14º Curta Taquary - Festival Internacional de Curta-metragem

Texto

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REALIZAÇÃO

INCENTIVO

14º Curta Taquary

-Festival Internacional de

Curta-metragem

_Taquaritinga do Norte, Pernambuco América do Sul.

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Esta edição do Festival é dedicada à cineasta

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A 14ª edição do Curta Taquary acontece em formato híbrido (online e presencial) entre os dias 16, dia nacional da conscientização das

mudanças climáticas e, 22 de março, dia da Água. Contamos em nossa programação com 72 produções voltadas para as te-máticas sociopolíticas e educativas ambientais, de gênero, étnico-raciais

e inclusivas para toda e qualquer pessoa, que possam contribuir para o desenvolvimento do senso crítico do público e apontem soluções para a construção de uma sociedade mais justa e em equilíbrio com todos os seres vivos. O projeto dessa edição foi contemplada pelo Edital de Festivais LAB

PE da Lei Aldir Blanc e tem como objetivo utilizar o audiovisual como

ferramenta no processo de aprendizagem de estudantes de escolas públi-cas e ser uma janela de difusão e promoção do panorama atual de curtas

metragens produzidos em todo Brasil e América Latina. Para cada filme inscrito, 521 ao total nesta edição, uma muda de espécie nativa será plantada em Taquaritinga do Norte como forma de mobilizar a campanha de reflorestamento e recuperação de solo de áreas desma-tadas e devasdesma-tadas por queimadas – entre elas a de dezembro de 2016,

onde 50 hectares de mata da cidade foram destruídas. Junte-se a nós e vamos simbora fazer um mundo melhor!

Por Um Mundo Melhor...

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HOMENAGEM

Pertencente à nação Guarani Kaiowá, Graciela Guarani é produtora cultural,

comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual.

Atualmente é uma das Mulheres Indígenas pioneiras em produções originais

audiovisuais no cenário brasileiro.

Graciela Guarani

_TERRA NUA [Doc | 2014 | 20’] _MÃOS DE BARRO [Doc |2016 | 20’] _TEMPO CIRCULAR [Doc | 2018 | 18’]

_MBA’EICHA NHANDE REKOVA’ERÃ – MENSAGEIRO DO FUTURO [Doc | 2019 | 3’] _OPARÁ: MORADA DE NOSSOS ANCESTRAIS [Doc | 2019 | 20’]

_MEU SANGUE É VERMELHO [Doc | 2019 | 86’]

FILMOGRAFIA

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CONVERSA

Transcrição da conversa “Cartazes no Cinema e Identidade Visual

do 14º Curta Taquary” entre Simone Mendes e Lael Arruda,

realizada em 18 de dezembro de 2020 no instagram do Festival

Curta Taquary.

Transcrição adaptada: Fito Sudaca

Cartazes no Cinema e

Identidade Visual do 14º

Curta Taquary

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[Início da transcrição]

LAEL ARRUDA [Entrevistador]: Olá, você acompanhando este vídeo pelo IGTV. Esta é a nossa

conversa sobre Cartazes de Cinema e Identidade Visual do 14º Curta Taquary. Pra você que está ao vivo nesta sexta-feira com a gente, muito boa noite, seja bem-vinda, seja bem-vindo. A gente traz hoje um pouquinho do que vai ser essa décima quarta edição do Curta Taquary. Eu lembro que as inscrições estão abertas até o dia 11 de janeiro, passa lá no curtataquary.com.br, avisa todo mundo, inscreve sua obra e vai participar desse festival maravilhoso, vem participar com a gente! O Festival em 2021 acontece de 16 a 22 de março, e essa data é muito simbólica, eu começo falando disso aqui nessa live porquê a gente puxa a Simone já pra conversar com a gente sobre isso. Seguinte, eu tou com um a “filinha” aqui para falar dessas duas datas, o dia 16 de março é o dia nacional da conscien-tização das mudanças climáticas e o dia 22, o dia mundial da Água. São dias extremamente simbóli-cos pra uma bandeira que a décima quarta edição do Curta Taquary está trazendo que é sobre o cui-dado com o Meio Ambiente. Vocês vão perceber desde o cartaz até tudo o que a gente vai falar hoje o quanto essa edição vem com essa bandeira, com essa importante discussão. O Alexandre Soares, idealizador do festival teve essa sensibilidade de observar ao redor, inclusive o ambiente próximo, Taquaritinga do Norte tem passado aí por queimadas, a gente tem acompanhado nas redes, na impren-sa, como sempre, Arte trazendo essas discussões e levantando bandeiras importantes. Mas a gente vai entender tudo isso ao longo dessa live e dos próximos dias, sigam acompanhando as redes do Curta Taquary. Deixa eu ver se a Simone tá aqui já... Olha ela aí, boa noite.

SIMONE MENDES [Artista Visual]: Boa noite! LA: Tudo bem?

SM: Tudo bem!

LA: Que honra falar com você Simone, eu conheço um pouquinho da sua arte, desde já parabéns, eu

falei com você por telefone mas aqui, publicamente, parabéns pelo cartaz, por essa obra que é lindís-sima.

SM: Obrigada. Olha, eu vou logo começando pedindo um pouquinho de desculpa porquê eu fico

sem-pre com vergonha [risos].

LA: Você está totalmente em casa, tá certo? SM: Tá certo!

LA: Você tá falando de onde?

SM: Ouricuri, Sertão de Pernambuco. LA: Que massa...

SM: Eu vou só mostrar uma coisa bem rapidinho [No vídeo, Simone direciona a imagem para janela

ao seu lado, aparece um galo].

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LA: Eu quero inclusive apresentar um pouquinho da artista que você é, pra quem como eu também,

tá lhe conhecendo agora. Conta pra gente, nesse início do nosso papo, com as Artes Visuais chegaram na tua vida?

SM: Então... Aquela velha história da criança que nunca parou de desenhar... Quando eu morava aqui

ainda, eu saí aos catorze anos pra estudar, aí primeiro eu fui pra Petrolina, depois eu fui pra Recife, aí eu fui fazer Arquitetura e aí durante o curso foi que eu tive mais contato com Artes Visuais, com ilustração... e o caminho foi por aí. Pra ser bem resumidamente.

LA: Até complementando talvez o seu raciocínio, eu acho que a gente vive numa região muito rica de

paisagem, de cores, de formas... eu acho que talvez isso tudo seja inspiração diária para alguém que trabalha com Artes Visuais?

SM: Com certeza! E tá sendo bem interessante pra mim porquê eu tenho uma ligação também forte

com plantas, botânica, e agora eu tou num universo bem diferente porquê eu tava no Litoral, tava na Mata Atlântica né? E agora eu tou no Sertão. Luz é diferente, então tá sendo muito massa, além de outras reconfigurações que tão acontecendo. Eu me mudei pra cá novamente em fevereiro, antes da pandemia, inclusive. Daí esse universo de cores, tá bem diferente agora porquê é outra luz, o sol amanhece mais tarde e também se põe um pouco mais tarde.

LA: Como o Audiovisual chega na tua vida e você junta ã sua paixão por Artes Visuais e já vai

mis-turando Audiovisual, desenvolvendo cartazes pra filmes, eu sei que no próprio Curta Taquary tem filmes que já foram exibidos ou estrearam com cartazes seus.

SM: É verdade. Essa pergunta é boa e eu não sei responder muito bem, como começar... Na verdade,

eu adoro cinema, durante o curso de Arquitetura, com o pessoal da faculdade, os colegas e tal, eu me lembro os primeiros filmes de arte que eu assisti e eu lembro também do estranhamento, porquê as-sim, a gente tea acostumada a assistir filmes assim e acha que todo mundo entende, asas-sim, tou sendo um pouco rasa nessa reflexão mas assim, foi meio que um susto pra mim porquê no começo eu não entendia, depois eu fui vendo que era realmente um outro tempode se fazer cinema, a gente precisa de certas referências que a gente as vezes só vai entender depois, as vezes até assistir um filme mais de uma vez, aí cada vez que assiste... Assim como nos livros também. Aí eu comecei a gostar mais do Cinema de Arte, comecei frequentar a FUNDAJ, Cinema São Luiz e tal... Com o tempo, eu fazia, faço ainda, ilustração pra livros, inclusive tem duas novidades em breve... aí começou com amigos me pedindo pra ilustrar cartazes de seus filmes, eu já dava aula de aquarela, uma técnica que eu uso bastante, eu escolhi fazer lápis de cor nesse trabalho pro Curta Taquary, que na verdade, é outra técni-ca que eu adoro mas, a referência que as pessoas tem em relação a mim é aquarela.

LA: Antes da gente falar especificamente do Curta Taquary, você falando aí desse seu contato com o

Audiovisual, como é que acontece o processo criativo? Você precisa assistir o filme? Você tem que conversar com o diretor? Como é que acontece pra você chegar nas formas, nas cores... Como é que isso funciona?

