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Academic year: 2021

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ELHO ARAÚJO COSTA ELHO ARAÚJO COSTA

 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

MARABÁ

MARABÁ – – PA PA 2013

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 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a obtenção da graduação em Direito pela Universidade obtenção da graduação em Direito pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Campus de Federal do Sul e Sudeste do Pará, Campus de Marabá, sob orientação do Professor Mestre Jorge Marabá, sob orientação do Professor Mestre Jorge Luis Ribeiro dos Santos.

Luis Ribeiro dos Santos.

MARABÁ - PA MARABÁ - PA

2013 2013

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 _________________

 _____________________________________________________________________________________________________________________________________________

Costa, Elho Araújo. Costa, Elho Araújo.

A mobilidade urbana sustentável em Marabá / Elho Alho A mobilidade urbana sustentável em Marabá / Elho Alho Araújo ; Orientador, Jorge Luis Ribeiro dos Santos.

Araújo ; Orientador, Jorge Luis Ribeiro dos Santos.  –  –  2013. 2013.

Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) Universidade Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) Universidade Federal do Pará, Faculdade de Direito, 2013.

Federal do Pará, Faculdade de Direito, 2013.

1. Trânsito

1. Trânsito  –  –   Responsabilidade  Responsabilidade  –  –   Marabá, (PA). 2.  Marabá, (PA). 2. Responsabilidade em relação aos acidentes de trânsito Responsabilidade em relação aos acidentes de trânsito  –  –  Marabá, (PA). 3. Mo

Marabá, (PA). 3. Mo bilidade urbanabilidade urbana –  –  Marabá, (PA). I. Título. Marabá, (PA). I. Título. Doris: Doris: 341.376098115 341.376098115  _________________  _____________________________________________________________________________________________________________________________________________

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 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

 A MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL EM MARABÁ

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a Trabalho de Conclusão de Curso apresentado para a obtenção da graduação em Direito pela Universidade obtenção da graduação em Direito pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Campus de Federal do Sul e Sudeste do Pará, Campus de Marabá, sob orientação do Professor Mestre Jorge Marabá, sob orientação do Professor Mestre Jorge Luis Ribeiro dos Santos.

Luis Ribeiro dos Santos.

Data da aprovação: ____/____/____ Data da aprovação: ____/____/____

Banca Examinadora Banca Examinadora

Jorge Luis Ribeiro dos Santos

Jorge Luis Ribeiro dos Santos – – Orientador Orientador Membro

Membro

Mestre em Direito pela PUCRS/ Doutorando em Direito pela UFPA Mestre em Direito pela PUCRS/ Doutorando em Direito pela UFPA

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Olinda Magno Pinheiro Olinda Magno Pinheiro

Membro Membro

Mestre em Direito pela UFPA Mestre em Direito pela UFPA

Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Emmett Alexandre da Silva Moulton Emmett Alexandre da Silva Moulton

Membro Membro

Bacharel em Direito pela UFPA Bacharel em Direito pela UFPA

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vida. E que também souberam prestar apoio nos vida. E que também souberam prestar apoio nos momentos mais difíceis. E também aos meus irmãos e momentos mais difíceis. E também aos meus irmãos e primos.

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 Aos

 Aos amigos amigos Julio, Julio, Joyce, Joyce, Wendel, Wendel, Camila Camila Rodrigues, Rodrigues, Dorília Dorília Cunha,Cunha, Gustavo Máximo, José Alberto, Antonio Solrak, Anderson Penalva, Inácio, Gustavo Máximo, José Alberto, Antonio Solrak, Anderson Penalva, Inácio, ThayanaJunes, Ceiça, Wilson Júnior, Thalita, Clemilton, Zalex, Angel, Helitom, Luiz ThayanaJunes, Ceiça, Wilson Júnior, Thalita, Clemilton, Zalex, Angel, Helitom, Luiz Souza e muitos outros que juntos caminhamos nas lutas do movimento estudantil Souza e muitos outros que juntos caminhamos nas lutas do movimento estudantil em Marabá. Aos atuais colegas de curso Erivelton, André Pereira e Rosemary em Marabá. Aos atuais colegas de curso Erivelton, André Pereira e Rosemary Barros (turma 2012) pelo apoio moral.Ao meu ex-colega de curso e professor Barros (turma 2012) pelo apoio moral.Ao meu ex-colega de curso e professor Francisco Vilarins, pelo apoio ao longo do curso de Direito,

Francisco Vilarins, pelo apoio ao longo do curso de Direito, pela indicação do estágiopela indicação do estágio nos Direitos Humanos, no início de minha vida acadêmica e pelas orientações e nos Direitos Humanos, no início de minha vida acadêmica e pelas orientações e esforço enquanto professor. Aos outros ex-colegas de curso Nelson Neto, esforço enquanto professor. Aos outros ex-colegas de curso Nelson Neto, Washington, Váleri, Vânia e Francisco. Aos amigos Adriana Rosa, Daniele Cunha, Washington, Váleri, Vânia e Francisco. Aos amigos Adriana Rosa, Daniele Cunha, Luiza Cunha, Etervan Sousa, Noé Lima, Daiane Martins, Dulcicléia, Paulino, Thiago Luiza Cunha, Etervan Sousa, Noé Lima, Daiane Martins, Dulcicléia, Paulino, Thiago Lopes Ferreira, Rute, Judimar, Mariano e Raiane Silva pela amizade.Às Professoras Lopes Ferreira, Rute, Judimar, Mariano e Raiane Silva pela amizade.Às Professoras Rejane e Olinda pelos ensinamentos, sobretudo os mais recentes. Aos meus Rejane e Olinda pelos ensinamentos, sobretudo os mais recentes. Aos meus professores do ensino médio, sobretudo, Barros, Leila,Deize e Meire. Ao professor professores do ensino médio, sobretudo, Barros, Leila,Deize e Meire. Ao professor  Átila

 Átila Drelich, Drelich, pelos pelos primeiros primeiros ensinamentos ensinamentos de de Direito, Direito, democracia democracia e e de de vida. vida. AoAo professor Jorge, pela paciência na orientação, pela amizade e experiência professor Jorge, pela paciência na orientação, pela amizade e experiência gratificante, sobretudo, no estágio na Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos gratificante, sobretudo, no estágio na Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos. Aos colegas de trabalho pela força. Aos militantes de esquerda Edilson Humanos. Aos colegas de trabalho pela força. Aos militantes de esquerda Edilson Gondim e Gilberto Soares Dos Santos (Beto Jamaica) que foram entrevistados para Gondim e Gilberto Soares Dos Santos (Beto Jamaica) que foram entrevistados para fins deste trabalho. Ao Diretor do DMTU, Emmett Moulton, Rogério Matias do DMTU fins deste trabalho. Ao Diretor do DMTU, Emmett Moulton, Rogério Matias do DMTU e o Engenheiro da SEVOP Tiago Koch, que responderam prontamente às e o Engenheiro da SEVOP Tiago Koch, que responderam prontamente às informações solicitadas para este trabalho. À todos os funcionários da UNIFESSPA informações solicitadas para este trabalho. À todos os funcionários da UNIFESSPA que tanto contribuíram para a minha formação. Ao Rick Ribeiro do Portal Mobilize que tanto contribuíram para a minha formação. Ao Rick Ribeiro do Portal Mobilize pelas informações

pelas informações prestadas. prestadas. Aos servidores Aos servidores da Casa da Cda Casa da Cultura de Marabá. Aosultura de Marabá. Aos militantes de esquerda por um mundo mais

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Liminha Liminha Nos barracos da cidade Nos barracos da cidade Ninguém mais tem ilusão Ninguém mais tem ilusão No poder da autoridade No poder da autoridade De tomar a decisão De tomar a decisão E o poder da autoridade E o poder da autoridade Se pode, não fez questão Se pode, não fez questão Se faz questão, não consegue Se faz questão, não consegue Enfrentar o tubarão Enfrentar o tubarão Ô-ô-ô, ô-ô Ô-ô-ô, ô-ô Gente estúpida Gente estúpida Ô-ô-ô, ô-ô Ô-ô-ô, ô-ô Gente hipócrita Gente hipócrita O governador promete O governador promete Mas o sistema diz não Mas o sistema diz não Os lucros são muito grandes Os lucros são muito grandes Mas ninguém quer abrir mão Mas ninguém quer abrir mão Mesmo uma pequena parte Mesmo uma pequena parte Já seria a solução Já seria a solução Mas a usura dessa gente Mas a usura dessa gente Já virou um aleijão Já virou um aleijão Ô-ô-ô, ô-ô Ô-ô-ô, ô-ô Gente estúpida Gente estúpida Ô-ô-ô, ô-ô Ô-ô-ô, ô-ô Gente hipócrita Gente hipócrita

