ATA DA 5ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, DE 26 DE ABRIL DE

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ATA DA 5ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA, DE 26 DE ABRIL DE 2011 Aos vinte e seis dias do mês de abril do ano dois mil e onze, tendo por local o Prédio Ulysses Guimarães, localizado à Rua Carlos Pazetti, nº 290, reuniu-se a Câmara Municipal de Paulínia na Sala de Sessões "Vereador Mario Vicente Brasil Conte", realizando a quinta Sessão Extraordinária, da terceira Sessão Legislativa da décima-primeira Legislatura. A sessão foi iniciada às dezenove horas e trinta e quatro minutos, com o Vereador Marcos Roberto De Bernarde na Presidência, o Vereador Gustavo Yatecola Bomfim na Primeira Secretaria e o Vereador Marcos Roberto Bolonhezi na Segunda Secretaria. Estiveram presentes os Senhores Vereadores: Adilson Domingos Censi (Palito), Amarildo José Rodrigues da Silva, Antonio Miguel Ferrari (Loira), Custódio Campos de Oliveira, Francisco Almeida Bonavita Barros, Gustavo Yatecola Bomfim, Jurandir Batista de Matos, Marcos Roberto Bolonhezi (Marquinho Fiorella), Marcos Roberto De Bernarde (Marquinho da Bola) e Siméia Zanon. SENHOR PRESIDENTE (19h34): “Boa noite a todos. Invocando as bênçãos e a proteção de Deus, a Câmara Municipal de Paulínia dá início à quinta Sessão Extraordinária a ser realizada no dia vinte e seis de abril de dois mil e onze, terça-feira”. Solicito ao Senhor Secretário que faça o controle de presença dos senhores Vereadores”. PRIMEIRO SECRETÁRIO: “Senhor Presidente, todos os Vereadores encontram-se presentes”. Na sequência, passou-se à Segunda Parte – Ordem do Dia. Foi colocado em segunda discussão o Projeto de Lei nº 19/11, do EXECUTIVO, que autoriza a Municipalidade de Paulínia a celebrar acordo em Juízo e dá outras providências, com Emenda Modificativa nº 01, da Comissão de Justiça. SENHOR PRESIDENTE (19:35): “Antes de passar a palavra aos companheiros que quiserem fazer uso, gostaria de parabenizar a todos os Vereadores em todas as Comissões que deram agilidade, deliberaram para que pudéssemos estar fazendo esta segunda Sessão Extraordinária para podermos já liquidar este assunto deste Projeto de Lei nº 19/2011, do Executivo”. VEREADOR CUSTÓDIO CAMPOS (19h35): “Senhor Presidente, esse projeto é de grande importância, atende às reivindicações dos trabalhadores e nós mesmos fizemos no primeiro semestre de dois mil e nove, no começo do mandato, uma Indicação ao Executivo, aliás fizemos um Requerimento porque, segundo informações do sindicato, que nos passou um documento de que a municipalidade havia sido condenada a devolver o dinheiro que se apropriou dos trabalhadores, e depois que essa condenação impunha à municipalidade multas por conta do atraso e o Executivo estava recorrendo ainda de aspectos da sentença judicial, e isso trazia grandes prejuízos para os trabalhadores e trabalhadoras que haviam contribuído com o Fundo de Complementação da Aposentadoria, criado em noventa e dois, no então governo do senhor José Pavan. Então foi criado naquela ocasião e agora a gente está insistindo que esse