SM: Então, com certeza assistir o filme e conversar com a direção é super importante porquê aí a

gente fica conectado, por exemplo, tenho um amigo que tá finalizando o filme dele e aí eu não vi ainda porquê ele gostaria muito que a parte do som estivesse pronta, porquê pra ele faz diferença que eu escute com o som de acordo com o que ele tá planejando mas antes disso a gente conversou sobre

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naquele universo, quem vai trabalhar com o cartaz, depois, caso chegue depois, precisa também dessa imersão e de um tempo pra realizar esse trabalho né? Daí essa construção ela precisa também acom-panhar um pouco então, é importantíssimo ter essa conversa, essa afinação.

LA: Ô Simone... E qual é a importância desse cartaz? Eu pergunto isso pelo seguinte, o cartaz, em

“n” situações, talvez seja o primeiro contato do espectador com a obra, por exemplo, eu vou no google, quero ler a sinopse do filme tal mas talvez quando eu abrir ali o link eu vou olhar primeiro o cartaz do que a sinopse. Então, esse primeiro contato, qual a dimensão da importância, enquanto criadora também, você dá ao cartaz? E vocês enquanto profissionais são reconhecidos por essa impor-tância também, nesse meio, nessa área?

SM: Excelente pergunta. Eu fico pensando o cartaz como um convite, eu fico pensando, poxa, é um

dos primeiros contatos realmente, é o que dá uma vontade de assistir. Eu pelo menos não gosto de ler a sinopse, quando eu conheço o trabalho do diretor ou a curadoria do festival, por exemplo, ou do cinema, as vezes eu nem vejo a sinopse, aí quando a gente entra em contato com o cartaz, assim, é quase que imediato a empatia ou não, então eu tenho bem essa ideia de um convite e aí, eu acho que é uma tarefa bem cheia de responsabilidades pra essa pessoa que vai trabalhar com essa imagem, porquê por mais que depois tenha o trabalho da equipe inteira que fez o filme mas assim, essa ponta de lança né? O cartaz! Daí eu fiquei muito feliz quando o Curta Taquary resolveu agora premiar os cartazes, não sei nem se já poderia dizer isso, já tou dizendo [Risos].

LA: Verdade, terá essa premiação.

SM: Maravilhoso incentivo, porquê como a gente até tava conversando assim, eu entendo que é mui-to caro fazer filme, muita gente envolvida, enfim, inclusive agora que a gente tá tendo tanmui-tos cortes na Cultura, tá se tornando assim, ainda mais difícil mas assim, é importante que esses profissionais que trabalham com essa parte da Arte Visual do cartaz... como é que eu falo... acho que reconheci-mento maior.

LA: Respeito inclusive né? Pela função...

SM: É, porquê muitas vezes, assim, lógico que é massa, a gente fica muito feliz fazendo trabalho,

eu adoro fazer isso mas assim, é importante que, por exemplo, o valor que seja pago, seja um valor assim, que a pessoa consiga comprar material, papel pra trabalhar com aquarela é super caro, os ma-teriais, enfim... Fora que a gente gosta de se especializar, tem curso que você quer fazer, enfim, uma série de equipamento que você compra pra investir, então tudo isso tá dentro do trabalho né? Então eu acho que a medida que esse profissional vai também sendo visto como uma parte bem importante no processo do filme, da construção do imaginário daquele filme, eu acho que vai ajustando mais, aí eu acho super importante, inclusive quero citar Clara Moreira que eu vi que tava fazendo uma live nesse instante, que é assim, uma musa dos cartazes aqui. Enfim, eu acho que, sei lá... Vai ser massa quando esses profissionais forem mais bem remunerados também, mais estimulados, porquê eu acho que fazer premiação pra cartaz é super bem-vindo.

LA: Perfeito! Eu acho que super concordo com você, eu acho que é questão de respeitar mesmo o

profissional né, que tenha a importância devida na obra toda, no conjunto todo. Você acabou de citar também mais uma mulher que desenvolve cartazes, queria fazer uma pergunta sobre isso: no mer-cado, que em todas as áreas a gente também vê essa luta ainda da mulher né, por conquistar espaço, nessa área especificamente também sente essa diferença? É ainda menos valorizada talvez? Tem isso?

SM: Então, é possível que tenha, acredito que sim porquê na verdade a gente tá num descompasso

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pelo fato de ser mulher. Também não conheço muitos homens aqui que tenham feito cartazes, pra fa-lar a verdade mas assim, essa pauta do espaço da mulher no Cinema é importantíssima porquê a gente já vem falando vearias vezes de machismo, de assédio, enfim, um monte de... Inclusive até de falta de mulheres em trabalhos mais, tipo, som direto, até direção também, enfim, direção de arte... Daí eu acho que é sempre uma bandeira importante de se levar, agora na questão dos cartazes, eu tenho visto na verdade as mulheres arrasando aí.

LA: Que massa, então... Bom saber disso. SM: Pois é.

LA: Simone, especificamente sobre a obra que você criou, que deu o pontapé inicial no décimo

quarto Curta Taquary. Inclusive se eu acertar usar a função, eu vou conseguir colocar o cartaz aqui na tela, deixa eu ver... Apareceu!

SM: Mas eu estava com meu cartaz aqui [Risos]. LA: Aaahh... Prevenidíssima!

SM: prevenidíssima. Mas só também pras pessoas terem uma noção do tamanho [No vídeo, Simone

apresenta o desenho original].

LA: Olha aí, que lindo!

SM: Eita... Deu uma cortada aqui... Tá levemente travando o vídeo...

LA: Sobre esta edição: Como que foi esse processo específico dessa obra que se chama “As

Campesi-nas”, não é isso/

SM: É! Então, falando inclusive sobre a questão da qualificação, que a gente estuda, etc. Nesse

perí-odo de pandemia teve uma coisa positiva, muitos cursos que a gente as vezes tá com vontade de fazer e não pode porquê tá longe e tal, começaram a se disponibilizar virtualmente, a distância e, fiz um curso na PUC do Rio de Janeiro de “Cinema e Pintura”, inclusive indico fortemente, curso maravi-lhoso, e aí a gente tava estudando, como a obra de vários artistas influenciaram a obra de diretores de Cinema, a questão da pintura, fortemente trabalhada, fora a questão de você pegar um filme e usar ele diretamente mas você também criar o filme pictoricamente e aí, inspiradíssima por esse curso, aí eu pensando como é que poderia fazer esse trabalho de acordo com as conversas que a gente tava tendo sobre o reflorestamento, enfim, tudo isso que a gente tá vivendo também no Brasil de, uma sensação de má notícia...

[Vídeo falha]

SM: ...Oi, tá ouvindo? Não acredito... não tou ouvindo nada...

[O vídeo é encerrado abruptamente, problemas técnicos]

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SM: Olha aí...

LA: Eu tava te ouvindo até o momento que você explicou de onde tava vindo essa inspiração pra

obra “As Campesinas”, retoma pra gente esse raciocínio do curso que você estava fazendo e os conta-tos que você estava tendo.

SM: pronto, esse curso super bacana me acendeu várias luzes e aí, conversando com os meninos,

que a gente teve várias conversas super massa, inclusive muito engraçado, que era todo mundo bem empolgado falando “minha gente, uma hora tem que parar as ideias”... Eu pensando assim “poxa, o que poderia ser?”, e aí apareceu essa pintura, eu vou mostrar até a capa do livro, Pieter Bruegel, aí eu fiquei “poxa, pegar um negócio que num tem nada haver com a gente e tal”, só que aí também fico pensando que é bom a gente desconstruir isso de referências dos artistas, inclusive nesse curso eu descobri que o próprio Picasso pegava muitas referências de máscaras africanas e tal, então assim, todo mundo tem esse passeio pelas obras, pelos trabalhos dos outros, a gente o tempo todo sendo influenciado de alguma forma, e aí eu achei massa na verdade o contexto dessa pintura, que eu tava vendo agora, recentemente, e na verdade ela já tinha me marcado em outros momentos de filmes que eu tinha visto e que ela tinha sido inserida, ela tem uma ideia, uma mensagem de más notícias, por-quê é inverno, os caçadores estão chegando sem nada, e aí eu fiquei, poxa a gente não tá vendo nada tão diferente não, a gente só não tem esse inverno com neve mas assim, é o tempo todo aquele negó-cio da má notícia e tal, e aí eu fiquei pensando assim “o Festival tá trazendo um assunto tão lindo de reflorestar, tá sendo tão bacana, tão forte isso e, inclusive, não vai poder acontecer presencialmente mas isso é tão mais presente do quê ir lá todo mundo”, lógico que seria lindo mas enfim, a gente não tá podendo e aí eu fiquei pensando nisso, como o trabalho das pessoas que lidam com a Terra, como a questão da Floresta conectada com a Agricultura, sabe? E aí fiquei pensando, poxa, poderia fazer uma relação com isso e aí, tecnicamente falando, eu aproveitei o enquadramento que o Bruegel usou. Tem uma plantinha que aparece bem no começo, bem no primeiro plano, tá vendo?

LA: Sim, sim...