(fonte: sitio Oficial de Gilberto Gil) (fonte: sitio Oficial de Gilberto Gil)

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O principal objetivo desta pesquisa foi identificar indicadores de mobilidade urbana O principal objetivo desta pesquisa foi identificar indicadores de mobilidade urbana para cidade de Marabá, PA, onde foi calculado o Índice de Mobilidade Urbana para cidade de Marabá, PA, onde foi calculado o Índice de Mobilidade Urbana Sustentável do Portal Mobilize Brasil, ferramenta de análise da mobilidade urbana Sustentável do Portal Mobilize Brasil, ferramenta de análise da mobilidade urbana sustentável. Os objetivos específicos visaram compreender e conceituar o tema, sustentável. Os objetivos específicos visaram compreender e conceituar o tema, identificar a mobilidade urbana sustentável, definir indicadores de mobilidade identificar a mobilidade urbana sustentável, definir indicadores de mobilidade sustentável, calcular o índice do Mobilize Brasil para cidade de Marabá e avaliar os sustentável, calcular o índice do Mobilize Brasil para cidade de Marabá e avaliar os resultados encontrados. Foram calculados 4 dos 5 indicadores estabelecidos pelo resultados encontrados. Foram calculados 4 dos 5 indicadores estabelecidos pelo guia de indicadores do índice do Mobilize Brasil. O valor encontrado para o índice guia de indicadores do índice do Mobilize Brasil. O valor encontrado para o índice geral, 2,3, numa escala que varia de 0 a 10, indicando uma situação crítica, geral, 2,3, numa escala que varia de 0 a 10, indicando uma situação crítica, necessitando qualificação da mobilidade urbana implementando ciclovias na cidade necessitando qualificação da mobilidade urbana implementando ciclovias na cidade como forma de melhorar a infraestrutura, com o objetivo de reduzir o uso de como forma de melhorar a infraestrutura, com o objetivo de reduzir o uso de automóveis individuais e reduzir o número de mortes

automóveis individuais e reduzir o número de mortes no trânsito.no trânsito.

Palavras-chave: Mobilidade urbana. Indicadores. Sustentável. Mortes

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The main objective of this research was to identify indicators of urban mobility for the The main objective of this research was to identify indicators of urban mobility for the city of Maraba, PA, where the index of Sustainable Urban Mobility Portal Mobilize city of Maraba, PA, where the index of Sustainable Urban Mobility Portal Mobilize Brazil, analysis tool for sustainable urban mobility was calculated. The specific Brazil, analysis tool for sustainable urban mobility was calculated. The specific objectives aimed at understanding and conceptualizing the theme, identify objectives aimed at understanding and conceptualizing the theme, identify sustainable urban mobility, define indicators of sustainable mobility, calculate the sustainable urban mobility, define indicators of sustainable mobility, calculate the index Mobilize to Brazil city of Maraba and evaluate the results. 4 of the 5 were index Mobilize to Brazil city of Maraba and evaluate the results. 4 of the 5 were calculated indicators established by the guide indicators index Mobilize Brazil. The calculated indicators established by the guide indicators index Mobilize Brazil. The value found for the general index 2.3, on a scale ranging from 0 to 10, indicating a value found for the general index 2.3, on a scale ranging from 0 to 10, indicating a critical situation, requiring classification of urban mobility implementing bike lanes in critical situation, requiring classification of urban mobility implementing bike lanes in the city as a way to improve the infrastructure, with the goal of reducing the use of the city as a way to improve the infrastructure, with the goal of reducing the use of private automobiles and reduce the number of traff

private automobiles and reduce the number of traffic deaths.ic deaths.

Keywords: urban mobility. Indicators.Sustainable.Deaths in Transit. Keywords: urban mobility. Indicators.Sustainable.Deaths in Transit.

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Figura 1 -

Figura 1 - estacionamento em área central do Distrito Nova Marabá ...estacionamento em área central do Distrito Nova Marabá ... ... ... 3535

Figura 2 -

Figura 2 - Gráfico de Indicadores gerais de mobilidade urbana sustentável das cidadesGráfico de Indicadores gerais de mobilidade urbana sustentável das cidades pesqu

pesquisadisadas as ... .... 4444 Figura 3 - Gráfico de indicado

Figura 3 - Gráfico de indicador ônibus acessíveir ônibus acessíveis s ... 45... 45

Figura 4 - Gráfico de indicador mortes no trânsito ... 45

Figura 4 - Gráfico de indicador mortes no trânsito ... 45

Figura 5 - Gráfico de indicador de estrutura cicloviária ... 46

Figura 5 - Gráfico de indicador de estrutura cicloviária ... 46

Figura 6 - Gráfico de indicador tarifa de ônibus... 47

Figura 6 - Gráfico de indicador tarifa de ônibus... 47

Figura 7 - Gráfico de indicador viagens motorizadas ... 48

Figura 7 - Gráfico de indicador viagens motorizadas ... 48

Figura 8 - Figura 8 - Redutor de velocidade construído por moradores na Redutor de velocidade construído por moradores na Avenida Antonio Vilhena ... Avenida Antonio Vilhena ... 5050 Figura 9 - Figura 9 - Cruzamento entre a Rodovia TransamazCruzamento entre a Rodovia Transamazônica e a ônica e a Avenida Nagib Mutran ... 5Avenida Nagib Mutran ... 511

Figura 10 - Figura 10 - Cruzamento entre as Avenidas Antonio Vilhena e Paraíso Cruzamento entre as Avenidas Antonio Vilhena e Paraíso ... 5... 522

Figura 11 - Cruzamento entre a avenida Antonio Vilhen Figura 11 - Cruzamento entre a avenida Antonio Vilhena e a a e a Rua Goiás...Rua Goiás... 52... 52

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Tabela 1

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 ANTP

 ANTP – – Associação Nacional de Transportes Públicos. Associação Nacional de Transportes Públicos. BNH

BNH – – Banco Nacional de Habitação. Banco Nacional de Habitação.

CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos. CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos. CF

CF – – Constituição Federal. Constituição Federal.

CNDU - Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano. CNDU - Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano.

CNPU - Comissão Nacional de Regiões Metropolitanas e Política Urbana. CNPU - Comissão Nacional de Regiões Metropolitanas e Política Urbana. CNTU - Conselho Nacional de Transportes Urbanos.

CNTU - Conselho Nacional de Transportes Urbanos. CTB

CTB – – Código de Trânsito Brasileiro. Código de Trânsito Brasileiro. DMTU

DMTU – – Departamento Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos de Marabá. Departamento Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos de Marabá. DNIT

-DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.. EBTU - Empresa Brasileira de T

EBTU - Empresa Brasileira de Transportes Urbanos.ransportes Urbanos. FIBGE

FIBGE – – Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e  Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e estatística.estatística. IPEA

IPEA – – Instituto de  Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas.Pesquisas Econômicas Aplicadas. IPI

IPI – – Imposto sobre Produtos Industrializados. Imposto sobre Produtos Industrializados. LPNMU

LPNMU – – Lei da Política  Lei da Política Nacional de Mobilidade Urbana.Nacional de Mobilidade Urbana. PIB

PIB – – Produto Interno Bruto. Produto Interno Bruto. PL

PL – – Projeto de Lei. Projeto de Lei. PLC

PLC – – Projeto de Lei da Câmara. Projeto de Lei da Câmara. PND - Plano

PND - Plano Nacional de Desenvolvimento.Nacional de Desenvolvimento. SDU

SDU – – Superintendência de Desenvolvimento Urbano de Marabá. Superintendência de Desenvolvimento Urbano de Marabá.

SEDU/PR - Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da SEDU/PR - Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República.

República.

SEMOB - Secretaria Nacional de Transporte e

SEMOB - Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana.da Mobilidade Urbana. SEVOP

SEVOP – – Secretaria de Viação e Obras  Secretaria de Viação e Obras Públicas de Marabá.Públicas de Marabá. TAB - tabela.

TAB - tabela.