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dinheiro, que o município estava sendo condenado a restituir aos seus verdadeiros donos que eram os mutuários do fundo de pensão, e o Prefeito, o Executivo estava negligenciando nessa obrigação, e na verdade foi cobrado quase que dez anos dos trabalhadores e a Justiça considerando que se tratava de uma ação trabalhista condenou o Executivo a restituir apenas os últimos cinco anos. Há um entendimento, mas isso depois cabe talvez recurso ou outras ações de que não fosse uma ação trabalhista meramente, mas uma ação previdenciária e que todo esse dinheiro pudesse ser restituído, e também geraram outras polêmicas sobre a cobrança do imposto de renda e sobre cálculos, então foi feito toda uma peritagem, mas o dinheiro que os trabalhadores vão receber, conforme o Projeto de Lei, está sendo questionado porque estão sujeitos à tributação do Imposto de Renda e foi um dinheiro que já foi tributado, porque foi um dinheiro que foi para a folha de pagamento, entrou no pagamento do trabalhador e constou como desconto, então foi um dinheiro já tributado pelo Imposto de Renda, e agora o governo devolvendo os últimos cinco anos, pelo que entendi, ele passará novamente por uma tributação do imposto de renda, é uma situação que o dinheiro está sendo tributado duas vezes, creio que possa depois haver uma compreensão, isso talvez não seja com o Executivo mas com o imposto de renda ou mesmo com o governo. Algumas polêmicas têm surgido, mas com certeza é um dinheiro que será bem-vindo para todos e todas que contribuíram e nós, que fizemos a primeira Indicação para o Executivo nesta legislatura, nos sentimos contemplados. Agora, Senhor Presidente, qual é o entendimento, principalmente da Comissão de Justiça, porque eu vi no parecer jurídico contratado por esta Casa, que deveria haver uma adequação temporal porque o Projeto de Lei estava propondo a divisão dos pagamentos em seis lotes, e o primeiro lote é em fevereiro, depois março, abril, como passou-se um tempo e não saíram os pagamentos, se os meses já passados seriam pagos já num primeiro momento ou mantém-se esse processo mensal, pagando a primeira parcela agora e depois começando a contagem novamente, porque o parecer do advogado da Câmara pede para que haja uma adaptação, aí também tive dúvidas sobre isso, acho que tem que pagar todo mundo agora, os meses vencidos, mas quero saber qual é a compreensão da Casa, também não sei como o governo efetuará o pagamento considerando os meses já passados, terá meu voto favorável com certeza”. VEREADOR GUSTAVO YATECOLA (19h41): “Boa noite a todos, eu, como Presidente da Comissão de Justiça e Redação, isso foi analisado e foi feito um acordo e foi considerado que devido a demora do processo como um todo, nós fizemos uma emenda e até vou pedir para que seja lida agora para poder responder sua pergunta, que na hora da emenda eu iria estar colocando essa questão, mas como você adiantou a pergunta, foi feita uma emenda pela Comissão de Justiça a respeito desse assunto. A Comissão de Justiça colocou a seguinte emenda que vai ser votada na sequência, a devolução iniciar-se-á a

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partir de maio de dois mil e onze e cada servidor receberá a quantia a que tiver direito em uma única parcela obedecendo-se a ordem crescente dos créditos; não havendo pagamento da parcela em maio de dois mil e onze, o valor total deverá ser atualizado novamente e os pagamentos iniciar-se-ão no mês de junho de dois mil e onze, ou seja devido a isso foi colocado que a partir do momento que for aprovado o projeto se não houver o pagamento por parte do Prefeito serão atualizados os valores já pagos a partir do próximo mês”. VEREADOR BONAVITA (19h42): “Senhor Presidente, nobres companheiros, Vereadora Siméia, rapidamente, primeiro quero cumprimentar a pessoa do senhor Prefeito Municipal por estar enviando esse Projeto de Lei a Casa, um Projeto de Lei que se arrastava ou se arrasta há muito tempo, não digo o Projeto de Lei, mas comentários na cidade que é essa questão do Fundo de Complementação da Aposentadoria, acredito eu que há muito mais tempo do que a questão das educadoras. Então, aqui nós criticamos quando temos que criticar, alertamos quando temos que alertar, mas aqui não podemos deixar de dizer que é um ato que realmente merece, da minha parte, meus cumprimentos à administração municipal, na pessoa do Prefeito Municipal. Recentemente, essa matéria que até o Custodio levantou, já foi matéria deste Vereador alertando a municipalidade, o Sindicato, os funcionários que vão ser beneficiados nos seus direitos, que no meu entendimento há bitributação do Imposto de Renda e isso não é permitido por lei, mas eu não sou especialista da área, simplesmente alertei, e acredito que não só o Sindicato como a própria municipalidade e aqueles que vão ser contemplados devem, no meu entendimento, ficar de olho nessa questão porque salvo engano, são em torno de quase dois milhões e trezentos mil reais que vão para o Imposto de Renda, e acho que esse é um direito do trabalhador e não do Imposto de Renda. Muito obrigado”. VEREADOR JURANDIR MATOS (19h44): “Senhor Presidente, nobres Vereadores, eu só gostaria de esclarecer alguns números, a respeito desse Projeto de Lei, que estamos aqui com certeza beneficiando mais ou menos mil e oitocentos funcionários, porque é deles esse dinheiro e estamos repassando a esses funcionários de acordo com o que foi lido pelo Vereador Gustavo, o Vereador Custódio faz parte da Comissão de Finanças com o Vereador Bonavita e a Siméia, nós estamos repassando ao funcionalismo em torno de doze milhões de reais que com certeza eles estavam esperando isso há tempo, e agora a justiça foi feita. Obrigado”. VEREADOR CUSTÓDIO CAMPOS (19h45): “Então, pelo que entendi, quem receberia originalmente em fevereiro passa a receber em ou maio e quem estava previsto receber em março vai passar para junho”. VEREADOR GUSTAVO YATECOLA (19:45): “Não, está previsto o pagamento para maio, conforme a nossa emenda, o primeiro lote tem que ser pago em maio, se ele não cumprir em maio os números serão atualizados para serem pagos a partir de junho. Pessoal, vou voltar só para vocês entenderem essa questão, só tentar explicar para vocês o que aconteceu: pelo