SM: Essa plantinha ela não existe na obra original, e aí eu pensei , do mesmo jeito que um dia desses

eu quase matei um pé de... esqueci o nome da plantinha agora... mas aí tava só o galho seco e de re-pente começou a brotar um monte de verdinho, aí eu “ai meu deus, ela tá sobrevivendo”, então assim, são pequenos pontos de esperança e aí eu imaginei que eu poderia justamente fazer o contrário dessa obra, ela na verdade, esse primeiro plano das camponesas, porquê é que eu escolhi mulheres? Porque eu acho que, não só porquê eu sou mulher né? Porque felizmente, tem muitos homens que também percebem que é importante a gente dá esse espaço [...] E aí essa mulher da frente ela é albina, que eu acho que são pessoas que quase não tem visibilidade, a gente fala bastante de conceito de cor de pele e tal, e aí é como se elas tão vindo desse trabalho de campo, é o mesmo trabalho que o próprio Fes-tival tá fazendo na questão do reflorestamento e, aí adiante é como se fosse um futuro assim, é o que vem, assim né, fui viajando e aí tecnicamente falando, pra quem tá mais ligado na questão da pintura, eu fiz no papel laranja já. Quando eu vim passar pandemia aqui... Eu me mudei na verdade pra Petro-lina, começo do ano e aí eu vim ficar na casa do meu pai que é idoso, e aí eu ia só passar uns dias, de-pois eu acabei me mudando pra cá, aí então foram duas mudanças né, em um ano... Aí só tinha papel guache na papelaria, aí eu “eita poxa!”, vou usar o que tem aqui né, eu já estava com meus lápis e tal e aí pronto! Eu comecei a fazer um monte de desenho assim no papel colorido, que eu já tinha visto isso há um tempo atrás mas tinha sido num papel preto, papel colorplus, até era um papel um pouco melhor e aí eu decidi fazer assim com esse material local, daqui, e também com... Dentro de uma

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25 LA: Em resumo, ao contrário da obra que lhe inspirou, essa tem uma mensagem contrária no sentido

das boas novas...

SM: ...Exatamente...

LA: ...As camponesas tão trazendo boas novas né?

SM: Exatamente! E invés de corvos eu coloquei esse passarinho, que eu não quis que fosse uma

pomba branca não, eu até botei uma corzinha de leve nele mas tem aquela ideia meio simbólica de um passarinho trazendo um raminho verde, que não é religiosa tá? Tem um pouco dessa coisa dos animais voltando e aí é dentro dessa ideia que eu quis trabalhar.

LA: E você tomou cuidado, por sua explicação aí pra gente, até nos detalhes, você coloca a mulher

albina, você queria de fato que também tivesse representatividade aí chegando na cidade?

SM: Isso, deixa eu mostrar aqui de novo as meninas. Essa menina de vermelhinho aqui, eu quis

re-ferenciar o MST, porquê eu acho muito importante esse trabalho que as pessoas do campo, os movi-mentos sociais tão fazendo, sabe? E fazem! Tá vendo? Tem uma mulher negra... E as casas da cidade pequena como a que eu vivo também.

LA: Pra quem não está sabendo ainda é que, toda inscrição do Curta Taquary, significa uma nova

árvore plantada, isso é muito massa! Parabéns a toda equipe do festival e, desde o cartaz, desde a sua obra esse recado todo tá sendo construído, esse recado de valorização de respeito pelo Meio Ambiente que a décima quarta edição do Curta Taquary tá trazendo. Simone, parabéns! Dispensa comentários, parabéns mais uma vez, você viu que tá sendo unanimidade, o pessoal quer autografado na parede de casa. A obra é linda mesmo. Antes da gente encerrar, pra mim foi uma honra conhecer você, já estou seguindo nas redes...

SM: Pois é, de vez em quando vai me acompanhar e acompanhar o Júlio Emílio (o galo) e várias

coisas aqui [Risos].

LA: Mais uma vez, muito obrigado! Uma honra conversar com você. Até breve!

[Fim da transcrição]

SIMONE MENDES “Cores saltitantes, travessuras de traços, megavôos de pássara. É difícil descrever numas palavrinhas o

que Simone, mentora de idéias moventes em tintas, lápis, fotografias, faz aqui, ali, acolá, nessa narrativa-diário de viagens no plano do dia-a-dia banal que se transfigura em narrativa artística. Com a leveza necessária ao vôo de pássaro, com a enge-nhosidade surpreendente de criadora, com o encantamento de quem é apaixonada pela plasticidade da vida, Simone Mendes vai construindo e consolidando uma trajetória singular, que já está inscrita na história da arte contemporânea.” [Maria Alice

Amorim, jornalista e pesquisadora]

LAEL ARRUDA é jornalista e atua em TV e Assessoria de Comunicação há 15 anos. Passou a acompanhar mais de perto o mercado cinematográfico ao assumir a gerência de Relações Públicas do Los Angeles Brazilian Film Festival (LABRFF), em 2013. É diretor do documentário “Essência”, produzido pela TV Câmara de João Pessoa, e foi vencedor do concurso “Um Mi-nuto Contra a Corrupção”, com o vídeo “A Responsabilidade é de Todos”. Interessado na temática sociopolítica, estudou sobre o processo de urbanização do planeta em curso da Universidade de Harvard.

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Mostra

BRASIL

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SINOPSE:

O filme “A Nascente Mora Aqui” trata da importância social, ambiental e cultural da Praça Homero Silva, conhecida por abrigar diversas nascentes e uma ampla área verde em meio à metrópole de São Paulo. Devido à construção de um grande prédio no terreno vizinho, o ecos-sistema da praça está sob ameaça. A partir dessa situação urgente, o documentário questiona a forma como estamos construindo e habitando as cidades.

[Pesquisa] Lu Cury, Miriam Mello Franco e Gabriela Nassar [Assistência de Direção] Henrique Grise [Direção de Fotografia] Arthur Maringoni e André Souza

[Fotografia Adicional] André D’Elia e Gabriela Nassar [Correção de Cor] Luisa Neves

[Montagem] Júlia Saleh [Som Direto] Henrique Grise [Desenho de Som] Henrique Grise e Júlia Saleh [Edição de Som e Mixagem] Rafael Veríssimo [Trilha Sonora Original] Jorge Peña Música: “Iarinhas” / Com-posição: Luiza Lian e Leda Cartum / Intérprete: Luiza Lian [Motion Graphics] Vital Pasquale

A NA SCENTE MORA AQUI

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SINOPSE:

Pouco antes da pandemia, o mundo experimenta um fenômeno nunca antes visto. Marilene procura por sua filha Roberta, uma mulher trans que está desaparecida. Enquanto corre contra o tempo, ela descobre uma esperança para o futuro.

[Elenco] Luciana Souza, Sophia William, Erlene Melo [Roteiro e Direção] Matheus Farias e Enock Carvalho [Produção] Matheus Farias e Enock Carvalho [Direção de fotografia] Gustavo Pessoa

[Direção de arte] Luca da Cruz [Figurino e caracterização] Libra

[Música, edição e mixagem de som] Nicolau Domingues [Som] Lucas Caminha [Montagem] Matheus Farias [Produção Executiva] Vanessa Barbosa [Direção de produção] Amanda Guimarães

[Produtora] Gatopardo Filmes

INABITÁVEL

[ Matheus Farias e Enock Carvalho | Ficção | 20’06” | PE ]

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SINOPSE:

Em uma terra árida e quase morta, um homem acende uma vela e reza. Uma tempestade come-ça a surgir. Nimbus é uma fábula sobre fé, religião e o poder da natureza.

[Distribuição] Tarrafa Produtora [Direção] Marcos Buccini [Roteiro] Diego Credidio, Luciana De Mari, Isa-bella Aragão, Marcos Buccini [Storyboard] Marcos Buccini, Milson Cícero [Produção] Marcos Buccini, Ri-cardo Bicudo, Fábio Caparica [Assistentes de Produção] Arthur Barga, Antonio Domingues, Daniel Apolinário, Christiane Quaresma [Produção Executiva] Paula Gonçalves, Marcos Buccini [Animação] Marcos Buccini [Fotografia e Iluminação] Ricardo Bicudo [Direção de Arte | Produção de Personagens | Produção de Cenários] Antônio Oliveira, Antônio Domingos, Daniele Santana, Débora Ferro [Figurino dos Bonecos] Flávia Zimmerle [Assistentes de Direção de Arte] Ana Paula da Silva, Débora Naftali, José Renato

[Montagem] Marcos Buccini, Ricardo Bicudo [Pós-produção] Diego Credidio, Daniel Lanzaroni Apolinário, Marcos Buccini, Ricardo Bicudo [Assistente de pós-produção] Danilo Freire [Consultoria de pós-produção] Eduardo Serrano [Correção de Cor] Rogério Pinto, Ricardo Bicudo

NIMBUS

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SINOPSE:

Uma professora usa Ayahuasca durante as aulas com o intuito de conectar seus alunos a uma outra realidade. Durante um dos rituais, uma das crianças encontra uma estranha engrenagem na floresta.