TRENSURB - Empresa de Trens Urbanos de Port

TRENSURB - Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.o Alegre S.A. UNIFESSPA

UNIFESSPA – – Universidade Federal do Sul e Sudeste do  Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.Pará.

WCED - Conferência Mundial realizada pela Organização das Nações Unidas sobre WCED - Conferência Mundial realizada pela Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES LISTA DE ILUSTRAÇÕES  ... ...10  ... ...10 LISTA DE TABELAS...11 LISTA DE TABELAS...11 LISTA DE SIGLAS...12 LISTA DE SIGLAS...12

2 BREVE HISTÓRICO DE MARABÁ...17

2 BREVE HISTÓRICO DE MARABÁ...17

2.1 PERÍODO DE 1950 A 1970 ... 17 2.1 PERÍODO DE 1950 A 1970 ... 17 2.2 DÉCADA DE 80 ... 18 2.2 DÉCADA DE 80 ... 18 2.3 DA DÉCADA DE 1990 À 2.3 DA DÉCADA DE 1990 À 2010 2010 ... ... 1818 3 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA...20

3 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA...20

3.1 CONCEITO DE MOBILIDADE URBANA ... 3.1 CONCEITO DE MOBILIDADE URBANA ... ... 2020 3.2 CONCEITO DE 3.2 CONCEITO DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL ...MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL ... ... 2020 3.3 HISTÓRICO DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA MOBILIDADE URBANA 3.3 HISTÓRICO DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA MOBILIDADE URBANA   ... 23

  ... 23

3.4 ALGUNS 3.4 ALGUNS QUESTIONAMENTOS NA LEI QUESTIONAMENTOS NA LEI DE MOBILIDADE DE MOBILIDADE URBANA URBANA ... ... 2424 3.4.1 Considerações iniciais ... 24

3.4.1 Considerações iniciais ... 24

3.4.2 Histórico 3.4.2 Histórico da legislação da legislação sobre mobilidade sobre mobilidade urbana urbana ... . 2424 3.4.4 Atual situação da 3.4.4 Atual situação da mobilidade urbana no Brasil ...mobilidade urbana no Brasil ... ... 2626 3.4.5 Política de financiamento 3.4.5 Política de financiamento ... ... 3030 3.4.6 Controle 3.4.6 Controle social das políticas social das políticas de mobilidade urbana de mobilidade urbana ... ... 3131 3.5 ATUAL 3.5 ATUAL SITUAÇÃO DA MOBILIDADE SITUAÇÃO DA MOBILIDADE URBANA EM MARABÁ URBANA EM MARABÁ ... ... 3333 3.5.1 Contexto geral ... 33

3.5.1 Contexto geral ... 33

3.5.2Contexto do sistema 3.5.2Contexto do sistema de transporte de transporte coletivo de Marabá ...coletivo de Marabá ... ... 3535 4. COMPOSIÇÃO ATUAL DO MODELO DE PRESTAÇÃO DO 4. COMPOSIÇÃO ATUAL DO MODELO DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DESERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO DE MARABÁ...38

TRANSPORTE COLETIVO DE MARABÁ...38

4.1TRANSPORTE COLETIVO COMO SERVIÇO PÚBLICO DE 4.1TRANSPORTE COLETIVO COMO SERVIÇO PÚBLICO DE COMPETÊNCIACOMPETÊNCIA MUNICIPAL ... 39

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5.2 INDICADORES DE MOBILIDADE

5.2 INDICADORES DE MOBILIDADE SUSTENTÁVEL ...SUSTENTÁVEL ... ... 4141 5.3 ÍNDICE

5.3 ÍNDICE DE MOBILIDADE URBANA DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL DO MOBILIZE SUSTENTÁVEL DO MOBILIZE BRASIL BRASIL 4141

5.3.1 Relação de indicadores ... 42

5.3.1 Relação de indicadores ... 42

5.3.2 Construção dos indicadores e 5.3.2 Construção dos indicadores e resultados resultados ... ... 4343 5.3.4 Situação de 5.3.4 Situação de Marabá utilizando o Marabá utilizando o método do Mobilize método do Mobilize Brasil Brasil ... ... 4949 6CONCLUSÃO...54

6CONCLUSÃO...54

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...56

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...56

 ANEXO A  ANEXO A – – OFÍCIO S/Nº DA UNIFESSPA PARA O DMTU...60 OFÍCIO S/Nº DA UNIFESSPA PARA O DMTU...60

 ANEXO B  ANEXO B – – OFÍCIO 0372/2013/DMTU...61 OFÍCIO 0372/2013/DMTU...61

 ANEXO C  ANEXO C – – OFÍCIO S/Nº DA UNIFESSPA PARA SEVOP...62 OFÍCIO S/Nº DA UNIFESSPA PARA SEVOP...62

 ANEXO D  ANEXO D – – OFÍCIO 241/2013 ENG/SEVOP...63 OFÍCIO 241/2013 ENG/SEVOP...63

 ANEXO E  ANEXO E – – ORIENTAÇÕES DO PORTAL MOBILIZE BRASIL SOBRE APLICAÇÃO ORIENTAÇÕES DO PORTAL MOBILIZE BRASIL SOBRE APLICAÇÃO DO ÍNDICE DE MOBILIDADE URBANA SUSTENTÁVEL...63

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1 INTRODUÇÃO 1 INTRODUÇÃO

Os governos brasileiros nos dez últimos anos vêm pregando um discurso Os governos brasileiros nos dez últimos anos vêm pregando um discurso de Mobilidade Urbana Sustentável. O alarde é realmente grande por parte do de Mobilidade Urbana Sustentável. O alarde é realmente grande por parte do governo no sentido de melhorar essa questão. Mas, esse discurso reflete à governo no sentido de melhorar essa questão. Mas, esse discurso reflete à realidade? Qual é a efetividade da

realidade? Qual é a efetividade da Política do Governo Federal para esse setor?Política do Governo Federal para esse setor?  A omissão

 A omissão do Governo Federal do Governo Federal no custeio do no custeio do Transporte Coletivo PúblicoTransporte Coletivo Público Urbano é um fato preponderante na ineficiência do Transporte Público, bem como Urbano é um fato preponderante na ineficiência do Transporte Público, bem como na dificuldade de acesso ao mesmo. Esse fato, associado às manifestações de na dificuldade de acesso ao mesmo. Esse fato, associado às manifestações de  junho

 junho de de 2013, 2013, tornaram tornaram imprescindível imprescindível a a busca busca de de soluções soluções viáveis viáveis para para umum sistema que se demonstra absolutamente esgotado, já há vários anos.

sistema que se demonstra absolutamente esgotado, já há vários anos.

O presente estudo, por sua vez, cumpre com algumas funções: mostrar a O presente estudo, por sua vez, cumpre com algumas funções: mostrar a atual situação da mobilidade urbana em algumas cidades do Brasil e em Marabá; e atual situação da mobilidade urbana em algumas cidades do Brasil e em Marabá; e também orientar sobre a política a ser adotada localmente a fim de melhorar a também orientar sobre a política a ser adotada localmente a fim de melhorar a mobilidade urbana em Marabá de maneira a respeitar o ordenamento jurídico pátrio mobilidade urbana em Marabá de maneira a respeitar o ordenamento jurídico pátrio e observar as

e observar as necessidades concretas no contexto da municipalidade.necessidades concretas no contexto da municipalidade.

Foi aplicado um método de indicador de Mobilidade Urbana Sustentável Foi aplicado um método de indicador de Mobilidade Urbana Sustentável do Portal Mobilize Brasil que é referência nacional nessa questão em tela

do Portal Mobilize Brasil que é referência nacional nessa questão em tela  – –  foi  foi concebido por uma equipe para combinar poucos temas necessários para o concebido por uma equipe para combinar poucos temas necessários para o monitoramento da mobilidade urbana, é o método mais simplificado de medir monitoramento da mobilidade urbana, é o método mais simplificado de medir mobilidade urbana no Brasil, pois requer um número relativamente pequeno de mobilidade urbana no Brasil, pois requer um número relativamente pequeno de informações para propor o diagnóstico das cidades. É uma ferramenta que informações para propor o diagnóstico das cidades. É uma ferramenta que inicialmente foi projetado para dar

inicialmente foi projetado para dar maior visibilidade ao assunto.maior visibilidade ao assunto.