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Projeto de Lei teriam que se iniciar em fevereiro os pagamentos, houve um atraso na questão de aprovação, do acordo com o sindicato vir para a Câmara, faltou documento vir para a Câmara, chegaram os documentos na Câmara, os documentos chegaram na última sessão, até o Custodio não estava sabendo, chegaram para nossa Comissão no dia da sessão, a nossa Comissão é a primeira a receber essa documentação, essa documentação foi avaliada, foi encaminhada para os advogados da Câmara, houve consentimento deles, depois da nossa Comissão passou para a Comissão de Finanças, depois passou pela Comissão de Obras e Serviços públicos para ser aprovado, como ele está sendo aprovado neste momento, o projeto prevê que tem que ser pago em maio, então o Prefeito tem que pagar, aprovou tem que pagar, só que se não for pago em maio, em junho ele já tem que corrigir esses valores para serem pagos, então quer dizer que o Prefeito não pode atrasar, se ele atrasar os valores serão corrigidos, ficou claro? São seis parcelas, o valor a ser restituído será atualizado até janeiro e dividido em seis lotes, mas aqui se fala em seis parcelas, então a Comissão de Justiça acrescentou essas duas emendas, para que não haja atraso no pagamento, se houver atraso a partir da lei aprovada, que sejam atualizados os valores”. VEREADOR CUSTÓDIO CAMPOS (19h48): “Só também para ajudar, Senhor Presidente, esse Projeto de Lei é autorizativo, ele permite ao Executivo celebrar um acordo com a entidade dos trabalhadores na Justiça, então o fato de aprovarmos esse Projeto ele não vai diretamente para a mesa do Prefeito para ser homologado e ser automaticamente autorizado o pagamento, o entendimento que tenho é que autoriza o Executivo a celebrar um acordo na Justiça, aí a Câmara não substitui o Sindicato, o Prefeito terá ou o seu Secretário, ou alguém terá que, perante um representante do Judiciário, celebrar esse acordo na Justiça e definir alguns detalhes e forma de pagamento. Então a Câmara hoje vota um projeto de lei autorizativo, às vezes cria a expectativa que chega na mesa do Prefeito amanhã e já começa a pagar, vai depender de um acordo, de uma assinatura com o Sindicato”. VEREADORA SIMÉIA ZANON (19h49): “O senhor pode me esclarecer, Vereador Gustavo, eu já tive pedidos de alguns funcionários da Casa, o outro projeto vai vir pelo Prefeito também, não vai dar para ser como emenda porque já estamos aprovando esse, os funcionários que estão faltando, os onze funcionários daqui da Casa que estão faltando e os outros da EMDEP, como vai ficar se já estamos aprovando isso hoje?”. VEREADOR GUSTAVO YATECOLA (19h50): “Vereadora Siméia, devido ao prazo, a gente tinha prazo para estar aprovando esse Projeto para não prejudicar as pessoas, se a gente fosse esperar uma emenda do Executivo, poderia atrasar ainda mais o pagamento que as pessoas tanto estão aguardando, então o que foi acordado é que o Prefeito mandará um novo projeto de Lei onde vai incluir o pessoal da Câmara e o pessoal da EMDEP”. VEREADORA SIMÉIA ZANON: “Eu perguntei só para esclarecimento da população que está aqui e do pessoal da Câmara também que

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está aqui, para a gente ter como dar uma explicação depois. Obrigada, Vereador”. Colocado em votação, o Projeto de Lei nº 19/11 foi aprovado por unanimidade. A seguir o Presidente colocou em votação a Emenda Modificativa nº 01, que foi aprovada também por unanimidade. SENHOR PRESIDENTE (19h52): “Nada mais havendo a ser tratado e ninguém querendo fazer uso da palavra, comunico a realização da próxima Sessão Ordinária no dia dez de maio de dois mil e onze, terça-feira, às dezoito horas. Agradecendo pelas graças e proteção de Deus, a Câmara Municipal de Paulínia encerra os trabalhos desta Sessão”. Os trabalhos foram encerrados às dezenove horas e cinquenta e dois minutos. Eu, Vereador Gustavo Yatecola Bomfim, Primeiro Secretário, determinei a lavratura da presente. Paulínia, 26 de abril de 2011.

VEREADOR GUSTAVO YATECOLA BOMFIM 1º SECRETÁRIO

VEREADOR MARCOS ROBERTO DE BERNARDE PRESIDENTE

VEREADOR MARCOS ROBERTO BOLONHEZI 2º SECRETÁRIO

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