[Diretores] Fábio Baldo, Tico Dias [Assistente de Direção] Tarsila Araújo

[Preparação de Elenco] Thaís Medeiros e Tico Dias [Produção de Elenco] Rose Costa [Roteiro] Fábio Baldo, Raymundo Calumby [Produtoras] Lara Lima, Issis Valenzuela [Empresas Produtoras] Filmes da Gruta, Lira Cinematográfica, Tabuleiro Filmes [Diretor de Fotografia] Ivan Rodrigues [Diretora de Arte] Fernanda Carlucci

[Figurino] Anne Cerutti [Som Direto] Gustavo Nascimento [Montadores] Douglas Soares, Fábio Baldo [Edição de Som] Fábio Baldo [Cartaz] Raymundo Calumby

O JARDIM FANTÁSTICO

[ Fábio Baldo e Tico Dias | Ficção | 20’58” | SP ]

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SINOPSE:

Um ensaio preto sobre trens, praias e ocupação de espaço.

[Direção] Lucas H. Rossi dos Santos [Roteiro] Fermino Neto, Antonio Molina Burnes [Pesquisa] Henrique Amud [Colaboração de roteiro] Ivam Galvão e Cacá Ottoni

[Produção] Fabiane Zanol, Maria Aparecida Rossi, Edna Gramasco [Produção Executiva] Henrique Amud, Lu-cas H. Rossi dos Santos [Assistente de direção] Luiz Carlos dos Santos [Assistente de montagem] Fábio Ottoni [Montagem] Lucas Henrique Rossi dos Santos [Colaboração de montagem] Valéria Mauro

[Som] Pedro Salles Santiago [Design e Letterings] Fabiane Zanol e Caio Dornelas [Produção] Coletivo Preto, Quarentena Voadora e Baraúna [Co-produção] 9Oitavos [Apoio] Universidade Estácio de Sá

[Distribuição] Arapuá Filmes

SER FELIZ NO VÃO

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SINOPSE:

O mundo espiritual ao seu redor passa muito mais pelo terceiro olho do que pelos olhos físicos. O invisível aos olhos de Luiz não é invisível à sua sensibilidade espiritual.

[Direção | Direção de fotografia | Produção] Rodrigo Sena [Roteiro] Rodrigo Sena e Carlos Segundo

[Montagem] Carlos Segundo [Assistente de Direção] Manoel Meirelles [Assistente de Câmera] Wallace San-tos [Produção Executiva] Arlindo Bezerra

URUBÁ

[ Rodrigo Sena | Documentário | 15’ | RN ]

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SINOPSE:

O Vídeo nas Aldeias realizou com os índios Enawenê Nawê, durante quinze anos, extensos registros do Yaõkwa, seu mais longo ritual, em que os mestres de cerimônia puxam, durante sete meses, uma miríade de cantos, afim de manter o equilíbrio do mundo terreno como mundo espiritual. Neste filme, outros quinze anos mais tarde, os Enawenê Nawê reencontram essas imagens e, com elas, parentes falecidos, costumes que caíram em desuso e preciosos cantos rituais.

[Direção] Rita e Vincent Carelli [Fotografia e Edição] Tiago Torres [Som] Vincent Carelli e Wallace Nogueira [Pesquisa e tradução] Fausto Campoli [Imagens de arquivo] Altair Paixão e Vincent Carelli

[Produção] Margareth e Olivia Sabino [Realização] Vídeo nas Aldeias

YAÕKWA, IMAGEM E MEMÓRIA

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Mostra

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SINOPSE:

Um menino encontra, no meio da floresta, uma pedra mágica que poder mudar o rumo da vida do velho guardião do pomar.

[Direção | Montagem] Felipe Nepomuceno [Produção] Tereza Alvarez [Texto] Eduardo Galeano

[Desenhos] Luis de Horna [Leitura | Tradução] Eric Nepomuceno [Participação Especial] Martha Vianna [Trilha Sonora] Bebê Kramer

A PEDRA QUEIMA

[ Felipe Nepomuceno | Animação | 13’53” | RJ ]

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SINOPSE:

A animação Assum Preto foi inspirada na música de Luiz Gonzaga e Humberto Tei-xeira, entrelaça as reflexões e sonhos de uma criança que estuda em Educação Remota Emergencial (ERE) e suas dificuldades diante a pandemia do COVID-19, Com a trilha sonora da Banda de Pífano São Sebastião de Arcoverde.

[Roteiro | Direção | Direção de arte | Edição | Mixagem de som] Bako Machado

[Edição de Som] Carlos R. (mergulho), Junior Aragaki (bicicleta), João Aranha (pássaros), Máximo G. Parisi (mar) e Reinaldo Guedes (canto do assum preto) [Trilha musical] “Alvorada Dorgival” da Banda de Pífanos São Sebastião [Pífanos] Dão do Pífano [Zabumba] Zé da Zabumba [Caixa e pratos] Lula Moreira [Surdo] Roicy

Tei-A SSUM PRETO

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SINOPSE:

A história conta a relação de uma neta e uma avó e os momentos de incerteza frente a impos-sibilidade de seu encontro. A ausência instala o medo no coração da menina, mas a lembrança das experiências vividas juntas renasce com a memória do que significa a vida e a morte. Assim, a imaginação abre a possibilidade de novas formas de encontro entre as duas, que con-tinuam esperando esse tão ansiado abraço. A historia é contada toda com o teatro de sombras contemporâneo.

[Texto | Criação | Direção] Soledad Garcia e Thiago Bresani [Atrizes | Sombristas] Soledad Garcia e Nina Bre-sani [Câmera] Thiago BreBre-sani [Assistente de câmera] Luca BreBre-sani [Edição] Soledad Garcia e Thiago BreBre-sani [Criação | Construção de silhuetas | Cenários] Soledad Garcia [Pesquisa Sonora | Mixagem] Thiago Bresani [Voz em Off] Nina Bresani [Iluminação] Soledad Garcia e Thiago Bresani [Trilha Sonora] Fontes - freemusi-carchive.org e Youtube Music Library [L’Etoile danse (Pt. 1); Meydän (CC BY 4.0); Solo Cello Passion - Doug Maxwell; Media Right Productions Smiles Throughout the Sky by Kai Engel(CC BY-NC 4.0); Shasta_Trinity -Jesse Gallagher; No.4 Piano Journey - Esther Abrami] [Realização] Cia Lumiato

CICLOS DA VIDA

[ Soledad Garcia e Thiago Bresani | Ficção | 6’48” | DF ]

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SINOPSE:

Dádiva, ato ou efeitos de dar espontaneamente algo de muito valor a alguém. Um presente Imerecido. O olhar e leveza de uma criança em tempos de Isolamento.

[Elenco] Maitê Ortega, Ingrid Niara, Vera Lucia, Daniel dos Santos, Nike e Michele

[Direção | Som | Roteiro] Evelyn Santos [Fotografia | Montagem | Animação] Rodrigo Sousa

[Arte | Produção] Ingrid Niara, Vera Lucia, Daniel dos Santos e Rodrigo Sousa & Sousa e Evelyn Santos [Revelação | Intermediação Digital] Lab.irinto.Lab [Agradecimentos] Daniele Luana, Brian e Cleber dos San-tos, Ariane Barbosa e Heloisa Babosa, Tiago Ortega, Lucas Vega, Gabriel Lucena, Distruktur e Wilson Siqueira.

DÁDIVA

(41)

41

SINOPSE:

No coração da cidade, um brinquedo atrai milhares de pessoas e une diferentes gerações. O desafio de subir e descer o foguete encanta pai e filho que brincaram no mesmo lugar e guardam segredos nunca revelados. É preciso ter coragem.

Baseado na história de Carlos Apolo Escrito e Dirigido por Pedro Henrique Chaves

[Elenco] Marcelo Pelucio (Marcos César adulto), Duda Luz (Beatriz), Rafael Machado (Marcos César criança), Pietro Barbosa (Felipe), Marcelle Vidal (Estela),

Kauã Rodrigues (João), Kauã Rodrigues (Bruna), Paula Jacobson (Mãe) e Fernando Tinoco (Criança)

[Produção Executiva] Henrique Chaves [Assistente de Direção] Danilo Bola [Continuísta] Pedro Buson [Preparador De Elenco] José De Campos [Colaborador de Roteiro] Henrique Chaves [Diretor de Fotografia] Leandro Lima [1º Assistente de Fotografia] Elisa Souza

[2º Assistente de Fotografia] Vivi Morais [Operador de Drone] Mateus Amorim [Logging] Vivi Morais [Maquinista] Pablo Le Roy [1º Assistente de Maquinária] Guilherme Silva [2º Assistente de Maquinária] Pedro Jungle [Diretora de Produção] Larissa Thiemi [1º Assistente de Produção] Anna Teodoro [2º Assistente de Produção] Mariá Gentil [3º Assistente de Produçã] Toshi Abe

[Fotos para Divulgação] Daniel Laviola [Catering] Simone Gallisa [Direção de Arte] Janaína Megda [1º Assistente de Arte] Malu Cantanhêde [2º Assistente de Arte] Catarina Chaves [3º Assistente de Arte] Marja França [Figurinista] Janaína Megda [Maquiadora] Marja França

[Cabeleireira] Vanessa Gonçalves [Som Direto] Chico Bororo [Assistente de Som] Claudio Mol [Trilha Sonora Original] Artur Pompeu e Enrico Timm [Montagem] Pedro Buson [Colorização] Vivi Morais [Edição de Som | Mixagem] Pedro Tavares

[Still | Making Of] Paola Resende, Kallyo Malcher, Sérgio Paiva, Alice Maria e Lara Luz [Foto do Cartaz] Leandro Lima

FOGUETE

[ Pedro Henrique Chaves | Ficção | 15’10” | DF ]

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SINOPSE:

Nana, Nilo e Alice viajam para o futuro para conhecerem um lugar incrível, a Cidade Verde, onde a sabedoria de povos indígenas e quilombolas ensinam a cuidar do Meio Ambiente atra-vés dos princípios teko porã e ubuntu.