O método está estruturado em cinco indicadores específicos, sendo eles: O método está estruturado em cinco indicadores específicos, sendo eles: Porcentagem de ônibus municipais acessíveis a pessoas com deficiência física; Porcentagem de ônibus municipais acessíveis a pessoas com deficiência física; mortos em acidentes de trânsito (por 100 mil habitantes por ano); extensão de vias mortos em acidentes de trânsito (por 100 mil habitantes por ano); extensão de vias adequadas ao trânsito de bicicletas em relação à extensão do sistema viário; razão adequadas ao trânsito de bicicletas em relação à extensão do sistema viário; razão entre a renda média mensal e a tarifa simples de ônibus urbano.

entre a renda média mensal e a tarifa simples de ônibus urbano.

O portal Mobilize Brasil surgiu a partir da AssociaçãoAbaporu, criada O portal Mobilize Brasil surgiu a partir da AssociaçãoAbaporu, criada inicialmente por Rick Ribeiro após perder parte dos movimentos do corpo. O Estudo inicialmente por Rick Ribeiro após perder parte dos movimentos do corpo. O Estudo

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Mobilize 2011, realizou uma espécie de

Mobilize 2011, realizou uma espécie de diagnóstico da mobilidade urbana de9(nove)diagnóstico da mobilidade urbana de9(nove) capitais brasileiras, sendo que destas em cada indicador específico foi escolhida a capitais brasileiras, sendo que destas em cada indicador específico foi escolhida a melhor e a pior capital, com base nisso, foi elaborada uma fórmula para chegar às melhor e a pior capital, com base nisso, foi elaborada uma fórmula para chegar às notas das demais capitais. A fórmula é a seguinte: nota = 10 X (indicador da cidade notas das demais capitais. A fórmula é a seguinte: nota = 10 X (indicador da cidade -indicador da pior cidade) / (-indicador da melhor cidade

indicador da pior cidade) / (indicador da melhor cidade – – indicador da pior cidade). indicador da pior cidade). Neste trabalho de conclusão de curso, a partir do Estudo Mobilize Brasil Neste trabalho de conclusão de curso, a partir do Estudo Mobilize Brasil 2011, coletamos os dados das nove capitais. Assim, com base na fórmula e nas 2011, coletamos os dados das nove capitais. Assim, com base na fórmula e nas informações obtidas nos órgãos públicos de Marabá, chegamos à uma nota informações obtidas nos órgãos públicos de Marabá, chegamos à uma nota atribuída à Marabá que é 2,3, numa escala de 0 a 10.

atribuída à Marabá que é 2,3, numa escala de 0 a 10.

O objetivo do trabalho não é exaurir o tema que é bem extenso, mas O objetivo do trabalho não é exaurir o tema que é bem extenso, mas apenas mostrar um panorama geral sobre a questão e indicar a situação atual da apenas mostrar um panorama geral sobre a questão e indicar a situação atual da mobilidade urbana em Marabá, levando em consideração a sustentabilidade. Dessa mobilidade urbana em Marabá, levando em consideração a sustentabilidade. Dessa forma, além da introdução e conclusão, o trabalho está desenvolvido em cinco forma, além da introdução e conclusão, o trabalho está desenvolvido em cinco capítulos que são: breve histórico de Marabá, Política Nacional de Mobilidade capítulos que são: breve histórico de Marabá, Política Nacional de Mobilidade Urbana, Mobilidade urbana como forma de Direito à cidade, sistema de transporte Urbana, Mobilidade urbana como forma de Direito à cidade, sistema de transporte coletivo de Marabá e estudo de

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2 BREVE HISTÓRICO DE MARABÁ 2 BREVE HISTÓRICO DE MARABÁ

2.1 PERÍODO DE 1950 A

2.1 PERÍODO DE 1950 A 19701970

Marabá passou por vários ciclos econômicos que influenciaram no seu Marabá passou por vários ciclos econômicos que influenciaram no seu crescimento populacional. Mas, foram

crescimento populacional. Mas, foram com os “Grandes Projetos” como acom os “Grandes Projetos” como a Hidrelétrica de Tucuruí e o Projeto Carajás tendo começo a partir da década 60 que Hidrelétrica de Tucuruí e o Projeto Carajás tendo começo a partir da década 60 que o crescimento aconteceu de maneira assustadora e na década seguinte dobrou de o crescimento aconteceu de maneira assustadora e na década seguinte dobrou de tamanho. Todos esses fatos provocaram o aumento populacional de Marabá, tamanho. Todos esses fatos provocaram o aumento populacional de Marabá, centrado principalmente na área urbana. O

centrado principalmente na área urbana. O aumento populacional no decênio 1960 aaumento populacional no decênio 1960 a 1970 só não foi maior porque houve o desmembramento dos distritos de São João 1970 só não foi maior porque houve o desmembramento dos distritos de São João do Araguaia e Santa Isabel. Mas, nesse período nota-se a importância da abertura do Araguaia e Santa Isabel. Mas, nesse período nota-se a importância da abertura da PA-70, pelo desenvolvimento do Bairro de São Felix: em 1965 havia ali apenas 3 da PA-70, pelo desenvolvimento do Bairro de São Felix: em 1965 havia ali apenas 3 casas, mas em 1970, já se encontravam 297 casas e 24474 habitantes. (MATTOS, casas, mas em 1970, já se encontravam 297 casas e 24474 habitantes. (MATTOS, 1996).

1996).

Dessa forma, esse crescimento populacional não se distribuiu de maneira Dessa forma, esse crescimento populacional não se distribuiu de maneira uniforme por todo o município: ele vai se concentrar na zona urbana da cidade de uniforme por todo o município: ele vai se concentrar na zona urbana da cidade de Marabá. Dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE) Marabá. Dados da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (FIBGE) mostram que, até 1960, havia mais gente na zona rural do que na cidade de mostram que, até 1960, havia mais gente na zona rural do que na cidade de Marabá. A partir do censo de 1970, notamos que esse número se inverte, passando Marabá. A partir do censo de 1970, notamos que esse número se inverte, passando a cidade de Marabá a concentrar mais gente do que todo o resto do município. a cidade de Marabá a concentrar mais gente do que todo o resto do município. (MATTOS, 1996),

(MATTOS, 1996),  Assim

 Assim a a zona zona urbana urbana de de Marabá Marabá continuou continuou recebendo recebendo muitas muitas pessoas,pessoas, sendo que os motivos que levaram a migração campo-cidade foram: dificuldades sendo que os motivos que levaram a migração campo-cidade foram: dificuldades dos colonos, concentração de terras e conflitos fundiários. Essa alta concentração dos colonos, concentração de terras e conflitos fundiários. Essa alta concentração de populacional provocou a expansão territorial da cidade. Na margem esquerda do de populacional provocou a expansão territorial da cidade. Na margem esquerda do rio Itacaiúnas o bairro do Amapá cresceu e a população se estendeu por um novo rio Itacaiúnas o bairro do Amapá cresceu e a população se estendeu por um novo bairro, a Cidade Nova.Do outro lado da cidade, a Sudam desapropriou uma área de bairro, a Cidade Nova.Do outro lado da cidade, a Sudam desapropriou uma área de 1.650 ha. Para implantação do “plano de expansão urbana da Nova Marabá”.O 1.650 ha. Para implantação do “plano de expansão urbana da Nova Marabá”.O projeto da Nova Marabá foi preparado por um escritório de arquitetura do Rio de projeto da Nova Marabá foi preparado por um escritório de arquitetura do Rio de Janeiro e apresentado às autoridades municipais, no final de 1975. As primeiras Janeiro e apresentado às autoridades municipais, no final de 1975. As primeiras

(18)

famílias fixaram-se no bairro em 1977.O núcleo pioneiro de Marabá

famílias fixaram-se no bairro em 1977.O núcleo pioneiro de Marabá  – –  a Velha  a Velha Marabá - instalou-se na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, área alagável a Marabá - instalou-se na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, área alagável a cada período chuvoso, o chamado inverno. (MATTOS, 1996).

cada período chuvoso, o chamado inverno. (MATTOS, 1996).

