Art. 282. A petição inicial indicará: I - o juiz ou tribunal, a que é dirigida;

II - os nomes, prenomes, estado civil, profissão, domicílio e residência do autor e do réu; III - o fato e os fundamentos jurídicos do pedido;

IV - o pedido, com as suas especificações; V - o valor da causa;

VI - as provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados; VII - o requerimento para a citação do réu.”

6 – Requerer atribuição de efeito suspensivo, nos termos do artigo 739-A, § 1º do Código de Processo Civil;

7 - Fundamento dos embargos: artigo 16, da Lei 6.830 de 1980, Lei de Execuções Fiscais. 8 – Pedido de:

Requer:

a) sejam distribuídos os presentes embargos à execução, por dependência à execução fiscal sob o n. ...;

b) seja atribuído efeito suspensivo aos presentes embargos à execução, nos termos do artigo 739-A, § 1º do Código de Processo Civil, acima fundamentados;

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c) seja intimado o exequente, para apresentar, querendo, impugnação, no prazo legal, forte no artigo 17 da Lei 6830 de 1980;

d) sejam julgados procedentes os embargos à execução, no sentido de determinar a extinção da execução, desconstituindo os lançamentos e cancelando as certidões de dívida ativa que dão fulcro à presente, extinguindo o crédito tributário, nos termos do acima exposto;

e) ao final, na hipótese de acolhimento dos embargos à execução, requer o levantamento da penhora, com expedição de alvará judicial OU seja expedido mandado de cancelamento do registro de penhora; caso contrário, seja o valor deposito convertido em renda, a teor do artigo 156, VI do Código Tributário Nacional;

f) condenação do Embargado em custas e honorários advocatícios, na forma da lei;

g) a produção de todos os meios de prova admitidos, inclusive, documental, testemunhal e pericial.

Atribui-se à causa o valor de R$ ... (valor declinado na execução fiscal)

Nestes termos, pede deferimento!

Local e data.

ADVOGADO (ver instruções)

9 – Não requerer a intimação do MP: Súmula 189 Órgão Julgador S1 - PRIMEIRA SEÇÃO Data do Julgamento 11/06/1997 Enunciado

E DESNECESSARIA A INTERVENÇÃO DO MINISTERIO PUBLICO NAS EXECUÇÕES FISCAIS.

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QUESTÕES

1) O Município de Aveiro ajuizou execução fiscal em desfavor da Associação de Jovens Religiosos, em face da cobrança de Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana (IPTU), relativamente aos exercícios de 2008 e 2009. A penhora foi efetivada sobre o imóvel da referida associação, sendo intimada a executada da penhora, no dia 06 de julho de 2011, bem como, tendo sido junto aos autos o mandado de intimação da penhora, em 20 de julho de 2011. A Associação de Jovens Religiosos, ainda no âmbito administrativo, alegou imunidade tributária, que decorre de suas atividades assistenciais e filantrópicas, como também educacionais, desportivas e assistenciais médico-odontológico e de apoio familiar, à parcela significativa da população, em conformidade com a legislação, inclusive, nos termos do seu próprio estatuto, tendo sido indeferido. Refere, ademais, possuir os respectivos certificados, expedidos pelo Conselho Nacional de Assistência Social, desde 1995. Na condição de advogado da associação, apresente o procedimento cabível, no último dia do prazo.

2) O Município de Lavarone ajuizou execução fiscal em desfavor da Igreja Força e Fé, relativamente a Imposto sobre Propriedade Territorial e Urbana (IPTU), no tocante aos exercícios de 2008 e 2009, em face de imóveis de propriedade da Igreja, estarem sendo locados para terceiros, não sendo, portanto, referidos imóveis utilizados para a atividade fim da Igreja. Antes da contratação de advogado, a Igreja, em procedimento administrativo que não foi acolhido, defendeu-se alegando que está devidamente registrada como organização religiosa, sendo imune por força da Constituição Federal. O Ministro Religioso dirigente da Igreja lhe procura como advogado, informando que compareceu à Vara Judicial e efetuou o depósito integral do valor, com o intuito de discutir judicialmente, no dia 05 de agosto de 2011, sendo juntado aos autos o depósito somente em 09 de agosto de 2011. Na condição de advogado da Igreja, tome as medidas judiciais cabíveis, no último dia do prazo.

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Referências

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