[Direção | Animação] Sandro Lopes [Roteiro | Assis. Produção] Renato Noguera [Produção] Carla Aparecida [Direção de Arte] Cris Pereira [Produtor Musical] Augusto Bapt [Elenco] Olívia Griot, Jetro Malungo, Iléa Ferraz, Mariana Vaz, Vitória Cunha, Malcom Akins e Elis Mc.

NANA & NILO NA CIDADE VERDE

(43)

43

SINOPSE:

Em Cuiabá, uma das capitais mais quentes do Brasil, na escola Joana escuta que é possível fritar um ovo no asfalto, de tão quente que é o chão. Proibida pela mãe de testar com os ovos de casa, a menina fará de tudo, mas nessa busca dilemas surgem e desafiam Joana a tomar uma decisão.

[Elenco] Maria Luíza Tozato (Joana), Tatiana Horevicht (Mãe), Ronaldo Adriano (Pai), Thereza Helena(Professora)

[Roteiro | Direção] Juliana Capilé [Produção] Bárbara Varela [1º Assistente de Direção] Caru Roelis [2º Assistente de Direção] Vitória Molina

[Platô] Joycy Ambrósio “Varejão” [Continuísta] Isabela Venâncio [Preparadora de Elenco] Tatiana Horevicht [Produtora de Elenco] Ana Maria Araújo [Assistente de Produção de Elenco] Giu Alves [Preparador de Animais] Evandro Gollmann [Direção de Fotografia] Marcelo Biss

[1º Assistente de Câmera] Robson Silva [2º Assistente de Câmera] Leonardo Ferreira [Video Assistente] J Danielides Solci [Logger] Gabriel Varela [Making Of | Still] Vitória Molina [Maquinista] Edson Costa “Bacana” [Eletricista] Luciano Marquis [Auxiliar Técnico] Pedro Carlos Ananias [Transporte] Belga Transporte e Turismo [Caminhão] Éder Mariano [Direção de Arte] Joel Gatto e Raphael Henrique Costa Silva

[Produtores de Objetos] Isabela sanders, Patrícia Varela, Manoel Vieira e Jorge de Lyon [Arte Gráfica] Sebastião Oscar Gaspar

[Cenotécnico] Deyveson Leite [Figurinista] Alexander Pedroso [Assistente de Figurino] Karine Queiroz [Maquiagem | Cabelo] Karla Marinho [Assistente de Maquiagem e Cabelo] Lydia Paula Bizerra [Produção Executiva] Bárbara Varela [Produção Executiva | Controller] Aline Teixera [Assistente de Controller] Felipe Tavares [Auxiliar Administrativa] Ana Paula Nunes [Contabilidade] Marcont Serviços Contáveis

[Produtora de Locação] Patrícia Varela [Produtora de Locação] Joycy Ambrósio “Varejão” [Catering] Helô Food [Técnico de Som] Thiago Miagui [Estúdio de Pós Produção de Som] Off-Beat Audio (Curitiba- Brasil) [Edição de Som e Mixagem] Alexandre Rogoski

[Edição de Efeitos Sonoros] Bruno Ito e Halyne Czmola [Estúdio de Mixagem Final] Off-Beat Audio [Produção de Pós] Caru Roelis [Script Doctoring] Mariana Pinheiro [Montagem | Correção de cor] Isabela Padilha [Letreiros] Juliana Corso [Cartaz] Gabriel Oliveira [Legenda em inglês] Caru Roelis

O MENINO E O OVO

[ Juliana Capilé | Ficção | 11’59” | MT ]

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(45)

45

Mostra

CURTAS

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SINOPSE:

Gaia é uma documentarista ornitóloga que em meados dos anos de 1980 se perde em uma estrada isolada no meio de uma floresta cercada de mistérios sombrios.

[Elenco] Rafaella Pessoa e Caco Rodrigues [Direção | Roteiro] Danilo Kamenach [Assistente de Direção] Isaac Brum [Direção de Fotografia] Marcelo Kamenach [Assistente de Câmera] Fernão Carvalho

[Montagem | Color Grading] Marcelo Kamenach [Produção Executiva] Raphael Gustavo

[Direção de Produção] Maurício Cruz [Assistente de Produção] Eduardo Vieira [Platô] Joelma Paes [Direção de Arte] Débora Correa [Assistente de Arte] Cássio Domingos [Maquiagem] Paloma Santos

[Figurino] Débora Correa e Paloma Santos [Continuísta] João Scartezini [Preparação de Elenco] Caco Rodrigues [Som Direto] Guilherme Nogueira [Microfonista] Nara Sodré [Edição de Som] Guilherme Nogueira

ARAPUC A S

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47

SINOPSE:

Um vaso cai. Uma mulher luta para sobreviver. Alguém tem um sonho ruim. O Brasil vai começar.

[Direção] Wolmyr Alcantara [Roteiro] Wolmyr Alcantara e Felipe Gaze [Desenho de Personagens] Francielli Noya [Cenários] Lidiane Cordeiro [Produção] Wolmyr Alcantara e Felipe Gaze [Direção de Arte] Francielli Noya [Animação] Wolmyr Alcantara [3D] Felipe Gaze [Storyboard] Leo Rangel [Trilha Sonora] Deyvid Martins

COLÔNIA HORROR

[ Wolmyr Alcantara | Animação | 5’57” | ES ]

(48)

SINOPSE:

Short film inspirado numa short story de Tolstoy, feito durante a quarentena da pandemia. De palavras a GIFs, épocas diferentes com algo em comum. De quanto tempo um homem precisa?

[Direção | Roteiro] Eddie Silva [Trilha Sonora | Sound Design] Guilherme Haddad

[Locução] Anna Wheeler [Curadoria | Edição] Eddie Silva [Mixagem de Som] Guilherme Haddad

COVID -19 ZEITGEIST-20

(49)

49

SINOPSE:

O curta metragem “Destino” (2020, Minas Gerais, Brasil) vem para falarmos a respeito do en-contro consigo, com o outro e com o Horizonte. O tempo e espaço misturam-se quando temos a consciência de que precisamos lutar para gerar mudanças futuras, afinal a eternidade existe no instante.

[Direção | Roteiro | Atuação | Montagem | Cartaz] Matheus Gepeto

[Música original | Design sonoro | Edição de som | Mixagem | Masterização] Bruno Medeiros [Direção de fotografia | Produção | Co-direção] Caroline Cavalcanti e Bernardo Silvino [Pós-produção | Finalização] Jonas Lavarini [Imagens de protesto] Helder F. Paula Free Stock Video Footage by Videezy.com

DESTINO

[ Matheus Gepeto | Experimental | 3’ | MG ]

(50)

SINOPSE:

Um homem questiona a ideologia governamental em que as pessoas devem morrer ao com-pletar 30 anos.

[Elenco] Pedro Nercessian, Nina Rosa, Rhuan Santos, Paula Furtado, Camila Rocha e Kaique Bastos [Direção | Roteiro] Lucas Vasconcelos [Produção] Lucas Vasconcelos e Kyara Jacob

[Produção Executiva] Pedro Vasconcelos [Direção de Produção] Kyara Jacob [Direção de Fotografia] Pedro Gabriel Miziara [Direção de Arte] Ronald Teixeira [Desenho de Som] Pedro Coelho [Mixagem de Som] Tiago Picado

NADA DE BOM ACONTECE DEPOIS DOS 30

(51)

51

SINOPSE:

Em um futuro próximo, a crise climática atinge um ponto irreversível. Uma freira e um padre se encontram para conversar sobre o desaparecimento dos insetos.

[Estrelando] Rosa Iranzo e Alexandre Rosa Moreno [Direção | Roteiro] Leonardo Martinelli [Produção] Francisco Vasconcelos, Leonardo Martinelli e Rafael Lopes Cesar

[Montagem] Pedro de Aquino [Direção de Fotografia] Sofia Leão e Leonardo Martinelli [Som Direto | Edição de Som] Caio Vasconcelos [Mixagem de Som] Roberto Crivano [Cartaz] Clara Tibery e Macula

O PRAZER DE MATAR INSETOS

[ Leonardo Martinelli | Ficção | 10’ | RJ ]

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SINOPSE:

Passarinho (Rafael Brandão) é um adolescente morador de rua que vive invisível para a sociedade, en-frentando todas as adversidades da vida na rua, falta de alimento, dinheiro e sentimento de solidão. Mas a partir de contatos que ele tem com o teatro, tentará mudar sua realidade fazendo sua arte, a seu modo. Enfrentará a opressão contra a arte e resistirá em mais um dia de sobrevivência nessa difícil jornada.