2.2 DÉCADA DE 80 2.2 DÉCADA DE 80

 A

 A abertura abertura do do garimpo garimpo em em Serra Serra Pelada Pelada foi foi o o principal principal motivo motivo de de umum grande crescimento populacional em nosso município, a partir de 1980.No Período grande crescimento populacional em nosso município, a partir de 1980.No Período que vai de 1980 a 1985 houve um aumento extraordinário da população, A que vai de 1980 a 1985 houve um aumento extraordinário da população, A Fundação IBGE constatou que o crescimento ocorreu a uma taxa de 18,5% ao ano, Fundação IBGE constatou que o crescimento ocorreu a uma taxa de 18,5% ao ano, numa contagem que não incluiu a população de Serra Pelada.A fundação SESP fez numa contagem que não incluiu a população de Serra Pelada.A fundação SESP fez uma contagem do número de habitantes e incluiu a Serra Pelada, constatando um uma contagem do número de habitantes e incluiu a Serra Pelada, constatando um crescimento maior: a taxa passou a

crescimento maior: a taxa passou a 27% ao ano. (MATTOS, 1996.27% ao ano. (MATTOS, 1996.  A

 A população população continuou continuou crescendo, crescendo, após após 1985. 1985. Uma Uma pesquisa pesquisa domiciliar,domiciliar, encomendada pela Prefeitura em 1988, revelou que a população urbana, na área da encomendada pela Prefeitura em 1988, revelou que a população urbana, na área da Sede do Município de Marabá, passava dos 90 mil habitantes.Além do crescimento Sede do Município de Marabá, passava dos 90 mil habitantes.Além do crescimento da população da sede, outros núcleos habitacionais sofreram aumento populacional. da população da sede, outros núcleos habitacionais sofreram aumento populacional. (MATTOS, 1996).

(MATTOS, 1996).

2.3 DA DÉCADA DE 1990 À 2010 2.3 DA DÉCADA DE 1990 À 2010

Na década de 1990,a população de Marabá continuou crescendo, mas Na década de 1990,a população de Marabá continuou crescendo, mas com uma taxa muito menor, somente cerca de 3% ao ano, conforme TAB. 1.

com uma taxa muito menor, somente cerca de 3% ao ano, conforme TAB. 1. Tabela 1

Tabela 1 – – Evolução populacional de Marabá entre os anos de 1991 a  Evolução populacional de Marabá entre os anos de 1991 a 20102010 EVOLUÇÃO POPULACIONAL

EVOLUÇÃO POPULACIONAL  Ano

(19)

1991 1991 123.668 123.668 4.950.060 4.950.060 146.825.475146.825.475 1996 1996 149.665 149.665 5.466.141 5.466.141 156.032.944156.032.944 2000 2000 168.020 168.020 6.192.307 6.192.307 168.799.170168.799.170 2007 2007 196.468 196.468 7.065.573 7.065.573 183.987.291183.987.291 2010 2010 233.669 233.669 7.581.051 7.581.051 190.755.799190.755.799 Fonte: IBGE -

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010.Censo Demográfico 2010.

Conforme se pode notar que mesmo com uma taxa de crescimento Conforme se pode notar que mesmo com uma taxa de crescimento populacional menor Marabá continuou crescendo acima da média estadual e populacional menor Marabá continuou crescendo acima da média estadual e nacional. Marabá cresceu nos últimos 19 anos a uma taxa de 3% ao ano, enquanto nacional. Marabá cresceu nos últimos 19 anos a uma taxa de 3% ao ano, enquanto a taxa do Pará foi de 2.8% e a taxa brasileira foi de 1,5% ao ano. Portanto, fica a taxa do Pará foi de 2.8% e a taxa brasileira foi de 1,5% ao ano. Portanto, fica demonstrado que Marabá cresceu o dobro da média nacional nos últimos anos.

demonstrado que Marabá cresceu o dobro da média nacional nos últimos anos. Foram vários os motivos

Foram vários os motivos que levaram ao grande aumento populacional deque levaram ao grande aumento populacional de Marabá na década de 80,

Marabá na década de 80,

estes movimentos de ocupação da região ocorreram, portanto, num estes movimentos de ocupação da região ocorreram, portanto, num contexto de incorporação à dinâmica do mercado nacional: (a) a do contexto de incorporação à dinâmica do mercado nacional: (a) a do mercado de terras, com migrantes, na sua maioria lavradores, e a mercado de terras, com migrantes, na sua maioria lavradores, e a especulação fundiária, a partir das grandes fazendas; (b) os grandes especulação fundiária, a partir das grandes fazendas; (b) os grandes projetos estatais, relacionados ao mercado de insumos básicos e de projetos estatais, relacionados ao mercado de insumos básicos e de mão-de-obra volante; (c) os projetos industriais, como as usinas de mão-de-obra volante; (c) os projetos industriais, como as usinas de ferro-gusa e ferroligas. (HÉBETTE, 1991 apud,EDUFPA,3 v., p. ferro-gusa e ferroligas. (HÉBETTE, 1991 apud,EDUFPA,3 v., p. 23-29).

29).

E mais recentemente a possibilidade de criação do Estado de Carajás e o E mais recentemente a possibilidade de criação do Estado de Carajás e o anúncio do projeto ALPA (Aços Laminados do Pará), foram os fatores que mais anúncio do projeto ALPA (Aços Laminados do Pará), foram os fatores que mais influenciaram no aumento demográfico de Marabá. (MAIA, 2013, P.40).

(20)

3 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA 3 POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA 3.1 CONCEITO DE MOBILIDADE URBANA

3.1 CONCEITO DE MOBILIDADE URBANA

Para Vasconcellos (2005) Mobilidade urbana Para Vasconcellos (2005) Mobilidade urbana

é um atributo das cidades inerente a facilidade de deslocamentos de é um atributo das cidades inerente a facilidade de deslocamentos de pessoas e bens no espaço urbano, deslocamentos estes realizados pessoas e bens no espaço urbano, deslocamentos estes realizados mediante vias e toda infra-estrutura disponível promovendo a mediante vias e toda infra-estrutura disponível promovendo a interação entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade. interação entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade.

 A

 A Política Política Nacional Nacional de de Mobilidade Mobilidade Urbana Urbana Sustentável vai Sustentável vai além, além, e e definedefine mobilidade como:

mobilidade como:

a mobilidade urbana é um atributo das cidades e se refere à a mobilidade urbana é um atributo das cidades e se refere à facilidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano. facilidade de deslocamento de pessoas e bens no espaço urbano. Tais deslocamentos são feitos através de veículos, vias e toda a Tais deslocamentos são feitos através de veículos, vias e toda a infra-estrutura (vias, calçadas, etc.)... É o resultado da interação infra-estrutura (vias, calçadas, etc.)... É o resultado da interação entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade. (Ministério entre os deslocamentos de pessoas e bens com a cidade. (Ministério das Cidades, 2004, p. 13)

das Cidades, 2004, p. 13)

Por sua vez, a Lei da

Por sua vez, a Lei da

Política

Política

 Nacional de Mobilidade Urbana, nº 12.587, Nacional de Mobilidade Urbana, nº 12.587, de 03 de janeiro de 2012, vem ratificar essa posição definindo em seu Art. 4º. que: de 03 de janeiro de 2012, vem ratificar essa posição definindo em seu Art. 4º. que:

a mobilidade urbana é um atributo da cidade, correspondendo à a mobilidade urbana é um atributo da cidade, correspondendo à condição em que se

condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargasrealizam os deslocamentos de pessoas e cargas

no espaço urbano”. no espaço urbano”.

Percebe-se que a mobilidade urbana vem tomando um espaço cada vez Percebe-se que a mobilidade urbana vem tomando um espaço cada vez maior na agenda política nacional, mas mesmo assim, ainda insuficiente, pois seria maior na agenda política nacional, mas mesmo assim, ainda insuficiente, pois seria necessário, além de uma regulamentação, também maiores investimentos.

necessário, além de uma regulamentação, também maiores investimentos.

3.2 CONCEITO DE

(21)

Desde a década de 1960 que a Organização das Nações Unidas vem Desde a década de 1960 que a Organização das Nações Unidas vem traçando discussões a cerca da

traçando discussões a cerca da sustentabilidade,sustentabilidade,

 A

 A construção construção do do conceito conceito de de mobilidadmobilidade e urbana urbana sustentável sustentável é é oo resultado de um processo de discussões conduzidas ao longo das resultado de um processo de discussões conduzidas ao longo das últimas décadas e baseia-se no conceito de desenvolvimento últimas décadas e baseia-se no conceito de desenvolvimento sustentável. Desde que foi identificado como uma prioridade global sustentável. Desde que foi identificado como uma prioridade global pela Organização das Nações Unidas, no início de 1980, o pela Organização das Nações Unidas, no início de 1980, o desenvolvimento sustentável ficou definido por satisfazer as desenvolvimento sustentável ficou definido por satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.(WCED - Conferência Mundial realizada pela necessidades.(WCED - Conferência Mundial realizada pela Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento) (1987) apud ANTP (2013).