[Elenco] Rafael Brandão (Passarinho), Dona Iranir, Ariel da Mata (In memoriam), Raisa Lima, Jorge Lurima, Juliano Gusmão,

Luís Assunção, Ramon Fabrício, Síria Pires, Renata ortiz, Caio Gabriel, Ailton Trindade, Weider Saraiva

[Direção | Roteiro] Vinícius Pessoa [1º Assistente de Direção] Rayane Teles [2º Assistente de Direção] Rebeca Reis

[Diretor de Produção] Isac Flores [Assistente de Produção] Amaral Mateus, Luas Viana e Joan Santana [Platô] Amaral Mateus [Direção de Arte] Saulo Goveia [Assistente de Arte] Marina Ferraz [Produtor de objetos] Rogério Leandro e Jéssica Lima [Caracterização | Maquiagem | Cabelo] Shirley Ferreira [Figurinista] Saulo Goveia e Vinícius Pessoa

[Assistência de Figurino] Michele Brito e Luís Assunção [Direção de Fotografia] Filipe Sobral

PA SSARINHO

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Mostra

DÁLIA

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55

SINOPSE:

O doc Agentes da Negritude aborda a ação dos filhos do Terreiro Bate Folha na busca por prepararem os jovens do bairro da Mata Escura, de Salvador, para enfrentar as dificuldades e preconceitos, sem perderem os referenciais de identidade e pertencimento.

[Roteiro | Direção] George Diniz Teixeira e Carla Maria Ferreira Nogueira

[Imagens] George Diniz Teixeira e Paulo Correia [Edição | Montagem] George Diniz Teixeira [Videografismo] Gabriel Andrade

[Trilha Sonora Original] “Da-lhe seu Vavá”, composição e arranjo Seu Vavá do Candeal, Tema Sax [Remixagem] Anjo Gabriel [Composição | Arranjo] Vitor Tito (Violão) e Thiago Riedel (Percussões) [Coordenação musical | Edição de som | Mixagem | Masterização] Thiago Riedel

AGENTES DA NEGRITUDE

[ George Diniz Teixeira e Carla Maria Ferreira Nogueira | Documentário | 16’40” | BA ]

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SINOPSE:

Uma distopia que nos lembra as consequências do aquecimento global. O protagonista, José, tenta sobreviver com as últimas lembranças de uma realidade em que ainda era possível fazer contato com outras pessoas - uma em particular.

[Direção] Edson Lemos Akatoy [Roteiro] Henrique Rodrigues [Fotografia] Davi Cavalcante e Silvia Alcântara [Edição] Edson lemos Akatoy [Ator] Leonardo Alan [Atriz] Marcella Mello [Arte | Figurino] Jr Nessin [Som] Flavio Maciel e Alex Cepile [Trilha Sonora] Flavio Maciel, Alex Cepile e Davi Cavalcante [Cartaz] Edson Lemos Akatoy

E AGORA, VOCÊ

(57)

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SINOPSE:

Quatro cenas do bairro Jardim Carapina, ao som da música Fotografia das Ruas, do coletivo Periferia Resiste.

[Direção | Montagem] Felipe Gaze, Francielli Noya e Wolmyr Alcantara [Direção de animação] Felipe Gaze e Wolmyr Alcantara

[Letra | Música] Projeto JC: Rapper Jão, Junim El Lobo (15Nopente), Gabriel Macario (15Nopente), Zukri (Dogma Mc’s) e DJ Estacado [Oficina de animação] Francielli Noya Toso, Wolmyr Alcantara e Zukri [Orientação] Felipe Gaze, Fernanda Maia Lyrio, Silvio Alencar e Vinícius Magalhães

[Monitoria] Marcelo Burmann dos Santos

[Com os trabalhos de] Amanda Rodrigues da Silva, Carlos Henrique Queiroz, Carlos Magno Vieira, Carmem da Penha, Davi de Araújo, Dilan Peixoto, Edvan dos Santos Reis, Emanuel Lucas Arthur da Silva, Evandro Pereira Santos, Gabriel de Oliveira, Gabriel Rodrigues da Silva, Íris dos Santos Freitas,

Jhonathan de Oliveira, Kaique Fernandes, Lucas Daniel, Maísa Rodrigues, Marcos Daniel Silva, Marcus Paulo Barros, Victor dos Santos e Vitor dos Santos.

FOTOGRAFIA DA S RUA S

[ Felipe Gaze, Francielli Noya e Wolmyr Alcantara | Animação | 04’11” | ES ]

(58)

SINOPSE:

A comunidade Truká, da ilha de Assunção, nas margens do rio São Francisco, está adoecendo misteriosamente. Anahí, uma criança de 10 anos de idade começa a investigar junto com a sua avó, Iracema.

[Argumento] Esly do Nascimento Santos [Roteiro] Emanuel Novaes [Elenco] Fernanda Rodrigues (Anahí),

Lourdes Marinheiro (Avó de Anahí), Maria José Gomes marinheiro (Rezadeira), Maria do Carmo Nascimenti Alves (Naiara), Adilino Luís do Nascimento Alves (Ubirajara), Manuela de Souza Silva (Luana), Siloé Marinheiro Barros (Raoni),

Esly do Nascimento Santos (Kauê), Antonio Lopes (Tumbalalá), Josenildo Barros, Kaique Alberto dos Santos (menino Cego)

[Professores da Oficina de Interpretação] Marcélia Cartaxo [Professores da Oficina de Produção] Ana Carolina Borges e

Ewerlane Xavier [Preparação | Direção de elenco] Adriana Perin [Direção de Produção] Adriana Perdiz

[Produção de locação] Rafael Souza (Vaqueiro) [Produção de Platô] maria Clara Barros

[Direção de fotografia | Câmera] Tiago Scorza [1º Assistente de Fotografia | Câmera adicional] Antonio Francisco

[Assistente de iluminação] Aricildo Gonçalves [Making Off | Câmera adicional] Weygue Arrais [Contrarregra] Rafael Souza (Vaqueiro) [Figurinista | Maquiador] Zac Lewis [Assistente de Figurino | Maquiagem] Cecília Novaes

[Técnico de Som \ Microfonista] Afonsino Albuquerque Filho [Assistente de Captação de Som | Microfonista] Olimpia Barros

JAMAKARU

(59)

59

SINOPSE:

Após um longo período de afastamento, Maria retorna à casa de sua mãe. Ela está decidida sair do remoinho que a fez voltar.

[Elenco] Cely Farias, Zezita Matos, Joh Albuquerque e Icaro Farias [Roteiro | Direção] Tiago A. Neves [Direção de produção] Hipólito Lucena e Nivaldo Rodrigues [Produção local] Tiago Garcia

[Assistente de produção] Thamires Simplicio [Produção executiva] Hipólito Lucena, Nivaldo Rodrigues e Tiago A. Neves [Direção de arte] Sarah Cristinne [Direção de fotografia] Erik Clementino

[Som direto] Hipólito Lucena [Microfonista] Dayane Araújo [Música] Wanderson Mendonça [Edição] Tiago A. Neves [Colorista] Lucas Marinho [Cartaz] Erick Marinho

REMOINHO

[ Tiago A. Neves | Ficção | 12’26” | PB ]

(60)

SINOPSE:

Um dia o Vento decidiu viajar para o Nordeste. Pelo caminho ele fez muitas descobertas, amigos e de deixou saudades.

[Direção | Roteiro] Estudantes do Projeto Animação Ambiental/ IMA - Escolas Municipais de Icapuí-CE [Orientação | Edição] Analúcia Godoi [Finalização] Erica Valle [Trilha Sonora] Pedro de Alcântara

VENTO VIAJANTE

[ Alunos do Projeto Animação Ambiental/ IMA - Escolas Municipais de Icapuí Animação | 06’10” | CE ]

(61)
(62)

Mostra

(63)

63

SINOPSE:

Um diálogo entre duas mães sobre a maternidade e suas transformações.

[Direção | Produção | Fotografia | Depoimentos] Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos [Imagens adicionais] Jéssica Maria Araújo [Montagem] Manoela Veloso Passos

A MULHER QUE ME TORNEI

[ Luciana Oliveira e Manoela Veloso Passos | Documentário | 6’ | SE ]

(64)

SINOPSE:

Vanessa, uma mulher trans de quase 40 anos que, depois de conseguir, a partir de um curso profissionalizante, se afastar das ruas tornando-se manicure, pedicure e designer de sobran-celhas vê-se novamente obrigada a arriscar-se durante o processo de ‘locldown’ na tentativa de conseguir uma grana para sobreviver enquanto espera a análise de seu CPF ser confirmada para liberação de Auxílio emergencial. Nesse contexto, passado e presente se encontram em sua porta, na figura de um elemento surpresa.

[Direção | Produção | Roteiro | Direção de Arte | Atriz] Danny Barbosa [Direção de Fotografia] Kio Lima [Som Direto] Abraão Bahia Lima [Edição | Finalização] Diego Benevides

C AFÉ COM REBU

(65)

65

SINOPSE:

Cuidar é o ato de demonstrar preocupação ao zelar por algo ou alguém.

[Realização] Maysa Reis

CUIDADO

[ Maysa Reis | Documentário | 2’58” | AL ]

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SINOPSE:

Louise é uma fotógrafa que busca a simbiose dos corpos. Seu encontro com Tereza, uma jo-vem que se oferece para participar da sessão de fotos, cria um abalo, muito maior do que elas podem imaginar.

[Direção | Screenplay] Carlos Segundo [Produção] Carlos Segundo, Cristiano Barbosa, Damien Megherbi e Justin Pechberty [Direção de Fotografia] Clovis Cunha [Edição] Jérôme Bréau e Carlos Segundo

[Som] Leo Bortolin, Giovanna Duarte de Castro, Nelci José de Castro, Nemer José de Castro e Vincent Arnardi [Música] Noporn [Elenco] Rubia Bernasci e Carla Luz

DE VEZ EM QUANDO EU ARDO

[ Carlos Segundo | Ficção | 15’ | MG ]

(67)

67

SINOPSE:

Ao deixar o Brasil, César conhece Martin em um café vazio de Tallinn, Estônia. Em frente aos dois homens, apenas o incerto infinito do mar.

[Produtora] Fogo Filmes

[Roteiro | Direção | Montagem | Produção Executiva | Direção de Produção | Finalização] Gabriel Motta [Direção de Fotografia] Oliver Schwamb [Técnico de Som] Dmitry Natalevich [Desenho de Som] Kevin Agnes [Trilha Sonora] Felipe “Fappo” Apolônio e Jonts Ferreira [Mixagem] Kevin Agnes

DOIS HOMENS AO MAR

[ Gabriel Motta | Ficção | 16’12” | RS ]

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SINOPSE:

Luzia vira “cobaia” dos doces e quitutes da vizinha confeiteira, Carmem. A amizade evolui para uma paixão platônica, que traz um novo sabor para os dias amargos de Luzia.

[Elenco] Marcélia Cartaxo e Raquel Rizzo [Roteiro] Alana Rodrigues [Direção] Amarildo Martins [Produção executiva] Sandra Costa e Guto Pasko [Direção de produção] Arnon Nogueira [Direção de fotografia] Renato Ogata [Som direto] Lucas Maffini [Direção de arte] Rô Melink [Figurino] Gui Almeida [Maquiagem] Felipe Prochmann e Pedro Laurentino Luiz

[Montagem] Lucas Cesario Pereira [Coloristas] Daniel Dode e Gustavo Zuchowski [Desenho de som] Kiko Ferraz e Chrístian Vaisz [Mixagem] Ricardo Costa

[Música original] Bruno Mad [Música licenciada] “Coração de Papel” de Sérgio Reis

EL A QUE MORA NO ANDAR DE CIMA

[ Amarildo Martins | Ficção | 14’17” | PR ]

(69)

69

SINOPSE:

O curta metragem Não Moro Mais Em Mim, escrito por Clara Farias, Bruna Guido e Vitor Celso, passeia pela vida da jovem Ana Júlia [Sara Tizarlly] quando ela é expulsa do colégio em que estuda por ser ‘acusada’ de manter relações amorosas com outra aluna. Nos vários desdobramentos do filme, Ana conhece Renata [Ana Beatriz Lima], uma fotógrafa e estudantes de Artes. As duas se apaixonam e enfrentam juntas as dificuldades impostas pelo machismo e lesbofobia. Ambientado na cidade de Cam-pina Grande-PB, o filme traça paralelos sobre equilíbrios/desequilíbrios, [simbolizado por bicicletas e curvas emocionais limites] na vida da jovem e do seu eixo familiar conturbado e conflituoso.

[Direção] Bruna Guido e Vitor Celso [Roteiro] Clara Farias, Bruna Guido e Vitor Celso [Supervisão de Roteiro] Gabriele de Oliveira, Fabiano Raposo e Ian

Costa [Direção de Fotografia] Óscar Araújo [Assistência de Fotografia] Marcos Cacho [Direção de Produção] Sérgio Almeida [Assistência de Produção] Caio Vinícius, John Luan, Jorel e Jennifer Lima [Produção Executiva] Yan Araújo [Assistência de Produção Executiva] Francy Rhuana [Produção] Vibrato Filmes [Coprodução] Lâmina Filmes [Direção de Arte] Clara Farias e Samy Sah [Maquiagem] Rafaela Salgado [Still] Raffaela Costa [Direção de Som] Ro-mero Coelho e Jonas Tadeu [Assistência de Captação de Áudio] Natália Cristina [Score |Faixa Musical] RoRo-mero Coelho e Damares Almeida [Músicas] (por

ordem de aparição) Pira (Duline), Erupção (Duline), Cantos do Amanhecer (Romero Coelho e Damares Almeida), Fuso do Oriente (Romero Coelho e Damares

Almeida), Aquilo que Não se Vê (Duline), Refúgio (Romero Coelho), Porta Aberta ( Luana Alves, Romero Coelho e Damares Almeida) [Maquinaria] Marcos Cacho [Assistência de Maquinaria] Kaline Menezes, Ellen Maria e Nathan Ranniery [Making Of] Caio Fernandes [Claquetismo] Bianca Rocha

[Continuís-mo] Antônio Burity [Assistência de Continuís[Continuís-mo] Victória Dantas [Transporte] José Araújo Filho (Arau) e Kelly Bianca [Alimentação] Hulda Farias [Pre-paração de Elenco] Joh Albuquerque [Elenco] Sara Tirzally (Ana Júlia), Ana Beatriz (Renata), Samely Xavier (Mãe de Ana Júlia), Erinaldo Sousa (Pai de Ana

Júlia), Fabiano Raposo (Ciclista), Yan Araújo (Porteiro), Kilma Sousa (Professora), Artur Alan (Homem na Festa), Ivson Rainero (Professor e pai de Renata) e Stephane de Sousa (Amiga de Renata) [Figuração] (Festa) Caio Vinicius, José Everton, Iohann Ferreira, Flávia Karolyne, Marina Cecília, Emily Pereira, Antônio Burity, John Luan, Rafaela Salgado e Joh Albuquerque (Escola) Iohann Ferreira, Renato Luiz, José Everton, Aislan Brendo, Nicholas Nunes, Gabriel Silva, Kevin Costa, Renan Motta, Maria Laura, Marina Cecília, Emily Pereira, Anny Gabrielly, Anna Júlia Leite e Henny Gomes [Montagem] Vitor Celso [Mixagem] Vitor Celso [Colorização] Bruna Guido [Finalização] Vitor Celso [Design Gráfico] Ruth Alves [Animação] Ludemberg Bezerra [Apoio] Forno de Pizza, Mioche, Hulda Farias, AABB, UFCG, UEPB, CAD, STTP, Cine São José, Manu Dias e Kevin Matheus.

NÃO MORO MAIS EM MIM

[ Bruna Guido e Vitor Celso | Ficção | 20’58” | PB ]

(70)
(71)

71

Mostra

LATINOAMERICANA

(72)

AMUCHA

(73)

73

C ALORCITO DE HOGAR

[ Arturo de la Garza | Documentário | 4’25’’ | México ]

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NOTHOFAGUS

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75

PURI, EL C AMINO DEL AGUA

[ Dani Casado | Documentário | 14’55’’ | Chile ]

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RAMÓN

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77

VOZES DA S MONTANHA S SAGRADA S

[ Fernando Cola | Documentário | 12’ | Colombia / Argentina / Dinamarca ]

(78)

YAGANA S

(79)
(80)

Mostra

POR UM MUNDO

MELHOR

(81)

81

SINOPSE:

Após o contato de um espírito da floresta, Pietro volta para Manaus para salvá-la. Ele deve evi-tar que a cidade seja destruída por uma Cobra Grande que dorme nos subterrâneos da região.

[Elenco] Victor Kaleb, Koia Refskalefsky, Dimas Mendonça, Júnior Brandão, Anderson Kary Báya e Jullie Pe-reira. [Entrevistados] Altomir T. Barros, Mario Aufiero, Bianca Castro, Ana Gracy Barbosa, Elvis Adrey, Káthya Maciel, João Pedro Maciel e Priscila Moreira [Direção e Roteiro] Felipe Aufiero [Produção] Felipe Aufiero, Joel Schoenrock, Carlos Macagi [Direção de Fotografia] César Nogueira [Direção De Produção] Rosângela Aufiero [Direção De Arte | Figurino] Matheus Mota [Som Direto] Lucas Maciel e Samara Souza [Edição De Som] Tulio Borges [Montagem] Felipe Aufiero [Mixagem] Luiz Lepchak

DE COSTA S PRO RIO

[ Felipe Aufiero | Ficção | 16’ | AM ]

(82)

SINOPSE:

No interior da Reserva Extrativista do Alto Juruá, vive o Povo Kuntanawa, remanescente das perseguições aos povos indígenas na chamada época das correrias. A retomada de sua quase extinta cultura se apresenta com o pano de fundo onírico e seus significados. O espírito cami-nha através dos sonhos da floresta e traz consigo o saber ancestral por muitos anos desapare-cido.