Desenvolvimento) (1987) apud ANTP (2013).

Formula-se aqui uma nova conceituação que vem sendo bastante Formula-se aqui uma nova conceituação que vem sendo bastante discutida no meio social, o de mobilidade urbana sustentável, onde a discutida no meio social, o de mobilidade urbana sustentável, onde a sustentabilidade é a base fazendo uma relação com o sistema de transportes e uso sustentabilidade é a base fazendo uma relação com o sistema de transportes e uso do solo, como pode ser observado nas palavras de Campos, (2006):

do solo, como pode ser observado nas palavras de Campos, (2006):

 A

 A mobilidadmobilidade e sustentável sustentável no no contexto contexto socioeconômisocioeconômico co da da áreaárea urbana pode ser vista através de ações sobre o uso e ocupação do urbana pode ser vista através de ações sobre o uso e ocupação do solo e sobre a gestão dos transportes, visando proporcionar acesso solo e sobre a gestão dos transportes, visando proporcionar acesso aos bens e serviços de uma forma eficiente para todos os habitantes, aos bens e serviços de uma forma eficiente para todos os habitantes, e assim, mantendo ou melhorando a qualidade de vida da

e assim, mantendo ou melhorando a qualidade de vida da populaçãopopulação atual sem prejudicar a geração futura. (Campos, 2006, p.

atual sem prejudicar a geração futura. (Campos, 2006, p. 99-106).99-106).

Campos (2006)complementa ainda que: Campos (2006)complementa ainda que:

De acordo com as

De acordo com as dimensões do desenvolvidimensões do desenvolvimento sustentável, pode-mento sustentável, pode-se considerar que a mobilidade dentro da visão da sustentabilidade se considerar que a mobilidade dentro da visão da sustentabilidade pode ser alcançada sob dois enfoques: um relacionado com a pode ser alcançada sob dois enfoques: um relacionado com a adequação da oferta de transporte ao contexto socioeconômico e adequação da oferta de transporte ao contexto socioeconômico e outro relacionado com a qualidade ambiental. No primeiro, se outro relacionado com a qualidade ambiental. No primeiro, se enquadram medidas que associam o transporte ao desenvolvimento enquadram medidas que associam o transporte ao desenvolvimento urbano e a equidade social em relação aos deslocamentos; no urbano e a equidade social em relação aos deslocamentos; no segundo, se enquadram a tecnologia e o modo de transporte a ser segundo, se enquadram a tecnologia e o modo de transporte a ser utilizado

(22)

Dessa forma, surge o entendimento de Ministérios das Cidades(BRASIL, Dessa forma, surge o entendimento de Ministérios das Cidades(BRASIL, 2004) que corrobora a respeito do

2004) que corrobora a respeito do tema na seguinte ideia,tema na seguinte ideia,

 A Mobilidade U

 A Mobilidade Urbana Sustentável pode ser definirbana Sustentável pode ser definida como o resultadoda como o resultado

de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visa de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visa proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos não-motorizados e coletivos de através da priorização dos modos não-motorizados e coletivos de transporte, de forma efetiva, que não gere segregações espaciais, transporte, de forma efetiva, que não gere segregações espaciais, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. Ou seja: socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. Ou seja: baseado nas pessoas e não nos veículos. Como se vem baseado nas pessoas e não nos veículos. Como se vem demonstrando, a Mobilidade Urbana Sustentável deve ser entendida demonstrando, a Mobilidade Urbana Sustentável deve ser entendida de uma forma ampla, como o resultado de um conjunto de políticas de uma forma ampla, como o resultado de um conjunto de políticas de transporte, circulação, acessibilidade e trânsito, além das demais de transporte, circulação, acessibilidade e trânsito, além das demais políticas urbanas, cujo objetivo maior está em priorizar o cidadão na políticas urbanas, cujo objetivo maior está em priorizar o cidadão na efetivação de seus anseios e necessidades, melhorando as efetivação de seus anseios e necessidades, melhorando as condições gerais de deslocamento na cidade.(Brasil, 2004, p. 14). condições gerais de deslocamento na cidade.(Brasil, 2004, p. 14).

Seguindo esse raciocínio, novamente o Governo brasileiro, através do Seguindo esse raciocínio, novamente o Governo brasileiro, através do Plano de Mobilidade Urbana - PLANMOB (BRASIL, 2007) organiza tais conceitos de Plano de Mobilidade Urbana - PLANMOB (BRASIL, 2007) organiza tais conceitos de onde se tem que:

onde se tem que:

 A mobilidade urbana para a construção de cidades sustentáveis será  A mobilidade urbana para a construção de cidades sustentáveis será então produto de políticas que proporcionem o acesso amplo e então produto de políticas que proporcionem o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, priorizem os modos coletivos e não democrático ao espaço urbano, priorizem os modos coletivos e não motorizados de transporte, eliminem ou reduzam a segregação motorizados de transporte, eliminem ou reduzam a segregação espacial, e contribuam para a inclusão social favorecendo a espacial, e contribuam para a inclusão social favorecendo a sustentabilid

sustentabilidade ambiental. (Brasil, 2007, p. ade ambiental. (Brasil, 2007, p. 42).42).

Observa-se que a mobilidade urbana sustentável, para o Ministério das Observa-se que a mobilidade urbana sustentável, para o Ministério das Cidades (Brasil, 2007), deve ser pensada como o resultado de um conjunto de Cidades (Brasil, 2007), deve ser pensada como o resultado de um conjunto de políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e políticas de transporte e circulação que visam proporcionar o acesso amplo e democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos de transporte democrático ao espaço urbano, através da priorização dos modos de transporte coletivo e não motorizados de maneira efetiva, socialmente inclusiva e coletivo e não motorizados de maneira efetiva, socialmente inclusiva e ecologicamente sustentável. Esse novo pensamentoprioriza o deslocamento das ecologicamente sustentável. Esse novo pensamentoprioriza o deslocamento das pessoas e não dos veículos, considerando, especialmente, aquelas que possuem pessoas e não dos veículos, considerando, especialmente, aquelas que possuem restrição de mobilidade.

(23)

BOARETO (2003) é o autor que melhor explica com o máximo de BOARETO (2003) é o autor que melhor explica com o máximo de objetividade o conceito de

objetividade o conceito de mobilidade urbana sustentável,mobilidade urbana sustentável,

mobilidade urbana é a capacidade de fazer viagens necessárias para mobilidade urbana é a capacidade de fazer viagens necessárias para a realização dos direitos básicos do cidadão, com o menos gasto de a realização dos direitos básicos do cidadão, com o menos gasto de energia possível, menos impacto no meio ambiente, tornando-se energia possível, menos impacto no meio ambiente, tornando-se ecologicame

ecologicamente nte sustentávelsustentável..

3.3 HISTÓRICO DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA MOBILIDADE URBANA 3.3 HISTÓRICO DOS ÓRGÃOS RESPONSÁVEIS PELA MOBILIDADE URBANA

 A

 A compreensão compreensão da da mobilidade mobilidade urbana urbana no no Brasil, Brasil, deve deve ser ser antecedida antecedida dede uma noção, do ocorrido na esfera institucional nas últimas décadas em que houve a uma noção, do ocorrido na esfera institucional nas últimas décadas em que houve a criação de sucessivos órgãos de gestão na esfera federal, tais como:Conselho criação de sucessivos órgãos de gestão na esfera federal, tais como:Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano

Nacional de Desenvolvimento Urbano – – CNDU (1970 até 1989);Comissão Nacional CNDU (1970 até 1989);Comissão Nacional de Regiões Metropolitanas e Política Urbana

de Regiões Metropolitanas e Política Urbana – – CNPU (1974 a 1979) CNPU (1974 a 1979) – –  criada, por  criada, por sua vez, a partir do primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento

sua vez, a partir do primeiro Plano Nacional de Desenvolvimento – – PND; Ministério PND; Ministério do Desenvolvimento Urbano (1986-1999), que reunia as políticas de saneamento, do Desenvolvimento Urbano (1986-1999), que reunia as políticas de saneamento, habitação, política urbana e transportes urbanos, somando inclusive o Banco habitação, política urbana e transportes urbanos, somando inclusive o Banco Nacional de Habitação (BNH), a Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) Nacional de Habitação (BNH), a Empresa Brasileira de Transportes Urbanos (EBTU) e o (Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano). Em seguida foi criada a e o (Conselho Nacional de Desenvolvimento Urbano). Em seguida foi criada a Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República Secretaria Especial de Desenvolvimento Urbano da Presidência da República  – – SEDU/PR (1999)

SEDU/PR (1999)  – –  com a atribuição de formular, implementar e coordenar as  com a atribuição de formular, implementar e coordenar as políticas nacionais de desenvolvimento urbano, as ações e programas de políticas nacionais de desenvolvimento urbano, as ações e programas de urbanização, de habitação, de saneamento básico, incluindo o transporte urbanização, de habitação, de saneamento básico, incluindo o transporte urbano.(Ministério das Cidades, 2004).

urbano.(Ministério das Cidades, 2004).