[Elenco] (em ordem de aparição) Rosy Kuntanawa, Pedro Kuntanawa, Haru Kuntanawa, Antônio Kuntanawa, Agnes Kuntanawa, Mariana Kuntanawa, Sereia Kuntanawa, Yara Kuntanawa, Nayá Kuntanawa, Rocilda Kunta-nawa, Paulo KuntaKunta-nawa, Walesson KuntaKunta-nawa, Revelino KuntaKunta-nawa, Milton KuntaKunta-nawa, Danielson Kuntanawa [Direção | Argumento | Roteiro] Gabriela Barreto Daldegan

[Trilha Sonora] Povo Kuntanawa Ibã Sales Huni Kuin [Fotografia | Montagem] Gabriela Barreto Daldegan

ESPÍRITO QUE C AMINHA

(83)

83

SINOPSE:

Uma viagem xamânica pelo coração da Floresta Atlântica.

[Realização | Fotografia | Montagem | Som] Clara Chroma

FLORESTA ESPÍRITO

[ Clara Chroma | Experimental | 5’ | SP ]

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SINOPSE:

Ipa/Ipá, efeito e força, é uma reflexão de ser mulher, negra, moradora da periferia e liderança durante a pandemia e como evitar o efeito dominó disparado pelo Covid 19.

[Roteiro | Produção | Direção] Thais Scabio [Imagens | Edição] Thais Scabio e Gilberto Caetano

IPA / IPÁ

(85)

85

SINOPSE:

A natureza arde em chamas após o desmatamento e os humanos pagam por isso.

[Direção] Ian Campos [Roteiro] Iago Campos, Ian Campos e Leonardo Pilar [Direção de Produção] Ian Campos [Fotografia] Iago Campos

[Direção de Arte] Iago Campos, Ian Campos e Leonardo Pilar

[Montagem | Som | Edição de Som | Cartaz] Ian Campos [Câmera] Iago Campos e Ian Campos

MATA

[Ian Campos | Animação | 1’30” | RJ ]

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SINOPSE:

O Documentário Nossa Floresta aborda o meio ambiente da região do Cariri e utiliza seus símbolos para despertar o interesse pelo cuidado com a Natureza. Interligando Fauna, Flora e indivíduos em uma cadeia interdependente e indissociável, este audiovisual ensinar e sensi-biliza.

[Direção] Mirna Karina e Mariana Caselli [Roteiro] Mirna Karina e Mariana Caselli [Direção de Fotografia] Mirna Karina e Mariana Caselli

[Edição] Mirna Karina, Mariana Caselli e Lamonier Angelo [Direção de Arte] Mirna Karina e Mariana Caselli [Cartaz] Cauê Henrique [Trilha sonora] “Luar do Sertão”, Jaime Alem, Concerto Viola Caipira e Orquestra.

NOSSA FLORESTA

(87)

87

SINOPSE:

Para as mulheres do povo Pankararu, em Pernambuco, ser parteira e trazer novas vidas ao mundo por suas mãos envolve dom, coragem, respeito, ancestralidade. “Nossas mãos são sa-gradas” acompanha um encontro entre parteiras e aprendizes, no qual os sentidos, os significa-dos, as relações estabelecidas e os elementos que constituem esse ofício são revelados.

[Direção] Júlia Morim [Produção] Júlia Morim e Olívia Morim [Direção de Fotografia] Marcelo Lacerda [Som Direto | Mixagem] Lucas Caminha [Montagem] Amandine Goisbault [Correção de Cor] Tiago Campos [Realização] Museu da Parteira e Bebinho Salgado 45

[Com] Jula (Juliana Maria da Silva), Mãe Dôra (Maria das Dores Silva Nascimento), Cássia (Rita de Cássia da Silva), Tia Ana (Ana Maria dos Santos), Darinha Pankararu (Jacilene Maria dos Santos), Neide (Maria Ivaneide de Sá), Jacira (Jacira Torres da Silva), Luzânia (Maria Luzânia Alves), Tixa (Maria Cícera dos Santos Oliveira) Gilda (Gilda Maria da Silva), Lena (Maria Marlene das Graças), Maria de Lurdes (Maria das Dores de Jesus) e Leda (Maria Edineide dos Santos Arnaldo).

NOSSA S MÃOS SÃO SAGRADA S

[Júlia Morim | Documentário | 20’ | PE ]

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SINOPSE:

Contam uma história: de que os portugueses chegaram no Brasil e dizimaram um povo cha-mado Tupinambá. Esse povo, dizem, foi totalmente eliminado, restando apenas documentos que descrevem seus costumes. O que os historiadores não contavam é que o povo Tupinambá “subiu a serra”, embrenhando – se na mata e fugindo da perseguição colonial. Atualmente, na luta pela demarcação da terra de Olivença, Bahia, os Tupinambás lutam pelo reconhecimento étnico e territorial.

[Roteiro | Direção] Mário Cabral e Daniel Neves [Pesquisa | Produção] Mário Cabral [Câmera | Som | Edição] Daniel Neves [Trilha Sonora] Casé Angatú Chucuru Tupinambá

TUPINAMBÁ SUBIU A SERRA

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Mostra

PRIMEIROS

PASSOS

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91

SINOPSE:

Luiz retorna à Cuba e registra os sons da ilha em um velho gravador. A partir de uma fita mag-nética constrói memórias e afetos em uma lugar onde a Internet recém chegada convive com os velhos radioamadores.

[Realização | Som] Luiz Lepchak [Produção Executiva] Jade Azevedo, Luiz Lepchak

[Montagem] Aristeu Araújo [Fotografia] Alejandro Perez e Flávio Rebouças [Música] El Ungido [Colorgrading] Daniel Rodriguez [Artista de Foley] Tulio Borges [Design Gráfico] Dora Suh [Traduções] Julia Scrive-Loyer

AQUEL A MESMA ESTAÇÃO

[ Luiz Lepchak | Documentário | 21’28” | PR ]

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SINOPSE:

A vídeo-arte “Canudos em Minha Pele” foi criada durante o período de quarentena no Assentamento Normandia, localizado na cidade de Caruaru, agreste Pernambucano. Espaço de muita luta, organiza-ção e produorganiza-ção dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A performance provoca através do olhar da seca, fome e resistência histórica do povo brasileiro, de Malês, Canudos, Balaiada e atual luta pela Reforma Agrária, a não esquecer do passado, agir no presente pensando no futuro dos que virão. Esse vídeo é de-dicado a todas as pessoas e organizações que estão nesse momento pela solidariedade salvando vidas.

[Diretora | performance | Voz] Rosa Amorim [Direção de Fotografia | Montagem] Mathes Alves [Poesia] Luiz Bugarelli [Desenho de som] Raul Amorim [Cor | Finalização] Luara Dal Chiavon [Arte gráfica] Tiago Lourenco

C ANUDOS EM MINHA PELE

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SINOPSE:

No intervalo do trabalho de Sheila, Dona Ângela a procura para conversar. Elas têm um assun-to importante a tratar.

[Elenco] Maya e Rosana Stavis [Direção] Tamiris Tertuliano [Roteiro] Tamiris Tertuliano e William de Oliveira [Produção | Produção Executiva] Daiane Martins [Direção de Fotografia] Patricia Carvalho

[Direção de Arte | Figurinos] Gisele Machado [Montagem] Tamiris Tertuliano [Som Direto | Desenho de Som] Carmen Agulham

PAUSA PARA O C AFÉ

[ Tamiris Tertuliano | Ficção | 5’ | PR ]

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SINOPSE:

No cenário da caatinga brava, entre espinhos e galhos secos, castigado pelo sol escaldante do sertão nordestino, dois bravos vaqueiros com suas vestimentas de couro curtido (chapéu, gibão, pederneira, luva e guarda peito) partem a cavalo em busca da novilha desgarrada, o objetivo é alcançar e capturar o animal a tempo de trazer um cordão que envolve o seu pescoço. Enfrentando a jurema preta, o xique xique e o facheiro, muitas vezes o va-queiro sai com sequelas, rasgões pelo rosto, com sangue escorrendo, que servem como comprovantes da vida de gado. A pega de boi, esse acontecimento cultural típico do nordeste brasileiro, se mantém viva até os dias de hoje, protagonistas como Raimundo Jacó (assassinado em uma pega de boi), eternizado pela voz de Luiz Gonzaga, na música “A Morte do Vaqueiro” , e nos dias de hoje, o boi Salgadinho, que há a 37 corridas está invicto, ajudam a manter essa cultura de pé.

[Captação | Edição | Finalização] Miguel Salvador

PEGA DE BOI NO SERTÃO

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SINOPSE:

Porta fechada, / deito-me no silêncio. / Prazer da solidão. (Bashô).

[Direção] Francielli Noya e Wolmyr Alcantara [Roteiro | Ilustração] Francielli Noya [Animação] Wolmyr Alcantara [Edição de som | Finalização] Felipe Gaze

PRAZER DA SOLIDÃO

[ Francielli Noya e Wolmyr Alcantara | Animação | 2’21” | ES ]

Imagem

Referências

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