Vale ressaltar que devido à promulgação da Constituição Brasileira, que Vale ressaltar que devido à promulgação da Constituição Brasileira, que municipalizou os transportes urbanos, o governo federal extinguiu a EBTU e, desde municipalizou os transportes urbanos, o governo federal extinguiu a EBTU e, desde então, os transportes urbanos vinham sendo tratados de maneira pontual e então, os transportes urbanos vinham sendo tratados de maneira pontual e dissociada das políticas de habitação e saneamento, assim como sem dialogar com dissociada das políticas de habitação e saneamento, assim como sem dialogar com as políticas energé

as políticas energética, tecnológica, ambietica, tecnológica, ambiental, regional, econômicntal, regional, econômica e social. a e social. Com aCom a criação do Ministério das Cidades, em 2003, houve uma melhor organização da criação do Ministério das Cidades, em 2003, houve uma melhor organização da

(24)

política de mobilidade urbana, sendo que com a criação desse ministério, vários política de mobilidade urbana, sendo que com a criação desse ministério, vários órgãos como o Denatran então no Ministério da Justiça, ou empresas, como órgãos como o Denatran então no Ministério da Justiça, ou empresas, como aCompanhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a

aCompanhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Empresa de Trens Urbanos deEmpresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.(TRENSURB), no Ministério dos Transportes, passaram a compor Porto Alegre S.A.(TRENSURB), no Ministério dos Transportes, passaram a compor a estrutura do Ministério das Cidades, articulados com a Secretaria Nacional de a estrutura do Ministério das Cidades, articulados com a Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana

Transporte e da Mobilidade Urbana – – SeMOB, criada junto com o Ministério. Essa SeMOB, criada junto com o Ministério. Essa nova estrutura tem como objetivos articular melhor as políticas urbanas, como nova estrutura tem como objetivos articular melhor as políticas urbanas, como habitação e mobilidade e de modo a respeitar os princípios de sustentabilidade habitação e mobilidade e de modo a respeitar os princípios de sustentabilidade ambiental e econômica. (Ministério das Cidades, 2004).

ambiental e econômica. (Ministério das Cidades, 2004).

3.4 ALGUNS QUESTIONAMENTOS NA LEI DE MOBILIDADE URBANA 3.4 ALGUNS QUESTIONAMENTOS NA LEI DE MOBILIDADE URBANA

3.4.1 Considerações iniciais 3.4.1 Considerações iniciais

Em janeiro de 2012, por conta de toda a problemática gerada pelo atual Em janeiro de 2012, por conta de toda a problemática gerada pelo atual planejamento urbano, foi sancionada a Lei Federal nº 12.587 que aponta diretrizes planejamento urbano, foi sancionada a Lei Federal nº 12.587 que aponta diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelecendo que,devem ser da Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelecendo que,devem ser elaborados planos de mobilidade urbana para municípios com mais de 20.000 elaborados planos de mobilidade urbana para municípios com mais de 20.000 habitantes, no prazo de até

habitantes, no prazo de até três anos.três anos.  Antes,

 Antes, havia havia uma uma rasa rasa regulamentação regulamentação no no Estatuto Estatuto das das Cidades Cidades queque exigia plano municipal de mobilidade urbana somente às cidades com população exigia plano municipal de mobilidade urbana somente às cidades com população superior à 500.000 habitantes. Com a nova Lei foi

superior à 500.000 habitantes. Com a nova Lei foi alterada exigência para que sejamalterada exigência para que sejam implantadas em cidades de menor porte propostas e soluções para os problemas implantadas em cidades de menor porte propostas e soluções para os problemas gerados pelo planejamento urbano que prioriza o automóvel, é excludente e gerados pelo planejamento urbano que prioriza o automóvel, é excludente e promove segregação social.

promove segregação social.

3.4.2 Histórico da legislação sobre mobilidade urbana 3.4.2 Histórico da legislação sobre mobilidade urbana

(25)

 A criação

 A criação da nova legislação fda nova legislação foi baseada nos oi baseada nos artigos 21, artigos 21, inciso XX, e inciso XX, e 182182 da Constituição Federal de 1988 (CF/88). Estes artigos, por sua vez, tiveram origem da Constituição Federal de 1988 (CF/88). Estes artigos, por sua vez, tiveram origem na década de 80 com o movimento da Reforma Urbana, que conseguiu colocar em na década de 80 com o movimento da Reforma Urbana, que conseguiu colocar em discussão a questão da política urbana na constituinte. Nesse ínterim, foi

discussão a questão da política urbana na constituinte. Nesse ínterim, foi aprovada aaprovada a Lei nº 10.257, de 10 de junho de 2001

Lei nº 10.257, de 10 de junho de 2001 – – o Estatuto da Cidade, que estabeleceu as o Estatuto da Cidade, que estabeleceu as diretrizes gerais

diretrizes gerais e os instrumentos e os instrumentos da política urbada política urbana. na. A Lei de A Lei de mobilidade urbanamobilidade urbana,, de certo modo, vem a complementar o Estatuto das Cidades. (IPEA, 2012).

de certo modo, vem a complementar o Estatuto das Cidades. (IPEA, 2012).

De acordo com a CF/88, A União é a competente para instituir diretrizes De acordo com a CF/88, A União é a competente para instituir diretrizes para a mobilidade urbana e desde 1989 tramitam diferentes propostas para para a mobilidade urbana e desde 1989 tramitam diferentes propostas para regulamentação do tema evoluindo para uma abordagem mais geral e completa de regulamentação do tema evoluindo para uma abordagem mais geral e completa de mobilidade urbana. (MORAIS

mobilidade urbana. (MORAIS et al et al , apud IPEA, 2012)., apud IPEA, 2012).

Um ano após a promulgação da CF 1988, propôs-se o PL nº 4.203/1989 Um ano após a promulgação da CF 1988, propôs-se o PL nº 4.203/1989 visando instituir normas sobre o sistema de transporte coletivo. Depois vieram o PL visando instituir normas sobre o sistema de transporte coletivo. Depois vieram o PL nº 870/1991, que dispunha sobre

nº 870/1991, que dispunha sobre “diretrizes nacionais de transporte coletivo urbano”;“diretrizes nacionais de transporte coletivo urbano”; o PL nº 1.777/1991, que determinaa regulamentação do transporte coletivo o PL nº 1.777/1991, que determinaa regulamentação do transporte coletivo rodoviário; e o PL nº 2.594/1992, sobre “as diretrizes nacionais do transporte coletivo rodoviário; e o PL nº 2.594/1992, sobre “as diretrizes nacionais do transporte coletivo urbano”. (IPEA, 2012)

urbano”. (IPEA, 2012)..

Os quatro foram arquivados definitivamente em 1995. Surgiu então neste Os quatro foram arquivados definitivamente em 1995. Surgiu então neste ano o PL nº 694/1995, de autoria do deputado Alberto Goldman, que seguiu a ano o PL nº 694/1995, de autoria do deputado Alberto Goldman, que seguiu a proposta da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com o apelo do proposta da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), com o apelo do Conselho Nacional de Transportes Urbanos (CNTU), mas continuou com o foco Conselho Nacional de Transportes Urbanos (CNTU), mas continuou com o foco restrito ao transporte coletivo. (GOMIDE, apud IPEA, 2012).

restrito ao transporte coletivo. (GOMIDE, apud IPEA, 2012).  Ainda

 Ainda na na década década de de 1990, 1990, foram foram apresentados o apresentados o PL PL nº nº 1.974/1996, 1.974/1996, queque novamente veio discutir o transporte do transporte coletivo rodoviário e o PL nº novamente veio discutir o transporte do transporte coletivo rodoviário e o PL nº 2.234/1999, este sobre o transporte coletivo urbano. Por tratarem do mesmo tema 2.234/1999, este sobre o transporte coletivo urbano. Por tratarem do mesmo tema ambos foram apensados ao PL nº 694/1995. Em 2003 foi instituída uma comissão ambos foram apensados ao PL nº 694/1995. Em 2003 foi instituída uma comissão especial para apreciar e dar parecer ao PL nº 694/1995. Em 2004, o Conselho das especial para apreciar e dar parecer ao PL nº 694/1995. Em 2004, o Conselho das Cidades elaborou uma proposta mais abrangente. Esta proposição foi enviada ao Cidades elaborou uma proposta mais abrangente. Esta proposição foi enviada ao Congresso Nacional pelo Executivo em 2007 (o PL nº 1.687/2007). O PL do governo Congresso Nacional pelo Executivo em 2007 (o PL nº 1.687/2007). O PL do governo

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foi apensado ao PL 694/1995e seguiu para o

foi apensado ao PL 694/1995e seguiu para o Senado Federal sob a denominação deSenado Federal sob a denominação de PLC nº 166/2010.(IPEA, 2012).

PLC nº 166/2010.(IPEA, 2012).

O Senado Federal apreciou a matéria no início de 2010 e aprovada em O Senado Federal apreciou a matéria no início de 2010 e aprovada em dezembro de 2012. Portanto, foram 17 anos de

dezembro de 2012. Portanto, foram 17 anos de bruscas alterações na formulação debruscas alterações na formulação de uma regulamentação a nível federalpara o tema, sendo importante a abrangência da uma regulamentação a nível federalpara o tema, sendo importante a abrangência da regulamentação oriunda do resultado de tanta tramitação legislativa.(IPEA, 2012). regulamentação oriunda do resultado de tanta tramitação legislativa.(IPEA, 2012).

3.4.4 Atual situação da mobili

3.4.4 Atual situação da mobilidade urbana no Brasildade urbana no Brasil

Segundo MORAIS (2012), é bastante expressiva, na atualidade, a Segundo MORAIS (2012), é bastante expressiva, na atualidade, a quantidade de problemas relacionados aos deslocamentos urbanos, tais como quantidade de problemas relacionados aos deslocamentos urbanos, tais como acidentes, congestionamentos, barreiras para indivíduos com restrições de acidentes, congestionamentos, barreiras para indivíduos com restrições de mobilidade, poluição sonora e atmosférica, além de muitos outros como o mobilidade, poluição sonora e atmosférica, além de muitos outros como o aquecimento global. Há uma percepção crescente e generalizada de que é preciso aquecimento global. Há uma percepção crescente e generalizada de que é preciso buscar estratégias que viabilizem padrões

buscar estratégias que viabilizem padrões mais sustentáveis de mobilidade.mais sustentáveis de mobilidade.

De acordo com VASCONCELLOS (2012), nos países em De acordo com VASCONCELLOS (2012), nos países em desenvolvimento, um dos maiores desafios do planejamento de transportes e desenvolvimento, um dos maiores desafios do planejamento de transportes e trânsito é viabilizar politicamente a redistribuição da área de circulação. A mudança trânsito é viabilizar politicamente a redistribuição da área de circulação. A mudança mais profunda deveria vir da reapropriação do espaço pelos atores mais numerosos mais profunda deveria vir da reapropriação do espaço pelos atores mais numerosos e vulneráveis, como os de pedestre, ciclista

e vulneráveis, como os de pedestre, ciclista e passageiro de transporte público.e passageiro de transporte público.

De acordo com VASCONCELLOS (2012), a disputa pelo espaço de De acordo com VASCONCELLOS (2012), a disputa pelo espaço de circulação coloca os usuários em conflito permanente. Esse conflito é regulado pelo circulação coloca os usuários em conflito permanente. Esse conflito é regulado pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro), (desde que haja fiscalização eficaz) e pela CTB (Código de Trânsito Brasileiro), (desde que haja fiscalização eficaz) e pela sinalização instalada nas vias. No entanto, o acesso às vias e aos meios de sinalização instalada nas vias. No entanto, o acesso às vias e aos meios de transporte é muito influenciado pelas diferenças sociais, políticas e econômicas transporte é muito influenciado pelas diferenças sociais, políticas e econômicas entre as pessoas.

entre as pessoas.

Há três tipos de exclusão que mais preocupam aqueles que analisam a Há três tipos de exclusão que mais preocupam aqueles que analisam a equidade na distribuição do

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 A

 A econômica, econômica, de de quem quem não não tem tem recursos recursos para para pagar pagar as as tarifas tarifas dodo transporte coletivo. A renda média dos trabalhadores brasileiros é baixa, e muitas transporte coletivo. A renda média dos trabalhadores brasileiros é baixa, e muitas pessoas não têm como pagar as passagens do transporte coletivo, principalmente pessoas não têm como pagar as passagens do transporte coletivo, principalmente quando necessidade de usar dois veículos em cada sentido. O problema é maior quando necessidade de usar dois veículos em cada sentido. O problema é maior também para os trabalhadores informais, que não têm direito ao vale-transporte; também para os trabalhadores informais, que não têm direito ao vale-transporte;

 A

 A de de pessoas que pessoas que circulam a circulam a pé pé ou ou de de bicicleta, ameabicicleta, ameaçadas por çadas por aquelesaqueles que circulam em veículos grandes, uma vez que as cidades brasileiras e seus que circulam em veículos grandes, uma vez que as cidades brasileiras e seus sistemas viários e decalcadas não permitem uma circulação segura e confortável sistemas viários e decalcadas não permitem uma circulação segura e confortável para pedestres e ciclistas. Isto é agravado por outros fatores como a falta de para pedestres e ciclistas. Isto é agravado por outros fatores como a falta de fiscalização;

fiscalização;  A

 A de de pessoas pessoas com com limitações limitações na na sua sua mobilidademobilidade  – –  pessoas com  pessoas com deficiência e idosos. Esta exclusão é praticamente total nas cidades brasileiras, uma deficiência e idosos. Esta exclusão é praticamente total nas cidades brasileiras, uma vez que construções, calçadas e transportes coletivos não estão adaptados ou vez que construções, calçadas e transportes coletivos não estão adaptados ou preparados para atendê-las de modo adequado. A nova legislação brasileira preparados para atendê-las de modo adequado. A nova legislação brasileira determina uma série de adaptações dentro de prazos definidos.

determina uma série de adaptações dentro de prazos definidos.  A

 A política política nacional nacional de de mobilidade mobilidade urbana urbana avançou avançou muito muito em em estudosestudos positivos e numa regulamentação inovadora no caminho da sustentabilidade das positivos e numa regulamentação inovadora no caminho da sustentabilidade das cidades, assim, necessitando apenas de um esforço maior em sua implementação cidades, assim, necessitando apenas de um esforço maior em sua implementação por parte dos governos federal

por parte dos governos federal e municipais. Ao iniciar pela e municipais. Ao iniciar pela efetivação das diretrizes,efetivação das diretrizes, como previsto na LPNMU de 2012, no art. 5º, I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, XI do como previsto na LPNMU de 2012, no art. 5º, I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII, XI do seguinte teor.

seguinte teor.

 Art.

 Art. 5º5º  – –  a Política Nacional de Mobilidade Urbana está  a Política Nacional de Mobilidade Urbana está

fundamentada nos seguintes princípios: fundamentada nos seguintes princípios: I -

I - acessibilacessibilidade universal;idade universal;

II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões II - desenvolvimento sustentável das cidades, nas dimensões socioeconôm

socioeconômicas icas e e ambientais;ambientais;

III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; III - equidade no acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo; IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de IV - eficiência, eficácia e efetividade na prestação dos serviços de transporte urbano;

transporte urbano;

V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação V - gestão democrática e controle social do planejamento e avaliação da Política Nacional de Mobilidade Urbana;

da Política Nacional de Mobilidade Urbana; VI - segurança nos deslocamentos das pessoas; VI - segurança nos deslocamentos das pessoas;

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